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Alma Cicloviajante
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Alma Cicloviajante

Author: SUSI SAITO

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Description

Antes de por o pé na estrada, o pedal, o pneu de duas ou quatro rodas, é preciso entrar de corpo e alma para esta vida viajeira.

Viaja primeiro quem se transporta pelos olhos curiosos e faceiros que pedem o novo. Se arriscam na estrada.. Buscam horizontes.

Viajar é a forma mais autêntica de experimentar a vida! Poder contá-la por palavras, escritas ou faladas, uma forma de compartilhar e atiçar o outro a acreditar que pode ir também.

Vem viajar!
53 Episodes
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Sobre Julieta: Tantas histórias poderia falar aqui para descrever o que você vai ouvir aqui. Mas, talvez o melhor seja te dizer, somente. Puxa a cadeira. O café. Senta no chão. Na sombra boa debaixo de uma árvore. De preferência, no vento.. Cheeeeeeio de folhas. Porque Julieta, Dona Folha, a mais nova personagem de Julieta, Miss Jujuba, estará, muito provavelmente, ali xeretando com você. Ouvindo, gargalhando, se emocionando. Com tanta coisa linda que vem brotando com as sementinhas todas que ela, delicadamente, derramou pelo caminho. Julieta... Para sempre Julieta. Julieta presente. Se foi com uma de nós, foi com todas nós. Nossa homenagem a você, Mulher Cicloviajante. Palhaça. Artista circense. Bonequeira. Médica veterinária. Viajante. Ativista. Filha. Irmã. Irmã de alma. Amiga. Mulher. 🌿 27/03/85 🍃 24/12/23 @utopiamaceradaemchocolate O gosto doce da utopia que você carregou na sua vida. Sobre o episódio: Julieta já havia participado em um episódio coletivo. Fazendo a abertura do episódio "Se minha bicicleta falasse, o que ela diria para mim?" Agora, juntando suas falas, escritas e áudio, músicas feitas em sua homenagem, cartas que ela escreveu à amiga Vivi e que recebeu, carinhosamente editei este áudio como forma de eternizar por áudio, um pouco da sua história de amor à vida, ao caminho, às pessoas, o seu tempo semeando alegria, amor e bem. Músicas no episódio: Julieta vai pedalando Letra: Gena Leão Música: Robson Voz: Edja Alves Violão: Ivando Monte Créditos da música: Julieta sonha, pedala. Música: Lu Lopes @palhacarubra Violão: Elijah Tucker, Voz: Josefina Schiller, Nadja Funes, Lu Lopes Perfil do grupo @mulherescicloviajantes
Quando mulheres se encontram em meio a suas viagens, onde o cenário é, sim, um lugar especial e está acontecendo aquela viagem interior, não tem como. Dá choque. Solta faísca. De tanta energia boa que se conecta. Tanta história em comum, sendo tão diferentes. Empatia, sonoridade. Mas muito mais que palavras clichês, um despir de sentimentos tantos que afloram, e escancaram. Quem somos. Quem descobrimos ser, em nós mesmas e umas nas outras. Não poderia haver lugar melhor! Paraíba. Às margens de uma falésia imponente. Baía da Traição. Que mais está para Baía da Atração. Nós, mulheres vindas cada uma de um canto, por formas diferentes de chegarmos, a pé, de bicicleta, de carro, totalmente estranhas, ou já conhecidas de longa data. Com poucas horas de convivência em três dias intensos no por acaso, que nunca é por acaso. Daqueles encontros que não foram planejados, previstos. E quando acontecem, a gente tem a certeza que era pra ser. Na sequência na foto da capa, Talita, Susi, Jéssica, Dani, Lu e Estefanne. Uma prosa à toa. Que acabei gravando pra gente poder dar o play, quantas vezes der vontade da gente lembrar deste dia. Afinal de contas, bagagem neste tipo de viagem, não é o que levamos na mochila, alforge, ou mala de rodinha. É a que trazemos de volta no coração. Segue lá no Instagram os perfis destas mulheres porretas, que encaram estrada, buscam fazer de cada dia, uma descoberta. @tata.belintani @gloriaadgloria / @mulherescicloviajantes @jessicamarquesjessica / @mulheresnatrilha @dani.aviap @lucilanearaujo @estefannebernardino / @ibatecamping
Depois de bastante tempo da última gravação, nessa atualização da vida na estrada com Juli, conversamos sobre várias coisas. Por onde andou. Por onde anda. O "Reprogramando a Rota" que a gente ouve sempre que dá uma errada na rota programada, ou dá uma escapulida, de propósito. E, de repente, entende de novo que para quem está vivendo a estrada, não se erra caminhos. Se descobre novos. Juli, na verdade, fez uma parada num momento difícil de quase desistência da continuidade após o roubo da Cacau, sua bicicleta. Seguiu a pé. Até chegar ao ponto de perceber a necessidade da mudança da rota. Momentaneamente, sua bússola pedia outro caminho. Era o coração pedindo. Quer saber se descobriu que valia à pena? Vem bom a gente. Dá o play.
