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Mundo Político - TV Assembleia de Minas
Mundo Político - TV Assembleia de Minas
Author: Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
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Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia de Minas Gerais. O jornalista Marco Antonio Soalheiro conversa com quem sabe tudo sobre o assunto em Minas, no Brasil e no mundo.
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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite, conversou com o jornalista Marco Soalheiro sobre o papel do Legislativo mineiro na aprovação dos projetos do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O presidente destacou como o Parlamento aprimorou as proposições. Um exemplo foi a exclusão de imóveis da lista para a venda ou federalização e a retirada da Cemig do projeto que exclui a necessidade de referendo para desestatização. Ele falou ainda sobre as eleições de 2026.
Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, o professor e cientista político Leonardo Avritzer fala sobre seu novo livro “O golpe bateu na trave - democracia, ordem e desordem no Brasil", em lançamento pela editora Autêntica. Avritzer diz que 2022 não foi um ato isolado, mas um processo de lenta erosão democrática. Ele cita as manifestações de 2013 e 2014, o impeachment, a operação Lava Jato e a eleição de 2018. Avritzer fala que a crise muda de patamar, porque Jair Bolsonaro assume a presidência e comanda o país com pensamento autocrático; não reconhece o golpe de 1964 e a ditadura. Para o cientista político, 2020 a 2022 foi uma “quartelada”. Avritzer fez também uma leitura de reações rápidas e articuladas à tentativa de golpe da oposição e uma reflexão sobre o histórico de impunidade aos diversos golpes que o país sofreu. Afirma que a democracia brasileira ainda está em disputa e que hoje temos três poderes fortes em desequilíbrio.
O Mundo Político entrevista o cientista político e professor da UFMG Paulo Diniz para analisar os principais destaques da política mineira em 2025. Na conversa com Marco Antonio Soalheiro, Diniz pondera que o discurso de privatização já acompanha o governador Romeu Zema desde a campanha de 2018, sendo o Propag apenas uma nova embalagem para essa agenda. O cientista político destaca ainda que o debate sobre a privatização da Copasa exige participação ativa dos municípios, responsáveis diretos pelos serviços de água e esgoto, e considera fundamental o envolvimento da Associação Mineira de Municípios (AMM), embora avalie que a entidade entrou tardiamente na discussão. No campo eleitoral, Diniz afirma que Zema aposta na disputa presidencial sem grandes perspectivas, repetindo a estratégia que o levou ao governo mineiro em seu primeiro mandato. Ao analisar o cenário nacional, chama atenção para as disputas internas nos partidos pelas vagas ao Senado.
O ano começou ruim para o governo Lula. Foi a crise do IOF, informações falsa sobre taxação do pix e popularidade baixa. Mas, ao longo de 2025, a imagem do governo melhorou devido às negociações contra o tarifaço de Trump e a condenação de Bolsonaro pelo STF. A cientista política e professora da UNIRIO, Marcia Dias, fez um balanço da política nacional no ano, em entrevista ao programa Mundo Político. Ela analisou a ação da oposição no congresso e o capital político da família Bolsonaro. A cientista falou ainda sobre o cenário das eleições em 2026.
O ano de 2025 chega ao fim com crescimento do PIB, baixo nível de desemprego e aprovação da reforma do imposto de renda. Mas também com a manutenção da taxa Selic pelo Banco Central, tarifaço e outras questões que movimentaram a economia. O professor do Cedeplar da UFMG, Rafael Ribeiro, analisou os resultados do ano em entrevista ao Mundo Político. Para ele, 2025 terminou melhor do que começou, mas com vários pontos de atenção para o próximo ano. Entre eles, a inflação de alimentos e o comportamento do mercado perante os candidatos à eleição presidencial de 2026.
O vice-governador e pré-candidato ao governo de Minas, Mateus Simões, conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Simões defende a polêmica privatização da Copasa, como promessa de agilidade para os municípios. Comenta a Cemig e a Gasmig como bens ofertados ao governo federal no Propag. Conta como se aproximou do PSD e mudou de legenda, fala sobre as alianças para a disputa ao governo no ano que vem, a negociação com o PL e alguns possíveis candidatos. Duvida da candidatura de Cleitinho, diz que foi professor de Gabriel Azevedo e que Zema decidirá o nome do vice dele.
O jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto lança em parceria com Carlos Juliano Barros, o livro “O que os coaches não contam sobre o futuro do trabalho”, editado pela Alameda. Em conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, Sakamoto diz que o título é uma referência à desinformação, a trilha por onde se tenta reformar as relações do trabalho. E avalia que é um mundo onde é difícil saber quem é o patrão e a quem reclamar direitos. Onde é cultivada a ideia de que basta dedicação, acreditar em si mesmo, que o trabalhador será premiado. Sakamoto faz considerações sobre o crescimento do trabalho formal, que não garante qualidade, o que leva à informalidade. Diz que a experiência de organização que está ocorrendo com os entregadores é importante, mas por outro lado, é necessário o fortalecimento dos sindicatos, atingidos pela legislação de 2017. Menciona o desafio do governo em criar legislação que proteja o trabalhador de aplicativo e considera que o fim da escala 6x1 será uma agenda eleitoral em 2026, que exigirá muito debate.
O ministro Gilmar Mendes decidiu restringir à PGR a prerrogativa de pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O comando do Senado e a direita bolsonarista reagiram mal. O episódio ocorre enquanto o presidente Lula ganhava tempo para acalmar Davi Alcolumbre que é contra a indicação do advogado Jorge Messias para a vaga na Corte. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o jornalista e diretor do grupo In Press, Fábio Zambeli, explica que, com a decisão, o ministro Gilmar trouxe à baila a pretensão da extrema-direita de fazer número suficiente de senadores para aprovar impeachment de ministro do STF. Para Zambeli, é improvável que Gilmar tenha tomado essa decisão sozinho. Acha que os senadores estão fazendo marola, mas vão acabar aprovando o nome de Messias. Ele comenta também a discórdia pública entre Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente sobre apoio a Ciro Gomes. Diz que o episódio preocupa o PL, que considera a família Bolsonaro tóxica, e quer dar um passo adiante no jogo político-eleitoral. Por fim fala do cacife de Lula para vencer a eleição do próximo ano, levando em conta o controle da inflação de alimentos, a isenção do imposto de renda e a redistribuição da renda.
O presidente do MDB em Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Ao responder sobre compromisso eleitoral, Azevedo diz que até hoje teve compromisso com BH e a partir da campanha assumirá com todo o estado. Ele destaca desafios de mobilidade do trabalhador na região metropolitana e os de segurança pública para o enfrentamento de facções criminosas. Critica o governo Zema por ignorar tais questões e destinar 20 bilhões a incentivos fiscais. O pré-candidato comenta alguns de seus possíveis adversários em 2026 e diz que não quer brigar com outros políticos, mas resolver problemas. Pretende debater em alto nível com Mateus Simões, afirma que Rodrigo Pacheco não é candidato, que está aberto ao diálogo com o PT e que Cleitinho anunciará a pré-candidatura em breve. Faz críticas à retirada do referendo e à privatização da Copasa, ainda em andamento.
O segundo governo de Donald Trump é analisado no novo livro da socióloga Gisele Agnelli, intitulado “Autocracia made in USA”. Em entrevista ao Mundo Político, ela comenta a corrosão das instituições democráticas estadunidenses, com um legislativo inoperante e um judiciário conivente. A autora mora nos Estados Unidos e faz uma análise sobre a fraca reação da oposição, da sociedade e dos perigos que esse governo traz para as democracias mundiais.
Mundo Político recebe a historiadora Carla Teixeira, doutora pela UFMG e professora da Universidade Federal de Uberlândia, para analisar um acontecimento inédito na história republicana: a prisão de oficiais generais condenados por tramar um golpe de Estado. Coautora do livro "Ilegais e Imorais: autoritarismo, interferência política e corrupção dos militares na história do Brasil", Carla afirma que a decisão do STF representa um divisor de águas, já que, pela primeira vez, militares de alta patente foram julgados pela sociedade civil e iniciaram o cumprimento de pena em regime fechado. Ela destaca que, ao longo da história brasileira, muitas tentativas de golpe fracassaram, mas permaneceram sem punição, alimentando entre os militares a convicção de que a impunidade seguia em vigor. A pesquisadora chama atenção ainda para o caráter imoral do sistema de vantagens que permite que familiares de militares condenados por atentado à ordem democrática mantenham benefícios mesmo após a perda da patente e sugere caminhos para evitar novos ataques à democracia envolvendo membro das forças armadas.
