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Corvo Seco
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Corvo Seco

Author: Corvo Seco

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🎯 Jnana-Yoga, não-dualidade e autoinvestigação.
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Trechos do livro “Purity of Heart Is to Will One Thing”, de Søren Kierkegaard.Søren Kierkegaard (1813–1855) foi um filósofo, escritor e pensador cristão dinamarquês.Nascido em Copenhague e proveniente de uma família profundamente religiosa, sua vida foi marcada por intensa reflexão interior, sofrimento pessoal e um relacionamento rompido que influenciou decisivamente sua obra. Kierkegaard viveu de forma reservada, dedicando-se quase inteiramente à escrita, muitas vezes em oposição à igreja institucional e à filosofia dominante de seu tempo.Seus ensinamentos giram em torno da existência individual, da angústia, da liberdade e da fé. Kierkegaard enfatizou que a verdade cristã não é algo a ser apenas compreendido intelectualmente, mas vivida de maneira pessoal e apaixonada. Introduziu conceitos centrais como o “salto da fé”, defendendo que a relação com Deus exige risco, escolha e responsabilidade. Para ele, a fé autêntica nasce da interioridade e do enfrentamento honesto do desespero humano.Kierkegaard é considerado o pai do existencialismo e uma das vozes mais profundas do cristianismo moderno. Sua obra influenciou amplamente a filosofia, a teologia e a psicologia, marcando pensadores como Heidegger, Sartre e Tillich. Seu legado permanece vivo como um chamado à autenticidade, à fé vivida e à responsabilidade pessoal diante da existência.
Trechos selecionados do livro “Life and Teachings of Lord Jesus”, de Swami Sivananda.Kuppuswamy ou Swami Sivananda Saraswati (1887 - 1963), foi um renomado líder espiritual hindu, guru, escritor e mestre em Yoga e Vedanta.Sivananda começou sua vida profissional como médico, até compreender que mais que tudo, as pessoas precisavam de conhecimento correto; então, adotou como sua missão a disseminação deste conhecimento. Renunciando a carreira médica, Sivananda ingressou na vida monástica como discípulo do mestre Vishwananda Saraswati. Levando uma vida devotada ao estudo e a prática do Vedanta, Swami Sivananda passava a maior parte do tempo absorto entre horas de meditação, estudo intenso e vigorosa prática de Hatha Yoga. Embora imerso em seu próprio caminho de Autorrealização, Sivananda nunca deixou de atender pessoas necessitadas de cuidados médicos, e dizia enxergar apenas a forma imortal do Ser em cada uma daquelas pessoas.Sivananda foi conhecido por sua abordagem prática e inclusiva do Yoga, enfatizando a importância da simplicidade, da caridade e da prática de uma rotina diária de exercícios espirituais (sadhana) como o meio direto para se alcançar a Autorrealização, o que poderia incluir meditação, canto de mantras, leitura de textos sagrados e serviço abnegado.Em 1932 Sivananda iniciou o Sivanandashram. Em 1936 fundou a “The Divine Life Society”. E em 1948 a Vedanta-Forest Academy. Ao mesmo tempo, Sivananda escreveu muitos livros sobre espiritualidade, Yoga, saúde e filosofia. Dessa forma, seus ensinamentos se espalharam internacionalmente, se tonando um grande disseminador do conhecimento védico. Hoje, Sivananda possui discípulos em todo o mundo, de todas as nacionalidades, credos e religiões.
Trechos do livro “How to Be Happy All the Time” e “The Master Said”, de Paramahansa Yogananda.Paramahansa Yogananda (1893-1952), nascido Mukunda Lal Ghosh, foi um dos mais influentes mestres espirituais da Índia.Criado em uma família devota em Gorakhpur, desde cedo demonstrou grande interesse pela espiritualidade. Aos 17 anos, conheceu seu guru, Sri Yukteswar, e dedicou sua vida ao caminho espiritual. Em 1920, Yogananda viajou para os Estados Unidos para participar de um congresso de religiões e permaneceu no Ocidente, difundindo o yoga e a meditação.Yogananda ensinava a Kriya Yoga, uma técnica de meditação voltada para a Autorrealização e a comunhão com o divino. Ele acreditava na unidade entre ciência e espiritualidade, enfatizando a necessidade de buscar Deus por meio da prática interior e do equilíbrio entre vida material e espiritual. Seu livro Autobiografia de um Iogue (1946) tornou-se um clássico espiritual, oferecendo um vislumbre de sua jornada e das verdades universais do yoga.Yogananda é amplamente reconhecido como o pioneiro que trouxe a filosofia do yoga ao Ocidente. Sua obra continua a inspirar milhões de pessoas, promovendo a harmonia espiritual global.
