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Agrotempo
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Author: Jornal O TEMPO
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As notícias do agronegócio que impactam a vida no campo e na cidade. Sempre às terças e quintas, com veiculação em toda a programação de O TEMPO FM e disponibilizado em nossas plataformas digitais e nos principais tocadores de áudio.
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Entre montanhas, estradas de terra e milhares de propriedades rurais, o queijo artesanal mineiro guarda histórias que vão muito além do sabor. É esse universo que o livro Queijos Artesanais de Minas, lançado pela Emater-MG, revela ao reunir relatos de produtores que transformaram tradição em modo de vida. Com mais de 200 páginas, a obra abrange 16 regiões produtoras do estado para mostrar, por meio das experiências humanas, a riqueza cultural e social por trás de um dos maiores símbolos de Minas Gerais. A publicação é resultado de um trabalho construído ao longo de dois anos, com visitas e entrevistas com 96 produtores mineiros. São narrativas sobre resistência, herança e pertencimento, nas quais o queijo aparece como elo entre gerações. Os relatos foram transformados em texto pelas jornalistas Carolina Daher e Ana Sandim, com fotografias de Magê Monteiro e Ignácio Costa. A elaboração do livro teve a coordenação da Equipe de Queijos Artesanais da Emater-MG.
O mercado brasileiro de seguros pecuários e de animais atingiu, em 2025, o maior volume de arrecadação de sua história, mas o avanço ainda contrasta com a dimensão do risco no campo: apesar do crescimento expressivo, exercícios estimativos indicam que apenas uma fração reduzida do rebanho bovino nacional está potencialmente protegida, o que evidencia a baixa penetração do seguro na atividade pecuária. Entre janeiro e outubro, a arrecadação somou R$ 187,6 milhões, alta de 24% na comparação com o mesmo período de 2024 e de 267% em relação a 2021, quando o volume arrecadado foi de R$ 51,1 milhões. Os dados fazem parte de levantamento conjunto da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O estudo mostra que o Seguro Pecuário respondeu pela maior fatia do crescimento, com R$ 165 milhões em prêmios no período, avanço de 25,9%. Já o seguro de animais arrecadou R$ 22,6 milhões, crescimento de 11,4%.
As produtoras rurais mineiras terão taxas reduzidas no mês de março. No mês das mulheres, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) disponibiliza linha de crédito com taxa especial, fixa e abaixo da Selic, a partir de 14% ao ano, cerca de 1,09% ao mês. O pagamento é em até 48 meses, incluindo 12 meses de carência.
Uma nova etapa das pesquisas envolvendo a produção de cacau no Norte de Minas deu ainda mais ânimo aos produtores que investem na cultura. Foi fabricado o primeiro chocolate feito exclusivamente com as amêndoas dos frutos cultivados nas áreas de pesquisa, dentro da Fazenda Experimental da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no município de Janaúba. Os pesquisadores utilizaram o mesmo genótipo de planta que está em uso nas plantações dos fruticultores da região, que recebem incentivos e apoio técnico do Sistema Faemg Senar por meio do Programa Agro+Verde Cacau, em parceria com a empresa Cargill.
A chegada do final da estação de monta traz ao pecuarista o momento de realizar o descarte de matrizes, baseado no diagnóstico de gestação para remover aquelas que não emprenharam ou falharam reprodutivamente, visando a otimização do rebanho e o alívio da pressão sobre as pastagens. Para que o processo seja realizado de modo a otimizar o retorno financeiro da propriedade e produtividade do gado, é essencial que haja um planejamento bem elaborado e estratégias nutricionais que priorizem a recuperação do escore corporal das fêmeas e a terminação rápida para o abate. A taxa de renovação anual dos animais recomendada é de cerca de 20%, garantindo a entrada de exemplares mais jovens e produtivos. O planejamento do descarte começa com o diagnóstico de gestação no final da estação de monta, que identifica as fêmeas não prenhes. O produtor também deve manter registros detalhados e atualizados de cada matriz, incluindo datas de parto, peso do bezerro desmamado, histórico de doenças e tratamentos, para que possa tomar decisões embasadas e a identificar falhas repetidas.
O Sistema Faemg Senar acompanha a situação do campo após as fortes chuvas na Zona da Mata. Apuração junto a 376 produtores rurais de várias áreas da região mostra que 26% deles tiveram as propriedades afetadas. Desses, 61% relataram perda de produção e 23% paralisaram as atividades. Os dados foram coletados a campo pela Gerência de Assistência Técnica e Gerencial (GATG) e analisados pela Gerência do Agronegócio (GDA) entre 28 de fevereiro e 2 de março. Dos entrevistados, 95% não têm ferramentas de gestão de risco, como seguro rural. A pesquisa mostra que muitos produtores podem enfrentar dificuldades para cumprir dívidas e se reerguer. Dos produtores prejudicados, 21% estão com financiamento ativo, sendo que 12% deles estão com parcelas vencendo nos próximos 90 dias. As chuvas impactaram mais de 63 mil hectares de áreas cultivadas, ou seja, 63% da área total declarada. Também foi declarado óbito de 142 animais em 13 propriedades em 12 municípios.
