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Comentário Bíblico

Comentário Bíblico

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Entenda cada capítulo da Bíblia dentro do grande plano da salvação tendo Jesus como o centro.

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Talvez aquele pai não tivesse fé no Messias vindouro das profecias, como vimos em outros milagres. Mas ele tinha fé que Aquele Homem que estava diante dele poderia ajudá-lo a completar a fé que lhe faltava. Sem saber, ele estava desenvolvendo ali mesmo a fé que não tinha. Em vez de crer no milagre, basta crer apenas em Cristo, confiar nEle mesmo quando a nossa fé não for suficiente. Tire os olhos do milagre, e coloque os olhos em Jesus. A gente precisa perder a fé em si mesmo, perder a fé na nossa fé, para colocar nossa fé só em Cristo.
Veja como o ser humano complica as coisas! As pessoas queriam dizer a Jesus a forma como ele curaria os enfermos, assim como Naamã tinha planejado como queria ser curado. E quantas vezes não nos frustramos por criar expectativas da forma como Deus quer agir, complicando muito mais as coisas do que realmente são necessárias? Quantas vezes Deus quer abençoar a nossa vida, mas criamos fórmulas predefinidas de como Ele deve agir, ou criamos frustrações por expectativas de coisas que Ele jamais intentou fazer? Podemos expôr ao Senhor todas as nossas necessidades, mas será sábio orar como Jesus, dizendo em seguida: "mas seja feita a tua vontade". Não somos nós quem determinamos a forma como Deus deve operar. Jesus não seguiu a receita das pessoas da época, nem Eliseu a receita de Naamã, mas nem em um caso nem no outro deixou de acontecer o milagre. Deixe Deus ser Deus, Ele não precisa atender às nossas expectativas para realizar em nós a sua vontade.  Pare de complicar as coisas! Às vezes o Senhor já está operando, aos poucos, de modo silencioso e muito simples, e nós é que, pela falta de sensibilidade espiritual, não percebemos, e então, criamos frustrações imaginárias e decepções desnecessárias. Pare de complicar e deixe Deus agir. Se Ele quiser operar prontamente ou dividido em parcelas, cabe a Ele. Mas a certeza que temos é que "sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Leia Marcos 8
Marcos também parece nos mostrar que Jesus evitava ser motivo de destaque. Ele queria fazer o bem às pessoas, mas evitava que suas obras fossem divulgadas. Talvez porque isso prejudicaria o cumprimento da sua missão. Por isso, novamente Marcos pontua ao longo do capítulo que Jesus procurava se ocultar. Como quando foi para Tiro e Sidom, "tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se" (v.24). E depois da cura do surdo e gago, Cristo "lhes ordenou que a ninguém o dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam" (v.36). Jesus não precisava procurar ser notado, porque suas próprias obras atestavam de quem Ele era e de sua missão. Pelo contrário, por mais que não conseguisse, ele procurava se ocultar para não ser o centro das atenções, a fim de que Deus fosse glorificado através da sua vida. Marcos 7 pode nos deixar essa importante lição, de que não precisamos ser vistos pelas pessoas, mas pacificamente, realizando as obras de Deus, nossos atos falarão em nosso lugar. Como Ele disse no sermão do monte: "vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". (Mateus 5:16). Assim como Jesus procurava se ocultar para revelar a Deus, que a nossa vida esteja "oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Colossenses 3:3;), para revelá-Lo também. E assim, quando entrarem em contato conosco, que as pessoas vejam Jesus e escutem a Sua voz, e então queiram amá-lo e segui-Lo. Ocultos em Cristo mas revelando a Deus. Leia Marcos 7
