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Author: Jornal O TEMPO

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As notícias do agronegócio que impactam a vida no campo e na cidade. Sempre às terças e quintas, com veiculação em toda a programação de O TEMPO FM e disponibilizado em nossas plataformas digitais e nos principais tocadores de áudio. 
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A Castanha de Baru do Urucuia Grande Sertão Veredas vai ser apresentada na maior feira de produtos orgânicos da Europa, a Biofach 2026, de 10 a 13 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Uma missão técnica com representantes do Sebrae Minas, da Copabase e da WWF-Brasil, em parceria com a Fumbio, vai impulsionar a internacionalização do produto na Europa. É a primeira oportunidade de promoção do fruto desde que a União Europeia autorizou a exportação aos países membros do bloco, em meados do ano passado. A ação busca fortalecer a cadeia produtiva do baru no Noroeste de Minas Gerais, permitindo identificar tendências globais, prospectar novos parceiros comerciais e institucionais, além de ampliar a competitividade e agregar valor aos produtos da Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase). Rico em diversas propriedades nutricionais, o baru é reconhecido como um super alimento brasileiro, que dispõe de grande quantidade de nutrientes e poucas calorias. 
Uma pesquisa inédita revelou que o plantio de cobertura vegetal nas entrelinhas e de árvores e arbustos entre os corredores de café no Cerrado Mineiro reduziu em cerca de 30% a incidência do “bicho mineiro”, a praga mais temida pelos cafeicultores. O objetivo é mostrar como a agricultura regenerativa poderia atrair uma fauna benéfica de insetos que agem como predadores naturais do bicho-mineiro e outras pragas do café, além de ajudar as plantações a serem mais resilientes às mudanças climáticas e também a reduzirem o uso de defensivos químicos. 
 O custo da energia elétrica tornou-se um dos principais fatores de pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro. Atividades como irrigação, bombeamento de água, refrigeração, armazenagem e beneficiamento da produção dependem fortemente do fornecimento contínuo de eletricidade, tornando o setor sensível a reajustes tarifários e à volatilidade do sistema elétrico.
 A Jequitinhonha Alimentos acaba de concluir as obras de seu novo Centro de Armazenamento e Distribuição, um investimento estratégico que vai fortalecer a estrutura logística da empresa e ampliar sua capacidade de crescimento. Localizado em Capelinha, sede do grupo, o espaço tem 1.500 metros quadrados de área construída, capacidade para armazenar até 1,5 milhão de quilos de produtos e conta com doca preparada para quatro carregamentos simultâneos, garantindo mais agilidade, segurança e eficiência nas operações. 
Desde o momento em que é retirado da colmeia até o envase, o mel exige manejo cuidadoso para manter suas características e garantir a segurança alimentar. Para orientar os apicultores do estado sobre os procedimentos adequados na atividade, a Emater-MG lançou a cartilha Apicultura: Boas Práticas de Processamento. O material está disponível para consulta na Livraria Virtual do site da empresa, www.emater.mg.gov.br.  A publicação destaca que o mel é um alimento natural produzido a partir do néctar das flores e que sua qualidade está diretamente relacionada às plantas utilizadas pelas abelhas, à água consumida pelos insetos e, principalmente, aos cuidados adotados pelo apicultor em todas as etapas de produção e processamento. De acordo com a cartilha, a qualidade do mel é preservada quando o produto processado mantém as mesmas características que apresentava nos favos, dentro da colmeia. Uma vez perdida, essa qualidade não pode ser recuperada. Por isso, toda a cadeia produtiva deve seguir critérios rigorosos para evitar alterações nas características físicas, químicas e sensoriais do mel e atender à legislação brasileira. 
O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade.  O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar, que reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, o que ampliou a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionou os preços. 
Sucessão familiar, desafios e muita vontade de aprender marcam a trajetória da agricultora Cíntia de Jesus Machado Fonseca. A jovem de 19 anos, conta que nunca pensou em abandonar as atividades que desenvolve no sítio Olaria, na Comunidade Pedra Negra, em Santana do Garambéu, para buscar novas oportunidades.  Além de ajudar o pai e a irmã, a jovem ainda se dedica a criação de gado de leite e galinhas caipiras. Em novembro de 2025, agregou mais uma atividade por meio do cultivo de banana. Cíntia diz que pretende continuar a trajetória da família no campo. 
Produtores de café inscritos no projeto agroBR participaram de rodadas de negócios durante a feira “World of Coffee”, que foi realizada entre 18 a 22 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Entre eles, estão cafeicultores de Minas Gerais.A missão é promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em parceria com a ApexBrasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e o Sebrae.A World of Coffee é a principal feira internacional de cafés especiais do Oriente Médio e porta de entrada para o crescente mercado da região e do Norte da África, reunindo compradores, torrefadores e profissionais do setor.
Produtores rurais de São Gotardo deram um passo importante rumo à redução de custos e ao fortalecimento da atividade no campo.No último dia 21, o Sindicato dos Produtores Rurais do município sediou um encontro que apresentou o Programa Compras Coletivas, uma iniciativa do Sistema Faemg Senar, em parceria com o INAES Instituto Antônio Ernesto de Salvo.Durante a reunião, produtores da cidade e da região conheceram de perto como funciona o programa, que organiza grupos para a compra conjunta de insumos e serviços, ampliando o poder de negociação e garantindo economia.De acordo com o gerente executivo do INAES, Bruno Rocha, o Instituto faz toda a articulação com fornecedores, acompanha o processo e oferece segurança e transparência ao produtor rural.
