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Café com Política
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Author: Jornal O TEMPO
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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
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Caberá ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), bater o martelo sobre quem será o candidato ao governo de Minas Gerais apoiado pelo Partido Liberal em outubro. Posicionados no leque de opções da legenda estão o vice-governador Mateus Simões (PSD), com o PL chegou a encaminhar acordo, e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Em entrevista ao Café com Política, disponível no canal de O TEMPO no Youtube, o presidente do PL no estado, deputado federal Domingos Sávio, destacou que a decisão será tomada pensando, majoritariamente, na garantia de um palanque forte a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.“Nós vamos definir o futuro do PL aqui em Minas ouvindo o Flávio Bolsonaro, ouvindo o Níkolas, e eu sinto que é o que o próprio presidente Valdemar (Costa Neto) pensa também”, disse. Domingos ainda falou das tratativas com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, para filiação ao PL. O empresário é sondado e pode compor, segundo o presidente do PL, como vice tanto de Cleitinho, quanto de Simões, além de ser uma opção também ao governo. “O Flávio é um daqueles daquelas contratações aí que é aquele jogador que joga no meio de campo, que pode sair pra fazer gol também, sabe? Então eu acho que ele pode se encaixar”, afirmou. Domingos Sávio também reiterou o desejo de se candidatar ao Senado e indicou que ele deve vencer a disputa interna no PL mineiro contra os deputados Eros Biondini e Cristiano Caporezzo.
O Paraná é o estado com o maior número de escolas cívico-militares do Brasil. Atualmente, são 312 unidades, e a previsão é que esse total chegue a 345 neste ano, segundo o secretário de Educação do Estado, Roni Miranda, em entrevista ao Café com Política. De acordo com o secretário, cabe aos pais ou responsáveis a decisão sobre o modelo de ensino em que seus filhos serão matriculados. O modelo cívico-militar conta com a aprovação de cerca de 90% da população do Paraná. Além disso, quase 10 mil estudantes aguardam vaga em escolas que adotam esse formato. Ainda segundo o secretário, responsabilidade e respeito são apontados por pais e professores como alguns dos principais avanços observados no comportamento e no desempenho dos alunos matriculados nessas instituições.
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (sem partido), acusou o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), de ultrapassar os limites do embate político e levar a disputa para o campo familiar. Em entrevista ao Café com Política, Falcão afirmou que o vice perdeu o controle ao ligar para sua esposa, a deputada estadual Lud Falcão (Podemos), para tratar de um assunto que, segundo ele, deveria ter sido discutido diretamente com os prefeitos.“Ele perdeu totalmente a linha e extrapolou qualquer limite. Isso deixou de ser uma questão política e entrou na seara familiar, o que não é admissível”, afirmou. Falcão disse ainda que o vice-governador tentou, dias depois, “reescrever os fatos” em entrevistas à imprensa, numa tentativa de amenizar o episódio. Para ele, os fatos falam por si.O presidente da AMM fez questão de diferenciar sua relação com o governador Romeu Zema (Novo) da relação com o vice. Segundo Falcão, o rompimento é com Mateus Simões, não com Zema. Ele elogiou a postura do governador, a quem classificou como equilibrado e respeitoso, mas criticou a centralização de decisões no segundo mandato. “A grande diferença é que hoje tudo está muito centralizado no vice-governador. Ele mesmo diz: ‘eu mandei, eu vou mandar’. Essa não é a forma de fazer política”, disse.Falcão afirmou que o diálogo com o vice-governador está encerrado e citou como exemplos a falta de resposta a ofícios da AMM, demissões de servidores ligados a Patos de Minas e o corte de convênios com as forças de segurança. Para ele, essas ações configuram retaliação política após o embate institucional.Ao tratar do cenário eleitoral de 2026, Falcão disse que a pausa anunciada pelo senador Cleitinho não altera o projeto que vem sendo discutido para Minas Gerais. Ele afirmou manter diálogo frequente com o senador e destacou que a decisão de Cleitinho de priorizar a família deve ser respeitada. “A questão familiar está acima de qualquer disputa política”, disse.Falcão admitiu que pode disputar cargos em 2026, incluindo o governo de Minas ou a Câmara dos Deputados, mas rejeitou a ideia de uma candidatura imposta. “Candidatura se constrói, não se impõe. Não acredito nesse modelo de tirar todo mundo do caminho para ser candidato”, afirmou. Segundo ele, qualquer decisão será consequência de um projeto coletivo e não de um projeto pessoal.O presidente da AMM confirmou conversas com diversos partidos e disse que a definição sobre filiação deve ocorrer até março, prazo legal para a disputa eleitoral. Ele afirmou ter dialogado com praticamente todas as grandes siglas, com exceção do PT, com o qual disse não ter identificação.Por fim, Falcão criticou a antecipação do debate eleitoral em Minas Gerais e avaliou que a disputa pelo governo está mal colocada. Para ele, o Estado precisa parar de discutir o passado e avançar em projetos de futuro. “Não dá para ir para mais uma eleição só dizendo que alguém não pode voltar. Isso é muito pouco para Minas Gerais”, concluiu.
