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Diplomatas
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No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o plano de 28 pontos de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, para pôr termo à guerra na Ucrânia, visto por Kiev e em várias capitais europeias como uma cedência em quase toda a linha às exigências da Rússia. A jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA analisaram o conteúdo da proposta inicial e da sua versão “actualizada” e deram contexto às reacções das várias partes interessadas, nomeadamente os EUA, a Ucrânia, a Rússia e a Europa. Os dois analistas discutiram ainda os últimos capítulos da crise diplomática e da escalada da tensão entre o Japão e a República Popular da China, iniciadas com as declarações de Sanae Takaichi, primeira-ministra japonesa, há duas semanas, admitindo uma intervenção militar nipónica em Taiwan, num cenário de ataque chinês ao território que Pequim reivindica como uma província sua. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como tema principal a recepção de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, a Mohammed bin Salman (MBS), príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, num evento luxuoso na Casa Branca que também contou com Cristiano Ronaldo, jogador e capitão da selecção portuguesa de futebol e do clube saudita Al-Nassr. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar partiram da visita de MBS a Washington D.C. para analisar a estratégia da Administração Trump para o Médio Oriente, que incluiu a aprovação recente de uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as propostas do Presidente dos EUA para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. No âmbito dos últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia e a política europeia de defesa, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA responderam a uma pergunta de um ouvinte do podcast sobre os esforços de concertação dos investimentos dos países da União Europeia na produção e aquisição de armamento. No final do episódio, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar reflectiram sobre os 80 anos volvidos dos julgamentos de crimes de guerra nazis pelo Tribunal Militar Internacional de Nuremberga. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para as comemorações dos 50 anos da independência de Angola e analisaram o contexto geopolítico da época, o papel desempenhado por Portugal, o processo de descolonização de África e a evolução da governação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com José Eduardo dos Santos e João Lourenço. A jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA reflectiram ainda sobre o estado do multilateralismo no âmbito da 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), a decorrer em Belém do Pará, no Brasil, e da 4.ª Cimeira União Europeia-Comunidade dos Estados da América Latina e Caraíbas (UE-CELAC), realizada em Santa Marta, na Colômbia. Para o final do programa ficou a discussão sobre o caso do documentário da BBC em que partes diferentes de um discurso que Donald Trump fez em 2021 foram apresentadas de forma a dar a entender que o actual Presidente dos Estados Unidos estava a incentivar abertamente os seus apoiantes a invadirem o Capitólio, no dia 6 de Janeiro, para travarem a certificação da vitória de Joe Biden na eleição de 2020. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas foi exclusivamente dedicado aos Estados Unidos. Cumprido nesta quarta-feira o primeiro aniversário da vitória de Donald Trump sobre Kamala Harris nas últimas presidenciais, Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) e Teresa de Sousa fazem um balanço dos primeiros nove meses da segunda Administração Trump nos planos interno e internacional. Na discussão sobre orientação estratégica da política externa de Trump, houve tempo para uma reflexão sobre o que saiu do encontro da semana passada entre o Presidente norte-americano e Xi Jinping, seu homólogo chinês, na Coreia do Sul. O estado da política interna nos EUA ofereceu o contexto para a análise aos resultados das eleições de terça-feira, incluindo a vitória do socialista Zohran Mamdani nas autárquicas de Nova Iorque, o triunfo dos candidatos democratas nas eleições para a governação dos estados da Virgínia e de Nova Jérsia, e a aprovação da Proposta 50, na Califórnia, que abre caminho para o desenho de um novo mapa eleitoral tendo em vista as próximas votações para o Congresso dos EUA. No final do episódio, o investigador e a jornalista falaram ainda sobre o percurso e o legado político de Dick Cheney, antigo vice-presidente republicano dos EUA e um dos arquitectos da invasão do Iraque (2003), que morreu na segunda-feira, aos 84 anos. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Na véspera do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na Coreia do Sul, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) olharam para as relações económicas e geopolíticas entre Estados Unidos e República Popular da China e, no contexto da passagem do Presidente norte-americano pela cimeira da ASEAN, na Malásia, deram também nota da entrada de Timor-Leste na organização regional. A jornalista e o investigador conversaram ainda sobre os alegados planos de Trump e do movimento MAGA, tendo em vista uma recandidatura do Presidente na eleição presidencial de 2028, apesar de proibida pela Constituição dos EUA. No final do episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram os últimos desenvolvimentos da implementação do cessar-fogo entre o Governo de Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, à luz de novos ataques israelitas no enclave palestiniano e das negociações para os próximos passos do acordo. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) antecipam a reunião desta quinta-feira do Conselho Europeu, em Bruxelas, à luz dos últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e dos planos da União Europeia para investir na sua defesa. O anúncio (e adiamento) de uma cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin em Budapeste, na Hungria, organizada por Viktor Orbán, foi objecto de análise, assim como as posições dos líderes norte-americano e russo sobre o conflito em território ucraniano. A jornalista e o investigador discutiram ainda a estratégia de política externa dos Estados Unidos na América Latina, nomeadamente envolvendo a Venezuela, a Colômbia e a Argentina – que realiza no domingo eleições intercalares –, no contexto de crescente influência da China na região. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Teresa de Sousa, jornalista do PÚBLICO, e Carlos Gaspar, investigador do IPRI-Nova, discutem, no episódio desta semana do podcast Diplomatas, a nova política externa dos Estados Unidos, que combina diplomacia e negócios, e o plano de paz e de cessar-fogo na região do Oriente Médio, especialmente em Gaza. A conversa aborda a influência de Trump nas negociações de paz, o papel do Hamas, o vazio de poder em Gaza, e as respostas de Israel e dos EUA. Qual será a influência deste plano na guerra da Ucrânia? No final do episódio, analisam-se as restrições da China às exportações de terras raras necessárias para a indústria norte-americana e o aumento da tensão entre Pequim e Washington Em resposta, o presidente norte-americano declarou que "parece não haver razão" para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, durante a visita deste mês à Coreia do Sul. Texto de Amílcar CorreiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar (IPRI-Nova) analisaram a crise política em França, desencadeada pelo pedido de demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, na segunda-feira. A jornalista e o investigador assinalaram ainda o segundo ano dos ataques do Hamas contra Israel no dia 7 de Outubro de 2023 e discutiram as negociações directas entre o movimento islamista palestiniano e o Governo israelita em curso, no Cairo, sobre o conflito na Faixa de Gaza. Houve ainda espaço para um comentário sobre a eleição de Sanae Takaichi como líder do Partido Liberal Democrático e provável próxima primeira-ministra do Japão. No final do programa, Carlos Gaspar respondeu a uma pergunta de um ouvinte do podcast sobre o conceito de “multilateralismo bilateralizado”, que consta no programa do Governo de Luís Montenegro para explicar a sua estratégia para a política externa de Portugal. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado na segunda-feira por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, ao lado de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é o tema de abertura do episódio desta semana do podcast Diplomatas (PÚBLICO e IPRI-Nova). O investigador Carlos Gaspar e a jornalista Teresa de Sousa analisaram ainda as últimas movimentações da União Europeia e da NATO, tendo em vista uma resposta conjunta às “provocações” da Rússia com drones e caças no espaço aéreo dos países europeus. No debate sobre a guerra na Ucrânia e a defesa europeia, também houve espaço para um comentário sobre a vitória do partido pró-europeu Acção e Solidariedade nas eleições legislativas do passado domingo, na Moldova, contra uma plataforma de partidos alinhados com o Kremlin. Para fechar, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o congresso do Partido Trabalhista e para o discurso proferido na terça-feira pelo primeiro-ministro britânico e líder do Labour, Keir Starmer, num contexto político de crescimento da direita radical no Reino Unido. Texto de António Saraiva Lima Siga o Diplomatas e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No primeiro episódio da nova temporada do podcast Diplomatas, a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) fizeram um balanço dos últimos dois meses na frente política internacional, com especial foco na guerra da Ucrânia, no conflito na Faixa de Gaza e nas cimeiras diplomáticas que juntaram Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi e Kim Jong-un na China. Em semana de Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, a discussão também incidiu sobre o discurso de Donald Trump no plenário da organização mundial e na aparente inflexão do Presidente dos Estados Unidos sobre a invasão russa da Ucrânia, apoiando Kiev e dando aval a uma resposta robusta da NATO à violação do seu espaço aéreo por caças russos. Por fim, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram a decisão do Governo de Luís Montenegro de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina, à luz das opções estratégicas da política externa de Portugal e do posicionamento de Israel e dos EUA sobre o tema.