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É tempo de morangos
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Aristóteles, na Ética a Nicômaco, já distinguia três tipos de amizade: por utilidade, por prazer e por virtude. Nem toda aproximação é amizade verdadeira, muitas existem apenas enquanto há benefício ou conveniência. A amizade por virtude, rara e profunda, é a única que se sustenta no tempo porque é baseada em caráter, respeito e admiração mútua.Séculos depois, Guy Debord, em A Sociedade do Espetáculo, descreve uma cultura em que as relações se tornam mediadas por imagem, aparência e performance. Vivemos num mundo onde estar perto de alguém pode significar status, visibilidade ou capital simbólico. E, nesse cenário, não é difícil confundir conexão com conveniência.Por que algumas pessoas fingem ser suas amigas em vez de propor uma parceria honesta?
Neste episódio, mergulhamos no universo de Sodade, Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, explorando as camadas de memória, identidade e pertença que atravessam a obra de Ana da Cunha. Entre conversa e reflexão, discutimos o processo de escrita, as inspirações por trás da narrativa e a forma como a autora transforma emoções e experiências em literatura. Um encontro íntimo com a palavra escrita e com as saudades que ela transporta.Livro Sodade: https://www.bertrand.pt/livro/sodade-ana-da-cunha/32461203Instagram Ana: https://www.instagram.com/anadamiaocunha/
Esse é um episódio de perguntas e respostas :)
Esse ep é o contrário do título ✨
Tá tudo bem não se encontrar de primeira num curso, licenciatura, faculdade ou carreira. Aqui conversamos sobre a Letras mas poderia ser sobre Direito, Artes, Gastronomia ou qualquer outra grade. Rosana: @rosanamendesx
será que a grama do vizinho é do jeito que você ta pensando?
É Tempo de Morangos, disponível na Amazon: https://a.co/d/ipjBwnM
Contos, histórias, amigas e planos para 2026! • Agustina Bessa-Luís: Dois Vizinhos, Longe e Uma Vida Banal (contos)
um bate papo sobre erros e acertos do terceiro semestre
Carta a minha filha - Ana Luísa Amaral Carta à Minha FilhaLembras-te de dizer que a vida era uma fila?Eras pequena e o cabelo mais claro,mas os olhos iguais. Na metáfora dadapela infância, perguntavas do espantoda morte e do nascer, e de quem se seguiae porque se seguia, ou da total ausênciade razão nessa cadeia em sonho de novelo.Hoje, nesta noite tão quente rompendo-sede junho, o teu cabelo claro mais escuro,queria contar-te que a vida é também isso:uma fila no espaço, uma fila no tempoe que o teu tempo ao meu se seguirá.Num estilo que gostava, esse de um homemque um dia lembrou Goya numa carta a seusfilhos, queria dizer-te que a vida é tambémisto: uma espingarda às vezes carregada(como dizia uma mulher sozinha, mas grandede jardim). Mostrar-te leite-creme, deixar-tetestamentos, falar-te de tigelas - é sempreolhar-te amor. Mas é também desordenar-te àvida, entrincheirar-te, e a mim, em fila descontínuade mentiras, em carinho de verso.E o que queria dizer-te é dos nexos da vida,de quem a habita para além do ar.E que o respeito inteiro e infinitonão precisa de vir depois do amor.Nem antes. Que as filas só são úteiscomo formas de olhar, maneiras de ordenaro nosso espanto, mas que é possível pontosparalelos, espelhos e não janelas.E que tudo está bem e é bom: fila ounovelo, duas cabeças tais num corpo só,ou um dragão sem fogo, ou unicórnioameaçando chamas muito vivas.Como o cabelo claro que tinhas nessa alturase transformou castanho, ainda claro,e a metáfora feita pela infânciase revelou tão boa no poema. Se revelatão útil para falar da vida, essa que,sem tigelas, intactas ou partidas, continuaa ser boa, mesmo que em dissonância de novelo.Não sei que te dirão num futuro mais perto,se quem assim habita os espaços das vidastem olhos de gigante ou chifres monstruosos.Porque te amo, queria-te um antídotoigual a elixir, que te fizesse grandede repente, voando, como fada, sobre a fila.Mas por te amar, não posso fazer isso,e nesta noite quente a rasgar junho,quero dizer-te da fila e do noveloe das formas de amar todas diversas,mas feitas de pequenos sons de espanto,se o justo e o humano aí se abraçam.A vida, minha filha, pode serde metáfora outra: uma língua de fogo;uma camisa branca da cor do pesadelo.Mas também esse bolbo que me deste,e que agora floriu, passado um ano.Porque houve terra, alguma água leve,e uma varanda a libertar-lhe os passos.Ana Luísa Amaral, in 'Imagias (Um pouco só de Goya: Carta a minha Filha)'
Neste episódio especial de Natal, recebo a Marta para conversarmos sobre os livros que marcaram nossas vidas, sobre a licenciatura em Letras em Portugal e sobre a trajetória acadêmica dela. Atualmente no mestrado, Marta desenvolve uma pesquisa sobre Mário de Sá-Carneiro e Donna Tartt. Esse ep é totalmente entre amigas 🩷@marta.marques.8
Para ler o conto completo: CLIQUE AQUI
Esse ep com certeza é algo que não sei explicar mas fiquei 30 min falando :)
Um ep entre amigas para falar: menina, não sai falando da sua vida não 😬🩷
Nada revolucionário (pf não ouça como se eu achasse que estou falando algo super cool, eu sei que é básico!)
Um episódio sobre a leitura de “Morelli, Freud e Sherlock Holmes” 🙏🏻
Aqui falamos de rizoma mas tem muito mais! @brunamartiolli
Nesse episódio conversamos diretamente! Abri uma caixinha no Instagram e vim responder em áudio longo no nosso zap 🩷
Ep só para turma 🙏🏻 nosso clubinho fechado.
O que é o que é? Vem estudar literatura do ZERO 👇🏻https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/introducao-aos-estudos-literarios/K77206715J