Após quase ficar sem representação parlamentar em 2022 por “erros na montagem de chapa”, o Partido Novo pretende mudar a estratégia em Minas Gerais para 2026. Conforme o presidente estadual da sigla, Christopher Laguna, a legenda irá investir novamente na criação de núcleos municipais, o que fez com que o Novo saísse de quatro para 94 vereadores em 2024, para construir uma base eleitoral sólida para as eleições deste ano. O cenário foi avaliado durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (4/2) no canal no YouTube de O TEMPO.
O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB) criticou o que ele chamou de “descoordenação” entre os poderes públicos ao lidar com o vazamento de 220 mil m³ de água com sedimentos da cava da mina de Fábrica, da mineradora Vale, localizada entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta terça-feira (3/2) no canal no YouTube de O TEMPO, o chefe do Executivo cobrou que as cidades envolvidas fossem escutadas e que as medidas tomadas a nível municipal fossem levadas em consideração.
Sem recomposição salarial nos últimos anos, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG) cobra a correção da inflação na remuneração dos servidores públicos do Estado. Conforme o diretor político da categoria, Geraldo Henrique, a recomposição anual era uma promessa de campanha do governador Romeu Zema (Novo), que está prestes a encerrar o segundo mandato. A demanda dos servidores foi apresentada durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta segunda-feira (2/2).
O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Sucato, afirmou que o cooperativismo seguirá cobrando dos governos políticas públicas mais eficazes para o setor, especialmente nas áreas de crédito, seguro rural e financiamento da produção. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta sexta-feira (30/1) no canal O TEMPO no YouTube, ele avaliou que as medidas atualmente adotadas pelo poder público não são suficientes para garantir o avanço do modelo cooperativista no país.
No Café com Política, Maria da Consolação, professora aposentada, militante histórica e uma das fundadoras do PSOL em Minas Gerais, fala sobre sua trajetória de mais de quatro décadas na luta social e confirma que colocou seu nome à disposição como pré-candidata ao governo do estado.Na entrevista, ela defende a construção de uma Frente Socialista em Minas, critica a extrema direita, a mineração predatória e o modelo econômico baseado na exploração de riquezas naturais, além de apresentar propostas como tarifa zero no transporte, fim da escala 6x1, reforma agrária, investimento em educação, tecnologia e direitos humanos.
Alvo de divergências, a chamada PEC da Segurança Pública será um dos focos na retomada dos trabalhos no Congresso. O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), acredita na aprovação do texto até o início de março e admite a possibilidade de mudanças. Em entrevista ao Café com Política, o sociólogo Luís Flávio Sapori afirmou que a proposta desconstrói a integração e retira dos estados a prerrogativa de articulação com o governo federal. Para ele, trata-se de um verdadeiro retrocesso institucional.
