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Corvo Seco
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Trechos do livro “Living Dharma” e de gravações em palestras de Jack Kornfield.Jack Kornfield (nascido em 1945), é Ph.D. em Psicologia Clínica, escritor e professor do movimento Vipassana no Budismo Theravada americano.Kornfield é descendente de judeus e tem quatro irmãos, seu pai era um cientista, o que o levou a se interessar por cura, medicina e ciência. Depois de se formar na universidade de Dartmouth College em 1967, Kornfield foi para a Tailândia, onde trabalhou em equipes de medicina tropical no vale do rio Mekong, e lá conheceu e se tornou um monge discípulo do mestre da floresta Ajahn Chah.Em 1972 Kornfield retornou aos Estados Unidos e após algum tempo fundou a Insight Meditation Society e Spirit Rock Meditation Center, os dois dos maiores centros budistas dos Estados Unidos.Jack treinou muitos dos professores de Vipassana na América e organizou e liderou reuniões para professores budistas em todo o mundo.Sendo um dos responsáveis por introduzir a atenção plena no Ocidente, Jack trabalhou para tornar o budismo acessível aos ocidentais, combinando bondade amorosa e autocompaixão com a prática da atenção plena, incorporando a sabedoria da psicologia oriental e ocidental.
Citações e trechos do livro “Gates to Buddhist Practice”, de Chagdud Tulku Rinpoche.Nascido no leste do Tibete (Kham), Chagdud Tulku Rinpoche (1930 - 2002) foi um lama da escola Nyingma de Budismo Vajrayana tibetano. Aos quatro anos ele foi reconhecido como um tulku (encarnação de um mestre de meditação), e um recebeu treinamento rigoroso, aprofundoando seus estudos em extensos retiros.Em 1959, ele escapou da ocupação comunista do Tibete e viveu exilado em comunidades de refugiados na Índia e no Nepal até se estabelecer nos Estados Unidos, em 1979. Em 1994, mudou-se para o Brasil e começou a construção do seu centro principal, o Khadro Ling, no Rio Grande do Sul.Ao viajar e ensinar constantemente, irradiando entusiasmo e compaixão, tornou-se o lama do coração de centenas de alunos e foi uma inspiração profunda para milhares de outros.Quando lhe perguntavam por que, aos sessenta e quatro anos, mudou-se para a América do Sul ao invés de permanecer confortavelmente nos Estados Unidos, respondia: “Percebi a fé dos brasileiros e o seu interesse no Budismo e quis ensiná-los”.
Trechos do livro “Yoga do Gozo Integral”, de Sri Ramakrishna.Sri Ramakrishna Paramahamsa (1836-1886) foi um dos mais reverenciados mestres espirituais da Índia, considerado por muitos como um avatar (uma encarnação divina). Nascido Gadadhar Chattopadhyay, em uma vila de Bengala, cresceu em um ambiente simples e profundamente religioso. Desde cedo, demonstrou inclinação espiritual e experiências místicas. Ele se tornou sacerdote do templo de Kali em Dakshineswar, onde mergulhou em intensas práticas espirituais, explorando diferentes caminhos, incluindo o hinduísmo, o islamismo e o cristianismo. Sua busca o levou à realização da unidade divina, tornando-se um exemplo vivo de harmonia religiosa.Ramakrishna enfatizava que todas as religiões levam à mesma verdade suprema e que Deus pode ser realizado por meio de amor, devoção e entrega. Ele ensinava a pureza de coração e a renúncia ao ego como passos essenciais para a iluminação. Usando histórias simples e metáforas, ele transmitia profundas verdades espirituais, destacando que a experiência direta de Deus é mais importante do que doutrinas ou rituais. Sua vida era um testemunho prático de seus ensinamentos, cheia de humildade, compaixão e alegria.Ramakrishna inspirou a criação da Ramakrishna Mission, fundada por seu discípulo Swami Vivekananda, para propagar sua mensagem de serviço e unidade. Ele é amplamente reverenciado como um santo universal, cujo legado promove o diálogo inter-religioso e a busca pela Autorrealização.
