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O Assunto

Author: G1

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:
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1712 Episodes
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Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do Ibmec e criador do podcast Petit Journal. A escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã sinaliza a continuidade da linha dura do regime em meio à guerra e frustra as expectativas dos Estados Unidos de uma mudança política em Teerã. Filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques americanos e israelenses, Mojtaba foi escolhido pela Assembleia dos Especialistas, o conselho de 88 clérigos responsável por definir a autoridade máxima do país e é conhecido pela proximidade com a Guarda Revolucionária. Antes mesmo do anúncio, Donald Trump havia dito que seria inaceitável que Mojtaba fosse eleito como novo líder supremo – e, depois, afirmou que não estava feliz com a escolha. Agora, a expectativa de que possa haver diálogo entre as partes para uma resolução rápida da guerra praticamente acabou. Diante das incertezas, o preço do barril de petróleo disparou 25% da noite para o dia e o mundo inteiro entrou em estado de alerta com o risco de pressão inflacionária generalizada. Depois do susto, o valor voltou a cair, principalmente depois que o presidente americano disse em uma entrevista que a guerra está “praticamente concluída” e pode acabar em breve. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do IBMEC e criador do podcast Petit Journal, para explicar o perfil de Mojtaba Khamenei e a reação do mercado ao nome dele. Daniel comenta as perspectivas militares e diplomáticas do Irã e analisa o risco de o preço do petróleo romper sua máxima histórica – e de que modo isso bate no bolso do consumidor brasileiro.
Convidados: Gunther Rudzit, especialista em defesa e segurança nacional, professor da ESPM e professor convidado da Universidade da Força Aérea (Unifa); e Cristian Wittmann, professor da Unipampa e integrante do conselho do ICAN (Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares). No fim da primeira semana de conflito, Estados Unidos e Israel anunciaram que a guerra havia entrado em uma nova fase. E prometeram “aumento drástico” no poder de fogo dos ataques contra o regime iraniano. O Irã afirmou que aguarda os inimigos para responder com “golpes dolorosos” e revelou que poderá usar armas nunca vistas em combate até agora. Até aqui, os dois lados têm estratégias muito diferentes. Americanos e israelenses fizeram uso sofisticado sistema de tecnologia para acompanhar a localização do aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades do regime. Na manhã do dia 28 de fevereiro, decidiram por um ataque de precisão para executá-lo e dar início à guerra. Desde então, os mísseis disparados pelos dois países atingiram ao menos 2 mil alvos no território iraniano. O Irã já disparou milhares de drones e centenas de mísseis contra Israel e contra países que têm bases militares americanas – alguns desses armamentos alcançam mais de 6 mil km/h e podem carregar ogivas superiores a 1 tonelada. O regime garante que seus equipamentos mais sofisticados não foram colocados em jogo ainda. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o especialista em defesa e segurança nacional Gunther Rudzit para entender o tamanho do arsenal de cada lado do confronto. Professor de Relações Internacionais da ESPM e professor convidado da Universidade da Força Aérea (UNIFA), Gunther também avalia o futuro do conflito. Participa também do episódio Cristian Wittmann, professor de direito da Unipampa e integrante do conselho do ICAN (Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares). Ele analisa como a inteligência artificial está sendo usada na guerra e debate as questões éticas relacionadas a isso.
Convidados: Luciano Ramos, diretor do instituto Mapear; Ruth Manus, advogada, doutora em direito internacional e autora do livro “Guia prático antimachismo”. Nos últimos meses, o noticiário vem registrando histórias trágicas de violência de gênero. A lista de horrores tem casos de estupro coletivo, espancamentos e feminicídios – houve episódios até de assassinato dos filhos dessas mulheres. Essa é a face mais cruel de um problema muito maior. Crimes explícitos como esses são a ponta de um iceberg, onde a base é uma cultura marcada pelo machismo que estrutura a sociedade. Este episódio, na antevéspera do Dia das Mulheres, propõe uma conversa que vai além da indignação: busca tratar da responsabilidade dos homens e da educação de meninos. Para isso, Natuza Nery recebe dois convidados. Primeiro, ela conversa com Luciano Ramos, diretor do Instituto Mapear. Luciano relata parte do trabalho que realiza com homens que cometeram crimes contra mulheres e são enviados ao sistema prisional – ele analisa como estes homens pensam e se comportam. Depois, Natuza fala com Ruth Manus, advogada, doutora em direito internacional e autora do livro “Guia prático antimachismo”. Ruth apresenta um panorama claro com exemplos de como o machismo está colocado no dia a dia de homens e mulheres e fala sobre o papel da pornografia na formação sexual dos jovens.
