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Atina Pra Isso!
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Author: David Dias | @DavidUmbanda
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Umbanda & Cultura de Terreiro. David Dias é Pai de Santo de Umbanda e Mestre em Ciência da Religião (PUC-SP), doutorando em ciências no PPGHDL/USP, promove um um mergulho aos saberes tradicionais de terreiros. Um conteúdo contendo pensamento, informação, cultura de terreiro e bate-papo. Tudo junto, misturado e descontraído. @DavidUmbanda
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No episódio anterior iniciamos uma trilogia sobre desenvolvimento espiritual nos terreiros de Umbanda.A proposta deste segundo capítulo era seguir aprofundando alguns pontos teóricos sobre o tema. Mas durante a semana chegaram muitas perguntas dos seguidores e ouvintes do podcast e, feito encruzilhada, o episódio acabou seguindo para outro caminho.Neste programa respondo algumas dessas mensagens, abordando temas importantes para quem está começando ou já caminha há algum tempo dentro da Umbanda:“Crianças e adolescentes no terreiro”, “Como reconhecer a presença dos ancestrais”, “Relação entre assentamento e desenvolvimento”, “O uso das vestimentas brancas nas giras”, “O retorno de quem se afastou da religião”, “Política e posicionamento dentro dos terreiros”, dentre tantos outros assuntos que renderam um programa inteiro.Mais do que um episódio expositivo, este capítulo se tornou uma grande conversa com a comunidade que acompanha o Atina pra Isso. E talvez isso diga muito sobre o próprio desenvolvimento espiritual: ele não acontece sozinho. Ele acontece em relação.Ouça este episódio e saiba: Semana que vem seguimos com a série.Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Você já sentiu vontade de conhecer um terreiro, mas ficou com aquelas dúvidas: que roupa usar, pode levar criança, é pago, como funciona? A primeira visita é um mergulho no novo, e muita gente se apaixona pelo tambor, pelo cheiro, pela magia da macumba. Mas e quando essa paixão vira vontade de ficar? De fazer parte?Neste episódio de retorno do Atina pra Isso, abrimos os trabalhos de 2026 com uma pergunta que pouca gente faz: Afinal, o que é Desenvolvimento Espiritual?Será que é só uma "escola de incorporação"? Um curso para aprender a virar cavalo de santo? Ou será que o termo "desenvolvimento mediúnico" já não dá conta da profundidade do que é crescer dentro de uma comunidade de terreiro?💡 O que você vai ouvir aqui:A diferença entre conhecer uma gira e integrar uma casa;Como funciona a porta de entrada na Umbanda (e as diferenças para o Candomblé);A visão crítica sobre a "produção em massa" de médiuns e a lógica capitalista dentro do sagrado;Desenvolvimento é técnica ou é relacionamento? É encontro ou é prática diária?E a principal provocação: quem é o ser em desenvolvimento?Este é o primeiro de uma trilogia especial. Um convite à reflexão para todas as casas e corações que batem forte pelo axé.Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Para o ano de 2026, eu desejo que o tempo também seja cultuado nos mais subjetivos detalhes. Antes de tratá-lo como divindade, que ele possa ser encontrado, feito rotas de fuga do nosso cotidiano frenético, nos momentos mais inusitados possíveis. Que haja tempo para viver, nem que seja pra dizer que não temos tempo para vida.Respire… faça as pazes com o tempo.SaraváEscute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Breves reflexões sobre o tempo nas comunidades de Umbanda, mais precisamente, pela ótica do terreiro Aruanda.Atina pra Isso!SaraváAh! Uma dica… não acelere a velocidade. Curta o episódio no tempo normal de uma vida de descanso.Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
É tempo de pausa, descanso, enfim… férias merecidas. Será?Nessa série de 3 episódios de férias, trago alguns minutos de reflexão sobre a correria que tivemos neste ano e o preparo para a correria do ano que vem.Sente o clima deste episódio e Atina pra Isso!Saravá!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
