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O Assunto
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O Assunto

Author: G1

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:
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1690 Episodes
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Convidado: Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. Em diversos setores da economia, empresas estão reformulado ofertas de emprego para atrair e reter trabalhadores em um mercado aquecido e com desemprego baixo – 5,6%, o menor da série histórica do IBGE. Benefícios mais amplos, bônus financeiros e mudanças na jornada de trabalho passaram a ser usados como estratégia para preencher vagas que seguem abertas. Do lado dos trabalhadores, a decisão de aceitar ou deixar um emprego tem sido cada vez menos guiada apenas pelo salário – flexibilidade virou a palavra-chave, num movimento reforçado pela expansão do trabalho por conta própria e da economia dos aplicativos. Para analisar esse cenário, Natuza Nery entrevista Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. Ele explica por que aumentou o equilíbrio de forças entre empregado e empregador e avalia os impactos do mercado de trabalho superaquecido nos dados macroeconômicos.
Convidados: Felipe Recondo, autor do livro "O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária", fundador do canal no YouTube Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes; e com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de "Constituição e sua reserva de Justiça". No discurso que abriu o ano do Judiciário, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prioridade da sua gestão será a criação de um Código de Ética para os integrantes da Corte. Na primeira sessão de 2026, realizada na segunda-feira (2), ele também indicou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do tema. O presidente do STF destacou a atuação do tribunal em momentos críticos, como na defesa do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, mas ponderou que “o momento histórico é também de autocorreção”. A proposta é uma ideia antiga de Fachin e foi recebida com resistência por outros integrantes da Corte, afirma Felipe Recondo, jornalista especializado em Supremo e autor do livro "O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária". Em entrevista a Natuza Nery, ele analisa quais são as chances de um código de ética prosperar agora. Depois, a conversa é com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de "Constituição e sua reserva de Justiça". Vilhena integra o grupo da OAB-SP que formulou uma proposta de código de conduta para os ministros do STF, já entregue a Fachin. Ele explica o que diz o texto e defende que sua aprovação seria uma medida de proteção da democracia e do próprio Judiciário.
O episódio de violência contra o cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, mobilizou manifestações de norte a sul do país neste fim de semana. Nos atos, o pedido era o mesmo: justiça para os agressores que atacaram e mataram Orelha no início de janeiro. A polícia de Santa Catarina apura se o crime foi cometido por um grupo de adolescentes, e a investigação aborda até suspeitas de coação e ameaça a testemunhas. Orelha se tornou um símbolo de uma violência que cresce rapidamente no Brasil: o Conselho Nacional de Justiça diz que foram quase 5 mil casos de agressão a animais em 2024, um salto de 1.400% em comparação com 2021. A punição prevista em lei para quem maltrata cães e gatos chega a, no máximo, 5 anos de detenção, mas a maioria dos agressores é punida com medidas mais brandas. É o que explica Carlos Frederico Ramos de Jesus em entrevista a Natuza Nery. Carlos, que é coordenador do Grupo de Estudos de Ética e Direito Animal na USP e autor do livro “Entre Pessoas e Coisas: o Status Moral-Jurídico dos Animais”, analisa as mais recentes mudanças no ordenamento jurídico brasileiro em relação aos animais domésticos e ensina o que fazer para denunciar casos de violência.