Em entrevista ao Café com Política, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou que está à disposição do partido para disputar uma vaga no Senado em 2026, mas deixou claro que a decisão depende de uma série de condições políticas. Entre elas, o apoio do PT, uma definição clara da estratégia eleitoral em Minas Gerais e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a prefeita, o prazo para essa definição é até o fim de fevereiro.Marília destacou que sua eventual candidatura não é automática. Ela afirmou que não reivindica a vaga, mas que está aberta ao debate, desde que haja tempo hábil para organizar a saída da prefeitura e construir uma candidatura sólida dentro do partido. A prefeita também ressaltou que ainda não houve uma conversa direta com Lula sobre o tema.Ao comentar o cenário interno do PT em Minas, Marília criticou a indefinição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que é citado como um dos principais nomes para a disputa em 2026. Segundo ela, a falta de posicionamento tem dificultado o planejamento do partido no Estado. A prefeita afirmou que o PT acabou “dando chá de cadeira” enquanto aguardava uma definição de Pacheco.A prefeita também avaliou outras possibilidades colocadas no debate político mineiro. Sobre a reitora da UFMG, Marília afirmou que o nome surgiu sem o preparo necessário para uma disputa eleitoral desse porte. Na mesma linha, ela minimizou as chances de uma candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, avaliando que nomes lançados sem construção política prévia tendem a enfrentar dificuldades.Para Marília, o PT precisa apostar em candidaturas com trajetória, densidade eleitoral e capacidade de diálogo com a sociedade mineira. Segundo ela, o partido deve definir com clareza suas prioridades para a disputa ao governo de Minas e ao Senado, evitando improvisações.Durante a entrevista, a prefeita também entrou no debate nacional sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília afirmou que não vê exageros na atuação da Corte e defendeu que o Tribunal tem cumprido seu papel constitucional. Para ela, críticas ao STF muitas vezes têm viés político e podem comprometer o equilíbrio institucional.No campo estadual, Marília fez uma avaliação crítica da gestão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo ela, os prefeitos mineiros estão sobrecarregados, assumindo responsabilidades que deveriam ser do governo estadual. A prefeita afirmou que há uma transferência de custos para os municípios, o que pressiona os orçamentos locais e dificulta a execução de políticas públicas.Ainda sobre gestão, Marília cobrou maior integração do transporte metropolitano e defendeu a expansão do metrô como solução estruturante para a mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prefeita também afirmou que a Prefeitura de Contagem trabalha para colocar em operação novos corredores de ônibus no segundo semestre, como parte de um conjunto de investimentos em mobilidade urbana.Ao final da entrevista, Marília reforçou que, caso não haja uma definição clara do PT dentro do prazo que considera adequado, seguirá à frente da Prefeitura de Contagem, priorizando a continuidade administrativa e os projetos em andamento no município.
No Café com Política, o ex-prefeito de Itapecerica Wirley Rodrigues Reis, conhecido como Têko, faz uma análise direta sobre o cenário político brasileiro e mineiro em ano eleitoral. Na entrevista, ele critica a atuação de políticos que criam personagens para as redes sociais e se comportam de forma diferente nos bastidores, alerta para os riscos das notícias falsas e da desinformação.Têko também fala sobre municipalismo, cultura, turismo, diversidade, gestão pública e confirma sua pré-candidatura a deputado estadual. Um debate franco sobre política real, longe do teatro e mais perto da vida das pessoas.
A deputada estadual Ludmila Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (psd) e disse que o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. Segundo a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.Para Ludmila, a ligação feita por Simões após críticas de seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido), revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado”, afirmou. A deputada relatou que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Segundo ela, qualquer providência será construída de forma coletiva.O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.Apesar da crise, Ludmila fez questão de separar o conflito da relação com o governador Romeu Zema (Novo). Segundo a deputada, o episódio não altera sua avaliação sobre o chefe do Executivo. “Zema sempre nos tratou com respeito”, afirmou, ao reforçar que sua divergência é