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Leitura de Ouvido
Leitura de Ouvido
Author: LP Lucas e Daiana Pasquim
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© LP Lucas e Daiana Pasquim
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Leitura de Ouvido vai além do audiolivro, é o podcast que transforma linhas em ondas sonoras, criado por Daiana Pasquim e Lucas Piaceski. Contos e poesias, nacionais e internacionais, em domínio público. Gravação do texto interpretado em áudio drama e com sonorização cinematográfica. Crítica literária descontraída sobre o texto, escola literária e autor, ao final do episódio. Todas as sextas-feiras, um novo episódio. Boa leitura! Apoie pela chave PIX: leituradeouvido@gmail.com ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
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“O Africano e o poeta” é composição da escritora novecentista brasileira Narcisa Amália (1852-1924), na terceira parte de Nebulosas (1872), seu livro de poesias com 44 poemas de exaltação à natureza, à Pátria, à lembranças da infância e homenagens. Narcisa é a “bela e jovem poetisa”, como definiu Machado de Assis, para quem ela tinha “pena delicada e fina”. Nesta poesia, utiliza definido vocabulário de sua época para elevar o poeta a um enredo épico, como sendo o único capaz de sentir, na extremidade, o sofrimento africano. A comoção do poeta encadeada nos versos pode ser vista como uma representação de humanização. Como se só os que têm alma sensível, como o poeta, fossem capazes de se condoer com a difícil situação do africano. E para potencializar ainda mais as palavras dela, João Gomes de Araújo (1846-1943) as musicou e transformo em modinha, em 1870.Um dos pontos destacados desde a epígrafe, com verso de Lamartine é se os escravos têm deuses ou se têm filhos. Como se isso fosse a eles possível, diante de tantos carmas, desde arrancados, em criança, da Líbia. O país fica ao Norte da África e foi de lá, também, que veio Luísa Mahin, de quem falamos recentemente, quando apresentamos a mãe do poeta Luiz Gama. Assustador é que, em notícias recentes, a Líbia ganhou atenção internacional devido a relatos e denúncias graves de mercados de escravos modernos. Por toda essa relevância, o texto ganhou os holofotes das universidades.O oferecimento é da Editora Litteralux, pela qual a Daiana Pasquim está lançando seu novo livro: Serenas. E você também pode enviar o seu original para litteraluxeditora@gmail.comO primeiro lote de envios do Serenas já foi pelos Correios esta semana e em breve, chegará aos leitores que já o adquiriram. Aproveite a pré-venda e garanta o seu. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“A cruz da estrada” e “Tragédia no lar” são dois poemas de Castro Alves, datados de 1865 e reunidos no livro Os Escravos (1883), publicado postumamente. Com diferentes focos, um no fim da vida e outro no princípio dela - as crianças - , o cantor dos escravos esmiuça as dores do povo escravizado. Note que se trata de “A cruz da estrada” e não a cruz na estrada, como estamos acostumados a visualizar, pelos caminhos: “da estrada” prevê um corpo, ali sepultado, um hábito antigo, quando os corpos eram espalhados pelos caminhos, longe do interior das igrejas e desassistidos dos cemitérios. Na poesia, não se trata só do símbolo do ‘Descanso’, é o leito da liberdade, que foi a noiva desposada pelo escravizado. A tradição de erguer memoriais à beira do caminho tem origem antiga na Península Ibérica e foi trazida para o Brasil, especialmente para o Nordeste, até se espalhar por todo o território. Já “Tragédia no lar” é uma narrativa que culmina no implorar de uma mulher: “é impossível que me roube da vida o único bem”; “Deixai meu filho: arrancai-me antes a alma e o coração”. Mas o senhor de escravos invade o casebre onde uma escrava embalava e cantava para seu filho, para tomá-lo de seus braços e o vender. Os versos sensibilizam porque são muito reais e o enredo, desenrolado em outras histórias, por outros autores antiescravagista, como Maria Firmina dos Reis, no conto “A escrava” e Ana Maria Gonçalves, no romance histórico Um defeito de cor. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleituraPara adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para leituradeouvido@gmail.com
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Seu nome completo era João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, mas foi o pseudônimo João do Rio, que o consagraria literariamente. O jornalista, cronista, contista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 1881, e faleceu na mesma cidade em 23 de junho de 1921. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Das redações de jornais, João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil. Deixou obra vasta, mas efêmera, publicadas de 1905 a 1919. Por isso, hoje trazemos à tona um de seus intrigantes contos, o espirituoso “Aventura de Hotel”, que está publicado no livro Dentro da noite, de 1910. Boa leitura!