Cândida buscava um lugar para ir viajar. Era tempo de Pandemia. Isolamento. O mundo parecia ter virado do avesso. E nós, também. Nessa busca por um lugar tão isolado quanto estávamos todos, ela encontrou no último guia de Olinto, a quem já acompanhava há tempos, um lugar que lhe chamou a atenção. Olinto e Rafa haviam acabado de mapear uma região árida, com ares tão selvagens quanto convidativos, a quem ansiava por aventura, no seu mais puro significado, como desconhecido a ser explorado. Abrangendo o interior do norte de Minas Gerais e Bahia. Mais exatamente, iniciando em Diamantina MG, chegando aos pés da Chapada Diamantina BA, com a opção de explorar a chapada, o que pediria sem economia alguma, uns 10 dias mais. Cândida fez o que é tão comum a uma alma autenticamente viajeira. Foi passando. Foi ficando. Um cadinho mais em lugares que lhe ganhavam o coração. Ou quando o cansaço da pedalada pedia um merecido descanso. Ou quando seus olhos eram presenteados por passagens por cachoeiras lindas, para seu deleite e deslumbre. Claro. Cicloturismo é isso! Se não mudar o planejamento de quantos quilômetros pedalar por dia, todo dia, não é uma cicloviagem. É planilha. Tão necessária, como é necessário cada um se adaptar ao seu formato e desenho de viagem. Quando não pudermos flexibilizar a regra para os números no caminho, não vivemos verdadeiramente a liberdade. Poder decidir se vou até laaaaaaá longe, ou se decido parar aqui, mesmo tendo pedalado só 20 km, só 30 km só porque encontrei uma cachoeira linda, ou uma prosa boa, traduz o espírito do viajante. A Alma Cicloviajante. Permitir-se absorver o arredor, escutar os sons, conectar-se à natureza, ao caminho, permitir que ele te ofereça seus presentes, sem pressa de passar é o significado da viagem. Chegar é o fim. A viagem acontece no caminho. Bem fez Cândida! Esticou dias onde sentiu vontade. Esticou a pedalada quando precisou. A velha e tradicional pergunta "Quantos km por dia?" não cabe, definitivamente, numa viagem desta. Pois num dia, sem pouso no caminho, chegou a 120km. Em outros, 20 km e... Cachoeira! É disso que falamos! A viagem seguiu por estrada de terra quase na totalidade e muita areia. Areia fofa de ter de descer e empurrar a bicicleta. Povoados de quando em quando. Gente muito simpática e receptiva no caminho. As interações com as pessoas só não aconteceram, intensamente, como de costume, devido a ainda estar na fase crítica da pandemia. Nesta viagem, Candida mergulha profundamente na viagem interior. E tal qual o êxtase experimentado ao chegar ao portal natural no topo da serra que antecede a vista exuberante, de cair o queixo mesmo, da Chapada Diamantina ao longe, no horizonte, vive um misto de sentimentos. De empoderamento. De prazer. De alegria imensa. E também da sensação do término de algo tão bom, tão gostoso de viver, que também se tem o sentimento de não querer que terminasse. Como acontece tanto na vida da gente. Mulheres Cicloviajantes. Para acompanhar a Cândida no Instagram, siga @azevedo.candida e o nosso, @mulherescicloviajantes e também o Alma Cicloviajante @gloriaadgloria Há também uma entrevista da Cândida contando desta viagem na Revista Bicicleta. O episódio #1 de Cândida é o nº 46 neste canal. Aproveita para ouvir. Se gostou, compartilhe! Para mais pessoas conhecerem esta e outras histórias contadas aqui no canal.
