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Author: Jornal O TEMPO

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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.  
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O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Matheus Guimarães, estima que a ponte sobre o Rio São Francisco, na MG-402, no norte do estado, deve ficar pronta até o final de 2026. O equipamento liga a cidade de São Francisco a Pintópolis e será uma das maiores de Minas, com 1.120 metros de extensão e 13,8 metros de largura. O balanço sobre as obras foi feito durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta sexta-feira (28/11).
O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) revelou o teor do encontro de lideranças do seu partido em reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde a última quarta-feira (25/11), condenado por tentativa de golpe de Estado. Além da bancada do PL, o encontro contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Amaral, a aprovação no Congresso de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” é o “plano A, B e C”, dos apoiadores do ex-presidente. As declarações foram feitas em entrevista no programa Café com Política, disponível no canal de O TEMPO no YouTube. 
A vereadora de Belo Horizonte Fernanda Pereira Altoé (Novo) avaliou, em entrevista ao Café com Política exibido nesta quinta-feira (28/11) no canal de O TEMPO no Youtube, que a polêmica em torno da liberação de barcos na Lagoa da Pampulha não deveria ser tratada como disputa de protagonismo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o governo de Minas. Para ela, o debate precisa ser técnico, já que a Lagoa “está sob investigação” e ainda não apresenta “condição de navegabilidade”. Segundo a parlamentar, a discussão sobre quem deve liderar o processo é secundária diante da necessidade de laudos e garantias sobre a segurança ambiental.Durante a entrevista, a vereadora avaliou também o caso do vereador Lucas Ganem (Podemos), investigado pela Justiça Eleitoral após denúncia do ex-vereador Rubão sobre possível falsidade ideológica no domicílio eleitoral. A vereadora lembrou que o caso já recebeu parecer do Ministério Público Eleitoral e está em análise pela Polícia Federal. Sobre a possibilidade de um processo de cassação, a vereadora afirmou que a Câmara pode sim ter que agir, caso a Justiça confirme a acusação. “Se de fato houver falsidade ideológica, a Câmara deve agir”, disse. A parlamentar reforçou ainda que domicílio eleitoral exige algum tipo de vínculo com a cidade, o que, segundo ela, não está claro no caso de Ganem.Ao comentar o debate sobre a renovação do contrato do transporte público de Belo Horizonte, a vereadora defendeu que a Prefeitura apresente uma proposta técnica, sem medidas “populistas”, e com foco no cumprimento de metas pelas concessionárias. Ela criticou a falta de aplicação efetiva de sanções às empresas. “Multas nunca são pagas”, afirmou, defendendo cláusulas mais rígidas e mecanismos de fiscalização que garantam qualidade e regularidade no serviço. A parlamentar também voltou a criticar o modelo de bilhetagem eletrônica, afirmando que a operação do sistema não pode continuar nas mãos das próprias empresas de ônibus. Para ela, o controle financeiro precisa ser independente para garantir transparência sobre arrecadação e cumprimento de viagens.Sobre as eleições de 2026, a vereadora defendeu que o Novo componha a chapa majoritária na eleição deste ano indicando o vice do pré-candidato Mateus Simões. Para ela, a participação do partido é coerente com o papel que a legenda tem desempenhado na administração estadual. “É justo”, afirmou. A parlamentar minimizou, no entanto, a saída de Simões do Novo, dizendo que a mudança ocorreu por necessidade de governabilidade, considerando a posição que ele ocupa no governo de Romeu Zema. Segundo ela, a decisão não rompeu os laços do ex-filiado com as pautas defendidas pelo partido. A parlamentar, porém, admitiu que ficou decepcionada com a saída de Igor Eto do governo.A vereadora voltou também a colocar o governador Romeu Zema (Novo) como um nome forte e “viável” para disputar a Presidência da República. Segundo ela, o desempenho administrativo do governador e seu perfil de gestão o colocam como um dos principais quadros nacionais do partido.