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Leitura de Ouvido Ep. 26
“A paixão de Jesus” é uma crônica de Machado de Assis (1839-1908), com tom reflexivo sobre a tragédia do Calvário, que foi publicada em 1º de abril de 1904, no Jornal do Comércio. Não é tarefa muito fácil encontrar esta exegese de Machado, por isto, aproveite a pérola desta produção do Leitura de Ouvido. Exegese é uma interpretação ou explicação crítica de um texto, particularmente de um texto religioso. Machado conceitua o prefácio dos tempos; debruça-se sobre o que denomina como páginas primitivas, contextualiza com os séculos acumulados sobre tais livros, aborda a fortaleza da crença, situa Jerusalém como o cenário para o drama da paixão e propõe-se a destacar o que enxerga de “nota humana” no ocorrido entre a noite de um dia e a tarde de outro, por conseguinte, a comoção da ceia em que o Filho de Deus partiu o pão e o vinho com seus discípulos após lhes lavar os pés, até a morte de Jesus. Baseado na leitura dos evangelistas, Machado desfila sua visão sobre o ato da condenação decidida por Caifás e o conselho, lembrando que "para o crime político e para a pena de morte era preciso Pilatos.” - que o escritor considera como outra nota humana da tragédia do calvário, por ter lavado as mãos e transferido a responsabilidade para os ombros do povo. E, por fim, as mulheres, com sua consolação e paciência, empregando seus bálsamos e aromas, são a última nota humana. A essência machadiana sobre o calvário é de que essa tragédia cristã é o prefácio dos tempos e que a cada vez que estivermos diante desta leitura dos evangelistas, há de haver comoção! Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“Duelo" é conto de Carmem Dolores (1852-1910) encontrado no livro Um drama na roça (1907). Carmem Dolores é o principal pseudônimo para Emília Moncorvo Bandeira de Mello manifestar ao mundo suas ideias. Hoje vamos conhecer a trama amorosa entre Luísa e Armando, que encontram-se num quarto, num impasse. Ela, humilde e implorativa; depois doce e chorosa -sentindo-se usada e desprezada. Ele, com a tortura de que se sente causa sentindo-se preso. O texto inicia com uma clássica interrogação entre casais: "– Mas, enfim, que tens? Que te fiz eu? Por que me tratas deste modo?” Na história, Carmem Dolores passa um termômetro das relações heterossexuais do início do século passado, defendendo de que "o amor é na sua realidade um duelo entre o homem e a mulher” . Note a ênfase por se tratar de ‘seres modernos’ em situação que transparece as revoluções morais, econômicas e emocionais a que todos estavam submetidos no início do século XX. A conclusão é de que o ser amado pode ser um inimigo adorado. Sobressai no conto a ideia de que 'a conquista’, ainda que diária, é o maior tempero de um relacionamento, por meio do entendimento dos personagens da “necessidade de luta”, para estar ao lado de quem se ama. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
'Memórias de uma filha: Leslie Stephen, o filósofo em casa” é ensaio autobiográfico de Virginia Woolf no qual descreve com nitidez o seu pai, a sua infância, os seus irmãos, tendo como esteio este homem, que foi um crítico literário inglês, homem de letras e o primeiro editor do Dicionário de Biografia Nacional. Sir Leslie Stephen nasceu e morreu em Londres, tendo vivido de 28 de novembro de 1832 a 22 de fevereiro de 1904. Virginia escreveu este ensaio, no original em inglês, A Sketch of the Past (Um esboço do passado) no contexto de Moments of Being, entre 1939-1940. Esta narrativa autobiográfica foi incitada pela irmã e, no final de sua vida, Virginia transformará os despertares em St. Ives na pedra angular dessa obra considerável, que a coloca entre os principais autores do seu século. O Momentos