No relato de Marcos 6 temos um grande contraste entre o início do capítulo e seu fim. No começo, Marcos relata quando Jesus foi para Nazaré, onde cresceu, e foi rejeitado pelos seus conhecidos, não podendo fazer muitos milagres. A própria família de Jesus morava lá, e mesmo assim não foi aceito. Cristo sai de Nazaré admirado do tamanho da incredulidade dos seus próprios parentes e conhecidos. Já no fim do capítulo, vemos que Jesus era amplamente aceito pelas pessoas de cidades e vilas desconhecidas. Ao ponto de as pessoas se esforçarem em multidões para serem curados. Que diferença de fé entre os conhecidos, que não queriam aceitá-Lo, e os estranhos, que lhe buscavam avidamente e recebiam milagres dEle. Se até o filho de Deus não foi compreendido pelos seus amigos de criação e parentes, sendo Ele perfeito, não deveria nos espantar que pessoas próximas de nós também não reconheçam que Deus pode nos transformar e usar. Mas essa rejeição não desanimou Jesus. Mesmo que tenha ficado admirado da incredulidade deles, Cristo seguiu sua missão para outros lugares onde Ele, sua mensagem e seu poder seriam aceitos para perdoar, curar e salvar. Mesmo que as pessoas não acreditem na sua conversão, e por isso você se veja impossibilitado de ajudá-las, não desanime. Nunca desista da sua família ou dos seus amigos, mas lembre-se que há uma infinidade de estranhos que precisam ouvir do Jesus que tem transformado a sua vida. A nossa missão começa em casa, mas se estende pelas ruas fora dela. Leia Marcos 6
Depois de realizar um milagre da ressurreição, Jesus se chegou para os pais da criança "e mandou que dessem de comer à menina" (v.43). Veja que lição incrível encontramos aqui! Jesus não teria dificuldade em trazê-la de volta à vida sem fome. Mas encontramos aqui o mesmo princípio bíblico que é visto ao longo de todas as Escrituras: Deus nunca faz aquilo que nós podemos fazer. O milagre da ressurreição, só Jesus poderia realizar. Mas o cuidado da alimentação da criança era uma responsabilidade dos pais, e Jesus não faria o que eles deveriam fazer. Cristo poderia ter estalado os dedos, e uma mesa farta de todos os manjares do mundo apareceria ali diante deles. Mas essa não era a responsabilidade de Jesus. A parte impossível deixamos com Deus, mas nossa parte nos cumpre fazer, e o Senhor não a fará por nós. Quando Jesus ressuscitou Lázaro, pediu aos homens ali presentes que removessem a pedra que tapava a entrada do túmulo. É óbvio que Ele poderia ter desintegrado a pedra ou tê-la movido com a força do pensamento. Mas não o fez. É nossa responsabilidade tirar as pedras que nós podemos tirar. As que nos são impossíveis, deixamos pela fé nas mãos de Deus. Jesus ressuscitou a criança mas depois disse que os pais dessem de comer a ela. Assim, é nossa responsabilidade cuidar da nossa vida nos mais variados aspectos. Os milagres que precisarmos, poderemos sempre pedir a Deus, andando junto com a fé, a nossa responsabilidade de fazer a parte que nos cabe nessa relação. Leia Marcos 5
A parábola da semente demonstra como o reino de Deus, depois que é plantado no coração, e o homem permite que ele germine, cresce até dominar o terreno inteiro. A obra da graça no coração às vezes nos parecerá incompreensível, mas os resultados dela podem ser claramente vistos.  O coração disposto para a Palavra de Deus será como a boa terra que alimenta a semente, e ela cresce até produzir os seus fruto: "primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga" (v.28). Se permitirmos, o reino de Deus dominará nosso coração, etapa por etapa. Nosso papel é remover os espinhos, manter o terreno do coração limpo, e regar a semente da Palavra constantemente com oração. A natureza da Palavra é frutificar em nós. Como disse o Senhor: "assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei" (Isaías 55:11). Se não impedirmos e não colocarmos o lixo do mundo empobrecendo o solo do coração, a Palavra prosperará em nós e dará os frutos que honrarão o nosso Semeador; trarão alegria para nós e para as pessoas que convivem conosco. Dos frutos que o reino de Deus faz brotar no coração, todos se fartam e se alegram: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gálatas 5:22,23). Quem não gostaria de conviver com alguém cujos traços da personalidade refletem totalmente a beleza do caráter de Jesus? Leia Marcos 4