Convidada: Malu Gaspar, comentarista da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na decisão que autorizou a operação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, afirma que os indícios reunidos pela investigação vão muito além de crimes financeiros e identifica a existência de "milícia privada" para intimidar opositores. Para o ministro, havia risco concreto na manutenção da liberdade do investigado diante da gravidade dos fatos revelados pela Polícia Federal. O relatório da PF revela um plano de Vorcaro para perseguir e agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. As investigações apontam ainda que o grupo teria acessado indevidamente sistemas sigilosos e órgãos públicos e que haveria a participação de funcionários do Banco Central na rede de ilegalidades – dois servidores foram afastados de suas funções, Belline Santana e Paulo Sérgio Souza. Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, suspeito de ser o operador financeiro do esquema de fraudes, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como coordenador operacional da “Turma” – termo usado para definir a organização. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Malu Gaspar, comentarista da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Malu explica o funcionamento da rede construída por Daniel Vorcaro e detalha quem é quem na composição da “Turma”. Ela também analisa quais devem ser os próximos passos da investigação.
Convidado: José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados, foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se concentra numa área estratégica para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio reúne algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã tem a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra importantes instalações de produção e refino. Toda essa produção precisa atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, para abastecer os setores produtivos dos quatro cantos do mundo. Cerca de 20% do volume total de petróleo comercializado passa por esse corredor, que foi fechado pelo governo iraniano. Um cenário que pode se agravar caso a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, se concretize: caso os bombardeios de Estados Unidos e Israel continuem, irá atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio. Para explicar como o fechamento do Estreito de Ormuz abre um efeito cascata na economia global, Natuza Nery conversa com José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados. Ele, que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, comenta também os impactos da guerra na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, e como isso repercute nas economias de Brasil e Estados Unidos, inclusive com possível alta no preço dos alimentos.
Convidado: Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Pelo terceiro dia seguido, Estados Unidos e Israel atacam alvos diversos no Irã – e anunciam que mais tropas e mais caças estão a postos para entrar em ação. A retaliação iraniana também segue seu curso: mísseis e drones atingiram o território israelense e a infraestrutura de países que têm bases militares americanas, como a Arábia Saudita. No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, aliado do regime iraniano, abriu um novo front de guerra. E o mapa do Oriente Médio tem cada vez mais alvos de todos os lados. No governo dos Estados Unidos, o secretário da Guerra fala em objetivos de curto prazo, mas Donald Trump já projeta pelo menos cinco semanas de ofensiva e diz que levará “o tempo que for necessário”. Já em Teerã, o regime dos aiatolás ainda lamenta da morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas, enquanto se reorganiza para definir seu sucessor. Para explicar os arcos de aliança que estão formados no Oriente Médio e o processo de sucessão de Khamenei no Irã, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout avalia os riscos de uma escalada militar ainda mais perigosa na região, inclusive em relação ao uso de armas nucleares. E analisa as consequências da escolha do novo líder supremo do regime: se será mais ou menos aberto ao Ocidente. “Um cenário muito mais obscuro”, resume.