O Mundo Político entrevista Alexandre Kalache, médico gerontólogo, especialista em saúde pública, referência global em envelhecimento e ex-diretor do Programa de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial de Saúde. Ele conversa com Marco Antonio Soalheiro sobre seu livro Revolução da Longevidade, em lançamento pela editora Vestígio. E elege como ponto de partida o fato de que em uma geração o porcentual de idosos aumentou de 10% para 20% do total da população brasileira e enfatiza que países desenvolvidos levaram até 8 gerações para passarem pelo mesmo processo. Kalache destaca que o Brasil tem um desafio imenso pela frente que é superar a própria expectativa de vida que vem aumentando ao longo das décadas e, acrescenta: é preciso cuidar de grande parte da população pobre que “ousou´ envelhecer. O médico diz que para cuidar da velhice é necessário um investimento a longo prazo do Estado em políticas públicas para todas as idades. Considera que o país precisa evoluir e os homens aprenderem a cuidar como as mulheres. Kalache lembra que um trunfo do Brasil é o SUS, como marco civilizatório de 1988.
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudança Climáticas de 2025, a COP30 levou milhares de especialistas para os debates que duraram 13 dias. Entre eles, o engenheiro florestal, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Fernando Henrique, José Carlos Carvalho que conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. José Carlos avalia o avanço na temática da adaptação e transição energética e pontua que o Brasil tem autoridade política e moral para liderar a transição. Chama atenção também para a criação do Fundo das Florestas Tropicais com um aporte de 25 bilhões de dólares. Por outro lado, diz, que não houve progresso no debate sobre a substituição da exploração de combustíveis fósseis e o desmatamento. O ex-ministro lembra que uma representação de 194 países sempre tem muita dificuldade de encontrar consenso unânime e o que se pode buscar é o consenso da maioria. E destaca que 75% da matriz energética dos países é o petróleo e o carvão, o que acirra o antagonismo entre os que dependem dos combustíveis fósseis e os que entendem que é preciso acabar com esse modelo.
O ministro Alexandre de Moraes declara que o processo de Jair Bolsonaro por golpe de Estado transitou em julgado. O que permite o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente. No mesmo dia, no Mundo Político, Marco Antonio Soalheiro conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo, sobre o livro que está lançando pela editora Autêntica, “A arquitetura da destruição: Um diário da era Bolsonaro, do palanque à condenação”. Bernardo cunha o título da obra de um declaração do próprio Jair Bolsonaro logo após o início do mandato. O presidente recém-empossado afirma “nós temos que desconstruir muitas coisas, desfazer para depois recomeçarmos”. Na entrevista, o jornalista cita algumas destas desconstruções como os desafios à Constituição, o fim do ministério da Cultura e destaca como ápice a pandemia. Diz que o ex-presidente, desde a carreira de deputado, sempre foi muito claro sobre suas posições. Também analisa o conjunto de fatores que o levaram ao comando do país, a entrega do orçamento ao Congresso, o golpe, a condenação e faz, por fim, uma leitura das possibilidades eleitorais de Lula e da direita em 2026.
Depois da Câmara dos Deputados aprovar o projeto Antifacção, é a vez do Senado começar a analisar a sexta versão da matéria. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o sociólogo, especialista em segurança pública e professor da PUC Minas, Luis Flávio Sapori, diz que o texto começou na Câmara muito ruim, melhorou sob pressão em vários aspectos e agora, esquerda e direita precisam se concentrar na qualidade técnica e, não em disputa política, para fazer ainda alguns ajustes e aprovar o PL no Senado. Ele diz que é hora de dar uma resposta de consenso para o problema da segurança pública, do crime organizado. Ao governador Romeu Zema, Sapori alerta que viaje menos e dê atenção às necessidades da segurança pública, porque o crime organizado (CV, PCC e TCP) está em diversas regiões do Estado e aos números de homicídios que só têm aumentado. Para o sociólogo, que já foi secretário de Defesa Social em Minas, o governo Zema vai deixar na área uma herança muito ruim para Minas.
O Mundo Político ouve por ocasião do dia da Consciência Negra, o diplomata de carreira e embaixador do Brasil na Bélgica, Silvio Albuquerque. Ele está no país para lançar o livro Cidadanias Perdidas - Dignidades Restauradas. A Marco Antonio Soalheiro, o embaixador conta como reuniu 25 histórias de pessoas que sofreram com o racismo e explica que a voz da vítima deve ser reconhecida pelo público, inclusive com suas experiências de superação. Sílvio Albuquerque afirma que houve muitos avanços quanto ao reconhecimento da desigualdade racial no país, mas o racismo, ao se transmutar, também está desavergonhado e não se esconde mais atrás da cordialidade. E se um negro ascende, ele passa a sofrer um tipo de racismo que provoca o medo da humilhação.
