Discover
Vozes da Vez
Vozes da Vez
Author: Novabrasil
Subscribed: 21Played: 255Subscribe
Share
© Copyright Novabrasil
Description
VOZES DA VEZ é o programa da Novabrasil que celebra as novidades da cultura brasileira.
É um talk-rádio-show que mistura entrevistas intimistas e divertidas com a música feita hoje no Brasil.
O programa navega pela pluralidade e diversidade da cultura brasileira, com convidados semanais que transitam pela música e pelas artes em geral.
No comando do microfone, a apresentadora, jornalista, radialista e curadora musical Fabiane Pereira.
É um talk-rádio-show que mistura entrevistas intimistas e divertidas com a música feita hoje no Brasil.
O programa navega pela pluralidade e diversidade da cultura brasileira, com convidados semanais que transitam pela música e pelas artes em geral.
No comando do microfone, a apresentadora, jornalista, radialista e curadora musical Fabiane Pereira.
134 Episodes
Reverse
Encerrando a temporada 2025 do Vozes da Vez, um artista que atravessa gerações sem jamais perder a própria essência. Supla é desses fenômenos raros da música brasileira: múltiplo, imprevisível, absolutamente autêntico. Desde os anos 80, quando surgiu embalado pelo punk, pelo rock e por uma vontade quase indomável de criar seu próprio caminho, ele nunca se deixou enquadrar. Seguiu sempre do seu jeito — sem medo do exagero, sem medo da ternura, sem medo de ser exatamente quem é. Filho de duas figuras públicas muito conhecidas, Supla poderia ter escolhido muitos caminhos. Mas escolheu o do palco, o da canção, o da arte que pulsa. E é nessa trilha que ele construiu uma carreira de mais de quatro décadas, unindo rebeldia e romantismo, humor e crítica, atitude e vulnerabilidade — uma combinação que só ele sabe equilibrar. Com vocês, Supla — o único, o inconfundível, o absolutamente autêntico.
Ele é um dos artistas mais inventivos, corajosos e deliciosamente irreverentes da nova música nordestina: Getúlio Abelha. Cantor, compositor e performer, ele reinventa o forró e o brega com uma assinatura muito própria, uma mistura vibrante de humor, crítica, afeto e teatralidade. Sua música tem cor, ritmo, alegria...mas também tem profundidade. Ele fala da vida real com poesia, fala do corpo com liberdade e fala da nossa cultura com um orgulho que contagia. O mais bonito em Getúlio é que ele cria mundos. Mundos onde a gente pode ser exagerado, sensível, forte, frágil — tudo ao mesmo tempo. Mundos onde o Nordeste é potência estética, é vanguarda, é brilho, é futuro.
Ela é uma das artistas que redefiniu a música brasileira do século XXI. Céu é cantora, compositora, alquimista de timbres e atmosferas e está celebrando 20 anos do seu disco de estreia, aquele álbum homônimo que chegou em 2005 e mudou completamente a paisagem sonora do que convencionou-se chamar de Nova MPB. Foi ali que ela apresentou ao mundo sua mistura tão própria de samba, dub, soul, beats eletrônicos e poesia urbana. Foi ali que ‘Lenda’, ‘Malemolência’, ‘Ave Cruz’ e tantas outras faixas mostraram que uma nova estética estava nascendo. O disco atravessou fronteiras, ganhou o mundo e abriu caminho para uma carreira de oito álbuns, infinitas parcerias e um público fiel que cresce a cada ano. Duas décadas depois, Céu revisita essa obra em uma turnê comemorativa, mas também revisita a si mesma.
Hoje temos a alegria de compartilhar um momento especial porque não é todo dia que a gente apresenta ao Brasil o novo trabalho de um artista que a gente admira há anos. Lenine está de volta com um disco inteiramente inédito — o primeiro álbum autoral com repertório 100% novo em dez anos. Há algo de especial nesse retorno porque a gente sabe o peso simbólico desses últimos dez anos. Tanta coisa aconteceu, né?O Vozes da Vez desta semana é um faixa a faixa radiofônico... Coisa inédita por aqui. Pra você que está me ouvindo agora, se acomode, respire fundo e abra o coração. Porque o que chega aqui hoje não é só um novo disco… é uma nova travessia. É Lenine oferecendo ao mundo, mais uma vez, a imensidão que cabe na música que ele faz.
O Vozes da Vez abre espaço para uma artista que carrega no corpo, na voz e na palavra a força de muitas histórias. Uma mulher que canta o mar, o amor, a dor, o desejo, a ancestralidade — e transforma tudo isso em música que atravessa a gente por dentro. É uma alegria enorme receber Luedji Luna, uma das vozes mais potentes e inventivas da música brasileira contemporânea. Luedji acaba de viver um dos momentos mais lindos da sua trajetória: foi premiada no Grammy Latino 2025, um reconhecimento internacional que confirma o que o Brasil já sabia — ela é uma das grandes compositoras do seu tempo. Para além do troféu, esse prêmio celebra sua coragem artística, sua profundidade emocional e sua capacidade de traduzir, com doçura os caminhos de uma mulher negra que ousa amar, sonhar, existir.
