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Depois de obter, nesta semana, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir a primeira vacina de dose única contra a dengue, o Instituto Butantan já se concentra na ampliação do público-alvo, que por enquanto é o de pessoas de 12 a 59 anos. A informação foi dada nesta sexta-feira por Rosilane de Aquino Silva, diretora de Assuntos Regulatórios, Qualidade e PMO do Butantan, durante entrevista à Rádio Eldorado. “A agência avaliou os dados e considerou que a vacina, nessa faixa populacional de 12 a 59 anos, tem uma absoluta segurança e eficácia de gerar proteção necessária para essa população e ela inicialmente é a população aprovada. O Butantan tem planos de começar ainda esse ano um estudo para estender para a população idosa, que se a gente conseguir atingir o mesmo sucesso dessa primeira etapa vai ser também a primeira vacina da dengue para a população idosa”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Black Friday vem crescendo a cada ano no Brasil, com muitas ofertas e anúncios que atraem o consumidor, mas pode representar perigo, com fraudes e descontos falsos. Por isso, uma ferramenta que também começa a ser mais utilizada como proteção é a Inteligência Artificial. Então, como usá-la para obter os melhores resultados? Acompanhe aqui as orientações de Wladimir D'Andrade, editor no E-Investidor do Estadão e especialista em inovação.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, espera para hoje o anúncio da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A informação foi dada por ele durante entrevista à Rádio Eldorado em que também criticou a atuação de médicos que têm divulgado, sem comprovação científica, conteúdos contrários às vacinas, além de lucrar com a venda de cursos. Esses profissionais foram alvos da Advocacia-Geral da União, que já obteve de algumas plataformas digitais a retirada desses materiais enganosos. “É o casamento da ganância com o negacionismo”, afirmou o ministro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Partido Liberal resolveu apostar no discurso de que a prisão de Jair Bolsonaro é fruto de “intolerância religiosa” e quer retomar a mobilização pela anistia para tentar livrar o ex-presidente da cadeia. A legenda reuniu cerca de 50 parlamentares federais em Brasília na tarde de ontem para debater o tema após Bolsonaro ser preso preventivamente no sábado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente Flávio, Carlos e Renan, estavam presentes no encontro, convocado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Após a reunião, que durou cerca de duas horas e meia, Flávio, que foi escolhido porta-voz do pai, anunciou que agora o “objetivo único é a aprovação do projeto de anistia”. A matéria, que foi rebatizada de “PL da Dosimetria”, apenas para reduzir penas e descartando a anistia, está parada na Câmara. Em entrevista à Rádio Eldorado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, disse que haverá “pressão legítima” para a retomada do texto original que tratava da anistia. Ele também contestou a alegação de risco de fuga de Bolsonaro, citada na decisão de Alexandre de Moraes pela prisão preventiva do ex-presidente. “Não existe fuga. Foi um subterfúgio. Na decisão de 17 páginas só tem um parágrafo sobre a tornozeleira. Dois preceitos constitucionais básicos foram atacados: a liberdade religiosa e o direito de reunião”, afirmou. Questionado por Eliane Cantanhêde, Marinho negou que o ex-presidente tenha articulado um golpe de Estado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Brasil desperdiça em média 40,3% da água tratada antes que ela chegue às torneiras da população. A constatação é do estudo "Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas", do Instituto Trata Brasil. Do total perdido, 60% tem origem em vazamentos e o restante é em decorrência de furtos e erros de medição. Em entrevista à Rádio Eldorado, a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, disse que o volume perdido poderia abastecer 50 milhões de pessoas em um ano. Ela defendeu mais investimentos para evitar o desperdício e apontou que o problema pode se agravar com as mudanças climáticas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga hoje a manutenção da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde sábado, dia 22, e sua prisão foi mantida em audiência de custódia. No depoimento, Bolsonaro disse que a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica foi motivada por “paranoia” provocada pelo uso de remédios psiquiátricos. Ele afirmou que “estava com alucinação” de que havia uma escuta no equipamento. Nos próximos dias, o ex-presidente também deve começar a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista de 2022. Inelegível, Bolsonaro ainda era aguardado para indicar quem seria o candidato da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial do próximo ano. Mas como fica esse segmento após as alegações de “paranoia” e “alucinação” feitas pelo próprio Bolsonaro? Em entrevista à Rádio Eldorado, Leonardo Barreto, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília e sócio da consultoria de risco político Think Policy, disse que o episódio de agora agrava um problema que a direita já tinha, de querer a indicação de um nome, mas não a presença efetiva de Bolsonaro na campanha. “Essa história de surto, de condição de debilidade das