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Agrotempo
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Author: Jornal O TEMPO
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As notícias do agronegócio que impactam a vida no campo e na cidade. Sempre às terças e quintas, com veiculação em toda a programação de O TEMPO FM e disponibilizado em nossas plataformas digitais e nos principais tocadores de áudio.
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Tecnologia reduz custos, auxilia a identificação de pragas, facilita o monitoramento de solo e rebanho, permite mapeamento topográfico e aumenta produtividade no agronegócio brasileiro
Envelhecimento da população e êxodo de jovens ameaçam a continuidade da agricultura familiar, e solução passa por planejamento e consultorias.
Com 150 Indicações Geográficas (IGs) nacionais reconhecidas, o Brasil consolida um modelo de desenvolvimento que transforma tradição em estratégia econômica. Nesse cenário, Minas Gerais lidera com 23 reconhecimentos (16 Indicações de Procedência e sete Denominações de Origem) que vão do queijo da Canastra ao artesanato colonial, representando mais de 15% de todas as IGs nacionais.
O Circuito Frutificaminas, realizado pela Emater-MG, encerrou 2025 com resultados expressivos. Ao longo do ano, foram promovidas 17 etapas regionais e eventos técnicos voltados ao desenvolvimento da fruticultura, reunindo cerca de 1,5 mil participantes entre produtores rurais, técnicos e demais integrantes da cadeia produtiva. Além disso, a programação contou com seis eventos específicos para atualização de extensionistas da empresa, com a participação de 125 profissionais. Criado em 2010, o Circuito Frutificaminas integra um conjunto de ações da Emater-MG para a socialização de tecnologias, troca de experiências e difusão de informações técnicas e de mercado. Em 15 anos de atuação, o programa já contabiliza 139 eventos, com a participação de cerca de 15 mil pessoas e caravanas de mais de 541 municípios mineiros. É o maior evento do setor no estado.
O Governo de Minas, por meio da Emater-MG, lançou o edital para o cadastro de propriedades rurais elegíveis para receber a instalação de micro usinas fotovoltaicas, dentro do Novo Acordo de Mariana. A ação deve beneficiar mais de 1500 propriedades (localizadas até 100 metros da mancha de inundação) nos 38 municípios atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, há dez anos. Os interessados devem procurar os escritórios da Emater-MG mais próximos para se inscrever.
2025 foi um ano de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, especialmente no segundo semestre. Uma das principais causas apontadas pelos especialistas deve-se ao forte abate de fêmeas (vacas e novilhas) no país, que segundo o IBGE, este ano superou o de machos pela primeira vez, desde 1997.
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro encerrou a edição 2025 com um resultado financeiro histórico, movimentando mais de R$ 1 milhão nas modalidades Leilão Solidário, Leilão On-line e Reserva para Mercado Interno. O montante inclui também os lotes premiados da nova categoria Doce Cerrado Mineiro, reforçando a valorização da Denominação de Origem e ampliando sua presença no cenário global de cafés de origem controlada. O Leilão Solidário, realizado presencialmente em novembro, respondeu por R$ 562 mil do total arrecadado e estabeleceu o maior valor já pago por uma saca de café no Brasil: R$ 200 mil, pelo café cereja descascado do produtor Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem. No Leilão On-line, realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, a saca mais valorizada — também produzida por Eduardo Pinheiro Campos — alcançou cerca de R$ 10 mil, demonstrando consistência e reconhecimento contínuo da qualidade dos cafés premiados.
O período chuvoso marca, novamente, o início de um importante capítulo para centenas de famílias do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A Aperam BioEnergia deu início ao novo ciclo do Programa Raízes do Vale, que, nesta safra 2025/2026, alcança 24 comunidades, cerca de 260 famílias e 120 hectares de terras cedidas pela empresa - em regime de comodato - para o plantio da agricultura familiar em consórcio com o eucalipto renovável da Aperam. A grande novidade deste ciclo é a introdução de variedades biofortificadas de batata-doce, resultado de uma parceria entre a Aperam BioEnergia, Fundação Aperam Acesita e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em desenvolvimento desde 2012, as cultivares - Maria Eduarda, Maria Isabel e Maria Rita - possuem até 20 vezes mais betacaroteno (precursor da vitamina A) do que a cenoura. Segundo o Ministério da Saúde, regiões brasileiras como o Vale do Jequitinhonha apresentam índices acentuados de deficiência desse nutriente, condição que afeta especialmente o desenvolvimento infantil.