O Espírito Santo é a pessoa da Divindade que toca o coração do homem para que ele reconheça seus pecados, e assim, busque arrependimento e perdão em Deus por meio de Cristo (João 16:8). Sem o Espírito Santo, o ser humano é incapaz de reconhecer a sua condição pecaminosa, e assim buscar arrependimento e perdão. A recusa persistente em ouvir a voz do Espírito e em reconhecer o pecado, vai causando um endurecimento do coração. De forma que o pecador, pelo pecado consciente e persistente, vai se tornando cada vez menos sensível à voz de Deus. Até um ponto em que ele não desejará mais o perdão para que possa permanecer pecando. Ninguém nunca foi tão longe que não possa voltar! Não existe pecado que Jesus não possa perdoar, exceto aquele do qual o pecador recusa se arrepender. João diz claramente que "o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:6,7). Não adie mais! Peça forças e também se esforce para melhorar o seu relacionamento com Deus. Seja prático e corte as fontes de tentação. Na comunhão com o Senhor, o Espírito Santo lhe fortalecerá para vencer, e em Jesus, você será livre. Todo pecado pode ser vencido com a força da intimidade na comunhão. Jesus pode fazer por você o que você não pode fazer por si mesmo: livre, puro e feliz! Leia Marcos 3
Em Marcos 2, encontramos um uma série de relatos do ministério de Jesus que atestam a sua autoridade sobre vários aspectos da vida. Na primeira parte, é revelado que Jesus tem autoridade, tanto sobre as enfermidades quanto sobre o perdão de pecados, ao perdoar um paralítico, ao mesmo tempo em que lhe cura da paralisia como uma prova da sua autoridade divina para perdoar. A autoridade de Cristo deve se estender também sobre a nossa vida, a fim de que possamos corretamente chamá-lo de Senhor, além de ser nosso Salvador. Que Jesus tenha autoridade sobre nós. Leia Marcos 2
O ministério de Jesus tinha acabado de começar, mas seu nome logo explodiu entre as regiões de Israel. O Messias veio visitar o seu povo, e nossa aventura seguindo Pedro e os apóstolos está apenas começando. Leia Marcos 1 
O evangelho de Mateus termina com as últimas palavras de Jesus chamando os discípulos para a grande missão: "vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (v.19,20). A história não acabou. Jesus continua vivo e agindo por meio de cada um dos seus seguidores, assim como agiu através dos seus primeiros discípulos. Ele nos deu a missão de continuarmos a obra que Ele mesmo iniciou, ir por todo o mundo, fazendo novos discípulos, ensinando as pessoas a amar como amor que Ele nos amou, e batizando essas pessoas. E para cada um dos seus seguidores, Ele mantém a sua promessa: "eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (v.20). Jesus está com você ainda hoje, sempre que você sai para realizar a mesma missão. Que através da sua vida, todas as pessoas que entram em contato com você também conheçam Jesus. Que vendo você elas vejam um reflexo de Cristo. Que ouvindo você, escutem o eco da voz de Cristo. E como Mateus registrou suas palavras no capítulo 24, verso 14: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim". Quando finalmente, no seu retorno, seremos devolvidos para Ele. E com ele estaremos para sempre, assim que terminarmos nossa missão de pregar o evangelho que Ele nos deixou: Jesus está voltando para estabelecer definitivamente o Reino de Deus na terra. Leia Mateus 28 #RPSP
Mateus ainda descreve que os momentos finais de Cristo foram circundados de manifestações sobrenaturais, porque desde o meio dia até às três da tarde, "houve trevas sobre toda a terra" (v.45). Na Cruz, Jesus demonstra não sentir mais a presença de Deus. Há vários acontecimentos em torno da Cruz que seguem com perfeição as predições dos profetas e dos salmos messiânicos. Clamando em alta voz como um vitorioso, Jesus disse "está consumado", e então faleceu. Jesus só morreu depois de nos dar a garantia de que havia ido até o fim, e entregado sua vida sem pecado para a nossa redenção. Estava consumado! A porta da salvação foi aberta para que todo aquele que crê em Cristo e aceitar o seu sacrifício seja livre da condenação que os nossos pecados merecem. A morte de Cristo, torna-se o salário do pecado que nós deveríamos receber, mas Ele nos substitui. Jesus é condenado para que nós sejamos absolvidos. Com a morte de Seu Filho, Deus provou ao universo que não tolera o pecado, mas ao mesmo tempo, que ama o pecador. O Senhor é "justo e justificador daquele que tem fé em Jesus" (Romanos 3:26). Mas como Ele mesmo havia dito: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (João 10:17,18). Ninguém poderia impedir o autor da vida de retomá-la. E isso já estava para acontecer. Nem a morte não poderia segurar o Salvador. Leia Mateus 27 #RPSP
