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A História repete-se
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A História repete-se

Author: Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho

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Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

186 Episodes
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Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as rainhas “espanholas” de Portugal, isto é, as mulheres de Filipe III de Espanha (II de Portugal) e de Filipe IV de Espanha (III de Portugal). Estas foram as duas rainhas portuguesas da dinastia de Habsburgo (isto porque Filipe II já era viúvo, pela quarta vez, quando foi jurado rei de Portugal nas Cortes de Tomar de abril de 1581). Margarida de Áustria, mulher de Filipe III, pertencia ao ramo imperial dos Habsburgo (Sacro Império) e nunca esteve em Portugal. Enquanto rainha, viveu longe dos olhares públicos e constantemente vigiada por figuras próximas do duque de Lerma, o “valido” de Filipe III. Morreu nova, com 26 anos, na sequência de complicações do parto do seu oitavo filho. Já Isabel de Bourbon, que era filha do rei de França Henrique IV e da rainha Maria de Médicis, esteve uma única vez em Portugal (1619). Foi um dos polos de oposição ao conde-duque de Olivares, o “valido” de Filipe IV. A partir de 1635, acompanhou o início da guerra entre Espanha, estado de que era Rainha, e França, onde nascera e reinava o seu irmão Luís XIII. Tendo contribuído para o afastamento do conde-duque de Olivares, foi regente de Espanha em 1642-43, quando Filipe IV estava em Aragão para tentar controlar a rebelião da Catalunha. Isabel de Bourbon morreu no ano seguinte (1644), já depois da restauração da independência de Portugal, mas muito antes que Espanha e França tivessem assinado a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio de A História Repete-se, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Margarida Cunha Belém, artista plástica e coautora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa-Cardozo para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do século XX.  O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese. Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Reino do Congo, estrutura política que terá sido fundada em finais do século XIV e cujos reis (manicongos) se converteram ao cristianismo em finais do século XV, por influência do rei de Portugal D. João II. No princípio do século XVI, o rei do Congo tinha o muito português nome de D. Afonso I, era cristão, e um dos seus filhos, D. Henrique, foi nomeado pelo papa Leão X para bispo e vigário apostólico do Congo. Contudo, esta boa relação inicial entre o Congo e Portugal começou a deteriorar-se nas décadas seguintes e acabou por terminar em finais do século XVII. Como foram os primeiros contactos entre o Reino do Congo e os portugueses? Quais os principais objectivos desta relação? Qual a História do Reino do Congo e quais as principais características culturais deste estado? Por fim, quais os motivos para o afastamento entre Portugal e Congo, isto depois de um início tão promissor?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nascida e criada no Douro, Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, é, ainda hoje, uma lenda em terras durienses. E não só pela sua fortuna colossal, pelos seus vinhos de exceção ou pela forma como geriu as suas inúmeras quintas mas também pela sua ação benemérita. Já viúva do seu primeiro casamento, a Ferreirinha fugiria para Londres com a filha para escapar à cobiça do então homem mais poderoso de Portugal, o Duque de Saldanha. Este tentaria raptar-lhe a filha, de 11 anos, para casa-la com o seu filho. As duas só regressariam após a queda do governo de Saldanha. Durante a sua vida, o Douro atravessaria várias crises. D. Antónia enfrentou-as todas com determinação acabando por sair delas sempre mais reforçada. Quando morreu, aos 81 anos era a maior e a mais próspera proprietária do Douro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo M. Morais, biógrafo de Egas Moniz, para conversarem sobre a vida surpreendente deste médico, político e escritor, que foi o primeiro português laureado com o prémio  Nobel (1949). Quais as origens de Egas Moniz e de que forma influenciaram a sua vida? Como foi o seu acidentado percurso político? E por que motivos começou a focar-se sobretudo na investigação, numa altura em que já tinha passado dos 50 anos? Ainda, que descobertas científicas lhe valeram o prémio Nobel? Por fim, qual a sua relação com o Estado Novo e como foi que Salazar reagiu à atribuição do Nobel?, 16:59See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Carol II, rei da Roménia entre 1930 e 1940, que morreu no exílio no Estoril, Portugal, em 1953. Qual o contexto político, económico e social da Roménia nas décadas de 1920 e 1930? Que motivo obrigou Carol, enquanto príncipe herdeiro, a abdicar do seu direito ao trono romeno? E como foi que, de forma arrojada, ele regressou à Roménia em 1930 para tornar-se rei? Quem foi a mulher que, contra tudo e todos, esteve sempre a seu lado? Por fim, o que levou à sua abdicação, como foi o seu exílio e qual o destino do seu diário?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 1940 a França rendia-se à Alemanha nazi e chegavam às fronteiras portuguesas milhares de refugiados. Quem eram os que chegavam e como lidaram os portugueses, habituados a uma vida pacata e provinciana, com as “modernices” trazidas pelos estrangeiros? Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho vão conversar sobre a neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial e de como Lisboa se tornou, por breves anos, uma das cidades mais importantes da Europa onde afluíam, reis sem trono, governos e diplomatas no exílio, intelectuais, pintores, banqueiros, artistas de cinema e… espiões. Nesta conversa, falar-se-á ainda da Exposição do Mundo Português, inaugurada um dia após a queda da França, de Aristides de Sousa Mendes, de histórias de pessoas comuns que por aqui passaram no seu caminho para a Liberdade e de Vilar Formoso, Fronteira da Paz, um museu dedicado a toda esta temática.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o advogado Francisco Teixeira da Mota, autor de “Henrique Galvão, um herói português”, para falar precisamente sobre esta personagem que, a 21 de janeiro de 1961, tomou o navio “Santa Maria”, com o objectivo de chamar a atenção da opinião pública internacional para a situação política portuguesa. Quem foi Henrique Galvão e como foi que passou de colaborador e apoiante do Estado Novo a seu opositor? Quais as suas ideias políticas e como foi que se relacionou com outras figuras da oposição, como o general Humberto Delgado? Por fim, quais os objectivos do assalto ao “Santa Maria”, como foi executado, e quais os resultados desta ação?