As culturas de matrizes africanas no Brasil são sustentadas por mulheres. Mulheres que fizeram do terreiro um lugar de continuidade, memória e reconstrução da vida. Mulheres que transformaram a dor em chão firme, a solidão em comunidade e a fé em prática cotidiana de cuidado.Neste episódio, contamos com a participação de duas lideranças que, jovens e no início de suas trajetórias, carregam um legado de coragem, com muita responsabilidade e afeto. Edivânia Barros, filha de Oyá, e Talita Lucena, filha de Omulú, falam sobre guiança, inseguranças, mudanças nos terreiros, desafios da liderança negra feminina e o cotidiano real de manter uma casa viva.Entre memórias, risos, atravessamentos e silêncios necessários, o terreiro aparece não como um espaço idealizado, mas como território de reencontro, de conflito, de aprendizado e de permanência, onde ninguém se constrói sozinho.O papo hoje é com elas!Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Este episódio nasce da pergunta que atravessa muita gente de terreiro: como reconhecer quem caminha comigo? Como descobrir o nome do meu guia? Quais são suas histórias ? possível que haja atalhos, há fórmulas, ritos especficos? Há relação, escuta, prática, tempo e sinais que só aparecem quando a gente desacelera a ansiedade e aprende a olhar para dentro.Aqui compartilho meu próprio percurso, discuto o papel do desenvolvimento, a importância do vínculo e o que realmente significa conhecer uma entidade. Atina pra isso!Escute, compartilhe, e atine para mais este papo!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
O ano é 2025 e, pasme, ainda há quem confunda Umbanda com Espiritismo.Neste episódio, abrimos a encruzilhada com profundidade para entender como duas práticas tão distintas ainda são tratadas como se fossem a mesma coisa.Ao longo da conversa, voltamos ao século XIX para revisitar as origens francesas do espiritismo, suas bases positivistas e suas marcas coloniais. De ponto a ponto, seguimos revelando as diferenças estruturais entre uma doutrina centrada em fenômenos mediúnicos e uma cultura afro-brasileira forjada no chão da diáspora bantu, que celebra corpo, ancestralidade e comunidade.Umbanda não tem fundador, não tem data de criação. Não é religião no sentido europeu do termo: é cultura, memória, arte de cura e modo de existir. Enquanto o espiritismo busca o espírito e a explicação racional dos fenômenos, a Umbanda celebra a relação entre mortos e vivos, o coletivo, o toque do tambor, a dança, o corpo em movimento e a sabedoria dos Pretos Velhos, Caboclos, Exús… .Este episódio é um convite à escuta atenta e à reflexão crítica sobre as raízes que sustentam nossos terreiros e os caminhos que não podemos mais aceitar que sejam apagados.Enfim… Muita treta!Atina pra Isso!Apoie o projeto → apoia.se/atinapraissoSiga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbandaAvalie o podcast com 5 estrelas no Spotify
As culturas de terreiro são, por excelência, matriarcais.São nossas mais velhas que ensinam o legado de coragem e luta que hoje sustenta nossas comunidades. Liderar um terreiro não é sobre feitiço nem sobre poder; é sobre compromisso. Compromisso de transformar um grupo em família e um caminho em axé.Neste episódio, recebemos Mãe Elis Borges (Terreiro da Baiana Severina) e Mãe Silvana Cotrim (Terreiro Quilombo Vó Cotinha e Pai Gusmão).Elas compartilham suas trajetórias, os desafios da liderança feminina e negra, e as potências da Umbanda vivida no chão da comunidade.Um episódio para celebrar as Pretas Velhas, a beleza de se viver em uma comunidade de Umbanda e a ancestralidade das mulheres de axé.Saravá!
Tradição e ancestralidade são palavras centrais para os povos de terreiro, mas carregam sentidos múltiplos. Quando pensamos no chamado culto tradicional de orixás, essas noções se ampliam, revelando caminhos de continuidade, reinvenção e também de disputa.Neste episódio, converso com Renata Barcelos, iniciada em solo africano, sacerdotisa e pesquisadora. Falamos sobre práticas, diferenças em relação ao Candomblé, iniciações na África, o papel dos orixás na vida comunitária e os desafios que circulam a ideia de “retorno às origens”.📌 Perguntas que atravessam a conversa:O culto tradicional é Culto tradicional?Quais as diferenças entre culto tradicional e Ifá?\Como se iniciar na Nigéria?Existe apenas uma forma de culto tradicional?Como se diferenciam iniciações, transe e oráculos?Enfim, um papo repleto de ensinamentos culturais sobre o culto aos orixás!Atina pra Isso!
Quando a gente chega em um terreiro e o coração dispara, é como voltar para casa. Mas entre o encanto do primeiro contato e a decisão de se tornar parte da família existe um caminho cheio de coragem, aprendizados e entrega.Neste episódio demos muitas risadas, choramos bastante, compartilhamos nossas dificuldades e celebramos viver em uma família que nos devolve, dia após dia, o interesse pela vida e a força de resistir em um território de cultura negra de nome Umbanda.Neste episódio, tive a oportunidade de compartilhar um pouco sobre as histórias do Terreiro Aruanda com 3 dos meus mais novos filhos: Atina pra isso contando um pouquinho sobre os mais novos filhos de santo do Terreiro Aruanda: Cláudia Almeida, Rodnei Rodrigues e Eurípedes Almeida (Pipo).Apoie esta causa → apoia.se/atinapraisso@davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!Atina pra isso!