Durante todo o tempo, pelo que registram os evangelhos, Jesus esteve calmo, e sereno como sempre. E apesar de terem saído cantando da ceia, ao chegarem ao Jardim, Jesus ficou diferente. Seu rosto ficou abatido. Levou consigo os três amigos mais íntimos dentre os doze mais adiante. E ali Jesus desabou. Desabafando para eles, confessou: "A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo" (v.38). Os evangelhos também detalham que desde essa hora Jesus começou a angustiar-se e ter pavor. Acredito que nunca antes os discípulos o viram assim. E é a primeira vez que Jesus pede oração a alguém. A angústia é tamanha, que o nível de estresse faz o sangue sair pelos poros. Jesus começou a suar sangue. Mas insistindo em oração, decide ir até o fim pela vontade do Pai. Naquela noite, Jesus leu os capítulos mais escuros da vida de todas as pessoas, incluindo a sua. E não houve nada que Ele tenha deixado de fora. Todos os seus pecados, mesmo os mais terríveis, foram vistos por Cristo, e ele aceitou morrer para lhe salvar. Nada do que Pedro fez fez Jesus desistir de amá-lo. Jesus já sabia, e até o avisou. Sabia e o amou assim. Jesus sabe de você, e de tudo o que você viveu e fez, e também lhe ama assim. Nada do que você fez fez Jesus desistir de salvar você. Naquela noite, Jesus leu a sua vida inteira, e aceitou você por inteiro, com todos os seus pecados, para morrer e lhe salvar. Você não precisa fugir de Deus. A decisão de Jesus é a prova de que você é amado. Leia Mateus 26 #RPSP
O discurso iniciado por Cristo em Mateus 24 chega ao capítulo 25, e é estruturado tematicamente em 3 partes: Mateus 24:4-31 - Sinais da sua volta, respondendo à pergunta dos discípulos; Mateus 24:32-51 e 25:1-13 - Preparação para sua volta, explicações de iniciativa do próprio Jesus; Mateus 25:14-46 - Juízo divino para todo o mundo, como consequência de ter ou não se preparado. Se Mateus 24 é amplo em tratar dos sinais da volta de Cristo e de como reconhecê-lo para não ser enganado, Mateus 25 é amplo em tratar do aspecto da preparação para sua vinda. Na continuação, depois da Parábola das Dez Virgens, Cristo traz ainda duas parábolas sobre as consequências de estar ou não preparado: a Parábola dos Talentos, e das Ovelhas e Bodes. Na Parábola dos Talentos, Jesus trata das responsabilidades individuais que cada um recebe em utilizar os recursos dados por Deus para o avanço do seu reino na terra. O Senhor levou em consideração as capacidades de cada um. Ninguém foi sobrecarregado nem ficou sem nada para administrar. Nossa vida neste mundo é o grande teste se realmente damos valor ao reino de Deus, iniciando pelas pequenas partes sobre as quais ele nos coloca como responsáveis aqui. Mas nunca é demais lembrar que o Senhor deseja para nós a vida eterna. E foi por isso que Ele enviou o Seu Filho, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha essa recompensa, a vida eterna. Leia Mateus 25 #RPSP
Mateus 24 é o capítulo mais didático e mais denso de toda a Bíblia sobre a Volta de Jesus. E como fizeram os profetas no Antigo Testamento, a resposta de Cristo é também uma profecia de dupla aplicação. Em primeiro plano Cristo fala da destruição do templo em si, que ocorreria no ano 70 d.C. Mas no panorama mais amplo, Cristo fala sobre sua vinda e o fim dos tempos. O primeiro sinal sobre o aumento dos enganos religiosos é repetido por Cristo ao longo do capítulo (v.4-5, 11, 23-25).  Ainda no primeiro bloco, Jesus também fala sobre guerras, fomes, terremotos e Lucas complementa com o surgimento de epidemias. Como Paulo, Jesus também comparou a sua vinda com as dores de uma mulher que está para dar à luz. É exatamente essa a percepção que temos sobre os sinais profetizados por Jesus. Com o passar do tempo eles estão se tornando cada vez mais intensos, e com intervalos cada vez menores. No penúltimo bloco do capítulo, Jesus dá conselhos sobre a necessidade de preparação e vigilância: "Estejam também sempre preparados, pois o Filho do Homem virá quando menos esperam" (v.44 NVT). Olhando para o cenário do nosso mundo, os eventos gritam que o fim está próximo. Todo mundo sabe que tem alguma coisa errada com o mundo, mas nem todo mundo reconhece os sinais dados por Jesus. Ele está voltando! Mas Jesus não nos deixou esse conjunto de sinais para matar a nossa curiosidade profética, mas sim para nos dar o adequado senso de urgência a fim de estarmos preparados. Leia Mateus 24 #RPSP
