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Renascença - Conversa de Eleição
Renascença - Conversa de Eleição
Author: Renascença
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A semana começa com a análise de Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro sobre o que se passa no país. Às segundas-feiras é dado o pontapé de saída com a conversa política que faltava. Para ouvir na Edição da Noite, depois das 23h. Conversa de Eleição é um programa com moderação da jornalista Filipa Ribeiro que pode ouvir também em podcast.
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No programa Conversa de Eleição desta semana, Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro analisam os últimos desenvolvimentos da campanha eleitoral das Presidenciais e comentam ainda os novos casos que agitam a Saúde e, em particular, o setor da emergência médica.
O antigo ministro das Finanças, agora membro da Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro prevê uma campanha difícil face à imprevisão dos resultados. Esta semana ainda o Conselho de Estado de 9 de janeiro e o ataque dos Estados Unidos da America à Venezuela.
Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro fazem uma antevisão à campanha para as presidenciais e dividem-se sobre a decisão do Tribunal que obrigou André Ventura a retirar os cartazes sobre ciganos. O antigo ministro das Finanças recorda ainda que esteve "isolado" na bancada do PS que foi contra Luís Montenegro devido ao caso Spinumviva e diz que arquivamento do caso torna o caso em "Spinumorta" - o que é "bom para a democracia". Miguel Poiares Maduro critica que denúncia anónima sobre Marques Mendes tenha resultado numa notícia. Os antigos governantes comentam ainda as declarações do ministro da educação que eve "ter mais cuidado na forma com que se exprime".
Miguel Poiares Maduro sublinha que, depois do acórdão do Tribunal Constitucional, a pena acessória para a retirada de cidadania "está morta" e deve ser afastada numa revisão da lei da nacionalidade. Fernando Medina espera que Governo faça uma "reflexão" e sublinha que seria "um enorme erro" procurar-se um confronto com o Tribunal Constitucional. O social-democrata e o socialista olham ainda para a reforma laboral, com Fernando Medina a considerar que a ministra está "desfasada" e "num buraco". Neste episódio, ainda a ambição de Luís Montenegro para um salário mínimo de 1600 euros.
Fernando Medina sublinha que "não há comparação na hierarquia histórica da importância do 25 de Abril ou do 25 de Novembro". O socialista considera que "se havia alguém que poderia celebrar era o PS" e critica tentativa de apropriação da direita sobre a data. Também Miguel Poiares Maduro defende que "há uma parte da direita mais radical, do Chega, que quer comemorar o 25 de Novembro para não comemorar o 25 de Abril". Esta semana ainda as críticas de Fernando Medina à falta de acesso de António Costa ao processo da Operação Influencer e a garantia de Miguel Poiares Maduro de que Marques Mendes não mudará rumo da campanha depois de sondagens registarem crescimento de João Cotrim de Figueiredo nas presidenciais.
Fernando Medina espera que Luís Montenegro consiga perceber que "está a atirar o país para o buraco" com a nova lei laboral. O antigo ministro das Finanças defende que medidas como a descriminalização do trabalho não declarado "só cabe na cabeça de alguém virado para a idade médico". Para o socialista, o executivo está a favorecer o "patronato antigo" sem a finalidade de "melhorar a economia do país". Noutro plano, o antigo ministro das Finanças elogia a decisão do Governo em acabar com a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
As opiniões dividem-se sobre a polémica relacionada com o novo livro de Henrique Gouveia e Melo e a sua motivação para ser candidato à Presidência. Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro debatem ainda a participação do vice-presidente do Chega num congresso do movimento Reconquista, a hesitação de António José Seguro e o acordo entre PSD e Chega em Sintra.
Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro analisam a crise no setor da saúde. O socialista, que já defendeu por várias vezes a demissão de Ana Paula Martins, considera inviável o acordo político alargado pedido pelo Presidente da República. Já o social-democrata acredita que a ministra é vítima da pressão que a própria colocou. Neste episódio, ainda a análise ao Orçamento do Estado que o antigo ministro das Finanças considera de "fim de linha" e que Poiares Maduro classifica como "politicamente prudente e economico-financeiramente otimista".
As alterações à lei da nacionalidade vão a votos esta terça feira. Miguel Poiares Maduro tem dúvidas que nova lei passe no Tribunal Constitucional e lamenta que estratégia de Governo e PSD seja seguir as mesmas medidas do Chega. Já Fernando Medina avisa que opções do PSD vão fazer crescer o Chega e acusa o executivo de estar a "cavalgar a agenda" "anti-imigração" para captar eleitorado. Neste episódio, ainda as conclusões sobre o acidente do Elevador da Glória e a perda de Francisco Pinto Balsemão.
