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Salvo Melhor Juízo
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De que adianta existirem eleições diretas se elas podem ser fraudadas?Na Primeira República, fraudes podiam acontecer (e aconteciam!) em vários momentos do processo eleitoral. O controle sobre quem podia votar, a violência contra eleitores e as manobras para alterar resultados eram parte indissociável da disputa pelo poder.Neste episódio do Salvo Melhor Juízo, Thiago Hansen e Raquel Sirotti, com a participação da historiadora Cláudia Viscardi e do cientista político Paolo Ricci, conversam sobre como as oligarquias locais controlavam diferentes etapas das eleições e como as disputas em torno desse sistema levaram às reformas eleitorais e à criação da Justiça Eleitoral, em 1932, para construir condições reais de participação, garantir a liberdade de escolha dos eleitores e criar mecanismos capazes de proteger a legitimidade do processo.Disponível em todos os tocadores!
Votar é sempre o melhor caminho? Para monarquistas do século XIX, anarquistas dos anos 1910, integralistas da década de 1930 e os arquitetos do Estado Novo, a resposta era um sonoro não. No novo episódio da série sobre a história do direito eleitoral brasileiro, Thiago Hansen e Raquel Sirotti conversam com Paulo Henrique Cassimiro e revelam como o sufrágio universal foi combatido e por que velhos argumentos elitistas e antidemocráticos ainda encontram eco nas crises políticas e na abstenção dos dias de hoje. Disponível em todos os tocadores de áudio!
Sobre a alfabetização e o direito de votar. Ou como a história de Paulo Freire se encontra com a história do direito eleitoral brasileiro. Durante muito tempo, pessoas analfabetas foram impedidas de votar no Brasil. A exclusão, que se tornou explícita com a Constituição de 1891, permaneceu por décadas — até 1985. Em um país com taxas de alfabetização baixas, essa exigência, na prática, excluia da vida política grande parte da população.É nesse contexto que entra Paulo Freire e muda para sempre a história da educação – no Brasil e no mundo – e, porque não, também da política brasileira. O Salvo Melhor Juízo dessa semana é sobre voto do analfabeto e por que o voto dessa parcela da população era uma pauta das reformas de base de João Goulart. Para entender melhor o assunto, conversamos com Ricardo Pazello, professor na Universidade Federal do Paraná; Melanie Toulhoat, pesquisadora no Instituto de História Contemporanea da Universidade de Lisboa e especialista em educação popular e projetos de alfabetização de adultos; e Laila Galvão, pesquisadora na University of London."V de voto" já está disponível nos melhores tocadores de áudio!
Cada vez mais têm circulado nas redes vídeos de mulheres conservadoras, influencers e tradwives questionando o voto feminino.Seus argumentos são antigos: a mulher pertence à ordem doméstica, que se opõe à política, espaço do homem; a mulher vota mal; a mulher deve seguir o marido. Apesar disso, convencem muita gente, e chocam outros setores da sociedade.Talvez o choque seja porque consideramos a participação feminina na política como dada, um direito há muito conquistado. Entretanto, as mulheres foram excluídas da maior parte da nossa história política, autorizadas a votar e serem votadas somente a partir de 1932.O Salvo Melhor Juízo dessa semana é sobre a história das lutas pela participação da mulher na política e pelo sufrágio feminino no Brasil. Para entender melhor o assunto, conversamos com Adriana Valobra, professora da Universidad de la Plata, e Laila Galvão, pesquisadora na University of London."Voto é coisa de mulher" já está disponível nos melhores tocadores de áudio!
No episódio de estreia da temporada 2026 do Salvo Melhor Juízo falamos sobre as eleições no período colonial. Contamos com a participação de Andréa Slemian, professora da UNIFESP, que nos ajudará a entender a teoria política subjacente a sociedade que não conhece a democracia mas ainda assim tem profundas práticas eleitorais.Este episódio usou sonoras extraídas de: BandNews, Jornal da Globo, Record News, JP News, CNN Brasil, Revista Oeste.