Continuando a série Histórias de Bicicleta, de conversas informais, em meio a viagens de bicicleta, de mulheres que me encantam com suas histórias compartilhadas e que acompanho, muitas vezes, a continuidade feita através de conversas por áudios, me fazem perceber a riqueza da história de cada uma. Impossível não querer compartilhar estas falas tão espontâneas, tanta simplicidade no contar do como foi que a bicicleta entrou na sua vida! No episódio de hoje, um inusitado! Conferindo minha lista de livros a serem enviados pelo correio, dei de cara com um nome... Adriana... Adriana... Adriana... Que diacho de Adriana é essa, gente? Minha nossa! Não lembrava quem era para fazer a dedicatória! Cacei nas conversas no whatsapp. Não achei. Fui para o Instagram. Num perfil. No outro coletivo. Nada. Pus o nome inteiro. Drika! O nome no perfil era Drika! Chamei no direct. E perguntei. " Não te enviei o livro ainda?" "Não". Que vergonha! 🤦🏻‍♀️ Me desculpei e como sempre, pedi. "Me manda tua história com a bicicleta para eu poder fazer a dedicatória". Tímida, disse que não era muito de falar. Uhum... Pelo WhatsApp me contou. Que lindeza! Não tem como não querer que mais mulheres escutem. São de histórias assim que uma puxa a outra. Que cada uma acredita mais e mais que pode ir também. Duvida? Dá o play. Drika Brinca de Viver. E vive. Instagram @drikaromeiro
Em Itaiopolis SC, uma nova rota de Cicloturismo foi elaborada. Mas não pense que é algo comum. Apenas uma pedalada por estradas potencialmente lindas. A experiência pensada pela Meraki Ecoturismo, na junção das experiências de Caio Cesar Oliveira e Carlos Eduardo Krajevski, dois apaixonados pela bicicleta e encantados pelas experiências que ela lhes proporcionou, é diferenciada. Cada detalhe foi pensado para mexer nas entranhas! Além da imersão cultural, conhecendo a arquitetura local, herança dos Imigrantes (daí o nome da rota) mergulhamos nos costumes, comidas (muita!), danças e música típica da colonizações polonesa e ucraniana. No primeiro dia, fizemos um tour conhecendo a história das igrejinhas, dos marcos históricos da cidade, das famílias e tivemos o mimo de sermos hospedados em lugares como a Casa Polaski em Alto do Paraguaçu, assistirmos a dança do grupo folclórico polonês, ouvirmos a história da casa onde ficamos, que preserva objetos, o armazém, a venda de produtos típicos, quadros, móveis, tal qual nós tempos antigos. Era como se tivéssemos mergulhado no túnel do tempo. Sabe "Em algum lugar do passado", o filme? Ou "De volta para o futuro, ou passado". As refeições foram banquetes à parte. Um regalo. Olhe que eu como pra caramba. Não dei conta. Uma fartura de delícias típicas, preparadas com esmero, carinho e capricho. Queríamos experimentar tudo. No segundo dia, com destino a Iracema, as estradinhas bucólicas nós presentearam com o cenário típico da região. Trem passando. Vales, serra ao longe para serem transpostas. Uma calmaria que tomou conta. Por fim, para acrescentar o que nem pensávamos ser possível, a chegada num lugar mágico: Rifugio Da Arte Piccola Artigiana. Casa da Raquel. Por todo lado, rostos encantados. Parecia que não éramos capazes de acreditar que estávamos naquele lugar. Cheia de histórias para contar, a imersão a esta alma que faz o bem por onde estiver, faz com amor, faz com calma e alma, se estabeleceu. Tudo se revolvia lá dentro... Música. Histórias. Apresentação de dança num mix de danças folclóricas de diferentes origens. As delícias da mesa posta e, mais que isso, a conexão das pessoas. Era véspera do meu aniversário. E isso bastava para me deixar elétrica, feliz, plenamente feliz por estar ali. Grata pela vida. Na manhã seguinte, num fingimento de "não vou sair daqui" porque era um lugar de onde não queríamos partir, nos preparamos para o último dia de pedal. O roteiro adaptado devido à intensa chuva, desviou de um caminho quase que totalmente às margens do Rio. Fomos pelo asfalto por 24km. E isso me fez vir à tona de mim, uma Susi esquecida. Girei. Girei com vontade. Com um entusiasmo! Uma criança fazendo arte! Devo ter renascido alguns anos neste meu aniversário. Um plano. Uma descida infindável. Loucamente percorrida. A subida. O Solito. Os pensamentos. O afloramento. Pra finalizar, uma cena linda que vai se perpetuar nas nossas mentes. Pati e Muriel chegando numa parceria linda. Nenhuma das duas soltou a mão uma da outra. Quando uma dizia que ia desistir,a outra empurrava. Com palavras. Com carinho. Com amizade. Por fim, bicicleta quebrada, Muriel que nem gosta de correr, veio correndo os últimos quilômetros com a amiga. Que cena. Que vivência. Que viagem! Meraki Ecoturismo mostrou a que veio. Para ser MERAKI. Quer saber o que significa? Vá lá percorrer com eles este caminho. Certas coisas para serem compreendidas, apenas se forem vividas... 🎶 Ignacio Arendt Instagram meraki_ecoturismo Presentes: @gloriaadgloria @mulherescicloviajantes @meraki_ecoturismo @caio_cesarsc @carloskrajevski @leandrokollross @murielveluza @betoambrosio_ @gaia_alforges @pativilas @adrianeribas @daniel_haas @cascalhoadois @debikesim @simone.seguro @matchecicloturismo @guadalupe_pante @severinosecco @fernandopetroni @taismastey @marinesronchi
"Não preciso do fim para chegar" assim Marta se apresenta em seu perfil no Instagram. @martavidapedaleira . Poderia haver definição melhor? Para quem se reinventou na estrada? E a cada dia o caminho se estica, estica mostrando que... É. Não tem fim! Num bate papo descontraído, franco, Marta fez um breve relato de sua longa história de viagens com a bicicleta. Contando desde sua primeira bicicleta emprestada para experimentar o que era pedalar, até sua quase última viagem, junto justamente com a nossa querida Chica, uma viagem que aconteceu para a Chica. Mas que não aconteceu para ela. No início da pandemia. Atualmente, Marta retomou a estrada e partiu de Floripa recentemente e está indo. A direção? O nordeste. Ou... "Deixa a vida me levar..."