Convidados: Cristiana Mesquita, diretora de notícias para o Caribe da Associated Press (AP), em Havana; e Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Desde a Revolução Cubana, em 1959, a relação entre Estados Unidos e Cuba é de rivalidade, e a Ilha convive há décadas com um embargo econômico. Nas últimas semanas, contudo, os cubanos estão experimentando algo inédito: viver sob escassez severa de petróleo, que afeta a distribuição de alimentos e remédios, paralisa o transporte público e provoca apagões diários. Cuba produz apenas 40% do petróleo que precisa para manter a economia de pé e tem a Venezuela como sua maior fornecedora – uma parceria na qual oferta serviços de saúde e de inteligência em troca de preços muito abaixo da média de mercado. Desde a captura de Nicolas Maduro pelos Estados Unidos, essa torneira fechou. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Cristiana Mesquita, diretora de notícias para o Caribe da Associated Press (AP), para contar como está a vida das cerca de 10 milhões de pessoas que vivem na Ilha. Cristiana, que mora em Havana há quatro anos e visita o país com frequência desde a década de 1990, fala sobre a rotina dos moradores da capital cubana e o sentimento deles em relação ao regime. Depois, a conversa é com Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Ele explica o que há de diferente nesta crise em Cuba e o que faz a Ilha despertar interesse na geopolítica global.
Convidado: Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal Na manhã deste sábado (28), os iranianos foram surpreendidos com bombardeios na capital Teerã e em diversas cidades do país – pelo menos 200 pessoas morreram, de acordo com informações da rede humanitária Crescente Vermelho, que atua em nações muçulmanas. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto na ação. Trata-se da operação “Fúria Épica”, um ataque de grandes proporções promovido pelos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Os ataques ocorreram mesmo com negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para que o regime interrompesse seu programa nuclear. Donald Trump defendeu a ofensiva dizendo que os iranianos nunca quiseram um acordo de verdade. E, num vídeo publicado nas redes sociais, instou a população a derrubar o regime para tomar o poder. Neste episódio especial, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal, para explicar o tamanho da crise no Oriente Médio e o risco de uma guerra generalizada na região. Tanguy também analisa por que o governo americano decidiu atacar agora e avalia o que pode acontecer com o regime dos aiatolás a partir dos acontecimentos deste sábado.
Convidado: Bruno Carazza, colunista do jornal Valor Econômico, comentarista do Jornal da Globo e professor associado da Fundação Dom Cabral. O Supremo Tribunal Federal adiou para o dia 25 de março a análise sobre as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspendem o pagamento dos chamados “penduricalhos” no funcionalismo público. O termo é usado para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somados às remunerações dos servidores – e que ultrapassam o valor do teto constitucional, que é de R$ 46 mil. A lista de benefícios é longa: tem escala de trabalho 3 por 1, pagamento de mensalidade de escolas particulares para filhos adultos e até auxílio-peru e auxílio-panetone. Só em 2025, esses adicionais custaram mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Para explicar o que são esses penduricalhos e o impacto que eles têm no orçamento público, Natuza Nery recebe Bruno Carazza, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista do Jornal da Globo. Neste episódio, Bruno, que também é professor associado da Fundação Dom Cabral, detalha o que está em discussão na Corte e avalia o quão difícil será a tarefa de colocar ordem nos pagamentos inconstitucionais.
Convidadas: Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília; e Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews e da rádio CBN, e colunista do jornal O Globo. Foram mais de 12 horas de julgamento até que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal chegasse a uma decisão unânime. Quase oito anos depois do crime, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e ordenar a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, Moraes destacou que a motivação política do crime se somou a elementos como misoginia, racismo e origens de Marielle. Neste episódio, Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília, relata todos os aspectos do julgamento pela Primeira Turma. Ela, que é advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público, também apresenta os argumentos da acusação, da defesa e que disseram os ministros sobre as provas do crime. Depois, Natuza Nery conversa com Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Flávia relembra o passo a passo da noite em que ocorreram as execuções e comenta o envolvimento de agentes públicos na investigação do caso. Por fim, ela explica por que é tão importante para o país relembrar a trajetória de Marielle.