Trechos do livro “Nama-Yoga”, de Bhausaheb Maharaj.Bhausaheb Maharaj ou Venkatesh Khanderao Deshpande (1843 - 1914) foi o fundador de sua tradição “Inchagiri Sampradaya”, difundida por seu discípulo Siddharameshwar Maharaj, mestre de Nisargadatta Maharaj e de outros grandes professores.Nascido em Umdi na Índia, ainda criança, Bhausaheb desenvolveu uma profunda devoção ao Senhor Hanuman e costumava realizar adoração diariamente em um templo próximo.Aos quatorze anos conheceu seu guru Sri Nimbargi Maharaj. Com um coração bondoso, Bhausaheb dedicou sua vida ao seu Sadguru e a Deus.Em 1875, após seu despertar, ele foi autorizado por Nimbargi a continuar sua linhagem. Ao partir, seu Mestre Nimbargi lhe pediu para espalhar os ensinamentos por toda parte. Assim, Bhausaheb estabeleceu seu Ashram em Inchgiri, uma vila perto de Umadi, e começou a realizar suas atividades espirituais. Logo, Inchgiri tornou-se famosa e um local de atividade espiritual.Os ensinamentos de Bhausaheb Maharaj são chamados de Jnana-Marga e Nama-Yoga.Em qualquer situação que um aspirante possa se encontrar, Maharaj costumava instruí-lo a continuar sua meditação, da melhor maneira possível e a viver de acordo com os princípios:1. Dhir - atitude resoluta e duradoura na vida.2. Udar - nobre e generosa magnanimidade de coração.3. Gambhir - visão séria e atenciosa ao enfrentar a vida.
Citações de Anandamayi Ma.Ananda Mayi Ma (1896 - 1982) foi uma santa, mestre espiritual e uma das mais influentes místicas da Índia nos tempos modernos.Nascida como Nirmala Sundari em uma vila de Bangladesh, Anandamayi casou-se jovem, mas sua vida seguiu um caminho de renúncia e devoção. Aos poucos, atraiu discípulos, incluindo intelectuais e buscadores espirituais, que viam nela a personificação da bem-aventurança divina (Ananda). Mais tarde, ela viajou pela Índia disseminando ensinamentos, sem jamais se fixar em um único local ou criar uma organização formal.Anandamayi Ma ensinava a busca pela realização do verdadeiro Eu e a entrega total a Deus. Sua abordagem era universalista, respeitando todas as tradições espirituais. Ela destacava a importância da meditação, do desapego e da prática devocional. Seus ensinamentos enfatizavam que a vida inteira pode ser transformada em um ato de adoração, independentemente das circunstâncias externas. Ela via o mundo como uma manifestação divina, incentivando seus discípulos a cultivar a paz interior e a equanimidade.Considerada uma santa viva, Anandamayi Ma influenciou grandes mestres espirituais e continua a inspirar devotos no mundo todo. Sua vida e ensinamentos seguem como um farol para aqueles que buscam a autotransformação e a conexão com o divino.
Trechos selecionados de discursos de Ramesh Balsekar.Ramesh S. Balsekar (1917 - 2009) foi discípulo de Nisargadatta Maharaj. Desde a infância, Balsekar foi atraído pelo Advaita, particularmente os ensinamentos de Ramana Maharshi. Ele escreveu mais de 20 livros, foi presidente do Banco da Índia e recebia hóspedes diariamente em sua casa em Mumbai até pouco antes de sua morte.Balsekar ensinava a partir da tradição do não-dualismo Advaita Vedanta.Seu ensino começa com a ideia de uma Fonte definitiva, Brahman, da qual surge a criação. Uma vez que a criação surgiu, o mundo e a vida operam mecanicamente de acordo com as leis divinas e naturais.Tudo o que acontece é causado por esta fonte, e a identidade real desta fonte é pura Consciência, que é incapaz de escolher ou fazer. Por tanto, o livre-arbítrio é na verdade uma ilusão. Essa falsa identidade que gira em torno da ideia de que "Eu sou o corpo" ou "Eu sou o executor" impede a pessoa de ver sua identidade real, que é a Consciência livre.
