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Entender Ficção

Entender Ficção
Author: Paulo Cantarelli
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© Paulo Cantarelli
Description
Este é o podcast do leitor inteligente (ouça desde o 1º episódio). Ideal para quem busca análise literária, leitura crítica e discussão sobre Alta Literatura, Filosofia Estética e técnicas de escrita ficcional. Apresentado por Paulo Cantarelli, escritor e professor de literatura, o programa examina livros clássicos e contemporâneos objetivamente, guiado pelo rigor do estilo e pela teoria literária. Aprofunde sua leitura, amplie seu repertório e compreenda os fundamentos da ficção. Literatura, cultura geral, estética, crítica, romance, conto, poesia e escrita criativa em um só podcast.
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No episódio de hoje, eu, Paulo Cantarelli, mostro (novamente) como forma e conteúdo são inseparáveis na Arte e como tenta justificar obras mal escritas é relativismo estético; no mundo da feiura, parece que temos de pedir desculpas por dizermos que uma obra de arte deveria ser bela. Também comento um pouco sobre o andamento dos meus livros e projetos; falo brevemente sobre leituras de teatro, em especial Shakespeare, e, por fim, leio os e-mails que vocês enviaram, respondendo perguntas, inquietações e experiências dos ouvintes.Links:Oficina: efesc.com.br Clube Crítico: lista de espera Site: paulocantarelli.com.brLivros mencionados (meus links patrocinados): A Tragédia Shakespeariana – A. C. BredleyObras completas de Shakespeare – tradução de B. HeliodoraO que é Dramaturgia? – Renata PallottiniFora de catálogo (links para download):The Technique of Drama – Gustav FreytagManualdo Roteiro – Syd FieldEnvie seu e-mail para [email protected] e participe dos próximos episódios.
Neste episódio, conto por que fiquei longe das redes sociais e como esse tempo fora me permitiu finalizar e publicar meu novo romance, "Mancha Maldita", pelo Grupo Editorial Alta Books. Abro os bastidores dessa publicação e compartilho reflexões sinceras sobre meu processo criativo e como a inteligência artificial está transformando a literatura, a crítica literária e o trabalho de quem escreve. Leitura de e-mails ao final do programa.Trago novidades do Clube Crítico e da EFESC, minha Escola de Formação de Escritores.Newsletter (clicando aqui).Para e-mails, dúvidas e sugestões: [email protected] (Amazon).Clube Crítico, para leitores inteligentes de literatura (lista de espera).É escritor? Entre para minha Escola de Formação de EscritoresChatobot para revisão de prosa do EFESC no GPT.Vídeo mencionado: pianista Maria João Pires é surpreendida no palco com obra que não treinara, mas toca-a de memória.
O programa de hoje é dedicado à memória de John Champlin Gardner, um dos mais importantes escritores teóricos da Criação Literária no século XX. Entrevistas com John Gardner (áudio em inglês)Links Amazon:A Arte da Ficção – GardnerOn Becoming a Novelist – Gardner
No programa de hoje, vamos refletir um pouco sobre os efeitos da cultura de massas no indivíduo. Descubra o que o documentário “O Golpista do Tinder” tem a ver com “Madame Bovary” e como o mercado editorial utiliza estruturas narrativas para manipular os consumidores.
E lá vamos nós… No programa de hoje, descubra o horror que é o estado das coisas no Brasil, principalmente na Normielândia, aquele país paralelo em que as pessoas consomem subcultura pop e veem filminho de homem com cueca por cima da calça, acreditam em elfos, etc. Também descubra o que isso tem a ver com George Orwell e Ismail Kadaré.Links da Amazon para os livros de Ismail Kadaré:A PirâmideVida, Jogo e Morte de Lul MazrekUma Questão de LoucuraEssays on World Literature – Aeschylus – Dante – ShakespeareLink para a entrevista mencionada:https://youtu.be/iM0o0OQ2GEwTextos lidos no programa“A Pirâmide”, Ismail KadaréO mais detestado pela polícia secreta era, como de hábito, o embaixador sumério, Suppiliun. Vivendo no país não fazia muito tempo, ele inventara um maldito procedimento a que chamava “escrita”. Gravava em placas de argila tracinhos e pontos quase idênticos, semelhantes aos rastos de uma galinha, e parecia que esses traços e pontos tinham a propriedade de embalsamar um pensamento, como a um cadáver humano. Não bastando isso, levava as placas ao forno e depois enviava tais “escritos”. “Imaginem o que andam fazendo na capital deles”, contava em tom de pilhéria o embaixador egípcio, que estava de licença. Todos os dias, carroças lotadas de placas de argila indo e vindo, de repartição em repartição. Uma única carta requeria duas ou três carroças. Escritos amaldiçoados. Ocorria às vezes de uma das placas se quebrar. Nos aposentos do ministro havia gente que só se dedicava a colar cartas. Metade do dia era isto: carga, descarga, poeira, confusão. Céus, que país maluco!Pág. 21, Cia das Letras, 2000