ARUANDA#15Celebrando os 15 anos de Terreiro Aruanda, neste episódio, conversei com aqueles que ajudam a construir o Aruanda Studios e tudo o que se desenvolve a partir desse núcleo. Vale a pena conferir um pouco dos nossos bastidores! Camila Spolon, Laura Tosta, Leonardo Martins, Luísa Caótica, obrigado pela companhia em dias de lutas e dias de glórias!Atina pra Isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Muito se fala sobre ser de orixá; as influências, as virtudes, os desafios. É um fato, na Umbanda, ser filho de orixá é parte constituinte do rito, em virtude do sincretismo com o Candomblé. Contudo, ser filho de guia de frente é fundamental. Neste episódio, falo sobre a figura dos nossos ancestrais diretos, conhecidos por “guia de frente”: esse ancestral que, mesmo depois da morte, continua vivo, te orientando, te provocando a crescer.Distante da ideia de um espírito de luz, é alguém que se autonomeia como seu, que te convoca à responsabilidade, que é assentado em seu corpo, o qual leva o nome dele.Nomear esse guia é criar vínculo. É reconstruir sua própria identidade a partir de uma comunidade espiritual viva.Enquanto muita gente ainda pensa o transe como mera incorporação esporádica, seguimos compreendendo que há fundamento, ancestralidade e projeto de continuidade nesse encontro com o invisível.Saravá, nossos ancestrais. Saravá, quem vem de longe pra ficar perto.Atina aí no seu player!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Conheça o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Preceito é silêncio, tempo de recolher, de preparar o corpo para um momento único.É pausa, mas não é inércia.É silêncio, mas não é vazio.Nesse episódio, eu trago um pouco sobre preceito e reflito sobre o que é fundamento que só o chão ensina e só o tempo consagra.O que é preceito?É não comer carne? Não transar? Não fumar?Pode até ser. Mas mais que isso, é o compromisso com o rito, com o que está por vir, com o que precisa ser mantido em equilíbrio.Mas, uma coisa é fato:Preceito não é castigo.Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
O que significa quando a sociedade naturaliza a violência contra os terreiros? Quando se cala diante do racismo e, ao mesmo tempo, lucra com símbolos religiosos afro-brasileiros? Neste episódio especial, compartilho minha participação no quadro Brasil de Fato Entrevista. Um diálogo direto, urgente e necessário sobre racismo religioso, a criminalização da fé negra e a tentativa constante de embranquecer a Umbanda.Nesta conversa, a gente confronta o mito da liberdade religiosa no Brasil e chama o problema pelo nome: a sociedade rejeita o que é de preto.Quando o terreiro incomoda, dizem que é barulho. Mas quando a branquitude lucra com isso, aí vira espiritualidade.É mais que uma entrevista. É denúncia, é o Terreiro em primeira pessoa.Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
O IBGE divulgou os novos dados do Censo 2022 e, pela primeira vez em mais de uma década, temos um retrato atualizado da religiosidade no Brasil. Umbanda e Candomblé aparecem com crescimento expressivo — mas os dados revelam uma contradição inquietante: a maioria das pessoas que se declararam adeptas dessas religiões se identifica como branca.Neste episódio, nós analisamos os números, questionamos os silêncios e investigamos os efeitos do racismo religioso nas estatísticas. A partir de autores como Kabengele Munanga e Aimé Césaire, refletimos sobre o que é negritude e por que ela é central para compreender a história e o presente das religiões de matriz africana.Também falamos sobre o avanço da desinstitucionalização da fé, o impacto do individualismo neoliberal na espiritualidade e a necessidade urgente de devolver à Umbanda sua centralidade preta, coletiva e ancestral.“O episódio de hoje é um lembrete: onde há terreiro, há luta, memória e reexistência negra.”Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Você já viu alguém se indignar com o abate de 39 milhões de bois por ano? E com 6,2 bilhões de frangos criados em galpões sem ar puro, sem luz do sol e com os pés queimando em fezes?Mas basta o sacrifício de uma galinha no terreiro pra levantar revolta.Neste episódio, o Pai David Dias fala sobre sacrifício animal nas religiões — da tradição védica ao Islã, do altar de Abraão à ceia de Natal — e sobre como o racismo estrutura a maneira seletiva com que se olha pra Umbanda.Tem dado, tem história, tem denúncia.Mas, acima de tudo, tem um recado:“Não existe Umbanda vegana. Nunca existiu. E Umbanda com filtro de sensibilidade branca não é Umbanda: é invenção de quem nunca viu um orixá de perto.”Atina pra isso!Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Este episódio é, sem dúvida, um dos mais necessários e provocadores da nossa trajetória.Prepare-se para ouvir, refletir e, talvez, se desconstruir.Aqui, fazemos uma análise crítica sobre o processo de invenção e apropriação dentro da Umbanda. Tratamos de como o trabalho de Zélio de Moraes, W.W. da Matta e Silva e Rubens Saraceni, em diferentes momentos históricos, promoveu a construção de entidades, linhas e “orixás” que não possuem correspondência na Umbanda ou em qualquer outra cultura de matriz afro-brasileira ou africana.Mostramos como essas invenções não são meras curiosidades: elas se inserem em um movimento mais amplo de reformulação da Umbanda sob influências esotéricas e espíritas, que priorizam a revelação individual em detrimento da construção coletiva, comunitária e ancestral.Refletimos também sobre como, ao longo do tempo, esses processos ajudaram a consolidar uma lógica de mercado: livros, cursos, iniciações e rituais passaram a ser tratados como produtos, transformando saberes tradicionalmente compartilhados em exclusividades comercializadas.Reforçamos: a crítica não se dirige às pessoas que se identificam ou se conectaram com essas propostas, mas propõe um olhar atento ao fenômeno mais amplo da mercantilização de práticas ancestrais.Por isso, este episódio é um convite à reflexão e à resistência.A Umbanda precisa seguir sendo terra de partilha, pés fincados no chão do terreiro, da comunidade.Escute, compartilhe, e continue essa conversa com a gente!📢 Apoie o projeto → apoia.se/atinapraisso📱 Siga o Pai David Dias nas redes sociais → @davidumbanda⭐ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify📥 Siga o Terreiro Aruanda → @terreiroaruanda🔗 Indique para mais pessoas!
Neste episódio especial, o Atina pra Isso chega à Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF-UERJ), a convite do professor titular Luiz Rufino, para uma conversa ao vivo que atravessa história, espiritualidade e disputa por memória.O tema “Contar o Brasil com as Umbandas” nos guia por reflexões profundas sobre a história do país a partir dos terreiros, em uma crítica contundente às formas de embranquecimento e apagamento das culturas negras e indígenas. Falamos sobre o sincretismo como campo de disputa, o racismo religioso como estrutura que atravessa até mesmo as relações internas nos terreiros, e o cansaço de nossos corpos que também desejam brincar, descansar e viver com prazer.O episódio traça caminhos para uma Umbanda que não se dobra à lógica da dominação. Porque contar o Brasil com as Umbandas é também devolver à história a voz de quem foi silenciado.🎙 Participação:David DiasLuiz Rufino
No ar, mais um episódio especial do Atina pra Isso! Desta vez, diretamente do ISER – Instituto de Estudos da Religião, onde participei da roda de conversa "Encruzilhadas Digitais: A resistência da Umbanda em tempos da digitalização da fé", com mediação da querida Magali Cunha. Uma reflexão profunda sobre memória, ancestralidade, tecnologia e os limites do virtual quando se trata de terreiro, corpo e coletivo.Falamos sobre racismo algorítmico, apagamentos simbólicos, o perigo da capitalização da fé, e a força dos nossos encontros presenciais. Agradeço à companheira Carolina Rocha pelo convite e por essa oportunidade de ocupar um espaço histórico como o ISER, que há décadas articula religião e política de forma crítica. Um episódio para pensar com o corpo, sentir com a história e seguir com o povo.💫 Siga o Atina pra Isso no Spotify, avalie com 5 estrelas e compartilhe com sua rede.🤝 Apoie o projeto em: www.apoia.se/atinapraisso




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yi
que retorno! gostei demais diaso, "talvez não saiba pra onde estou indo, mas sei pra onde não quero voltar"...ser uma pessoa em constante construção é totalmente o oposto do desconstruido, que sabe que está errado e fica negociando consigo o que muda ou não, se construir é saber, que cada passo pra frente é uma mudança, e lá na frente, tantas coisas não fazem mais sentido algum, e o que passou, fica pra história.
Uma obra prima!
gratidão ! chorei várias vezes ouvundo esse pod pdc kk
qual o nome desse ponto que fala do vô José de Aruanda ?? é o preto velho que trabalha cmg
Um primor!🙏
Lindooo
boa tarde!! eu gostaria de saber quando terá podcast sobre o orixá Xangô?! Obrigada
Sensacional estou amando todos os programas. Parabéns David Dias muito sucesso 👏🏿👏🏿👏🏿