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista João Reis Alves, autor do livro “A segunda volta, 1986: as eleições que mudaram o país” para conversar sobre as históricas eleições presidenciais de 1986. Qual era o contexto político, económico e social português nas vésperas destas eleições? Que apoios tiveram os quatro principais candidatos à primeira volta - Mário Soares, Freitas do Amaral, Salgado Zenha, e Maria de Lurdes Pintassilgo? Como decorreu a campanha eleitoral e como foram os debates? E como foi a segunda volta, que opôs Mário Soares a Freitas do Amaral? Por fim, qual o balanço destas presidenciais, quem foram os vencedores e quem foram os derrotados?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Teresa Afonso, a condessa D.Teresa, que foi mãe de D. Afonso Henriques e governou o condado Portucalense durante cerca de 32 anos, primeiro junto com seu marido, o conde D. Henrique, e entre 1112 e 1128 a título individual. Qual o percurso de D. Teresa como condessa portucalense? Quais os seus objectivos? Quem foram os seus aliados e os seus inimigos? E o que a levou a assinar como “rainha” a partir de 1117? Por fim, porque e quando falhou o seu projecto político?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio especial, o último de 2025, Henrique Monteiro despede-se da coautoria de “A História repete-se” e “passa o testemunho” à historiadora Margarida de Magalhães Ramalho. Os dois, mais Lourenço Pereira Coutinho, conversam sobre História sem roteiro prévio, porque também “são assim as boas conversas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Maria João Burnay, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda, para conversar sobre a vida da família real nesta sua residência, sobretudo durante o seu período áureo, no tempo dos reis D. Luís I e D. Maria Pia.Em que locais residiu a família real portuguesa  entre o terramoto de 1755 e a proclamação da República em 1910? Como era o seu quotidiano nas últimas décadas do século XIX?  E o que não podia faltar à mesa real? Por fim, qual o contributo da rainha D. Maria Pia para o património e decoração do Palácio da Ajuda?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os “Vencidos da Vida”, grupo informal “jantante”, nas palavras de Eça de Queiroz, que entre 1887 e 1894 reuniu algumas das figuras mais conhecidas do meio intelectual, social e político português, como o próprio Eça de Queiroz, Oliveira Martins, ou Ramalho Ortigão. Quem eram os “Vencidos da Vida”, o que os unia e qual o seu percurso? Qual o objectivo das suas reuniões e como eram publicitadas? Por fim, qual o impacto real e simbólico dos “Vencidos da Vida” na sociedade portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Qual o enquadramento de Portugal no pós II Guerra mundial? Qual a posição de Salazar sobre a entrada de Portugal na ONU? Porque motivos Portugal apresentou pela primeira vez o pedido de admissão em 1946 e este só se concretizou em 1955? Por fim, quais os desafios, quem foram os aliados e quem foram os opositores na ONU do regime ditatorial português nos tempos seguintes à admissão?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general João Vieira Borges, antigo comandante da Academia Militar, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e biógrafo de Sá da Bandeira, para conversar sobre esta figura histórica, um político e militar liberal e progressista que se bateu pelo fomento do ensino e pela abolição do tráfico de escravos e da própria escravatura. Quem foi Bernardo de Sá Nogueira, um militar que assentou praça com 14 anos, foi dado como morto no campo de batalha em 1814 e, mais tarde, perdeu um braço durante a guerra civil? Quais foram as suas causas e qual o seu posicionamento na complexa política da época? Em que contextos foi por várias vezes ministro e, também, por cinco vezes presidente do Ministério? Por fim, qual o seu contributo para a abolição do tráfico de escravos e para a definitiva abolição da escravatura no território português?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os últimos anos do franquismo e o início do complexo processo da “transição” em Espanha. Esta fase histórica arrancou após a proclamação de Juan Carlos I como rei de Espanha, o que aconteceu a 22 de novembro de 1975, passam por estes dias 50 anos. Como era Espanha em novembro de 1975? Como foi que o príncipe Juan Carlos de Borbon sucedeu ao ditador Francisco Franco? Quem apoiou e quem se opôs à “transição”? Por fim, quem foram os seus protagonistas e como foi que transformaram pela via reformista uma ditadura numa democracia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a jornalista e editora Marta Martins Silva, autora de “Retornados” e “África para sempre minha”, para conversar sobre o fenómeno dos “retornados” e sobre as histórias de alguns dos mais de 500 mil portugueses que, há 50 anos, tiveram de partir de Angola e Moçambique. Será o termo “retornado” adequado para qualificar estas pessoas? E em que contextos partiram? Tinham opiniões políticas semelhantes? O que deixaram em África, como foram acolhidos e se integraram em Portugal, e como refizeram as suas vidas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Filipe Garcia, autor do livro “Breve História do 25 de novembro” para conversar sobre esta data histórica, que ainda tem muito por perceber. Será que o 25 de novembro foi uma tentativa de golpe de Estado ou, antes, uma espécie de pronunciamento militar? Qual o papel do Presidente da República, general Costa Gomes? E de Otelo Saraiva de Carvalho e do PCP? Por sua vez, quem eram os militares “moderados”, comandados operacionalmente pelo então tenente-coronel Ramalho Eanes, e quem os apoiava? Por fim, será que Portugal esteve então à beira de uma guerra civil?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador de arte António Filipe Pimentel, antigo diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e atual diretor do Museu Calouste Gulbenkian, para conversar sobre Domingos Sequeira, um artista excepcional que viveu na transição do antigo regime para o liberalismo, pintou reis, revolucionários e anónimos, e experimentou a clausura, a prisão e o exílio. Qual o percurso de Domingos Sequeira e quem foram os seus mecenas? Como foi que se relacionou com o poder numa época de transformação política? E qual o seu papel e legado na História da arte portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os dois governos liderados por Francisco Pinto Balsemão, que decorreram entre janeiro de 1981 e junho de 1983. Como foi que Pinto Balsemão ascendeu a primeiro-ministro, no contexto dramático posterior à tragédia de Camarate, que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro e o ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa? Quais os principais objectivos dos governos de Pinto Balsemão? Quem foram os seus principais opositores internos e externos e como se manifestaram? Quais os sucessos e fracassos destes governos? Por fim, quais as causas próximas do fim do governo Balsemão e da coligação AD, e qual o balanço deste tempo histórico?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Comments (9)

