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Por décadas, o modelo de homem ideal foi vendido como durão, pouco emocional, provedor, avesso ao diálogo e fiel a uma masculinidade rígida. Só que esse padrão vem sendo cada vez mais questionado, principalmente pelas mulheres. Nas redes, cresce o interesse por homens que fogem do estereótipo do hétero-top: mais sensíveis, abertos à conversa, atentos ao autocuidado e menos presos a papéis de gênero. Esse movimento também dialoga com um dado alarmante: o Brasil vive um cenário grave de violência contra a mulher, com recordes sucessivos de feminicídio e uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025.Homens que demonstram emoções, cuidam da aparência, expressam afeto e não performam a masculinidade “trincada” costumam virar alvo de rótulos como “afeminado” ou “fraco”. Mas desde quando ouvir, respeitar limites, conversar sem agressividade, fazer terapia e demonstrar empatia virou motivo de ridicularização? A ideia de que sensibilidade é atributo feminino e força é atributo masculino empobrece as relações, cria homens emocionalmente analfabetos e mulheres sobrecarregadas.Por que ainda confundimos sensibilidade com fragilidade? Quem ganha quando homens são ensinados a não sentir? Chamar um homem funcional, consciente e emocionalmente disponível de “afeminado” não é uma tentativa de desqualificar o básico? Participe da conversa. A live tem início às 14h nos canais O Tempo e O Tempo Livre no Youtube.Se faz parte da sua vida, Interessa!Instagram: https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempo
Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?
Existe um contraste difícil de ignorar quando se fala em Visibilidade Trans no Brasil. Enquanto a data propõe reconhecimento, respeito e cidadania, o país segue, pelo 16º ano consecutivo, liderando o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis. Mesmo com a redução de 16% nas mortes em 2024, os números continuam revelando uma realidade marcada pela violência sistemática.Dados do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2025, apontam que 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2024, mantendo o Brasil como o país que mais mata essa população no mundo.Mas a violência não se manifesta apenas na morte. Ela atravessa o cotidiano, o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança. Muitas pessoas trans vivem em estado permanente de alerta, negociando sua existência em espaços que deveriam ser comuns: a rua, o transporte público, o ambiente profissional. Segundo a Antra, a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil ainda gira em torno de 35 anos.Quando falamos de visibilidade, não falamos apenas de aparecer. Falamos dessas pessoas serem reconhecidas como cidadãs, de terem direitos garantidos e de não precisarem transformar a própria identidade em um campo de batalha constante. Falamos de políticas públicas, de acesso à justiça, de educação e de condições reais para que a vida seja possível.Por que, mesmo com tantos dados, a violência contra pessoas trans ainda é tratada como algo distante? O que faz com que esses corpos sigam sendo os mais vulneráveis? Que tipo de visibilidade realmente importa: a que expõe ou a que protege? E o que a sociedade ainda se recusa a enxergar quando fala em respeito, mas não garante existência?
Uma das grandes brigas do BBB 26 escancarou algo que todo mundo conhece, mas nem sempre admite: mágoas não resolvidas não desaparecem com o tempo. Elas apenas dormem. A participante Aline Campos foi tirar satisfação com Ana Paula por uma fala de 2016 - dez anos atrás. Para muita gente, a reação pareceu exagerada, fora de contexto, “desnecessária”. Mas o incômodo que explodiu agora não nasceu ali: ele só encontrou, finalmente, um palco e o momento para se resolver ou pelo menos tentar.Existe uma ideia confortável de que o tempo resolve tudo. Que o que passou, passou. Que mágoas antigas perdem força sozinhas. Mas será mesmo? Ou a gente apenas aprende a empurrar certos sentimentos para debaixo do tapete, fingindo que superou, enquanto eles seguem organizando silenciosamente nossas reações, defesas e explosões futuras?Revisitar uma mágoa antiga é sempre um erro? Até que ponto vale resgatar algo que ficou mal resolvido no passado? Existe diferença entre elaborar uma ferida e reabrir uma ferida?
No Interessa desta segunda-feira, recebemos nossa querida parceira e geriatra, Dra. Elen da Mata, para conversar sobre um movimento que ganha força todo mês de janeiro: a busca pelo check-up e o desejo de recomeçar cuidando da saúde.Falamos sobre a importância de aproveitar esse “reset” do calendário para colocar os exames em dia e adotar hábitos que realmente se sustentem ao longo dos meses. Discutimos quais são as avaliações essenciais e como a prevenção é o melhor caminho para garantir não apenas longevidade, mas qualidade de vida em todas as idades.Afinal, cuidar de si não deve ser apenas uma meta passageira de ano novo, mas uma escolha consciente de quem entende que a saúde é a base para realizar todos os outros planos.