Agora que havia silenciado os fariseus, Jesus se dirige "às multidões e aos seus discípulos" (v.1). Ao longo do capítulo Cristo diz várias mensagens de juízo sobre os escribas e fariseus, e os classifica como hipócritas porque eles "dizem e não fazem". E as obras que praticavam, faziam de forma pública com o objetivo de manter um status social, e não para ajudar as pessoas e praticar a justiça. Gostavam desse sistema que os mantinha numa casta privilegiada, sendo elogiados pelas pessoas, aparecendo em destaque na sociedade como mestres. A religião era apenas um pretexto para a manutenção do poder e do abuso de privilégios. Mas assim como havia ensinado a seus discípulos, Jesus mostra que essa não é a lógica do reino de Deus. Para o Senhor a grandeza está no serviço, e não na posição de liderança que alguém ocupa. Nessa introdução, Cristo conclui dizendo: "Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado" (v.12). Cristo fala na autoridade de ser o rei de Israel quando diz "quantas vezes quis eu reunir os teus filhos". Ou seja, ao longo da história de Israel, Jesus sempre quis cuidar deles e protegê-los, mas todos os seus infortúnios foram por uma única razão: "vocês não quiseram". Mateus 23 é um capítulo que deve nos fazer pensar nas nossas próprias hipocrisias. E o quanto precisamos dar atenção às coisas mais importantes no nosso trato com o próximo: "a justiça, a misericórdia e a fé". Fazer as demais coisas sem esquecer essas principais. Leia Mateus 23 #RPSP
Agora que Jesus já está em Jerusalém, e sua entrada foi testemunhada com aclamações pelo povo, isso certamente atraiu ainda mais a atenção dos líderes judeus. E assim, no capítulo 22 Mateus registra várias outras interpelações deles contra Jesus, sempre buscando testá-lo e encontrar algo errado para condená-lo. "Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho" (v.34). E um deles, foi a Jesus para testá-lo com uma pergunta sobre qual era o maior mandamento da Lei. A resposta de Cristo revela todo o fundamento da Palavra de Deus: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (v.37-39). Assim, Jesus conclui dizendo que "destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (v.40). Observe que Jesus não estava dizendo que estes dois mandamentos anulavam ou removiam a Lei e os Profetas. Mas que eles são o fundamento, ou seja, expressam o seu sentido principal. Nos dez mandamentos, por exemplo, é possível perceber como os quatro primeiros mandamentos tratam do nosso amor a Deus, enquanto que os outros seis falam sobre o nosso amor ao próximo. Amor é o fundamento da obediência aos mandamentos de Deus. Como disse o próprio Jesus em João 14:21: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (João 14:21). Para Cristo, o fruto do amor é a obediência. Leia Mateus 22 #RPSP
Jesus está finalmente para entrar em Jerusalém, aproximando-se cada vez mais de cumprir totalmente sua missão de se entregar na Cruz e morrer por nossos pecados. Agora, o próprio povo em Jerusalém testemunharia a entrada de Cristo como um cumprimento profético, assim como Mateus registra tantos momentos da vida de Jesus estando de acordo com as profecias. O capítulo 21 é repleto de referências proféticas assim, porque desde o início, Mateus tinha a intenção de mostrar ao povo judeu como ele, de que Jesus era o Messias prometido. E o episódio de sua entrada triunfal em Jerusalém era mais uma fortíssima evidência. Ele confirma isso até citando a profecia de Zacarias 9:9. Assim, Mateus está aos poucos revelando o contexto e as diversas circunstâncias com os líderes judaicos, e nos direcionando para um momento crítico da vida de Jesus: a sua entrega na cruz para nos salvar. Os líderes da nação já estavam procurando formas de prender Jesus, e, constantemente, tentavam cavar alguma falha para terem do que acusá-lo. Mas perceba que Cristo está sempre ciente de tudo o que está acontecendo, e já havia dito aos discípulos que ele se encaminhava para sua morte, mas que depois ressuscitaria, cumprindo assim, as Escrituras. Jesus estava fazendo tudo o que Deus havia dito que deveria acontecer, seguindo perfeitamente o plano da salvação. Movido pelo amor ao Pai e a cada um dos seus filhos, Cristo estava determinado a ir até o fim para salvar você. Leia Mateus 21 #RPSP
