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Dito e Feito
Dito e Feito
Author: Teatro do Bairro Alto
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Description
Dito e Feito é um podcast do Teatro Bairro Alto em que falar é uma forma de fazer, e vice-versa. A sua periodicidade vai ser irregular. O formato também. Acompanhem-nos nas redes sociais e em teatrodobairroalto.pt
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Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt
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Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt
82 Episodes
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A propósito do workshop "E quando trabalho sobre o meu trauma? - Metodologias para trabalhar a partir de um lugar de violência ao estilo de Cire Ndiaye", Kai Fernandes, psicólogo e ativista, conversa com a artista e criadora Cire Ndiaye sobre as suas experiências, vivências e métodos para lidar com o trauma – coletivo e pessoal – e a romantização da superação e da resistência.
Neste podcast, conversam sobre práticas e metodologias a que uma pessoa pode recorrer para encontrar bem-estar e conforto numa sociedade colonial e capitalista. Tocam assuntos como a perda de ancoragem ou a falta de ritual na sociedade ocidental, destacando a importância de procurar lugares seguros e estáveis num mundo sempre em movimento e mudança.
Kai é psicólogo negro e trans dedicado a apoiar as comunidades racializadas e LGBTQIA+ no seu processo de cura. É ativista anti-racista e criador da African tour Porto. É autor da página de instagram @quotidianodeumanegra onde expressa as suas inquietudes.
Cire Ndiaye é uma pessoa não-binária, miscigenada, violinista de formação clássica, atriz, performer, criadora, sonoplasta, taróloga, técnica de serviços funerários e estrela de rock. No dia 21 de fevereiro, no TBA, irá moderar o workshop “E quando trabalho sobre o meu trauma? - Metodologias para trabalhar a partir de um lugar de violência ao estilo de Cire Ndiaye”.
Ficha Técnica
Conversa com Cire Ndiaye e Kai Fernandes
Edição: Joana Linda
Produção: Teatro do Bairro Alto
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Neste episódio do Dito e Feito, a cantora, compositora e investigadora Beatriz Nunes conversa com o trio português Novelo Vago — Vera Morais, Inês Lopes e Teresa Costa — a propósito do seu concerto no sábado, dia 31 de janeiro. A partir desse ponto de encontro, a conversa aborda como a poesia, o humor, a liberdade e até o protesto contaminam as práticas e experiências de criação do trio. Um episódio gravado à distância, unindo Amesterdão, Porto e Barreiro.
Bios
Vera Morais
Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é cocuradora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz.
Está atualmente sediada entre o Porto e Amesterdão (Países Baixos).
Teresa Costa
É uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã.
Inês Lopes
É uma pianista portuguesa residente nos Países Baixos que tem procurado nos últimos anos expandir a sua prática através da colaboração com compositores e/ou artistas de outras áreas, de projetos envolvendo instrumentos como toy piano e outros instrumentos de brincar, e mais recentemente, através da improvisação. Colaborou com formações como o Remix Ensemble da Casa da Música e o Ensemble DME e é desde 2020 membro do grupo Sketch351, atualmente ensemble em residência no festival Dag in de Branding (Países Baixos). Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), onde estudou com a pianista Ellen Corver e tirou uma especialização em Ensemble Contemporâneo.
Beatriz Nunes
Nascida em 1988 no Barreiro, é vocalista, compositora e investigadora. Licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, possui um mestrado em Educação Musical pela mesma instituição e atualmente está a realizar um doutoramento em Etnomusicologia pela Universidade NOVA de Lisboa. A sua investigação centra-se em jazz, género e performance, contribuindo para o debate académico nas áreas de estudos de género e música. Paralelamente à sua carreira académica, Beatriz mantém-se ativa na cena musical portuguesa, atuando internacionalmente e colaborando em diversos projetos artísticos. Passou em 2023 pelo TBA integrando o ensemble LEIDA.
Conversa com Beatriz Nunes, Inês Lopes, Teresa Costa e Vera Morais
Pós-produção áudio Dito e Feito: Joana Linda
Música: Raw Forest
Produção: Teatro do Bairro Alto
nothing deeper – for a vocal archaeology explora o que surge antes da voz: um território visceral de pressões e cavidades que se escapa à cartografia anatómica e às lógicas disciplinares. Tirando a pele, tirando a voz, os sons do diafragma, dos pulmões, das entranhas – gravados com dois estetoscópios transformados em microfones – mergulham-nos num espaço sonoro inaudito e liminar.