Convidada: Marina Pera, analista sênior de risco político da consultoria Control Risks no México. O chefão do cartel Jalisco Nova Geração, um dos mais violentos e poderosos grupos criminosos organizados do México, foi morto no último domingo (22). O megatraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", foi baleado em uma operação das forças de segurança mexicanas: os agentes monitoraram os passos de sua namorada até uma cabana em Tapalpa, na região montanhosa do estado de Jalisco, onde se deu o confronto. A morte de El Mencho foi o gatilho para uma reação violenta do grupo organizado. Ataques foram registrados em 20 estados mexicanos: criminosos incendiaram veículos, bloquearam rodovias, fecharam escolas e espalharam pânico. O número de mortos já passa de 70, entre policiais, agentes penitenciários e integrantes do cartel. O governo mobilizou mais de 10 mil militares para conter a violência. A morte do chefe do Jalisco Nova Geração abre uma nova fase de incertezas no México, afirma Marina Pera, analista sênior de risco político da consultoria Control Risks no México. Em entrevista a Natuza Nery, ela descreve como El Mencho mantinha seu poder e cultivava uma imagem messiânica diante de seu grupo. Marina também explica por que a queda de uma liderança desse tamanho pode desencadear uma avalanche na estrutura do narcotráfico e nas instituições oficiais mexicanas.
Convidadas: Larissa Carvalho, repórter da TV Globo em Minas Gerais; e Luciana Temer, professora de Direito Constitucional na PUC-SP e presidente do Instituto Liberta. A sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais amanheceu neste domingo (22) com um protesto: em frente ao prédio, brinquedos e cartazes que pediam proteção para as crianças. O ato foi uma reação à absolvição em segunda instância de um homem de 35 anos que havia sido condenado por estupro contra uma menina que, à época da ocorrência, tinha 12 anos. O caso aconteceu em abril de 2024, quando este homem foi preso em flagrante junto com a mãe da vítima. Ambos foram condenados em primeira instância, na Vara da Infância e Juventude, a mais de 9 anos de prisão. Segundo a denúncia, a garota havia deixado de frequentar a escola e estava morando com ele. Ouvida, ela afirmou que o homem, a quem chamava de marido, comprava cestas básicas e doces para a mãe. Quem conta a história dessa menina é Larissa Carvalho, repórter da TV Globo em Minas Gerais. Em conversa com Natuza Nery, ela explica como se deu a denúncia e a prisão dos acusados, e conta como foram os votos dos desembargadores Magid Nauef Láuar, relator do processo, e Walner Milward Azevedo, que decidiram pela absolvição. Para explicar o que diz a lei sobre estupro de vulneráveis, Natuza entrevista Luciana Temer, advogada e professora de Direito Constitucional na PUC-SP. Luciana, que também é presidente do Instituto Liberta, fala sobre a importância da escola e de políticas públicas na prevenção de crimes contra crianças e adolescentes.
Convidado: Mauricio Moura, fundador do instituto de pesquisa Ideia, colunista do jornal O Globo e professor da Universidade George Washington. Por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) o principal pilar da estratégia comercial do presidente Donald Trump: a política de tarifas recíprocas sobre produtos importados. De acordo com a decisão, Trump extrapolou sua autoridade ao impor o tarifaço e deve submeter ao Congresso qualquer medida relativa à tributação. Essas tarifas foram anunciadas em abril de 2025 e variam entre 10% e 50% sobre produtos de praticamente todos os parceiros comerciais americanos, entre eles o Brasil. Estima-se que o valor arrecadado seja superior a US$ 175 bilhões, mas não está claro se o governo americano precisará devolver o montante. A decisão tem forte peso político. Foi a primeira vez desde o retorno de Trump à Casa Branca que a Suprema Corte impôs um limite direto ao poder do presidente. Ele respondeu de imediato e informou que usará um novo instrumento legal para aplicar outra tarifa global de 10%. Para analisar os impactos econômicos e políticos do fim do tarifaço, Natuza Nery recebe Mauricio Moura, fundador do instituto de pesquisa Ideia, colunista do jornal O Globo e professor da Universidade George Washington. Maurício explica os argumentos dos juízes da Suprema Corte e conta o que ouviu de representantes do mundo político americano.
