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O Homem Que Comia Tudo
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O Homem Que Comia Tudo

Author: Ricardo Dias Felner

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Com dois ou três truques, toda a gente consegue fazer os melhores ovos mexidos do
mundo, as melhores batatas fritas ou o melhor bife. Às vezes, a diferença entre uma comida sublime e comida má está só na quantidade de manteiga, na variedade da batata ou no momento em que pomos o sal no bife.


Ricardo Dias Felner, aka O Homem que Comia Tudo, diz-lhe tudo sobre cozinha e restaurantes no podcast mais saboroso do Expresso. Novos episódios todas as quintas-feiras.

92 Episodes
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Há restaurantes onde entramos e sentimos uma energia boa, uma certa vibe. mbora a comida seja quase sempre razoável, as salas estão cheias. A maioria das pessoas gosta de restaurantes com vibe, mas ela é difícil de conseguir.  “Pus-me a pensar nos restaurantes com mais vibe a que fora recentemente e no que teriam em comum entre eles. N’O Velho Eurico, estalagem de hipsters felizes a comerem pastéis de leitão e a beberem vinho de jarro. Não vi lá veludos nem comi coisas trufadas”. Índice de vibe? Avalia: “alto”. Neste episódio do podcast 'O Homem que Comia Tudo', Ricardo Dias Felner procura perceber o que o faz um restaurante ter vibe.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confiar no processo transforma uma tarefa prazerosa como cozinhar num martírio? Há algumas receitas que, por mais que tenham uma aura de misticismo, se perdem no processo. O Bife Wellington parece ser uma dessas receitas: demasiados passos para um resultado assim-assim. Pelo menos é a opinião de Ricardo Felner, que não se importa de dar tempo às coisas: experimentou fazer vinagre em casa e gostou do resultado (e do processo).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Picles, cabidela, vinha d’alhos... pratos com muita acidez ou avinagrados: de certeza que muitos concordarão que a acidez na comida é uma coisa maravilhosa. Ricardo Felner é fã da acidez na comida e até nos oferece uma receita de filetes de cavala que, lá está, tem a acidez no ponto. Mas não será vinagre a mais? Não.See omnystudio.com/listener for privacy information.
É frequente ouvirmos a frase “cortei nos hidratos”, a moda está cada vez mais presente no dia-a-dia. Mas porquê? Existe algum fundamento em acabar com todos os hidratos da nossa alimentação? E a cozinha portuguesa aguenta-se bem sem isso? Se formos a ver, nem por isso. A nossa gastronomia é assente na batata, no arroz, no grão, no pão. E está tudo bem com isso. Quantos orçamentos familiares resistem a uma dieta de salmão, de entrecôte e vazia? O bitoque acompanha com o quê? O problema é que a ciência parece concordar com a diminuição dos hidratos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um episódio passado num restaurante em Portugal com o sommelier do Noma, faz Ricardo Felner refletir sobre a prolongada permanência destas figuras disruptivas na alta cozinha, e o mal que podem trazer. Já é tempo de termos novas figuras de topo no “fine dining”? Estará a alta cozinha a precisar de novos valores? As inúmeras acusações de violência contra René Redzepi fazem acreditar que sim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um restaurante em Castro Marim de mesas corridas e com anchovas acabadas de chegar é o mote para uma viagem pelos sabores ibéricos. Azeitonas Maçanilha, queijo de cabra algarvia, barriga de atum. A viagem prossegue Andaluzia dentro, com passagens pelo Bina Bar, Tabanco El Pasaje e pelo fine dining do restaurante Leartá, em Sevilha. A viagem termina tal como começa, com anchoas no Las Golondrinas. Que bem que se come no sul da Ibéria.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ricardo Felner confessa que é dos que faz imensas perguntas aos chefes de cozinha, mesmo quando eles estão concentrados. A partir de uma formação sobre cozinha japonesa, dada pelo chefe Ricardo Komori, viajamos até ao Japão e à arte do silêncio. Será que o silêncio é a chave para a perfeição da cozinha nipónica? Para Ricardo Komori parece ser: mudou-se para o Japão para aprender e abriu em 2022 o pequeno restaurante Nishiiru em Miyazu, a norte de Quioto. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na Pensão Flor, Alfredo queria tomar conta de tudo, só ele acha que sabe fazer as coisas como deve ser. Mas só cozinha três dias por semana. Tem uma horta nas traseiras, é caçador e pescador, e serve iguarias como caldo de feijão, nabiças e chouriça, coelho bravo com molho vilão, truta com jamón e escabeche de perdiz com vinagre caseiro. Um restaurante ótimo para dias de chuva, portanto. Pena é não existir.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O que faz um azeite ser “topo de gama”? Ricardo Felner foi a uma prova de azeites e ficou encantado. As colheitas mais recentes, límpidas, deixaram-no impressionado, mas para muitos portugueses, azeite bom é azeite com tulha ou ranço. E está tudo bem com isso. Mas se alguém perguntar a Ricardo Felner se ele quer um garrafão de azeite “lá da terra”, ele vai, provavelmente, dizer que não.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O mundo das sopas é vasto e ancestral, antigamente punha-se uma panela de ferro sobre um fogo de chão e cozia-se o almoço ali com o que houvesse. Hoje em dia temos a vida facilitada: quem tem uma varinha mágica ou uma Bimby pode confeccionar sopas aveludadas e saborosas,  mas parece que os restaurantes não querem saber disso: a sopa não dá prestígio, a sopa não dá prémios. Há quem acrescente hortelã no final (ou azeite), mas o mundo maravilhoso das sopas está bem de qualquer forma, onde quer que elas existam: em casa das avós ou numa qualquer cidade da fronteira há mais de vinte anos atrás em boa companhia. Caso para dizer: “Outra vez sopa? Ainda bem!”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No centro de Lisboa, “vendem-se tangas, vende-se muito estilo e pouca uva”, afirma Ricardo Felner, que tem estado a comer melhor nos bairros da periferia como Camarate. Lá, nesse “vão de escada do aeroporto de Lisboa”, encontrou pérolas como o Tita & Mamã Preta, onde come barriga de atum grelhada e polvo guisado são-tomense, ou a oficina de koji de João Alves. É nos bairros dos subúrbios, muitas vezes esquecidos e desleixados pelas autarquias, onde se encontram os restaurantes com mais alma, onde as iguarias cozinhadas com paixão valem bem a viagem. Será que o futuro da gastronomia da capital passa pela periferia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Apesar de, como afirmou no episódio anterior, ter achado 2025 um ano fraco em termos de inovação gastronómica, Ricardo Felner comeu muito bem e elabora a lista dos melhores pratos que comeu como os pastéis de peixe do Cantinho da Ameixoeira ou o cozido do Oficina, no Porto. Uma lista de pratos e restaurantes para conferir em 2026, se não teve ainda oportunidade de experimentar. Às vezes basta um prato para fazer um restaurante, mas nem todos os restaurantes se devem medir só por um ou dois pratos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ricardo Felner recorda o seu 2025 gastronómico e dá-nos conta da falta de inspiração nos pratos que comeu ao longo do ano. Será que essa é a tendência para 2026, tudo chocho? Há também que ter em conta o factor económico: os portugueses parecem estar cada vez a comer menos fora, e já não pedem tantas garrafas de vinho às refeições. Mas os donos parecem pensar o contrário:‌ dizem que os preços têm que aumentar. Será que vamos conseguir comer fora em 2026? Para Ricardo Felner, existe também outro factor que contribuiu para que 2025 não tenha surpreendido gastronómicamente: as grandes cadeias e franchises suplantaram sempre os restaurantes mais pequenos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ano novo, ementa nova? Ricardo Felner foi investigar as virtudes do menu semanal para tentar descobrir se é treta ou se funciona mesmo na organização das refeições lá em casa. Ricardo Felner sonha um dia