Convidados: David Nemer, antropólogo da Tecnologia e professor da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos; e Roney Domingos, repórter do Fato ou Fake do g1. Segundo uma pesquisa do jornal The Guardian, um em cada cinco vídeos exibidos pelo YouTube para novos usuários já é gerado por IA. É um ambiente saturado por imagens sintéticas e conteúdos hiper-realistas que se espalham com rapidez, apelam à emoção e incentivam o compartilhamento imediato. Essas produções confundem e colocam em xeque algo fundamental: a confiança no que vemos. Esse volume gigantesco de conteúdo sintético que inunda as redes sociais ganhou até um nome: slop. Em tradução livre, significa algo como entulho ou sobra digital. Neste episódio, quem explica como e por que esses vídeos hiper-realistas ganham tanta escala é David Nemer, antropólogo da Tecnologia e professor da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos. Em entrevista a Rafael Colombo, ele descreve quais são os grupos que mais produzem e mais se beneficiam dessa enxurrada de imagens produzidas com ferramentas de última geração. Depois, Rafael Colombo conversa com Roney Domingos, repórter do Fato ou Fake do g1. Roney descreve como funcionam as ferramentas usadas para a checagem desses conteúdos e dá dicas para distinguir o que é real do que é gerado por inteligência artificial.
Convidada: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN. A filiação de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, ao PSD, reforça o discurso do presidente da sigla, Gilberto Kassab, de que o partido terá candidatura própria à Presidência. Caiado se soma a Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, na lista de postulantes ao Palácio do Planalto. A perspectiva de que o PSD lance uma chapa presidencial cresce à medida que reduz a possibilidade de que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, seja candidato. Ele, que é o nome dos sonhos de Kassab, repete a toda oportunidade que é candidato à reeleição em SP. Nesta quinta-feira (29), Tarcísio visitou Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, e reforçou que irá trabalhar para eleger Flávio presidente. Neste episódio, Rafael Colombo conversa com Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN, para analisar quem ganha e quem perde com as mais recentes movimentações de peças da direita e da centro-direita. Vera projeta quais são os planos de Kassab para essa eleição e avalia também as estratégias do governo para conquistar mais cadeiras no Congresso.
Convidado: Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e coautor do livro "O Impacto das Cotas". O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu, por decisão liminar, a lei sancionada pelo governador Jorginho Mello que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em universidades e empresas que recebem recursos do estado. A medida interrompe, ao menos temporariamente, a aplicação da norma aprovada pela Assembleia Legislativa no fim de 2025. Além da suspensão no TJ-SC, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 48 horas para que o governo catarinense e a Alesc prestem esclarecimentos sobre a lei. O episódio ocorre mais de uma década depois da aprovação da Lei de Cotas, em 2012, que mudou o perfil das universidades brasileiras, como explica Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. Em conversa com Natuza Nery, ele, que é coautor do livro "O Impacto das Cotas", analisa a constitucionalidade da lei e afirma: ela é um "atropelo ao pacto federativo brasileiro".
Convidado: Sérgio Vale, economista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e economista-chefe da consultoria MB Associados. Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 - em janeiro do ano passado, a cotação era de US$ 2.730 por onça, medida que equivale a 31 gramas. A disparada reflete o aumento das incertezas globais, especialmente provocadas pela política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma combinação de fatores valorizou o preço do ouro: a disputa comercial com a China, a política tarifária, as crises geopolíticas e militares e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia. Para explicar a disparada do ouro e por que o preço do metal sobe quando há instabilidade econômica, Natuza Nery conversa com Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP. Economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale também responde como as políticas fiscal e monetária dos EUA agitam os mercados. O economista compara a escalada do preço do metal precioso a uma “febre”, um sinal de que a economia global passa por um período de grave instabilidade.