A mãe de Tiago e João chega a Jesus para fazer um pedido inusitado: "Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda" (v.21). Eles ainda não entendiam os princípios do reino de Deus. Estar em destaque não é um alvo do cristão.  Essa não era a primeira vez que os discípulos disputavam por posições de destaque. E, mais uma vez, pacientemente, Jesus reforça como o reino de Deus é diferente das nossas expectativas de grandeza: "Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (v.25-28). E eles estavam acostumados a serem servidos por Jesus. Cristo tinha um espírito muito altruísta e cuidadoso pelo bem dos outros. O Mestre sequer tinha vergonha de assumir as funções de um empregado doméstico para cuidar deles, como vemos até na Santa Ceia, lavando-lhes os pés. É interessante como mesmo depois de convivendo diariamente com Jesus, os discípulos ainda tinham essas visões mundanas de grandeza. E serve de grande lição para nós aprender o que Cristo ensina aqui: quem quiser ser o maior, que seja servo de todos. Assim como Jesus não veio para ser servido, e ainda hoje nos serve, cuidando diariamente de cada um de nós. Para Deus, ser grande não é ter destaque público ou ser reconhecido. Para Deus, a grandeza não está em ser visto, mas está em servir. Leia Mateus 20 #RPSP
Tendo saído dali, Mateus diz que alguém se aproximou de Jesus com uma pergunta: "Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?" (v.16). Podemos perceber que era alguém que queria alcançar a salvação por seus esforços. A resposta de Jesus é simples: "guarda os mandamentos" (v.17).  O que pode ter deixado o jovem confuso é o que ele explica em seguida: "Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?" (v.20). Jesus parece mostrar ao jovem qual era o seu real problema. O seu apego aos seus bens lhe impedia de largar tudo para seguir Jesus.  Mas se mesmo ele sendo rico e sendo obediente, dificilmente entraria no reino dos céus, o que seria dos discípulos? Tão falhos, pecadores e pobres. Como registra Mateus: "Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo?" (v.25). A resposta de Jesus é uma lição muito importante para nós: "Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível" (v.26). Para nós, a salvação é algo impossível! Mas não para Deus, porque para Ele, tudo é possível. Jesus quer nos ensinar que nossa salvação é um milagre! Acho que a lição que Jesus nos ensinou aqui deveria nos fazer desistir da luta cansativa de tentar alcançar uma sensação de salvação baseada no mérito próprio. É uma batalha perdida! O melhor a fazer, é depor as armas, render-se aos pés de Jesus e descansar. Permitir que ele opere em nós o milagre que alcançou na cruz por nós. Nossa salvação é o milagre realizado por Jesus. Leia Mateus 19 #RPSP
Diz Jesus: "Se teu irmão pecar [contra ti]..." (v.15). Note que Jesus não diz que devemos esperar que as pessoas que nos feriram se arrependam e venham nos pedir perdão para serem perdoadas. O amor que Jesus nos ensinou a amar, é o que vai ao encontro do nosso ofensor para buscar a reconciliação.  Perceba que essa forma persistente de reconciliar uma pessoa conosco ou levá-la de volta ao Senhor por ter pecado, é a forma com que Deus insiste em reconciliar a cada um de nós com ele mesmo quando pecamos. O Senhor é constantemente ofendido por nossos pecados, mas no lugar de nos rejeitar ou esperar que nós o busquemos primeiro, é Ele quem toma a iniciativa de tocar o nosso coração com o arrependimento e vem ao nosso encontro. Mas se recusarmos seus apelos de misericórdia, o que mais o Senhor poderia fazer? É assim que Jesus mostra que a igreja que recebeu o testemunho de alguém que insistentemente rejeita a reconciliação com Deus pode ser desligado da comunidade cristã (v.17,18). O restante do capítulo trata desse tema tão essencial sobre a importância do perdão. E Jesus nos mostra que o limite para o perdão não está na gravidade ou na quantidade de pecados do nosso irmão, mas na sua própria decisão de não querer ser perdoado. É nessa última instância que a igreja precisará desligar alguém que não quer se arrepender. Mas enquanto houver esperança de reconciliação, ela deve ser buscada. Leia Mateus 18 #RPSP
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