DiscoverAvesso da Felicidade
Avesso da Felicidade

Avesso da Felicidade

Author: Luciano Sewaybricker

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Ah, a Felicidade! Quem não quer ser, pelo menos um pouco, mais Feliz? Mas será que alguém sabe o que é esse sentimento, essa emoção, esse estado de espírito, essa coisa que a gente sente, a Felicidade? Ainda que a definição de Felicidade seja polêmica, o que não falta é ela sendo dita aqui e acolá, no dia-a-dia, na televisão, nos artigos científicos, na publicidade…
Que Felicidade é essa que está por todos os lados e a gente não sabe bem o que é? É pra alimentar esse e outros questionamentos que existe o canal de podcast "Avesso da Felicidade". Nada de passo a passo, dica, receita, guia. O objetivo aqui é sair do automático e virar a Felicidade do avesso. Quem sabe, com esse podcast, a gente não acaba aprendendo a viver um pouco melhor?
24 Episodes
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Solène: Quer dizer, eu não sabia que a minha felicidade ia irritar tanta gente.Tracy: Ah, é. Eu não te avisei? As pessoas odeiam mulheres felizes.Diálogo do filme *Uma Ideia de Você* (The Idea of ​​You). Como alguém pode odiar a felicidade alheia?Historicamente, a felicidade das mulheres tem sido frequentemente retratada como condicionada à dos homens. Rousseau, por exemplo, definia explicitamente a felicidade da mulher como a do "bom homem". A imagem da dona de casa, de certa forma, também remete a isso. Ainda hoje, mulheres que encontram alegria fora dos papéis tradicionais frequentemente enfrentam críticas, ceticismo ou hostilidade aberta.Sara Ahmed chama isso de "feminista estraga-prazeres" (*feminist killjoy*): a ideia de que questionar estruturas de poder e desigualdades pode ser visto como algo que "estraga" a felicidade dos outros. Ao apontar as desigualdades e a injustiça de se ter formas limitadas de ser feliz (de não querer se conformar), as mulheres são vistas como as que estragam a alegria.Mas não deveríamos nos perguntar de quem é a felicidade que está sendo priorizada? E a que custo?Instagram: @lucianosewaybrickerReferências: Ahmed, S. (2020). The promise of happiness. Duke University Press.Ahmed, S. (2010). Killing joy: Feminism and the history of happiness. Signs: Journal of women in Culture and Society, 35(3), 571-594. https://doi.org/10.1086/648513Ahmed, S. (2009). Happiness and Queer Politics. World Picture 3. http://worldpicturejournal.com/article/happiness-and-queer-politics/ Blanchflower, D., & Bryson, A. (2024). The gender well-being gap. Social Indicators Research, 173(3), 1-45. https://link.springer.com/article/10.1007/s11205-024-03334-7Cohen, C. (2024, May 2). The Idea of You Is Right About Society Hating Happy Women—Middle-Aged Ones Most of All. Vogue. https://www.vogue.com/article/the-idea-of-you-society-hating-happy-women-middle-aged-ones-most-of-all Danzer, Natalia and Kranton, Rachel E. and Larysz, Piotr Pawel and Senik, Claudia, Gender Identity, Norms, and Happiness. IZA Discussion Paper No. 18209, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=5656459 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.5656459Eckermann E (2012) The quality of life of adults. In: Land KC, Michalos AC, Sirgy MJ (eds) Handbook of social indicators and quality of life research. Springer, New York, pp 373–380James H Fowler, Nicholas A Christakis. Dynamic spread of happiness in a large social network: longitudinal analysis over 20 years in the Framingham Heart Study. British Medical Journal, December 4, 2008Joshanloo, M., & Jovanović, V. (2020). The relationship between gender and life satisfaction: analysis across demographic groups and global regions: M. Joshanloo, V. Jovanović. Archives of women's mental health, 23(3), 331-338.Kaiser, C., Muggleton, N., Quispe-Torreblanca, E., & De Neve, J. E. (2025). Two paradoxes in women’s well-being. Science Advances, 11(10), eadt1646. https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:0140825a-d938-4c48-b98a-5f0aa88b76b3/files/rm613n051wLimongi, F., Oliveira, J. D. S., & Schmitt, S. T. (2019). Universal suffrage, but... only for men. Women’s vote in Brazil. Revista de Sociologia e Política, 27, e003.Rousseau, J-J. (1993 [1762]). Émile (Trans. Barbara Foxley). London, UK: Everyman.Showalter, M. (Director). (2024). The idea of you [Film]. Amazon Prime Video. Créditos Musicais:Abertura:"Flutey Funk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠⁠https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html⁠Fechamento: "Protofunk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠⁠https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html
