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A Beleza das Pequenas Coisas
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Ouça aqui a segunda parte da conversa com a psicanalista e escritora brasileira Vera Iaconelli, que aqui revela como está a ser para si a chegada dos 60 anos, na pós-menopausa. E como a idade a tem libertado mais nos desejos e no crescente prazer de escrever a partir da sua experiência pessoal, com a lente da psicanálise. E, apesar da imagem pública de ‘super mulher’, dá conta de alguns fracassos e fragilidades que fazem dela uma mulher autêntica, bem resolvida, sem querer ser quem não é. Vera reflete ainda sobre os extremismos que ocupam mais lugar no poder e a nova vaga de machismo e de violência de género no Brasil e no mundo, e o que espera do futuro, da sociedade e dos poderes. E ainda partilha as músicas que a acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Músicas: "O que será à flor da pele" - Milton Nascimento/Chico Buarque "Só tinha de ser com você"- Elis e Tom Jobim "Its a long way" - Caetano Veloso - Transa "Love is Blindness", Jack White Livros: “O olho mais azul” Toni Morrison; “Paixão segundo GH” Clarice Lispector; “Os sertões” Euclides da Cunha. Filmes: “Valor sentimental”, Joaquim Trier; “Ainda estou aqui”, Walter Salles; “Mães jovens” dos irmãos Dardenne Podcast “Isso não é uma sessão de análise”, com Vera Iaconelli Série Succession (HBO - 4 temporadas) See omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta, além de ser uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte da conversa em podcast com o cineasta e encenador Marco Martins, ficamos a saber como treina o seu músculo da intuição, fala da sua boa relação com a falha e com o imprevisto, e o que mais o inspira e alimenta nesta fome insaciável, e obsessiva, por descobrir e contar histórias pequenas para falar dos grandes temas que atravessam o país e o mundo. E ainda fala de amor, da relação com os 3 filhos, e do próximo filme que aí vem, a partir da história da peça “A Colónia”, que inclui um elenco de crianças que tiveram de representar o medo que nos anos 70 sentiram outras crianças, filhas de resistentes e presos políticos, que viviam na clandestinidade, enclausuradas, sem poderem ir à rua. Depois, perto do final, partilha as músicas que o acompanham, os livros que tem lido, assim como os filmes, peças e outros eventos culturais que sugere. Boas escutas! Músicas: “Chicago to Texas”- Irreversible entanglements “Kyrie, Missa Criola” - Ariel Ramirez “Memória” - Rosalia e Carminho “Mum does the Washing" - Joshua idehen Livros: “Linguagens da Verdade”, Salman Rushdie “Images de la Politique/Politique des Images”, George Didi-Huberman, Enzo Traverso, Guillaume Blanc-Marrianne “Poetics of Relation e Caribbean Discourse”, Eduard Glissant “O Fim Dos Estados Unidos da América“, Gonçalo M.Tavares “O Colapso”, Eduard Louis Filmes “Primeira Pessoa do Singular”, Sandro Aguilar “Orwell 2+2=5”, Raul Peck “Três Menos Eu” (a estreia na realização de João Canijo, em 1987, na Cinemateca) “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho “The Servant”, Joseph Losey “Sátántangó“, Béla Tarr Teatro e outros: Pavilhão Julião Sarmento - “Depois de Para Sempre” e ciclo de cinema “MOVIE EXPERIMENTS, LOS ANGELES” “TBA” - CREEPY BOYS SLUGS Marcha do Dia da Mulher - 8 de Março Aniversário Noite Príncipe, LUX, Sexta 6 de MarçoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É um dos criadores mais incontornáveis e relevantes dos palcos e do cinema e há muito que se dedica a contar as histórias das pessoas e comunidades que não têm voz, as encostadas à parede, ou apontadas como o inimigo pelos extremistas do costume. Esta conversa parte do processo criativo da sua nova peça “Um inimigo do Povo”, a partir da obra homónima de Ibsen, que nesta sua versão reflete sobre algumas das grandes rachas sociais da sociedade, e que estará em cena de 12 a 15 de março no CCB, em Lisboa. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte da conversa com a atriz Margarida Vila-Nova ficamos a saber as razões por ter amadurecido demasiado cedo, como as dificuldades pessoais a ajudaram a dar mais densidade às suas personagens e como a curta metragem que realizou a partir de uma carta deixada pelo seu pai, antes de morrer, despertou-lhe a vontade de contar mais histórias atrás das câmeras. Ainda nesta segunda parte, Margarida levanta um pouco o véu sobre o telefilme que irá filmar no último semestre deste ano, e sobre uma certa mudança profissional e pessoal que vai impor a si mesma a partir de agora. A dado momento lê um excerto da carta de despedida deixada pelo seu pai, e que inspirou a curta-metragem “Pê”, lê também dois poemas de Sophia e surpreende ainda com a leitura de uma receita de Sopa de Cação, de Maria de Lourdes Modesto. Depois revela algumas das músicas que a acompanham, deixa várias sugestões culturais e revela o seu último pensamento quando apaga a luz, antes de adormecer. Boas escutas! Músicas: “Waltzing Matilda”, de Tom Waits “Vai Passar”, de Chico Buarque “Lá Vai Lisboa”, por Carminho “Dont let me be misunderstood”, de Nina Simone Leituras: Poemas de Sophia Carta do pai (excerto) Receita de Sopa de Cação, por Maria de Lourdes Modesto Filmes: “Terra Vil”, de Luís Campos (com Lúcia Moniz e Ruben Gomes) “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio (com Mariana Cardoso, Miguel Borges Miguel Nunes, Ana Cristina Oliveira, Bárbara Albuquerque) “O Barqueiro”, de Simão Cayatte (com Romeu Runa, Miguel Borges, Jani Zhao, Madalena Aragão, Sandra Faleiro) Teatro: “Veneno - história de um casamento” - de Lot Vekemans, com encenação de João Lourenço, interpretada por Carla Maciel e Gonçalo Waddington. No Teatro Aberto. Livros: “Correu bem, miúdo”, pela Lua de Papel, tradução de Vasco Gato “A Louca da Casa”, de Rosa Montero Série: "A Diplomata", Netflix Espetáculo: Carminho no Coliseu dos Recreios, em Lisboa de 1 e 2 de maio. Coliseu do Porto a 6 de junho. Exposição: Teresa Pavão e Rui Sanches, na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva See omnystudio.com/listener for privacy information.
Começou por se afirmar como protagonista de novelas, mas em 2011 sentiu-se esgotada e decidiu ir viver 3 anos com a família para Macau onde trabalhou como merceeira. Voltou mais madura e, na última década, tem revelado a portentosa atriz que é em séries, no cinema e agora no teatro. Afirma que acaba de subir a montanha profissional mais difícil da sua vida. Refere-se ao monólogo “À Primeira Vista”, de Suzie Miller, com encenação de Tiago Guedes, que representa há mais de um ano, sempre com sala cheia. Uma peça que conta uma história de abuso sexual, a refletir sobre o lado perverso dos bastidores da Justiça. É este o ponto de partida desta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte da conversa com a médica e ativista antifascista Isabel do Carmo ficamos a saber de onde veio a sua escolha e impulso para combater o antigo regime e o medo, dá conta de quem era o suporte do fascismo e responde à questão se a ideia de liberdade serve acima de tudo uma elite. Ainda nesta segunda parte, Isabel do Carmo aponta para o futuro e para o caminho que considera melhor para o país, para mais igualdade e liberdade. É possível uma utopia coletiva onde os desejos e a criatividade individual impere? Como podemos cuidar de nós e uns dos outros nestes tempos tão difíceis para continuarmos a lutar por um país mais justo e mais livre e mais democrático? Isabel responde e revela o que a leva a não querer abrandar e a ter o consultório aberto aos 85 anos. E ainda lê um excerto do seu livro “Puta de Prisão”, sobre as vidas das prostitutas que conheceu atrás das grades, e lê também um livro de sonetos de Florbela Espanca. Depois fala dos seus amores do passado e de sempre, partilha algumas das músicas que a acompanham e os seus atuais pequenos grandes prazeres. Boas escutas! Leitura: “Puta de Prisão”, de Isabel do Carmo e Fernanda Fráguas, pela D. Quixote.Sonetos, de Florbela Espanca Músicas: “Araucária” - Aldina Duarte (letra de Capicua - álbum "Metade Metade")“Esperança“ - Teresa Salgueiro (álbum "Horizonte")“Cantiga d'um marginal do séc. XIX” - Vitorino e Manuel João Vieira (Novo álbum de Vitorino - “50 anos a semear salsa ao Reguinho”)“Les temps des cerises” - Yves MontandSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das mulheres de armas que ajudaram a deitar abaixo o antigo regime. Participou nas revoltas estudantis de 62 e, em 1970, fundou as Brigadas Revolucionárias com o companheiro Carlos Antunes. Viveu na clandestinidade, esteve presa duas vezes antes do 25 de Abril e, na fase do PREC, esteve 4 anos em prisão preventiva, o que a levou a fazer uma longa greve de fome. Em 2004, recebeu das mãos do Presidente Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Isabel do Carmo, que é também uma das mais notáveis médicas especialistas na área de “endocrinologia, diabetes e nutrição”, revela-se optimista, mas preocupada com o futuro e considera que a ideia de liberdade ainda não serve a uma boa parte da população. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça..See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a escritora Lídia Jorge revela qual o seu caminho seguinte, o que lhe falta dizer por escrito e lê um excerto de um texto do escritor e amigo João de Melo para refletir sobre os enganos da fugacidade da fama. Apesar de se revelar grata pelos tantos prémios, afirma que os títulos só lhe tocam a sombra, porque o seu lugar e ofício é outro. A escritora chega mesmo a revelar ter sido convidada para se candidatar à Presidência da República, mas que não hesitou em recusar. E recorda o que mais a espantou nos ecos ao seu discurso do 10 de Junho. Lídia lembra ainda a sua infância em Boliqueime, no Algarve, quando era uma contadora de histórias a transformar os finais fatalistas dos livros em caminhos felizes. E conta o momento em que decidiu batizar todos os animais da quinta ou a altura em que se convenceu que Fernando Pessoa escrevera um poema dedicado a si, por incluir o seu nome. Perto do final, partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto do seu livro “Misericórdia” e deixa a sugestão de um filme. Para depois referir em que ponto está o seu futuro romance. Boas escutas! Leitura: “A Nuvem no Olhar”, de João de Melo, pela D. Quixote Músicas: “A Bela Moleira”, de Schubert “With God On Our Side”, na versão de Johan Baez “Por nos darem tanto”, por Ana Bacalhau “Senhora da Noite”, Mísia Filme: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner MouraSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das vozes mais relevantes e notáveis da literatura portuguesa contemporânea. Foi a primeira mulher escritora distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e é o primeiro nome da língua portuguesa a receber o prestigiado Médicis Étranger. Autora de 13 romances, prepara-se para lançar em abril um novo livro, “O Céu Cairá Sobre Nós - 30 Crónicas e um Discurso”, com textos publicados no El País e o célebre discurso do 10 de Junho, com uma importante lição de História, decência e humanidade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o ator brasileiro Mateus Solano dá conta das transformações e reflexões pessoais que a criação do monólogo “O Figurante” lhe trouxe, deixa o alerta de como a obsessão pelos ecrãs, redes sociais e tecnologia está a alienar a sociedade e depois revela qual o seu maior medo na vida. Mateus partilha ainda algumas das músicas que o acompanham, lê um texto da escritora, contista e jornalista Marina Colasanti, sobre como nos acostumamos a tanta coisa que nos desagrada e afasta de nós, e ainda revela os pequenos prazeres dos seus dias. Boas escutas! Músicas: “Alguém Cantando” - Caetano Veloso “Água & Vinho” - Egberto Gismonti “Sei de um Rio” - Camané “A Roda” - Gilberto Gil. Leitura: Texto de Marina Colasanti Podcast: “Elefantes na Neblina”, de Larry Go, Larry Be & Larry SnowSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É um dos mais populares atores brasileiros, conhecido dos portugueses pela personagem Félix, na novela “Amor à Vida”, transmitida pela SIC, em 2013, onde foi um vilão, cheio de humor e carisma. Formado no Teatro e com inúmeros prémios no currículo, acaba de estrear no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a peça “O Figurante” que reflete sobre como a ânsia de pertencer a este mundo pode afastar as pessoas de si mesmas. “Eu próprio, quanto mais famoso me fui tornando, mais figurante me fui sentindo. Só agora me sinto mais protagonista da minha vida.” Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Num momento em que o país volta a discutir os seus valores e divide-se entre a tentação fácil da mentira e do populismo e a complexidade dos factos e da verdade, o jornalista Bernardo Mendonça desafia a psicoterapeuta Gabriela Moita e o psiquiatra Daniel Sampaio a deitarem o país no divã para esclarecerem os maiores desafios, medos, equívocos e armadilhas que persistem na sociedade e intimidade e se fazem sentir na hora de votar. Ouçam-nos nesta conversa desassombrada gravada ao vivo na 3ª edição do Expresso Podfest, para o podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, que conta com uma atuação especial ao vivo de A