Convidado: Guga Chacra, comentarista da TV Globo e da GloboNews, e colunista do jornal O Globo. 50 minutos. Este foi o tempo que durou a conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump nesta segunda-feira (26). O longo telefonema é mais um sinal de uma aproximação entre os governos de Brasil e Estados Unidos – e ajuda a explicar o atual status da relação entre os países. Na conversa, os dois presidentes acertaram uma visita de Lula a Washington ainda neste ano, mas sem data confirmada. O “Conselho da Paz” criado por Trump também foi tema da ligação – o Brasil foi convidado para entrar no grupo. Lula ainda não respondeu ao convite, mas condicionou a participação brasileira a mudanças no formato do grupo, com foco em soluções para a Faixa de Gaza e com a inclusão da Palestina nos debates. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Guga Chacra para explicar qual é o momento da relação entre Lula e Trump (e entre Brasil e EUA). Comentarista da Globo e da GloboNews e colunista do jornal O Globo, Guga aponta os riscos e as oportunidades que se abrem para o Brasil com a visita presencial de Lula à capital dos EUA. Ele analisa também a “não resposta” dada pelo presidente brasileiro ao convite americano para integrar o Conselho da Paz de Trump.
Convidado: Kleber Mendonça Filho, diretor e roteirista de “O Agente Secreto”. No dia 15 de março, Kleber Mendonça Filho percorrerá o tapete vermelho da mais importante premiação do cinema mundial, em Los Angeles (EUA). Na cerimônia do Oscar, ele poderá ver “O Agente Secreto”, filme que escreveu e dirigiu, levar até quatro estatuetas – concorre nas categorias Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco, Melhor Ator (com Wagner Moura) e Melhor Filme. Ainda em janeiro, ele já conquistou dois Globos de Ouro, nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Ator. Ao todo, seu longa-metragem soma mais de 50 premiações nos festivais de todo o mundo. No Brasil, a produção já levou 1,5 milhão de pessoas aos cinemas. Neste episódio especial do Assunto, Kleber Mendonça Filho conversa com Natuza Nery sobre o que faz de “O Agente Secreto” um filme que vem conquistando a audiência e a crítica especializada em todo o mundo. Ele retorna ao ano de 2020, quando começou a escrever este roteiro, que desde o primeiro momento seria destinado para que Wagner Moura fosse o protagonista. O cineasta também explica o processo de escolha de atores e atrizes que dariam forma aos mais de 60 personagens do longa. Nesta entrevista, Kleber olha para vários aspectos de sua identidade artística. Ele explora sua profunda conexão com Recife, cidade que é personagem de seus filmes e é fonte de inspiração cultural e política para ele. E comenta sobre como foi crescer “ouvindo histórias sobre a História” – ele que é filho da historiadora Joselice Jucá. Por mim, ele reflete sobre o aspecto da memória em sua obra.
Convidado: Waldemar Dalenogare, crítico de cinema, doutor em História e o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, a maior organização de críticos de cinema e televisão dos EUA e Canadá. A edição 2026 do Oscar registra um recorde para o cinema brasileiro: cinco indicações na premiação. “O Agente Secreto”, filme escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre a quatro estatuetas. E o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por “Sonhos de Trem” – trabalho filmado quase inteiramente com luz natural, que vem sendo muito elogiado pela crítica internacional. “O Agente Secreto” é o filme brasileiro com o maior número de indicações em todos os tempos, empatado com “Cidade de Deus”, em 2004. O longa concorre nas categorias Melhor Elenco (criada pela Academia nesta edição), Melhor Filme Internacional (a mesma que “Ainda Estou Aqui” venceu em 2025), Melhor Ator (com Wagner Moura, que é o primeiro ator brasileiro a entrar na lista final) e na principal, a de Melhor Filme. Com isso, o Brasil reforça sua posição de força ascendente nas telas de cinema e nas premiações internacionais – ainda este ano, o longa de Kleber Mendonça Filho já havia conquistado duas estatuetas no Globo de Ouro. Em um relato exclusivo para O Assunto, o cineasta fala sobre o poder da memória em sua obra. A respeito das chances que o Brasil tem de vencer no Oscar, Natuza Nery conversa com Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele, que foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, comenta também porque os filmes brasileiros passaram a atrair atenção internacional e avalia o que deve ser feito para nossa indústria cinematográfica aproveitar este momento.