Convidado: Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1 A ordem partiu do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. E, na terça-feira (17), agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão contra quatro servidores públicos que atuavam na Receita Federal. A ação investiga se eles acessaram e vazaram dados sigilosos de diversas autoridades, incluindo os integrantes do Supremo Tribunal Federal e seus familiares. Os servidores foram afastados de seus cargos, passaram a usar tornozeleira eletrônica e tiveram os passaportes apreendidos. A Receita Federal informou que seus sistemas são rastreáveis e que uma auditoria interna identificou irregularidades, que foram comunicadas ao STF. A investigação sobre esses possíveis vazamentos foi aberta dentro do Inquérito das Fake News, criado em 2019 e que tem Moraes como relator. Para explicar o alcance da operação da PF e as evidências sobre o vazamento dos dados sigilosos, Natuza Nery conversa com Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Guedes analisa também as críticas direcionadas à abertura da investigação pelo Supremo e como a decisão de Moraes repercutiu dentro da Corte.
Convidado: Fernando Abrucio, cientista político, professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews. Então candidato de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) surpreendeu o mundo político ao anunciar o convite para que Geraldo Alckmin (PSB) fosse o vice-presidente na chapa que concorreria nas eleições de 2022. O ex-tucano e adversário histórico do PT topou, e a estratégia deu certo: a dobradinha Lula-Alckmin se apresentou ao eleitor como representante de uma frente ampla e venceu a eleição. Quatro anos depois, presidente e vice demonstram ter excelente relação e trocam elogios em público, mas nada garante que a parceria irá se repetir na urna. Lula dá sinais de que a vaga está aberta para negociações com partidos de centro, como o MDB. O objetivo é ampliar alianças, conquistar mais palanques estaduais e municipais e aumentar o tempo de propaganda eleitoral. Na oposição, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida como a mais competitiva, de acordo com as pesquisas mais recentes. E já circulam especulações de potenciais candidatos a vice. Os mais citados são Romeu Zema, governador de Minas Gerais, do Novo, e Tereza Cristina, senadora pelo Mato Grosso do Sul, do PP. Para analisar a viabilidade de todas as estratégias eleitorais em jogo, Natuza Nery recebe o cientista político Fernando Abrucio. Ele, que é professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews, comenta a situação de Geraldo Alckmin no governo e o que Lula busca nas conversas com partidos de centro; e avalia os nomes em torno de Flávio Bolsonaro.
Convidado: Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996, colunista do jornal O Globo e autor dos livros "O ponto a que chegamos"; "Quatro décadas de gestão educacional no Brasil" e "Líderes na escola". Universidades particulares tradicionais de São Paulo iniciaram o ano letivo com uma nova regra: a proibição de celulares em sala de aula, exceto para atividades acadêmicas com fins pedagógicos. A medida, adotada com o objetivo de reduzir distrações e melhorar a concentração, reacendeu o debate sobre os limites da autonomia em um ambiente adulto – e dividiu opiniões. Para parte dos estudantes, a proibição foi recebida com surpresa e resistência. Outros, porém, relatam dificuldade em manter a concentração durante as aulas e reconhecem que o uso constante de dispositivos eletrônicos prejudica o aprendizado. Três estudos mediram os impactos de regras que limitam ou proíbem o uso de celulares, na China, nos EUA e na Índia – no caso indiano, uma pesquisa que acompanhou mais de 17 mil estudantes. Os resultados apontam que a medida pode trazer benefícios para alunos e professores. Para analisar o que dizem esses estudos, Natuza Nery recebe neste episódio Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996 e colunista do jornal O Globo. Ele também comenta as motivações pedagógicas desse tipo de decisão e as chances de outras instituições de ensino superior adotarem o mesmo caminho.
Convidado: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Uma nota assinada por todos os ministros do Supremo Tribunal Federal oficializou que Dias Toffoli havia deixado a relatoria do caso Master, na noite de quinta-feira (12). O anúncio ocorreu logo após uma reunião entre eles, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência do conteúdo do relatório da Polícia Federal a respeito das menções a Toffoli encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No documento apresentado pela PF, havia a informação de que a perícia encontrou mensagens trocadas entre Dias Toffoli e Vorcaro, assim como menção a pagamentos relacionados ao resort da família do ministro – de que Toffoli, pela primeira vez, reconheceu ser um dos donos, mas negou que tenha ocorrido qualquer negociação ou relação irregular. Na nota publicada pelo Supremo, todos os ministros declaram que não cabia suspeição para o caso e reconhecem a plena validade de todas as ações de Toffoli na relatoria do caso. Depois de novo sorteio, o relator definido para a investigação é o ministro André Mendonça. Neste episódio, Natuza Nery e Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1, analisam todos os aspectos desse caso inédito no Supremo. Valdo conta os bastidores da reunião dos ministros e recupera o passo a passo de todas as polêmicas de Dias Toffoli na condução da relatoria do caso Master.