O Vozes da Vez desta semana celebra a genialidade de Hermeto Pascoal, o “bruxo do som”, em um projeto conduzido por Tiago Gomes e Lucas Silveira — uma dupla que transforma reverência em invenção. Com mais de 10 mil composições, três Grammys Latinos e uma trajetória que ecoa pelos maiores palcos do mundo, Hermeto é um dos nomes mais grandiosos da música brasileira. O novo projeto, contemplado pelo Edital Natura Musical, presta uma homenagem à sua obra e ao seu espírito criador, com a gravação da icônica “Sinfonia em Quadrinhos” — uma das peças mais inventivas do mestre — em parceria com a Orquestra Jovem Tom Jobim. Sob o olhar atento de Tiago e Lucas, o universo de Hermeto Pascoal ganha novas camadas, reafirmando que sua música é, antes de tudo, vida em estado de criação.
Ele tem uma rara habilidade de olhar para o Brasil com profundidade — e ainda traduzir esse país complexo com bom humor, clareza e delicadeza.Michel Alcoforado é antropólogo, pesquisador de comportamento, doutor em Antropologia Social e um dos pensadores mais atentos às transformações do cotidiano brasileiro. Ele já passou pela academia, pela consultoria, pelo rádio, pelas plataformas digitais — sempre trazendo uma escuta sensível para aquilo que a gente vive, deseja, consome e sonha. Com seu livro mais recente, o já best seller, “Coisa de Rico”, Michel mergulha no mundo das elites brasileiras para revelar um fenômeno muito curioso: por aqui, quase ninguém se diz rico. Nesta conversa franca, Michel fala sobretudo sobre as desigualdades sociais do nosso país.
O Vozes desta semana é dedicado a uma artista que parece feita de música, poesia e imaginação. Uma mulher que transforma o dia a dia em melodia e que, com sua voz delicada e firme, construiu uma das trajetórias mais bonitas da nossa canção: Adriana Calcanhotto. Uma artista rara que habita muitos mundos: o da canção sofisticada, o da poesia que se canta, o da palavra que se reinventa e o das músicas como brincadeiras de crianças, como nos ensina a Partimpim. Aliás, Partimpim é mais do que discos: é um convite para todos nós reaprendermos a brincar, a ouvir e a imaginar. Calcanhotto é a prova irrefutável de que a música brasileira continua sendo um território de encantamento.
O Vozes da Vez abre espaço para um artista que representa a novíssima geração da música brasileira com sensibilidade, coragem e identidade. Diretamente de Recife, ele vem construindo uma trajetória que une talento, inquietude e experimentação. Cantor, compositor, produtor e ator, Fitti é um artista de múltiplas camadas que está embarcando no lançamento de “Transespacial”, seu primeiro disco solo.
Hélio Flanders é cantor, compositor, instrumentista e integrante fundador da banda Vanguart, uma das mais importantes da cena independente contemporânea. Desde que a banda surgiu, no início dos anos 2000, Hélio vem desenhando uma discografia que é puro afeto, atravessada por folk, rock, MPB e uma emoção que nunca se repete. Sua voz — doce e melancólica — tem o poder de transformar silêncios em canções, e suas letras revelam o olhar de um cronista apaixonado pela vida, mesmo quando fala das dores e das distâncias. Além da carreira com a banda, Hélio também se aventura em projetos solos que ampliam ainda mais seu universo artístico.
Sérgio Britto é cantor, compositor, instrumentista e integrante fundador de uma das bandas mais importantes da nossa história: os Titãs. Sérgio, ao longo das últimas décadas, construiu também uma carreira solo admirável, marcada por elegância, inquietação artística e uma profunda conexão com a canção brasileira. Compositor de sucessos que atravessam gerações e intérprete de uma sensibilidade rara, o músico segue se reinventando nos palcos do rock, em projetos autorais que dialogam com a MPB, a bossa nova e o pop contemporâneo. Um artista que prova, a cada novo trabalho, que a música é um território infinito para quem tem curiosidade, talento e coragem de experimentar. Fora tudo isso, ele ainda é um cara massa. Vale a audição.
Fred Coelho é pesquisador, professor e escritor. Ele acaba de lançar pela Editora Cobogó o livro “Infraturas: Cultura e Contracultura no Brasil” que reúne 15 ensaios que conduzem o leitor pela história da arte, da música e da literatura brasileira desde o modernismo. Nesta conversa, Fred e Fabiane falam também sobre os grandes nomes da música brasileira (Chico, Gil e Caetano) e como eles se tornaram fundamentais no debate público através de suas atuações para além da música. O aspecto estrutural que fez da nossa música um instrumento de educação social também é abordado. Quer entender como a música brasileira ganhou o status que tem mundo afora? Ouça essa conversa.
