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Author: PÚBLICO

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De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui
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As palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no final da ronda negocial encerrada esta semana com o governo indiano, em Nova Deli, ficam para memória futura: a parceria entre a segunda e a quarta maiores economias do mundo é a mãe de todos os acordos, disse Von der Leyen. Ao reduzir ou eliminar tarifas nas trocas comerciais entre estes blocos, cria-se uma lenda de dois gigantes apostados em defender o interesse mútuo através da negociação e do livre comércio. A mensagem, decisiva e clara, dirigia-se aos dois mil milhões de pessoas que na Europa e na Índia vão beneficiar do acordo. Mas dirigia-se também ao inquilino da Casa Branca que se tem empenhado em abolir ou destruir a ordem económica baseada no multilateralismo e no comércio global. Tanto como um interesse económico, o esforço da Europa para fechar processos negociais que duram há décadas envolve outras preocupações. Contra a geopolítica das esferas de influência, a União insiste na bondade do comércio livre com todos. Foi com base neste empenho que fechou o acordo com o Mercosul, que entretanto, os lobbies do Parlamento Europeu trataram de adiar por mais um ano, pelo menos. Foi também com base nessa visão, que conserva a ordem multilateral e global do Mundo, que fechou o acordo com a poderosa Índia. No futuro próximo, as exportações europeias para a Índia, que rondaram os 114 mil milhões de euros, poderão crescer mais 16 mil milhões, de acordo com uma estimativa do Allianz Bank​. Os carros europeus, que pagavam taxas de 110%, passarão a pagar 10% até um limite de 250 mil viaturas exportadas. E Portugal pode beneficiar, entre outras exportações, com a baixa de impostos alfandegários a máquinas e equipamentos ou aos vinhos. O que significa esta aceleração da Europa nas parcerias comerciais com blocos como o Mercosul ou potências emergentes como a Índia? Como situar estes acordos na crescente degradação da relação da Europa com os Estados Unidos? Será que a União Europeia luta por liderar a velha ordem multilateral contra as tentações hegemónicas dos Estados Unidos, China e Rússia? Rita Siza, jornalista e correspondente do PÚBLICO em Bruxelas, acompanha a par e passo a estratégia europeia neste novo mundo multipolarizado e incerto. A Rita tem uma longa carreira no acompanhamento das grandes mudanças tectónicas da política internacional. Antes de ir para Bruxelas, esteve anos em Washington como correspondente deste jornal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Renee Good e Alex Pretti foram abatidos por agentes do ICE, a polícia que combate a imigração ilegal e que ocupou o Estado do Minesota, nos EUA. A primeira foi abatida por agentes que alegaram terem sido vítimas de atropelamento e o segundo, um enfermeiro dos cuidados intensivos de um hospital de veteranos, foi morto em suposta legítima defesa. A administração de Donald Trump foi rápida a classificar Renee Good e Alex Pretti como terroristas domésticos, mas os vários vídeos em circulação, e o trabalho dos media, desmentem estas acusações. Não é por acaso que isto acontece no Minesota, que tem sido destino de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, sobretudo a partir da década de 70, quando acolheu milhares de vietnamitas do Sul. Minneapolis não é das cidades dos EUA com mais imigrantes. Mas foi aqui que George Floyd foi asfixiado até à morte por um polícia, dando origem ao movimento Black Lives Matter, e este é o Estado governado por Tim Waltz, o candidato democrata à vice-presidência nas últimas eleições. É sobre tudo isto que iremos conversar com a convidada deste episódio. Daniela Melo, cientista política e professora da Universidade de Boston, nos EUA, fala na militarização das forças de segurança e diz que o “Estado de Direito é para todos e não apenas para quem votou em Donald Trump”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No ano passado, a Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu 3490 pedidos de intervenção em casos de assédio moral e sexual no local de trabalho, mas apenas aplicou 20 contraordenações durante aquele período. O que é que explica esta discrepância? Existe um abismo entre o número de queixas apresentadas e a realidade das relações laborais. E um grande desconhecimento