O projeto de lei que propõe a privatização da Copasa está em tramitação na Casa, após a retirada do referendo que permitiria ouvir a população sobre o assunto. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, a presidenta da Comissão de Educação e integrante do bloco de oposição Democracia e Luta, deputada Beatriz Cerqueira (PT), considera que uma privatização não oferece garantias, porque deixará de ser uma estatal que tem o dever de atender a população e passará a ser administrada para gerar lucros. E esse movimento não tem nada a ver com o Propag. Lembra que já está previsto, em estudo encomendado pela companhia, um aumento de 12% nas tarifas ao ser concretizada a venda. E afirma que não tem havido debate na Assembleia, à exceção de audiências públicas convocadas pela oposição. A deputada atribui o esforço do governo para vender a Copasa a um projeto de poder de Romeu Zema, um trunfo eleitoral que poderá oferecer ao mercado. E afirma que não há transparência nas ações de Zema e Mateus Simões, só há contradições e mentiras. A deputada ainda acredita que o governo Zema vai trabalhar para retirar o referendo e vender a Cemig. Ela ainda comentou os projetos do imóveis que o governo pretende federalizar, o PL da MGI e o recuo sobre a Codemig.
Com a PEC do referendo já aprovada e o PL da privatização da Copasa tramitando na Assembleia, a base do governo Zema trabalha para passar a matéria e a oposição promete obstruir nas Comissões e no Plenário. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, o deputado Zé Guilherme (PP), que preside a comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, por onde também passará o projeto, diz que a base deve reunir 52 votos para a aprovação do PL da Copasa. E argumenta que 90% dos prefeitos atendidos pela empresa não estão satisfeitos com os serviços. Ele afirma que a Assembleia já se posicionou sobre limites das tarifas e empregos. Explica que as tarifas são definidas hoje pela Arsae, a agência reguladora do Estado e defende que deva continuar assim. O deputado acredita que vai sair o acerto entre os governos sobre quais ativos ficarão com a União e o Propag deve ser aprovado até o final de dezembro. Destaca o Colégio Estadual Central como um dos imóveis que é cobiçado por instituições federais, mas defende que permaneça no Estado. Zé Guilherme ainda fala das movimentações eleitorais da direita para 2026. Diz que Cleitinho é o favorito ao governo segundo as pesquisas, mas acredita que Mateus Simões será forte ano que vem e deve aglutinar o campo político.
O grupo de cooperação é importante para a política externa brasileira. Nesse lugar de integrante do bloco, o país se tornou a maior voz do Sul Global e de seus interesses. A avaliação é da professora de Relações Internacionais da PUC Minas e pesquisadora do Grupo de Estudos sobre BRIS da USP, Luana Paris Bastos, que conversa no Mundo Político com Marco Antonio Soalheiro. Luana diz que a Cúpula de 2025 deu ao Brasil a oportunidade de oferecer pontes de cooperação na América Latina. Sobre a expansão recente do bloco, ela destaca que o grupo permite maior presença internacional, aumenta a relação com o G7 e dá relevância à discussão energética. Contudo, afirma, há divergências de agenda entre os integrantes. Mas considera que os países vão focar em pontos de interesse coincidentes. Luana Bastos comenta que a proposta do Brasil para o Fundo de Florestas deve ser bem acolhida por índia e China, que tem compromissos com iniciativas na área climática. Sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não havia expectativa de participação na COP30, apesar de ser o país que mais produz gases de efeito estufa.
Relatório recém-divulgado aponta a cor da pele como o fator mais determinante para mortes violentas praticadas pelas polícias em nove estados brasileiros. 86% dos mortos são negros. Os maiores números são da Bahia, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, a cientista social Silvia Ramos, diretora do Cesec- Centro de Estudos de Segurança e Cidadania e coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança, afirma que a incidência de negros na estatística tem a ver com a estratégia adotada na ação policial de invasão e cerco de favelas. A cientista social lembra que no caso da “emboscada” recente no Rio de Janeiro, as forças de segurança mataram 117 pessoas e há muito mais mortos do que presos na operação. E argumenta que esse episódio não altera em nada os grupos armados locais, que continuam oprimindo a população e recrutando mais adolescentes para substituir os mortos. Silvia diz que o combate ao tráfico só é eficaz se, em vez de atacar as franjas do crime o Estado mirasse o topo, os milionários. Ela defende um sistema único de segurança no país para que haja cooperação e responsabilização de todos. E ainda investigação, câmeras corporais obrigatórias e controle de corrupção nas polícias.