Com o segundo maior rebanho bovino do mundo e papel decisivo nas exportações globais de carne, a pecuária brasileira depende cada vez mais de precisão sanitária e agilidade no diagnóstico de doenças. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE), o país encerrou 2024 com 238,2 milhões de cabeças de gado, número superior à população humana e apenas 0,2% abaixo do recorde histórico registrado em 2023. A região Centro-Oeste segue como principal produtora e Mato Grosso lidera o ranking nacional. Em um setor altamente competitivo e regulado, a confirmação rápida de agentes infecciosos, muitos deles zoonóticos, se tornou estratégica não apenas para preservar a produtividade das fazendas, mas também para garantir o acesso a mercados premium e manter o país na liderança mundial das exportações de carne bovina. Nesse cenário, a Bioclin, empresa brasileira de diagnóstico, vem ampliando o portfólio de soluções voltadas à saúde animal.
A utilização da silagem de trigo forrageiro irrigado na alimentação do gado tem trazido benefícios para pecuaristas de leite de Setubinha, no Vale do jequtitinhonha. Os trabalhos começaram em junho deste ano por meio de uma parceria entre a Emater-MG e a Epamig com o apoio da Secretária Municipal de Agricultura. De acordo com o extensionista da Emater-MG, Joel Lima da Fonseca, desde 2024, cerca de 30 produtores têm procurado alternativas para melhorar e valorizar a pecuária do município.
Apesar da alta de 0,18% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em novembro, a inflação brasileira só não foi maior graças ao desempenho da agropecuária. O IPCA, calculado pelo IBGE, mostra a variação dos preços mês a mês e é o indicador oficial de inflação do país. Pelo sexto mês consecutivo, o grupo ‘Alimentação e Bebidas’ registrou variação negativa de -0,01%, permanecendo praticamente estável e contribuindo para conter a alta do índice oficial mesmo diante das pressões vindas dos grupos Despesas Pessoais, influenciado pela COP30, e Habitação, devido ao aumento da energia elétrica. O subgrupo ‘alimentação no domicílio’ apresentou retração de -0,20%, enquanto alimentar-se fora de casa ficou +0,46% mais caro. A importante safra de frutas e hortaliças, a oferta de leite no mercado, além da boa oferta de arroz e feijão, foi determinante para segurar os preços no varejo. Produtos como limão, maracujá, tomate, abobrinha, pepino, cenoura e leite longa vida tiveram quedas expressivas no mês, refletindo o impacto direto da produção agrícola sobre a redução do custo de vida dos brasileiros. A boa performance da agropecuária também compensou aumentos em energia elétrica, hospedagem e passagens aéreas, itens com grande peso no avanço do índice no mês.
No Brasil, quem mais preserva é justamente quem menos recebe incentivo fiscal, já que a ampla maioria das propriedades rurais é formada por imóveis de pequeno porte, geralmente com menos de 100 hectares. São mais de 6 milhões e trezentas mil propriedades pequenas, o equivalente a 93,2% do total, além de mais de 343 mil imóveis rurais médios (5%) e 123 mil grandes (1,8%), segundo dados oficiais do INCRA. Mesmo preservando áreas relevantes, no modelo atual esses produtores enfrentam barreiras para transformar conservação ambiental em renda por falta de regulamentação, conforme destaca o advogado tributarista do agro Fernando Melo de Carvalho. Fernando lembra que a Lei que criou a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), foi pensada justamente para remunerar propriedades rurais que conservam florestas, água, solo e biodiversidade. Na prática, porém, a falta de regulamentação e de um cadastro nacional estruturado ainda impede que o benefício fiscal seja usufruído completamente, o que desestimula a iniciativa por parte de pequenos e médios produtores.
A busca por soluções que reduzam custos e tornem o transporte mais sustentável se tornou pauta central em empresas de logística, frotistas e produtores rurais. Nesse sentido, a Mexim Fuel Economy lança no Brasil o Economexim, um gerador de hidrogênio desenvolvido com tecnologia alemã, criado para atuar como aditivo inteligente ao diesel, aumentando o desempenho, reduzindo consumo e prolongando a vida útil do motor. Instalado de forma simples, o equipamento injeta hidrogênio no coletor de admissão do veículo, potencializando a queima de combustível. O processo favorece maior eficiência energética, menor emissão de poluentes e redução de resíduos de carbono no motor. A empresa afirma que o resultado, observado em campo, inclui economia média entre 25% e 40% no consumo, além de até 30% de ganho de potência, dependendo do regime de rotação e do perfil de operação.