exclusivamente com a postura adotada por Mateus Simões.Questionado sobre a disputa eleitoral, a deputada fechou as portas para qualquer apoio a uma eventual candidatura de Simões ao governo de Minas. Para ela, faltam princípios e sensibilidade ao vice-governador. A deputada também colocou em dúvida a permanência de Simões no PSD, partido ao qual ele é filiado. “Na política tudo pode mudar”, afirmou. A parlamentar também minimizou qualquer impacto eleitoral após o embate. Segundo ela, sua atuação política não será guiada por medo ou cálculo de reeleição. Ela afirmou que seguirá mantendo uma postura firme diante do episódio, independentemente das consequências políticas.Durante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um. “Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população.Questionada sobre a possibilidade de Falcão disputar o governo de Minas Gerais, a depurada disse que não há decisão tomada. Segundo ela, o debate ainda é prematuro. “Ainda não é hora de tomar essa decisão”, afirmou, ao destacar que o foco atual é a construção de um projeto para o estado, e não uma candidatura individual.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o governo prepara operações policiais em nove áreas consideradas de risco no estado e que a presença das forças de segurança será mantida até que haja pacificação completa. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21/1) no canal de O TEMPO no Youtube, Simões pontuou que a resposta do Estado ao avanço do crime organizado seguirá baseada no reforço ostensivo da polícia, com atuação permanente em regiões onde há tentativa de domínio territorial por facções.Segundo o vice governador, Minas enfrenta desafios na segurança, mas destacou que o cenário ainda está distante do que ocorre em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Para Simões, situações como a mudança de rota de ônibus por medo da violência são sinais de alerta e exigem ação mais dura do poder público. Ele reforçou, no entanto, que a prioridade do governo é garantir a segurança de quem está nas ruas, afirmando que investimentos no sistema prisional ficam em segundo plano diante dessa necessidade.Questionado sobre a situação penitenciária no estado, o governo, segundo Simões, aposta na criação de presídios especializados para criminosos ligados a facções e na ampliação do uso das Apacs para presos de menor periculosidade. Simões também garantiu que o Estado avalia ampliar o uso de tecnologia, como câmeras e reconhecimento facial, como ferramenta estratégica no combate ao crime.No campo econômico, o vice governador afirmou que o governo trabalha para arrecadar mais de R$ 4 bilhões com uma operação envolvendo a Copasa. Segundo ele, o Estado manterá participação na companhia após a desestatização, sem venda do controle, e os recursos serão usados para acelerar obras de infraestrutura, especialmente rodoviárias. Simões destacou ainda que a infraestrutura deve ser a área mais beneficiada com os recursos do Propag.Sobre os servidores públicos, Simões sinalizou a possibilidade de recomposição salarial a partir de 2026 e disse que o governo prepara a discussão da data-base em maio. Ele afirmou que o reajuste é um direito dos servidores, mas depende do limite financeiro do Estado, e reiterou que não haverá reestruturação de carreiras, com eventual reajuste geral seguindo a inflação.No cenário eleitoral, o vice governador afirmou que a definição do nome que ocupará a vice em sua chapa ficará para depois da janela partidária e será uma decisão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo Simões, as conversas com partidos como PL, PSD e aliados seguem avançando para a composição eleitoral em Minas Gerais.
O prefeito de São Pedro dos Ferros, Danilo Caldarele Dias, o Danilo DDD (PP), afirmou que o fechamento da usina Jatiboca provocou um impacto “gigantesco” na economia do município, com a perda de cerca de 280 empregos diretos e uma redução anual de aproximadamente R$ 1,5 milhão na arrecadação. Em entrevista ao Café com Política, com o jornalisat Léo Mendes, ele destacou que, para uma cidade com orçamento limitado e pouco mais de 8 mil habitantes, o encerramento das atividades agrava ainda mais a dependência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo o prefeito, municípios pequenos da Zona da Mata e do Vale do Piranga enfrentam dificuldades estruturais para gerar riqueza e dependem fortemente de transferências e emendas parlamentares. Danilo defendeu a fiscalização rigorosa em casos de irregularidades, mas alertou que a judicialização excessiva das emendas prejudica cidades que sobrevivem desse tipo de recurso. “Para nós, as emendas são fundamentais para equipar a prefeitura e atender melhor o cidadão”, afirmou.