Se o conhecimento científico e iluminista operou através da fragmentação dos corpos e da circunscrição das suas partes, esta peça sonora alivia essa perspetiva, revelando ressonâncias íntimas e situadas. A arqueologia vocal é uma arqueologia impossível: escava por baixo da pele num passado intrassomático, onde gorgolejos, fricções e pressões do ar dissolvem mapas, codificações e taxonomias.
A acompanhar a peça sonora, uma balada silenciosa: uma balada romântica anatómica para ser cantada com a nossa voz interior. É um convite para nos mudarmos para outro sítio – em direção a uma corporalidade transbordante e excessiva que resiste à codificação. Um espaço onde nada é mais profundo do que aquilo que incessantemente vibra.
uma criação de e com
Elena Rivoltini
desenho de som
Claudio Tortorici
pesquisa e apoio curatorial
Elena D’Arsiè
pós-produção Dito e Feito
Joana Linda
Música Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
Para a última sessão do ano de Zona Lê Dramaturgia, Zia Soares e Patrícia Portela trouxeram para o centro da conversa a escrita de quem encena. Ambas criam, também e não só, a partir do corpo em cena, da arquitetura do espetáculo e da urgência de dizer. A dramaturgia, aqui, é inseparável do gesto, da direção, da escuta de um tempo que se quer partilhado. A palavra nasce do palco e para o palco — e o pensamento encena possibilidades de mundo.
Zia Soares é encenadora e atriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa.
Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Lovaina. Estudou cinema e dança contemporânea. Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia (durante quase duas décadas), Viseu e Lisboa.
Maria Giulia Pinheiro é dramaturga, encenadora e performer. Escreve para teatro desde 2012 e venceu a 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina com a obra Isso não é relevante. Criou e coordena desde 2017 o Núcleo de Dramaturgia Feminista. A sua produção cruza literatura e performance em projetos apresentados no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Espanha.
Conversa com Maria Giulia Pinheiro, Patrícia Portela e Zia Soares
Edição Podcast Dito e Feito
Joana Linda
Produção
Teatro do Bairro Alto
“Ela comprou uma tenda para viver na rua — para sair de casa”.
Uma tenda no Intendente: seria essa a liberdade possível?
"Mulheres que se Muravam – A quinta narrativa" é uma peça sonora que conecta histórias contadas na primeira pessoa, revelando perspetivas sobre o “muramento”, um conceito que emergiu durante o processo criativo desta criação. Esse conceito surge da interseção de sentimentos e visões de mulheres marginalizadas que enfrentam múltiplas formas de violência, enquanto lutam pela sobrevivência quotidiana. O “muramento” é, aqui, explorado como uma ideia paradoxal que contrapõe o “autoemparedamento” das mulheres na Idade Média (que escolhiam viver em clausura para o resto da vida como alternativa às convenções sociais opressivas) às estratégias contemporâneas de isolamento como forma de proteção e refúgio. A peça revela expressões de marginalização social e formas não convencionais de resistência e busca por liberdade, que emergem em diferentes contextos de rutura com cenários de violência.
As narrativas apresentadas derivam do projeto artístico Mulheres que se Muravam, um projeto artístico na área da redução de danos, junto de mulheres acompanhadas pelo GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, no bairro do Intendente, em Lisboa. Esta obra dá continuidade à metodologia iniciada por Mariana Sampaio no desenvolvimento da performance "Ela amou para caralho", propondo-se a investigar, a partir de uma abordagem performativa, a prática da escuta ativa na sua relação com a improvisação e o storytelling, reivindicando, assim, o lugar criativo para pessoas socialmente divergentes.
* Recomenda-se o uso de auscultadores para uma melhor experiência sonora.