Trechos retirados do livro “Silence” de Thich Nhat Hanh.Thich Nhat Hanh (1926 - 2022) foi um monge budista, escritor e ativista vietnamita, amplamente reconhecido como uma das vozes mais influentes do budismo no século XX.Através da arte da atenção plena (Mindfulness), Hanh enfatizava a presença no momento presente como caminho para a paz interior e exterior. Ele integrava meditação à vida cotidiana, com práticas simples como “meditar ao caminhar” e “respiração consciente”. Seus ensinamentos abordavam temas como compaixão, reconciliação e a interconexão de todos os seres.Thich Nhat Hanh foi um defensor incansável da paz e da justiça, promovendo o diálogo entre culturas e religiões. Sua abordagem prática e compassiva continua a transformar vidas, enquanto Plum Village e seus muitos discípulos espalham seus ensinamentos pelo mundo.
Poemas selecionados de Jean-Yves Leloup.Jean-Yves Leloup, nascido em 1950 (França), é teólogo, filósofo, psicólogo e sacerdote.Após uma juventude marcada por questionamentos existenciais, Leloup viveu um período de silêncio monástico em Monte Athos, que transformou profundamente sua compreensão espiritual. Mais tarde, com formação em psicologia, filosofia e teologia, ele trabalhou como professor e conferencista, criando centros dedicados ao diálogo entre espiritualidade, reflexão filosófica e práticas de cuidado integral.Seus ensinamentos exploram a convergência entre mística cristã, psicologia profunda e sabedorias orientais. Leloup é amplamente conhecido por suas traduções comentadas dos Evangelhos apócrifos — especialmente o Evangelho de Tomé, de Maria Madalena e de Filipe — nos quais destaca a dimensão interior do Cristo vivo. Suas obras enfatizam o autoconhecimento, a presença consciente, a integração entre corpo, mente e espírito e a descoberta da “imagem divina” que habita cada ser humano.A importância de Leloup reside em seu papel como ponte entre tradições espirituais. Ele tornou acessível ao público contemporâneo textos cristãos antigos e a mística hesicasta, influenciando tanto buscadores religiosos quanto profissionais da saúde e da psicoterapia. Sua obra promove uma espiritualidade profunda, inclusiva e dialogal, valorizando a experiência direta do sagrado.
Citações e trechos do livro “The Collected Works” de Robert Adams.Discípulo de Sri Ramana Maharshi, Robert Adams (1928 - 1997) foi um professor americano do não-dualismo, amplamente divulgado entre aqueles que investigam a filosofia Advaita e entre os devotos ocidentais de Bhagavan.Seu ensino baseava-se no caminho de Jñāna Yoga, com ênfase na prática da auto-investigação (Atma-Vichara). Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser.Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do Conhecimento sobre Si Mesmo.A meditação da auto investigação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu” .Adams não escreveu nenhum livro nem publicou seus ensinamentos, pois não desejava ganhar muitos seguidores, em vez disso, preferiu ensinar um pequeno número de buscadores dedicados.Adams afirmou que não existia um novo ensino, e que este conhecimento pode ser encontrado nos Upanishads, nos Vedas e em outras escrituras milenares.
Trechos retirados do livro “Living Dharma” de Jack Kornfield, e discursos de Ajahn Chah.Ajahn Chah (1918 - 1992), foi um grande mestre da linhagem “Tradição Tailandesa das Florestas” do budismo Theravada.Ajahn Chah (ou Chah Subhaddo) nasceu numa vila rural perto da cidade de Ubon Rajathani, Tailândia. Seguindo a tradição, depois de completar o ensino básico ordenou-se como monge noviço no mosteiro local da vila, onde passou os primeiros anos de sua vida monastica estudando as bases do Dharma, a linguagem Pāli e as escrituras.Após uma grave doença e falecimento de seu pai, Ajahn Chah, reconheceu que apesar de ter estudado exaustivamente ele não se sentia mais próximo de ter uma compreensão pessoal acerca do fim do sofrimento. Então, em 1946, abandonou os estudos e