de Vida, contudo, saiu apenas em 1976. Aqui no episódio trabalhamos com o livro O sol e o peixe, sendo que o ensaio vem logo após “Montaige", que foi o assunto do encontro do Clube Leitura de Ouvido desta semana. Além de crítico e historiador britânico, Leslie Stephen era montanhista e isso é destacado por Virginia desde o começo do ensaio, como algo que fez o passado do pai. Na lembrança da filha, já restava ao pai apenas "perambular pelos vales da Suíça ou dar uma pequena caminhada pelas charnecas da Cornualha". Tantas dessas caminhadas, aliás, são feitas em companhia dos filhos. Virginia as revela em seu diário, do qual abrimos várias passagens nestas Notas de Rodapé. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“Juvenilia” - Versos Inéditos de Florbela Espanca (1894-1930) são precedidos dum estudo crítico de Guido Battelli, o apóstolo florbeliano que organizou o livro e o publicou em 1931, menos de um ano após a morte da poetisa portuguesa. Estas poesias foram a ele enviadas pela dedicada amiga de Florbela, D.Julia Alves, que travou com ela uma intensa correspondência nos anos de 1916-1917. São portanto anteriores à publicação do Livro de Máguas (1916). Uma parte desta correspondência já está publicada. Os poemas que compõem Juvenilia são 14 e os fazemos todos neste episódio, lendo-os da edição original, de 1931: “Rústica”, “Amei um dia…”, “Passeio no campo”, "Aquele dia!”, “O fado”, “Escuta…”, “No meu alentejo”, “Paisagem”, “A anto”, “Súplica”, “O espectro”, “Luar”, “Liberta…” e “Nunca mais!”.É como se este episódio poético fosse duplo, com um conto também, nas Notas de Rodapé, onde nos dedicamos a trazer vários excertos do crítico Guido Battelli, em especial quando ele revela detalhes mais íntimos dos momentos finais da poetisa, como a noite chuvosa que seu corpo passou sozinho na capela contígua, já que uma chuva fortíssima impediu o cortejo ao cemitério, em seguida de suas últimas despedidas. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“Feuille D’album" (1917) é um conto de Katherine Mansfield (1888-1923) no qual uma narradora mulher, onipotente e onipresente desnuda até os pensamentos e sonhos do jovem artista solitário Ian French, que vive em Paris. A história existencialista passa uma boa mensagem sobre até onde a timidez pode chegar. Ou impedir de conquistar. Originalmente intitulado An Albun Leaf, que quer igualmente dizer Folha de Álbum, saiu em 20 de setembro de 1917 na Revista New Age. Depois, compôs algumas de suas coleções de contos, com o título alterado para francês. Ian French é pintor e tem uma vida reclusa da sociedade. Quando ele aparece em cafés, várias mulheres tentam conquistá-lo. Mas a visita em seu estúdio é sempre impossível. Isso, até o dia chuvoso em que ele avista, da janela, uma moça magra de avental e lenço rosa na cabeça. O fluxo de consciência é tão intenso no conto tanto quanto a descrição minuciosa e muito bem-feita, tanto do jovem personagem quanto do seu apartamento, quando a narradora resolve revelá-lo. Depois de muito o artista imaginar, o golpe final do conto é de pura ação, quando ele resolve seguir a moça, que sai às compras à noite. Em miscelânea com a ação, que narra os passos da vizinha, há os fluxos de pensamento do rapaz. É um conto existencialista e revisional, pois leva a refletir sobre o que se faz e o que se deixa de fazer, para além das aparências, mas pautados nos sentimentos mais profundos que sentimos. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“A herança” é conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado originalmente em abril de 1878, veiculado no Jornal das Famílias. O realismo machadiano aporta o interesse financeiro entre uma tia rica e seus sobrinhos. São dona Venância - a imagem da fortuna - e seus dois sobrinhos, Marcos, 34, o advogado devoto à tia e Emílio, 28, o médico e dândi, constraste de Marcos, pois não a amava. Órfãos e vivendo da herança dos pais, eram muito ligados à dona Venância e o narrador se demora em explicitar a diferença de caráter e de fisionomia de um e outro rapaz. A história é um bom retrato da sociedade oitocentista quando o assunto é família, orfandade, casamento e herança. O narrador apresenta ainda uma terceira sobrinha, Eugênia, 20, que a velha insiste em deixar bem casada, antes de partir desta vida. Contudo, Dona Venância é uma fonte de duas bicas: mel por um lado e vinagre pelo outro. Isso também é destinado aos sobrinhos, pois tratava-os diferente, por seu bel prazer, com seu “gênio original". Um a amava; outro deixava-se por ela amar. Na história sobressaem-se aspectos ambíguos do comportamento humano. Vamos avaliar na história a “disposição para o casamento” e a obrigação ou não, com esse laço social tão recorrente à moda antiga. Para não falar que dona Venância era chata, o narrador definiu como “uma ternura difícil de suportar”. E quando o testamento foi aberto, houve alguma surpresa? O texto que trabalhamos neste episódio está no livro Relíquias da Casa Velha. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Pauliceia Desvairada de Mário de Andrade (1893-1945) foi nosso Ep. 57, publicado em 9 de abril de 2021, apenas com os poemas Paisagem Nº 1, 2, 3 e 4. E “Prefácio Interessantíssimo”, de Pauliceia, foi o Ep. 100. Hoje, episódio 308, após debatermos o Modernismo e o Prefácio no Clube Leitura de Ouvido. Dedicamo-nos hoje aos poemas: "Inspiração", "O trovador", "Os cortejos", "A escalada", "Rua de São Bento", "O rebanho", "Tietê", "Ode ao burguês", "Tristura", "Domingo", "O domador", "Anhangabaú", "A caçada", "Noturno", "Tu", "Colloque sentimental" e" Religião". Para completar o livro, resta-nos apenas realizar a produção de "As enfibraturas do Ipiranga”. Mário indica, no Prefácio: ”Quem não souber urrar não leia Ode ao Burguês. Quem não souber rezar, não leia Religião. Desprezar: A Escalada. Sofrer: Colloque Sentimental.” Já ficam algumas dicas para a nossa interpretação, em que pese: "Repugna-me dar a chave de meu livro.” Em Pauliceia, Mário se apresenta como “louco”, usa várias vezes o termo arlequim e o adjetivo arlequinal. Há muitas aliterações juntas e bem combinadas, que culminam na Polifonia Poética, que é a marca insondável do livro. Muitas vozes, discursos e perspectivas, são os tons de seus versos: "nada de asas, nada de poesia, nada de alegrias…”; e o reconhecimento do que a cidade se tornava “futilidade, civilização” no misto ítalo-franco-luso-brasileiro-saxônica, gentílico composto bem miscigenado, que já era o reflexo daquele Brasil moderno. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O bebê de tarlatana rosa” é conto de João do Rio (1881-1921) e está no livro Dentro da Noite (1910). Provavelmente, será o episódio com uma aventura de carnaval mais imprevista e horrorosa que você já viu. Vamos começar abrindo o título: bebê não se trata de um recém-nascido, mas uma variável para chamar as mulheres bonitas. Tarlatana é um tecido usado em encadernação, gravura, restauro, moda têxtil, decoração da casa, colagem e estuque. E a roupa da moça da história, era rosa, cor que transmite amor, carinho, romance, doçura, feminilidade e inocência. O narrador está numa sala com reunião de amigos, onde Heitor de Alencar conta a sua história de máscaras e imprevistos, que acontece na madrugada da terça-feira de Carnaval para a quarta-feira de Cinzas, quando estava envolvido nos “transportes da carne e do desejo”. O conto perpassa os quatro dias paranóicos da festa popular, sem poupar cenas de depravação e entusiasmos e leva a refletir sobre como os “valores" sociais podem mudar no Carnaval. Foi numa visita ao Baile Público do Recreio, no Rio, que avista o bebê pela primeira vez. A obra é um clássico do conto fantástico e decadente brasileiro, narra uma história macabra de carnaval. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O último discurso” é um conto comovente de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), publicado no livro Ânsia Eterna (1903), que nos faz refletir sobre a vida e o fim dela. A história narra o sopro de existência para o honorável Dr. Paula Guedes, que com 83 anos está desenganado sobre a cama de madeira de peroba, magérrimo e tilintando de frio em pleno fevereiro no Brasil. Tudo muda quando ele recebe uma carta do Instituto para que seja o orador no evento de homenagem ao tricentenário de Anchieta. Ali ocorre o seu sopro de ressurreição. Diante da resistência da família até mesmo em lhe fornecer papel e lápis, ele dribla a sensação de que o túmulo se aproxima e recorre ao imagético da passagem do tempo, ancora-se em sua teimosia acadêmica para compor o mapa mental de um discurso de mais de 20 páginas. Quando ele veste seu terno de casaca, luvas, gravata branca e comendas para treinar diante da família, uma grande comoção toma conta de todos. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“Porque não se matava” (1923[1918]) é conto de Lima Barreto (1881-1922) que escancara os vícios sociais. Ambientado na degradação da República Velha, no Bar Adolfo na rua da Assembleia, dois amigos que se conhecem desde a infância, que compartilharam as lições da escola, o crescimento e a formação, se encontram no ambiente propício da boemia, onde estão escritores, pintores, jornalistas, poetas, literatos, médicos e advogados, conversando e bebendo sempre. Temos de um lado, um homem que não tem mais motivos para viver; do outro, um bom ouvido e é também o nosso narrador. O fato é que o bar é bem descrito, detalhadamente, e comparado ao Silogeu. À época, o Prédio do Silogeu era ocupado pela Academia Brasileira de Letras como sede. Ali também funcionavam a Academia de Medicina, o Instituto dos Advogados do Brasil e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. “É um ninho e também, uma academia”. O fato é que o amigo confabulava sobre se matar, sim ou não, e não gostava de trabalhar: “Afastava-se da caça ao emprego”; e também “nunca conheceu o amor”. Era um homem sem paixões nem desejos, “já descri de tudo, da arte, da religião e das ciências”. E o boêmio marcava com solenidade o número de copos bebidos. Só não se matava por falta de dinheiro, posto que não quer ficar falado depois que deixar o augusto mistério do mundo. O conto "Por que não se matava" de Lima Barreto é sagaz e vai trabalhar a ironia da situação, com argumentos que dão muita vontade de viver. Escute para conhecer! A história saiu apenas postumamente, em 1923, integrando a coletânea Bagatelas. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“A calúnia” (1883) é conto de Anton Pavlovitch Tchekhov (1860-1904) que apresenta um quiproquó na festa de casamento promovida pelo professor de caligrafia Sergey Kapitonech Akhineiev, que casava a sua filha Natália com o professor de história e geografia Ivan Petrovich Lochdinei. Toda a confusão se dá em torno de um esturjão, o peixe hoje quase extinto, que produz o caviar. Curto, direto, divertido e irônico, apesar de aparentemente o conto se fazer apenas ao redor de uma fofoca, o fato do professor ter beijado a cozinheira - há muito a observar na história. Ele produz uma piada simples, com realismo crítico, fruto da observação precisa da vida cotidiana e da escrita concisa. É o que acontece em “A calúnia", e em tantos outros contos tchekhovianos aparentemente simples, mas profundos. O mais impressionante da história