Criação e Direção artística
Mariana Sampaio
Narrativas e voz
Anabela de Nascimento, Anastácia Roda, Cristina Tomaz, Fátima Matos, Grace, Helena Carvalho, Isabel Engrácio, Joana Duarte, Manas, Mariana Sampaio, Rita Pyrrait, Rosario Costa, Solange, Tania Canelas, Zaya
Consultoria
Márcio Laranjeira
Apoio técnico
Frederico Vieira
Apoio à produção
Sirigaita, Monstro Colectivo, Manas
Imagem
Edna Vidigal
Apoio: GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, República Portuguesa/Direção-Geral das Artes
Colaboração criativa e agradecimentos
Aiden, David Baltazar, Equipa do GAT In-Mouraia, Frederico Vieira, Júlio Esteves, Laetitia, Largo Residências, Maria Luisa Salazar, Miguel Ferro, MTS, Nuno Ribeiro, Panteras Rosa, Sara Silva, Silvia Biaia, Teresa Casto, Vera Soares, Gabriel Fervenza, Lena Silva, Tiago Rochinha
Edição sonora Dito e Feito
Joana Linda
Produção Dito e Feito
Teatro do Bairro Alto
#75 Zona Lê Dramaturgia: Gisela Casimiro e Teresa Coutinho by Teatro do Bairro Alto
Ao longo do ano de 2025, a programação de discurso é atravessada pela temática da Imaginação Radical. Nesta conferência intitulada Reframing Blackness – Radical Imagination que aconteceu no dia 7 de outubro, Alayo Akinkugbe, criadora da plataforma online @ablackhistoryofart apresentou o seu livro lançado recentemente Reframing Blackness: What’s Black About the History of Art?.
Através de pinturas, desenhos, textos críticos e da sua própria experiência, Alayo conduziu-nos pela História da Arte ocidental, percorrendo os códigos e as convenções excludentes e racistas, para num segundo momento transpor o white gaze, a perspetiva branca da História e reenquadrar a História da Arte ocidental a partir de um outro lugar, abrindo espaço para um Black Gaze, um outro olhar sobre a História da Arte.
Após a sua apresentação Alayo esteve à conversa com Paulo Pascoal, ator, autor e curador, que também fez a mediação entre o público e a autora convidada.
Conversa com Alayo Akinkugbe e Paulo Pascoal
Edição: Joana Linda
Produção: Teatro do Bairro Alto
Na segunda sessão de ZONA LÊ DRAMATURGIA, Maria Giulia Pinheiro é acompanhada por Anna Zêpa e Lara Mesquita — artistas-criadoras que transitam entre linguagens e plataformas, tendo a autobiografia como impulso para uma escrita que tensiona o real. A partir da leitura da obra de cada, surgem questões em torno de medos e fragilidades da perceção de quem está de fora, do olhar atento de críticos e público. Como descrever o trabalho e a vida?
As criações de Anna Zêpa e Lara Mesquita expressam a sua intimidade como mulheres, dramaturgas, companheiras, numa pluralidade dos sentidos e das expressões no teatro e fora dele. Cada obra abre frestas para existências que escapam às classificações fáceis e desafiam os contornos impostos pelas narrativas hegemónicas. A dramaturgia aparece aqui como um gesto de escuta de si, de reelaboração da memória, de invenção de um presente possível — além de uma alternativa para a existência de si no “mercado” das artes.
Nesta sessão, abre-se um espaço para refletir e criar oportunidades, fugir de predefinições e expectativas do lugar de uma mulher na sociedade, no teatro e na criação contemporânea. O encontro propõe uma escuta cuidadosa da criação como movimento de deslocamento e afirmação: para além de rótulos, papéis ou enquadramentos, a escrita dramatúrgica surge como gesto vital de dizer-se no mundo.
Ficha Artística
Conversa com: Anna Zêpa, Maria Giulia Pinheiro e Lara Mesquita
Introdução: Melissa Rodrigues
Gravação: Teatro do Bairro Alto
Edição e mixagem: Joana Linda
Foto promocional: Luana Santos
Produção: Teatro do Bairro Alto
Apresentado e criado por Maria Giulia Pinheiro, Zona Lê Dramaturgia propõe, nesta edição enquadrada no programa de Discursos do TBA, um encontro através da leitura das obras de duas autoras fundamentais. Começamos por desenrolar o percurso, ideias e inspirações que Sara Barros Leitão e Raquel Lima abordam nas suas criações. O que é dramaturgia contemporânea, no olhar de uma mulher, mãe, filha e amiga, criativa e investigadora? As memórias e experiências definem a voz que retrata não apenas a sua geração e contexto, mas assuntos globais como o feminismo, a descolonização, o capitalismo, a política e o futuro dos seus, filhos e projetos, que nascem neste contexto de criação emergente.