partiu em peregrinação. Caminhou durante vários anos pernoitando em florestas e recebendo comida nas vilas pelas quais passava, despendendo temporadas em mosteiros, assimilando os ensinamentos e praticando meditação.Foi durante sua estadia no mosteiro de Wat Kow Wongkot onde conheceu Ajahn Mun, um mestre de meditação altamente reverenciado, que ensinou-lhe que, apesar dos ensinamentos serem realmente extensos, em sua essência eles são muito simples:“Com consciência, se virmos que tudo surge no ‘coração-mente'. Aí está o verdadeiro caminho!”Este sucinto e direto ensinamento foi uma revelação para Ajahn Chah, transformando o seu modo de praticar. O caminho estava claro!Amado e respeitado em seu país como um homem de grande sabedoria, Ajahn Chah tornou-se um influente professor e fundador de grandes mosteiros de sua tradição.Seus ensinamentos contêm aquilo que se pode chamar de “coração da meditação budista” – as práticas simples e diretas de acalmar o coração e abrir a mente para a verdadeira compreensão da verdade. Esta forma de constante vigilância expandiu-se rapidamente como prática Budista no Ocidente, ensinando-nos a lidar com os estados mentais mais densos, como os medos, a ganância ou o sentimento de perda e a aprender o caminho da paciência, sabedoria e compaixão altruísta. Segundo Ajahn Chah o treino da mente não se trata apenas de nos sentarmos com os olhos fechados ou de aperfeiçoarmos uma técnica de meditação. Trata-se de uma grande renúncia.
Poemas selecionados de Kabir.Um dos maiores místicos da Índia, Kabīr (1440 - 1518) foi um dos grandes poetas místicos ou santos-poetas da Índia medieval. Filósofo, igualmente imerso em teologia e pensamento social, música e política.Kabir não se definia como hindu, muçulmano ou sufi. Ele desprezava credos, denominações e ascetismos, levando a filosofia oriental a um novo rumo. Tecelão e iletrado, o grande mestre indiano do século XV discorreu, em linguagem acessível, sobre o amor místico e a comunhão com o divino.Suas palavras são marcadas por ousadia retórica e sutileza conceitual. Irreverente e acusado de heresia, veio a ser considerado santo por hinduístas, muçulmanos e siques.Para Kabir, a vida foi reduzida a um jogo entre a alma de cada homem (atman) e Deus (paramatma); Alcançar a união de ambos seria a missão da vida terrena.Transmitidos de geração a geração, seus poemas orais condensam e harmonizam as mais sublimes aquisições do ioga e do sufismo.
Trechos do livro “An Invitation to Freedom”, de Mooji.Mooji, nascido Anthony Paul Moo-Young em 1954 na Jamaica, é um renomado mestre espiritual associado ao Advaita Vedanta. Ele se mudou para Londres na juventude, onde trabalhou como artista e professor de arte. Após uma experiência espiritual transformadora nos anos 1980, iniciou sua jornada interior. Posteriormente, conheceu seu guru, Sri H.W.L. Poonja (Papaji), discípulo de Ramana Maharshi, que o guiou na realização da consciência pura. Desde então, Mooji tem compartilhado seus ensinamentos em satsangs e retiros, atraindo buscadores de todo o mundo.O cerne dos ensinamentos de Mooji é a autorrealização por meio da investigação da verdadeira natureza do ser. Ele convida seus seguidores a descobrir quem são além da mente e das identificações pessoais, apontando para o "Eu sou" como o estado de presença pura. Mooji utiliza a simplicidade e o silêncio para guiar as pessoas a reconhecer sua essência divina, destacando que a libertação é acessível aqui e agora, sem práticas complexas.Mooji é amplamente reconhecido como um dos mais influentes mestres vivos do Advaita Vedanta. Seus satsangs, livros e vídeos continuam a inspirar milhões, promovendo a paz interior e o despertar espiritual. Seu ashram, Monte Sahaja, em Portugal, é um centro global de meditação e Autorrealização.