Líder do governo Álvaro Damião na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), o vereador Bruno Miranda (PDT) avalia que o primeiro ano da nova gestão foi marcado por “respeito”, “relação republicana” e um clima de “harmonia” entre Executivo e Legislativo. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (20/11) no canal de O TEMPO no Youtube, o parlamentar minimizou relatos de ciúmes e preferências dentro da base, assegurou que o governo conta hoje com cerca de 31 vereadores e afirmou não ver uma oposição estruturada na Casa.“Sempre há uma insatisfação de um ou outro vereador, e a gente precisa trabalhar para diminuir essas insatisfações. Mas acredito que hoje as coisas estão dentro da normalidade”, afirmou. Segundo ele, eventuais descontentamentos surgem quando o prefeito é visto em agendas regionais “que muitas vezes nem são da prefeitura”, o que gera a impressão equivocada de priorização. “Esse ruído muitas vezes acontece, e a gente está ali para ajustar e aparar as arestas”, completou o vereador, que negou qualquer predileção eleitoral antecipada por parte de Damião para 2026.Questionado sobre a base do prefeito no legislativo municipal, Bruno Miranda disse não ver uma oposição consolidada na CMBH. “Nós temos iniciativas de oposição, mas não percebemos uma oposição sistemática. Mesmo vereadores do PL, PT e PSOL têm disposição para dialogar”, afirmou. Para ele, moções ideológicas — como apoio à operação no Rio de Janeiro ou protestos sobre exposições culturais — refletem a polarização nacional, mas pouco contribuem com a cidade. “Esse debate é levado para fomentar redes sociais. Muito pouco contribui com Belo Horizonte, embora faça parte do mandato de quem propõe”, disse. O prefeito, segundo Miranda, evita interferir. “Ele tem muita coisa para fazer e não dá para ficar perdendo tempo com isso.”Durante a entrevista, o líder de Damião voltou a criticar o projeto de tarifa zero apresentado pela oposição. “Da forma como foi colocado, é inviável. Não tem a menor possibilidade de virar de um dia para o outro um ônibus de graça para a população”, afirmou. Ele reconhece, porém, que modelos com tarifa social poderão ser estudados para o próximo contrato.O vereador reforçou, no entanto, que antes de 2028 “é difícil” promover grandes transformações no sistema devido ao atual contrato vigente. Sobre gratuidades ainda não regulamentadas dentro do subsídio já aprovado, o parlamentar pontuou que "não adianta vender lote na lua". "É preciso regulamentar o que já foi aprovado”.O líder de Damião também negou que o debate do tarifa zero tenha deixado feridas internas. “Já foi superado. A gente mantém uma relação de respeito com o vereador Helton”, avalio o vereador, sobre o vice-líder que deixou a função após divergências no tema.Sobre a recente disputa entre prefeitura e governo de Minas sobre a operação de barcos na Lagoa da Pampulha, Bruno Miranda avaliou que a situação não deve criar ruídos com o grupo da Família Aro. Ele defende que a administração municipal tenha a atribuição principal sobre a área. “Todo evento ali quem licencia é Belo Horizonte, não é o estado. Pela lógica, as pessoas moram na cidade, não no estado”, disse, classificando a polêmica como “briga já superada”.Presidente municipal do PDT, Bruno Miranda avaliou também como positiva a entrada do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), no partido e acredita que ele deve disputar o governo de Minas. “Ele tem toda legitimidade de construir internamente e conversar com outras forças. A disposição inicial é uma candidatura majoritária ao governo”, afirmou.Sobre críticas ao estilo do ex-prefeito, Miranda minimizou: “Tudo na vida serve de aprendizado. Acredito que ele vai dialogar com todo mundo”. Miranda disse ainda que o PDT deve seguir independente em 2026. “A ideia do PDT é seguir sozinho, se fortalecendo nos estados. Não há discussão de fusão ou federalização”, afirmou. Ele também confirmou o interesse do deputado federal e presidente do partido no Estado, Mario Heringer (PDT), em disputar o Senado.
O secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Pedro Bruno, afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (19/11), que o governo Zema está disposto a rever pontos da concessão do Vetor Norte após críticas e suspensão do edital pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo ele, o Estado aguarda ser chamado para a mesa de conciliação. “Sempre tem espaço quando você fala de um projeto, estamos dispostos a fazer novas audiências públicas”, pontuou.  O secretário reforçou  ainda que, mesmo com dez audiências já realizadas, o governo “está pronto para ser propositivo, buscar o entendimento e avançar” no projetoAo comentar a suspensão da licença prévia do Rodoanel — decisão motivada pelo questionamento da Federação das Comunidades Quilombolas — o secretário afirmou que o Estado tem encontrado barreiras para avançar no processo de escuta. “A gente já foi nos locais para conversar, já mandou carta, mandou WhatsApp, passou carro de som na rua, publicou chamamento em jornal”, afirmou. Apesar disso, segundo o secretário, a federação não participa das reuniões. “Para ter o diálogo, as duas partes têm que querer conversar”, afirmou o Pedro Bruno que disse ver “um uso político dessas agendas para atrasar o avanço dessa obra do Rodoanel”.Durante a entrevista, o secretário voltou a defender o caráter urgente da obra, considerando o número de acidentes recorrentes no Anel Rodoviário. “Basta olhar a quantidade de acidentes diários que a gente tem no Anel Rodoviário, cada dia de atraso do Rodoanel é vidas sendo ceifadas”, disse. Para ele, não é possível “impactar 6 milhões por causa de 600 pessoas”Pedro Bruno afirmou que ainda, entre os oito municípios impactados pelo traçado do Rodoanel, apenas Betim e Contagem ainda não haviam dado anuência — mas destacou que o diálogo com Betim está perto de um entendimento. Já sobre Contagem, o secretário disse ter “profundo respeito” pela prefeita Marília Campos (PT), mas admitiu que ainda há divergências. “Há uma discordância aqui que eu entendo também que a gente consegue sentar na mesa e convergir”, afirmou. Sobre os hospitais regionais, o secretário reafirmou as datas de entrega. Segundo ele, os hospitais em Divinópolis e Teófilo Otoni estão praticamente prontos. Ele garantiu que as duas unidades serão inaugurados em 2025, enquanto “Lafaiete, Valadares e Sete Lagoas serão entregues ao longo de 2026”. De acordo com o secretário, Zema tem sido “o maior pagador de promessas dos outros”.Já sobre as obras do metrô, Pedro Bruno afirmou que a Estação Novo Eldorado será a primeira nova entrega do metrô, já em janeiro de 2026.Sobre a Linha 2, ele garantiu início da operação parcial em junho de 2026, com as estações Amazonas e Nova Suíça. O secretário informou ainda que os 24 novos trens já começam a desembarcar neste mês em BH. Questionado sobre o aumento da tarifa após a concessão, Pedro Bruno defendeu que a solução para reduzir o preço das passagens passa pela integração dos sistemas da capital e dos municípios da Região Metropolitana. “O tema da tarifa é super relevante, passa pela discussão da integração da tarifa do metrô com o sistema de Contagem, com BH e com o sistema metropolitano”, argumentou.
O presidente do partido Missão e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, afirmou em entrevista ao Café com Política que parte da direita brasileira perdeu rumo ao se prender à idolatria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também criticou duramente governadores que, segundo ele, se comportam como dependentes políticos do ex-presidente. “O Tarcísio é o rei dos puxa-sacos. E o Zema, infelizmente, virou uma rêmora do Bolsonaro. Fica grudado, esperando o movimento do peixe grande pra ver pra onde vai”, declarou. Segundo Renan, o ex-presidente teve um papel relevante na reorganização da direita no Brasil, mas criticou o que considera um culto à figura de Bolsonaro. “Bolsonaro foi importante, mas não é eterno. O bolsonarismo não pode ser uma religião. Quando a política se transforma em fé, ela deixa de produzir resultados e passa a ser apenas adoração. E foi isso que aconteceu com boa parte da direita”, disse.Renan criticou ainda falta de unidade entre as lideranças conservadoras. “A direita se perdeu em brigas internas e idolatria. As pessoas passaram a disputar quem é o verdadeiro herdeiro de Bolsonaro, ao invés de discutir o que realmente importa para o país”, avaliou.Para o líder do Missão, as eleições de 2026 terão como tema central a segurança pública. “A eleição de 2026 será um plebiscito sobre a Guerra Contra o Crime Organizado. Ou o país enfrenta de frente o avanço das facções e do narcotráfico, ou o crime vai dominar os estados”, afirmou. Ele disse que o partido Missão vai defender uma política de segurança “dura e sem meias palavras”. “Não dá pra combater facção com discurso bonito. O Estado precisa ter poder de resposta”, pontuou.Questionado sobre o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), Renan Santos não poupou críticas. “Cleitinho é o Luva de Pedreiro da política e o Nikolas é a Virgínia. São influenciadores que vivem de polêmica, mas não entregam nada de concreto. Essa é a tragédia da nova direita: a política virou entretenimento”, ironizou.Segundo ele, ambos “esfaqueiam o próprio Bolsonaro pelas costas” quando lhes convém. “São oportunistas que usam a imagem dele pra crescer, mas que não têm nenhuma coerência ideológica.”Renan afirmou que o Missão deve lançar candidaturas em Minas Gerais e não descarta disputar o governo estadual. “Estamos estudando nomes, construindo uma base. Minas é um estado estratégico”, disse.O presidente do Missão também avaliou o desempenho do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Zema nunca abriu a boca para falar dos erros do Bolsonaro. É um gestor que tem bons números, mas falta coragem política. Eu daria uma nota 5 e meio pra ele”, declarou.