Tony Alves

Muito obrigado por terem trazido uma convidada e só a terem deixado falar 5 minutos num episódio de 1 hora.

Nov 24th
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Pedro Pinto

podcast fraco. Comentam como se estivessem num café. O Henrique Monteiro come sílabas e é demasiado informal. O do observador "e o resto é História" é muito mais profissional e bem preparado.

Feb 24th
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Tony Alves

Episódio muito tendencioso. Mais vale evitar

Jan 2nd
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Francisco Sarmento

Cumprimento os autores do programa, que acho interessante. Estou satisfeito com o conteúdo mas não com a forma. Desagrada-me que usem "ca" em vez de "que a", "pa" em vez de "para", "tamãe" em vez de "também", "memo" em vez de "mesmo", "pá" em vez de "para" e similares. Estes são alguns dos maus exemplos que ouvi neste episódio.

Apr 7th
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Jorge Carvalho

Episódio especialmente interessante...bom trabalho aos intervenientes!

Feb 6th
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Tony Alves

Episódio a evitar!

Dec 20th
Reply (2)

Tony Alves

Será possível haver um episódio em que não estão constantemente a acabar as frases um do outro? Será possível deixarem um acabar um raciocínio sem o outro querer mostrar que é esperto e também sabe o que o outro vai dizer? Trouxeram uma convidada que mal teve oportunidade de falar. Vão ouvir o "falando de história" e aprendam a fazer um podcast sem estarem a falar um por cima do outro. Juro que tento gostar do vosso trabalho mas fds, que amadorismo.

Oct 25th
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