Convidada: Ludhmila Hajjar, médica cardiologista e intensivista e professora titular de Emergências da USP. Nesta semana, o Ministério da Educação divulgou os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed. Dos 351 cursos analisados, 107 receberam notas consideradas abaixo do ideal – ou seja, mais de 30% das faculdades de medicina foram reprovadas. As piores avaliações foram registradas em cursos de instituições públicas municipais e de instituições privadas com fins lucrativos. É um resultado que coloca em xeque a expansão desenfreada de cursos de medicina no Brasil. Na última década, foram abertas mais de 2.500 novas vagas por ano, em média. Hoje, são 494 faculdades de medicina em funcionamento – apenas a Índia, país mais populoso do mundo, tem mais que isso. Para discutir a fragilidade da formação médica no Brasil, Natuza Nery conversa com Ludhmila Hajjar, médica cardiologista e intensivista. Ela, que é professora titular de Emergências da USP, avalia os resultados do Enamed e propõe novos modelos de avaliação para assegurar a qualidade dos estudantes de medicina. Ludhmila também alerta sobre o risco de que hospitais sejam ocupados por médicos malformados: “É uma loteria com chance maior de perder”.
Convidados: Pedro de Abreu Gomes dos Santos, professor de Ciência Política do College of Saint Benedict e da Saint John’s University, no Minnesota; e com Gabrielle Oliveira, professora de Educação e Imigração na Universidade de Harvard e autora do podcast "Uma Estrangeira". Uma família com seis crianças, incluindo um bebê de seis meses, ficou presa em meio a uma confusão entre manifestantes e agentes do Serviço de Imigração dos Estados Unidos, o ICE, em Minneapolis. O carro foi cercado, granadas foram lançadas e um cilindro de gás lacrimogêneo rolou para debaixo do veículo, provocando a explosão dos airbags e enchendo o interior de fumaça. O episódio aconteceu em meio a uma onda de protestos após a morte da americana Renée Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE no início de janeiro. Desde então, vídeos mostram abordagens violentas, prisões sem explicação e o uso de força contra manifestantes e famílias comuns. Para contar como o ICE surgiu e se expandiu, Natuza Nery entrevista Gabrielle Oliveira, professora de Educação e Imigração na Universidade de Harvard. Autora do podcast Uma Estrangeira, Gabrielle também fala sobre como o governo americano ampliou o recrutamento dos agentes, reduziu o tempo de formação e passou a espalhar essas equipes por cidades e estados sem autorização dos governos locais. Antes, a conversa é com Pedro de Abreu Gomes dos Santos, professor de Ciência Política do College of Saint Benedict e da Saint John’s University, no Minnesota. Ele explica por que o estado virou alvo de Trump e relata como foi sua experiência ao encontrar agentes do ICE. Por fim, ele, que é naturalizado americano, é casado com uma americana e tem filhos americanos, fala do medo que tem de ser separado de sua família.
Convidado: Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense). Localizada estrategicamente entre o Ártico e o Atlântico Norte, a Groenlândia é a maior ilha do mundo. São mais de 2 mil km², um território rico em minerais raros e considerado por Donald Trump vital para a segurança dos EUA. A ilha gigante se tornou objeto de cobiça pelo governo americano. O problema: trata-se de um território semiautônomo da Dinamarca. Trump já sugeriu anexar ou adquirir a Groenlândia, mas o governo dinamarquês deixa claro que não tem interesse em negociar a ilha. A Casa Branca aumentou a crise ao anunciar novas tarifas contra oito países europeus que enviaram tropas ao território na última semana. Uma tensão que escancara da fragilidade atual da Europa, e coloca a Otan em risco. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Vitelio Brustolin para explicar por que Trump cobiça a Groenlândia. Professor de Relações Internacionais da UFF, ele responde quais são os interesses militares (como a construção do Domo de Ouro) e estratégicos (caso da rota naval do Ártico) dos americanos na região. Vitelio analisa também as consequências de uma eventual anexação pelos EUA, sobretudo para o futuro da aliança do Atlântico Norte, da qual fazem parte 30 países europeus. Ele aponta os sinais de enfraquecimento da Otan e os riscos deste processo de deterioração: “Seria um cenário catastrófico para o mundo todo”.