Convidada: Carolina Rossini, especialista em Direito da Tecnologia, professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts. Duas das maiores empresas de tecnologia do mundo foram colocadas no banco dos réus pela Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos. Meta, dona do Instagram, e Alphabet, controladora do YouTube, são acusadas de, conscientemente, programar os algoritmos de suas plataformas para viciar os usuários, principalmente crianças e adolescentes. TikTok e Snapchat foram incluídos inicialmente no processo, mas fecharam acordo com a acusação. Quem levou o caso à Justiça é uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K. G. M. Segundo a ação, ela criou uma conta no YouTube aos 8 anos e abriu perfil no Instagram aos 9 – rede social onde, afirma, chegou a passar mais de 16 horas conectada em um único dia. Já adulta, ela foi diagnosticada com problemas graves de saúde mental. A tese da acusação compara o funcionamento das plataformas ao da indústria do tabaco e descreve o scroll infinito como uma espécie de “cassino digital”. As empresas negam. O caso é o primeiro desse tipo a ser analisado por um júri popular nos Estados Unidos. Para explicar o que está em jogo neste tribunal, Natuza Nery entrevista a especialista em Direito da Tecnologia Carolina Rossini. Professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts, ambas nos EUA, ela responde sobre o que se sabe a respeito do funcionamento dos algoritmos e se há relação entre isso e a dependência de redes sociais. Ela avalia ainda como resultado do julgamento pode influenciar outras ações, dentro e fora dos Estados Unidos.
Convidada: Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN. Em dezembro, o filho mais velho do clã Bolsonaro anunciou que seria pré-candidato à Presidência da República. Depois de uma visita ao pai, que estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Flávio disse que ele era o escolhido de Jair para a missão. Na largada, a pré-candidatura recebeu críticas de alguns aliados e foi vista com desconfiança geral – o próprio Flávio admitiu que poderia desistir em troca de uma contrapartida política. Mas o projeto foi ganhando tração e as pesquisas de intenção de voto mostraram que o senador estava conseguindo se consolidar como a força eleitoral do bolsonarismo. Diante do mundo político, do empresariado e do mercado financeiro, Flávio tenta se vender como uma versão mais moderada do pai. E em janeiro embarcou em uma agenda internacional, com passagens por Estados Unidos, Oriente Médio e Europa. O discurso para todos os públicos é o mesmo: ele é o candidato anti-Lula. Para analisar a pré-candidatura de Flávio, Natuza Nery conversa com Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN. Maria Cristina explica a escolha de Jair Bolsonaro pelo filho, em detrimento a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. E avalia as principais virtudes e vulnerabilidades de Flávio como pré-candidato do bolsonarismo.
Convidado: Arthur Dapieve, comentarista da GloboNews e professor de Jornalismo Cultural na PUC Rio. Bad Bunny levou ao palco do maior evento esportivo dos Estados Unidos uma apresentação inteiramente em espanhol, carregada de símbolos latino-americanos e referências a Porto Rico, onde nasceu. Ele foi a atração do intervalo do Super Bowl – final da liga de futebol americano, com audiência de 135 milhões de telespectadores apenas nos EUA – deste domingo (8), realizado na Califórnia. Quando o cantor porto-riquenho foi anunciado como atração do evento, em outubro do ano passado, Donald Trump disse não saber quem ele era. Depois do show, o presidente americano afirmou que ninguém entende uma palavra do que Bad Bunny diz. Nos Estados Unidos, são 68 milhões de latinos, 20% da população total do país. E o artista, que é crítico da política imigratória de Trump, venceu o Grammy 2026 de Melhor Álbum do Ano e foi o mais ouvido no Spotify global em 2025 – suas músicas já foram reproduzidas mais de 20 bilhões de vezes na plataforma. Convidado de Natuza Nery neste episódio, Arthur Dapieve conta a trajetória de Bad Bunny, da classe média baixa de Porto Rico até se tornar uma estrela da cultura pop global. Comentarista da GloboNews e professor de Jornalismo Cultural na PUC Rio, Dapieve também analisa o impacto do show para a imagem de Trump e comenta a influência latina na cultura e na economia dos Estados Unidos.
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Comments (767)