quanto à sua dimensão. O último grande estudo sobre os vários tipos de assédio em contexto laboral data de 2016, ainda antes do movimento #MeToo. Segundo esse estudo, 16,5% da população activa dizia já ter sido vítima de assédio moral e 12,6% de assédio sexual no local de trabalho. As mulheres surgiam como principais vítimas de assédio moral e sexual, enquanto os homens eram mais vítimas de assédio moral do que sexual. O primeiro grande inquérito a nível mundial, desenvolvido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2022, revelou que mais de uma em cada cinco pessoas empregadas sofrera violência e assédio no trabalho. E que, como é habitual, apenas metade das vítimas inquiridas falara com outra pessoa sobre o sucedido. Neste episódio falamos com Natália Faria, editora da secção de Sociedade do PÚBLICO e autora da notícia que hoje publicamos sobre este tema.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Durante muitos anos, Portugal esteve imune ao crescimento do populismo de extrema-direita, ao contrário do que acontecia em grande parte dos países da União Europeia. Mas bastaram seis anos para que o Chega de André Ventura passasse de um único deputado para segunda força parlamentar, em 2025. Os 60 deputados do Chega abalaram os alicerces do bipartidarismo, dado até aí como garantido. A primeira volta das eleições presidenciais consolidou o peso eleitoral de André Ventura, o segundo candidato mais votado, com uma percentagem de 23,52% que ficou muito à frente do candidato do PSD e do Governo, e que irá disputar a segunda volta com António José Seguro. O Chega combina nativismo, autoritarismo e uma xenofobia específica contra a comunidade cigana e o seu sucesso pode ser atribuído, entre outras causas, à activação de um eleitorado propenso à abstenção, à visibilidade do seu líder e à utilização das redes sociais. É o que defendem vários investigadores, portugueses e estrangeiros, que participam na obra colectiva Chega: The New Portuguese Far Right, publicada, recentemente, pela Routledge. Este livro conclui que a normalização mediática e política do Chega permitiu o seu crescimento entre um eleitorado moderado e atraiu militantes à procura de uma oportunidade na política. O convidado deste episódio é João Carvalho, o coordenador deste livro. Cientista político e investigador do Iscte, João Carvalho tem vindo a estudar os movimentos da extrema-direita europeia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em Portugal, a acção de grupos associados a movimentos racistas ou nacionalistas da extrema-direita entrou definitivamente na ordem do dia e no centro da preocupação dos cidadãos e das autoridades. No seu substrato estão os discursos contra imigrantes e estrangeiros, o apego a um nacionalismo excludente e sectário e uma deriva religiosa, em especial contra os muçulmanos, que os situa na categoria dos fundamentalistas. Tudo feito nas cavernas da internet com doses industriais de violência e intimidação Aqui e ali, muitos destes grupos dirigidos por conhecidos militantes da extrema-direita, como Mário Machado, que está de novo na prisão, empenham-se em diversificar o seu programa de acção, que consiste em manifestações em datas relevantes, como o 25 de Abril, que a reportagem da SIC captou. Outras vezes, dedicam-se a agredir imigrantes ou a disseminar discurso de ódio. As autoridades dão conta que esse tipo de crime cresceu sete vezes desde 2019. A actividade destes grupos, não podia deixar de ser acompanhada pelas autoridades. Esta semana, a operação Irmandade mobilizou mais de 300 operacionais em buscas por todo o país e levou à detenção de 37 extremistas e a constituição de arguido de outros 17. Foram apreendidas armas e propaganda à ideologia fascista ou nazi. A prioridade da polícia judiciária é travar o crescimento destas redes. Porque os números trazidos por Luís Neves, director nacional da Polícia Judiciária, são alarmantes. Para avaliarmos o nível desta ameaça à segurança e às liberdades públicas em Portugal, convidámos para este episódio Cátia Moreira de Carvalho, doutorada em Psicologia e investigadora do fenómeno dos extremismos em vários projectos sedeados em universidades portuguesas e europeias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há um ano, quando tomou posse, prometeu uma era dourada para os EUA. Não foi bem o que aconteceu. Donald Trump mudou radicalmente os EUA e a ordem internacional. Estava tudo previsto, ou quase tudo, no chamado Projecto 2025, o