O termo “bi de balada” ou “bi de festinha” costuma aparecer para descrever pessoas que relatam interesse ou vivências com alguém do mesmo sexo apenas em contextos de festa, balada e, muitas vezes, sob efeito de álcool ou outras substâncias. Mas o que exatamente está em jogo aí? Até que ponto a bebida influencia a atração, a desinibição e as escolhas momentâneas de prazer?Em ambientes de festa, não é raro que experiências homoafetivas aconteçam e não se repitam fora dali. Dinâmica parecida já foi descrita em contextos de restrição de liberdade, como no sistema carcerário — relatado no livro Carcereiras, de Drauzio Varella — em que algumas mulheres se abrem a vínculos afetivo-sexuais com outras mulheres, mas não mantêm esse desejo ao retomar a vida fora da prisão, considerando apenas situações sem coerção ou violência.Isso levanta perguntas que incomodam: beijar alguém do mesmo sexo numa festa me torna bissexual? É curiosidade? Performance social? Pressão de pertencimento? O álcool revela desejos reprimidos ou apenas reduz filtros e aumenta a impulsividade? E mais: esse comportamento banaliza, invalida ou ofende a vivência de pessoas LGBTQIAP+?
Amar pai e mãe não impede a lucidez de reconhecer: talvez a gente não queira viver como nossas mães viveram, nem amar como nossos pais amaram. Dá pra sentir gratidão e, ao mesmo tempo, cansaço. Reconhecer o esforço, mas perceber que faltaram presença, cuidado emocional, escuta e descanso.Muitas mães aprenderam que amar era resistir. Sustentar tudo, aguentar calada, colocar todo mundo à frente de si. Muitos pais vieram de uma geração que confundia trabalho com afeto e silêncio com força. Foi nesse cenário que, sem perceber, aprendemos o que seria “o amor possível”.A psicologia chama isso de lealdade invisível: uma força silenciosa que nos empurra a repetir histórias para continuar pertencendo. Mesmo quando juramos que faríamos diferente, antigos roteiros aparecem na forma como nos relacionamos, escolhemos parceiros e lidamos com frustração.Romper não é simples. Às vezes parece ingratidão desejar uma vida mais leve do que a deles. Mas é necessário. Dá pra amar os pais e querer outro destino. A pergunta é: como reconhecer esses padrões? Como fazer diferente sem culpa? E como assumir o protagonismo da própria história sem transformar os pais em vilões?
No Interessa desta quarta-feira, a bancada recebeu o psicólogo Adelson Santos para um papo provocador: “Será que você é chato? O tédio que o outro te causa diz mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado.”Falamos sobre como, muitas vezes, rotulamos pessoas antes mesmo de conhecê-las. Basta uma profissão, um hobby ou uma origem que foge do nosso repertório para o carimbo vir rápido: “chato”. Só que esse julgamento quase nunca diz respeito ao outro, fala das nossas expectativas, da nossa pressa por estímulo e da dificuldade de lidar com o tédio.O debate trouxe reflexões sobre o outro e sobre nós, e claro, como lidamos com tudo isso, principalmente rotulando a chatice.
Términos são luto — mesmo quando a decisão é certa.Nos últimos meses, uma sequência de términos de casais famosos reacendeu um tema que todo mundo conhece de perto: acabar um relacionamento dói. Não só pela perda da pessoa, mas da rotina, dos planos, das versões de si mesmo e até de um futuro que parecia combinado. Negação, raiva, tristeza, confusão e, só depois, aceitação fazem parte desse processo — e pular etapas costuma cobrar um preço alto da saúde mental.A ciência já mostrou que vínculos são necessidade básica. Nosso sistema nervoso é programado para buscar conexão e segurança, e reagir com estresse à sensação de abandono. O problema é quando, na pressa de não ficar só, a gente troca elaboração por distração e emenda um amor no outro sem fechar o anterior.Emendar relações pode aliviar a solidão por um tempo, mas geralmente impede o luto, o autoconhecimento e a cura emocional. O resultado aparece depois: repetição de padrões, dependência emocional e histórias novas carregando mochilas antigas.Ficar sozinho por um período não é fracasso — é construção. Mas por que a gente confunde medo da solidão com vontade de amar? Terminar virou sinônimo de correr para o próximo… quando talvez fosse hora de olhar pra dentro.
