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Risca Ponto
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Author: Dario Forghieri | @riscaponto_
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Salve Umbanda, Saravá! Bem-vindos, bem-vindas, bem-vindes ao RISCA PONTO, podcast de Umbanda. Sou Dario Forghieri e este espaço é dedicado a resgatar a afro-brasilidade da Umbanda. Vamos questionar o embranquecimento histórico e destacar as raízes da Umbanda, reconhecendo a contribuição dos povos negros e a resistência à marginalização cultural e ritualística. Vamos abrir essa gira e refletir juntos!
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Hoje a gente vai conversar sobre uma prática que tem se tornado cada vez mais comum, principalmente depois da pandemia: os terreiros virtuais e as giras online. O tema pode até parecer polêmico, e é, mas ele abre espaço pra gente pensar sobre a essência da Umbanda, sobre o que é realmente viver a espiritualidade de terreiro.Será que a vivência espiritual pode ser reduzida a uma conexão de internet?Vamo abrir a gira e conversar sobre isso?Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Durante muito tempo, o sincretismo religioso foi ensinado como sinal de tolerância e como essência da Umbanda.Mas essa narrativa costuma esconder um dado fundamental: o sincretismo nasce da violência colonial, não da igualdade entre culturas.Associar orixás a santos católicos foi, historicamente, uma estratégia de sobrevivência do povo negro diante da perseguição, da criminalização e do terror religioso. Isso não diminui a inteligência ancestral de quem criou essas estratégias. Pelo contrário: revela sua potência.O problema começa quando essa estratégia deixa de ser lida como resposta histórica e passa a ser tratada como fundamento eterno da religião.Quando aquilo que nasceu do medo vira tradição incontestável.Quando a África desaparece do altar, ela também desaparece da narrativa, da formação espiritual e da identidade do povo de santo.Se hoje não somos mais proibidos de cultuar nossos orixás, por que ainda precisamos escondê-los atrás de santos católicos?
No episódio de RISCA PONTO de hoje, exploramos a trajetória dos Caboclos de Couro, também conhecidos como boiadeiros, espíritos que tem uma das mais profundas feridas da formação social brasileira: o estupro sistemático de mulheres indígenas e africanas escravizadas durante o período colonial. Ao longo deste episódio, falaremos sobre o nascimento desses espíritos, sua função nos terreiros e o papel crucial que desempenham na preservação da memória e na resistência antirracista. Vamos abrir a gira?Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
O urbanismo no Brasil não é apenas sobre prédios e ruas; é o braço direito do racismo institucional. O projeto de "cidade moderna" nasceu do desejo de espelhar a Europa e higienizar tudo o que é ancestral, vivo e afro-brasileiro.A cidade é usada como arma contra os terreiros: O silenciamento seletivo da Lei do Psiu. O racismo imobiliário que dificulta encontrar imóveis para a sede. A burocracia estatal que tenta domesticar o tempo espiral da Umbanda.Quando o vizinho reclama do atabaque, ele não está defendendo o sono dele; ele está exigindo a nossa invisibilidade.Novo episódio de Risca Ponto no ar.