Trechos do livro “The Teachings of Ramana Maharshi in His Own Words”, de Ramana Maharshi.Ramana Maharshi (1879-1950), nascido Venkataraman Iyer, foi um dos mais venerados sábios da Índia. Nascido em Tiruchuli, Tamil Nadu, viveu uma infância comum até, aos 16 anos, experimentar uma profunda transformação espiritual ao confrontar a ideia de morte. Essa experiência o levou à realização do verdadeiro Eu e à renúncia de sua vida mundana. A partir disso ele se estabeleceu na montanha sagrada de Arunachala, onde passou o resto de sua vida em meditação e transmitindo ensinamentos, atraindo discípulos de todo o mundo.Ramana ensinava a prática do “Atma-Vichara”, “Self-enquiry” (auto-inquirição ou auto-investigação), baseada na pergunta “Quem sou eu?”. Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do conhecimento sobre Si Mesmo.Ramana destacava que a libertação espiritual surge da dissolução do ego e da realização da unidade com a Consciência universal. Seus ensinamentos enfatizavam a simplicidade, o silêncio e a experiência direta como caminhos para a Autorrealização, rejeitando práticas ritualísticas e dogmas religiosos.Seus ensinamentos transcendem fronteiras culturais e religiosas, inspirando buscadores espirituais em todo o mundo. Seu Ashram de Arunachala continua sendo um centro de aprendizado e prática, e suas ideias sobre introspecção e paz interior permanecem profundamente influentes.
Trechos do livro “I Am That”, de Nisargadatta Maharaj.Nisargadatta Maharaj (1897-1981), nascido Maruti Shivrampant Kambli, foi um renomado mestre espiritual indiano da tradição Advaita Vedanta.Nisargadatta nasceu em uma família humilde e viveu uma vida simples como comerciante de cigarros. Após conhecer seu guru, Sri Siddharameshwar Maharaj, Nisargadatta alcançou à Auto-realização. Ainda assim, ele continuou sua vida cotidiana, ensinando de forma despretensiosa em sua casa em Mumbai, onde recebia discípulos de todo o mundo.O ensinamento central de Nisargadatta é a realização de que você é o Eu absoluto, além do corpo, da mente e da personalidade. Ele insistia na introspecção direta, encorajando os buscadores a abandonarem a identificação com o ego e a reconhecerem a sua verdadeira natureza como a pura Consciência. Nisargadatta alcançou reconhecimento mundial através da publicação de 1973, de "Eu Sou Aquilo" (I Am That). Suas conversas, transcritas neste livro abordam a essência da não-dualidade, enfatizando que a libertação espiritual está disponível para todos, sem a necessidade de práticas elaboradas ou crenças religiosas.
Citações e trechos do livro “Living is Dying”, de Dzongsar Jamyang Khyentse.Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche ou Thubten Chökyi Gyamtso, é um grande mestre da linhagem Nyingma do budismo tibetano, cineasta e escritor.Nascido em 1961, em Khenpajong (leste do Butão), é o filho mais velho de Thinley Norbu.Aos sete anos, foi reconhecido por Sua Santidade Sakya Trizin como a principal encarnação de Dzongsar Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö, o herdeiro espiritual de uma das mais influentes e admiradas encarnações de Manjushri (o Buda da Sabedoria).Até a idade de doze anos, Dzongsar estudou no Mosteiro do Palácio do Rei de Sikkim no nordeste da Índia, onde estudou com vários mestres contemporâneos influentes como Dudjom Rinpoche, Dalai Lama e Dilgo Khyentse que considera ser seu principal mestre. Ainda adolescente, Dzongsar construiu um pequeno centro de retiro em Ghezing em Sikkim e logo começou a viajar e ensinar pelo mundo.Em 1989, Dzongsar fundou a Siddhartha's Intent, uma associação budista internacional de centros sem fins lucrativos, a maioria das quais são sociedades e instituições de caridade, com a intenção principal de preservar os ensinamentos budistas, bem como aumentar a conscientização e a compreensão dos muitos aspectos do ensinamento budista além dos limites das culturas e tradições.Como cineasta, Dzongsar estudou com o italiano Bernardo Bertolucci; e seus dois filmes principais são “A Copa” (1999) e “Traveller e Magicians” (2003).Dzongsar Rinpoche é famoso pela liberdade descontraída com que se move entre culturas e povos e por sua dedicação incansável em trazer a filosofia e o caminho da iluminação para qualquer pessoa com um coração aberto.