faculdades, traz uma discussão sobre a sua capacidade de conduzir a própria defesa e os destinos da direita. Todos querem o apoio dele, mas não querem a liderança dele”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A iminente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que deve acontecer nos próximos dias com o fim da possibilidade de recursos contra a pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista de 2022, abre um debate sobre a reorganização da direita para as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista à Rádio Eldorado o cientista de dados e analista político Sergio Denicoli, que também é colunista do Estadão, avaliou que o pleito será decidido pelos eleitores de centro, com predominância de temas econômicos para a definição do voto. “Neste momento, a direita está um pouco perdida, ela não tem uma pauta de economia muito clara”, afirmou. Outro aspecto, segundo ele, é a fragmentação da direita entre radicais e moderados. “Bolsonaro tem um eleitorado cativo, mas já é visto como passado, fora do jogo eleitoral, e os bolsonaristas não entenderam isso ainda”, ponderou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um levantamento do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, aponta que o crescimento salarial geral no Brasil não tem sido suficiente para reduzir a persistente desigualdade salarial entre trabalhadores negros e brancos.A renda média do trabalho principal de pessoas negras no Brasil, entre 2012 e 2023, correspondeu a apenas 58,3% (ou cerca de 58% a 60%) da renda de pessoas brancas. Além disso, apenas um em cada 48 trabalhadores negros ocupa cargos de liderança, uma proporção muito menor em comparação com trabalhadores não negros.Em entrevista à Rádio Eldorado, Fernando Soares, Gerente de Projetos, Operações e Dados do Mover, afirma que “se a gente olhar que temos 56% da população brasileira, negra, e não encontramos ninguém para assumir um cargo de liderança, o problema está no processo das empresas”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Carolina Ercolin conversa com arquiteta Urbanista e doutora em Mobilidade Ativa, Meli Malatesta, sobre a questão da mobilidade de pedestres na cidade, no todo, além de falarmos sobre o alto risco de queda de idosos por conta das calçadas desniveladas e com baixa manutenção de SP.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Banco Master tem 1,6 milhão de clientes com R$ 41 bilhões de ativos cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito, informou o próprio FGC nesta terça-feira. Pela manhã, o Banco Central anunciou a liquidação do Master. Uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal detectou indícios de que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB, banco público do Distrito Federal, e entregou documentos falsos ao BC para tentar justificar o negócio. O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso quando tentava sair do País num avião particular. A liquidação extrajudicial ocorreu menos de um dia após o Grupo Fictor ter anunciado interesse na compra do Master, juntamente com investidores árabes. Com o fechamento do Master, o FGC será obrigado a honrar todos os depósitos do banco, no valor de até R$ 250 mil por pessoa física. O fundo pagará integralmente os R$ 41 bilhões, mas poderá recuperar, futuramente, parte desses recursos com a venda de ativos do Master. Em entrevista à Rádio Eldorado, Cleveland Prates, professor da FGV Direito SP, afastou a hipótese de um risco sistêmico, ressaltando que o País “tem um sistema bancário rígido e uma instituição reguladora forte”. Ele defendeu, no entanto, mudanças na contribuição dos bancos ao FGC. “Instituição que levar mais risco deve ter contribuição maior”, apontou. O especialista também orientou o investidor a desconfiar de ofertas muito atrativas de aplicações financeiras. “Taxa muito acima dos outros bancos é um ótimo sinal para refletir e repensar. É sinal de que a instituição vai ter que correr muito mais risco”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Seis meses após a dispersão da principal concentração de usuários de drogas no centro da capital paulista, o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), afirma que a Cracolândia não voltará a se formar, apesar de reconhecer que ainda há “pequenos grupos de usuários” na região central. “A Cracolândia, sim, acabou”, declarou nesta segunda-feira em entrevista à Rádio Eldorado. Responsável pelas ações do Estado na chamada “cena aberta de uso”, Ramuth ressaltou que “o trabalho voltado para saúde, assistência social e segurança pública” continua a ser realizado na área. Ele também disse que há “um ponto de atenção para as forças de segurança” na favela do Gato, após as intervenções policiais e de programas habitacionais na favela do Moinho, que era o principal ponto do tráfico para o abastecimento da Cracolândia. Após as prisões de traficantes do Moinho, investigações da polícia apontaram a migração de pequenos traficantes para a comunidade do Gato.