Citações e trechos do livro “A Primeira e a Última Liberdade”, de Jiddu Krishnamurti.Jiddu Krishnamurti (1895-1986) foi um renomado filósofo e pensador indiano, reconhecido por sua visão única sobre espiritualidade e autotransformação.Nascido em Madanapalle, Índia, foi descoberto na juventude pela Sociedade Teosófica, que o proclamou como o "instrutor do mundo". No entanto, em 1929, Krishnamurti rejeitou essa designação, dissolveu a Ordem da Estrela e seguiu um caminho independente, rejeitando rituais e instituições. Ele passou a vida viajando pelo mundo, dando palestras e escrevendo, sempre focado em uma profunda busca pela liberdade e a verdade.Krishnamurti enfatizava a importância da autoinvestigação e da liberdade de dogmas e autoridades externas. Ele defendia que a verdade é uma terra sem caminhos e que cada indivíduo deve explorar sua própria mente para encontrar a libertação. Seus ensinamentos abordavam temas como o autoconhecimento, a meditação como atenção plena e a dissolução do ego. Ele rejeitava a ideia de mestres espirituais, insistindo que cada um é responsável por sua própria jornada interior.Jiddu Krishnamurti é amplamente considerado um dos maiores pensadores espirituais do século XX. Suas ideias influenciaram a psicologia, a educação e a filosofia. Seu legado continua vivo através de suas fundações, livros e discursos.
Trechos do livro “A Manual Of Self Unfoldment”, de Swami Chinmayananda.Balakrishna Menon ou Swami Chinmayananda Saraswati (1916 - 1993), foi jornalista, professor e líder espiritual hindu.Nasceu Ernakulam na Índia, filho mais velho de um proeminente juiz. Após completar sua escolaridade formal, foi estudar jornalismo e pós-graduação em literatura e direito. Se formou na Lucknow University e até então, sentia que poderia influenciar o movimento de reforma política, econômica e social por meio do jornalismo.No verão de 1936, ele visitou o sábio Ramana Maharshi, por seus relatos pessoais posteriores, quando Ramana Maharshi olhou para ele, Chinmayananda experimentou uma emoção de iluminação espiritual que, na época, ele prontamente racionalizou como sendo mero “hipnotismo”.Enquanto trabalhava como jornalista Chinmayananda viajou para o Ashram de Sivananda em Rishikesh com o propósito de escrever uma exposição dos sadhus, mas desenvolveu um interesse no caminho da espiritualidade.Em 25 de fevereiro de 1949, o dia sagrado de Mahashivratri, Balan foi iniciado em sannyasa por Sivananda, que lhe deu o nome de Swami Chinmayananda, ou “Bem-Aventurança da Pura Consciência”. Com a bênção de Sivananda, Chinmayananda procurou um dos maiores mestres vedânticos de seu tempo, Tapovan Maharaj, e dedicou os próximos anos de sua vida a um estudo intensivo do Vedanta sob sua tutela.Swami Chinmayananda passou quarenta anos de sua vida ajudando os outros, abriu Ashrams, escolas, hospitais, asilos e clínicas em todo o mundo. E fundou a Chinmaya Mission, ensinando a espiritualidade como arte de viver.Chinmayananda escreveu 95 publicações, incluindo comentários sobre os principais Upanishads e o Bhagavad Gita. Através de Jnana yoga ele enfazitava o equilíbrio entre coração e mente, evidenciando o serviço desinteressado, estudo e meditação como pedras basilares para a prática espiritual.