O ano de 2026 vai ter três edições do Prêmio Brasil Artesanal. A programação foi anunciada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Vão ser contemplados três segmentos de produtores artesanais: de azeite, de cachaça e, pela primeira vez, de doce de leite.
Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais tem a linha de crédito “BDMG Verde Agro”, que ajuda produtores rurais e cooperativas de produção mineiras a incluírem no dia a dia práticas sustentáveis de trabalho. A iniciativa viabiliza o acesso a novos mercados e ganhos financeiros e de produtividade.
Milhares de mineiros encontram nas feiras livres uma fonte de renda e um espaço de valorização do trabalho no campo. Em Minas Gerais, quase 19 mil famílias de agricultores contam com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que colabora na realização de feiras livres em cerca de 700 cidades.
Tecnologia reduz custos, auxilia a identificação de pragas, facilita o monitoramento de solo e rebanho, permite mapeamento topográfico e aumenta produtividade no agronegócio brasileiro
Envelhecimento da população e êxodo de jovens ameaçam a continuidade da agricultura familiar, e solução passa por planejamento e consultorias.
Com 150 Indicações Geográficas (IGs) nacionais reconhecidas, o Brasil consolida um modelo de desenvolvimento que transforma tradição em estratégia econômica. Nesse cenário, Minas Gerais lidera com 23 reconhecimentos (16 Indicações de Procedência e sete Denominações de Origem) que vão do queijo da Canastra ao artesanato colonial, representando mais de 15% de todas as IGs nacionais.
O Circuito Frutificaminas, realizado pela Emater-MG, encerrou 2025 com resultados expressivos. Ao longo do ano, foram promovidas 17 etapas regionais e eventos técnicos voltados ao desenvolvimento da fruticultura, reunindo cerca de 1,5 mil participantes entre produtores rurais, técnicos e demais integrantes da cadeia produtiva. Além disso, a programação contou com seis eventos específicos para atualização de extensionistas da empresa, com a participação de 125 profissionais.  Criado em 2010, o Circuito Frutificaminas integra um conjunto de ações da Emater-MG para a socialização de tecnologias, troca de experiências e difusão de informações técnicas e de mercado. Em 15 anos de atuação, o programa já contabiliza 139 eventos, com a participação de cerca de 15 mil pessoas e caravanas de mais de 541 municípios mineiros. É o maior evento do setor no estado. 
O Governo de Minas, por meio da Emater-MG, lançou o edital para o cadastro de propriedades rurais elegíveis para receber a instalação de micro usinas fotovoltaicas, dentro do Novo Acordo de Mariana. A ação deve beneficiar mais de 1500 propriedades (localizadas até 100 metros da mancha de inundação) nos 38 municípios atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, há dez anos. Os interessados devem procurar os escritórios da Emater-MG mais próximos para se inscrever. 
 2025 foi um ano de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, especialmente no segundo semestre. Uma das principais causas apontadas pelos especialistas deve-se ao forte abate de fêmeas (vacas e novilhas) no país, que segundo o IBGE, este ano superou o de machos pela primeira vez, desde 1997. 
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro encerrou a edição 2025 com um resultado financeiro histórico, movimentando mais de R$ 1 milhão nas modalidades Leilão Solidário, Leilão On-line e Reserva para Mercado Interno. O montante inclui também os lotes premiados da nova categoria Doce Cerrado Mineiro, reforçando a valorização da Denominação de Origem e ampliando sua presença no cenário global de cafés de origem controlada. O Leilão Solidário, realizado presencialmente em novembro, respondeu por R$ 562 mil do total arrecadado e estabeleceu o maior valor já pago por uma saca de café no Brasil: R$ 200 mil, pelo café cereja descascado do produtor Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem. No Leilão On-line, realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, a saca mais valorizada — também produzida por Eduardo Pinheiro Campos — alcançou cerca de R$ 10 mil, demonstrando consistência e reconhecimento contínuo da qualidade dos cafés premiados. 
O período chuvoso marca, novamente, o início de um importante capítulo para centenas de famílias do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A Aperam BioEnergia deu início ao novo ciclo do Programa Raízes do Vale, que, nesta safra 2025/2026, alcança 24 comunidades, cerca de 260 famílias e 120 hectares de terras cedidas pela empresa - em regime de comodato - para o plantio da agricultura familiar em consórcio com o eucalipto renovável da Aperam. A grande novidade deste ciclo é a introdução de variedades biofortificadas de batata-doce, resultado de uma parceria entre a Aperam BioEnergia, Fundação Aperam Acesita e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em desenvolvimento desde 2012, as cultivares - Maria Eduarda, Maria Isabel e Maria Rita - possuem até 20 vezes mais betacaroteno (precursor da vitamina A) do que a cenoura. Segundo o Ministério da Saúde, regiões brasileiras como o Vale do Jequitinhonha apresentam índices acentuados de deficiência desse nutriente, condição que afeta especialmente o desenvolvimento infantil. 
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