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Renascença - Renascença Reportagem

Author: Renascença

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O espaço de reportagem da Renascença. Segunda às 23h20
144 Episodes
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Todos os dias às cinco da manhã, Luísa enfrenta o frio e entra num autocarro a abarrotar para uma viagem de mais de uma hora até ao trabalho. Quando chega a casa, a filha Ró exige-lhe atenção máxima. O relato hora-a-hora na vida de quem não ganha para as despesas, mas vai encontrando maneira de resistir: “Se não fosse a fé, já tinha morrido.”
Pelo terceiro Natal, a instituição lança uma campanha de apadrinhamento de famílias, numa altura em que vê cada vez mais famílias a bater-lhe à porta para apoio para habitação. Por detrás de cada beneficiário há uma história de sobrevivência. Como a de Sílvia, que tem medo de ficar sem teto, e a de Andreia, que tem dificuldade em encontrar emprego por ser mãe sozinha.
Leonor cresceu a preparar comprimidos, a ajudar a mãe a levantar-se e a dar-lhe banho quando já não tinha forças. Iara passou a cuidar da casa e a fazer massagens à mãe para aliviar as dores da fibromialgia. Sílvia dividia os dias entre a escola, os treinos e a avó com cancro. Hoje são jovens adultas, mas o Estado continua sem saber quantos menores são cuidadores — uma “inversão de papéis” que deixa marcas profundas, alertam psicólogas.
A 8 de dezembro de 1936, o piso de uma escola de Porto de Mós ruiu durante uma cerimónia religiosa. Morreram 44 pessoas, 36 crianças e oito adultos, sendo que 20 menores ficaram órfãos. Quase 90 anos depois, a tragédia ainda vive na memória coletiva e no testemunho raro de Clementina, uma das sobreviventes.
No liceu mais antigo de Lisboa, onde as paredes guardam memórias de séculos, ouvem-se hoje vozes vindas de dezenas de geografias. Com 40% de alunos estrangeiros, os corredores enchem-se de diversidade, mas não são imunes ao contexto social. “Alguns miúdos sentem-se excluídos, ouvem insultos e muitas vezes não sabem onde falar sobre isso”, alertam os mediadores culturais.
Em Portugal, milhares de doentes vivem com úlceras de pressão — uma condição silenciosa, dolorosa e cara, que continua escondida nos lares e hospitais. Acompanhada diariamente pela filha e por enfermeiros ao domicílio, Esperança sente na pele a falta de apoio e as consequências dos tratamentos tardios.
Há cada vez mais idosos a viverem em quartos arrendados. Para uns, é uma realidade desde sempre, noutros a vida virou-se do avesso com a inflação. O dinheiro falta para quase tudo - e, em certos meses, até têm de escolher entre a renda da casa, o supermercado ou a farmácia. Eis o retrato de um país que só dá sinais de continuar a envelhecer.
Funcionários portugueses da Base das Lajes vivem sem salário há mais de um mês. Governo Regional critica passividade de Lisboa.
Ela tem 43, ele tem 63. Os dois sofreram um Acidente Vascular Cerebral há quatro meses. A paragem forçada e inesperada obrigou Joana e Fernando a olhar para a vida de uma maneira completamente diferente. O problema atinge cada vez mais pessoas em idade ativa e continua a ser a principal causa de morte e de incapacidade em Portugal. Estima-se que haja 25 mil novos casos de AVC todos os anos. Um em cada três doentes não sobrevive. E quem fica para contar a história, nem sempre encontra respostas de reabilitação à medida das necessidades. Amanhã assinala-se o Dia Mundial do AVC.
Estão disponíveis no Seminário da Luz. Preços são abaixo do nível de mercado e estão também disponíveis para estudantes de Doutoramento. "Não podemos ficar instalados comodamente nos nossos Conventos", afirma Frei Daniel Teixeira - o guardião da casa.
Nos cemitérios de Lisboa, caixões que nunca se abrem descem à terra acompanhados apenas por voluntários. No espaço de um ano, 171 pessoas foram sepultadas sem familiares ou amigos na capital — e cerca de uma em cada quatro tinha nome estrangeiro. Mas a solidão não se escreve apenas nas campas: todos os anos, a PSP encontra perto de 250 pessoas mortas sozinhas em casa, e em 2025 a tendência é já de ligeiro aumento.
Aprendem a privilegiar os membros inferiores e sabem que qualquer erro pode ser fatal. Na Escola Prática de Polícia, ensina-se a importância da “postura, posição corporal e controlo da respiração" antes de disparar. Sindicato considera formação atual curta e pouco adaptada às exigências do terreno.
Equipa Intra-hospitalar de Cuidados Paliativos de Santa Maria foi das primeiras a ser criada, em 2007. Dezoito anos depois mantém alguns dos elementos fundadores, mas o aumento da procura exige mais profissionais e mais equipas. A Renascença ouviu médicos, enfermeiros, auxiliares, doentes e famílias, sem esquecer o assistente religioso, que faz parte da equipa. Testemunhos na primeira pessoa sobre a importância de um serviço diferenciado, sobre o qual ainda há tabus e carece de investimento.
São mais de 240 quilómetros, ou mais de 315 mil passos, entre o Porto e Santiago de Compostela, na Galiza. Da Sé até à Catedral, mais de 75 mil peregrinos já fizeram, este ano, o Caminho Português Central. O número dos que cumprem os itinerários jacobeus deve voltar a subir em 2025. Portugal está “a trabalhar para conseguir começar a poder fazer a candidatura” dos percursos nacionais a Património Imaterial da UNESCO.
Reportagem de Henrique Cunha
Maria e Francisco viram as mães serem espancadas pelos pais, Caetana foi agredida anos a fio pelo irmão. Os três foram vítimas de violência doméstica, desde bem cedo. Isso arrastou-os para um poço fundo - de solidão, más notas na escola, medo de andar na rua. Hoje, lutam contra o trauma e tentam uma vida em liberdade.
Com 12 anos e milhares de seguidores, Dinis partilhou o seu diagnóstico de autismo nas redes sociais para ensinar e combater estigmas sobre o espectro. O número de casos tem vindo a aumentar a cada ano. Trata-se de sobrediagnóstico ou de uma maior consciencialização para os sinais?
Não há números estatísticos sobre as aldeias com zero habitantes. Mas o fenómeno de ‘desruralização’ verifica-se em centenas de lugares por todo o país e é uma realidade que não sendo novidade, se tem vindo a agravar. Restam as emoções que continuam a fazer com que aldeias como o Fontão, no concelho de Seia, recebam diariamente visitas. De quem? E porquê? E onde é que estão as pessoas?
A vontade da maioria dos doentes é morrer em casa, mas Portugal é um dos países onde isso menos acontece. Faltam apoios aos familiares e a rede de cuidados paliativos continua a não dar resposta. Reportagem numa IPSS de Braga onde chegam pacientes "de Trás-os-Montes e da zona centro do país”.
Pela primeira vez, Portugal lidera uma força multinacional que estará pronta para qualquer terreno, "da paz à guerra total", já a partir de julho. Conta com 1.500 militares para atuar em situações de crise, manutenção de paz ou estabilização e pode mesmo vir a pisar solo ucraniano. Reportagem com a brigada mecanizada do Exército que ultima os treinos em Santa Margarida.
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