Trechos retirados de um retiro sobre os “Seis Bardos em A Essência Vajra”, de Alan Wallace, em Viamão, 23 de janeiro de 2014Bruce Alan Wallace, nasceu em Pasadena na Califórnia em 1950, é professor, escritor e tradutor de sua tradição de Budismo Tibetano (Vajrayana).Wallace nasceu em uma família cristã e seu pai era um teólogo batista. Com 18 anos começou a estudar ecologia e filosofia na Universidade da Califónia.Em 1971 interrompeu seus estudos universitários, e mudou-se para Dharamsala, na Índia, para estudar budismo tibetano, medicina e linguagem. Ele foi ordenado por Sua Santidade Dalai Lama dois anos depois e, ao longo de quatorze anos como monge, estudou e traduziu para muitos os maiores lamas da geração. Em 1984, ele retomou sua educação ocidental no Amherst College, onde estudou física e filosofia da ciência. Ele então aplicou essa experiência em sua pesquisa de doutorado em Stanford sobre a conexão entre o budismo e a ciência e a filosofia ocidentais, com foco no cultivo contemplativo da atenção, atenção plena e introspecção.Desde 1987, ele tem sido um tradutor frequente e colaborador de reuniões entre o Dalai Lama e cientistas e filósofos proeminentes, e escreveu e traduziu mais de 40 livros. Junto com seu trabalho acadêmico, Wallace é considerado internacionalmente como um dos mais proeminentes professores de meditação budista e guias de retiros do nosso tempo.Alan Wallace é o fundador e presidente do Santa Barbara Institute, na Califórnia, e é o responsável por desenvolver e integrar a prática contemplativa no programa Cultivating Emotional Balance.Desde 2010, Wallace tem liderado uma série de retiros de 8 semanas para treinar alunos nas práticas meditativas de Shamatha, Quatro Incomensuráveis, Vipashyana e Dzogchen.
Trechos de discursos selecionados de Ajahn Chah.Ajahn Chah (1918 - 1992), foi um grande mestre da linhagem “Tradição Tailandesa das Florestas” do budismo Theravada.Ajahn Chah (ou Chah Subhaddo) nasceu numa vila rural perto da cidade de Ubon Rajathani, Tailândia. Seguindo a tradição, depois de completar o ensino básico ordenou-se como monge noviço no mosteiro local da vila, onde passou os primeiros anos de sua vida monastica estudando as bases do Dharma, a linguagem Pāli e as escrituras.Após uma grave doença e falecimento de seu pai, Ajahn Chah, reconheceu que apesar de ter estudado exaustivamente ele não se sentia mais próximo de ter uma compreensão pessoal acerca do fim do sofrimento. Então, em 1946, abandonou os estudos e partiu em peregrinação. Caminhou durante vários anos pernoitando em florestas e recebendo comida nas vilas pelas quais passava, despendendo temporadas em mosteiros, assimilando os ensinamentos e praticando meditação.Foi durante sua estadia no mosteiro de Wat Kow Wongkot onde conheceu Ajahn Mun, um mestre de meditação altamente reverenciado, que ensinou-lhe que, apesar dos ensinamentos serem realmente extensos, em sua essência eles são muito simples:“Com consciência, se virmos que tudo surge no ‘coração-mente'. Aí está o verdadeiro caminho!”Este sucinto e direto ensinamento foi uma revelação para Ajahn Chah, transformando o seu modo de praticar. O caminho estava claro!Amado e respeitado em seu país como um homem de grande sabedoria, Ajahn Chah tornou-se um influente professor e fundador de grandes mosteiros de sua tradição.Seus ensinamentos contêm aquilo que se pode chamar de “coração da meditação budista” – as práticas simples e diretas de acalmar o coração e abrir a mente para a verdadeira compreensão da verdade. Esta forma de constante vigilância expandiu-se rapidamente como prática Budista no Ocidente, ensinando-nos a lidar com os estados mentais mais densos, como os medos, a ganância ou o sentimento de perda e a aprender o caminho da paciência, sabedoria e compaixão altruísta. Segundo Ajahn Chah o treino da mente não se trata apenas de nos sentarmos com os olhos fechados ou de aperfeiçoarmos uma técnica de meditação. Trata-se de uma grande renúncia.
Poemas selecionados de Hakim Sanai.Hakim Sanai (1080 - 1131), também conhecido como Sanai de Ghazni, foi um poeta e místico persa do século XII.Nascido na cidade de Ghazni (atual Afeganistão). Hakim Sanai serviu como poeta na corte real, mas abandonou a vida mundana após um profundo despertar espiritual, dedicando-se inteiramente à busca da verdade. Assim, passou o restante de sua vida em contemplação, ensinando e escrevendo poesias que expressavam a essência do caminho sufi — a união com o Divino através do amor e da entrega.Suas obras exploram a relação entre o homem e Deus, a ilusão do ego e a necessidade do autoconhecimento. Em seu poema mais famoso, O Jardim Murado da Verdade (Hadiqat al-Haqiqah), Sanai ensina que a razão e o intelecto são limitados diante da experiência direta do Amor Divino. Ele defende que a sabedoria verdadeira nasce do coração purificado e da rendição ao mistério da existência, não apenas do conhecimento externo.Sanai é considerado um dos fundadores da poesia mística persa e uma influência direta sobre grandes mestres como Rumi e Attar. Sua visão profunda do amor espiritual e da unidade de todas as coisas ajudou a moldar a tradição sufi, inspirando gerações de buscadores na Pérsia e em todo o mundo.