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No último episódio do podcast Diplomatas antes da pausa de Verão, a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) anteciparam a cimeira UE-China, agendada para esta quinta-feira, em Pequim, à luz da realidade geopolítica e da “guerra comercial” lançada por Donald Trump ao mundo. A análise à cimeira UE-Japão, na véspera, também serviu de pretexto para o debate, que incluiu uma avaliação da situação política de Shigeru Ishiba, primeiro-ministro japonês, cujo partido, o LDP, perdeu a maioria na câmara alta do Parlamento do país nas eleições do passado domingo. O drama humanitário na Faixa de Gaza, os objectivos estratégicos e políticos do Governo israelita de Benjamin Netanyahu e o conflito entre drusos e sunitas no Sul da Síria também foram objecto de discussão. Por fim, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o possível impacto do “caso Epstein” e da criação de um novo partido norte-americano – o Partido da América, de Elon Musk – no apoio da base eleitoral que sustenta o Presidente Trump, nomeadamente do universo MAGA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ultimato apresentado por Donald Trump a Vladimir Putin, dando-lhe 50 dias para fechar um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, sob pena de os Estados Unidos imporem tarifas de 100% e aprovarem sanções secundárias à Rússia, foi o tema principal do episódio desta semana do podcast Diplomatas. A jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) analisaram a aparente mudança de postura do Presidente norte-americano, a também aparente desvalorização da ameaça pelo Kremlin e as dificuldades da União Europeia em aprovar mais um pacote (o 18.º) de sanções à Rússia. O périplo de Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, pelo mundo – no espaço de dez dias esteve nos BRICS, na ASEAN, na Cúpula do Leste Asiático, na Coreia do Norte, na China e na Organização para a Cooperação de Xangai – também mereceu destaque. Para o final do episódio ficou a discussão sobre a promessa da Administração Trump, anunciada no passado fim-de-semana, de imposição de taxas alfandegárias de 30% à União Europeia a partir do dia 1 de Agosto. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) analisaram os últimos capítulos da “guerra comercial” e tarifária lançada pela Administração Trump a aliados e adversários, no dia em que terminou a pausa de 90 dias decretada em Abril pelo Presidente dos Estados Unidos. A cimeira dos BRICS, realizada no domingo e na segunda-feira no Rio de Janeiro, com Lula da Silva (Brasil) como anfitrião, e Xi Jinping (China) e Vladimir Putin (Rússia) como principais ausências, também foi objecto de discussão no podcast. Para o fim do episódio ficou a análise à terceira viagem de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, à Casa Branca, para dois dias de reuniões com Trump, dedicados à Faixa de Gaza e à estratégia mais alargada dos dois aliados para o Médio Oriente, que também incluíram a indicação do Presidente dos EUA ao Nobel da Paz, por iniciativa do primeiro-ministro israelita. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quase duas semanas depois de os Estados Unidos terem atacado o Irão, as atenções voltaram a virar-se para a Faixa de Gaza e para a Cisjordânia. Donald Trump recebe Benjamin Netanyahu no início da próxima semana, na Casa Branca, e quer que o primeiro-ministro israelita aceite um cessar-fogo de 60 dias no enclave palestiniano. Este é um dos temas do episódio desta semana do podcast Diplomatas (IPRI-NOVA), com a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar. O programa também inclui uma análise aos efeitos políticos do escândalo de corrupção que envolve altos quadros do PSOE, em Espanha, e uma reflexão sobre o primeiro ano do Governo trabalhista do Reino Unido. Para o fim, houve ainda tempo para uma nota sobre as implicações do anúncio desta quarta-feira do 14.