Fernando Medina considera que "não há qualquer tema sobre o uso da burca em Portugal", recusa a ligação com a criminalidade e acusa PSD, CDS e Iniciativa Liberal de seguirem a agenda "racista e xenófoba" do Chega. Já Miguel Poiares Maduro defende que ao dizer que não se pode proibir pessoas de estarem completamente cobertas no espaço público por se tratar de toda a religião muçulmana está a alimentar a confusão gerada pelo Chega. Em análise, ainda o apoio do PS à candidatura de António José Seguro.
Fernando Medina considera que o partido Chega é o "grande derrotado da noite" e apesar de concordar, Miguel Poiares Maduro considera que "é cedo" para decretar o regresso do bipartidarismo e o "início do declínio" do Chega. O antigo autarca de Lisboa socialista considera que na capital o discurso contra a presença do Bloco de Esquerda no executivo "foi mais forte" do que o apelo da esquerda ao "voto útil" na coligação liderada por Alexandra Leitão.
No programa "Conversa de Eleição" desta semana, Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina debatem a vigilância ao juiz Ivo Rosa, analisam os cenários de viabilização do Orçamento do Estado para 2026 e comentam as polémicas à volta da Flotilha de Gaza, incluindo a resposta do Governo português
Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro admitem que peso eleitoral do Chega pode influenciar viragens entre PS e PSD nas autarquias. Sobre a Câmara Municipal do Porto diz que uma a derrota da coligação liderada pelo PSD no Porto terá certamente peso para o partido face as expectativas criadas e Medina admite que há dificuldade para os socialistas em manter a vantagem na presidência da Associação Nacional de Municípios. Neste episódio, ainda as notas positivas e os alertas para as novas medidas para a habitação.
Antigo governante do PS mantém as críticas à gestão de Ana Paula Martins na pasta da saúde enquanto Miguel Poiares Maduro acredita que o Governo "está a pagar a fatura" das promessas que fez sobre o SNS. No Conversa de Eleição, ainda a análise ao "oportunismo" de André Ventura na manifestação de imigrantes e o reconhecimento da Palestina.
Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina analisam o anúncio de novos candidatos à Presidência da República e a gestão feita pelo Governo aos incêndios. No conversa de eleição comentam ainda o aumento da violência política nos Estados Unidos da Américo e o risco de se propagar para a Europa.
O antigo autarca da Câmara de Lisboa acusa Carlos Moedas de mentir sobre o caso Russiagate e nas afirmações que fez sobre o ministro Jorge Coelho e a tragédia de Entre-os-Rios. Fernando Medina considera que o atual autarca não tem "idoneidade" para ocupar o cargo e que "Carlos Moedas de 2025 já está demitido por Moedas de 2021". No debate sobre a tragédia do elevador da Glória, Miguel Poiares Maduro defende que as responsabilidades vão ser retiradas no dia de eleições autárquicas.
Miguel Poiares Maduro considera que é "difícil" a continuidade de Mário Centeno no Banco de Portugal. O social democrata espera que nova escolha seja "alguém que garanta total independência no exercício de funções" e deixa elogios ao economista Ricardo Reis. Noutro plano, Poiares Maduro deixa alerta sobre riscos da privatização minoritária da TAP, sobre a qual "não é favorável" e aconselha a Europa a procurar novos parceiros, tendo em conta a imprevisibilidade de Donald Trump.
Fernando Medina considera que os prazos na Operação Marquês "não são razoáveis" e que "não podem ser reduzidos ao excesso de recursos", mas antes a uma condução "deslaçada".Para Miguel Poiares Maduro é necessário haver uma reflexão sobre o caso e lembra que a lógica de investigação do Ministério Público em Portugal pode estar "ultrapassada". Noutro plano, Fernando Medina considera que será "difícil" que o PS não venha a apoiar a candidatura de Seguro nas presidenciais e Poiares Maduro acredita que o CDS acabe por aceitar ser a terceira força política numa coligação para as autárquicas.
Fernando Medina considera que o Governo cometeu um "erro" com as novas regras para a imigração e acusa o executivo de "alimentar" o discurso anti-imigração e de se estar a aproximar do Chega. Miguel Poiares Maduro considera que em alguma medidas "foi-se longe demais". No programa especial gravado no Funchal, no encontro Fora da Caixa, o antigo ministro das Finanças apela a mais prudência sobre as novas reduções de IRS e Poiares Maduro confia nas previsões do Governo. No programa foi ainda a debate o futuro de José Luís Carneiro no PS e o desafio para as presidenciais.
Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro avaliam o que consideram "impulso" de Donald Trump ao atacar o Irão. O socialista alerta que a "propensão de respostas terroristas são elevadas" do lado iraniano e deixa avisos sobre os riscos associados a ataques feitos "ao arrepio do direito internacional". Miguel Poiares Maduro diz que é "inevitável" investir em Defesa na Europa por falta de confiança nos EUA.