Como estratégia de ampliação ao combate ao vírus da dengue, que, só no ano passado, acometeu 1,6 milhão de pessoas e matou outras 1.700 em todo o país, o Ministério da Saúde começa, neste sábado (17/01), a aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é o primeiro e único até agora a garantir a imunização com apenas uma dose de vacina. A ampliação da oferta, prevista para os próximos meses, deverá garantir a disponibilidade de imunizantes para toda a população até o segundo semestre de 2026, conforme planejamento do Ministério da Saúde. “Temos uma questão de limitação na estrutura, mas estamos fazendo investimentos para a produção no Butantan, além de uma parceria com uma farmacêutica chinesa que vai auxiliar na produção das doses do mesmo formato que são feitas aqui no Brasil”, afirmou o diretor de Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista ao Café com Política
A nova presidente da Copasa, Marília Melo, afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, nesta sexta-feira (16/1), que a companhia trabalha com a expectativa de concluir o processo de desestatização ainda no primeiro semestre e aposta na renovação do contrato com Belo Horizonte como um dos principais ativos para viabilizar a operação. “O contrato já está em vias de ser assinado. Foi assinado o protocolo de intenções no final do ano passado e nós estamos em processo de negociação, avançando nos termos do novo contrato”, explicou.Segundo Marília, Belo Horizonte é estratégica para a companhia, tanto pelo peso na receita quanto pelo papel no modelo de subsídio cruzado. “Belo Horizonte é uma cidade muito importante, muito estratégica para a Copasa do ponto de vista de receita e, obviamente, não apenas para a Copasa, mas para os outros municípios”, pontuou a presidente, que destacou ainda que fechar o contrato com um horizonte mais longo aumenta o valor da empresa. “Quando a gente olha para o mercado e, obviamente, para concluir, Belo Horizonte, fechando o contrato com um horizonte temporal mais longo, a gente aumenta ainda mais o valor da companhia", avaliou. De acordo com a presidente, a Copasa vai revisar contratos com prefeitos antes da desestatização e reforçou que o saneamento é de titularidade municipal. “O saneamento é deles. A Copasa hoje é uma empresa que tem contrato de prestação de serviço com os municípios”, pontou. Segundo ela, desde que assumiu a presidência, iniciou um processo de diálogo com associações e prefeitos. “A gente precisa ter os municípios muito junto conosco nesse processo de desestatização. Nós vamos fazer uma segunda rodada de conversa com os prefeitos, dando a eles também condições de ter contratos reavaliados para uma garantia da universalização da prestação de serviço”, explicou. Para a presidente, o modelo de blocos aprovado na Assembleia garante segurança para cidades grandes e pequenas. “O bloco traz essa garantia de prestação para todos os municípios que estão no bloco, sejam eles grandes ou aqueles municípios menores. A gente não pode separar o que é atrativo do que não é atrativo do ponto de vista de retorno financeiro", pontuou. Para Marília, a estatal chegou ao processo de desestatização em um momento favorável, mas ponderou que o modelo de privatização ainda está em estudo e que três consultorias foram contratadas — jurídica, financeira e de gestão — para definir o formato mais adequado. “Nós estamos hoje com consultorias contratadas, fazendo alguns estudos que são importantes exatamente para a gente definir qual é o melhor modelo para desestatização da companhia”, afirmou. Entre as referências analisadas, está a Sabesp. “A gente tem olhado o modelo Sabesp, sim, mas outros modelos que também já estão em operação há algum tempo.”Sobre a participação do Estado após a privatização, Marília garantiu que ainda não há definição, mas que mecanismos de proteção ao interesse público estão em estudo. “Golden share, obviamente, é uma forma de se garantir interesses públicos numa prestação de serviço que é eminentemente de interesse público. Mas pode ser por Golden Hhare, pode ser por outra forma de participação, isso tudo está em estudo". Durante a entrevista, a presidente também frisou que a privatização não deve gerar grandes impactos na tarifa. “A gente acredita que esse modelo não terá grandes impactos no futuro”, disse, lembrando que a composição tarifária depende dos investimentos e que a Copasa prevê investir R$ 21 bilhões até 2030. “A Copasa investiu 2,5 bilhões no ano passado e esse ano a nossa previsão é de 3 bilhões”, afirmou.No novo cenário, a regulação continuará sob responsabilidade da Arsae, segundo Marília. “A Arsae vai regular. Isso é normal. Em qualquer outro setor é assim”, disse. Para ela, uma regulação forte é essencial. “A grande questão é: a regulação no Brasil precisa ser forte, independente de interferências políticas. É isso que garante uma fiscalização para prestação de serviço adequada.”Ao ser questionada sobre sua saída da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) em meio à Operação Rejeitos, Marília negou qualquer pressão. “Nunca houve pressão para eu deixar a secretaria”, afirmou. Segundo ela, a operação ocorreu em setembro e a secretaria deu apoio integral às investigações. “Nós, desde o início, manifestamos o nosso total apoio à operação da Polícia Federal. Fomos, inclusive, e demos informações. Colaboramos com todo o processo de investigação”, disse.Ela classificou o momento como difícil, mas reforçou que a transição para a Copasa foi uma decisão estratégica. “Foi um momento muito crítico, porque tínhamos servidores envolvidos no processo, mas demos apoio total à PF”, afirmou. “Quando o governador me pediu para ir para a Copasa e assumir, é um passo importante na minha vida profissional. Eu retorno para minha origem, sou servidora de carreira do Instituto Mineiro de Gestão das Águas.”