O TBA acolhe este projeto, que celebra a dramaturgia contemporânea para lá de barreiras e oceanos, de São Paulo até o agora em Lisboa, demarcando a necessidade de continuar a falar, ouvir e perceber o papel de uma dramaturga. Diferentes percursos e histórias, as mesmas metas e responsabilidades. Ler dramaturgia, ser dramaturgia, repensar dramaturgia.
Maria Giulia Pinheiro é poeta. Sendo poeta, também escreve dramaturgia, encena, cria, pesquisa, dá aulas e promove encontros. Criou e coordena o Núcleo de Dramaturgia Feminista no Pequeno Ato desde 2016, onde ministrou aulas de dramaturgia por 3 anos. Em 2021, lançou o álbum de spokenword "RãCô", junto com Marcus Groza, premiado pelo Fundo Municipal de Cultura de São José dos Campos. Trabalha na criação de comunidades de escuta e ternura radical através da poesia falada e da dramaturgia, criando, conduzindo e produzindo vários eventos.
Raquel Lima é poeta, artista transdisciplinar e investigadora de Estudos Pós-Coloniais com particular interesse na oratura, na memória intergeracional e nos movimentos afrodiaspóricos. Tem apresentado o seu trabalho artístico e académico em eventos e conferências internacionais. Publicou o livro Ingenuidade Inocência Ignorância e cofundou a UNA – União Negra das Artes. No TBA, participou no projeto Essenciais em 2020 e estreia Úlulu em abril deste ano.
Sara Barros Leitão nasceu no Porto, em 1990. Formou‐se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espetáculo, iniciou a licenciatura de Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e iniciou o Mestrado em Estudos sobre as Mulheres – Género, Cidadania e Desenvolvimento, na Universidade Aberta. Não concluiu nenhum. É atriz, encenadora e dramaturga e trabalha regularmente em televisão, cinema e teatro.
Ficha Artística
Conversa com: Maria Giulia Pinheiro, Raquel Lima e Sara Barros Leitão
Introdução: Melissa Rodrigues
Gravação: Teatro do Bairro Alto
Edição e mixagem: Joana Linda
Foto promocional: Luana Santos
Produção: Teatro do Bairro Alto
sonhei o seu pesadelo é uma conversa entre a artista interdisciplinar brasileira Bibi Dória e Helena Ignez, uma das atrizes mais importantes da história do cinema brasileiro, hoje com 85 anos. O encontro acontece na sala da casa de Helena, em São Paulo. Nesta conversa, Bibi conta a Helena sobre os seus trabalhos mais recentes, explicando o processo de criação da performance nome de filme (2021) e do espetáculo cão de sete patas (2024) — ambos projetos que se relacionam com o movimento do Cinema Marginal Brasileiro, que ocorreu em plena ditadura militar no Brasil, com os filmes do realizador Rogério Sganzerla e, em especial, da interpretação da atriz Helena Ignez. Sentada em frente a Helena, Bibi partilha as suas obras e o facto de ter passado dias a decorar e a sonhar com o filme Copacabana Mon Amour, de 1970, no qual Helena é protagonista. Juntas, conversam sobre arquivos, sonhos, memórias e sobre a dualidade entre atriz e personagem, entre o documentário e a ficção.
Conversa com: Helena Ignez e Bibi Dória
Roteiro: Bibi Dória e Mariana Carvalho
Gravação, edição e mixagem: Mariana Carvalho
Som adicional: faixa Mr. Sganzerla do disco Copacabana Mon Amour, de Gilberto Gil; som do filme Copacabana Mon Amour de Rogério Sganzerla (Restauração 2013); trilha sonora original do espetáculo O Cão de Sete Patas (Mariana Carvalho); trechos do espetáculo O Cão de Sete Patas n'O Espaço do Tempo (2024).
Foto promocional: Maura Grimaldi
Agradecimentos: Mercúrio Produções; Cinemateca Brasileira; Rose Choreographic School.
Produção: Teatro do Bairro Alto
edição: Joana Linda
COOPERATIVA (24 a 27 abril 2025) é a primeira obra levada a cabo coletivamente por Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, João dos Santos Martins, Sabine Macher depois da experiência nos trabalhos Projeto Continuado (Culturgest, 2015) e Companhia (Teatro Maria Matos, 2018), ambos iniciados por João dos Santos Martins. O projeto dá seguimento às dinâmicas de colaboração e pesquisa propostas anteriormente, sustentadas por relações de afeto e labor.