Fernanda Takai é cantora, compositora e foi uma das curadoras do edital Natura Musical 2026/2027. Fernanda conquistou o Brasil com sua voz doce, sua delicadeza e sua elegância. Nesta conversa, ela fala exclusivamente da sua experiencia como curadora deste edital que é um dos mais importantes do segmento musical. Takai se destaca há décadas à frente da banda Pato Fu, uma das mais inventivas da cena musical. Ao longo dos anos, ela construiu uma sólida carreira solo que reafirma sua versatilidade e sua sensibilidade. Este ano, a artista ampliou ainda mais seu papel na música ao ajudar a escolher e impulsionar novos talentos e projetos que representam a diversidade e a força da nossa cultura. Mais do que intérprete, ela é uma defensora da música como espaço de encontro, memória e futuro.
Josyara é cantora, compositora e instrumentista. Dona de uma voz marcante e de um violão cheio de personalidade, ela mistura em sua obra referências da tradição nordestina com a delicadeza da canção contemporânea. Com discos elogiados como Mansa Fúria, ÀdeusdarÁ e o mais recente, Avia, Josy tem se firmado como uma das vozes mais originais de sua geração, defendendo letras de identidade, afeto e pertencimento, sempre com força poética e autenticidade.
Leoni é cantor, compositor e uma das vozes mais marcantes do pop brasileiro desde os anos 80. Iniciou sua trajetória no Kid Abelha, fundou os Heróis da Resistência e, em carreira solo, construiu uma obra autoral sólida, com músicas que se tornaram clássicos como Garotos II, Só Pro Meu Prazer e parcerias com nomes como Cazuza e Herbert Vianna. Leoni é um cronista afetivo do cotidiano, capaz de transformar sentimentos em canções que atravessam gerações. Nesta longa conversa, ele fala sobre sucesso, relembra momentos inesquecíveis de sua trajetória, critica a imposição do mercado em relação a produção de conteúdo para agradar os algoritmos e ainda nos comove com sua sinceridade visceral.
O convidado do Vozes da Vez desta semana é daqueles artistas que a gente apresenta com um sorriso no rosto. Seu currículo fala por si: cantor, compositor, rapper, integrante fundador do Planet Hemp e criador de pontes entre rap, dub, reggae, funk, rock e afrobeat. Formado no calor da cena carioca, BNegão conversou com a jornalista Fabiane Pereira sobre sua trajetória e sobre o lançamento do seu disco solo “Metamorfoses, Riddims e Afins”, um trabalho que confirma sua vocação para juntar pista de dança e pensamento crítico, tradição afro-diaspórica e texturas eletrônicas.
Tássia Reis é cantora, compositora e instrumentista e no Vozes da Vez desta semana, ela reflete sobre seu álbum mais recente “Topo da Minha Cabeça” — o quinto da sua carreira. Desde os EPs iniciais e o aclamado Próspera (2019), Tássia segue se reinventando, agora propondo um trabalho poderoso, plural e profundamente pessoal. Em Topo da Minha Cabeça, ela promove um reencontro consigo mesma através de uma jornada sonora que costura gêneros como soul, samba, rap, drill, funk, R&B e jazz, tudo sob um olhar afrofuturista que exalta ancestralidade e inovação. Nesta conversa, Tássia compartilhou ainda os elementos afetivos que permeiam sua obra — desde referências atemporais como Erykah Badu até o entrelaçamento de sua escrita com a ancestralidade negra. Ela falou também sobre o processo de autoconhecimento e cuidado consigo mesma que embasa o projeto — um respiro artístico e um convite à escuta mais consciente.
Ana Paula Araújo é jornalista e apresentadora do telejornal “Bom Dia Brasil”. Ela é autora do livro ‘Abuso: a cultura do estupro no Brasil’ e também do recém-lançado ‘Agressão - a escalada da violência doméstica no Brasil’. E é sobre este último livro que esta conversa se debruça. Ana fala sobre a importância da lei Maria da Penha, explica por que o silêncio é conivente com o aumento da violência contra as mulheres, comenta casos midiáticos de feminício e detalha como a violência doméstica atinge mulheres de todas as classes sociais, raças e regiões no Brasil. Uma conversa dura mas urgente.
Roberta Martinelli é radialista, apresentadora e pesquisadora musical. Ela acaba de lançar o livro “Letrux: Em noite de climão” pela coleção “O Livro do Disco”, da Editora Cobogó. No livro, Roberta mergulha no álbum que foi ponto de virada na trajetória da artista carioca e se tornou tão referencial na cena alternativa nacional que, em apenas oito anos, o disco já se tornou tema de livro. Nesta conversa que traz a participação de Letícia Novaes – ou Letrux, como preferir -, Roberta conta seus processos de escrita e tudo mais que descobriu ao escrever o livro. Uma conversa bonita, elegante e sincera.
Cícero é cantor e compositor carioca. Nesta conversa bonita e sincera, o artista fala sobre os lutos que viveu nos últimos cinco anos. Fragmentado. Assim ficou Cícero no pós pandemia. “Passei minha vida registrando tudo em álbuns”. E em “Uma onda em pedaços” há muitos registros da vida do músico de 39 anos. “Comecei a cantar porque escrevia, mas agora me sinto confortável nas duas coisas”. Um papo sobre finais e recomeços, sobre sonoridades, processos, amizade e sua própria discografia.