Convidada: Mariana Thibes, doutora em sociologia e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA). O desafio começou no Reino Unido, em 2012, e depois se espalhou pelo mundo. O “Janeiro Seco” propõe que se passe o mês inteiro sem consumir uma só gota de álcool. A iniciativa é uma forma de “detox” depois das festas de fim de ano, e para conscientizar sobre os efeitos do álcool no organismo e no humor. É um movimento que pega carona em uma tendência global: a redução no consumo de bebidas alcoólicas. Fenômeno observado em especial no Brasil. É o que atesta uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, com dados de 2025: 64% dos brasileiros declararam não ter bebido álcool durante todo o ano – em 2023, esse número era de 55%. E a queda é ainda mais acentuada entre os jovens: na faixa etária de 18 a 24 anos, a proporção dos que declaram não ter consumido álcool saltou de 46% para 64%. Para explicar as razões deste fenômeno, Natuza Nery conversa com Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA). Doutora em sociologia, Mariana avalia que há um hiato geracional na forma como os mais jovens enxergam a bebida – como um problema para a saúde e um risco para as relações sociais. Mariana relembra a relação do brasileiro com as bebidas alcóolicas ao longo do tempo, e analisa os efeitos econômicos desta mudança de comportamento.
Convidado: Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Os relatos são de execuções, disparos contra adolescentes, necrotérios lotados. Resultado de uma repressão do regime iraniano contra os protestos que tomaram o país nas últimas semanas. Organizações internacionais estimam entre 2 mil e 12 mil mortos. Os números oficiais, no entanto, são desconhecidos, já que o regime cortou o acesso à internet em todo o território iraniano. O tamanho das manifestações é inédito no país, como relembra Demétrio Magnoli em conversa com Natuza Nery neste episódio. Comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, Demétrio fala o que há de diferente nos protestos de agora em comparação aos de 2022, quando uma jovem foi morta por não usar o véu islâmico como manda o regime dos aiatolás, e de 2009, quando o resultado da eleição presidencial foi questionado. Apesar de o estopim das manifestações ter sido econômico, Demétrio aponta como os atos passaram a ter caráter político: manifestantes passaram a exigir a queda do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. Ele fala também como os EUA têm incentivado as manifestações, dado sinais de que está em negociação com o governo de Teerã, e quais as chances de ação de Donald Trump contra o Irã.
Convidada: Ana Flor, colunista do g1 e comentarista da TV Globo e da GloboNews. O dono do Banco Master, parentes e parceiros de negócio dele foram alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (14). Trata-se da segunda fase da Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Sob determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, R$ 5,7 bilhões foram bloqueados. Foram apreendidos também R$ 97 mil em espécie, carros e artigos de luxo. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso enquanto tentava embarcar em um voo para Dubai. A operação mirou também o próprio Vorcaro e os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur. A ação gerou atrito entre o ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal – o ministro reclamou da demora da PF em cumprir mandados e exigiu que as provas fossem lacradas e guardadas no Supremo. A PF alegou que a decisão de Toffoli travaria a análise dos dados e prejudicaria a investigação. Depois, Toffoli determinou que o material apreendido fique na Procuradoria-Geral da República. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Ana Flor. Colunista do g1 e comentarista da Globo e da GloboNews, Ana Flor explica quais suspeitas recaem sobre os investigados nesta nova fase da operação. Ela também relembra todos os últimos capítulos do caso Banco Master e as estratégias utilizadas por Vorcaro para se blindar. E comenta também o pânico que a apreensão do celular dele causa nos bastidores de Brasília.
Convidado: Rafael Barros Barbosa, professor de Economia na Universidade Federal do Ceará e pesquisador no FGV - IBRE. Nesta terça-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Overclean – a primeira fase foi realizada em dezembro de 2024. Na mira, suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares. Em uma década, as emendas parlamentares cresceram acima de 1.200%. No Orçamento deste ano, mais de R$ 60 bilhões estão reservados para as emendas parlamentares. Hoje, esse dinheiro já supera o orçamento anual de ministérios inteiros. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Rafael Barros Barbosa, professor de Economia da Universidade Federal do Ceará. Ele explica onde estão os pontos críticos para que ocorram desvios de parte do dinheiro destinado às emendas parlamentares. Pesquisador no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), Rafael fala de quais órgãos públicos é a responsabilidade por rastrear e fiscalizar o caminho das emendas. Ele analisa como o atual formato deste dinheiro influencia na implementação e manutenção de políticas públicas.
Convidado: Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e presidente da 9G Consultoria. A primeira ata de um acordo entre União Europeia e Mercosul foi assinada em 1995. Depois de várias tentativas e três décadas de negociações, os países da Comissão Europeia deram sinal verde para um acordo final entre os dois blocos. A expectativa é de que a assinatura final seja no próximo sábado, 17 de janeiro. Um tratado histórico, a partir do qual nasce a maior zona econômica do mundo. O pacto envolve 27 países da União Europeia e 4 países do Mercosul, entre eles o Brasil. Juntos, os países envolvidos respondem por 25% de toda a riqueza produzida no planeta. Trata-se de um mercado de 720 milhões de consumidores. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Roberto Azevêdo, brasileiro que participou diretamente das negociações iniciadas ainda na década de 1990. Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Azevêdo responde o que destravou o acordo neste momento e como o Brasil, e os brasileiros, vão ser afetados. Para ele, que dirigiu a OMC entre 2013 e 2020, trata-se de um acordo “ganha-ganha” entre as duas partes. Azevêdo responde também o que muda, na prática, para o agronegócio brasileiro e para os consumidores do país. Por fim, ele avalia como esta é uma chance de o Brasil se reposicionar no comércio mundial.
Convidado: Filipe Figueiredo, historiador pela USP, colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador do podcast Xadrez Verbal. Com a maior estrutura militar do planeta, há décadas os Estados Unidos transformaram seu poder bélico em instrumento de política externa. Em nome da segurança nacional e de interesses estratégicos, Washington atuou – direta ou indiretamente – para intervir na política de outros países ao redor do globo. Os resultados deixaram rastros de instabilidade e crises duradouras. A exemplo do que aconteceu no Iraque, no Irã e no Afeganistão, onde a ocupação americana durou duas décadas. Agora, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que a intervenção na Venezuela não tem data para terminar – e vai durar até um processo de transição de poder. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o historiador Filipe Figueiredo. Colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador e apresentador do podcast Xadrez Verbal, Filipe relembra o que levou às invasões de países na América Latina e no Oriente Médio – e responde como o movimento MAGA dá uma nova roupagem ao processo de intervencionismo americano. Ele explica o que deu errado em uma série de processos de intervenção e, por fim, traça um paralelo entre as invasões do Iraque e da Venezuela.
Convidadas: Carol Prado, repórter do g1; e Isabela Boscov, jornalista e crítica de cinema. Em 2026, a cultura latino-americana deve ampliar ainda mais seu espaço no entretenimento global. A previsão é da revista britânica "The Economist", que aponta a América Latina como um dos principais motores da indústria cultural neste ano. Isso, depois de, em 2025, a música e o cinema latinos terem tido destaque no showbiz mundial. Artistas como Bad Bunny e Karol G lideram rankings globais, e empresas do setor cultural anunciam investimentos bilionários na região. Tudo impulsionado por um público numeroso, jovem e altamente conectado, que tem transformado produções locais em fenômenos internacionais. Enquanto isso, o cinema brasileiro vive um momento de maior visibilidade fora do país. ‘O Agente Secreto’ e outros quatro brasileiros estão na pré-lista do Oscar 2026. O filme de Kleber Mendonça Filho soma também recordes no Globo de Ouro: foram 3 indicações, nas categorias Melhor Filme de Drama, Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. Neste episódio, Natuza Nery recebe a repórter do g1 Carol Prado para explicar como a música latina deixou de ser nichada e passou a protagonista mundial. Carol detalha os números deste mercado e como o movimento tem uma dimensão política. Depois, Natuza conversa com a crítica de cinema Isabela Boscov. É ela quem analisa o momento do cinema brasileiro e latino-americano e fala da importância de políticas de incentivo permanentes.
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Comments (764)