No Interessa desta segunda-feira, a bancada feminina recebeu nossa parceira, a médica geriatra Dra. Elen da Mata, para debater um tema cada vez mais urgente: o que mudanças bruscas no comportamento de idosos podem indicar.Foi um papo cheio de informação e cuidado. Falamos sobre sinais de alerta que não devem ser ignorados, o que realmente precisa ser avaliado, a importância da paciência e do entendimento no convívio com os idosos, além de dicas práticas para estimular a cognição e manter a mente ativa ao longo do envelhecimento. Porque envelhecer bem envolve corpo, mente e afeto. Saúde é completude.
Motel, hotel, Airbnb… ou a própria casa?Por muito tempo, o motel foi sinônimo quase exclusivo de sexo e, junto com isso, vieram o tabu, a vergonha e o julgamento. Mas esse imaginário está mudando. A chamada nova motelaria aposta menos no explícito e mais em conforto, tecnologia, descanso e experiência. Tem gente indo pra motel pra dormir melhor, relaxar, trabalhar — e nem sempre pra transar.Ao mesmo tempo, cresce quem prefere hotéis ou Airbnbs para viver a intimidade. Mais privacidade? Menos rótulo? Um ambiente “neutro” que não carrega tanta carga simbólica? Em grandes eventos, inclusive, motéis viraram alternativa estratégica de hospedagem o que diz muito sobre como esses espaços estão sendo ressignificados.Ainda assim, a trava existe. De onde vem esse constrangimento? O problema é o lugar… ou o que ensinaram a gente a sentir sobre sexo? Onde as pessoas estão transando hoje? E o espaço influencia o desejo, a entrega, o prazer?
Muita gente só voltou a ouvir falar de Ofélia depois que Taylor Swift resgatou a personagem de Hamlet sob uma nova lente. Na obra de Shakespeare, Ofélia é a mulher que ama, mas não pode escolher; sente, mas não pode falar; sofre, mas precisa obedecer. Cercada por decisões masculinas e silenciada em seus próprios desejos, ela vai se apagando aos poucos até não caber mais dentro de si. E essa lógica, infelizmente, ainda ecoa em muitas histórias atuais.A chamada “síndrome de Ofélia” não fala de enlouquecer por amar demais, mas de adoecer por calar demais. Ela aparece quando viver para o outro vira regra, quando o sofrimento é romantizado como prova de amor e quando a mulher acredita que amar exige abrir mão de si. Engolir desconfortos, ceder sempre, sustentar relações sozinha e silenciar a própria voz para manter a harmonia são comportamentos que parecem pequenos, mas cobram um preço emocional alto.Esse padrão pode levar a quadros de dependência emocional, hiper-responsabilidade afetiva, medo intenso do abandono e até colapsos psíquicos. Em quantas relações ainda estamos nos afogando em silêncio para não incomodar?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. A convidada do dia é Thamires Barcellos, psicóloga clínica.
Separações já são, por si só, experiências emocionalmente desafiadoras. Quando esse processo acontece sob os holofotes com vídeos, acusações públicas e torcida organizada nas redes, o impacto deixa de ser apenas jurídico e passa a ser também psicológico. No caso envolvendo a atriz Letícia Birkheuer, a dor privada ganha contornos públicos: uma mãe que relata dificuldade de convivência com o filho adolescente e um conflito que extrapola os limites da intimidade familiar.Do lado materno, o desgaste é evidente. A necessidade de se explicar publicamente, de se defender de acusações e de lidar com julgamentos constantes coloca muitas mulheres em uma posição delicada: qualquer atitude pode ser usada contra elas. Entre o medo de parecer ausente e o risco de ser vista como agressora, a maternidade vira um verdadeiro campo minado, ainda mais quando a única narrativa amplificada é a de um adolescente que, embora legítima, pode estar atravessada por influências adultas.Já o adolescente, ainda em formação emocional, aparece muitas vezes com uma postura dura, confrontacional, que pode ser confundida com prepotência, mas também pode refletir confusão interna, lealdade dividida e exposição excessiva. Quando conflitos familiares se tornam públicos, o risco de alienação parental se impõe: não apenas pelo afastamento físico, mas pela construção de narrativas que transformam o filho em instrumento de disputa. E a pergunta inevitável permanece: quem está sendo protegido nessa história o adolescente ou o ego dos adultos?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Thiago Porto - Neurocientista e Hipnoterapeuta.
Definir janeiro em poucas palavras é fácil: pagamento de contas e impostos. IPTU, IPVA/DPVAT, matrículas e material escolar entram na lista de compromissos que pesam logo no começo do ano. Não à toa, muita gente já separa uma “fatia” do décimo terceiro salário justamente para enfrentar esse período com menos sufoco.É também em janeiro que cresce a busca por organização financeira e controle do orçamento. Depois dos excessos das festas de fim de ano, muita gente passa a procurar formas de colocar as contas em ordem, sair do endividamento e planejar melhor os gastos. Ao mesmo tempo, aumenta o interesse por investimentos, seja na renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, em fundos imobiliários ou até nos criptoativos, que seguem despertando curiosidade.Essa angústia coletiva aparece até nas buscas da internet. Termos como “empréstimo”, “quitar dívidas” e “Serasa” costumam disparar no Google Trends nesta época, refletindo a corrida por soluções rápidas para os apertos financeiros que janeiro costuma escancarar. Mas afinal: dá para se organizar financeiramente depois dos gastos do fim de ano ou janeiro já nasce perdido? Vale a pena quitar dívidas antes de pensar em investir, mesmo que seja pouco dinheiro? Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta terça-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Rodrigo Schumacher, mentor financeiro, que vai ajudar a entender como atravessar janeiro sem surtar — e, quem sabe, começar o ano no azul.E já segue a gente nas redes sociais!
Você, muito provavelmente, já foi vítima do temido soluço. Às vezes ele dura poucos segundos; outras, vira um verdadeiro caos pessoal. O soluço acontece quando o diafragma, músculo fundamental da respiração, se contrai de forma involuntária. Esse movimento vem acompanhado do fechamento rápido da glote, produzindo o clássico som. E o que pode disparar esse reflexo?Quem nunca recorreu a uma “mandinga” para tentar se livrar do incômodo? Prender a respiração, beber água gelada, levar susto, respirar dentro de um saco… Algumas dessas estratégias até funcionam porque bagunçam o padrão respiratório e ajudam a interromper o reflexo do soluço. Mas não existe fórmula mágica universal. O que resolve para um não funciona para outro e, na maioria das vezes, o soluço simplesmente vai embora sozinho - assim como chegou. A dúvida é: quanto tempo ele vai durar?Quando o soluço insiste em ficar, por horas ou até dias, o assunto muda de figura. No Interessa desta segunda, vamos entender a relação entre choque térmico e soluço, por que o álcool costuma ser um gatilho tão comum, se existe um perfil de pessoas que soluçam mais do que outras e, principalmente, quando o soluço deixa de ser inofensivo e vira sinal de alerta.O debate começa às 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube, com a participação da Dra. Isabela Vasconcellos, especialista em Clínica Médica e coordenadora das equipes de Clínica das unidades Betim-Contagem e Nova Lima do Hospital Mater Dei.E já segue a gente nas redes sociais!
Para quem acompanha astrologia, 2026 não está sendo tratado como “só mais um ano”. Basta dar uma olhada nas redes sociais para encontrar previsões anunciando viradas de chave, fim de karmas, mudanças profundas e novos começos coletivos. E, segundo astrólogos, esse burburinho não surgiu do nada: alguns movimentos planetários importantes prometem mexer com ideias de futuro, escolhas pessoais, relações, trabalho e até com a forma como nos posicionamos no mundo. Não se trata de previsão de tragédia nem de promessa de milagre. A proposta é olhar para o céu como um convite à atenção. Mas aí surge a pergunta inevitável: até que ponto essas previsões realmente dizem algo sobre a nossa vida? Horóscopos generalizados valem para todo mundo do mesmo jeito? Quando uma previsão “bate”, é coincidência, leitura ampla demais ou identificação pessoal? E quando o que lemos é negativo, isso influencia nossas decisões pelo medo? As famosas listas de “signos sortudos” e “signos azarados” ajudam a refletir ou só criam ansiedade desnecessária? Talvez a pergunta mais interessante não seja “o que vai acontecer comigo em 2026?”, mas “como eu vou me posicionar diante do que vem?”. É sobre isso que a gente conversa hoje: astrologia com reflexão, sem medo e sem terceirizar o comando da própria história para os astros.
Existe uma crença quase automática, pouco questionada, de que se relacionar com alguém solteiro há muito tempo seria uma escolha emocionalmente mais segura. Como se a ausência de ex recente significasse menos conflitos, menos bagagem e menos risco de dor. “Deus me livre de quem tem ex”, “ah, fulano está há anos solteiro, essa pessoa já resolveu tudo” - frases comuns, mas que simplificam demais a complexidade dos vínculos humanos. A vida real não funciona assim. Tempo sozinho não mede prontidão afetiva, assim como um término recente não define indisponibilidade emocional. Tem gente que faz o luto de um relacionamento ainda dentro dele e sai mais aberta para amar do que quem passou anos evitando vínculos profundos.Da mesma forma, há quem esteja solteiro há muito tempo não por escolha consciente, mas por medo de se envolver, dificuldade de intimidade ou repetição de padrões. A busca por “garantias” no amor diz muito mais sobre o nosso medo de sofrer do que sobre o outro. Uma pesquisa recente do Tinder, por exemplo, revelou um desencontro curioso: muitas mulheres acreditam que os homens só querem algo casual, enquanto a maioria deles afirma estar aberta a um relacionamento sério.E aí? Para você, dá para estar “livre” e, ainda assim, emocionalmente indisponível? É possível sair de um término recente mais consciente, inteiro e pronto para amar?
O verão mal começou e já mostrou a que veio: calor intenso, férias, festas, encontros, muita proximidade… e, claro, beijos. Nesse clima mais “caloroso”, algumas infecções também encontram o cenário perfeito para circular: é o caso da mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo.Transmitida principalmente pela saliva, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode passar despercebida em ambientes de contato próximo: baladas, copos compartilhados, beijos, academias e até o uso comum de objetos contaminados por secreções. O detalhe que complica tudo é o tempo de incubação: os sintomas podem levar de 4 a 8 semanas para aparecer. Quando surgem febre alta, dor intensa de garganta e cansaço extremo, a pessoa geralmente não faz ideia de quando ou mesmo como se infectou. Durante esse período silencioso, o vírus já pode ser transmitido.Apesar de geralmente evoluir bem, quando não reconhecida ou tratada adequadamente, a mononucleose pode, sim, evoluir para quadros mais graves, como ruptura do baço, meningite, encefalite e até síndrome de Guillain-Barré.A mononucleose é altamente contagiosa e exige atenção, diagnóstico correto e descanso. Por isso é o tema do Interessa desta segundona, dia 05 - a primeira do nosso ano de 2026!
Fala sério: com o batidão do dia a dia, quem, tendo a chance de dormir “só mais cinco minutinhos”, troca isso por… sexo? Pois é. Se não troca, talvez devesse. O sexo matinal ainda carrega uma lista injusta de desculpas - bafinho, claridade, vergonha do corpo, pressa. Mas vamos combinar? Existem posições que dispensam o cara a cara, balinhas estrategicamente posicionadas ao lado da cama e até as famosas rapidinhas, que têm, sim, seu lugar e sua graça. Qualidade não é sinônimo de longa duração.Culturalmente, a gente associa sexo ao fim do dia, como um ritual antes de dormir. Só que, fisiologicamente falando, a manhã pode ser um horário bem interessante. Homens costumam ter um pico de testosterona entre 6h e 9h, o que favorece energia e ereção. Mulheres também produzem testosterona, hormônio do desejo, em menor quantidade, é verdade, mas isso não impede prazer nem resposta sexual. Estar descansada, com menos ruído mental e menos cansaço acumulado, conta muito mais do que o relógio biológico isolado.E os efeitos vão além da cama. Transar de manhã melhora o humor, aumenta a autoconfiança (quem nunca chegou ao trabalho rindo à toa?), ajuda a relaxar, dá sensação de bem-estar ao longo do dia e ainda entra na conta como atividade física - não substitui a academia, mas ajuda. Se tudo isso já não bastasse, o sexo matinal também conversa com a saúde do corpo: circulação, pressão arterial, imunidade, redução de ansiedade… Diante disso tudo, fica a provocação: será que o sexo pela manhã não pode ser visto como parte de uma rotina de autocuidado?
A maré do autoconhecimento nunca esteve tão alta. Livros, podcasts e redes sociais repetem como um mantra moderno: “diga não”, “proteja sua paz”, “você não tem que agradar ninguém”. Cuidar da saúde mental virou prioridade - e ok, tá tudo bem.O problema é quando o discurso da autopreservação começa a erguer muros altos demais.Olhar para dentro é fundamental, mas a convivência também exige olhar para fora. Afinal, somos seres sociais. Relacionais. A neurociência lembra que o cérebro humano é moldado para a conexão: interações positivas ativam o sistema límbico, reforçam o bem-estar e ajudam a reduzir o estresse.Mesmo quando o mundo convida ao isolamento, o afeto segue sendo combustível de sobrevivência. O ponto de atenção está na linha tênue entre autocuidado e egoísmo. Quando a busca por bem-estar pessoal se torna absoluta, o risco é escorregar para comportamentos individualistas, com menos empatia e menos disposição para o encontro.