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Chile vai polarizado para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 14 de dezembro. A candidata Jeannette Jara, do Partido Comunista, vai enfrentar o ultradireitista José Antonio Kast, do Partido Republicano. As diferentes forças da direita que se apresentaram nas urnas conseguiram, juntas, um apoio majoritário no primeiro turno, realizado ontem. Com mais de 80% das urnas apuradas, a candidata do governo, apoiada pelo presidente Gabriel Boric, se impunha com 26,7% dos votos, seguida de perto por Kast, com 24,1%. Em terceiro lugar, estava o populista Franco Parisi, do Partido de La Gente, com 19,4%, à frente do libertário Johannes Kaiser, com 13,9%, e de Evelyn Matthei, de centro-direita, com 12,7% dos votos. Kaiser e Matthei declararam apoio a Kast após a divulgação dos resultados parciais. Em entrevista à Rádio Eldorado, Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais da ESPM São Paulo, disse que “tudo indica que Kust deve ganhar mais apoio”. Ele não descartou, no entanto, a possibilidade de uma reviravolta para conter o avanço da extrema-direita. Na entrevista, Uebel também foi questionado sobre o anúncio feito na semana passada pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, de uma operação militar na América do Sul, denominada “Lança do Sul”, com o objetivo de combater o que chamou de “narcoterroristas”, tendo como alvo principal a Venezuela. Para Uebel, ainda não está claro se a intenção americana é derrubar o governo de Nicolás Maduro. “Quem faz mudança de regime não anuncia, executa”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os chilenos vão às urnas neste domingo para a eleição presidencial em meio a uma polarização política acirrada em torno de temas como o aumento da violência, reações à imigração principalmente de venezuelanos e problemas com a economia. Três candidatos aparecem à frente nas pesquisas, que não podem mais ser divulgadas e apontavam indefinição sobre os dois que devem ir para o 2º turno. Os principais nomes da disputa são: a comunista Jeannette Jara e os extremistas de direita José Antonio Kast e Johannes Kaiser. Em entrevista à Rádio Eldorado, Carolina Pedroso, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), disse que é “quase certo” que haverá 2º turno e indicou que o futuro governo terá obstáculos a enfrentar em razão da polarização. “Independentemente de quem ganhar, vai haver dificuldade de governar com um Congresso e a população divididos”, avaliou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira indica que, embora a distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus principais adversários tenha diminuído, o presidente segue numericamente à frente em todos os cenários de segundo turno testados para 2026. Na disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, a vantagem recuou de 12 para 5 pontos percentuais. O único cenário em que há empate técnico é contra o inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 42% a 39%. Embora a pesquisa seja um reflexo da polarização política no País, para 24% dos brasileiros, o melhor resultado para a eleição presidencial de 2026 é a vitória de um nome que não seja ligado nem a Lula nem a Bolsonaro. Outros 17% gostariam da escolha de um nome de fora da política. Em entrevista à Rádio Eldorado, o diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, disse que houve impacto para Lula na polêmica sobre a segurança pública após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos. Por outro lado, ele também destacou as dificuldades para os possíveis postulantes da direita. “O resultado foi muito mais por diminuição de Lula do que por avanço da direita”, afirmou. Russo apontou, ainda, que “o governo fica menos atrativo” para eleitores independentes da polarização política, mas preocupados com a segurança. O levantamento foi feito entre 6 e 9 de novembro, em entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. No total, foram ouvidas 2.004 pessoas. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. Todos os cenários da pesquisa estão no portal estadão.com.br.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um dos eixos dos debates da COP30, em Belém, é a definição de metas para uma transição energética justa, ordenada e equitativa, levando em conta as diferentes capacidades e responsabilidades das nações. A presidência brasileira do encontro quer transformar o acordo firmado em Dubai na COP28 em um plano com metas e mecanismos verificáveis e não somente um compromisso político. O Brasil pretende liderar a construção do chamado “mapa do caminho”, uma expressão usada para definir o roteiro político e técnico que vai estabelecer etapas, prazos e responsabilidades de cada país na substituição do petróleo, gás e carvão por fontes renováveis e eficiência energética. Em entrevista à Rádio Eldorado, Nathalia Weber, professora do curso de Educação Executiva em Transição Energética e Economia de Baixo Carbono do Insper, disse que a transformação também precisa ser de governança, infraestrutura e comportamento das pessoas. “Estabelecer prazos é mais fácil do que concretizar um caminho crível para isso. Temos que não só colocar as metas, mas que esse mapa do caminho seja crível”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O tornado com ventos de até 330 km/h que arrasou a cidade de Rio Bonito do Sul na noite da última sexta-feira não foi o único fenômeno dessa natureza que atingiu o Paraná. Em um espaço de menos de duas horas, foram registrados outros dois tornados com ventos de até 250 km/h no Estado, nos municípios de Guarapuava e Turvo, segundo confirmação feita nesta segunda-feira pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Estado (Simepar). Seis pessoas morreram e 750 