MTKhyi

"o Conselho Nacional de Justiça diz que foram quase 5 mil casos de agressão a animais em 2024, um salto de 1.400% em comparação com 2021. A punição prevista em lei para quem maltrata cães e gatos chega a, no máximo, 5 anos de detenção... É o que explica Carlos Frederico Ramos de Jesus em entrevista a Natuza Nery." Falta muito para pintamos agressores. Ainda temos Rodeios, cavalos trabalhando até a morte, peixes decorativos em jaulas de vidro, vacas separadas de seus bezerros,...

Feb 3rd
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Fernando Conde

Os liberais, como o convidado e a mídia hegemônica brasileira, além de pregarem um terrorismo fiscal como se o Estado brasileiro estivesse a ponto de falir, propagam a castilha do Consenso de Washington, que NUNCA promoveu desenvolvimento em lugar nenhum, pelo contrário, deixou a periferia do capitalismo refém das potências ocidentais. Dizem que para nosso país crescer é sempre necessário um ajuste fiscal nas costas dos mais pobres, nunca nas costas dos que podem pagar.

Jan 30th
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Marcos Ferronatto

Basicamente estão dizendo o seguinte: as sanções não interferiram em nada nesse desmonte das empresas de petróleo e, é necessário intervir na soberania do país (para se ter garantias que não serão nacionalizadas e utilizadas para o povo venezuelano) através de mudanças em legislações e governos. Ou seja, o "Mercado" quer um golpe na Venezuela. Outro programa horrível!

Jan 8th
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Marcos Ferronatto

Que entrevista horrível. Primeiro: o argumento de Trump pode até ser droga, mas todo mundo sabe que é lorota. Segundo: Trump interferiu nas eleições argentinas e hondurenhas, mas perdeu no Canadá e em outros países quando tentou fazer o mesmo. Foram ditas meias verdades, o que mais desinforma do que informa.

Jan 6th
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MTKhyi

Vendo pessoas brincando de Amarelinha no Shopping passei a ter certeza que, às vezes, política de obediência servil é um fator de degeneração cognitiva.

Jan 2nd
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MTKhyi

Bolsonarismo reduzido à comédia pastelão: Flávio não pode ser candidato pois não pode abrir mão do Foro Privilegiado. Só avançaremos se a política for tratada seriamente. Não dessa maneira. lamentável.

Dec 9th
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Sandro Massaru Ueki

Essa mulher merece um Nobel

Nov 17th
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Liz Moreira

Excelente este episódio! Trabalhei com médias sócio educativas e concordo com todas as posições da juíza.

Nov 5th
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Marcos Ferronatto

Deveriam ter chamado o Load ou o tio João Carvalho. Entrevistaram alguém que não entende nada do símbolo que é o One Piece. Resultado: raso, fraco e com erros por pura ignorância.

Oct 27th
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SEBO SONORO

acho loucura tornar as aulas teóricas facultativas. penso que devia ser o contrário, uma reformulação dessas aulas, mais focadas nas situações do dia a dia, inclusive as aulas praticas deviam focar mais no dia a dia. Os absurdos que vemos no trânsito vem da má formação. O custo não favorece a maioria dos cidadãos, o governo deve pensar em opções de financiamento, ao invés de criar uma "progressão continuada" (que destruiu a educação pública) no sistema de habilitação.

Oct 7th
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MTKhyi

Censura seletiva: em Universidades, a artistas, a manifestações na rua,... Não há liberdade.

Sep 30th
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Fernando Conde

Estadunidense"

Sep 29th
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Daniela Lyra

olá. Passando pra lembrar ao analista que as manifestações desse fds não se resumiram à Paulista, diferente do 07 de setembro. tiveram manifestações no dia 21/09 em todas as capitais e várias outras cidades... ou seja, essa comparação dos 40 mil nas duas manifestações não é verdadeira.

Sep 23rd
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MTKhyi

"Deisy Ventura, jurista e professora titular de ética da Faculdade de Saúde Pública da USP. Em outubro de 2021, o relatório final da CPI da Covid apontou uma série de erros, ações e omissões da gestão Jair Bolsonaro que contribuíram para que o Brasil atingisse a trágica marca de 700 mil mortos pelo coronavírus." Mais importante para a família Bolsonaro era se reeleger. Vidas poderiam (e foram) sacrificadas para o 'bem maior.

Sep 22nd
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Emilia Lima

Usar o terno "crime surpreendente" em um crime contra um ex delegado é, no mínimo, desrespeitoso.

Sep 17th
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pennywise

a extrema direita joga sujo, por isso janta a direita.

Sep 15th
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Fábio Cordeiro

virou Xadrez verbal? 4 horas kkkkk adoro

Sep 13th
Reply (1)

Rebeca Castanho

VINTE E SETE ANOS E TRÊS MESES

Sep 12th
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MTKhyi

"Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília, Gustavo Binenbojm , prof. Faculdade de Direito da UERJ, e Oscar Vilhena, prof. Faculdade de Direito da FGV-SP. Pela primeira vez na história, um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia."

Sep 12th
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pennywise

Fux condenou os pobres e absolveu os ricos. Nada novo sob o sol brasileiro.

Sep 11th
Reply (3)