No 3° dia, a COP30 marcou por alguns assuntos em pauta. Reforço na segurança após invasão, aquecimento de 1,5°C que tenta ser controlado por vários países, além de pressões política. No Café com Política desta quinta-feira (13), o biólogo e diretor-executivo do Instituto Bem Ambiental (IBAM) analisa a Conferência do Clima que ocorre em Belém, no Pará.
Em entrevista ao programa Café com Política, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep), Marcelo Horta, fez um alerta sobre o avanço do crime organizado no estado. Segundo ele, facções criminosas estão se estruturando em cidades do interior com o objetivo de expandir suas atividades para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.“As facções se organizam no interior para avançar sobre a capital. É um movimento que precisa ser enfrentado com inteligência, integração e investimento em segurança pública”, afirmou Horta durante o Café com Política.Na entrevista, o dirigente criticou a iniciativa anunciada por governadores do Sudeste, o chamado “Consórcio da Paz”, que promete ações integradas contra o crime organizado. Para o presidente do Sindep, a proposta tem mais caráter político do que técnico. “Essa campanha dos governadores é uma iniciativa política e eleitoreira. Falta ação concreta, planejamento e diálogo com quem está na base, nas delegacias e nas ruas”, disse.Horta também acusou o governo Romeu Zema (Novo) de negligenciar a valorização dos profissionais da segurança pública. Segundo ele, o governador priorizou benefícios fiscais em detrimento de melhorias salariais e estruturais para a categoria. “Governar é fazer escolhas. E Zema escolheu dar isenção para grandes empresas, em vez de investir em quem garante a segurança da população”, afirmou no Café com Política.Durante o programa, o presidente do Sindep avaliou que projetos em tramitação no Congresso Nacional, como o Projeto de Lei Antifacções e o PL do Terrorismo, estão sendo conduzidos sob forte viés político, o que, segundo ele, compromete o enfrentamento real da criminalidade. “Essas propostas estão contaminadas por um debate político-ideológico. O foco deveria ser o fortalecimento das instituições, e não a disputa partidária”, destacou.Horta também criticou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, alegando que o texto foi elaborado sem a participação efetiva dos profissionais que atuam diretamente na área. “A PEC da Segurança foi construída sem ouvir quem está na ponta, quem entende a realidade das delegacias e dos plantões. É uma proposta distante do cotidiano de quem realmente combate o crime”, afirmou.Por fim, o presidente do Sindep comentou o recente extravio de cerca de 200 armas de uma delegacia em Belo Horizonte, atribuindo o episódio à falta de gestão e de investimento em controle e fiscalização. “Isso é uma falha grave de gestão. A responsabilidade é de quem administra e não garante as condições adequadas para armazenar e monitorar esse tipo de material”, disse. Segundo ele, o caso evidencia a precariedade estrutural enfrentada pelas forças de segurança em Minas Gerais.
O deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT), que se prepara para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), foi o convidado do Café com Política desta segunda-feira (10/10). No programa, ele fez um balanço da carreira política, comentou a transição para o Tribunal e avaliou os governos de Romeu Zema e Aécio Neves.Ao comentar o clima político entre o presidente do TCE, Durval Ângelo, e o governador Romeu Zema (Novo), Alencar minimizou qualquer tipo de atrito e defendeu a harmonia institucional. O futuro conselheiro reforçou que pretende atuar de forma conciliadora.Ao falar sobre as eleições de 2026, o parlamentar avaliou a pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas como viável. “Kalil é um bom nome. Se fizer metade em Minas do que fez em Belo Horizonte, o Estado vai ficar muito melhor. Foi um excelente prefeito e deve ir para o segundo turno”, declarou.Questionado sobre o cenário eleitoral e os nomes que têm se colocado na disputa, Alencar da Silveira Jr. avaliou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) deveria continuar como fiscalizador e não disputar o governo. O novo conselheiro também comentou a movimentação do vice-governador Matheus Simões, que recentemente se filiou ao PSD. “Matheus fez o certo ao ir para um partido forte. Ele tem todo o direito de ser candidato a governador e conta com o apoio do Zema. Todo vice quer ser governador”, afirmou.Ao comentar seu voto pela retirada do referendo sobre a privatização da Copasa, Alencar afirmou que não contrariou as diretrizes do PDT, embora o partido tenha criticado sua posição. “Se o Brizola estivesse vendo a Copasa do jeito que está, ele também falaria: ‘esse referendo tem que cair’. Eu não votei contra a privatização, votei pela retirada do referendo, porque ele só pode ser feito junto com a eleição”, explicou. “O Estado precisa vender a Copasa para garantir recursos e cumprir o Regime de Recuperação Fiscal”, completou.Crítico da estatal, Alencar disse que a Copasa está “sucateada há anos”. “Convivi com mais de 350 deputados e nunca vi nenhum falar bem da Copasa. A empresa está sucateada desde os governos Itamar, Aécio, Eduardo Azeredo e continua com Zema. Falta investimento e sobra descaso”, afirmou.Após uma sessão marcada por empurrões durante a votação do projeto da Copasa, o deputado minimizou o episódio. “A Assembleia mudou. Hoje há dois lados — bolsonaristas e lulistas —, mas a convivência é boa. Essas brigas acontecem como numa pelada com amigos: empurra aqui, empurra ali e no outro dia está todo mundo tomando café junto”, brincou. Segundo ele, as divergências ficam restritas ao plenário. “A nossa briga é de ideias, não pessoal”.
O vereador de Contagem Adilson Lamounier (União Brasil) defendeu que o governo de Minas Gerais adote mais transparência e diálogo com as famílias que podem ser afetadas pelas obras do Rodoanel. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (7/11), o parlamentar afirmou que o Estado precisa ouvir a população antes do início das intervenções. “Eu acredito que não só Contagem, como as outras cidades também, porque o trânsito ali é muito intenso e muito prejudicial para quem frequenta. Eu acho que o Rodoanel seria muito importante e é o progresso, mas também, em contrapartida, Contagem hoje preocupa, principalmente, sobre as situações das famílias que serão afetadas e o que será prejudicial para o meio ambiente”, avaliou.Segundo Lamounier, o Estado deve agir com diálogo e antecedência para reduzir impactos sociais e ambientais. “Eu acho que tem que ter uma transparência maior para realmente entender para onde vão essas famílias, por que o diálogo não é feito agora. Não deixa para depois”, cobrou.“O diálogo do Estado tem que ser mais transparente sobre as situações dessas famílias e sobre a questão do meio ambiente. O Rodoanel é importante, o progresso é importante, mas tem que ter diálogo”, completou.O vereador também comentou os cortes no orçamento da Prefeitura de Contagem e o ajuste fiscal em curso no município. Ele afirmou que acompanha de perto as mudanças e que, embora haja redução de despesas, o objetivo é “enxugar a máquina”, e não desmontar serviços essenciais. “A gente está sempre atento a essas mudanças e discussões do município. A gente tem acompanhado mais a questão da saúde, onde está tendo uma redução, mas é um programa que a