garota não, que toca o novo genérico original deste podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a cantora e compositora MARO fala da emoção de ter ao seu lado, na tournée do novo disco “So Much Has Changed”, a sua família portuguesa e brasileira, tanto no palco e bastidores, e revela como compôs as músicas deste álbum, numa fazenda do interior de São Paulo, a morada do “seu pai brasileiro”. E MARO ainda conta como continua a demarcar-se da cultura de competição da indústria musical, como torce o nariz aos mandamentos das fórmulas de sucesso, para se manter fiel a si mesma e como lhe apetece continuar na música e na vida. No final, partilha as músicas de outros artistas que anda a ouvir, lê um poema de Gonçalo Câmara, deixa uma sugestão cultural e descreve alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas! Leitura: Poema do livro “Nuvem Cortante”, de Gonçalo Câmara Sugestão Cultural: Peça de Teatro “À primeira vista”, de Suzie Miller, com Margarida Vila-Nova, no Teatro Maria Matos Músicas: “KISS ME” - MARO “this is me now“ - Martin Luke Brown “Me (heavy)” - fred again “Steel” - Matt Champion ft. Dora JarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das melhores compositoras musicais da atualidade. Em 2022 venceu o Festival RTP da Canção e conquistou o 9º lugar na final da Eurovisão em Turim, na Itália. Nos últimos anos, MARO colaborou com Eric Clapton, andou em digressão com Jacob Collier e Shawn Mendes e foi representada pelo empresário Quincy Jones (o afamado produtor musical de “Thriller”, de Michael Jackson). No próximo dia 27 de janeiro lança o novo álbum “So Much Has Changed”, que traduz uma fase de transformação, optimismo e luz, apesar das tantas escuridões da atualidade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a atriz Marina Mota revela que ao seu camarim vai parar meio mundo com desabafos ou questões de saúde. A atriz afirma que é de estender a mão a quem dela precisa e procura, mas dá conta que não suporta colegas divas ou maus profissionais. Atualmente afirma-se atormentada com o rumo das coisas no mundo e com a dificuldade das pessoas dialogarem. Sobre a sua relação com espelho, diz que não é fácil envelhecer, mas que é pior quem não aceita o passar do tempo. Muito embora não dispense pequenos cuidados estéticos para se sentir bem. E deixa a crítica. “Não há grandes papéis em Portugal para gente acima dos 50. Mas deveria haver. Vejam as séries nas plataformas de streaming, que têm protagonistas mais maduros e maduras. Só por cá é que não…” E Marina Mota ainda nos lê um excerto de um texto de Gabriel Garcia Márquez, que defende que só envelhece quem deixa de se apaixonar, o que a leva a falar de amor e paixão, entre o passado e o presente, revela algumas músicas e prazeres que a acompanham e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas! Leitura: “Só envelhece quem deixa de apaixonar-se”, de Johnny Welch. (E que é muitas vezes atribuído a Gabriel Garcia Marquéz) Uma peça: “Carmen Miranda - O Grande Musical”, de Filipe La Féria (no Politeama) “À Primeira Vista” - de Suzie Miller, por Margarida Vila-Nova Escolhas musicais: “As coisas de que eu gosto”, do original “My Favorite Things”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, adaptado por António José Lopes Lampreia e cantado por Marina Mota “Amor a Portugal”, por Luís Trigacheiro “Na Escola“, por Os Quatro e Meia “Violência Doméstica”, tema de Marina Mota cantado por si na Revista Hip Hop ´ArqueSee omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das atrizes mais populares do país. Nos anos 90, protagonizou e produziu programas de humor que lideraram audiências na televisão e, por mais tempo, foi primeira figura de espetáculos de Revista à Portuguesa, no Parque Mayer, em Lisboa. Presença habitual na ficção nacional, gravou em 2012 uma novela no Brasil, a convite de Miguel Falabella. Em 2024, Marina ganhou o seu primeiro Globo de Ouro, para melhor atriz de Teatro: “Sou atriz há 44 anos. Agradeci o prémio, diverti-me muito, mas não foi o meu melhor desempenho em palco”. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o filósofo António de Castro Caeiro recorda os tempos de punk rock na mítica banda, dos anos 80, os “Mata Ratos”, e fala do enorme prazer de ser professor e como se realiza por inteiro numa sala de aula, ao ponto de não desejar reformar-se aos 70. E como tem combinado ao longo da sua vida as artes marciais e a filosofia. Há alguma relação possível entre andar à porrada, andar à pêra e ser bom filósofo? António de Castro Caeiro responde. E ainda lê um texto seu e outro de Miguel Esteves Cardoso, revela quais as músicas que o acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Leituras: Primeiro excerto lido de António de Castro Caeiro, O que é a filosofia? (Lisboa: Tinta‑da‑China, 2023), pp. 190-191 Segundo excerto lido de Miguel Esteves Cardoso, “Haver,” in A Causa das Coisas (Lisboa: Assírio & Alvim, 1986). Uma peça: recomenda as do CCB: https://www.ccb.pt/eventos/category/teatro/ Um livro: Dostoiévski, Fiódor. “O duplo”. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Lisboa: Editorial Presença, 2021. Uma série: Slow Horses. Starring Gary Oldman. Created by Will Smith. Apple TV+ Uma exposição: “Complexo Brasil”, exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, até 17 de fevereiro de 2026. Um podcast: “The Rest Is Politics”, de Alastair Campbell e Rory Stewart. Podcast produzido por Goalhanger Podcasts. Escolhas musicais: Frank Sinatra. “The World We Knew (Over and Over).” Em The World We Knew. Tindersticks. “Another Night In.” Faixa 1, em Curtains. Marvin Gaye. “Dream of a Lifetime.” Em ‘Dream of a Lifetime’.See omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das figuras mais reconhecidas da filosofia em Portugal, conciliando a vida académica, com uma presença notável no debate público. É o caso das conferências que Caeiro tem conduzido com casa cheia, no CCB. Este ano prossegue o ciclo “A verdade da mentira”, com sessões que se estendem até Junho, uma espécie de aula de filosofia aberta que se apresenta como uma resistência à pandemia da mentira e crescente proliferação da desinformação. Como podemos mudar o paradigma de uma sociedade que parece, por vezes, abdicar de pensar para se sentir mais segura? Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No cinema foi uma elegante, assertiva e convincente Snu Abecassis, no filme “Snu”, de Patrícia Sequeira e na mini-série “Cara a Cara”, de Fernando Vendrell, interpretou uma candidata a deputada de extrema direita. A atriz Inês Castel-Branco recorda o seu longo caminho na televisão e na moda, e também as várias resistências que teve de superar: “Agora já começo a dizer que ‘não’ e a escolher o que prefiro fazer”. A atriz critica uma certa obsessão e paranóia com a juventude e a perfeição que penaliza mais as mulheres e, em particular, as atrizes. E afirma rejeitar as pressões da indústria e seus dos pares para ser mais magra, usar botox ou submeter-se a outras intervenções estéticas. No final, fala das músicas que a acompanham, lê um poema de Adília Lopes, um excerto do romance “As Malditas”, de Camila Sosa Villada e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.
























Que inspirador escutar a Maria João Pires, nesta manhã Outonal! Também eu, apaixonada pela Natureza Mãe, sinto a gratidão de poder escutar as melodias das aves, da brisa a acariciar as árvores, sentir a terra húmida, os gatos em redor, uns raios de sol a brindar o dia! Aproveito para incentivar a consulta das redes de Bibliotecas Públicas, a nível Nacional, onde as sugestões de leitura, estão disponíveis.
Como é que eu uma mulher de 75 anos, amante deste assunto, não conhecia esta mulher tão lúcida, tão culta, tão sensível? Penso tanto naquilo que é dito, genocídio ignorado por tantos, tanta insensibilidade. Como podem dormir matando gente à fome?
sublime conversa
parabéns, Rui Tavares é dos poucos portugueses que pensa Portugal e a Europa de uma forma humanista e verde. E esse é o único caminho saudável para o homem inserido no planeta
da erro ao descarregar
Matavilhoso ❤️
Olá Bernardo. O seu podcast me ganhou desde o primeiro que ouvi, em Setembro 2019. Gosto muito da forma como conduz as entrevistas. Sou brasileira e vivo em Lisboa desde 2014. Confesso, sou muito desligada do Brasil e das questões atuais, porque vivo Portugal a 100% e no presente. Fiquei surpreendida, muito positivamente, com a entrevista da Cláudia Raia, que revelou um personalidade que eu não fazia ideia que ainda fosse tão atuante e que fosse ainda ativista de assuntos tão importantes com o ageless. Obrigada por isso e por todos os outros episódios que ainda vão me fazer companhia no trânsito.
Que podcast incrível!!!
Ótimo, parabéns....
não há mais? :(
genial
Foi a viagem de autocarro mais bem acompanhada de sempre