guião elaborado pela ultraconservadora Fundação Heritage. A centralização do poder no presidente (em detrimento do congresso), o desmantelamento da administração federal (a substituição de funcionários públicos por fieis funcionários), a instrumentalização do Departamento de Justiça para perseguir os seus inimigos (como o chairman da Reserva Federal, Jerome Powell), o negacionismo na ciência e a abolição do Departamento de Educação, a caça ao imigrante e as deportações em massa, a estigmatização das minorias, o controlo político das universidades ou da liberdade de expressão. A lista de tropelias é longa. Demasiado longa. Mas Trump não quer ser apenas dono da América. Também parece que quer ser dono disto tudo. A nova Estratégia de Segurança Nacional consagra a lei da força e o regresso ao expansionismo do século XIX. A visão imperial de Trump já teve o episódio venezuelano, com o rapto de Nicólas Maduro. Quais serão os próximos? O presidente dos EUA tem pressionado Panamá, Colômbia, Canadá ou Dinamarca. A sua nova exigência é a Gronelândia. Como é que a União Europeia se pode defender do antigo aliado caso este se torne a sua principal ameaça? Neste episódio, Diana Soller, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisbia, faz o balanço de um ano de mandato de Donald Trump.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Faltam três semanas para sabermos que vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. Quando os resultados de domingo começam a ser digeridos, chega a hora de tentar entender as consequências que a primeira volta pode trazer para a situação política e analisar a correlação de forças entre os candidatos apurados para a escolha final de 8 de Fevereiro, António José Seguro e André Ventura. Numa eleição surpreendente, em que os favoritos ficam em lugares muito abaixo na tabela e o patinho feito da campanha, Seguro vence com uma boa margem, só Ventura foi capaz de conservar a sua posição entre as sondagens e as urnas de voto. O que revela a enorme fidelidade do seu eleitorado. Há questões a ponderar para o futuro. A derrota do candidato do Governo prova que a relação entre o país e o Governo de Luís Montenegro está longe de ser incondicional. A dispersão do eleitorado da AD por Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo é um desafio para os estrategas do Governo. O poder do Governo para influenciar a escolha presidencial foi menos que nula: foi negativa, funcionou ao contrário. E agora, qual a melhor escolha? Numa eleição que, mais do que um clássico esquerda/direita será uma batalha entre um candidato da esfera democrática e um candidato populista que há semanas pedia três Salazares para Portugal, adivinha-se muita paixão e muita incerteza. A ambiguidade de Montenegro, de Cotrim ou de Gouveia e Melo estabelece um padrão que vai ser muitas vezes invocado nos combates que se adivinham. Por esse lado, esta eleição cumpre as suas expectativas: vai ter uma enorme influência no futuro. Vamos discutir o que aconteceu e o que pode vir a acontecer e para esse fim convidámos para este episódio o historiador e cientista político António Costa Pinto, presentemente Investigador Aposentado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António José Seguro ou André Ventura? Confirmaram-se as previsões. O eleitorado vai escolher um deles como Presidente da República, a 8 de Fevereiro. O primeiro, com 30% dos votos, é o vencedor inesperado destas eleições, após 10 anos longe da vida política e de ter tido um apoio hesitante do seu próprio partido. José Luís Carneiro, líder do PS, pediu a todos os democratas que se unissem numa segunda volta, associando-se a esta vitória. O facto de André Ventura, chegar à segunda volta, com 24% dos votos, significa que o Chega continua a manter um eleitorado fidelizado e permite-lhe dizer que é o novo líder da direita”. João Cotrim, com 15%, foi o terceiro candidato mais votado, reforçando a fragmentação da direita, situando-se à frente de Luís Marques Mendes, que teve 12%, um pouco menos do que a votação de Henrique Gouveia e Melo. Nunca um candidato apoiado pelo PSD ou por um partido do Governo tinha obtido resultados tão baixos. Mendes não quis pronunciar-se sobre quem escolher numa segunda volta. E Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do PSD, também não, com o argumento de que o espaço político do seu partido não estará representado a 8 de Fevereiro. Filipe Teles, cientista político e investigador da Universidade de Aveiro, analisa os resultados da noite eleitoral e explica que a vitória de Seguro foi a vitória da política do normal e da moderação.