º Dalai Lama sobre o seu sucessor, que contemplou um aviso à China: haverá nova reencarnação do líder espiritual do budismo tibetano e “ninguém tem autoridade para interferir” no processo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas (IPRI-NOVA) olhámos para os ataques dos Estados Unidos contra três instalações nucleares iranianas, numa operação complexa que incluiu a Base das Lajes, e para a estratégia de Donald Trump para assegurar um cessar-fogo entre Israel e o Irão. O Presidente norte-americano foi também o grande protagonista da cimeira de líderes da NATO, realizada esta semana em Haia, nos Países Baixos. Os Estados-membros comprometeram-se a chegar aos 5% do PIB em despesas militares até 2035 e Luís Montenegro assegurou que Portugal vai alcançar essa meta. Mas só revelou os planos do Governo para antecipar o objectivo dos 2% ainda este ano. A jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar analisaram ainda os dados do último relatório do European Council on Foreign Relations. Entre os 12 países incluídos nas sondagens, Portugal lidera a lista dos inquiridos que revelam ter mais receio de uma “terceira guerra mundial”, da utilização de armas nucleares e do “colapso” da NATO e da União Europeia. Como se explica isto? Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Na sequência do pior ataque sofrido pelo Irão em 40 anos, às mãos de Israel, o episódio desta semana do podcast Diplomatas (PÚBLICO e IPRI-NOVA) foca-se no conflito directo entre duas das principais potências do Médio Oriente, na forma como ele é entendido pelos líderes políticos de ambas as partes e na potencial resposta dos Estados Unidos a mais um eixo de instabilidade na região. Teresa de Sousa sublinha que, “ao contrário da guerra em Gaza, que se prolonga e que atinge níveis de violência contra os palestinianos absolutamente desumanos e intoleráveis”, a “obsessão” de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, com o Irão, reúne apoio popular em Israel. Com Donald Trump a garantir que os EUA não querem, “por enquanto”, “matar” o Guia Supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, mas sem excluir uma potencial participação norte-americana no conflito, ao lado de Israel, a jornalista lembra que só os EUA é que têm capacidade para desmantelar o programa nuclear iraniano através de meios militares. Noutra linha de raciocínio, o investigador Carlos Gaspar acredita que “se a derrota do Irão for decisiva, a queda do regime é inevitável”, até, argumenta, tendo em conta o facto de Israel estar a “decapitar o centro de decisão militar” iraniano, criando “um vazio do poder à volta” de Khamenei. Do Médio Oriente passamos para Kananaskis, no Canadá, palco da cimeira do G7, que só contou com Trump no primeiro dia, não permitindo novo encontro com Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia. Tirando o “número” protagonizado pelo líder norte-americano, Carlos Gaspar salienta o “parágrafo particularmente crítico em relação à China” na declaração do primeiro-ministro canadiano e anfitrião do encontro, Mark Carney, e Teresa de Sousa, fazendo a ponte para a cimeira da próxima semana da NATO em Haia, nos Países Baixos, sublinha que “Trump tem um profundo desprezo por qualquer organização multilateral”. Ainda sobre a exigência dos EUA de pôr os Estados-membros da Aliança Atlântica a fixarem as respectivas despesas militares na ordem dos 5% do PIB, Carlos Gaspar olha para a promessa de Luís Montenegro de antecipar a chegada de Portugal aos 2% e defende uma mudança de postura. “É indispensável que as autoridades portuguesas – assim com as autoridades espanholas e italianas – tomem a sério a questão da defesa nacional e da defesa europeia, e deixem de fazer figuras ridículas”, critica o investigador. “Não basta os 3,5% ou os 2%; é preciso demonstrar que Portugal é um produtor de segurança internacional.” Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Este episódio começa com uma viagem de 40 anos no tempo, até à adesão de Portugal na CEE, a 12 de Junho de 1985, quando pelas 11h00 é assinado o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, a CEE, fechando um capítulo na nossa história e abrindo outro. Teresa de Sousa lembra que Mário Soares considerava que "Europa e democracia eram duas faces da mesma moeda". A conversa não termina sem passar pela situação nos Estados Unidos, nomeadamente sobre a crise em torno da cidade de Los Angeles, mas também do divórcio mais famoso do momento, a separação do mais rico, Elon Musk, do mais poderoso, Donald Trump. Um momento que todos viram chegar e de que ninguém quer perder os próximos episódios.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, a análise da jornalista Teresa de Sousa e do investigador Carlos Gaspar centrou-se na vitória do candidato conservador Karol Nawrocki, apoiado pelo partido ultranacionalista Lei e Justiça, na segunda volta das eleições presidenciais na Polónia. Com esta escolha, sublinha o investigador do IPRI-NOVA, o quinto maior país da União Europeia abandona o papel de destaque que tem vindo a assumir, sob a liderança do primeiro-ministro Donald Tusk, na “coligação central” que pode “resistir ao imperialismo russo e reconstruir a defesa europeia”, e que inclui Alemanha, França e, em certa medida, o Reino Unido. Carlos Gaspar diz mesmo que a Polónia perdeu uma “oportunidade irrepetível de estar no centro” do “directório europeu” que vai decidir o futuro a médio prazo da segurança da Europa. Da Polónia passámos para a vizinha Ucrânia e para o plano de condições “inaceitáveis” apresentadas pelo Kremlin para acabar com o conflito no país que a Rússia invadiu em 2022. Nesse contexto, Teresa de Sousa salienta a eficácia dos complexos e surpreendentes ataques militares levados a cabo pelos serviços secretos ucranianos em vários pontos da Rússia, a milhares de quilómetros da linha da frente, que, assegura, “humilharam” o país de Vladimir Putin, principalmente na sua dimensão de “relações públicas”. Por fim, Carlos Gaspar analisa a eleição do liberal Lee Jae-myung para a presidência da Coreia do Sul, país que o investigador diz estar, a par da Polónia, na “linha da frente” do conflito na Ucrânia, uma vez que a Coreia do Norte, com quem Seul ainda está tecnicamente em guerra, é o único país estrangeiro que tem soldados a combater ao lado da Rússia no território ucraniano.