prefeitura está trabalhando para realmente enxugar o setor da saúde, sem prejudicar o trabalho que é feito”, disse. “A gente acredita que a prefeita Marília Campos, com o bom trabalho que ela tem feito na cidade, não vai deixar que isso aconteça. Mas é só uma questão de enxugar a máquina mesmo.”Lamounier reconheceu, no entanto, que o município enfrenta desafios financeiros ligados à queda de arrecadação. “Esses cortes começaram agora. A gente tem a situação desses tarifaços também do Trump. É uma alegação do município de que algumas empresas que exportam estão tendo e vão ter prejuízo e, consequentemente, para a prefeitura, os impostos vão diminuir. Então, a arrecadação diminui”, explicou.O parlamentar também defendeu a isenção de ISS para as empresas de transporte coletivo, argumentando que a medida evita aumentos no preço das passagens. “As empresas de transporte fazem alteração do preço de passagem todo o início de ano. Para que isso não aconteça, Contagem fez essa parceria com as empresas, isentando esse imposto para que não tenha o aumento da passagem. Então, é um modo do município de dar um equilíbrio e não afetar o bolso do morador da cidade”, afirmou.Lamounier avaliou ainda que a principal dificuldade financeira do município está ligada à concentração de recursos em Belo Horizonte e à falta de repasses proporcionais às cidades da Região Metropolitana. “Eu acho que para a cidade falta dinheiro, falta recursos do governo federal e do governo estadual. O governo do estado também não é a favor do município por questões partidárias. É importante que o município ande junto com o governo federal para receber essas arrecadações, porque senão eles travam os recursos”, disse. “A maior parte do valor que vem do governo anualmente para o estado vai para Belo Horizonte, que é a capital, o que prejudica Contagem ter o que Belo Horizonte tem — não só Contagem, como outras cidades também. Eu sou a favor de que a cidade, tanto o interior como a metropolitana e a capital, receba a porcentagem de acordo com a quantidade de morador”, afirmou.Ao falar sobre o futuro político da cidade, Adilson Lamounier defendeu que o sucessor da prefeita Marília Campos (PT) tenha perfil de diálogo e equilíbrio político, sem ligação com os extremos ideológicos. “Eu acredito que hoje, não só Contagem, mas a maioria das cidades de Minas Gerais, isso foi provado na última eleição agora, em 2024, que o centrão dominou as cidades. A maioria dos eleitores não quer votar nem um e nem outro, que seja na esquerda ou que seja na direita, estão se despolarizando. O radicalismo, o extremismo, que seja da esquerda ou que seja da direita, fazem mal para a gente. Não tem desenvolvimento, não tem construção e não tem diálogo”, avaliou. “A Câmara constrói um candidato para as próximas eleições. A gente já trabalha com essa ideia de que seja uma pessoa leve e que tenha o diálogo tanto com a esquerda quanto com a direita.”Caso a prefeita Marília Campos (PT) se descompatibilize do cargo para disputar outro posto em 2026, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) assumirá o comando do município. Lamounier avalia que, embora cada gestor tenha seu estilo, o foco da administração deve permanecer o mesmo. “Bem, um governo igual é difícil, ninguém vai ser igual a ninguém. Mas a gente acredita que essa experiência que o vice-prefeito tem com a Marília, desde o primeiro mandato, ele absorveu muita coisa. Acredito que o Ricardo Faria também é competente”, afirmou. “Mudar alguma coisa muda, porque é uma gestão. Mas se Marília se licenciar para concorrer a algum cargo, a gente tem o diálogo com o vice-prefeito. Vamos tentar alinhar para que a cidade não perca aquele foco, que é realmente trabalhar para o morador e trazer qualidade de vida e progresso para a cidade.”Lamounier também defendeu que a sucessão municipal seja protagonizada por nomes que já atuam na cidade e que conhecem a realidade local. “Eu acredito que quase com certeza que algum vereador vai se lançar candidato à prefeitura. E eu acho isso nobre, porque o vereador é da cidade, ele constrói para a cidade. Eu sou contrário e até demais daquelas pessoas que aparecem só na época de eleição com falsas promessas, que são os aventureiros. Nós temos vereadores, nomes bons, com trabalhos bons na cidade, que podem perfeitamente e com reais condições de ganhar as eleições”, concluiu.