Citações de Sarada Devi.Sarada Devi (1853-1920) foi uma mestra espiritual indiana, esposa e principal discípula de Sri Ramakrishna.Nascida em uma vila de Bengala, casou-se ainda jovem com Ramakrishna, mas sua relação transcendeu os laços matrimoniais, sendo baseada na devoção e na espiritualidade. Após a morte de Ramakrishna, Sarada Devi assumiu um papel central na orientação dos discípulos e na consolidação da Ramakrishna Mission. Com serenidade e compaixão, tornou-se uma fonte de força e inspiração para a crescente comunidade espiritual.Sarada Devi ensinava a simplicidade, o amor incondicional e a importância da vida espiritual em meio às responsabilidades cotidianas. Defendia a equanimidade diante das dificuldades e a necessidade da pureza de coração para a realização espiritual. Sua mensagem enfatizava que todas as pessoas, independentemente de sua origem, têm o potencial de alcançar a iluminação. Ela também destacava o serviço altruísta como uma expressão do amor divino.Reverenciada como a “Santa Mãe”, Sarada Devi foi uma das primeiras figuras femininas do Vedanta moderno a ocupar um papel de liderança espiritual. Seu exemplo de humildade e compaixão continua a inspirar devotos e praticantes ao redor do mundo, sendo um pilar essencial da tradição Ramakrishna.
Citações e trecho do livro “When the Chocolate Runs Out”, de Lama Yeshe.Lama Thubten Yeshe (1935-1984) foi um grande mestre da tradição Gelug do budismo tibetano e escritor.Lama Yeshe nasceu perto da cidade tibetana de Tolung Dechen, mas foi enviado para o mosteiro Sera em Lhasa no Tibete aos seis anos de idade. Ele recebeu a ordenação completa aos vinte e oito anos de idade de Kyabje Ling Rinpoche .Em 1950, após a invasão chinesa no Tibet, Yeshe continuou estudando e meditando na Índia até 1967. Dois anos depois, ele estabeleceu o Monastério de Kopan, perto de Kathmandu, para ensinar o Budismo aos ocidentais.Em 1974 começou a viajar e ensinar no Ocidente e estabeleceu a Fundação para a Preservação da Tradição Mahayana.Os ensinamentos de Lama Yeshe não eram discursos secos, acadêmicos, mas métodos práticos, para olharmos para dentro e compreendermos a mente.Yeshe sempre desafiava a descobrir quem somos e o que somos. Ele desafiava a examinar os nossos preconceitos sem medos e a perceber como tudo vem da mente; como criamos os nossos próprios sofrimentos e felicidade; como devemos ter responsabilidade pessoal por tudo que experimentamos, seja bom ou ruim.
Citações e trechos do texto “Message to the Youth”, de Swami Vivekananda.Nascido como Narendranath Datta, Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu, filósofo e um dos mais célebres líderes espirituais da Índia.Vivekananda, que significa: “A bem-aventurança do discernimento da sabedoria”, foi principal discípulo de Sri Ramakrishna e um dos pioneiros na divulgação da filosofia indiana no Ocidente.Em 1893, ficou mundialmente conhecido por representar o hinduísmo no Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, onde sua eloquência e visão universal impressionaram o público, tornando-o um embaixador espiritual da Índia no Ocidente.Seus ensinamentos foram baseados principalmente nos ensinamentos espirituais de Ramakrishna, como a harmonia entre religiões, a universalidade da espiritualidade e a realização do potencial humano através de Deus. Ele propagava a filosofia do Vedanta e do Yoga, enfatizando a prática espiritual como um meio de empoderamento pessoal e social. Sua mensagem destacava a unidade de todos os seres, o serviço altruísta e a autoexploração como caminhos para a verdade. Ele defendia a importância de equilibrar o trabalho, a meditação e o serviço como pilares de uma vida plena.