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ao fim de mais de dois meses de bloqueio da Faixa de Gaza, que nos trouxeram imagens e vídeos em catadupa de uma catástrofe humanitária de proporções inimagináveis, o Governo israelita permitiu esta semana a entrada “limitada” e “temporária” de ajuda aos palestinianos. Mas deixou de fora as Nações Unidas, temendo a intromissão do Hamas, e optou por mandatar uma organização privada norte-americana a assumir uma tarefa que, segundo a organização mundial, “não está alinhada com os princípios humanitários fundamentais”. No episódio desta semana do podcast Diplomatas, analisámos os planos políticos, humanitários e militares de Israel para o enclave, no contexto do conflito regional mais alargado (com o Irão), da pressão internacional crescente sobre Benjamin Netanyahu e das dinâmicas internas que impedem o Governo israelita de colapsar. “Netanyahu está a empurrar um país que tinha a solidariedade das democracias, e do mundo em geral, para um beco sem saída. Está a transformar Israel num estado quase pária por causa de Gaza”, diz a jornalista Teresa de Sousa. Neste programa conversámos ainda sobre o SAFE, o novo instrumento financeiro da União Europeia para investimentos no sector da defesa e sobre a confirmação do Governo da Alemanha de que foi dada autorização às Forças Armadas da Ucrânia para usarem armas alemãs de longo alcance contra alvos dentro do território da Federação Russa. Apesar dos esforços europeus, o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) nota que nem todos os “responsáveis europeus compreenderam que estão em guerra” e diz que é necessária uma participação do Pentágono dos EUA para ajudar a definir as prioridades ao abrigo do SAFE. Teresa de Sousa traça um “paralelismo dramático” entre os conflitos em Gaza e na Ucrânia: “Só os Estados Unidos têm força para torcer o braço a Putin ou para torcer o braço a Netanyahu. E a questão que enfrentamos, neste momento, é que o Presidente americano [Trump] tem muito pouco interesse em torcer o braço a Putin.” Para finalizar, olhámos para a cimeira da ASEAN, em Kuala Lumpur (Malásia), que contou com a participação da China e dos membros do Conselho de Cooperação do Golfo, à luz da competição geopolítica entre Pequim e Washington. “A vantagem da China neste domínio, em relação aos EUA, é a sua disponibilidade para trabalhar com instituições multilaterais, mesmo que seja apenas um gesto simbólico”, sublinha Carlos Gaspar. “Os gestos simbólicos também contam na política internacional.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
O que une a eleição de um novo Presidente na Roménia, o quase-empate entre socialistas e a extrema-direita no Parlamento em Portugal e o agendamento de um embate presidencial entre europeístas e ultranacionalistas na Polónia? No episódio desta semana do podcast Diplomatas, reflectimos sobre a pressão que a direita radical, extrema e populista continua a exercer sobre as democracias europeias e ocidentais e voltámos a questionarmo-nos onde é que o centro moderado está a falhar de forma persistente. “A visão que temos de uma política europeia num centro alargado – centro-esquerda, centro-direita, democratas-cristãos, liberais, socialistas, sociais-democratas – pertence ao passado”, diz o investigador do IPRI-NOVA Carlos Gaspar, que considera que a “iniciativa estratégica” é agora da “direita nacionalista, antidemocrática e antieuropeia”. “O centro deixou de existir”, sentencia. Com o Chega a colocar-se em boa posição para “roubar” ao PS o estatuto de maior força da oposição em Portugal, depois de contabilizados os votos da emigração, pode estar em causa o pacto de regime, aceite, promovido e defendido por PSD e PS desde a consolidação da democracia, relativo às prioridades da política externa e de defesa de Portugal? “A eleição de Trump, que teve um efeito devastador sobre a Europa, acabou por abrir espaço, no Chega e nos partidos nacionalistas e populistas da maior parte dos países europeus, a um discurso trumpiano, que tem como objectivo central acabar com a União Europeia”, alerta a jornalista Teresa de Sousa. Neste episódio analisámos ainda as consequências (ou a falta delas) do telefonema entre Vladimir Putin e Donald Trump sobre a guerra na Ucrânia e o “reset” nas relações entre Reino Unido e UE, cinco anos depois do “Brexit”.See omnystudio.com/listener for privacy information.