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT) defendeu que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) considere concorrer ao governo de Minas nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa Café com Política, exibida nesta quinta-feira (6/11) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar brincou que Pacheco deveria ouvir o “bom conselho do velhinho”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende o nome do senador para o pleito no ano que vem. Leleco comentou sobre os cenários para 2026 e as alternativas de palanque para o presidente Lula caso Pacheco não concorra.
A deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede) defendeu, em entrevista ao Café com Política exibido nesta sexta-feira (31/10) no canal de O TEMPO no Youtube, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique uma mulher para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, a escolha seria uma demonstração concreta do compromisso do governo com a equidade de gênero.Ao avaliar o cenário político mineiro para 2026, a deputada apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) como uma alternativa viável ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), na disputa pelo governo de Minas Gerais. Para a deputada, as movimentações ainda são iniciais, mas a conjuntura estadual deve se desenhar com base nas alianças que o campo progressista conseguir articular. “Kalil tem se mostrado uma liderança política importante, com trabalho reconhecido em Belo Horizonte e diálogo com diferentes setores. Ele pode ser, sim, uma alternativa ao Pacheco”, analisou.Ana Paula também comentou a recente filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD. Segundo ela, o movimento tem motivação estratégica e visa ampliar o protagonismo político do grupo. “A filiação de Mateus Simões ao PSD é um movimento para ganhar protagonismo nacional. O Kassab tem feito uma construção política cuidadosa, tentando ocupar um espaço de visibilidade que vai além de Minas”, avaliou a deputada, que fez duras críticas ao governador Romeu Zema (Novo), classificando sua gestão como “um desastre anunciado”. "O governo Zema é um desastre anunciado. Ele não deveria ocupar mais nenhum cargo político depois de tudo o que fez em Minas. O governador governa para poucos, não escuta a população e impõe votações sem diálogo. É um modelo de gestão que está esgotado e que precisa ser substituído por algo mais humano e democrático”, disse.Questionada sobre seu futuro político, Ana Paula Siqueira confirmou que tem mantido diálogo com o PT e admitiu que o processo interno da Rede Sustentabilidade enfrenta dificuldades. “Nós estamos em um momento de reorganização da Rede, e esse processo está sob júdice. Houve atitudes que considero antidemocráticas, e por isso o processo foi judicializado”, declarou. A deputada afirmou, porém, que ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual mudança de partido, mas elogiou as conversas com outras siglas e disse que qualquer decisão será definido no próximo ano quando se abrir as janelas partidárias. “Estou muito feliz com os convites que recebi. Tenho dialogado com o PT e com outras forças do campo progressista. Espero fazer essa transição de forma tranquila, pensando no fortalecimento do nosso projeto para Minas”, completou.Durante a entrevista, a deputada criticou ainda a condução da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que retira a obrigatoriedade do referendo popular para a privatização da Copasa. Ela classificou o processo como atropelado e antidemocrático. “Estamos vivendo tempos horrorosos na Assembleia. Foi uma votação atropelada, sem diálogo com a sociedade e com a base parlamentar votando sob constrangimento. É um desrespeito com a população mineira”, afirmou. A deputada reforçou que a PEC tem impacto direto na vida das pessoas e que não deveria ser conduzida dessa forma. “A Copasa é uma empresa estratégica para Minas. Vender esse patrimônio sem debate é um erro grave”, concluiu.