ficaram feridas, de acordo com balanço do governo paranaense. Também houve uma morte em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul. Em entrevista à Rádio Eldorado, a meteorologista Mariana Pallotta, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explicou que o Sul do País é uma região propícia para o fenômeno, que foi provocado por uma nuvem de tempestade muito severa e o contraste de temperaturas entre o solo e a atmosfera. Segundo ela, além de investir em tecnologia, o desafio é preparar as pessoas com medidas educacionais e protetivas. “É muito difícil de se prever tornados. A gente só conseguiria emitir um alerta com alguns minutos de antecedência”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, se licenciou do cargo, reassumiu temporariamente o mandato de deputado federal e foi indicado na última sexta-feira pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, como relator do projeto de lei antifacção do governo Lula. Em menos de duas horas, Derrite apresentou o relatório e alterou o texto para equiparar facções criminosas a organizações terroristas. Ele aproveitou para elevar a pena máxima para terroristas de 30 para 40 anos. Na justificativa, o relator destacou que “não se trata de classificar as organizações criminosas, paramilitares ou milícias privadas como ‘organizações terroristas’ em sentido estrito, mas de reconhecer que certas práticas cometidas por essas estruturas produzem efeitos sociais e políticos equivalentes aos atos de terrorismo, justificando, portanto, um tratamento penal equiparado quanto à gravidade e às consequências jurídicas”. Em entrevista à Rádio Eldorado, o jurista Wálter Maierovitch disse que o presidente da Câmara “escolheu muito mal” o relator e que a atitude “aumenta a polarização política”. Ele também criticou a justificativa de Derrite para equiparar facções criminosas a organizações terroristas. “Essa justificativa não se sustenta e é perigosa. São fenômenos completamente diversos. Crime organizado tem como objetivo o lucro. Terrorismo é violência política voltada a uma ideologia”, afirmou. Para Maierovitch, “o aumento da pena no Brasil está desmoralizado”. Uma das soluções apontadas pelo jurista é a criação de uma agência nacional para coordenar as ações e a troca de dados entre os Estados na área de segurança pública.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta semana, indicam que “Maria” e “José” ainda são os nomes mais populares no País. Os números apontam que há mais de 12 milhões de "Marias" (6%) e 5 milhões de "Josés" (2,5%) no Brasil. Por outro lado, o Brasil tem 4,3 mil nomes usados por apenas 20 pessoas. A ferramenta do IBGE que permite consultas de nomes e sobrenomes gerou curiosidade e muitos comentários entre ouvintes da Rádio Eldorado. Em entrevista à emissora, Juliana Soledade, professora da Universidade Federal da Bahia e especialista em nomes de pessoas, explicou que os principais fatores para a escolha de nomes são as homenagens afetivas, seja a familiares ou a figuras em destaque na mídia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para a formação de fortes tempestades e de ventos de até 115 km/h no fim de semana. A razão é a atuação de um ciclone extratropical na costa da região Sudeste. O sistema deve intensificar áreas de instabilidade e provocar chuvas intensas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em diferentes regiões do Estado entre esta sexta-feira e o sábado. O órgão informou que mobilizará o gabinete de crise no sábado, dia com maior potencial de tempo severo no Estado. O ciclone extratropical se deslocará pelos Estados do Sul em direção a São Paulo. Assim, pela primeira vez, as Defesas Civis do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro atuarão de forma integrada, com os Centros de Monitoramento dos cinco órgãos compartilhando informações em tempo real durante a evolução do sistema. Em entrevista à Rádio Eldorado, o tenente Maxwel de Souza, porta-voz da Defesa Civil paulista, deu três orientações básicas às pessoas: ficar longe de árvores, procurar locais cobertos e evitar passar em áreas alagadas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 2024, foram registradas 4.068 mortes decorrentes de intervenção policial em nove Estados brasileiros. A população negra (pretos e pardos, segundo classificação do IBGE) representou 86,2% do total de fatalidades nas unidades federativas analisadas, somando 3.066 vítimas absolutas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira na 6ª edição do relatório Pele Alvo: crônicas de dor e luta, da Rede de Observatórios da Segurança, que realiza o trabalho desde 2019. O levantamento analisou os números de 2024 em nove Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI). Em entrevista à Rádio Eldorado, Elton Guilherme, pesquisador da Rede de Observatórios da Segurança, apontou a gravidade desse recorte racial, apesar da queda de 4,4% nas mortes decorrentes de intervenção policial entre 2019 e 2024. “O racismo ainda é central na política de segurança pública. Reduções pontuais não modificam a estrutura subjacente”, afirmou. Entre as medidas sugeridas pela Rede para reduzir a letalidade policial, estão o uso de câmeras corporais por policiais e a eliminação da rubrica “não informado” para a raça/cor das vítimas, classificando o não preenchimento como falha grave.See omnystudio.com/listener for privacy information.