Trechos do livro “I Am That”, de Nisargadatta Maharaj.Nisargadatta Maharaj (1897-1981), nascido Maruti Shivrampant Kambli, foi um renomado mestre espiritual indiano da tradição Advaita Vedanta.Nisargadatta nasceu em uma família humilde e viveu uma vida simples como comerciante de cigarros. Após conhecer seu guru, Sri Siddharameshwar Maharaj, Nisargadatta alcançou à Auto-realização. Ainda assim, ele continuou sua vida cotidiana, ensinando de forma despretensiosa em sua casa em Mumbai, onde recebia discípulos de todo o mundo.O ensinamento central de Nisargadatta é a realização de que você é o Eu absoluto, além do corpo, da mente e da personalidade. Ele insistia na introspecção direta, encorajando os buscadores a abandonarem a identificação com o ego e a reconhecerem a sua verdadeira natureza como a pura Consciência. Nisargadatta alcançou reconhecimento mundial através da publicação de 1973, de "Eu Sou Aquilo" (I Am That). Suas conversas, transcritas neste livro abordam a essência da não-dualidade, enfatizando que a libertação espiritual está disponível para todos, sem a necessidade de práticas elaboradas ou crenças religiosas.
Citações e trechos retirados do livro “The Paramount Importance of Self Attention”.Sri Sadhu Om ou Sri Sadhu Om Swamigal (1922 - 1985), foi poeta, autor e discípulo direto de Ramana Maharshi.Sadhu Om nasceu no distrito de Thanjavur em Tamil Nadu, Índia.Ele naturalmente foi dotado de uma mente que sempre buscou o Divino, e em 1943 descobriu o livro “Suddhananda Bharati Sri Ramana Vijayam”, uma biografia Tamil de Ramana Maharshi. Dois anos depois, ele encontrou Ramana pela primeira vez.Assim ele descreveu sua chegada:“Quando entrei no corredor, queria ver Bhagavan, mas só vi um sofá e ninguém sentado nele. Fiquei surpreso ao ver, no entanto, que todo mundo estava fazendo namaskarams (curvar-se perante um mestre) em direção ao sofá. Quando eu estava hesitando em fazer namaskarams, comecei a notar o contorno vago de uma figura humana sentada no sofá. Imediatamente me prostrei. Quando me levantei, vi aquela figura lentamente se solidificando e se tornando clara. Só então pude reconhecê-lo como Sri Bhagavan”. A associação de Sri Sadhu Om com Ramana Maharshi durou quatro anos, de julho de 1946 até a morte de Ramana em abril de 1950.Sadhu Om praticou incansavelmente a Auto-Inquirição em uma casa remota (Sri Arunachala Ramana Nilayam) no interior de Thiruvannamalai, por 30 anos, e anotou escrupulosamente as dificuldades enfrentadas por ele em sua prática, e também os métodos pelos quais ele as superou. Outros discípulos diretos de Ramana o consideravam uma autoridade nos ensinamentos de Ramana, e seu livro sobre a Auto-indagação é muitas vezes considerado o livro-texto definitivo sobre essa prática.Sri Muruganar, muitas vezes considerado o principal discípulo de Ramana, designou Sri Sadhu Om como seu executor literário porque, de acordo com David Godman: “Ele era a única pessoa que entendia completamente suas obras”.
Trechos dos livros “Who I Am?” e “The Power of Presence”, de David Godman.Ramana Maharshi (1879-1950), nascido Venkataraman Iyer, foi um dos mais venerados sábios da Índia. Nascido em Tiruchuli, Tamil Nadu, viveu uma infância comum até, aos 16 anos, experimentar uma profunda transformação espiritual ao confrontar a ideia de morte. Essa experiência o levou à realização do verdadeiro Eu e à renúncia de sua vida mundana. A partir disso ele se estabeleceu na montanha sagrada de Arunachala, onde passou o resto de sua vida em meditação e transmitindo ensinamentos, atraindo discípulos de todo o mundo.Ramana ensinava a prática do “Atma-Vichara”, “Self-enquiry” (auto-inquirição ou auto-investigação), baseada na pergunta “Quem sou eu?”. Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do conhecimento sobre Si Mesmo.Ramana destacava que a libertação espiritual surge da dissolução do ego e da realização da unidade com a Consciência universal. Seus ensinamentos enfatizavam a simplicidade, o silêncio e a experiência direta como caminhos para a Autorrealização, rejeitando práticas ritualísticas e dogmas religiosos.Seus ensinamentos transcendem fronteiras culturais e religiosas, inspirando buscadores espirituais em todo o mundo. Seu Ashram de Arunachala continua sendo um centro de aprendizado e prática, e suas ideias sobre introspecção e paz interior permanecem profundamente influentes.