Andrei Bessa (Fortaleza, 1987) é performer e dramaturgista, mestre em Artes (UFC, BR). Desde 2007, cria em coletivo a partir da própria coletividade, em diversos grupos de teatro e dança, explorando dimensões éticas e políticas e conectando-se ao movimento político artístico brasileiro. Em 2021, muda-se para Lisboa para estudar no PACAP (Forum Dança), curadoria de João Fiadeiro.
COOPERATIVA é formada pelo conjunto de pessoas autónomas - Sabine Macher, João dos Santos Martins, Filipe Pereira, Daniel Pizamiglio, Clarissa Sacchelli e Ana Rita Teodoro. Colaboram desde 2014, e fizeram as peças Projecto Continuado (2015) e Companhia ambos projetos iniciados por João dos Santos Martins. Em 2024 celebram 10 anos de parceria a fazer cooperativamente a peça COOPERATIVA.
+ www.teatrodobairroalto.pt
Neste episódio do podcast Dito & Feito iremos escutar o escritor, crítico de arte, curador de arte e performance James Oscar e o artista multidisciplinar, produtor cultural, organizador comunitário e fundador do The Blacker The Berry Project Jesualdo Lopes numa conversa sobre presente e futuro com muito passado dentro.
James e Jesualdo, a partir de algumas perguntas partilhadas pela programação de discurso e que integraram a Assembleia Imaginação Radical como Prática de Libertação, conversam sobre espaços, cidades, arquitetura, festas, conexões, mudanças, limites, negociações, curadoria e programação.
Um encontro intergeracional e transatlântico com Lisboa como pano de fundo.
JAMES OSCAR é escritor, crítico de arte, curador de arte e performance e foi investigador de pós-graduação em sociologia e antropologia da arte no Institut National de la Recherche Scientifique. Aperfeiçoou o seu ofício sob a tutela do poeta Édouard Glissant. Como curador, James é o fundador e curador principal do Musée des Arts Libres des Amériques et du Monde (MALAM) em Montréal. Os seus interesses atuais exploram a forma como as práticas artísticas podem contribuir para repensar formas de gestão ecológica e da terra.
JESUALDO LOPES (ele/dele) de ascendência guineense, nascido e criado em Lisboa, é um artista multidisciplinar, produtor cultural e organizador comunitário, cujo trabalho se destaca na interseção entre arte, ativismo e representação negra LGBTQ+. Em 2021, fundou The Blacker The Berry Project e, atualmente integra a equipa do London LGBTQ+ Community Centre como Coordenador de Eventos e Comunicação. Com uma abordagem inovadora, tem vindo a redefinir os espaços culturais, promovendo narrativas que desafiam estruturas sistémicas e amplificam vozes marginalizadas.
Ficha Artística
Pós-produção
Joana Linda
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Guião de um movimento
Dito e Feito 68
Nuno Viegas/Associação Parasita
O áudio-documentário Guião de um movimento de Nuno Viegas acompanha o processo de criação da audiodescrição do espetáculo de dança ONYX, da coreógrafa Piny apresentado no Teatro do Bairro Alto em maio 2024. Esta audiodescrição foi concebida no contexto da formação/pesquisa Pensar a Audiodescrição em Dança Contemporânea desenvolvido ao longo do primeiro semestre de 2024 com organização da Associação Parasita e curadoria de Ana Rita Teodoro.
O documentário investiga os desafios e as possibilidades de descrever o movimento, questionando os vocabulários necessários para traduzir a experiência da dança em palavras. Dada a natureza abstrata da arte, Guião de um movimento propõe uma reflexão sobre como construir uma narrativa sensível, precisa e acessível a partir de um diálogo aberto com artistas, coreógrafos, bailarinos e consultores cegos.
Guião de um movimento, um trabalho de Nuno Viegas para a Associação Parasita, oferece novas perspetivas sobre a relação entre corpo, linguagem e acessibilidade, ampliando o entendimento da dança para um público diversificado.