Neste episódio de Risca Ponto, falamos sobre malandros e malandras sob uma lente que a branquitude tenta esconder: a da política e da sobrevivência.Falamos de uma tecnologia social negra nascida da tensão entre a desigualdade e a criatividade. Discutimos como a malandragem é, na verdade, um corpo de mandinga que dribla o controle e foge das amarras coloniais.A Malandragem é o pacto coletivo de quem decidiu não morrer.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Novo episódio no ar!No Risca Ponto desta semana, abrimos uma conversa sobre o que se convencionou chamar de desenvolvimento mediúnico — um conceito herdado de influências brancas, cristãs e kardecistas, que muitas vezes empurra a Umbanda para um modelo de adestramento espiritual e esvazia seu sentido ancestral.Chamamos aqui de desenvolvimento de terreiro: um processo que não tem como foco “treinar incorporação”, mas formar pessoas para viver Umbanda como cultura, filosofia, política e comunidade.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
O cansaço que você sente não é só seu. É histórico. É político.O cansaço não é acidente: é projeto.Neste episódio do Risca Ponto, falamos sobre o DESCANSO não como prêmio, mas como FUNDAMENTO.Da escala 6x1 à necropolítica do tempo, discutimos como o sistema tenta nos transformar em máquinas e como a Umbanda e a ancestralidade nos ensinam a retomar nosso fôlego.#Umbanda #RiscaPonto #Descanso #Antirracismo #PodcastMe siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Quem “baixa” nos terreiros não é um arquétipo, não é alegoria, muito menos uma “energia genérica”.São presenças com história, território e memória.No novo episódio do Risca Ponto, a gente conversa sobre quem realmente se manifesta quando a gira abre.Falamos de ancestralidade, de encantamento, de afinidade espiritual.Falamos da força negra e indígena que construiu essa religião com corpo, suor, travessia e memória.Saravá os que vieram antes e os que caminham conosco.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #Antirracismo #Resistência
A Umbanda é feita de folha, de água, de terra e ancestralidade.Mas o que acontece quando a gente esquece de cuidar daquilo que dá vida ao nosso axé?Não dá para falar de meio ambiente na Umbanda sem falar de Racismo Ambiental. Nossas lutas espirituais são inseparáveis das lutas pela terra.Enquanto tem gente despachando plástico, louça, garrafas nas cachoeiras e praias, o Congresso aprova o Marco Temporal e o governo insiste em explorar petróleo na foz do Amazonas.E aí? Vamos fingir que isso não tem nada a ver com a Umbanda?Se a Umbanda é natureza, então cuidar do planeta é fundamento. Sem folha, sem água, sem chão, não há gira, não tem guia, não tem Umbanda.Neste episódio de RISCA PONTO, conversamos sobre isso.Ouça, reflita, compartilhe.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #Antirracismo #Resistência
O machismo também veste branco e chama de “fundamento” o que é privilégio.Pierre Bourdieu já explicou: a sociedade cria um sistema simbólico onde o masculino é universal e o feminino é subordinado. É a tal da violência simbólica.E dentro dos terreiros, ela também aparece: enquanto muitas mulheres lavam o chão, arrumam o salão e firmam o axé, muitos homens estão sentados, conversando, esperando a gira começar.O terreiro, que nasceu pra ser espaço de troca e ancestralidade, vira um reflexo do patriarcado.Este episódio de RISCA PONTO convida a essa reflexão.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #Antirracismo #Resistência
A classe média “descobriu” a Umbanda como tendência espiritual. Terreiros com estética minimalista, giras instagramáveis, iniciações expressas e discursos de “cura ancestral” a preço de ouro.Mas a Umbanda não nasceu pra caber em terreiro modinha. Ela nasceu do chão, do povo periférico e excluído.Enquanto uns vendem axé em pacotes premium, os terreiros de bairro seguem sustentando o fundamento.Este episódio de RISCA PONTO convida a essa reflexão.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #Antirracismo #Resistência
No terreiro, o aprendizado não vem de livro. Vem do corpo, da convivência, do silêncio e do respeito.Humbê é mais do que uma palavra bonita, é um código ancestral que organiza o axé, ensina a ouvir, a esperar, a observar e a viver a ritualística com humildade.Num tempo em que tudo é rápido e raso, o Humbê é resistência.É ele que ensina que o saber não se compra, se conquista no chão do terreiro, com paciência e reverência aos mais velhos.Ouça agora o novo episódio do Risca Ponto, onde mergulhamos na pedagogia do axé e nas camadas mais profundas do respeito dentro da Umbanda.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #Antirracismo #Umbandade fundamento #Resistência