Trechos do livro “The Secret Path” de Paul Brunton.Nascido em Londres, Raphael Hurst ou Paul Brunton (1898 -1981) foi um filósofo, jornalista, místico e viajante.Em sua adolescência, Brunton praticou meditação com ardente aspiração. Após servir na primeira guerra mundial, devotou-se ao misticismo, e durante alguns anos viajou pela Índia encontrando yoguis, faquires, homens e mulheres santos de todos os tipos.Brunton encontrou seu clímax no encontro com Ramana Maharshi. Por meio da meditação na pergunta “Quem sou Eu?” (Atma-Vichara), Brunton descobriu que não era o corpo; nem as emoções, nem o intelecto. Finalmente, foi levado ao estado de ausência de pensamentos do puro Ser, que permitiu que um Eu mais elevado, insuspeito, assumisse o controle.Paul Brunton foi autor de mais de 12 livros que englobam todos os aspectos do Caminho e da busca espiritual. Em sua obra, ele apresenta de maneira clara o corpo teórico e filosófico de seu ensinamento, que provê a síntese do conhecimento espiritual de todas as tradições, bem como as práticas necessárias para alcançar os mais altos estados de consciência.
Citações e trechos do livro “The Collected Works” de Robert Adams.Discípulo de Sri Ramana Maharshi, Robert Adams (1928 - 1997) foi um professor americano do não-dualismo, amplamente divulgado entre aqueles que investigam a filosofia Advaita e entre os devotos ocidentais de Bhagavan.Seu ensino baseava-se no caminho de Jñāna Yoga, com ênfase na prática da auto-investigação (Atma-Vichara). Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser.Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do Conhecimento sobre Si Mesmo.A meditação da auto investigação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu” .Adams não escreveu nenhum livro nem publicou seus ensinamentos, pois não desejava ganhar muitos seguidores, em vez disso, preferiu ensinar um pequeno número de buscadores dedicados.Adams afirmou que não existia um novo ensino, e que este conhecimento pode ser encontrado nos Upanishads, nos Vedas e em outras escrituras milenares.
Trechos dos livros “Living by the Words of Bhagavan” e “Final Talks”, de Annamalai Swami.Annamalai Swami (1906 - 1995), foi um mestre de Advaita Vedanta, discípulo direto de Sri Ramana Maharshi.Em 1938, após dez anos de trabalho e devoção, Sri Ramana pediu a Annamalai Swami para que deixasse o Ashram e se dedicasse exclusivamente à meditação solitária de Atma Vichara. Ele então se mudou para uma casa nas proximidades onde praticou a auto investigação por décadas e, finalmente, através do serviço devotado a Bhagavan e rigorosa prática de sādhana, alcançou a Auto-Realização.Seu ensino em linguagem simples tornaram-se conselhos valiosos aos buscadores, pois sua experiência direta deu-lhe o conhecimento prático sobre como obter sucesso na Auto-Realização através da auto inquirição.