Composta por 22 municípios mineiros no Vale do Jequitinhonha, a Chapada de Minas celebrou no mês passado, a conquista da Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência. O pedido de registro foi deferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão federal responsável pelo registro de marcas, patentes e desenhos industriais e vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A conquista foi fruto da atuação conjunta do Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) e do Sebrae Minas.
A categoria Doce Cerrado Mineiro foi criada para reconhecer uma das principais identidades dos cafés da região: a doçura natural. Trata-se do primeiro concurso nacional a valorizar de forma central uma característica específica do café. Os lotes são provenientes da safra 2025/2026, processados pelo método natural, o que contribui para a intensidade da doçura e para o perfil típico do Cerrado Mineiro, com notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica, elementos que expressam a identidade da origem.
A fruticultura tem despertado o interesse de produtores rurais em diversas regiões de Minas Gerais por gerar renda e emprego em áreas relativamente pequenas. No entanto, para que o investimento seja bem-sucedido, o planejamento precisa começar com meses de antecedência. O alerta é do coordenador de fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio. Segundo ele, a fruticultura é uma atividade altamente tecnificada e não admite improvisos.
O manejo nutricional dos grãos é muito mais do que uma prática agrícola — é um elo estratégico que conecta a produtividade da lavoura ao custo e à qualidade da proteína animal. Em um país que lidera a produção mundial de soja e milho, a eficiência nutricional das plantas determina não apenas o volume colhido, mas o valor nutricional do grão que será convertido em farelo e ração. É justamente nessa conversão entre produtividade e qualidade que o impacto do manejo se torna mais evidente. Quando a nutrição é equilibrada, a lavoura pode expressar ganhos produtivos da ordem de 20% a 30%. Esse avanço não se resume a rendimento por hectare: grãos mais bem nutridos apresentam maior densidade proteica e energética, refletindo diretamente na eficiência das rações. Considerando que a alimentação representa cerca de 70% do custo de produção de carnes, qualquer ganho de eficiência no campo tem efeito multiplicador em toda a cadeia.
A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, impulsionada por boas condições climáticas em grande parte do ciclo e pelo desempenho acima do esperado em importantes regiões produtoras. De acordo com a consultoria Céleres, a produção nacional está estimada em 181,3 milhões de toneladas, crescimento de cerca de 5% em relação à safra anterior, que havia atingido o recorde de 172,8 milhões de toneladas. O avanço reflete, principalmente, as produtividades observadas no Sul do país. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná se destacaram ao longo da safra, beneficiados por um regime climático favorável, o que levou a consultoria a revisar para cima sua projeção inicial, que era de 177,2 milhões de toneladas. Anderson Galvão, consultor da Céleres, afirma que as lavouras apresentaram um desempenho bastante consistente, especialmente no Sul, o que reforça a leitura de uma safra cheia e acima das expectativas iniciais.
Os cafés vencedores do 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG em 2025, chegam às gôndolas do Supermercado Verdemar A iniciativa é fruto da parceria entre a Emater-MG e a rede de supermercados Verdemar. O objetivo é valorizar e ampliar o mercado dos cafés especiais produzidos em Minas Gerais, especialmente aqueles oriundos da agricultura familiar. Este é o oitavo ano em que o Verdemar lança a linha "Cafés Campeões", com os vencedores da competição.
Famosa pela produção do Queijo Minas Artesanal, a microrregião do Serro volta os holofotes para a matéria-prima desta iguaria. Estão abertas, até o dia 23 de fevereiro, as inscrições para o 3º Concurso Regional de Qualidade do Leite. A iniciativa é promovida pela comissão técnica formada pela Emater-MG, Rede LeiteInova, Escola de Veterinária da UFMG e Departamento de Medicina Veterinária da UFLA, com o objetivo de analisar amostras de leite do rebanho e premiar pecuaristas que se destacam pela qualidade do produto destinado ao processamento artesanal de queijos ou ao fornecimento para laticínios. Podem participar produtores de leite ou de queijos dos municípios de Alvorada de Minas, Carmésia, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Dom Joaquim, Guanhães, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, São João Evangelista, Senhora do Porto, Serra Azul de Minas e Serro.
O mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve encerrar o ciclo de 2025 com expansão da área PAT - Área Tratada por produto. O indicador deve crescer 6,1% em relação ao mesmo período de 2024 e pode contabilizar 2,6 bilhões de hectares tratados, conforme a terceira projeção de dados de pesquisa realizada pela Kynetec Brasil, a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg). Em 2025, o setor apresentou dinâmicas distintas entre os semestres. No primeiro, o desempenho foi impactado principalmente pela seca no Sul do país e pela retração de preços da safra anterior, fatores que afetaram o ritmo de aplicação de defensivos e o comportamento de algumas culturas. Já no segundo semestre, o cenário passou a incorporar sinais mais positivos, impulsionados pelo crescimento de área cultivada, com destaque para soja e milho, além do início dos efeitos da safra 25/26, que trouxeram mais dinamismo ao mercado, pois o plantio transcorreu dentro do período preferencial com andamento das aplicações iniciais também dentro do planejado. A maior pressão de pragas e doenças fúngicas, além do manejo de resistência de plantas daninhas, foram fatores-chave para os crescimentos apontados.
A entrada de executivos urbanos no agronegócio costuma ser cercada de romantização. Mas, no caso da arquiteta e empresária Bárbara Kemp, o caminho foi outro: choque de realidade, falta de estrutura, escassez de mão de obra e decisões tomadas longe de qualquer manual. A empresária acaba de lançar no livro Mulheres no Agronegócio – Vol. II, em que ela conta como deixou a lógica acelerada das cidades para viver, na prática, os desafios do campo — e como essa travessia transformou sua forma de enxergar gestão, tempo e negócios.
A Castanha de Baru do Urucuia Grande Sertão Veredas vai ser apresentada na maior feira de produtos orgânicos da Europa, a Biofach 2026, de 10 a 13 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Uma missão técnica com representantes do Sebrae Minas, da Copabase e da WWF-Brasil, em parceria com a Fumbio, vai impulsionar a internacionalização do produto na Europa. É a primeira oportunidade de promoção do fruto desde que a União Europeia autorizou a exportação aos países membros do bloco, em meados do ano passado. A ação busca fortalecer a cadeia produtiva do baru no Noroeste de Minas Gerais, permitindo identificar tendências globais, prospectar novos parceiros comerciais e institucionais, além de ampliar a competitividade e agregar valor aos produtos da Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase). Rico em diversas propriedades nutricionais, o baru é reconhecido como um super alimento brasileiro, que dispõe de grande quantidade de nutrientes e poucas calorias.
Uma pesquisa inédita revelou que o plantio de cobertura vegetal nas entrelinhas e de árvores e arbustos entre os corredores de café no Cerrado Mineiro reduziu em cerca de 30% a incidência do “bicho mineiro”, a praga mais temida pelos cafeicultores. O objetivo é mostrar como a agricultura regenerativa poderia atrair uma fauna benéfica de insetos que agem como predadores naturais do bicho-mineiro e outras pragas do café, além de ajudar as plantações a serem mais resilientes às mudanças climáticas e também a reduzirem o uso de defensivos químicos.
O custo da energia elétrica tornou-se um dos principais fatores de pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro. Atividades como irrigação, bombeamento de água, refrigeração, armazenagem e beneficiamento da produção dependem fortemente do fornecimento contínuo de eletricidade, tornando o setor sensível a reajustes tarifários e à volatilidade do sistema elétrico.
A Jequitinhonha Alimentos acaba de concluir as obras de seu novo Centro de Armazenamento e Distribuição, um investimento estratégico que vai fortalecer a estrutura logística da empresa e ampliar sua capacidade de crescimento. Localizado em Capelinha, sede do grupo, o espaço tem 1.500 metros quadrados de área construída, capacidade para armazenar até 1,5 milhão de quilos de produtos e conta com doca preparada para quatro carregamentos simultâneos, garantindo mais agilidade, segurança e eficiência nas operações.
Desde o momento em que é retirado da colmeia até o envase, o mel exige manejo cuidadoso para manter suas características e garantir a segurança alimentar. Para orientar os apicultores do estado sobre os procedimentos adequados na atividade, a Emater-MG lançou a cartilha Apicultura: Boas Práticas de Processamento. O material está disponível para consulta na Livraria Virtual do site da empresa, www.emater.mg.gov.br. A publicação destaca que o mel é um alimento natural produzido a partir do néctar das flores e que sua qualidade está diretamente relacionada às plantas utilizadas pelas abelhas, à água consumida pelos insetos e, principalmente, aos cuidados adotados pelo apicultor em todas as etapas de produção e processamento. De acordo com a cartilha, a qualidade do mel é preservada quando o produto processado mantém as mesmas características que apresentava nos favos, dentro da colmeia. Uma vez perdida, essa qualidade não pode ser recuperada. Por isso, toda a cadeia produtiva deve seguir critérios rigorosos para evitar alterações nas características físicas, químicas e sensoriais do mel e atender à legislação brasileira.



