Discover
Renascença - Renascença Reportagem
152 Episodes
Reverse
Da criação de Mário Soares à promessa de Seguro. 40 anos depois, o recém-eleito Presidente dá continuidade ao modelo que deu “voz às populações” e desloca-se em Presidência Aberta à zona centro do país. Recuamos até 92, ano em que Soares se mudou para Viana do Castelo durante mais de uma semana, para perceber se este é um estilo de Presidência que continua a fazer sentido.
Na zona centro ou em Alcácer, há IPSS com prejuízos acima dos 300 mil euros. Dois meses depois das tempestades, a guerra veio trazer ainda mais urgência aos apoios: "Vamos ter mais custos com combustíveis". Dedicadas a idosos ou a doentes com paralisia cerebral, três histórias de instituições criadas para ajudar os outros e que agora só sobrevivem graças à solidariedade da sociedade civil.
Pensamento acelerado, culpa constante, exaustão crónica. Em muitas mulheres, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é vivida durante anos como falha pessoal. Crescem a ouvir que são desorganizadas, intensas ou distraídas e aprendem a compensar em silêncio, até que algo cede — no trabalho, na maternidade ou no próprio corpo. Qual o custo de anos sem diagnóstico, num sistema pensado sobretudo a partir da experiência de rapazes?
Reportagem de Ana Catarina André
Reportagem de João Maldonado
Poderá acontecer uma nova tragédia como a queda da Ponte Hintze Ribeiro? Quem participou nas operações de busca das 59 vítimas acredita que há lições por tirar. Em Castelo de Paiva, as marcas da perda e do trauma estão presentes, mas há também a esperança de aprender a "conviver" com a ferida "sem fim" que a tragédia deixou.
Como apoiar quem se tenta recompor do atropelamento por um comboio de tempestades? Para todas as idades e condições socioeconómicas, recorrendo a técnicas de respiração ou ao jogo das cores, equipas de psicólogos sublinham que é necessário, antes de mais, não desvalorizar o sofrimento. "Primeiro temos de validar a dor e a perda desta gente, porque isto é real." Sem este acompanhamento, alertam, há o risco de "stress pós-traumático".
Não há ensino secundário, mas há “casas para viver” em Penedono. Os 2.800 habitantes têm o salário médio mais baixo do país, e a sensação de que os políticos, quando aparecem, vão “só para perguntar o voto”. À saída dos jovens juntaram-se as chamas de 2025, que queimaram o “ouro” da terra. “Se nada for feito, vai ser muito complicado”.
Todos os dias às cinco da manhã, Luísa enfrenta o frio e entra num autocarro a abarrotar para uma viagem de mais de uma hora até ao trabalho. Quando chega a casa, a filha Ró exige-lhe atenção máxima. O relato hora-a-hora na vida de quem não ganha para as despesas, mas vai encontrando maneira de resistir: “Se não fosse a fé, já tinha morrido.”
Pelo terceiro Natal, a instituição lança uma campanha de apadrinhamento de famílias, numa altura em que vê cada vez mais famílias a bater-lhe à porta para apoio para habitação. Por detrás de cada beneficiário há uma história de sobrevivência. Como a de Sílvia, que tem medo de ficar sem teto, e a de Andreia, que tem dificuldade em encontrar emprego por ser mãe sozinha.
Leonor cresceu a preparar comprimidos, a ajudar a mãe a levantar-se e a dar-lhe banho quando já não tinha forças. Iara passou a cuidar da casa e a fazer massagens à mãe para aliviar as dores da fibromialgia. Sílvia dividia os dias entre a escola, os treinos e a avó com cancro. Hoje são jovens adultas, mas o Estado continua sem saber quantos menores são cuidadores — uma “inversão de papéis” que deixa marcas profundas, alertam psicólogas.
A 8 de dezembro de 1936, o piso de uma escola de Porto de Mós ruiu durante uma cerimónia religiosa. Morreram 44 pessoas, 36 crianças e oito adultos, sendo que 20 menores ficaram órfãos. Quase 90 anos depois, a tragédia ainda vive na memória coletiva e no testemunho raro de Clementina, uma das sobreviventes.
No liceu mais antigo de Lisboa, onde as paredes guardam memórias de séculos, ouvem-se hoje vozes vindas de dezenas de geografias. Com 40% de alunos estrangeiros, os corredores enchem-se de diversidade, mas não são imunes ao contexto social. “Alguns miúdos sentem-se excluídos, ouvem insultos e muitas vezes não sabem onde falar sobre isso”, alertam os mediadores culturais.
Em Portugal, milhares de doentes vivem com úlceras de pressão — uma condição silenciosa, dolorosa e cara, que continua escondida nos lares e hospitais. Acompanhada diariamente pela filha e por enfermeiros ao domicílio, Esperança sente na pele a falta de apoio e as consequências dos tratamentos tardios.
Há cada vez mais idosos a viverem em quartos arrendados. Para uns, é uma realidade desde sempre, noutros a vida virou-se do avesso com a inflação. O dinheiro falta para quase tudo - e, em certos meses, até têm de escolher entre a renda da casa, o supermercado ou a farmácia. Eis o retrato de um país que só dá sinais de continuar a envelhecer.
Funcionários portugueses da Base das Lajes vivem sem salário há mais de um mês. Governo Regional critica passividade de Lisboa.
Ela tem 43, ele tem 63. Os dois sofreram um Acidente Vascular Cerebral há quatro meses. A paragem forçada e inesperada obrigou Joana e Fernando a olhar para a vida de uma maneira completamente diferente. O problema atinge cada vez mais pessoas em idade ativa e continua a ser a principal causa de morte e de incapacidade em Portugal. Estima-se que haja 25 mil novos casos de AVC todos os anos. Um em cada três doentes não sobrevive. E quem fica para contar a história, nem sempre encontra respostas de reabilitação à medida das necessidades. Amanhã assinala-se o Dia Mundial do AVC.
Estão disponíveis no Seminário da Luz. Preços são abaixo do nível de mercado e estão também disponíveis para estudantes de Doutoramento. "Não podemos ficar instalados comodamente nos nossos Conventos", afirma Frei Daniel Teixeira - o guardião da casa.
Nos cemitérios de Lisboa, caixões que nunca se abrem descem à terra acompanhados apenas por voluntários. No espaço de um ano, 171 pessoas foram sepultadas sem familiares ou amigos na capital — e cerca de uma em cada quatro tinha nome estrangeiro. Mas a solidão não se escreve apenas nas campas: todos os anos, a PSP encontra perto de 250 pessoas mortas sozinhas em casa, e em 2025 a tendência é já de ligeiro aumento.
Aprendem a privilegiar os membros inferiores e sabem que qualquer erro pode ser fatal. Na Escola Prática de Polícia, ensina-se a importância da “postura, posição corporal e controlo da respiração" antes de disparar. Sindicato considera formação atual curta e pouco adaptada às exigências do terreno.




