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Author: Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

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Description

Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia.
49 Episodes
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A campanha Anpof8M deste ano foi encerrada com este episódio do Podcast Anpof sobre os desafios, as conquistas e as perspectivas das mulheres no ensino de filosofia no Brasil. Em pareceria com a Associação Brasileira de Ensino de Filosofia, reunimos nesta conversa três pesquisadoras cujas trajetórias contribuem de forma significativa para o fortalecimento do ensino de filosofia no Brasil: a profa. Dra. Maria Helena Soares (Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira), profa. Dra. Gabriela da Nóbrega Carreiro (UFPE) e profa. Dra. Roberta Liana Damasceno (UFPE).Em um campo historicamente marcado por desigualdades de gênero, discutir a presença, a produção intelectual e as condições de atuação das mulheres filósofas é também pensar nos caminhos para uma filosofia mais plural, diversa e democrática.Acompanhe esta conversa!
Este episódio foi gravado, por acaso, um dia depois do massacre na Penha e no Alemão, no Rio de Janeiro: 128 pessoas mortas. A maior parte delas, negras. A nossa proposta era termos uma conversa centrada sobre a consciência negra. Os convidados foram os professores Dr. Érico Andrade (UFPE) e Dr. Wallace de Moraes (UFRJ), integrantes do GT Filosofia e Raça. Inevitável, então, que esta conversa não abordasse o massacre. E o que a Filosofia tem a ver com isso? Tudo. Wallace e Érico são professores negros que vêm da periferia. Compartilham nessa conversa um pouco de suas trajetórias e experiências na Filosofia, como enxergam o espaço acadêmico e como inserem epistemologias contracanônicas em sala e nas pesquisas.Nesta conversa, enfatizam a necessidade da Filosofia no Brasil estar alinhada com a realidade dos estudantes e de toda a população, cuja maioria é negra. Para isso, deve-se abrir para novas epistemologias, capazes de entender a nossa realidade, como a chacina na Penha e no Alemão. A violência na periferia também é uma forma de compreender como se produz desigualdades e impacta a formação dos estudantes. Eles criticam uma suposta imparcialidade científica que acaba por desvalorizar certos tipos de produção de conhecimento. Para eles, é urgente que existam mais disciplinas voltadas para questões étnico-raciais para que a filosofia seja capaz de compreender a realidade brasileira. 
A que e a quem serve a emergência climática? De que forma ela alcança as pessoas de formas diferentes e desiguais?Para pensar sobre este tema e este conceito, a profa. Dra. Janyne Sattler (UFSC/Anpof) recebe a profa. Dra. Tânia Kuhnen (UFOB) nesta semana de COP30 no Brasil. Este episódio encerra a campanha sobre emergência climática, que contou com dezenas de textos em nossa coluna Anpof, uma roda de conversa sobre a COP30 no YouTube com prof. Dr. Jelson Oliveira (PUCPR) e a ativista Watatakalu Yawalapiti, além de uma entrevista em nosso site com prof. Dr. Fábio Oliveira (INFES/UFF). Tânia Kuhnen defende que este conceito serve para criar um certo caos, na medida em que quem mais contribui para agravar a questão climática é quem está mais tranquilo, porque parece ser menos afetado. Para ela, o conceito serve para empurrar a mudança de atitude para quem menos contribui com o processo. Nesta conversa, Kuhnen e Sattler discutem como esse tema está atravessado por questões geopolíticas, evidenciando como a desigualdade permeia o que chamamos hoje de emergência climática. Pensando o papel da filosofia, as professoras ecofeministas também refletem sobre a importância das teorias para abrir imaginários capazes de traçar rotas de fuga. Essas teorias, contudo, devem ser aterradas, corporificadas e que caminhem na direção contrária da abstração. Neste sentido, elas também compartilham experiências pessoais e defendem uma teoria aliada a uma certa praxis.Ouça essa conversa no Castbox e Spotify. 
Um novo fenômeno cerca o ensino de filosofia: a plataformização da educação. Este é o tema deste episódio do Podcast Anpof, que integra a campanha que discute o ensino de Filosofia na Educação Básica. O tema foi proposto pela profa. Dra. Valéria Wilke (Unirio) que convidou para a conversa o prof. Gilberto Miranda, mestrando do PROF-Filo da UFABC e docente da rede pública de São Paulo e Marcelo Feijó, mestrando do PROF-FILO da Unirio e integra a Rede Privada de Ensino Salta Educação. Para somar nessa conversa, a professora Taís Manenti, mestranda em Educação na UNESP, apresenta a sua experiência como docente temporária na rede de ensino de São Paulo. Nesta conversa, eles explicam a complexidade edste novo fênomeno: trata-se de sistemas de gestão e da lógica de dados e algoritmos que invadem o espaço da escola e afetam diretamente a forma de ensinar e de aprender. A partir de suas pesquisas e experiências, compartilham como o professor deixa de ser um mediador e passa a ser orientado por algoritmos, que demanda habilidades em lidar com câmeras e redes sociais. O controle que antes era dos corpos, agora se dá a partir dos rastros de dados.Eles compartilham como este fenômeno chegou como um apoio, mas acabou por retirar a liberdade de cátedra, aprofundar desigualdades de ensino e apagar diversidade de formas de aprendizado. No caso da Filosofia, em especial, comentam como está sendo moldada para caber nessas exigências de plataformização. Se já não é mais possível pensar uma educação desplataformizada, como pensar tecnologias possíveis, participar das decisões e definir como isso vai afetar a nossa vida? Sobre os participantes:Gilberto Miranda Jr é mestrando no Prof-Filo da UFABC e professor de Filosofia e Sociologia na rede estadual de São Paulo. Atua também como Orientador de Projeto Integrador na UNIVESP e faz parte do Grupo de Pesquisa de Filosofia da Informação da UNIRIO no CNPq.Marcelo Santos Feijó é professor e pesquisador na área de Filosofia e Ensino de Filosofia na Educação Básica em Rede. Mestrando em Filosofia pelo Programa de Mestrado Profissional em Filosofia em Rede (PROF-FILO/UNIRIO), sob orientação da Prof.ª Dr.ª Valéria Cristina Lopes Wilke, é licenciado em Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas (CESB-GO). Atua como docente no Ensino Fundamental II e Médio, com ampla experiência em cursos preparatórios pré-vestibulares e projetos sociais voltados à formação crítica e cidadã. Atualmente integra a Rede Privada de Ensino Salta Educação – Rede Elite, onde desenvolve práticas pedagógicas que integram pensamento filosófico, mídias digitais e metodologias ativas. Suas pesquisas e produções concentram-se nos eixos CiberEducação, Mídias Digitais, Educação em Rede, Ensino de Filosofia e EdTechs, com especial interesse nas transformações culturais e éticas promovidas pela tecnologia no ambiente educacional.Taís Barbosa Manenti é licenciada em Filosofia pela Unesp de Marília e mestranda em Educação pela mesma instituição, tendo lecionado na rede pública paulista entre 2022 e 2024. Valéria Wilke é professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio. Doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/UFF. Mestre, bacharel e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro permanente do GT ANPOF Filosofar e Ensinar a Filosofar e do GT ANPOF Filosofia e Gênero. Coordenadora do Mestrado Profissional em Filosofia / PROF-FILO, Núcleo UNIRIO. q. Pesquisadora nas temáticas de Filosofia da Informação; Tecnologias digitais, mídias e ensino de Filosofia; Gênero, Feminismos, Decolonialidade e ensino de Filosofia. Líder do Grupo de Pesquisa Filosofia da Informação certificado pelo CNPq.
O genocídio em Gaza