As manifestações relacionadas à saúde, à educação e aos direitos dos servidores públicos são as mais recorrentes na Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) de Minas Gerais. Segundo a ouvidora-geral do Estado, Gabriela Siqueira, boa parte dos registros envolve a dificuldade de acesso a serviços de saúde e problemas ligados ao funcionamento das redes estadual e municipal.“Hoje o que a gente mais recebe de reclamação é da Saúde, mas não necessariamente elas são de competência estadual. Como o SUS é tripartite, na parte específica da saúde, a ouvidoria estadual recebe manifestações também que são de competência dos municípios”, afirmou Gabriela em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (30/10) no canal de O TEMPO no Youtube. “A gente também recebe muitas reclamações da Educação, manifestações de Infraestrutura. E a gente também é um canal para o servidor público. A gente também é um canal de entrada para as manifestações do servidor público relacionadas a pagamento, direito de servidor, assédio moral", explicou. A ouvidora defende, no entanto, que o órgão deixe de ser apenas um espaço de recebimento de reclamações e passe a ter papel estratégico na administração estadual. “A Ouvidoria tenta se situar cada vez mais dentro da governança do estado como órgão estratégico de uma ferramenta de gestão, porque se a gente ficar resolvendo aquele problema pontual, todo dia vai chegar aquele mesmo tipo de reclamação, de denúncia, e não é estratégico assim”, avaliou. Para isso, a OGE criou uma Sala de Situação e uma metodologia de inteligência que permite monitorar em tempo real as manifestações recebidas. O objetivo, segundo Gabriela, é que as informações coletadas sejam usadas para orientar decisões de governo. “A gente tenta pegar o que vem do cidadão e fazer essa conversão para que sejam dados que as diversas secretarias utilizem de maneira estratégica. A gente acompanha todas as manifestações em tempo real para que a gente consiga se antecipar em relação a eventuais crises, entender algumas tendências, e a gente conseguir ver de maneira mais global os processos de trabalho que a gente tem em todas as áreas do estado", pontuou. Gabriela defende ainda que a Ouvidoria é um instrumento de controle social e cidadania ativa. Ela ressalta que o simples ato de registrar uma manifestação é, por si só, uma forma de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão pública. “A Ouvidoria é uma ferramenta muito importante de participação social. A participação social é uma atividade custosa. Você frequentar conselho, você fazer referendos, participar de audiências públicas, tudo isso tem um custo individual muito grande na vida corrida que a gente leva. Às vezes, o cidadão não sabe que, por meio da Ouvidoria, fazendo um simples registro de manifestação, seja uma denúncia, um elogio, uma sugestão, uma reclamação, ele também está exercendo controle social e está fazendo um ato de participação social", afirmou. Segundo Gabriela Siqueira, a Ouvidoria-Geral do Estado tem buscado aprimorar o tempo de resposta às manifestações. Ela explica que há prazos definidos para cada tipo de demanda e que o acompanhamento é feito de forma rigorosa. “A gente tem um prazo de resposta de até 30 dias, prorrogável por mais 30, dependendo da complexidade do caso. Mas a nossa meta é que o cidadão receba retorno o mais rápido possível”. A ouvidora acrescenta que há um esforço constante para reduzir o tempo médio de atendimento. “Hoje a gente tem trabalhado muito para que as respostas cheguem antes desse prazo legal. Nosso desafio é fazer com que o cidadão perceba que a sua manifestação foi realmente acolhida e tratada de forma efetiva. Nada mais interessante do que a gente ouvir o próprio usuário, a experiência dele naquele serviço público para que a gente possa fazer as nossas melhorias. É valioso o que a gente tem lá na Ouvidoria Geral do Estado. Hoje a gente tem a maior base de dados do estado e a gente tem uma base de opinião pública”, avaliou.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), Wemerson Oliveira, acusou, em entrevista ao Café com Político, exibido nesta quarta-feira (29/10) no canal de O TEMPO no Youtube, o governador Romeu Zema (Novo) de não ter disposição política para recompor as perdas inflacionárias dos servidores da segurança pública. Segundo Oliveira, a recomposição é possível mesmo sem a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) ou ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União (Propag). O sindicalista acusou ainda o governo de evitar a adesão ao Propag como estratégia para se esquivar de compromissos salariais. Nesta quarta-feira, a categoria anunciou uma mobilização e não descarta uma greve ainda neste ano. De acordo com o presidente do Sindpol, o sucateamento das estruturas da Polícia Civil tem se agravado com a falta de investimento e o contingenciamento de recursos. Durante a entrevista, o dirigente sindical alertou também para o avanço de facções criminosas em Minas Gerais e criticou a falta de estrutura da Polícia Civil para combater o crime organizado. Segundo ele, a falta de investimento em investigação criminal tem permitido a expansão dessas organizações. Oliveira também também acusou o governo estadual de manipular dados de criminalidade para melhorar os índices de segurança pública. O presidente do Sindipol defendeu também que o cargo de chefe da Polícia Civil tenha mandato fixo e autonomia para exercer as funções. 
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