fazer Beef Wellington mas diz que nunca tem tempo, porque o jantar é sempre inventado uma hora antes. Por causa disso, pediu ajuda a uma amiga para tentar desvendar a arte (ou o segredo) da elaboração de um menu semanal: será que há mesmo razões para apostar numa ementa preparada antecipadamente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Gosta muito de pão com manteiga? Procure alternativas. Oiça esta republicação de um dos episódios mais ouvidos do d’O Homem Que Comia Tudo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As coisas bonitas da vida são redondas, tal como um pastel de nata, diz Ricardo Dias Felner nesta ode ao doce que é o cartão de visita de Portugal. Quase todos são bons? Quase. Recorde este episódio do podcast O Homem Que Comia Tudo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mesmo que vá contra as modas da política, não podemos negar a influência islâmica em Portugal, desde a linguagem à comida. Foram cinco séculos de domínio do Islão nas terras do Gharb al-Andalus numa altura que Bagdade criava tendências, qual Nova Iorque da altura. No entanto, não existe literatura suficiente que faça jus a essa influência e não podemos culpar só as trevas da idade média ou o deslumbramento com o ouro e açúcar do Brasil ou as especiarias da India. É hora de estudarmos melhor as comidas que o Islão nos deu. Foi através delas que nos chegaram laranjas e limões, amêndoas, massas trigueiras (como os cuscuz e a aletria), ervas aromáticas como os coentros (somos dos poucos países europeus que os consomem), pratos como a muxama e as migas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cozidos há muitos. Em Espanha temos a olla podrida, a inspiração mais que provável para o nosso cozido e a china tem um cozido monumental, conhecido como “panela de fogo” ou “hot pot”. Um pouco por todo o mundo encontramos panelas de caldo forte e carnes variadas, couves e legumes. Mudam-se os modos, mudam-se alguns temperos e idiomas mas a preparação não é assim tão diferente de nação para nação. Se queremos reclamar para a nossa pátria um prato, temos que o honrar e escrever sobre ele. Como observámos no episódio passado, Ricardo Felner não encontrou muitas referências literárias a esse prato tão típico de Portugal, mas não o deixa de elogiar, frisando, contudo um pormenor importante: não pode ser servido tépido.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Omissões no cozido levam a tragédias, mas também chamar cozido a uma pilha de carnes, enchidos e legumes aleatórios não devia ser chamado de cozido à portuguesa, mas é o que muitos restaurantes servem por 12 euros. Para se comer um cozido de excelência é preciso esperar pelo tempo certo, quando as matanças do porco começam e aguardar que o frio curta as carnes, lembra Ricardo Felner. “O cozido deve ter carnes salgadas e fumados”, afirma. Qual é o segredo de um bom cozido? E qual é o tempo do cozido à Portuguesa? Ricardo Felner mergulha no caldo de um dos pratos mais típicos portugueses e dá-nos dicas importantes para usar na altura de escolher (ou cozinhar) esta iguaria e diz-nos também onde comeu os melhores cozidos da sua vida.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Está disposto a sofrer pelo momento? Quando se bebe qualquer tipo de bebida alcoólica é isso que acontece. Ricardo Dias Felner vai buscar os dados e explica-nos porque é que este flagelo não vai desaparecer. Portugal é o campeão do consumo de bebidas alcoólicas e isso reflete-se também na produção: somos o 5º maior produtor da Europa. Pode-se até dizer que beber álcool é cultural: “vai mais um copinho? É só mais um”. Mas este é um flagelo que assola famílias e entope o SNS. Estamos mesmo dispostos a sofrer por um momento de prazer? O álcool é aceite pela sociedade e o seu consumo até parece que é encorajado. Mas será que isso vai mudar? Os estudos indicam que o consumo de vinho está a diminuir, mas será que haverá outra bebida para o substituir?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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