Trechos do livro “Finding Rest in the Nature of the Mind”, de Longchenpa.Longchen Rabjam Drimé Özer ou Longchenpa (1308 - 1364), foi um importante professor do Budismo Tibetano da linhagem Ningma.Longchenpa nasceu em uma vila no Vale Dra em Yuru, no Tibete. Aos onze anos, foi ordenado pela primeira vez, ávido por conhecimento e com grande capacidade de memória, Longchenpa estudou extensivamente com o Terceiro Karmapa Rangjung Dorje e com muitos dos grandes professores de sua época. Ele recebeu não apenas os ensinamentos da linhagem Nyingma de sua familia, mas também recebeu ensinamentos e transmissões de diferentes tradições budistas tibetanas.Em 1332, Longchenpa entrou em um período de retiro de oito meses. Posteriormente, conheceu seu professor principal, Ngagpa Rigdzin Kumaradza, de quem recebeu ensinamentos Dzogchen enquanto viajava de vale em vale, com um grupo nômade de cerca de setenta estudantes. Diz-se que Longchenpa viveu em grande pobreza durante este período, dormindo em um saco e comendo apenas cevada.Após 1350, Longchenpa fugiu para Bumthang (Butão), onde renunciou aos votos monásticos, casou-se e teve uma filha e um filho. Ele também fundou uma série de pequenos mosteiros no Butão, incluindo Tharpa Ling, sua residência principal.Longchenpa não era apenas um estudioso, mas também um praticante dedicado. Ele alcançou níveis profundos de realização através da meditação e da experiência direta, que integrou em seus ensinamentos.Através do seu intelecto radiante e da sua realização meditativa, tanto nos seus ensinamentos como nos trabalhos escritos, Longchenpa foi capaz de reconciliar as aparentes discrepâncias e contradições entre as várias apresentações da visão e o caminho dentro das muitas linhagens de transmissão. Suas obras escritas também são famosas por serem capazes de transferir verdadeiras bênçãos apenas lendo ou ouvindo suas palavras iluminadas.O trabalho de Longchenpa desempenhou um papel crucial na preservação e codificação dos ensinamentos da tradição Nyingma. Ele enfatizou os ensinamentos Dzogchen, que enfocam a natureza da mente e o caminho direto para a iluminação.Os escritos e ensinamentos de Longchenpa continuam a ser estudados e reverenciados no Budismo Tibetano. Ele é considerado uma das figuras mais influentes da escola Nyingma e da tradição budista tibetana mais ampla.
Shakyamuni Buda (563 - 483 a.C.) foi Sidarta Gautama, integrante de uma rica família da Índia, com uma vida repleta de luxo e segurança até seus 29 anos, quando teve seu primeiro contato com a miséria, a doença e o sofrimento humano, então, Sidarta teria dito algo como:“Se o destino final do homem é o sofrimento e a morte, minha vida não faz sentido”. Então, decidiu mudar radicalmente sua vida. Saiu de seu palácio e passou a buscar explicações e soluções para o sofrimento.Através da meditação, ele encontrou a explicação para todas as suas dúvidas e, assim, entendeu o que é a vida. As escrituras dizem que Sidarta apenas permaneceu imóvel diante as investidas de Mara (a ilusão), e então, alcançou a iluminação.Na meditação busca-se cessar a atividade mental ininterrupta, na qual pensamentos e fantasias bloqueiam a experiência direta e intuitiva.Na maior parte do tempo alimentamos pensamentos que podem nos deixar ansiosos, frustrados, com mágoa, raiva, ressentimento ou medo.Tragada por esse vórtice de sensações, nossa atenção perde o foco. É por isso que, muitas vezes, comemos sem sentir o sabor, e olhamos uma pessoa sem vê-la de fato.Por quase meio século, Buda viveu cercado de multidões às quais receitava antídotos para essa dispersão, como a chamada “atenção plena”, prática que consiste em dispensar o máximo de atenção a tudo o que se faz, e que está na base de várias técnicas meditativas.