O que os seus olhos vêem? Que pontes tem atravessado? As janelas onde você se debruça, o que te mostram? As tuas portas de passagem te levam onde? Hoje, um episódio que fala de tantos corações. Cada um sinta, ouça, como o coração pedir. É preciso por pra fora e esvaziar-se. Para receber o novo que vem. 🎶 Música Tema Forrest Gump
Hoje, início a série Histórias de Bicicleta. As histórias de pessoas que usam a bicicleta. E têm nela mais que um monte de ferro e engrenagens sobre duas rodas. São histórias que revelam descobertas. Abrem caminhos. Despertam o sorriso de fazer coisas além daquilo que pensava poder fazer. Histórias de pessoas que muito mais que descobrir a bicicleta, descobrem em si próprias a sua melhor versão. A que está em movimento. E tal qual o girar das rodas em seus caminhos, pulsam mais vivas com suas bicicletas. A história de hoje é de Mônica. Que trabalha na loja de conveniência onde estive de passagem durante uma Mini CicloTrip por SC. Em Balneário Camboriú. Que me vendo chegar de bicicleta, esta que une pessoas só por estarem junto delas, as magrelas, veio me contar a sua história com a bicicleta. Estava feliz da vida! A bicicleta faz isso. Faz com que a gente se descubra de volta, a criança atrevida, o menino corajoso que encara meio-fio e subida, a menina que ganha asas sobre as duas rodas e rasga na gente, um sorriso feliz. Monica me contou tão empolgada sua incursão no mundo da bicicleta, com tanto entusiasmo que não deu outra! Pura inspiração. Monica... O ser mãe extrapola dificuldades, obstáculos e faz de você uma bela e inspiradora História de bicicleta. 🎶 Magrela Atitude 67.
Como nascem os episódios? Muitas vezes, da leitura de palavras. Ou... Muito além, muito mais do que palavras! Dentre um monte de coisas a fazer, a caça ao mala bike esquecido nalgum canto da casa, já que nunca mais viajei com ele, ou com ela - a bike - empacotada dentro e dentro de um busão, avião ou trem, me perdi completamente com onde poderia estar. Sinal de mudanças dentro de casa. Coisas de escritor. Fazer a leitura de porque, afinal de contas, ela não estava onde deveria estar. Com outros objetos no exato buraco no armário onde lhe era o lugar. Ué? Cadê você, mala bike? E na andança de um lado para outro pela casa, caçando procurando e me perdendo no "O que mesmo eu estava procurando?" Me sentei. Dei de cara com o meu livro na prateleira do quarto que era do meu filho. Peguei. De pé, li a dedicatória que escrevi para ele. Li a dedicatória do livro às pessoas mais importantes da minha vida e pelo nascimento do livro. A segunda dedicatória, enfiada ali após, como página extra, já na gráfica, prestes a mandar imprimir. Dedicatória ao Zé e a Maria. Que é você e sou eu. Que mesmo passando estrada, tempo e o vento, continuamos. Que prosseguimos sentindo, mesmo que não enxergando. Com olhos que denunciam, porta do coração, do que o coração transborda! Pronto. Bilhete comprado para nova viagem na velha viagem. Sentei no chão e li o prólogo todinho. A emoção veio atropelando de dentro pra fora. Me li. Me reconheci novamente. Pois, de novo, já não vinha me reconhecendo. Palavras fazem isso. Registram magistralmente os sentimentos e pensamentos. Viram testemunhas do que somos. E acionados numa leitura de nós mesmos, nos cutucam. Como se dissessem... "Oi? Tem alguém aí? Tem VOCÊ aí?" Pronto. Estava feita a arte do dia. Voltei. Me li. Sou eu aqui. Me reencontrei. Mais do que palavras, mais do que histórias já escritas, são as possibilidades delas estarem sendo escritas, ainda. Relidas... Onde nós nos reencontramos. Tão diferentes. Tão iguais. Tão vivos... P.S. Achei a mala bike.