Umbanda acolhe todo mundo? Será mesmo?A gente repete com orgulho que na Umbanda não existe preconceito. Mas será que é verdade?Será que nossos terreiros têm abraçado de fato os corpos trans e travestis, ou só tolerado sua presença?Quando negamos o nome social, quando desconfiamos da incorporação de uma pessoa trans, a gente está reproduzindo a violência da sociedade dentro do terreiro.Neste episódio de Risca Ponto, a gente conversa sobre isso.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!#Umbanda #RiscaPonto #CorposTrans #Travestis #LGBTQIAPN+ #Antirracismo #UmbandaPreta #Resistência #Diversidade
🚨Como alguém pode acender vela para Preto-Velho e, ao mesmo tempo, votar em quem elogia torturador?🚨Como pode reverenciar Pombagira e apoiar quem oprime mulheres?🚨Como pode pedir caminho a Exu e dar poder a quem fecha as encruzilhadas da vida?Neste episódio do Risca Ponto, refletimos sobre:🔥 A contradição entre ser de terreiro e apoiar projetos de direita🔥 O Congresso como máquina de privilégios e impunidade🔥 A importância do voto consciente em todos os níveis: vereador, deputado estadual, federal e senador🔥 Raça, classe e gênero como pilares inegociáveis da Umbanda📲 Compartilhe com quem precisa ouvir!Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Os terreiros de Umbanda sempre foram muito mais do que espaços religiosos: são lugares de resistência, de acolhimento e de cura. Nesse episódio do RISCA PONTO, vamos refletir sobre o papel dos terreiros na saúde mental, entendida não apenas como ausência de doença, mas como presença de comunidade, ancestralidade e axé.Falamos sobre corpo, palavra, coletividade, gênero e sexualidade, mostrando como o terreiro é uma verdadeira pedagogia de cuidado.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
O sacerdócio na Umbanda não se alcança em curso. Não é diploma, nem título na parede. É caminho, é comunidade, é compromisso com o povo preto, pobre e periférico que sustenta essa tradição.Hoje no RISCA PONTO, vamos conversar sobre isso.Sacerdócio é político. Não existe terreiro neutro. Neutralidade é privilégio branco. É tempo. Tempo de convivência, aprendizado e maturação. É chão. Presença, corpo, vida coletiva e axé compartilhado.Vamos abrir a gira e conversar sobre isso? Dá o playMe siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Neste episódio de Risca Ponto, fazemos uma reflexão: qual é o lugar das pessoas brancas dentro dos terreiros de Umbanda e nas religiões de matriz africana?A Umbanda é um território negro, de resistência, ancestralidade. Não se trata de excluir, mas de entender com humildade e consciência racial como podemos ocupar esses espaços sem repetir lógicas coloniais de apropriação e apagamento.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
No terreiro de Umbanda, cedo ou tarde, surge a pergunta: “Qual é o nome do meu Preto-Velho? Da minha Pombagira? Do meu Caboclo?”Essa curiosidade é legítima, mas a forma como muita gente busca a resposta, nem sempre respeita o tempo da espiritualidade.Vamos conversar sobre isso hoje no RISCA PONTO?Vamo nessa.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
O tempo de cada um.No Brasil, onde jornadas de trabalho estafantes, transporte público sucateado e distâncias intermináveis fazem parte da vida de milhões, cobrar “comprometimento e presença” de filhos e filhas de santo como se todos tivessem as mesmas 24 horas é uma crueldade.Esse episódio de Risca Ponto, é um convite à reflexão: como podemos construir uma Umbanda verdadeiramente acolhedora, que respeite as diferenças de tempo, realidade e caminhada de cada pessoa?Vem com a gente nessa conversa!Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!
Família de santo é mais do que um termo bonito. É uma estrutura ancestral viva, forjada na tradição bantu e afro-brasileira, que resiste ao apagamento e mantém acesa a chama do cuidado, do afeto e da responsabilidade mútua.Num país marcado pelo abandono parental, pela negligência com a infância e juventude, e pelo racismo estrutural, os terreiros se tornam quilombos afetivos: lugares onde se reaprende a ser cuidado e a cuidar.Nesse episódio de RISCA PONTO, vamos falar sobre acolhimento, pertencimento, abandono, gravidez precoce, saúde mental da juventude negra e o papel essencial do pai e da mãe de santo. Vamos refletir juntos sobre que tipo de terreiro estamos ajudando a construir.Me siga nas redes sociais @darioforghieriAvalie o podcast com 5 estrelas no SpotifySiga o Risca Ponto no Instagram - @riscaponto_Indique para mais pessoas!