O genocídio em Gaza

2025-08-1553:32

Desde outubro de 2023, a população de Gaza caiu 6%. Segundo a Agência Central de Estatísticas Palestina, cerca de cem mil pessoas deixaram o território e 55 mil são consideradas mortas. Mais da metade, mulheres e menores de idades. O que acontece em Gaza não é uma guerra, é um genocídio. Quem afirma isso são os convidados deste episódio para pensar a agressão contra o povo palestino: prof. Dr. Thiago Stadler (Filosofia/Unespar) e profa. Dra. Naiara Krachenski (História/Unespar). Na conversa mediada pela profa. Dra. Mariana Broens (Unesp/Anpof), Stadler e Krachenski nos ajudam a entender o que chamam de apatia diplomática em relação às hostilidades sistemáticas em Gaza por parte do governo isralense, com pouco ou nenhum impacto na opinião pública. A professora Naiara fala em um genocídio ignorado e permitido e que é valioso financeiramente. Ela comenta sobre a cumplicidade das transações comerciais que os países ocidentais e grandes economias têm com Israel e como empresas privadas lucram com a economia do genocídio. Também contribuiu para esta apatia, segundo Thiago e Naiara, o processo de desumanização do povo árabe, consequência de uma desvalorização histórica, pelo menos desde o século XIX. A partir de um exercício histórico e filosófico, os professores da Unespar buscam argumentar por que não se trata de uma guerra e sim de um genocídio. Thiago ainda reflete sobre o fator de violência que existe nos textos sagrados, mas como o Sionismo tem se apropriado deles para cumprir uma nova função política. Para Naiara, o Sionismo sequestrou a identidade do judaísmo, sendo perverso também para os próprios judeus ao defender uma única identidade da qual nem todos compartilham.Thiago Stadler é professor Associado do Colegiado de Filosofia da Universidade Estadual do Paraná, campus de União da Vitória (UNESPAR). Professor Permanente do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia. Professor Colaborador do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal do Paraná (UFPR).Naiara Krachenski é doutora em História. Professora adjunta do colegiado de História da Universidade Estadual do Paraná, campus Uniã da Vitória e profesora colaboradora do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal do Paraná. Seus temas de estudo e pesquisa abrangem temas como colonialismo em África, história visual e estudos sobre genocídio.
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