Graciosa... Não poderia haver nome melhor para esta Mini CicloTrip que acabamos de fazer. Cheias de graça, de fazer graça e de serem gratas. Estar de bem com a vida e com o que ela oferece... De graça! Bem. Parece ser repetitiva toda essa conversa. Mas seria perder o trocadilho descrever este episódio sem brincar com as palavras assim. Graciosa é a estrada, a serra. E somos nós! Que escolhemos ver graça na estrada e brindar a vida, as amizades que a bicicleta nos dá. Mulheres Cicloviajantes somos todas nós que, mesmo por caminhos diferentes, chegamos até ela e, rapidinho, nos apropriamos dessas asas em forma redondamente capazes de nos levar, no momento que nos decidimos a ir. Chamo de Mini CicloTrip este tipo de viagem. Despretensiosa em tamanho de dias. Mas intensa em cada pedacinho que representa nas ligações que faz. De pessoas. De lugares. De tempos. Um formato perfeito pra ninguém se esconder atrás de desculpas de "Não tenho tempo!" e fazer sua trouxinha de roupas, ou melhor, ajeitar o seu alforge e... Pedalar! Este encontro de Mulheres Cicloviajantes vem acontecendo há dezessete meses. Por meio de um grupo de WhatsApp. Por Lives feitas no ano passado. Por conversas à distância. E pouco a pouco, desvirtualizando amizades. Ou fazendo o download, como diz a Pati. Com um número menor em outras ocasiões, muitas vezes, nas minhas visitas "the flash" por aí afora, pude conhecer pessoalmente várias Mulheres Cicloviajantes do grupo. E outras Mini CicloTrips já aconteceram - e devem virar episódios aqui em breve. Esta de agora teve o start no desejo da Pati Villas da Gaia Alforges em pedalar a Estrada da Graciosa. Botar na roda de conversa é, literalmente, botar na roda da bicicleta! Juntamos quatro mulheres na aventura. Patrícia Kfouri, já conhecida da Patrícia Villas em outra cicloviagem, eu e Muriel, que nos conhecemos em janeiro deste ano marcamos o encontro em Quatro Barras. E dali a trip começaria. Dois dias, as quatro juntas. Só dois dias? Quem pensa assim, nunca vai entender o que significa viver cada segundo como sendo o primeiro e último tempo de um infinto momento. Não é o tamanho de uma viagem que faz dela a melhor. Mas o encontro que ela é capaz de fazer acontecer. Tssssss... Deu play. A história só começou! Perfis da Mulheres Cicloviajantes presentes nesta Mini CicloTrip: @patricia_kfouri @pativilas @gaia_alforges @murielveluza @gloriaadgloria @mulherescicloviajantes Hospedagens: Pousada da Serra em Quatro Barras, AirBnB em Morretes a casa de @jeaneteaparecidasilvacunha . Músicas 🎶 Frenéticas Dancing Days, Maria Maria Ellen Oleria.
Você já pensou onde uma pequena volta de bicicleta em torno do quarteirão pode acabar? Que tal o fim do mundo? Ou o início dele? O episódio de hoje nos apresenta uma mulher que redescobriu a bicicleta já adulta e teve como sua primeira aventura, dar uma volta no quarteirão de sua casa. Candida Azevedo que teve na bicicleta sua parceira de criança e adolescente teve um reencontro com esta velha amiga após uma jornada onde buscava descobrir, afinal, do que é que sentia falta! Já que estava numa fase da vida onde tudo parecia estar certo, de vento em popa, como poderia ser numa vida previsível. Após várias tentativas nas mais diversas atividades e também esportivas, o clique aconteceu ali, numa pequena volta no quarteirão de sua casa. O encontro aconteceu. Temos depois, convidada por uma tia para pedalar no Circuito do Vale Europeu, com o apoio de uma Van, aceitou de imediato. O encantamento se deu. E dali para frente, nunca mais parou. Desde pequenas viagens, as "Mini CicloTrips" em finais de semana, a viagens maiores em seus períodos de férias que listam o Uruguai num pequeno grupo só de mulheres, Amsterdã a Paris, que foi a primeira cicloviagem acampando, até outras mais, culminando com a travessia de Norte ao Sul do Alasca. Onde já no primeiro dia, já teve um grande e inesperado encontro com um dos personagens mais famosos e procurados para um encontro… Candida consegue cativar desde o início de sua fala! Tal a simplicidade com que conta viagens assim. Para fechar esta "linha do tempo" fala da sua viagem dos sonhos, pela Serra do Espinhaço solo. Mas não acaba por aqui. Este episódio é apenas uma pincelada, uma aperitivada de suas passagens para serem destrinchadas nos próximos episódios! Vem com a gente! Siga no Instagram @azevedo.candida Na Revista Bicicleta, há também uma reportagem muito bacana de sua cicloviagem pela Serra do Espinhaço. Nossa redes sociais @gloriaadgloria @mulherescicloviajantes Nos vemos nas próximas!
