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Fundação (FFMS) - O País que se segue
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Fundação (FFMS) - O País que se segue

Author: Fundação Francisco Manuel dos Santos com Pedro Santos Guerreiro

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Um programa de conversas digitais para pensar no futuro de Portugal e dos portugueses depois da pandemia. Pedro Santos Guerreiro entrevista especialistas em áreas cruciais para a sociedade.
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“A pandemia foi o tirar do véu, o tirar do filtro. Hoje vemos muito melhor”, explica nesta conversa o cardeal José Tolentino Mendonça, salientando que a crise criada pelo coronavírus nos obrigou a ter um novo olhar sobre a relação com os outros e com nós próprios. O poeta e cardeal não tem dúvida de que tudo irá mudar após este surto. "É uma ilusão pensarmos que voltaremos ao mesmo mundo. Esse mundo passou. É diferente em nós próprios e é diferente em si".
“Se a situação se prolongar durante um ano vamos ficar mais pobres e não somos só nós”, defende o especialista, para quem os graves problemas institucionais de Portugal se devem agravar. Ao mesmo tempo, o economista lembra que esta pandemia nos mostrou a capacidade que temos de nos apoiar uns aos outros. “Se temos este tipo de iniciativa, também a teremos para criar valor”. Uma conversa com o jornalista Pedro Santos Guerreiro.
O psiquiatra Caldas de Almeida chama a atenção para as consequências de um confinamento mais longo para os mais velhos. “Será duro e é crucial que os mais velhos não interrompam as suas relações familiares mesmo que estas tenham de ser diferentes”. E defende o reforço dos cuidados de saúde primários para lidar com as doenças mentais. Uma conversa moderada pelo jornalista Pedro Santos Guerreiro.
Os primeiros passos para o fim do isolamento devem ser dados com cautela e de forma controlada, defendem os investigadores Maria Manuel Mota e Arlindo Oliveira. “A decisão tem riscos, mas também há um risco brutal em nos mantermos fechados”, diz a cientista. O perito em inteligência artificial Arlindo Oliveira lembra que é a tecnologia que está a permitir uma "visão global e em tempo real da pandemia" e que tal como na investigação científica há uma aceleração do desenvolvimento de tecnologia...
"A China ainda é uma potência mundial de segunda classe”, defende o especialista em relações internacionais Carlos Gaspar, para quem a pandemia não significa uma ruptura na geopolítica global, já que o domínio continua a ser norte-americano. Uma conversa sobre os efeitos da pandemia na geopolítica mundial e sobre Portugal, com Pedro Santos Guerreiro.
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