Fernando Conde

A economia chinesa completamente controlada é planejada pelo Estado e o Ariel vem falar que é um "capitalismo selvagem", puta merda, não estudou nada de economia política?

Mar 3rd
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Fernando Conde

Quando dizem "regime" acho que estão falando da plutocracia bipartidaria estadunidense.

Mar 3rd
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Luiz Cláudio P.Pimentel (Ifáṣoyin)

Até agora ninguém lembrou do envolvimento da família Bolsonaro....

Feb 26th
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MTKhyi

"o Conselho Nacional de Justiça diz que foram quase 5 mil casos de agressão a animais em 2024, um salto de 1.400% em comparação com 2021. A punição prevista em lei para quem maltrata cães e gatos chega a, no máximo, 5 anos de detenção... É o que explica Carlos Frederico Ramos de Jesus em entrevista a Natuza Nery." Falta muito para pintamos agressores. Ainda temos Rodeios, cavalos trabalhando até a morte, peixes decorativos em jaulas de vidro, vacas separadas de seus bezerros,...

Feb 3rd
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Fernando Conde

Os liberais, como o convidado e a mídia hegemônica brasileira, além de pregarem um terrorismo fiscal como se o Estado brasileiro estivesse a ponto de falir, propagam a castilha do Consenso de Washington, que NUNCA promoveu desenvolvimento em lugar nenhum, pelo contrário, deixou a periferia do capitalismo refém das potências ocidentais. Dizem que para nosso país crescer é sempre necessário um ajuste fiscal nas costas dos mais pobres, nunca nas costas dos que podem pagar.

Jan 30th
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Marcos Ferronatto

Basicamente estão dizendo o seguinte: as sanções não interferiram em nada nesse desmonte das empresas de petróleo e, é necessário intervir na soberania do país (para se ter garantias que não serão nacionalizadas e utilizadas para o povo venezuelano) através de mudanças em legislações e governos. Ou seja, o "Mercado" quer um golpe na Venezuela. Outro programa horrível!

Jan 8th
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Marcos Ferronatto

Que entrevista horrível. Primeiro: o argumento de Trump pode até ser droga, mas todo mundo sabe que é lorota. Segundo: Trump interferiu nas eleições argentinas e hondurenhas, mas perdeu no Canadá e em outros países quando tentou fazer o mesmo. Foram ditas meias verdades, o que mais desinforma do que informa.

Jan 6th
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MTKhyi

Vendo pessoas brincando de Amarelinha no Shopping passei a ter certeza que, às vezes, política de obediência servil é um fator de degeneração cognitiva.

Jan 2nd
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MTKhyi

Bolsonarismo reduzido à comédia pastelão: Flávio não pode ser candidato pois não pode abrir mão do Foro Privilegiado. Só avançaremos se a política for tratada seriamente. Não dessa maneira. lamentável.

Dec 9th
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Sandro Massaru Ueki

Essa mulher merece um Nobel

Nov 17th
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Liz Moreira

Excelente este episódio! Trabalhei com médias sócio educativas e concordo com todas as posições da juíza.

Nov 5th
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Marcos Ferronatto

Deveriam ter chamado o Load ou o tio João Carvalho. Entrevistaram alguém que não entende nada do símbolo que é o One Piece. Resultado: raso, fraco e com erros por pura ignorância.

Oct 27th
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SEBO SONORO

acho loucura tornar as aulas teóricas facultativas. penso que devia ser o contrário, uma reformulação dessas aulas, mais focadas nas situações do dia a dia, inclusive as aulas praticas deviam focar mais no dia a dia. Os absurdos que vemos no trânsito vem da má formação. O custo não favorece a maioria dos cidadãos, o governo deve pensar em opções de financiamento, ao invés de criar uma "progressão continuada" (que destruiu a educação pública) no sistema de habilitação.

Oct 7th
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MTKhyi

Censura seletiva: em Universidades, a artistas, a manifestações na rua,... Não há liberdade.

Sep 30th
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Fernando Conde

Estadunidense"

Sep 29th
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Daniela Lyra

olá. Passando pra lembrar ao analista que as manifestações desse fds não se resumiram à Paulista, diferente do 07 de setembro. tiveram manifestações no dia 21/09 em todas as capitais e várias outras cidades... ou seja, essa comparação dos 40 mil nas duas manifestações não é verdadeira.

Sep 23rd
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MTKhyi

"Deisy Ventura, jurista e professora titular de ética da Faculdade de Saúde Pública da USP. Em outubro de 2021, o relatório final da CPI da Covid apontou uma série de erros, ações e omissões da gestão Jair Bolsonaro que contribuíram para que o Brasil atingisse a trágica marca de 700 mil mortos pelo coronavírus." Mais importante para a família Bolsonaro era se reeleger. Vidas poderiam (e foram) sacrificadas para o 'bem maior.

Sep 22nd
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Emilia Lima

Usar o terno "crime surpreendente" em um crime contra um ex delegado é, no mínimo, desrespeitoso.

Sep 17th
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pennywise

a extrema direita joga sujo, por isso janta a direita.

Sep 15th
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Fábio Cordeiro

virou Xadrez verbal? 4 horas kkkkk adoro

Sep 13th
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