Larissa Cantarelli iniciou sua viagem há dois anos e meio, atravessando o oceano cheia de planos. Não foi necessário muito tempo para perceber que o caminho é que mostra por onde ir, ficar e passar. Em meio às idas e vindas, decisões, mudanças, refazendo trajetos e caminhos, tem experienciado que adaptar-se é uma das maiores virtudes de um viajante, para estar no tempo presente, desligando-se de olhar somente a frente em planos futuros.  Muitas vezes, os caminhos acolhem de tal forma que a sensação é de ter um novo lar, além mar.  Com tantos imprevistos acontecidos, desde a pandemia, a necessidade de regularizar sua situação a partir da aquisição de sua cidadania italiana, refez seus planos de viagem, incluindo uma vez mais, uma parada na Capadócia. No episódio de hoje, Larissa Cantarelli nos conta sua passagem pelo Sul e Leste da Turquia. Onde é nítido o contraste da cultura e costumes deste povo. Além, também, dos contrastes geográficos e climáticos onde pôde passar dentro de um mesmo mês, por neve e o solo árido do deserto. Para, depois chegar e pedalar pelo enigmático e encantador litoral do Mar Mediterrâneo. É através das supresas do caminho que Larissa tem acalmado um pouco a saudade do lar, da família, numa projeção destes sentimentos todos em pessoas que a acolhem como uma espécie de família e lar do outro lado do oceano. Um lar, além-mar!
Continuando a série com Juli Hirata, no episódio de hoje, Juli comenta sobre suas sensações sobre o tempo. A desconstrução de conceitos que nos parecem tão firmados numa sequência planejada e que, logo nas primeiras pedaladas se desfaz. De forma sutil, sugestiva e marcante nos afirma: "Eu sou, absolutamente, dona do meu tempo!" Quer riqueza maior? Enquanto muitos de nós ainda se perdem tentando definir seus conceitos de posse, de feitos, de sucesso, esta viagem que iniciou no Alasca, lhe provoca esta constatação. Quando finalmente se desvincula de quadradinhos onde temos de nos encaixar nas obrigações diárias, como se a vida realmente coubesse nos risquinhos de um relógio de parede e tudo que fôssemos fazer, pudesse ser dividido dentro dele. Hoje, Juli pode decidir o que fazer sem cumprir metas, scripts. E arrisca dizer que não mais viaja. Vive, somente. Ainda neste episódio, num jogo rápido de palavras, qual a primeira lembrança que lhe vem à mente quando lhe pergunto de cada país visitado. Por fim, uma interessante reflexão sobre as diferentes formas de se viajar: o turista e o viajante. Com qual será que você se identifica? Redes Sociais de Juli: @juli_hirata Canal do YouTube Juli Hirata. Nossas redes sociais: @gloriaadgloria @mulherescicloviajantes Canal do YouTube Susi Saito. Gostou? Inscreva-se e compartilhe.
(Uma conversa do grupo das Mulheres Cicloviajantes me fez vir aqui gravar. Sobre voz, ouvido, o "tudo bem" surdo que não ouve a resposta de "não tô bem não!". Cada uma e todas são especiais, importantes, mesmo quietinhas... ❤️ Mesmo só ouvindo, lendo, mesmo sem falar muito, muitas conseguem se identificar no que importa. A bicicleta. Então, mesmo quem sabe que fala pouquinho aqui, saibam o quão importante são. Que cada uma pode quando quiser, não precisa empurrão, cutucão, contar um pouco de si. Graças a isso, temos os 55 áudios da Chica. Que logo que entrou, foi contando por áudios curtinhos das suas viagens. Deu dicas. E temos um acervo rico pra compartilhar pelos Podcasts que estão saindo aos pouquinhos. Gostaria de dizer a vocês o que sempre digo. Não é o número de kms que rodaram que importa aqui. Vocês sabem. Todas têm histórias para contar. E quando quiserem dar o play e contar aqui, são sempre bem vindas. A viagem mais importante é aquela primeira. Quando você nem sequer pegou estrada. Mas pegou a bicicleta pela primeira vez, olhando pra ela com um olhar diferente. Às vezes, desempoeirando poeira de anos... Ou a própria poeira e ferrugem do seu próprio corpo e alma. Retirando camadas de pó do esquecimento. Este que faz a gente desacreditar em sonhos de gente que sonha porque não foi engolido ainda pela rotina que sufoca. Cada uma vive o seu dia-a-dia. Umas trabalhando. Outras procurando trabalho. Outras alternando estrada, trabalho. Mas o que mais importa neste grupo é que a casca pode até ser diferente em cores, texturas, formatos. Mas o sabor lá dentro tem rodinhas e faz voar... Prontas para ouvirem além do "Tudo bem!"?