Trechos do livro “What Makes You Not a Buddhist”, de Dzongsar Jamyang Khyentse.Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche ou Thubten Chökyi Gyamtso, é um grande mestre da linhagem Nyingma do budismo tibetano, cineasta e escritor.Nascido em 1961, em Khenpajong (leste do Butão), é o filho mais velho de Thinley Norbu.Aos sete anos, foi reconhecido por Sua Santidade Sakya Trizin como a principal encarnação de Dzongsar Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö, o herdeiro espiritual de uma das mais influentes e admiradas encarnações de Manjushri (o Buda da Sabedoria).Até a idade de doze anos, Dzongsar estudou no Mosteiro do Palácio do Rei de Sikkim no nordeste da Índia, onde estudou com vários mestres contemporâneos influentes como Dudjom Rinpoche, Dalai Lama e Dilgo Khyentse que considera ser seu principal mestre. Ainda adolescente, Dzongsar construiu um pequeno centro de retiro em Ghezing em Sikkim e logo começou a viajar e ensinar pelo mundo.Em 1989, Dzongsar fundou a Siddhartha's Intent, uma associação budista internacional de centros sem fins lucrativos, a maioria das quais são sociedades e instituições de caridade, com a intenção principal de preservar os ensinamentos budistas, bem como aumentar a conscientização e a compreensão dos muitos aspectos do ensinamento budista além dos limites das culturas e tradições.Como cineasta, Dzongsar estudou com o italiano Bernardo Bertolucci; e seus dois filmes principais são “A Copa” (1999) e “Traveller e Magicians” (2003).Dzongsar Rinpoche é famoso pela liberdade descontraída com que se move entre culturas e povos e por sua dedicação incansável em trazer a filosofia e o caminho da iluminação para qualquer pessoa com um coração aberto.
Trechos do texto “The Buddha’s Four Foundations of Mindfulness “, de Bhikkhu Bodhi.Jeffrey Block ou Bhikkhu Bodhi, é escritor, tradutor e monge budista da tradição Theravada.Nascido em Nova York no ano de 1944 e criado em uma família judaica, Jeffrey desenvolveu um interesse pelo conhecimento oriental durante os seus anos de faculdade de Filosofia.Em 1967, enquanto ainda era um estudante, foi ordenado monge sramanera na ordem do budismo Mahayana vietnamita. Em 1972 concluiu sua pós-graduação em filosofia pela Claremont Graduate School, e logo após viajou ao Sri Lanka onde, através do mestre Ananda Maitreya, recebeu ordenação monástica do budismo Theravada.Ao longo dos anos, Bodhi mergulhou no estudo das escrituras Pali e Budistas e contribuiu incansavelmente para a disseminação dos ensinamentos budistas no Ocidente, desempenhando um papel fundamental na tradução de textos importantes para o inglês.Os ensinamentos de Bhikkhu Bodhi concentram-se nos princípios fundamentais do Budismo Theravada, como as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo.Conhecido por sua clareza de expressão e sua capacidade de tornar conceitos budistas profundos acessíveis a um público amplo, Bhikkhu Bodhi transmite em seus ensinamentos um compromisso com a ação compassiva, encorajando os praticantes a integrar o Dharma em suas vidas diárias e a se envolverem em esforços para aliviar o sofrimento, tanto a nível individual como social.
Trechos retirados de gravações em Satsang.Ram Dass, nascido Richard Alpert (1931-2019), foi um renomado professor espiritual, psicólogo e escritor americano.Formado em Harvard, tornou-se professor de psicologia e colaborou em estudos pioneiros sobre os efeitos terapêuticos de substâncias psicodélicas. Após uma viagem à Índia nos anos 1960, conheceu seu guru Neem Karoli Baba, que o renomeou Ram Dass (“Servo de Deus”). Essa experiência transformou sua vida e o levou a mergulhar na espiritualidade. Ele se dedicou a integrar ensinamentos espirituais orientais à vida moderna ocidental.Ram Dass ensinava a importância da prática espiritual na vida cotidiana, enfatizando a presença, a compaixão e o amor incondicional. Seu livro Be Here Now (1971) tornou-se um clássico espiritual, incentivando leitores a viverem no momento presente e a explorarem a interconexão da vida. Ele também abordava temas como a aceitação da mortalidade, a busca pelo significado da vida e o serviço desinteressado como caminho espiritual.Ram Dass foi uma figura central na introdução da espiritualidade oriental ao Ocidente. Sua abordagem inclusiva e prática influenciou gerações de buscadores espirituais. Seus ensinamentos continuam vivos por meio de seus livros, palestras e a Fundação Love Serve Remember, que promove sua mensagem de amor e serviço.
























Corvo é uma canal sensacional. Gratidão 🙏🏾
sensacional
6:20 os acontecimentos vem e vão por si só e as #preocupações não os pode mudar
5:40 sobre a natureza do sucesso e do fracasso não atraia #ansiedade aceite, não temos controle de tudo.
Corvo Seco é retornarão tempo perdido!