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Mundo Político - TV Assembleia de Minas
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Mundo Político - TV Assembleia de Minas

Author: Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais

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Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia de Minas Gerais. O jornalista Marco Antonio Soalheiro conversa com quem sabe tudo sobre o assunto em Minas, no Brasil e no mundo.
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O Brasil registrou em média 15 episódios de estupro coletivo por dia nos últimos quatro anos. Casos de violência sexual, assassinatos de mulheres e a ideologia 'red pill' foram assunto no Mundo Político. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, o mestre e doutor em psicologia, João Holanda, comenta que há relação profunda entre estupro coletivo e a cultura 'red pill'. Ele explica que os homens que defendem ou aderem a esse pensamento na machosfera, acreditam que são excluídos, se sentem vítimas e subjulgados pelas mulheres. Diz que o movimento é uma reação, uma contrapartida ao feminismo e às conquistas de direitos da mulher. E, completa: jovens e adolescentes 'red pill' acreditam que se as mulheres estão ganhando, eles estão perdendo. O psicólogo avalia que o movimento machista nas redes como contraproposta às mulheres tem aderência importante da extrema direita pela via do autoritarismo. João Holanda ainda comenta a violência forjada no ambiente familiar, o papel da escola e do estado para uma mudança cultural.
O Tribunal Superior Eleitoral anunciou no mês de março as novas regras para as eleições gerais de outubro. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o coordenador da Abradep- Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, Kaleo Dornaika, explica que o TSE, além de justiça especializada, tem em todos os pleitos o papel de organizar o processo eleitoral e, a cada eleição, são necessárias adaptações e novas medidas. Ele diz que as IAs vem nesse pacote e avalia que elas podem ser muito benéficas para as campanhas, mas também usadas para o mal e alerta que ações criminosas vão ser alvo de multa e derrubada de propagandas. Kaleo detalha outros recursos que a Justiça Eleitoral pretende coibir como deepfakes, fakenews, impulsionamentos irregulares entre outros.
O livro que acaba de ser lançado em BH trata de preparação, estratégia e impacto dos debates políticos no Brasil. Reúne especialistas de diversas áreas, como jornalistas, consultores, advogados, cientistas políticos e marqueteiros. Assinam a  organização e a autoria, o estrategista em marketing político, Rodrigo Mendes e o cientista político e doutor em sociologia e ciência política, Leonardo Lamonier. Rodrigo conversou com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Disse que a obra é resultado de 30 anos de experiência nesta área e funciona como um manual para profissionais e candidatos, com relatos de figuras como Fernando Mitre, Mário Rosa e Paulo de Tarso Santos. O estrategista em marketing diz que os debates mudaram muito. Lembra como geram grande repercussão com os “cortes" dos candidatos, feitos especialmente para as redes.
Nas últimas semanas o noticiário foi alimentado com novidades do caso Master que avolumaram o escândalo. Em entrevista a Marco Antônio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político, professor da Uninter e pesquisador da Universidade Federal do Paraná, Luiz Domingos Costa, diz que a transferência da relatoria de Dias Toffoli para André Mendonça destravou informações e revelou contatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que envolvem altas autoridades de Brasília. Ele chama atenção para a possibilidade de abertura de uma CPI no Senado que investigaria políticos, lideranças políticas, servidores, magistrados e governadores. Domingo alerta para o risco da CPI não avançar porque o inquérito do caso ainda é incipiente. O cientista político fala ainda sobre eleições e comenta pesquisas, indicando que a polarização está mais “calcificada” do que nunca.
Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro no Mundo Político, o prefeito de Itabira e presidente da Amig Brasil, Marco Antônio Lage, diz que as mineradoras, que faturam bilhões por ano, devem hoje ao municípios 20 bilhões, porque calculam a menos a contribuição obrigatória. O prefeito lembra que municípios mineradores precisam de muitos recursos para recuperação ambiental, atenção social e diz que nesse tipo de exploração, a falta de investimentos mata os mais pobres. E argumenta, no momento em que as terras raras abundantes entram no radar da economia brasileira, mais que nunca é preciso uma reforma da política mineral brasileira e o fortalecimento da Agência Nacional Mineradora.
As chuvas recentes que atingiram a região provocaram 72 mortes e deixaram um rastro de destruição em diversas cidades. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o doutor em ecologia e diretor do Instituto Bem Viver, Thiago Metzker, aponta que um evento climático extremo provocou o desastre, porque tudo foi muito rápido e não houve tempo de preparar a população. Thiago alerta para a necessidade de o poder público buscar soluções que passem por planejamento, melhoria de comunicação e estrutura pública. Que um dos problemas afora a surpresa do clima, é a falta de investimento, como ocorreu em Minas Gerais nos últimos dois anos. E, argumenta, que o corte de verbas só é percebido depois que chega a tragédia. O doutor em ecologia sugere aos gestores públicos o caminho para as “cidades resilientes”. E explica a título de exemplo, que há diversas formas para a redução da velocidade das águas dos rios.
A guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã chega ao quarto dia com um rastro considerável de destruição e mortes, entre elas a do Aiatolá Ali khamenei, líder supremo iraniano. E sem indicativos claros de um desfecho a curto prazo. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político e internacionalista Oswaldo Dehon aponta a atual degradação do valor político e a desorganização internacional, como o ambiente propício para essa guerra. Dehon avalia que o crescimento do laços diplomáticos e econômicos da China moveram o presidente Donald Trump a querer recuperar o poder supremo dos Estados Unidos. O professor também comenta o fortalecimento do poder de Benjamim Netanyahu em Israel por conta das derrotas impostas ao Hamas e ao Hezbollah. E avalia que em ataques conjugados com os EUA, Israel pretendente estrategicamente neutralizar o Irã, que considera sua última ameaça na região.
O debate sobre limitação da remuneração dos agentes públicos existe há pelo menos seis décadas no Brasil. Agora o STF começa a analisar decisões de ministros sobre o assunto e deve julgar o caso até final de março. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político, pesquisador e professor da pós graduação da FGV EAESP, Rafael Viegas, diz que a questão é urgente e precisa ser enfrentada, que o Brasil gasta 93 bilhões com a elite ( integrada por poucas pessoas) do sistema de justiça, incluídos Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, das esferas federal, estadual ou distrital. Aponta que o CNJ e CNMP atuam de forma omissa porque se orientam por interesses corporativos. O professor argumenta que ninguém é a favor de que esses agentes públicos ganhem pouco, mas que não considera possível aceitar distorções e aberrações. Ele lembra que Minas, estado que enfrenta crise fiscal grave, já pagou em torno de 12 bilhões para o sistema de justiça. E acrescenta que o problema é generalizado nos estados e as decisões tomadas no STF, de suspensão dos penduricalhos, atinge todo país. Para Rafael Viegas, até agora o Congresso está omisso e os Estados também. O professor fala ainda da força do lobby e o que considera uma solução definitiva para o problema.
O livro em lançamento da editora Alameda “Capacidades Diplomáticas para o Século XXI” trata da necessidade de expansão das habilidades da diplomacia brasileira. Conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, a embaixadora do Brasil em Ruanda, Irene Vida Gala, que tem 41 anos de uma sólida carreira, lidera o sindicato dos diplomatas do Brasil e organizou a obra em parceira com o cientista político Dawisson Belém Lopes, da UFMG. Ela diz que no século XX, a diplomacia era de elite e agora se expande e interage em diversos ambientes para vários públicos. Lembra que o mundo tem outros desafios pautados pelas transformações nas relações internacionais e comerciais. Destaca a ocupação central do Brasil no cenário global e argumenta que os diplomatas têm como ampliar ainda mais essa participação sendo continuamente atualizados, para identificar oportunidades, atuando em 200 representações pelo mundo. Ela cita a importância dada hoje à África na política internacional brasileira e o número crescente de mulheres que entra na carreira.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinaliza que não abre mão de manter o protagonismo do Congresso sobre a PEC do fim da escala 6 x 1. Em ano eleitoral, a pauta ganhou destaque no Parlamento. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o deputado Reginaldo Lopes, do PT, vice-líder do governo no Congresso diz que a hora é essa de ajudar o trabalhador a ter melhor qualidade de vida, que a oferta justa é a jornada 5x2 de 40 horas semanais e acredita que a oposição vai apoiar. O deputado também considera possível convencer todos os setores da economia a aceitar a matéria. Afirma que o calendário da Câmara já está combinado para submeter a PEC à votação antes do 01 de maio, dia do Trabalhador. Reginaldo Lopes ainda comentou a PEC da segurança pública que contém, entre outros pontos, a proposta de redução da maioridade penal e o PL anti-facção.
Em mais um ano de eleições gerais, volta à pauta a questão fiscal do governo federal na mídia e no debate político. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o ex-deputado, economista e diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, Marcus Pestana, diz que o Brasil pode ser visto como um copo meio cheio ou meio vazio, porque desde 2014, houve melhorias na área social, novos marcos de investimentos e controle da inflação. Contudo, afirma Pestana, desde então, o país tem desafios fiscais, com déficit recorrente e dívida pública alta. Para o ex-deputado do PSDB, numa equação entre despesa e receita, só há a solução de cortar despesas ou aumentar receitas. O economista também considera que, apesar da relevância, o tema da economia será relegado a segundo plano na corrida eleitoral e substituído por assuntos marginais de forma superficial.
O inquérito do Banco Master ganhou novos contornos com a saída do ministro do STF, Dias Toffoli, que atuava como relator. Assumiu o ministro André Mendonça que orientou novos rumos à investigação e à quebra de sigilo. O caso Master abalou Brasília, o sistema financeiro, instituições e lideranças políticas com um escândalo que traz novidades a cada dia. E hoje é o assunto do Mundo Político. Marco Antonio Soalheiro entrevista o cientista político Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics. Creomar diz não ser possível medir as consequências políticas e institucionais, mas acredita que há um freio em curso no Congresso, para que as investigações não afetem o jogo eleitoral 2026.
A diminuição da jornada de trabalho promete movimentar as discussões no Congresso pós-carnaval. O professor de direito da USP, Jorge Souto Maior, falou ao Mundo Político sobre os impactos da aprovação da medida e a necessidade de atender às demandas crescentes dos trabalhadores por melhores condições. Ele aponta que não é apenas a redução da jornada que deve ser discutida mas melhorias na segurança, saúde e salários para o trabalhador. O professor fala também sobre o trabalho por aplicativos que, para ele, já se configura como uma relação empregatícia e portanto deve ser regido por leis trabalhistas já existentes e critica a visão de juristas sobre o assunto.
Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que várias decisões judiciais sobre casos de LGBTfobia ignoram orientação do STF de considerar crime esse tipo de prática. De acordo com a pesquisadora Lígia Cerqueira da FGV Direito, entrevistada do Mundo Político, não existe padronização das decisões judiciais sobre o tema, que pode ser fruto do conservadorismo ou de falta de familiaridade com a orientação do Supremo, por parte dos magistrados. No programa, ela ainda aponta consequências para esse quadro e alguns desafios para alterá-lo.
As indefinições das candidaturas nas próximas eleições estão marcando o início do ano eleitoral no Estado. Para o convidado do Mundo Político, o jornalista do portal “O Fator”, Guilherme Peixoto, União Brasil é a palavra-chave para as eleições em Minas neste momento. Dependendo das filiações ao partido, vários cenários podem ser montados, como a candidatura dos senadores Rodrigo Pacheco e Cleitinho Azevedo ao governo do Estado. O jornalista fala também sobre as indefinições das legendas ao Senado, com vários nomes em discussão. Na Assembleia, projetos relativos ao Propag que ainda estão pendentes na casa devem dominar a pauta. Peixoto também analisa os impactos e os possíveis nomes que podem ser indicados pela casa ao Tribunal de Contas do Estado.
O Mundo Político debate as movimentações globais do início do ano, como os acordos de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e as ações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre elas, as intervenções na Venezuela e as ameaças de anexação da Groenlândia. Para falar sobre a cena política internacional, o programa recebe a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Tatiana Vargas-Maia. Ela comenta a política de poder usada como estratégia pelos Estados Unidos, a mudança de comportamento do país e ainda a perseguição interna aos imigrantes e à imprensa.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite, conversou com o jornalista Marco Soalheiro sobre o papel do Legislativo mineiro na aprovação dos projetos do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O presidente destacou como o Parlamento aprimorou as proposições. Um exemplo foi a exclusão de imóveis da lista para a venda ou federalização e a retirada da Cemig do projeto que exclui a necessidade de referendo para desestatização. Ele falou ainda sobre as eleições de 2026.
Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, o professor e cientista político Leonardo Avritzer fala sobre seu novo livro “O golpe bateu na trave - democracia, ordem e desordem no Brasil", em lançamento pela editora Autêntica. Avritzer diz que 2022 não foi um ato isolado, mas um processo de lenta erosão democrática. Ele cita as manifestações de 2013 e 2014, o impeachment, a operação Lava Jato e a eleição de 2018. Avritzer fala que a crise muda de patamar, porque Jair Bolsonaro assume a presidência e comanda o país com pensamento autocrático; não reconhece o golpe de 1964 e a ditadura. Para o cientista político, 2020 a 2022 foi uma “quartelada”. Avritzer fez também uma leitura de reações rápidas e articuladas à tentativa de golpe da oposição e uma reflexão sobre o histórico de impunidade aos diversos golpes que o país sofreu. Afirma que a democracia brasileira ainda está em disputa e que hoje temos três poderes fortes em desequilíbrio.
O Mundo Político entrevista o cientista político e professor da UFMG Paulo Diniz para analisar os principais destaques da política mineira em 2025. Na conversa com Marco Antonio Soalheiro, Diniz pondera que o discurso de privatização já acompanha o governador Romeu Zema desde a campanha de 2018, sendo o Propag apenas uma nova embalagem para essa agenda. O cientista político destaca ainda que o debate sobre a privatização da Copasa exige participação ativa dos municípios, responsáveis diretos pelos serviços de água e esgoto, e considera fundamental o envolvimento da Associação Mineira de Municípios (AMM), embora avalie que a entidade entrou tardiamente na discussão. No campo eleitoral, Diniz afirma que Zema aposta na disputa presidencial sem grandes perspectivas, repetindo a estratégia que o levou ao governo mineiro em seu primeiro mandato. Ao analisar o cenário nacional, chama atenção para as disputas internas nos partidos pelas vagas ao Senado.
O ano começou ruim para o governo Lula. Foi a crise do IOF, informações falsa sobre taxação do pix e popularidade baixa. Mas, ao longo de 2025, a imagem do governo melhorou devido às negociações contra o tarifaço de Trump e a condenação de Bolsonaro pelo STF. A cientista política e professora da UNIRIO, Marcia Dias, fez um balanço da política nacional no ano, em entrevista ao programa Mundo Político. Ela analisou a ação da oposição no congresso e o capital político da família Bolsonaro. A cientista falou ainda sobre o cenário das eleições em 2026.
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