E, de cima de uma ponte, será mesmo que tenho de decidir se sigo em frente, se retorno. Se pulo de cima dela ou... Fecho os olhos e me deixo me embalar no vento, me perco no tempo e, enfim, estico delicadamente, gigantemente minhas asas para decolar... 🎶 Música: I Will wait.
Juli Hirata Numa conversa franca, espontânea, e muito divertida, totalmente fora de uma sequência lógica num menu de podcast de viagem, os "alfinetes no mapa" não seguiram exatamente a ordem cronológica. Pelo contrário! O que indicou a sequência dos assuntos foram as divertidas experiências, sentimentos aflorados e mais presentes em nós, Mulheres Cicloviajantes. Juli dispensaria apresentações no meio do Cicloturismo. Mas são tantas as possibilidades de conversas e descobertas sobre os mesmos assuntos e, logicamente, de assuntos em cenários extremamente longínquos da maioria de nós, habitantes deste planeta Terra, que é importante fazer um breve histórico de seu caminho. Que foi desenhado para partir do extremo Norte da América e chegar ao extremo Sul. No projeto denominado Extremo das Américas. Muito além de falar de lugares como o próprio ponto inicial de sua longa e não terminada viagem de bicicleta, o Alasca, nossa conversa foi caminhos adentro, percorrendo sentimentos, conceitos congelados de valores, propriedade, conforto, finitude, tempo, distâncias. É impossível conversarmos, justamente nós duas que mergulhamos fundo nesta viagem interior, propiciada em uma viagem solo e nos atermos a um padrão de conversas sobre viagens, com dicas de lugares, apenas e toda beleza exterior que, definitivamente, esteve tão presente nesta sua viagem. Partir do Alasca foi a sua decisão mais acertada para a sua "primeira vez". Ter de enfrentar situações extremas de clima, de condições de estrada impedaláveis, de vulnerabilidade, de vento, neve, de exposição aos animais, inclusive, ursos polares que Juli descobriu ali que têm, por natureza, homens na sua cadeia alimentar. Dificuldades, medos, a constante exposição a decisões onde a prioridade era a sobrevivência acima de tudo. Protegendo-se do frio extremo que chegou a -32⁰, a dificuldade de alimentar-se ou hidratar-se, pelo simples fato da água congelar-se em poucos minutos e obrigá-la a aquecer a água a cada vez que precisasse tomar água. Um pacote que foi um grande ensinamento para fortalecê-la em todas suas nuances. Força física. A tranquilidade mental. A serenidade na alma casada à certeza de ter tomado a decisão certa. Aquela lição que você vai carregar para sempre e puxar a carta da manga toda vez que se deparar com outras dificuldade no caminho. Que, logicamente, parecem bem menores agora. Lidar com o medo diariamente, com o novo, totalmente diferente de tudo jamais visto, é um aprendizado que sou pode viver, quem se atreve a ir ao seu encontro. Juli ainda aborda com propriedade temas delicados e importantes, geralmente tratados de forma superficial ou romantizada que nada contribuem para a segurança numa vida aventureira, em meio a natureza. É preciso ter responsabilidade para conhecer equipamentos e ter autossuficiência. Pois é muito comum associar a aventura ao improviso. Como se improviso fosse sinônimo de liberdade e isso isentasse o aventureiro a planejar, a ter consigo equipamentos mínimos para sua segurança. Clichês como "larguei tudo e fui" como se não fosse necessário levar algo consigo. Ter o olhar aberto às aprendizagens que não param de acontecer à volta é a grande riqueza do caminho. Perceber os olhos de uma coruja no meio de um branco total em torno dela, próximos a ela, de repente, a fez perceber o quanto eles são invisíveis enquanto ela, Juli, está ali exposta a todos. Cercada de olhos de coruja, num desenho psicodélico que a mente cria, quando se vê como o único ser humano pisando no mesmo chão que todos animais. Como, apenas e meramente, mais um animal em meio a eles. "O Alasca me colocou no meu lugar!" Gostou? Compartilhe! Siga o canal e acompanhe os próximos episódios, a continuação da nossa conversa com a Juli. Siga no Instagram @juli_hirata e nossas redes sociais @mulherescicloviajantes @gloriaadgloria
Minha querida irmãzinha. Virou estrelinha e foi pescar no mar de nuvens lá no céu. Ficamos com teu sorriso. Sua carinha de sapeca de quem comia sal escondido e fazia os melhores oniguiris. Ficou aqui com a gente pra comer bolo de aniversário com seu filho. Porque sempre dava um jeitinho de driblar a gente pra comer uns doces. E o bolo estava muito bom, né... Tenho certeza que todo teu amor fica com a gente e se multiplicará a cada vez que fizermos algo que você mesma fazia. Difícil termos tanta saudade. Mas você está aí, pescando com o pai, tricotando e crochetando com a mãe, junto do papai dos seus netinhos para cuidar deles daí do céu. Porque do céu se enxerga melhor! Quanta saudade ficamos porque o amor é gigante e pra gente, foi um tchau cedo demais. Mas é assim, né! Quem já sabia dirigir com treze anos e soube viver bem a vida, dessas de coração muito bom tem a missão cumprida cedo. Nos encontramos na estrada. Te amamos ❤️