Ficha Artística:
Captação
Nuno Viegas e Duarte Gil Ferreira
Escrita e edição
Nuno Viegas
Tratamento, mistura e masterização de som
Bernardo Afonso
Foto
Eliana Franco
Produção
Associação Parasita
Coprodução
Fundação GDA, LU.CA - Teatro Luís de Camões, São Luiz Teatro Municipal e Teatro do Bairro Alto
Agradecimentos
Ângela Teixeira, Catarina Pires, Eliana Franco, Fátima Alves, Inês Gonçalves, Isadora Dantas, João Pedro Barrela, Leo Perene, Lysandra Domingues, Naomi Machado, Piny, Sofia Gomes e Sofia Lopes
Pós-produção
Joana Linda
Música original Dito e Feito
Raw Forest
De 14 a 16 de março, o TBA apresenta a estreia de Simbi em águas astronómicas da bailarina e coreógrafa Inés Sybille Vooduness, depois da sua passagem pelo TBA com a peça Santa de Substrato Autónomo, no contexto do projeto OU.kupa 2023.
Neste episódio do podcast Dito e Feito, a artista junta-se à curadora e pesquisadora Tania Safura Adam para uma conversa sobre os temas, as práticas e as ideias que fundamentam o seu universo artístico. O encontro revela como o seu trabalho se entrelaça com as pesquisas de Tania sobre as narrativas das diásporas negras, os seus movimentos, resistências, potências e ressignificações culturais.
Edição sonora e pós-produção
Joana Linda
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
Ao longo de quatro ciclos temáticos, iniciados em setembro de 2023, fomos atravessadas pelo fogo, queimámos e recomeçámos, adentrámos o húmus, descansámos nas utopias, nutrimos desejos, semeámos revoluções.
E aqui estamos, mais uma vez, à beira do abismo, a realidade escorre entre os dedos, a banalização do mal continua. Aqui estamos, entre o silêncio e a esperança.
Aqui estamos, pés firmes no chão, sedimentando o caminho das nossas ancestrais.
Voltamos ao início e repetimos. É possível produzir mudança numa estrutura em colapso?
Nesta conversa que aconteceu em dezembro de 2024 e que encerra o ciclo de ações iniciadas em setembro de 2023, inspiramo-nos em práticas de solidariedade radical como forma de resistência contra o apagamento, a violência de estado e a injustiça epistémica.
Edição sonora e pós-produção
Joana Linda
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
Carolina Varela e Vitória, artistas multidisciplinares nas áreas da música, teatro e performance, apresentam "mic drop: chão sagrado (um ensaio sobre cansaço)", uma colagem áudio que procura encontrar as possibilidades de desvio à exigência excessiva de estímulos externos que se alastram e afetam a experiência interna, a partir de pedaços/fragmentos poéticos e sonoros.
Recorrendo à palavra falada e a elementos musicais eletroacústicos, fazem uma "roupa velha" com "restos de ontem", um espaço sonoro que procura um novo todo através das partes.
CAROLINA VARELA
É criadora, cantora, compositora, sonoplasta e performer. Ingressa na Escola Superior de Música de Lisboa em 2013 em canto Jazz. Faz parte de Rosa Mimosa y Sus Mariposas desde 2016 e Vitória & The Kalashnicoles desde 2017. Já se apresentou no TNDMII, BOOM Festival, Mirada São Paulo, Culturgest, Theatre de Vidy-Lausanne, entre outros.
SOFIA VITÓRIA
É licenciada na ESTC e concluiu uma pós-graduação em Arte Sonora na FBAUL. É guitarrista, vocalista e compositora em Vitória & The Kalashnicoles. Trabalha como compositora, sonoplasta, atriz e criadora para espetáculos desde 2011.
Criação, interpretação e captação
Carolina Varela e Sofia Vitória
Mistura e sound design
Carolina Varela
exceto beat de “2. Guia meditativo para a abundância”
Luís Perdiz e Carolina Varela
Gravado nas Caldas da Rainha e em Lisboa em novembro de 2024.
Em memória de Ângela Gama, Vera Melo Gago e Bruno Candé, sempre.
Agradecimentos
Inês Vaz, Ruan Rocha, Vanessa Amaral
Edição sonora e pós-produção
Pedro Macedo / Framed Films
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
Pensar a cidade e as suas transformações. Novos paradigmas, outras línguas.
Observar uma outra cidade que se reinventa e edifica.
Lisboa, outrora capital do império, hoje apresenta-se como uma cidade culturalmente efervescente, atraindo artistas e intelectuais das diferentes Diásporas africanas.
Este movimento transporta consigo mudanças e questionamentos.