O vereador de Belo Horizonte Rubão (Podemos) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que o processo movido contra o vereador Lucas Ganem (Podemos), que responde a processo de cassação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, é um “direito legítimo” como suplente e negou qualquer perseguição política. Segundo ele, a iniciativa foi baseada em fatos investigados por órgãos oficiais e não em interesse pessoal. “Não é na marra, são fatos. Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e TRF. Não é eu querendo tirar ele, são as fiscalizações que estão acontecendo”, afirmou.Rubão afirmou ainda que decidiu procurar a Justiça Eleitoral após descobrir que Ganem estaria morando em São Paulo e não teria apresentado todos os comprovantes necessários para se candidatar em Belo Horizonte. “Naquele momento eu descobri que ele estava morando em São Paulo, não estava com todos os comprovantes necessários para poder se credenciar. E aí eu, como primeiro suplente, fui atrás para correr atrás dos meus direitos”, pontuou.O vereador também rebateu a versão de Ganem de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do suplente. Para ele, os fatos envolvendo assessores em Indaiatuba, uso de vale-alimentação fora de Belo Horizonte e a questão do imóvel declarado como residência têm “peso” e devem influenciar a votação dos vereadores.Rubão revelou ainda um episódio em que, segundo ele, o próprio Ganem teria tratado a ação judicial com ironia. “Ele só uma vez falou que era para eu continuar falando dele, que ele estava ficando bem conhecido e que ganharia para deputado estadual”, relatou. Questionado sobre possíveis desgastes internos no Podemos por conta do embate entre os dois correligionários, Rubão negou qualquer mal-estar e disse que não pediu autorização da cúpula partidária para ingressar com a ação. “Eu não pedi à Nely Aquino, não pedi ao Marcelo Aro, não pedi a nenhum deles permissão. Eu olhei como o Rubão, no direito de ocupar a vaga”, afirmou. Segundo ele, a família Aro seguirá no partido. “Continuamos no Podemos. A presidente estadual continua, eu continuo filiado e pretendo continuar no Podemos.”Sobre as eleições de 2026, Rubão avaliou que uma eventual candidatura de familiares de Ganem em Minas Gerais pode tanto atrapalhar quanto ajudar a chapa do partido. “Pode ser que atrapalhe, mas pode ser que ajude. De repente aparece um candidato com voto considerável que pode ajudar a chapa. Não dá para cravar se vai ser bom ou não”, avaliouSobre o período em que esteve à frente da secretária de Esporte e Lazer na Prefeitura de BH, Rubão também negou qualquer mal-estar com o prefeito Álvaro Damião (União), mesmo após ter feito críticas e apoiado outro candidato durante a campanha. Segundo ele, o convite para integrar a Secretaria Municipal de Esportes foi feito com base em confiança e histórico profissional. “O Álvaro falou comigo: ‘eu te conheço da emissora que você trabalhou muitos anos, sei que você está capacitado’. Ele confiou em mim”, disse. “Eu acredito que ele não se arrependeu.”Na avaliação de Rubão, a relação com Damião foi construída de forma transparente. “Eu falei: prefeito, pode me confiar essa oportunidade, porque o grupo que eu estou me dá condição e onde eu visto a camisa a gente vai junto”, afirmou. Para ele, não houve retaliação pelas críticas feitas na eleição, e o trabalho desenvolvido na secretaria resultou em ganhos de visibilidade e projetos para a área do esporte.