Tempo é importante pacas, não preciso nem justificar. A gente mede o tempo com precisão “suiça” (faz sentido dizer isso ainda?) e morre de medo dele passar rápido (e se entope de botox). Controlar o tempo ou tê-lo como um recurso é parte importante das pesquisas entre felicidade e essa besta feroz. Nada contra. Pelo contrário, eu adoro tentar controlar o tempo. Vide meu calendário do google e o carnaval de eventos coloridos como confete na minha semana. Nesse episódio vou defender que, antes de ser cronológico, o tempo uma qualidade de como a gente vive a vida (e percebe o mundo). E isso impacta a ideia básica do que é felicidade.Instagram: @lucianosewaybrickerReferências: Agostinho, Sto.(1964) Confissions. Paris : Garneir-Flammarion.Bergson, H. (1938 / 2003) La pensée et le mouvant. Paris: PUF.Giurge, L. M., Whillans, A. V., & West, C. (2020). Why time poverty matters for individuals, organisations and nations. Nature Human Behaviour, 4(10), 993-1003. https://www.nature.com/articles/s41562-020-0920-zGonçalves, A. T. M., & Neto, I. V. (2010). Uranos, Cronos e Zeus: a mitologia grega e suas distintas percepções do tempo. Mirabilia: Electronic Journal of Antiquity, Middle & Modern Ages, (11), 1. https://repositorio.bc.ufg.br/items/25c8d721-f315-4166-9f34-13076178ee02Han, J., & Kaiser, C. (2024). Time use and happiness: US evidence across three decades. Journal of Population Economics, 37(1), 1-25. https://link.springer.com/article/10.1007/s00148-024-00982-4 Kasser, T., & Sheldon, K. M. (2008). Time affluence as a path toward personal happiness and ethical business practice: Empirical evidence from four studies. Journal of Business Ethics, 84, 243-255. https://www.jstor.org/stable/40294788Leite, J. E. T. (1995). “Nós quem, cara pálida?”: a razão depos de Taylor. In: Davel, E. P. B and Vasconcellos, J. G. M. (orgs). Recursos Humanos e Subjetividade. Petrópolis: Vozes.Malabou, C. (1996) Le Temps. Paris: Hatier.Maturana, H. (1995) The Nature of Time: www.inteco.cl/biology/nature.htmMerleau-Ponty, M. (1945 /1999) Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes.Robinson, J. P. (2013). Americans less rushed but no happier: 1965–2010 trends in subjective time and happiness. Social Indicators Research, 113, 1091-1104. https://link.springer.com/article/10.1007/s11205-012-0133-6Sapiens Lab (2024) The mental state of the world in 2023. A publication of the Global Mind Project. https://sapienlabs.org/wp-content/uploads/2024/03/4th-Annual-Mental-State-of-the-World-Report.pdf Seligman, M. E., & Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: An introduction (Vol. 55, No. 1, p. 5). American Psychological Association.Sharif, M. A., Mogilner, C., & Hershfield, H. E. (2021). Having too little or too much time is linked to lower subjective well-being. Journal of Personality and Social Psychology, 121(4), 933. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34498892/ Smeets, P., Whillans, A., Bekkers, R., & Norton, M. I. (2020). Time use and happiness of millionaires: Evidence from the Netherlands. Social Psychological and Personality Science, 11(3), 295-307. https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1948550619854751Créditos Musicais:Abertura:"Flutey Funk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.htmlFechamento: "Protofunk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html
Faz sentido falar em aversão à felicidade? Se faz ou não faz parece não importar porque a gente, em algum momento, sente como se a felicidade não tivesse no nosso caminho. Quem nunca já meteu os pés pelas mãos, fez uma sequência de escolhas ruins, pensou no desastre que estava por vir quando as coisas estavam “perfeitas”? Nesse episódio eu falo do assunto, comento testes psicológicos que já existem sobre o medo da felicidade, e aproveito para compartilhar a sabedoria da tia-avó Clotilde.Instagram: @lucianosewaybrickerReferências: Journal of medical ethics: “A proposal to classify happiness as a psychiatric disorder” by Richard P. Bentall, vol. 18, no. 2, June 1992Joshanloo, M., Weijers, D. Aversion to Happiness Across Cultures: A Review of Where and Why People are Averse to Happiness. J Happiness Stud 15, 717–735 (2014). https://doi.org/10.1007/s10902-013-9489-9 Gilbert, P., McEwan, K., Gibbons, L., Chotai, S., Duarte, J., & Matos, M. (2012). Fears of compassion and happiness in relation to alexithymia, mindfulness, and self-criticism. Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 85(4), 374–390.Joshanloo, M., & Weijers, D. (2014). Aversion to happiness across cultures: A review of where and why people are averse to happiness. Journal of happiness studies, 15(3), 717-735.Joshanloo, M. (2013a). Eastern conceptualizations of happiness: Fundamental differences with western views. Journal of Happiness Studies. http://link.springer.com/article/10.1007/s10902-013-9431-1.Layard, R. (2005). Happiness: Lessons from a new science. New York: Penguin Books.Créditos Musicais:Abertura:"Flutey Funk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.htmlFechamento: "Protofunk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html
Um mundo que chove queijo, que as montanhas são de queijo, que não é necessário dinheiro - basta pegar o que quiser -, que ninguém morre, que o dia tem 30 horas, que o café é sempre bom e está sempre quente…. utopias. Nesse episódio, vou falar sobre essa invenção de mundos (da Cocanha até a Utopia de Morus) e, conectando com a ideia de felicidade (e com o apoio do Ailton Krenak), espero te convencer de que precisamos mais dela. Espero que goste!Instagram: @lucianosewaybrickerReferências: Clayes, Gregory (2013). Utopia: a história de uma ideia (trad. Pedro Barros). São Paulo: Edições SESC SP.Falcon, F. J. C. (2005). Utopia e Modernidade. Morus-Utopia e Renascimento, 2, p. 161-184.Franco Jr, H. (1998). Cocanha–Várias Faces de uma Utopia. Ateliê Editorial.Katz, Rubin. (2012) Gone to Pitchipoï: A Boy’s Desperate Fight For survival in Wartime. Boston: Academic Studies PressQuarta, C. (2006). Utopia: gênese de uma palavra-chave. Morus-Utopia e Renascimento, 3, p.35-53.Galeano, E. (2001). Las Palabras Andantes. Buenos Aires: Catálogos.Toros-Marter, Denise. (2008). J’avais seize ans à Pitchipoï, Éditions Le Manuscrit / Fondation pour la Mémoire de la Shoah.Créditos Musicais:Abertura:"Flutey Funk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.htmlFechamento: "Protofunk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html
Sobre “tudo bem não estar bem” e a felicidade. Sobre quem tem direito a não estar bem, Segunda Onda da Psicologia Positiva e o filósofo romeno Emil Cioran, entusiasta dos fracassados. Episódio que serve bem para o Setembro Amarelo, que já passou… mas fica registrado para o de 2022.*****************Instagram: @lucianosewaybrickerReferências: Cioran, E. (2014). O livro das ilusões. São Paulo: Editora Rocco.Current Affairs (2021). https://www.currentaffairs.org/2021/03/corporate-mindfulness-programs-are-an-abominationDejours, C. (1987). A loucura do trabalho. São Paulo: Oboré.El País (2021a). https://brasil.elpais.com/estilo/2021-07-15/tudo-bem-nao-estar-bem-o-lema-da-nova-era-que-da-adeus-ao-pensamento-positivo.html#?rel=lom El País (2021b) https://brasil.elpais.com/estilo/2021-04-29/o-mindfulness-corporativo-nao-aumenta-salario-nem-traz-horas-livres-ele-so-arruina-o-seu-trabalho.html#?rel=masLinkedin (2020). https://www.linkedin.com/posts/mmarrazzo_in-just-about-an-hour-teams-at-nike-will-activity-6834559785506107392-m2Cm/New Yorker (2021). https://www.newyorker.com/magazine/2021/04/19/the-repressive-politics-of-emotional-intelligenceRespondendo em Voz Alta (2021). https://open.spotify.com/episode/2MbRlfCOnCy2rlLozYD1OI?si=rPRntKCVSsSkDcJ7g8cg7w&dl_branch=1 Times (2020). https://time.com/6077128/naomi-osaka-essay-tokyo-olympics/Titi Müller (2019). https://www.youtube.com/watch?v=1nt0SeegFIYTolstoi, L. (1990). Anna karenina. Alianza Editorial.Vittor Fernandes (2020). @vittorfernandes. https://www.instagram.com/reel/CN6GkWNnWPo/?igshid=1xr0zsnpnzed8Créditos Musicais:Abertura:"Flutey Funk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.htmlFechamento: "Protofunk" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/https://incompetech.com/music/royalty-free/music.html*****************************
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