Que pontes são possíveis de ser construídas coletivamente? Como podem ser estabelecidos futuros comuns?
Uma conversa entre a curadora e produtora cultural Cindy Sissokho, a escritora e artista Gisela Casimiro e a dinamizadora e consultora artística Ekua Yankah.
Cindy, Ekua e Gisela falaram sobre a sua relação com a cidade de Lisboa, sobre gentrificação, mudança, responsabilidade, migração, expats, diferenças e desafios.
Edição sonora e pós-produção
Pedro Macedo / Framed Films
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
Antes da estreia da sua nova criação O Centro do Mundo, a dupla Ana Borralho & João Galante conversam com duas das intérpretes da peça, Ana Freitas e Inês Cóias, sobre o processo criativo, os temas e a expetativas de reação da parte do público. Ao longo de uma hora, conversam sobre a importância do ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response - Resposta Autónoma do Meridiano Sensorial) e da edição 360º, da inspiração que veio do core core e de quem imita NPC (non-player character ou personagem não-jogadora) nas redes sociais e revelam alguns dos desafios por que passaram para criar este universo em ambiente virtual.
Edição sonora e pós-produção
Pedro Macedo / Framed Films
Estúdio de gravação
Guel
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto
As criadoras e intérpretes Alice Azevedo e Sónia Baptista apresentam este ano no TBA espetáculos sobre o mesmo assunto: pretexto ideal para uma conversa no Dito e Feito. Entre "Se não és lésbica, como é que te chamas?" de Alice Azevedo (em fevereiro passado) e "Dykes on Ice" de Sónia Baptista (de 30 de maio a 2 de junho) assistimos a um jogo de diferenças e semelhanças. Pela primeira vez, este episódio está disponível não apenas em áudio mas também em vídeo no YouTube.
Vídeo, edição sonora e pós-produção
Pedro Macedo / Framed Films
Lisa Persson
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Motion graphics
Nuno Leite
Produção
Teatro do Bairro Alto
Regressus, inspirada no repertório poético de Amílcar Cabral, é uma obra artística que explora a ideia de reversibilidade sonora a partir do entrançamento de testemunhos, evocações, rezas, mandingas, oratórias, carpidos, confissões, canto-poemas, vocalizações e inflexões vocais femininas (reais e geradas por Inteligência Artificial).
Tendo como fio fonográfico um discurso remoto de Cabral, pela ocasião do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, cria-se uma experiência de multiversidade hibridizada por sonoridades que não distinguem o real e o virtual, conjeturando outras dimensões de memória, temporalidade e experiência sensorial.
Esta peça sonora, desenvolvida pelo artista transdisciplinar cabo-verdiano Djam Neguin, é parte constituinte de uma série das manifestações e intervenções artísticas para assinalar, em 2024, o centenário do nascimento de Amílcar Cabral e os 50 anos do 25 de Abril.
Djam Neguin é um artista multidisciplinar que tem uma trajetória nas áreas da dança, música, teatro, moda, performance, literatura e audiovisual. Nascido em Cabo-Verde, aos 9 anos muda-se para Braga, onde viveu durante 10 anos. Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, mas o seu trabalho entre 2011 e a atualidade destaca-se sobretudo na cidade da Praia onde criou e dirigiu diversos projetos como o Festival Internacional de Dança Contemporânea Kontornu, a Mostra de Dança e o Concurso Nacional de Hip Hop. Desde 2015 cria os seus próprios espetáculos, nomeadamente a série de três solos inspirada nos ritmos e danças tradicionais e folclóricas de Cabo Verde: Mornatomia, Na-Ná e Txabeta e o seu mais recente trabalho Amil.car com estreia em 2024.
* Para uma melhor experiência, recomenda-se o uso de auscultadores
Conceção e Direção Artística
Djam Neguin
Contribuição poética
Escritora-poetisa Vera Duarte
Participantes
Rosy Timas, Sandra Horta, Bulan Kora, Ineida Moniz, Isabel Mosso, Inês Sousa, Isabel Sousa, Bibiana Figueiredo, Fattu Djaquité, Ilda Vaz, Nereida Delgado
Apoio Sonoro
MM Studio, Bender, Fábio Rocha, Margarida Prates
Edição sonora e pós-produção
Pedro Macedo / Framed Films
Música original Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto























