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Café com Política
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Author: Jornal O TEMPO
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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
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A saúde digital é uma realidade que veio para ficar. De acordo com o assessor-chefe de Tecnologia e Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Rafael Paiva, o estado vem trabalhando em parceria com os municípios mineiros para implementar a digitalização dos serviços, além de modernizar e integrar processos.No Café com Política, Rafael apresenta novidades. Entre elas está a criação de uma ferramenta que permitirá, em breve, que gestores municipais acompanhem o mapa da saúde em seus municípios, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira no início do ano deixaram mortos, desaparecidos e cidades devastadas. No Café com Política, o deputado estadual Bim da Ambulância (Avante) relata a experiência de quem esteve diretamente nas áreas afetadas e critica a forma como o poder público reagiu à tragédia. Segundo o parlamentar, há falhas estruturais na mobilização e na execução das ações de socorro às vítimas. Ele afirma que o modelo atual de resposta a desastres depende das prefeituras, que muitas vezes não têm estrutura suficiente para enfrentar situações de grande escala. Durante a entrevista, Bim também defende a criação de uma força-tarefa permanente do Estado para atuar em emergências e apontar problemas na assistência às famílias após as enchentes. Assista ao trecho da entrevista e entenda a avaliação do deputado sobre o socorro às vítimas e os desafios da gestão pública diante dos desastres climáticos em Minas Gerais.
Deputada estadual Lohanna França (PV-MG) critica a política de exploração em torno da internação de Jair Bolsonaro e disputa pela liderança da direita em Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, ela afirma que “montaram um palanque sobre a cama de hospital” do ex-presidente, enquanto aliados se digladiam para ver “quem é mais bolsonarista de todos os bolsonaristas”. Lohanna também aponta que, nesse cenário, Minas Gerais perde espaço e recursos, citando a postura do governador Romeu Zema em temas como Lei Kandir, concessões ferroviárias e prioridades de investimento. O corte traz uma análise direta sobre o papel de Bolsonaro na articulação da direita, os efeitos dessa disputa para o estado e a necessidade de recolocar Minas no centro de um projeto de desenvolvimento.
Nesta edição do Café com Política, o ministro em exercício da Saúde Adriano Massuda analisa os desafios do sistema público e afirma que melhorar o atendimento no Brasil passa não apenas por mais recursos, mas principalmente por uma gestão mais eficiente.Durante a entrevista, ele comenta os dados recentes da pesquisa do Instituto DataTempo, que apontam que a maioria dos gestores de saúde em Minas Gerais enfrenta dificuldades financeiras. O debate também aborda a sobrecarga dos municípios, responsáveis por grande parte da execução dos serviços do Sistema Único de Saúde, e a necessidade de equilibrar repasses federais com os custos reais da saúde pública.
O presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado estadual Cássio Soares, afirmou que o partido mantém a estratégia de construir uma ampla aliança para as eleições de 2026 no estado e que segue dialogando com diferentes forças políticas para fortalecer a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) ao governo.Segundo ele, o PSD não desistiu de tentar atrair o senador Cleitinho (Republicanos) para uma composição eleitoral. De acordo com Soares, mesmo com movimentos recentes do senador em torno de uma possível candidatura própria, o partido pretende manter as conversas. “O diálogo na política tem que estar sempre colocado à mesa. Nós não abrimos mão de continuar dialogando”, afirmou.O dirigente também disse que o PSD mantém a expectativa de contar com a federação formada por União Brasil e Progressistas na coligação que deve apoiar Matheus Simões. “Nada mudou. O que tem mudado são notícias plantadas por outros atores políticos”, declarou.Soares afirmou ainda que eventuais articulações nacionais do partido não interferem no projeto político construído em Minas. Segundo ele, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, mantém apoio à estratégia definida no estado. “Não vejo nenhum motivo para não seguir com a candidatura do Matheus”, disse.De acordo com o parlamentar, a possível candidatura presidencial do governador Romeu Zema (Novo) também não interfere nas articulações estaduais. Para ele, a decisão sobre a disputa nacional é uma avaliação pessoal do governador e não deve ser condicionada às alianças em Minas.Na composição da chapa em Minas, Soares afirmou que o PL deve indicar uma das vagas ao Senado. Já a definição sobre o vice de Mateus Simões, segundo ele, ainda está em negociação entre os partidos aliados e deverá envolver também o aval de Zema.Sobre o cenário envolvendo o senador Rodrigo Pacheco, o presidente do PSD em Minas evitou fazer especulações e afirmou que o partido aguarda uma definição do próprio parlamentar. “O Rodrigo eu conheço bem. Ele tem o tempo dele e vai tomar a melhor decisão”, disse.Em relação ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), Soares afirmou que a tendência é que ele permaneça no PSD. No entanto, destacou que uma eventual candidatura alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia gerar incompatibilidade com o projeto estadual da legenda. “Hoje nós estamos em um campo de centro-direita. Uma candidatura alinhada ao presidente Lula pelo PSD em Minas seria incoerente”, afirmou.O dirigente também comentou a relação do partido com a Prefeitura de Belo Horizonte, atualmente comandada por Álvaro Damião (União). Segundo Soares, não há diálogo institucional entre a legenda e a atual gestão municipal. “Desde o falecimento do Fuad, não tivemos diálogo. Colocamos o partido à disposição da administração, mas essa conversa não tem acontecido”, afirmou.
Nesta edição do Café com Política, o jornalista André Vasconcelos recebe o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) para uma análise do cenário político e econômico. No destaque, o parlamentar comenta a "quase certa" candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais em 2026, com o apoio do presidente Lula.Correia não poupa críticas à gestão de Romeu Zema, afirmando que o atual governador "falhou completamente" ao deixar a dívida do estado saltar de R$ 100 bilhões para mais de R$ 200 bilhões.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que sua eventual candidatura à Presidência se diferencia da do senador Flávio Bolsonaro (PL) principalmente pela independência política e pelas posições que diz adotar com mais firmeza em relação a temas institucionais. Em entrevista ao Café com Política, no canal de O TEMPO no YouTube, Zema disse que o Partido Novo, legenda à qual é filiado, tem uma linha mais coerente do que outras siglas da direita. “Eu venho de um partido pequeno que é totalmente coerente. Se você olhar as votações lá na Câmara Federal, você vai ver que o Novo vota 100% em determinadas pautas. O PL parece que tem de tudo lá dentro”, afirmou.Zema também descartou a possibilidade de abrir mão da candidatura para compor como vice de Flávio Bolsonaro e disse que não recebeu convite formal nesse sentido. Segundo ele, a tendência é que os nomes da direita disputem o primeiro turno separadamente. “Já houve diversas notícias que eu teria sido convidado para ser vice do Flávio Bolsonaro. Não houve nenhum convite formal e nem deve haver, porque eu tenho sido muito incisivo. Eu serei pré-candidato e candidato até o final”, afirmou. Apesar disso, o governador disse acreditar em convergência no segundo turno. “Caso algum deles vá para o segundo turno contra o PT, eu estarei junto.”Durante a entrevista, o governador também fez críticas duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou integrantes da Corte de utilizarem o cargo para benefício pessoal. Sem citar diretamente todos os nomes, Zema afirmou que parte dos ministros estaria envolvida em interesses privados. “Primeiro, eu acho que tem ministros que estão lá para enriquecer, para fazer negócio e não para poder olhar o interesse do povo brasileiro”, disse.O governador também respondeu a críticas do ministro Gilmar Mendes, que questionou o fato de Zema criticar o Supremo ao mesmo tempo em que o governo mineiro recorre ao tribunal para resolver disputas, inclusive fiscais. Zema negou qualquer tipo de obrigação política decorrente de decisões favoráveis ao Estado. “Todo mundo, boa parte dos brasileiros, tem uma ação na Justiça. Todo juiz tem que tomar uma decisão. Você acha que quando um juiz decide favoravelmente alguém porque aquele alguém tem razão, aquele que foi beneficiado da decisão passa a ter dívida com o juiz? Na minha opinião, não existe isso não. Ele decidiu favorável ao Estado de Minas. Agora o Estado fica com dívida com ele? Não. Ele é pago para ser juiz e para decidir”, afirmou.Questionado sobre o caso envolvendo o Banco Master, o governador disse não ter qualquer ligação com a instituição e afirmou que defende uma investigação ampla. “Eu não tenho rabo preso. Então, eu estou contra o que é errado”, declarou. Zema disse que eventuais irregularidades precisam ser apuradas independentemente de quem esteja envolvido. “Eu quero uma apuração e uma investigação. Se alguém fez algo errado que pague.”No cenário político estadual, o governador descartou mudanças no acordo firmado com o PSD para a sucessão em Minas Gerais e reiterou apoio ao vice-governador Mateus Simões (Novo). “O acordo com o PSD está feito e, se esse acordo não for rompido pelo PSD, nós vamos cumprir até o final e o meu apoio é ao Mateus Simões”, disse.Zema também comentou a possibilidade de candidatura do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, ao governo do Estado. O governador elogiou a atuação do empresário à frente da entidade, mas disse que isso não altera o compromisso político já firmado. “Ele fez uma gestão excepcional na Fiemg”, afirmou, acrescentando que o acordo político com Simões permanece.Ao final da entrevista, Zema também avaliou alguns nomes da política nacional. Ao comentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o considera “totalmente ultrapassado e incompetente”. Sobre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), disse que o vê como “um desagregador, incompetente”. Já o senador Cleitinho (Republicanos) foi classificado pelo governador como “um ótimo comunicador”. Ao falar do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), Zema afirmou que o parlamentar “olhou muito pelos interesses de Minas Gerais”.
O deputado estadual Bruno Engler (PL) admitiu que a direita pode chegar dividida ao primeiro turno das eleições de 2026 em Minas Gerais e se unir apenas na etapa final da disputa. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o deputado disse que o apoio do PL ao vice-governador Mateus Simões (PSD) depende de um alinhamento nacional com o projeto presidencial do partido.Segundo Engler, o principal obstáculo para uma eventual aliança com Simões é o fato de o governador Romeu Zema (Novo) ser apontado como pré-candidato à Presidência da República. Para o deputado, nesse cenário, o vice-governador teria “obrigação moral” de apoiar o chefe do Executivo estadual, o que dificultaria uma aproximação com o PL. “Hoje o Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República e a gente sabe que o Mateus tem uma obrigação moral de apoiá-lo. Não existe a gente fazer campanha para o Mateus sem o Mateus fazer campanha para o Flávio Bolsonaro. A não ser que haja uma composição, que o Zema venha nos apoiar já no primeiro turno, não tem como caminharmos com o Mateus”, afirmou.Diante desse cenário, Engler defendeu que o PL considere lançar uma candidatura própria ao governo de Minas. Entre os nomes que, segundo ele, poderiam representar o partido está o de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O deputado também citou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como um nome competitivo. “Eu acho que a gente pode sim lançar um nome próprio do PL. Podemos buscar um quadro qualificado para governar o Estado. Na própria imagem que vazou do Flávio Bolsonaro tinha o nome do Flávio Roscoe, que é uma figura muito respeitada e tem capacidade para governar Minas”, avaliou.Apesar das divergências no primeiro turno, Engler avalia que a tendência é de união da direita na fase final da disputa. “O importante é que no segundo turno estejamos todos juntos contra um eventual candidato de esquerda, se a gente não conseguir matar essa eleição no primeiro turno”, afirmou.Questionado sobre a estratégia do PL para a eleição ao Senado em 2026, o deputado disse que o partido ainda avalia se lançará um ou dois candidatos e que a decisão dependerá da viabilidade eleitoral e das possíveis alianças para o governo do Estado. Ele citou como nomes colocados para a disputa os deputados federais Domingos Sávio e Eros Biondini. “Eu adoraria ter dois candidatos ao Senado. Acho que quanto mais senadores dispostos a enfrentar a tirania do Supremo Tribunal Federal, melhor. Mas também não adianta lançar dois nomes e não eleger nenhum”, disse.Engler também comentou a relação política com Nikolas Ferreira (PL) e negou qualquer racha entre os dois. Segundo ele, a mudança na estratégia eleitoral ocorre porque o deputado federal busca ampliar sua própria base política. “A minha relação com o Nikolas é muito tranquila. Acho que ele faz um trabalho brilhante no Congresso Nacional. Agora ele está tomando a iniciativa de buscar outras parcerias, montar uma base própria. Acho que é direito dele”, afirmou.Na esfera municipal, Engler fez críticas à gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Embora tenha reconhecido pontos positivos, o deputado apontou decisões que, na avaliação dele, são equivocadas, como o aumento no número de radares na capital.
O deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) irá protocolar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para pressionar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta terça-feira (10/3) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar criticou as justificativas do presidente da Casa, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos), e considerou que “falta vontade política” em relação ao caso.As investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro abarcam uma eventual gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), após o banco estatal ter feito uma proposta de compra do Master, que acabou indeferida pelo Banco Central em setembro do ano passado. Além disso, um inquérito específico apura se Vorcaro ocultou sua participação como acionista do BRB enquanto a instituição comprava carteiras de crédito do Master.Para Rollemberg, há indicadores de que teria “interferência política” nas polêmicas envolvendo o Banco Master e o BRB, por esta se tratar de uma instituição pública. Desta forma, o deputado federal vê a necessidade de instaurar uma CPI, mas o pedido estaria esbarrando no presidente da Câmara, Hugo Motta. Motta chegou a dizer que não seria possível abrir uma comissão do tipo porque o Regimento Interno da Casa prevê uma ordem cronológica dos pedidos de instalação de CPIs.“O que o Regimento Interno proíbe é o funcionamento simultâneo de mais de cinco comissões parlamentares de inquérito. Não existe nenhuma em funcionamento neste momento. Portanto, não há nenhuma razão objetiva, legal, legítima para não instalar o que há de fato, e a gente sabe disso”, rebate Rollemberg. “É uma falta de vontade política de instalar essa CPI que a gente está percebendo que ela atinge vários líderes, especialmente do ‘centrão’, e, portanto, essa falta de disposição.”Diante da dificuldade, o deputado federal prometeu acionar o STF para pressionar a abertura da comissão de inquérito na Câmara, por meio de um mandado de segurança. Rollemberg lembra que já reuniu 200 assinaturas para abertura da CPI. No total, são necessárias 171.Questionado se o ano eleitoral poderia também interferir nos trabalhos de uma eventual CPI, o parlamentar concorda que “aperta”, mas argumenta que a Câmara dos Deputados será cobrada pela população caso se omita em relação ao tema.“Nesse momento, nós estamos diante de fatos muito graves e, portanto, é dever da Câmara Federal, no meu entendimento, investigar como é direito da população brasileira saber tudo o que aconteceu em relação ao Banco Master”, justifica.
Minas Gerais enfrenta um gargalo silencioso na saúde pública: filas extensas e baixa oferta de fisioterapia e terapia ocupacional no SUS. No Café com Política, o presidente do CREFITO-4, Anderson Coelho, explica que pacientes com sequelas de AVC, autismo e outros problemas de saúde podem esperar meses ou até um ano por atendimento, perdendo uma janela importante de reabilitação.Segundo ele, a falta de investimento na atenção multidisciplinar, baixos salários e escassez de concursos públicos contribuem para o problema, que pode agravar quadros clínicos e aumentar os custos do sistema de saúde.
A deputada federal Ana Pimentel (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (4/3) no canal de O TEMPO no YouTube, que há recursos disponíveis para a reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas na Zona da Mata mineira e criticou a demora do governo estadual na adoção de medidas.“O governo federal fez isso em poucas horas, no mesmo dia do acometimento. O dinheiro existe. Existe um recurso específico para essas situações”, declarou a parlamentar, defendendo que as prefeituras se organizem para executar os valores liberados.“Houve muita demora na liberação dos decretos”, afirmou a deputada, ao criticar a atuação do governo do Estado. Para ela, Minas Gerais não possui uma estratégia estruturada de prevenção. “O governo Zema não está investindo em meio ambiente, em estratégias de prevenção”, pontuou.A parlamentar também defendeu que a prevenção de desastres não pode variar conforme a orientação política do governante. “A prevenção de desastres e calamidades não pode ser política apenas de governo. Se o governo acredita, entre aspas, nas mudanças climáticas, ele investe. Se não acredita, desmonta a resposta. Não pode: o governador decidiu que não vai investir em prevenção e, simplesmente, não investe. Não pode ser desse jeito.” Para ela, é necessário que haja recursos carimbados para prevenção, assim como ocorre nas áreas de saúde e educação.Questionada sobre as eleições de outubro, Ana Pimentel declarou que o nome trabalhado pelo PT para disputar o governo de Minas é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD). “Consideramos que ele é um homem preparado, qualificado, que tem muita experiência e, ao mesmo tempo, muito articulado com as iniciativas federais que nós hoje trabalhamos”, afirmou. Segundo ela, o partido está empenhado em consolidar uma chapa forte para enfrentar o grupo do governador Romeu Zema (Novo).Sobre a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), a petista avaliou que ele “não convence os mineiros”. “Ele não sobe nas pesquisas”, disse.A deputada também garantiu que a oposição apresentará nomes consolidados. “Não haverá grandes surpresas. Serão nomes consolidados, bons nomes para que a gente construa uma chapa forte para ganhar o governo de Minas Gerais e o Senado também”, afirmou.
O presidente do partido Missão, Renan Santos, afirmou em entrevista ao Café com Política que o caso Banco Master é “o escândalo mais ecumênico” já visto no país. Santos criticou ainda o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por ter “coragem seletiva” ao atacar o STF e classificou como “briga de egos” os embates envolvendo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro. Para o presidente do Missão, o cenário eleitoral em Minas Gerais é “um desenho maluco”, com fragmentação na direita e indefinições partidárias.Questionado sobre as investigações do Banco Master, Renan disse que o escândalo envolve “Centrão, STF, deputado, senador, governadores, esquerda, direita, influencer fitness”, o que, segundo ele, cria uma força política para que o caso “simplesmente desapareça”. Para o dirigente, há uma tentativa de transformar o episódio em “bode expiatório”, evitando uma apuração ampla. “Se ele (Vorcaro) delata, ele derruba todo mundo”, afirmou, ao avaliar que o caso atinge diferentes campos políticos. Sobre declarações de Romeu Zema de que seria o único pré-candidato com coragem para criticar o Supremo Tribunal Federal, Renan afirmou que “dá risada” da fala. Segundo ele, as críticas precisam atingir todos os envolvidos em escândalos, inclusive nomes ligados à direita. “Eu respeitaria e defenderia publicamente o Zema se ele tivesse coragem de bater em todo mundo nessa história”, disse, ao acusar o governador de adotar uma postura seletiva.Durante a entrevista, Renan também comentou disputas no campo conservador, especialmente envolvendo Nikolas Ferreira e integrantes da família Bolsonaro. Para ele, trata-se de uma disputa por influência. “É uma briga de egos”, afirmou, acrescentando que, se fosse uma divergência de valores, “já estavam rompidos há muito tempo”. O presidente do Missão declarou ainda que Nikolas “nunca discordou frontalmente” dos Bolsonaro e que a disputa atual é por “espaço, liderança, poder, dinheiro”.No cenário mineiro, Renan avaliou que há excesso de pré-candidatos e indefinições partidárias. “É um desenho maluco”, disse. Ele questionou a possibilidade de o PL apoiar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), argumentando que o partido precisaria de um nome “integralmente alinhado” para maximizar votos no Estado. Sobre Cleitinho, o presidente do Missão afirmou ainda que não o vê como um candidato ideologicamente definido e que parte da confusão está mais presente “na internet” do que na política tradicional.Apesar das críticas ao cenário atual, Renan reafirmou que manterá sua pré-candidatura à Presidência e descartou abrir mão do projeto. Segundo ele, o partido pretende apresentar propostas próprias e romper com o que chama de seletividade na política brasileira. “Se o brasileiro quer votar em ladrão, está tudo bem. Mas vote sabendo o que está fazendo”, declarou o dirigente que defende que o partido também tenha uma candidatura própria ao governo do Estado.
O prefeito de Ubá, José Damato (*PSD), afirmou em entrevista ao Café com Política que a cidade vive o momento mais difícil de sua história após a enchente que atingiu o município e outras cidades da Zona da Mata Mineira. Segundo o chefe do Executivo municipal, embora haja promessas de apoio, a reconstrução depende da chegada efetiva de recursos dos governos estadual e federal. O prefeito reconheceu que há diálogo, mas cobrou que os anúncios se transformem rapidamente em ações concretas.“O compromisso do governo federal e estadual é ajudar. Algumas coisas já chegaram, mas o que foi combinado é uma coisa muito maior para ajudar a cidade. É isso que nós precisamos, de reestruturar novamente a nossa cidade”, pontuou. Segundo o prefeito, as conversas já ocorreram e as respostas institucionais têm sido positivas, porém ressaltou que a cidade não pode esperar. “As respostas têm sido rápidas. Agora precisamos que as ajudas também cheguem o mais rápido possível.” Ele ainda alertou que a prefeitura já utilizou todos os recursos disponíveis em caixa e que depende da chegada efetiva de verbas e equipamentos para manter as frentes de trabalho funcionando.O vice-prefeito, Cabo Rominho, também enfatizou que, além das visitas e anúncios, é fundamental que os recursos sejam liberados sem demora. “A gente precisa que chegue equipamento, que chegue recurso pra gente poder pagar combustível pra máquina trabalhar. A prefeitura tem limite de caixa, não temos um caixa infinito", pontuou. Segundo o o prefeito de Ubá, a prefeitura já esgotou os recursos próprios e depende do apoio externo para manter as máquinas funcionando e garantir combustível e alimentação às equipes. O prefeito confirmou ter recebido ligação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que anunciou visita à cidade.“O impacto (da visita) é extremamente positivo. Nós estamos fazendo levantamento de todos os dados do impacto financeiro da cidade, do impacto estrutural e o que nós temos que fazer para recuperar”, explicou. A equipe de engenharia do município e de empresas privadas trabalham na consolidação de números para apresentar ao presidente. “Nós vamos fazer esse levantamento para poder apresentar para o presidente, com dados reais e palpáveis”, afirmou.Entre as perdas, o prefeito destacou a destruição da farmácia municipal. “Perdemos quase R$ 5 milhões em medicamentos, perdemos toda nossa sala de vacinas”, relatou. Questionado sobre prevenção, Damato afirmou que a gestão encontrou o município sem projetos estruturais na área hídrica. “Quando a gente assumiu o governo no ano passado, não tinha nenhum plano relacionado à questão hídrica da cidade”, disse. Ele destacou que a prefeitura elaborou projetos e conseguiu a previsão de R$ 65 milhões para obras de bacias de contenção, mas os recursos ainda não haviam sido liberados. Ainda assim, ponderou: “Nenhuma cidade estava preparada para o que aconteceu. Foi o maior evento natural da história da cidade”.A tragédia também atinge em cheio a economia local. Ubá é reconhecida como polo moveleiro e, segundo a prefeitura, mais de 300 empresas foram impactadas. “O nosso comércio foi dizimado”, afirmou Damato. Levantamento apresentado pela Associação Comercial aponta prejuízo mensal superior a R$ 185 milhões para a indústria local, o que pode gerar desemprego em cadeia.Diante do cenário, a administração municipal articula medidas emergenciais para evitar o colapso econômico. O prefeito relatou que solicitou, junto ao governo federal e estadual, a criação de linhas de crédito especiais para comerciantes e empresários.“Tivemos reunião para tentar viabilizar uma linha de crédito especial para os comerciantes, para os empresários, para a gente poder reestruturar o mais rápido possível todo o comércio e as indústrias”, afirmou.
A prefeita de Lavras, Jussara Menicucci (PSD), fala sobre os desafios do quinto mandato, os investimentos em saúde, educação e mobilidade urbana, além do fortalecimento do municipalismo. A presidente da Frente Mineira de Prefeitos também destaca a importância da saúde digital, do desenvolvimento econômico e da atração de empresas para impulsionar a cidade do Sul de Minas.
A vereadora Marcela Menezes, presidente do Partido dos Trabalhadores em Ribeirão das Neves, fala ao Café com Política sobre os desafios do primeiro mandato e cobra ações concretas contra o feminicídio após o assassinato de três mulheres na cidade.Ela defende a criação de um pacto municipal contra a violência, mais recursos para políticas públicas, ampliação da rede de proteção às mulheres e investimentos em creches como forma de garantir autonomia financeira.Na entrevista, também aborda a crise no transporte metropolitano, os problemas na saúde pública, o déficit habitacional, a venda de terrenos públicos e a necessidade de maior articulação com os governos estadual e federal.
No Café com Política de hoje, o prefeito de Campo Belo, Adalberto Lopes, aborda um dos temas mais debatidos na política atual: as verbas parlamentares. Em conversa direta e transparente, o gestor explica a importância técnica e prática das emendas para a manutenção de serviços essenciais como saúde e infraestrutura.Lopes rebate a "demonização" do recurso, destacando que as emendas chegam ao município com destino carimbado e fiscalização rigorosa pelos órgãos de controle. Ele detalha como o apoio de deputados federais e estaduais viabiliza projetos que o orçamento municipal sozinho não conseguiria custear, citando exemplos de investimentos em cirurgias eletivas e obras rurais que transformam a vida do cidadão no Sul de Minas.
O prefeito de Itabirito, Elio da Mata (Cidadania), afirmou que as críticas feitas pela oposição podem fortalecer a administração pública e ampliar o debate democrático.Em entrevista ao programa Café com Política, o chefe do Executivo municipal destacou que é possível aprender com os opositores. Segundo ele, mesmo quando não apresentam soluções concretas, as críticas ajudam a identificar falhas, levantar questionamentos e trazer temas importantes para discussão.Elio da Mata reforçou que o contraditório faz parte da democracia e que o diálogo institucional é essencial para aprimorar políticas públicas e melhorar os resultados da gestão.
A prefeita de Serrania, Xanda Maria (Avante), afirmou em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canalo de O TEMPO no Youtube, que o valor do pedágio implantado no Sul de Minas tem pesado para os moradores das cidades pequenas da região. Segundo ela, apesar das melhorias realizadas nas rodovias, a tarifa de R$ 15 ainda é considerada elevada para quem depende diariamente do trecho. A prefeita reconheceu avanços na infraestrutura viária, mas ponderou que a apesar da tarifa, a concessão tem compensado. "Valeu a pena, porque as estradas têm uma melhoria considerável, mas para quem precisa usar todo dia ficou um pouco alto. Ainda está salgado esse valor”, pontuou. Xanda Maria afirmou ainda que a discussão sobre a tarifa tem sido levada adiante por meio de deputados parceiros do município e disse ter esperança de que haja revisão. “A gente está com esperança que sim”, afirmou.Eleições de 2026Filiada ao Avante, a prefeita disse que o partido ainda não definiu como se posicionará na disputa pelo governo de Minas em 2026 e que aguarda essa orientação antes de anunciar qualquer apoio. “Nós estamos na expectativa. Acho que vai ser mais para o começo do ano que vai posicionar mais a questão dos candidatos, definir os candidatos para a gente ver quem a gente vai estar apoiando”, explicou.Questionada sobre os nomes que já se colocam no cenário estadual, Xanda Maria evitou antecipar posição. Mas ao comentar a possível candidatura do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Falcão, ao governo do Estado, a prefeita elogiou o trabalho dele à frente da entidade. Segundo ela, Falcão fez “um excelente trabalho” e ficou “muito conhecido no Estado inteiro” durante a campanha pela presidência da AMM. “A gente vê aí nas pesquisas que ele está crescendo, juntamente com o Matheus Simões”, afirmou.Privatização da CopasaQuestionado sobre a privatização da Copasa, a prefeita disse acreditar que pode haver melhora com a mudança, mas criticou a falta de diálogo com os municípios. “A gente acredita que vai ser uma melhora, mas os municípios não foram consultados. Então, a gente não pode nos expressar, falar a respeito dessa privatização, porque foi uma coisa muito discutida que deveria ter vindo até os prefeitos para a gente saber das nossas necessidades”, declarou.