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os cinco principais candidatos a passarem à segunda volta das eleições presidenciais viveram as últimas duas semanas uma corrida ombro a ombro que continua longe de estar resolvida. Nas feiras, mercados, no circuito da carne assada dos comícios Portugal fora, foram-se medindo, combatendo à espera de um erro do adversário capaz de acabar com o empate técnico. Pelo caminho, sofreram as agruras ou os incentivos das sondagens, criaram ou foram vítimas de ataques sobre a sua idoneidade, fizeram a apologia da confiança, da estabilidade, da ousadia, da experiência ou da novidade para se consolidarem nas intenções de voto. Chegaram ao fim com tudo em aberto, embora António José Seguro e André Ventura tenham mais razões para estar optimistas sobre a passagem à segunda volta.  Neste episódio especial do P24, quisemos saber que avaliações fazem os nossos repórteres que acompanharam as cinco candidaturas deste percurso. Da animação ou depressão na rua, há sempre a possibilidade de captar sinais que escapam às sondagens. Vamos por isso saber o que se passou nas rotas da campanha pelo país com Joana Mesquita, Maria do Céu Lopes, Ana Begonha e Filipe Santa-Bárbara.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Como acabamos de ouvir, o regime iraniano reprime a tiro as manifestações que exigem a queda da República Islâmica. Neste caso, trata-se do som de um vídeo da fuga de manifestantes em Malekshabi. A vaga de protestos começou em Teerão, a 28 de Dezembro, e alastrou, rapidamente, a todo o país e já terá provocado a morte de mais de 2600 pessoas. Impulsionados pela desvalorização da moeda e por uma inflação de 40%, os comerciantes dos bazares foram os primeiros a desafiar o regime. A revolta generalizou-se e ameaça a ditadura teocrática, fragilizada pela guerra dos 12 dias com Israel, os bombardeamentos dos EUA e pesadas sanções económicas. Estes são os maiores protestos desde a revolta provocada pelo assassinato de Masha Amini, uma jovem de origem curda, presa e torturada pela polícia, em 2022, por não usar correctamente o hijab. Donald Trump diz que a ajuda a quem protesta vai a caminho e que não está disposto a negociar com as autoridades do país. A oposição iraniana está dividida, não tem líderes e o regresso do filho do xá, deposto na revolução islâmica de 1979, não é uma figura unificadora. Reza Palevi diz que o regime está em guerra com a população. É verdade. Mas Palevi invoca memórias de uma monarquia repressiva. O regime do ayatollah Ali Khamenei vai sobreviver à pressão interna e à pressão externa? Neste episódio, Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, explica o que se passa e o que se poderá passar no Irão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo são os três candidatos com mais probabilidades de passarem à segunda volta das eleições presidenciais, segundo a sondagem da Universidade Católica Portuguesa que o PÚBLICO, RTP e Antena 1 divulgaram ontem. A sondagem, realizada na semana passada, entre 6 e 9 de Janeiro, calcula que André Ventura seja o candidato mais votado, com 24% dos votos. E revela, também, que Seguro e Cotrim estão em rota de ascensão significativa, quando comparamos esta com a anterior sondagem de Dezembro. Seguro tem 23% das intenções de voto e Cotrim 19%. No sentido oposto, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes desceram entre sondagens e estão num verdade empate, nos 14% das intenções de voto do eleitorado. As mulheres preferem António José Seguro, os homens votam mais em André Ventura e Cotrim de Figueiredo é, de longe, o candidato mais popular entre o eleitorado jovem. Esta sondagem incluiu uma pergunta sobre a segunda volta e aponta António José Seguro como o mais provável vencedor das presidenciais, caso seja um dos candidatos mais votados no próximo domingo, logo seguido de Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes. Para falarmos sobre a campanha e possíveis resultados das eleições, convidamos David Santiago, editor da secção de Política do PÚBLICO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não há volta a dar: o que o director-executivo da CNN, Pedro Santos Guerreiro, disse num dos espaços de informação da estação é o que se tornou lugar comum na actual campanha presidencial: a tracking poll da Pitagórica para a