A chegada da época das águas traz boas perspectivas na recria do gado, uma vez que o rebanho dispõe de uma maior disponibilidade e qualidade das pastagens para se alimentar, o que ajuda no ganho de peso. Ao mesmo tempo, é um período que traz desafios no manejo dos animais que, se não corrigidos, podem prejudicar sua saúde. Com o pasto de qualidade e em boa quantidade, o produtor tem a perspectiva de um alto potencial de ganho de peso e de expressar seu potencial genético. Os animais de recria apresentam ganhos de peso diário significativos (podendo chegar a 700g a mais de 1kg/dia com suplementação adequada), com consequente redução do tempo até o abate ou da idade de entrada na reprodução.
A Emater-MG apresentou aos seus profissionais as ações da empresa dentro do Novo Acordo de Mariana. O acordo foi criado para garantir a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), há dez anos. Ne acordo, a Emater-MG vai atuar na recuperação produtiva e ambiental de 1570 propriedades rurais, de 38 municípios mineiros.
A Arapé Agroindustria se aliou à MSD Saúde Animal para buscar a Certificação em Bem-Estar Único - Missão de Cuidar. A obtenção veio após investimento e mudança de cultura em todo o processo de produção nas granjas da empresa. São 3.350 leitões por semana, que correspondem a uma produção de 402 toneladas de carne suína. A certificação colocou a empresa em um novo patamar: qualidade e valor agregado. Mas para chegar ao resultado, foram promovidas transformações. A busca pela sustentabilidade é prática comum na empresa, o que facilitou parte da mudança na produção. Através da geração de energia limpa a partir de resíduos e dejetos, a empresa contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa e preservação da qualidade do solo, das águas subterrâneas e superficiais. Além de apresentar a vantagem de dar destino adequado às sobras de seus processos produtivos. Na Arapé, o processo criatório considera o bem-estar dos animais através do controle do estresse, reduzindo e até afastando os mecanismos que desencadeiam estresse em um animal. Dentre as mudanças, foram instalados mais acessos água, a ração balanceada e até o método de vacinação, que usa o sistema da MSD Saúde Animal que não usa a agulha na aplicação. Os galpões têm controle de temperatura e todos os animais são monitorados por sistema integrado que mede até a quantidade de alimento.
A produção de suínos vive um bom momento no Brasil. A carne, antes relegada a um segundo plano pelos consumidores, está se tornando uma opção de proteína acessível e saborosa. O consumo per capita de carne suína no Brasil alcançou 19,52 kg em 2024, segundo dados do IBGE. O consumo tem crescido consistentemente nos últimos anos, impulsionado pela maior acessibilidade, campanhas de marketing e versatilidade. Minas Gerais vai ainda mais longe. No estado, o consumo per capita, atingiu 27 kg em 2025. Pensando nisso, produtores estão investindo na qualidade. A Arapé Agroindústria , em Formiga, a 190 km de Belo Horizonte, no centro-oeste mineiro, enxerga o processo de crescimento. Por isso, está investindo na qualidade da criação. Ao conquistar a Certificação em Bem-Estar Único - Missão de Cuidar, selo que avalia a cadeia produtiva de ponta a ponta, a empresa tem planos de investir ainda mais.
Em Formiga, município a 190 km de Belo Horizonte, no centro-oeste mineiro, a Arapé Agroindústria se destaca pela qualidade na suinocultura. Mas o que a difere de outras granjas? A Arapé conquistou a Certificação em Bem-Estar Único - Missão de Cuidar. Esse selo avalia a cadeia produtiva de ponta a ponta, do campo à indústria, impulsionando uma evolução contínua nas melhorias do dia a dia operacional. Para conquistar o certificado, desenvolvido pela MSD Saúde Animal e auditado pela QIMA/WQS, mais de 150 critérios foram avaliados, com base científica. Todo o processo começa com a mudança de cultura. Desde a gestão da empresa, até o processo de produção. Tudo é avaliado. Os requisitos precisam atender desde o bem-estar direto dos animais, que incluem qualidade da água, ração balanceada, vacinas, entre outros, e, o impacto para as pessoas, onde se incluem os colaboradores e gestores.
A busca por mais eficiência na produção de uma fazenda passa pela atenção ao consumo de minerais pelo rebanho, que são nutrientes indispensáveis na composição das dietas bovinas por seus efeitos positivos como aumento da taxa de natalidade, do peso à desmama e diminuição da idade de abate, entre outros. Assim, os produtores precisam estar atentos para que na nutrição dos animais não haja deficiências desses elementos. De acordo com o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, empresa especializada em nutrição animal, Bruno Marson, cálcio, fósforo, sódio, cobalto, selênio, zinco e cobre, entre outros elementos, são essenciais para o bom desempenho produtivo por impactarem a fertilidade, a saúde hormonal, a produção de espermatozoides e o desenvolvimento embrionário em animais.