é a forma como Tchekhov envolve o leitor, a ser o portador de um segredo. "Quem terá sido? — perguntamos nós, também, ao leitor...", com o desfecho que pede uma gargalhada, pois o protagonista se envolve numa grande ironia, sendo vítima de sua própria arrogância. A historieta se pauta no rigor social. Culturalmente, o conto de Tchekhov é um bom exemplar para ilustrarmos sobre o esturjão, pois se trata de um peixe ancestral que já se teve em abundância e hoje está em iminente extinção, produzindo uma iguaria aclamada pelo luxo e nobreza, que é o caviar, o ouro negro. Nas Notas de hoje você também saberá: "Como ele renovou as formas do conto moderno?" Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O pastor amoroso” é o conjunto de oito poemas de Alberto Caeiro (1889-1915), heterônimo alter ego de Fernando Pessoa (1888-1935), que vêm em seguida de "O Guardador de Rebanhos”. É como se fosse um desdobramento daquele narrador ainda menino que vivia no cimo do outeiro, posto com uma mudança de caráter, no efeito de demonstrar a transformação que o amor é capaz de causar. Pois se em O Guardador ele era devotado à natureza e canta as suas belezas, quando descobre o amor, sua forma de ver o mundo se altera: para desfrutar da natureza, espera pela pessoa amada. Nos poemas do episódio de hoje contemplamos a poética do amor. Ele começa afirmando exatamente esta oposição: “tu mudaste a natureza”; depois anseia por ela para “colher flores pelos campos”; reconhece “amei e não fui amado”; e que “amor é companhia, que é um pastor amoroso, que amar é pensar”; então se dá conta de que agora, “tenho interesse no que cheira: hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver”. Caeiro foi um dos mais importantes heterônimos de Fernando Antonio Nogueira Pessoa, o poeta “plural”, o mais universal poeta português. Cumpre notar que na data da criação (março de 1914), Pessoa remonta a 16 de abril de 1889, em Lisboa, para determinar o nascimento de Alberto Caeiro da Silva. O pastor amoroso é o segundo, dos três conjuntos de poesias attibuídas à Caeiro. Há ainda, Poemas Inconjuntos, para uma próxima produção. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O Grand Prix” é crônica de costumes de Eça de Queirós (1845-1900) que está no livro Ecos de Paris, que se fez posteriormente, com as histórias publicadas por ele originalmente como artigos em jornais. Uma das coletâneas compiladas e publicadas no Brasil foi em 1905, após a morte do autor. O livro tem várias edições e reimpressões. Inclusive, a crônica "O Grand Prix" de Eça de Queirós foi publicada pela primeira vez no próprio Brasil! Saiu na edição de 18 de junho de 1893, do jornal Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro. Isto explica porque ele reserva o desfecho da história ao território brasiliense. A crônica começa no hipódromo de Longchamps, que desde 2018 esteve passando por reformas, mas é ainda um dos principais pontos de corridas de cavalos de Paris. Ao longo da crônica são muitas as alfinetadas: a burguesia com seus caprichos, as orgias e festas com gastos extraordinários, as solenidades e a política, as burocracias da coisa pública, as fofocas, como sobre as meias de Napoleão, a publicação póstuma de versos de Victor Hugo, e até o Canicule, que é o calor extremo em França, nos meses de verão, quando as temperaturas ultrapassam os 35°C durante o dia e se mantêm elevadas (acima de 20°C) durante a noite por vários dias consecutivos. Homônimo ao episódio de hoje, há em Portugal, desde 1988, o "Grand Prix Eça de Queirós”, que refere-se a um prêmio literário. Como crônica de costumes, é bom lembrar que Eça já havia feito isso em Os Maias (1888), obra-prima do autor e um marco do Realismo/Naturalismo na literatura portuguesa, retratando a sociedade lisboeta do século XIX. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O País das Quimeras” (Conto Fantástico), de Machado de Assis (1839-1908) foi publicado originalmente em 1º de novembro de 1862, na revista O Futuro: Periódico Literário, no Rio de Janeiro. Cento e sessenta e quatro anos depois, torna-se nosso primeiro episódio de 2026, abrindo a 7ª temporada do Leitura de Ouvido. Mais tarde, o conto foi reescrito e republicado com o título "Uma excursão milagrosa" no Jornal das Famílias, em abril e maio de 1866. Machado de Assis não incluiu o conto original em nenhuma coleção de livros publicada durante sua vida. Mas a versão que utilizamos aqui, contudo, encerra o livro Relíquias da Casa Velha. Por meio do conto, conhecemos de corpo e alma o poeta Tito, um homem comum em feições, que no alto de seus 20 anos é um partido às moças de 15 ou 16. Mas Tito tinha fraquezas de caráter que o levaram a “mercar com os dons de Deus”, pois para se sustentar, vendia seus versos a um freguês que queria fama literária. Um dia, Tito cai com a doença do amor, resolve viajar ou morrer. Mas recebe uma visita extraordinária de uma bela mulher: uma sílfide com asas com poeira de ouro. Com ela, Tito faz uma viagem inimaginável, até aterrissar no País das Quimeras, onde vai receber inúmeras revelações. O país cerimonioso tem rei e rainha, beija-mão, mesuras e cortesias, mas também continência militar e execução à forca, o que demonstra que mesmo no país da Fantasia, com as Quimeras e Utopias, existem convenções que não podem ser rompidas. Diante das revelações e de ver tudo vaporoso, o poeta passa a ter "olhos de lince", para ler a alma das pessoas. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
O badalar dos sinos do mundo hoje podem nos lembrar o quão maravilhoso pode ser o Natal, quando nos preparamos, de dentro para fora, para esta comemoração. O conto de hoje é para aqueles que - talvez há anos - não se importam com a data de Natal. E vai derrubar as expectativas de quem: “achou que tudo, seria como sempre”. Os advérbios vão ser remexidos e garanto que o seu coração também, pois o foco aqui é humanização, com problemas de um mundo real.Luís Fernando Garcia (30/04/1978) é assistente social, Graduado em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social - FAPSS e mora em Vargem Grande Paulista. Tem Especialização Humanização em Saúde: Narrativas do Adoecimento do Sofrimento e As possibilidades de Cuidado, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).Nosso apoiador Luis Fernando Garcia tirou da gaveta o seu texto de mais de uma década "Um conto de Natal" e comissionou esta produção lindíssima de hoje! É uma reflexão sem igual! Desejamos a você os melhores abraços de seus familiares e amigos e que o seu Natal possa se diferenciar, do da história que apresentamos. Ela é a realidade para muitas famílias.✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“Pó de Sim, Pó de Não” (2025), é um Original Leiturinha escrito pela paulista Andrea Avelar e ilustrado pelo cearense Felipe Calv. É um dos livros criados especialmente pela Editora Leiturinha, que estimula autonomia, imaginação, empatia e raciocínio, além de fortalecer o vínculo familiar e o prazer da leitura. Hoje conhecemos a Família Ventura, pessoas que conversam sobre sonhos, sentimentos e emoções. “Pó de Sim, Pó de Não” trabalha emoções de maneira lúdica, usando os pós para ajudar as crianças a nomearem sentimentos, elaborarem frustrações e, assim, encontrarem o equilíbrio emocional. São muitas prateleiras e rótulos, assim como a vida, que é totalmente diversificada! Note que nesta história, o menino Benício está totalmente envolvido com as tradições de sua família, isso conversa demais com essa época do ano em que estamos, que é a das festas. A festa da história, é o aniversário do menino, que ao completar 7 anos, recebe a última das chaves para ter acesso à Sala Empoeirada da casa dos Ventura. A história traz em essência dois valores primordiais: 1- os momentos e rituais compartilhados em família; 2- e a celebração dos livros, quando o menino vai escrevendo suas páginas novas, a partir dos sentimentos que descobre e os pós que mistura. Ou seja, o poder da leitura e do amor são celebrados como laços inquebrantáveis! Por isto, este episódio é tão especial para nós! Chegamos ao episódio 300! Concluindo a sexta temporada! Nós temos muito o que celebrar! Sabia que a partir da nossa parceria com o maior clube de assinaturas de livros infantis do Brasil, o frete da sua assinatura pode sair de graça!? São R$ 120 de desconto nas assinaturas anuais, planos UNI ou DUNI. Acesse o Link https://leiturinha.com.br/?utm_source=influenciadores%20&utm_medium=social%20&utm_campaign=LEITURADEOUVIDO_dezembro&pin=LEITURADEOUVIDOe tenha frete grátis garantido com nosso cupom: LEITURADEOUVIDO#momentoleiturinha #leiturinha✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“O presente dos Magos” é do famoso contista americano William Sydney Porter, sob o pseudônimo O.Henry, que estreia no podcast. Trata-se de uma jornada emocional, que se passa na véspera de Natal. O conto foi publicado pela primeira vez em dezembro de 1905, no jornal The New York Sunday World, e no ano seguinte, foi republicado na antologia do autor, The Four Million, sob o título The gift of Magi. Em “O presente dos magos” vamos conhecer o jovem casal que, com pouco dinheiro, busca o presente ideal para agradar ao outro no Natal. As dificuldades financeiras são acentuadas na apresentação da personagem Della, e do apartamento em que alugam, onde tudo era cinzento: o gato, o muro, o dia. O narrador, que quebra a 4ª camada para estabelecer cumplicidade com o leitor, apresenta-nos também Jim, de 22 anos. Ao sensibilizar pelo ato de presentear, o conto discute desde o valor das moedas, até a generosidade interligada ao amor. Com final até irônico, a obra é aclamada, mas O. Henry ainda é pouco conhecido no Brasil, embora tenha se tornado popular para adaptações, sendo até mesmo lido em rádios, especialmente na época do Natal. O. Henry teve mais de 600 contos publicados. Assim como o casal Della e Jim são ricos em afetos, mas lutam para sobreviver, o autor ficou conhecido por histórias romantizadas e finais surpreendentes. Boa leitura!O oferecimento é da Editora Litteralux, pela qual a Daiana Pasquim está lançando seu novo livro: Serenas. E você também pode enviar o seu original para litteraluxeditora@gmail.comO primeiro lote de envios do Serenas já foi pelos Correios esta semana e em breve, chegará aos leitores que já o adquiriram. Aproveite a pré-venda e garanta o seu. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
























q podcast foda!
Parabéns pela iniciativa de vocês! A linguagem desse texto é muito erudita para pessoas como eu, que não estão acostumadas. Vou precisar ouvi-lo várias vezes para tentar entender. Vou procurar, entre os áudios que já postaram, algumas leituras para iniciantes, com uma linguagem mais acessível.
Estive pensando na "quarta irmã"... onde coube seu destino?
Final de julho de 2024. Acabei de ver duas récitas da ópera "A kekszakallu herceg vara" (O Castelo do Barba-Azul) do Bela Bartók. Não conhecia a história original, daí vim aqui. Muito obrigado pelo excelente trabalho.
Eu amo leitura de ouvidos, conheci os melhores contos aqui. continuem com o trabalho incrível.
Como não amar Florbela Espanca? Leitura de Ouvido de "O Dominó Preto". Lindo conto da primeira feminista portuguesa.
Acabei de encontrar a podcast. Simplesmente fantástico, parabéns!