Trechos do livro “Living Dharma” e de gravações em palestras de Jack Kornfield.Jack Kornfield (nascido em 1945), é Ph.D. em Psicologia Clínica, escritor e professor do movimento Vipassana no Budismo Theravada americano.Kornfield é descendente de judeus e tem quatro irmãos, seu pai era um cientista, o que o levou a se interessar por cura, medicina e ciência. Depois de se formar na universidade de Dartmouth College em 1967, Kornfield foi para a Tailândia, onde trabalhou em equipes de medicina tropical no vale do rio Mekong, e lá conheceu e se tornou um monge discípulo do mestre da floresta Ajahn Chah.Em 1972 Kornfield retornou aos Estados Unidos e após algum tempo fundou a Insight Meditation Society e Spirit Rock Meditation Center, os dois dos maiores centros budistas dos Estados Unidos.Jack treinou muitos dos professores de Vipassana na América e organizou e liderou reuniões para professores budistas em todo o mundo.Sendo um dos responsáveis por introduzir a atenção plena no Ocidente, Jack trabalhou para tornar o budismo acessível aos ocidentais, combinando bondade amorosa e autocompaixão com a prática da atenção plena, incorporando a sabedoria da psicologia oriental e ocidental.
Citações e trechos do livro “Gates to Buddhist Practice”, de Chagdud Tulku Rinpoche.Nascido no leste do Tibete (Kham), Chagdud Tulku Rinpoche (1930 - 2002) foi um lama da escola Nyingma de Budismo Vajrayana tibetano. Aos quatro anos ele foi reconhecido como um tulku (encarnação de um mestre de meditação), e um recebeu treinamento rigoroso, aprofundoando seus estudos em extensos retiros.Em 1959, ele escapou da ocupação comunista do Tibete e viveu exilado em comunidades de refugiados na Índia e no Nepal até se estabelecer nos Estados Unidos, em 1979. Em 1994, mudou-se para o Brasil e começou a construção do seu centro principal, o Khadro Ling, no Rio Grande do Sul.Ao viajar e ensinar constantemente, irradiando entusiasmo e compaixão, tornou-se o lama do coração de centenas de alunos e foi uma inspiração profunda para milhares de outros.Quando lhe perguntavam por que, aos sessenta e quatro anos, mudou-se para a América do Sul ao invés de permanecer confortavelmente nos Estados Unidos, respondia: “Percebi a fé dos brasileiros e o seu interesse no Budismo e quis ensiná-los”.
Trechos do livro “Yoga do Gozo Integral”, de Sri Ramakrishna.Sri Ramakrishna Paramahamsa (1836-1886) foi um dos mais reverenciados mestres espirituais da Índia, considerado por muitos como um avatar (uma encarnação divina). Nascido Gadadhar Chattopadhyay, em uma vila de Bengala, cresceu em um ambiente simples e profundamente religioso. Desde cedo, demonstrou inclinação espiritual e experiências místicas. Ele se tornou sacerdote do templo de Kali em Dakshineswar, onde mergulhou em intensas práticas espirituais, explorando diferentes caminhos, incluindo o hinduísmo, o islamismo e o cristianismo. Sua busca o levou à realização da unidade divina, tornando-se um exemplo vivo de harmonia religiosa.Ramakrishna enfatizava que todas as religiões levam à mesma verdade suprema e que Deus pode ser realizado por meio de amor, devoção e entrega. Ele ensinava a pureza de coração e a renúncia ao ego como passos essenciais para a iluminação. Usando histórias simples e metáforas, ele transmitia profundas verdades espirituais, destacando que a experiência direta de Deus é mais importante do que doutrinas ou rituais. Sua vida era um testemunho prático de seus ensinamentos, cheia de humildade, compaixão e alegria.Ramakrishna inspirou a criação da Ramakrishna Mission, fundada por seu discípulo Swami Vivekananda, para propagar sua mensagem de serviço e unidade. Ele é amplamente reverenciado como um santo universal, cujo legado promove o diálogo inter-religioso e a busca pela Autorrealização.
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Comments (6)

Rodrigo Silva

Corvo é uma canal sensacional. Gratidão 🙏🏾

May 19th
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Robson Barros

sensacional

Dec 22nd
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Robson Barros

6:20 os acontecimentos vem e vão por si só e as #preocupações não os pode mudar

Aug 17th
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Robson Barros

5:40 sobre a natureza do sucesso e do fracasso não atraia #ansiedade aceite, não temos controle de tudo.

Aug 13th
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Manuel Junior

Corvo Seco é retornarão tempo perdido!

Aug 2nd
Reply (1)