O tempo. Costumo falar, quase como um clichê, um canto, um mantra, uma verdade absoluta que todo mundo que viaja sente, vive, viveu. A viagem não é sobre lugares. É sobre pessoas. Corrijo: A VIDA não é sobre lugares (fazeres, poderes). A vida é sobre pessoas. O tempo é exatamente a verdade absoluta que todo mundo sabe da existência por senti-lo, mas não pode contê-lo. Feito o vento. Você não vê. Mas sabe que está aí. Sabe que está aí e ele já foi. #paradizerqueeuteamo é uma bela campanha para pessoas hospitalizadas poderem ouvir e falar esta frase que deveria a ser aquela mais ecoada no mundo. E que é calada debaixo de orgulho, vergonha, auto-suficiência, pressa, desleixo mesmo, e deixa de existir. Para dizer que eu te amo não é só para quem adoece e vai para o hospital. Mas para quem adoece a alma e continua em todos os lugares que a razão manda. No episódio de hoje, rasgo o coração. Num tempo onde apenas esperamos o tempo agir. Nada a fazer, senão crer num invisível inexplicável. Que faz além do braço da gente, muito além da razão que não compreende. E pode fazer. O tempo não é para qualquer um escutar. Se tiver pressa, esqueça. É muito lero lero pra você ouvir. Mas se lá dentro, mexeu com você, o tema, o nome deste episódio, vem! Pode ser que somente o que precisa é dar de costas e ombros ao tempo e ouvir. E sair daqui falando o que realmente importa, a quem realmente importa. Vamos?
Antes de mais nada, quero dizer que este episódio foi um dos que fiz com o maior carinho, respeito, dedicação. Comecei a gravar, tirando do profundo da alma, as conversas sobre medo com outras mulheres, os meus próprios, costurei os assuntos. Escolhi com esmero, em meio a tantas músicas possíveis e que transmitem essa preciosidade e peculiaridade chamada MULHER, sua força e seu medo. Editei, revisei para que chegasse, ao máximo, perto do que nós Mulheres, merecemos. Afinal. Mulheres Fortes. Quem são? Desmistificando rótulos, valorizando cada uma das mulheres em seus diversos papéis, somos todas fortes, porém, diferentes. Independente se viaja sozinha, se dona-de-casa (e dona de toda uma rede complexa de organização), se casada, se solteira, amasiada. Se com filhos ou não. Se roda o mundo ou o quarteirão. Cada uma e toda mulher estabelece uma luta diária de sobrevivência. E nisso, inclue-se o enfrentamento dos seus medos. Desde medos que parecem tolos aos olhos de uns, aos mais assustadores aos olhos da maioria, medo é algo muito particular. Mas uma coisa é certa: diz respeito àquilo que nos flagra desarmada, vulnerável, sem controle da situação. Deve, lá, ter seus profundos motivos no inconsciente. O que importa é quando tomamos consciência dele. E o que fazemos para por fim nele. Este Podcast veio vindo em banho-maria... E, muito embora, comece com uma conversa que parece ser meio nonsense, em meio ao medo de baratas, passa pelo medo do frio e a gravidade da hipotermia que, sim, mata (acaba de ser noticiada a tragédia na China na Corrida de Aventura, numa queda brusca de temperatura, onde já foram encontrados 22 corredores mortos pelo frio), vai dar uma breeeeve pincelada em um assunto muito sério e que faz parte do rol dos medos de muitas mulheres: o assédio. Nojento, repugnante, inadmissível e merecedor de devidas providências. URGENTES! Acredito que o tema MEDO seja merecedor de outros episódios neste Canal de Podcast. E abro aqui o espaço para comentários no próprio Anchor que você pode enviar mensagens sobre o Podcast escutado, ou pelo direct, ou whatsapp. Dentre as receitas de comomatarbaratas ao inseparável kit-frio, os cuidados tomados para garantir, ou aumentar nossa segurança em estrada solo, podemos ser todas fortes. Não pela ausência de medos. Mas por vivermos diariamente enfrentando, como mulheres, os medos. Um a um. Pega o chinelo. O cobertor de emergência. O spray de pimenta (sério que não pode?). Muna-se. Dá o play. Aqui o papo é para mulheres. Mas, tá, tudo bem. Quer ouvir? Ouça. E respeite as minas. Arte da capa deste episódio a cargo da @cynthiabresser . Mencionado também o Canal de Podcast. @almalondrinaradioweb a cargo de Ana Carolina Franzon. Vivi do @vou_de_bike_e_salto_alto
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