CNN, TVI, JN e TSF passou a ser o elemento central das conversas dos eleitores e das ansiedades dos candidatos. As suas indicações não passam disso, de indicações, e os seus autores e outros especialistas em consultas de opinião trataram por diversas vezes de pôr as coisas no seu lugar. Em vão. A cada dia que passa, os resultados da tracking poll são o zénite e o nadir da campanha em curso. Mais do que indicações, muitas vezes os seus números tornaram-se a própria campanha. Num caso que vai marcar a posteridade, não se ouviram avisos como os que apontam para as limitações da consulta da Pitagórica nem o precedente da eleição legislativa em que Rui Rio e António Costa apareciam ombro a ombro em véspera da votação que acabou por dar uma maioria absoluta ao PS. Pelo contrário, as indicações da tracking poll tiveram o poder de desmoralizar candidaturas bem colocadas, em especial a de Luís Marques Mendes, e de insuflar dinâmicas de vitória em outras que estavam em dificuldades, como a de António José Seguro. Afinal, o problema é do estudo ou da interpretação que se lhe concede? No dia em que se espera a divulgação da grande sondagem da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, vamos tentar perceber como se devem ler as tracking poll e que diferenças apresentam em relação às sondagens propriamente ditas. E para o esclarecer, contamos com a participação neste episódio de Paulo Alexandre Pereira, professor do departamento de Matemática da Escola de Ciências da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estas eleições presidenciais têm características únicas. Uma delas reside no facto de algumas projecções nos apresentarem cinco candidatos em empate técnico, pelo que tudo poderá acontecer no próximo domingo. Esta primeira volta, e parece ser um dado adquirido que haverá um segunda, tem um número recorde de candidatos (serão 11 no boletim de voto) e não tem um favorito claro. Na verdade, os potenciais vencedores foram sendo substituídos por outros, à medida que se sucediam as sondagens, se multiplicavam os debates e as entrevistas. As vitórias de Henrique Gouveia e Melo, primeiro, e de Marques Mendes, depois, eram encaradas como os desfechos mais prováveis. André Ventura tem sido dado como garantido na segunda volta. Mas as grandes surpresas da última semana têm sido as subidas de António José Seguro e de João Cotrim de Figueiredo, que, inicialmente, não estavam incluídos entre os favoritos a uma segunda volta. Nesta última semana, a mobilização e o impacto da campanha podem ser determinantes para resolver o empate técnico? Que importância poderá ter a abstenção no resultado da primeira volta. Marco Lisi, professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa, é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Aconteceu o mesmo três vezes esta semana. Nesta quarta-feira, uma idosa morreu, na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar cerca de 40 minutos pela emergência médica, e um homem morreu, em Tavira, após mais de uma hora de espera por socorro. Na terça-feira, um homem de 78 anos morrera, no Seixal, pelas mesmas razões: esperou por assistência médica, em vão, ao longo de três horas. Porquê é que isto acontece? A maior afluência às urgências retém as macas nos hospitais e isso reduz, drasticamente, a capacidade de resposta do INEM e aumenta os tempos de espera no socorro. O problema repete-se todos os anos, em especial nos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo, mas é esquecido assim que o tempo aquece e baixa a pressão sobre as urgências. Mas há muitas outras perguntas para as quais são exigidas respostas. O Governo deveria ter accionado o plano extraordinário para garantir mais 100 ambulâncias ao serviço da urgência médica, como fez no ano passado? Se o ministério da Saúde não o achou necessário, porque é que o primeiro-ministro anunciou ontem, no debate parlamentar quinzenal, a compra de 275 viaturas para o INEM? Luís Montenegro voltou a dizer que os problemas não se resolvem com a demissão da ministra. Mas resolvem-se com a sua manutenção? Tiago Correia, professor de saúde global do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Lisboa, responde a estas questões e outras questões.