As Eleições de 2026 tende a ser marcada por forte polarização ideológica, mas também por uma crescente demanda do eleitor por propostas concretas e soluções para problemas cotidianos. Essa é a avaliação do estrategista político Rodrigo Bueno, entrevistado no Café com Política desta quarta-feira, 14 de janeiro, com a jornalista Síria Caixeta. Segundo ele, cerca de metade do eleitorado se mantém indecisa e tende a definir o voto menos por alinhamento ideológico e mais pela rejeição aos candidatos e pela percepção de quem oferece respostas mais realistas às inseguranças do país.Rodrigo Bueno destacou que um dos principais erros de gestores que buscam a reeleição é transformar a comunicação institucional em campanha antecipada ou, ao contrário, apostar em bandeiras que geram engajamento, mas aumentam a rejeição. Para ele, o sucesso eleitoral depende de um trabalho contínuo ao longo do mandato, baseado em diagnóstico de dados, construção de narrativa e no equilíbrio entre gestão, articulação política e comunicação. “Não se constrói uma campanha em três meses se não houve comunicação consistente nos quatro anos anteriores”, afirmou.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube nesta terça-feira (13/1), que não abre mão de ser o cabeça de chapa em uma eventual disputa presidencial e destacou que se considera diferente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado sobre os cenários para 2026, Zema disse que, apesar de reconhecer outros nomes da direita, não pretende ocupar posição secundária. “Uma coisa que eu não abriria mão é de ser o cabeça de chapa. Eu sempre comandei a empresa, comandei o Estado. Já mostrei que sei fazer isso”, afirmou. Na política externa, Zema fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e responsabilizou o governo federal pela crise na Venezuela. Para ele, o Brasil teve papel direto ao reconhecer o governo de Nicolás Maduro. “O presidente Lula tem culpa no cartório com relação a isso que está acontecendo na Venezuela”, analisou. Zema afirmou ainda que o PT “endossou um regime autoritário, corrupto e incompetente” e que, se o Brasil tivesse se posicionado contra as eleições que ele classificou como fraudulentas, o cenário poderia ser outro. “Eles endossaram um regime autoritário, corrupto, incompetente, que jogou milhões de pessoas na fome”, disse.Zema também criticou a postura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar denúncias envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a relação entre autoridades e a instituição financeira representa um grave problema. “Promiscuidade no mais alto grau”, classificou. O governador afirmou que, em outros países, situações semelhantes seriam tratadas como escândalo. “Você colocar o seu cônjuge para prestar serviço e depois ficar tentando beneficiar aquela instituição, isso para mim é promiscuidade. É um escândalo que merece ser apurado”. Sobre os atos de 8 de janeiro, Zema defendeu anistia aos envolvidos e criticou o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria. Para ele, não houve tentativa de golpe. “Nós temos de lembrar que o Brasil não teve nenhum golpe. Teve sim uma narrativa desse governo”, afirmou. O governador comparou com a anistia concedida no passado a crimes mais graves. “Foi dada anistia para assassino, para sequestrador, para assaltante, e agora nós não vamos dar anistia para quem pichou com batom”, pontuou. Zema também acusou o Judiciário de perseguir opositores políticos. “Parece que hoje nós temos um Judiciário mais a serviço de perseguir opositores políticos do que de julgar causas importantes para o país”, completou.No âmbito estadual, Zema acusou o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE) de impedir até mesmo a consulta à população sobre a adoção de escolas cívico-militares. “Nós somos proibidos de escutar se eles querem ou não escola cívico-militar. O Tribunal de Contas do Estado não está permitindo nem escutar”, afirmou. Para o governador, a medida é autoritária. “Sei que é uma medida mais arbitrária e autoritária do que essa”, criticou.Ao falar sobre a sucessão em Minas Gerais, Zema defendeu que o Partido Novo indique o vice na chapa do atual vice-governador Mateus Simões (PSD) e citou a vereadora Fernanda Altoé (Novo) como sua favorita. Questionado sobre a possível candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas, Zema avaliou que a direita tem bons nomes e que cada um precisa entender seu próprio perfil. “Cada um tem que saber onde rende melhor”.Zema também comentou a polêmica sobre o decreto que trata da segurança de ex-governadores e afirmou que pode abrir mão da escolta após deixar o cargo. Questionado se mantém o mesmo comportamento nas redes sociais e na vida pessoa, Zema negou que adote personagens ou estratégias diferentes. “Quem me conhece sabe que eu não enceno. Eu sou aqui a mesma pessoa que eu sou em qualquer lugar”, afirmou. Segundo ele, não há diferença entre discurso público e privado. “Eu não tenho agenda oculta e agenda pública. O modo é único”, concluiu.