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Donald Trump disse-o com todas as letras: "Nós, os Estados Unidos, precisamos da Gronelândia". E se Trump o diz nada parece capaz de o contradizer. A ilha gigantesca que liga as zonas navegáveis do Atlântico Norte ao Árctico é um território autónomo sobre a soberania da Dinamarca? Pouco importa. A Dinamarca e quem representa democraticamente os habitantes da ilha já disseram que a Gronelândia nem está à venda, nem aceita sair da esfera da soberania da Dinamarca? Esqueçam isso. Trump diz que o território é vital para a segurança norte-americana e, a partir daí, não admite qualquer limite à imposição da sua vontade. Se for necessário, avisou Trump, o recurso ao poder militar é uma opção.  Insuflado pelo sucesso da arrojada operação militar, a actual elite política de Washington deu vazão às suas ilimitadas ambições territoriais e a Gronelândia surge na primeira linha das suas prioridades. O que há meses parecia um devaneio tornou-se uma possibilidade. Ninguém aposta que Trump desista de reclamar o controlo da Gronelândia. O ataque a um Estado-membro da União Europeia e da NATO deixou de ser uma ideia mirabolante. Se tal acontecer, a Europa e o mundo entrarão em um território ainda mais desconhecido e perigoso.  Neste episódio ouvimos Nuno Severiano Teixeira, um dos mais conceituados especialistas portugueses em geoestratégia, defesa e política internacional. Professor e presidente do Instituto de Português de Relações Internacionais, o IPRI da Universidade Nova de Lisboa, Nuno Severiano Teixeira é também colunista do PÚBLICO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O chavismo foi decapitado, mas ainda ão morreu. Os EUA capturaram Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, preso numa cadeia de Nova Iorque, mas quem lhe sucedeu foi Delcy Rodríguez, a sua vice-presidente. Porque é que os EUA consideravam Maduro um líder autoritário e ilegítimo e não têm a mesma opinião sobre a presidente interina? O objectivo de Washington baseia-se em saber quem melhor servirá os seus interesses. No fundo, a conclusão, como se escrevia no El Pais, é esta: “Maduro não, Delcy sim; petróleo sim, democracia não; a oposição ganhou, mas agora estorva”. Donald Tump e Marco Rubio vão ficar por aqui ou pretendem aplicar a receita da Venezuela a outros países da América Latina, que reivindicam como área de influência, sem qualquer respeito pela soberania de terceiros e pelo direito internacional? A Gronelândia também pode ser um alvo deste neo-imperialismo? Neste episódio, Andrés Malamud, investigador em ciência política do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, explica que a manutenção do regime foi a forma de manter o controlo do país. E que a União Europeia tem dois inimigos: a Rússia e os EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marcelo Rebelo de Sousa, já em jeito de despedida depois de dez anos em Belém, decidiu numa declaração feita no dia da Consoada ser optimista. O seu sucessor, seja quem for, pode ser melhor presidente do que ele, disse. A dúvida na declaração está precisamente no optimismo. Porque na corrida pelo lugar que ocupa, não há um nem dois nem três candidatos com possibilidade de virem a provar ser bons presidentes. Há pelo menos quatro e, segundo algumas sondagens, até cinco. Gostarão todos, mesmo todos, das pessoas, como Marcelo? Entrámos na recta final da campanha das eleições presidenciais nesta incerteza. Uma longa pré-campanha de meses, que culminou em mais de 30 debates entre os candidatos, pouco serviu para clarificar o que nos espera a 18 de Janeiro. É claro que as sondagens foram dando indicações importantes: Gouveia e Melo perdeu força com a chegada do Outono; Marques Mendes aparece como o mais bem posicionado para garantir um lugar na final. António José Seguro resiste, mesmo com oscilações. André Ventura parece confortável depois de manter a fidelidade do seu eleitorado. E pelo meio apareceu um desafiador, João Cotrim de Figueiredo, que se implanta com solidez no eleitorado jovem, promete tornar a primeira volta das eleições ainda mais imprevisível. Depois de conhecermos o que cada candidato pensa, depois de a campanha ter regressado ao vício das insinuações em torno de suspeitas judiciais que contaminaram a democracia com trunfos dados ao populismo, o que nos espera até ao dia 18? Oportunidade para uma conversa com o professor José Palmeira, professor auxiliar do departamento de Ciência Política da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Desta vez não há dúvidas: ao contrário das discussões em torno das verdadeiras intenções dos Estados Unidos na primeira e na segunda guerra do Iraque, na agressão à Venezuela é o próprio presidente Trump que nos diz o que está em jogo: o controlo do país para poder dispor das mais vastas reservas de petróleo conhecidas do planeta. A ordem judicial que serviu de pretexto para a operação funcionou assim como uma cortina de fumo para que os Estados Unidos afastassem Maduro e os seus aliados da Rússia, da China e do Irão do hemisfério Ocidental, o velho quintal das traseiras onde Washington não prescinde de mandar. Agora, Trump quer transformar a Venezuela num protectorado, uma nova republica das bananas como aconteceu outrora na Nicarágua, no Panamá ou na Guatemala. Só que em vez de bananas e da United Fruit, o que está em causa é o petróleo o apetite dos gigantes americanos para o explorar. Conhecida a estratégia de Washington, falta ainda saber o que esperar da Venezuela. O fim de uma ditadura cruel com 28 anos foi saudado pela diáspora venezuelana em todo o mundo, mas o regime chavista não caiu: a vice-presidente, Delcy Rodrigues, subiu ao lugar de Maduro e não dá sinais de querer representar o papel de marioneta que Donald Trump anunciou ter para lhe entregar. Se o regime bolivariano não se desfizer e se cumprir as promessas de lutar contra o que diz ser uma agressão colonialista dos Estados Unidos, Donald Trump só conseguirá levar o seu plano avante com uma nova intervenção militar no terreno. Que, de resto já admitiu. Mas, estará a Venezuela mobilizada para lutar em nome de um regime que oprimiu o seu povo e o arrastou para a miséria? Hélder Silva, jornalista, esteve enquanto enviado da RTP três vezes na Venezuela, onde passou várias semanas. Teve assim oportunidade de conhecer o país por dentro, conhecimento que transferiu para o seu livro, estórias por detrás da História: Venezuela. É o nosso convidado deste episódioSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando a História tomar o lugar do jornalismo e analisar o que aconteceu em 2025, muito provavelmente definirá o ano que passou como um ano de rupturas. Um ano em que um velho mundo se desmoronou e em seu lugar surgiu um novo mundo de incertezas. Se muito do que nos espera em 2026 cabe, naturalmente, na categoria da futurologia, é indispensável conhecer o ponto de partida: o que nos deixa o ano que acabou. Para esse exercício, convidámos o professor de Direito Internacional do Centro Regional do Porto da Universidade Católica e ex-ministro da Defesa José Alberto Azeredo Lopes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Eleições legislativas em 2019, eleições em 2022, novas eleições em 2024 e ainda mais eleições legislativas em 2025. Portugal parecia caminhar para o vício da antecipação dos actos eleitorais, com cada nova escolha dos portugueses para a Assembleia a tornar mais difícil a obtenção de maiorias estáveis. Em Maio deste ano, a tendência confirmou-se, com o PS a ceder o segundo lugar no Parlamento ao Chega, e a AD a ter de governar com uma nova minoria. Mas pode ter havido mudanças, embora pouco nítidas: o Parlamento reaprendeu a viver com a fragmentação, porque o regime deu conta de que se degrada na instabilidade. Pelo meio, muitas novidades: a queda das lideranças de Pedro Nuno Santos e de Mariana Mortágua, as eleições autárquicas que serviram de prova de vida e suplemento de alma para o PS, legislação sobre nacionalidade e imigração que assinalam a influência da agenda populista da extrema-direita nos assuntos públicos, a persistência de um fantasma, a Spinumviva, até ao final do ano, uma greve geral que, como escreveu o PÚBLICO na sua capa, existiu, e uma nova corrida eleitoral para a Presidência da República em que quase tudo pode acontecer. O ano de 2025 foi bom, mau, ou foi o ano possível para um sistema político que acumulava fragilidades? E que rasto deixarão os últimos doze meses no ano que está para breve? Oportunidade para falarmos com Francisco Mendes da Silva, advogado, e uma das vozes do painel de opinião do Público, que se tornou obrigatório ouvir. Este episódio faz parte de uma série especial do P24 que olha para trás como ponto de partida para discutir o que pode acontecer nos dias, semanas e meses que nos esperam.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Comments (2)

mal disposto

(voltou aquele problema de ficheiro “não escutável” .... cuidado se estiverem a conduzir e o programa de podcasts ficar parado)

Sep 10th
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Nuno Neves

Não gostei do comentário de hoje.

Jun 8th
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