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Meio de Campo
28 Episodes
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Neste episódio do Meio de Campo, Idelber Avelar e Diego Ambrosini comentam discordâncias, elogios, críticas e algumas correções dos espectadores.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Copa do Mundo de 2006 ficou marcada por uma imagem: a cabeçada de Zidane em Materazzi, mas aquela Copa foi muito mais do que isso.Foi o torneio do “quadrado mágico” brasileiro, com Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano. Era um time que parecia imbatível no papel, mas que nunca encontrou equilíbrio dentro de campo.Foi a Copa em que todos os sul-americanos caíram diante do primeiro europeu que enfrentaram no mata-mata.Foi a Copa de uma Itália campeã em meio ao escândalo do Calciopoli.Foi a Copa em que Portugal de Felipão chegou à semifinal.E foi a última antes da revolução tática do guardiolismo.Por que o Brasil não funcionou?Onde Parreira errou?A Inglaterra sofreu do mesmo problema?A França era mais talentosa que a Itália?E o que realmente aconteceu naquela final em Berlim?Neste episódio, analisamos a Copa de 2006 dentro e fora de campo — tática, contexto político, ambiente e decisões que mudaram a história.Porque nem toda seleção cheia de craques é um grande time.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O futebol movimenta bilhões, atrai fundos de investimento, fundos soberanos estatais, magnatas e corporações globais. Mas uma pergunta simples continua sem resposta clara: o futebol realmente dá lucro? Neste episódio do podcast Meio de Campo, abrimos uma nova série dedicada à economia do futebol e explicamos, passo a passo, como funciona esse sistema peculiar — que gira muito dinheiro, mas raramente se comporta como uma economia capitalista “normal”. Partimos de uma constatação contraintuitiva: clubes gigantes como o Real Madrid faturam quase 1 bilhão de euros por ano e ainda assim operam com margens de lucro mínimas ou prejuízo. A partir daí, reconstruímos historicamente os mecanismos que moldaram o futebol moderno. Neste episódio, discutimos em profundidade: Por que o futebol não distribui lucro como outras indústrias; O papel histórico do salário máximo e do sistema do passe; Como o Caso Bosman (1995) transformou o poder de barganha dos jogadores; A origem da explosão financeira com a Premier League e a televisão; De onde vêm as receitas dos clubes: bilheteria, patrocínio e direitos de transmissão; Como diferentes países organizam seus clubes: Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, França, Argentina e Brasil; O mito de que virar SAF garante sucesso esportivo; Por que ligas mais equilibradas são economicamente mais fortes; A relação não linear entre sucesso esportivo e sucesso financeiro; O que realmente buscam os grandes donos de clubes: lucro, prestígio, poder político e influência geopolítica. Discutimos ainda o fenômeno do sportswashing, o papel dos fundos soberanos e dos hedge funds, e por que clubes podem ser instrumentos de poder muito mais do que negócios rentáveis. Este é um episódio introdutório, pensado para abrir caminho para debates futuros sobre SAFs, direitos de TV, desigualdade entre clubes e o futuro econômico do futebol brasileiro e mundial.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este episódio do Meio de Campo te conta a história de como foi organizada e disputada a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Relatamos os antecedentes importantes que foram as competições de futebol nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, e 1928, em Amsterdã, pela primeira vez organizadas pela FIFA. Explicamos como o Uruguai encantou a Europa na conquista desses dois ouros olímpicos. Contamos um pouco da viagem de navio feita pelas quatro seleções européias que se animaram a participar da Copa de 1930. Focalizamos o nascimento do primeiro grande pop star internacional do futebol, o afro-uruguaio Andrade, os problemas enfrentados pela seleção brasileira, a grande repercussão da Copa no Rio de Janeiro e a final polêmica e cheia de rivalidade entre Uruguai e Argentina.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 1925, a mudança na lei do impedimento que reduziu para dois, e não mais três, os defensores necessários para habilitar um atacante, teve profundo impacto no futebol. Neste episódio do Meio de Campo, contamos como nasceu a primeira formação tática exportada globalmente, o WM (3-2-2-3), no bojo dessa mudança das regras. Nessa história, tem papel de destaque o técnico Herbert Chapman, o primeiro técnico moderno, em sentido completo. Responsável por um tricampeonato nacional do modesto Huddersfield Town, ele depois transformaria o Arsenal na grande potência do futebol inglês dos anos 1930.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não foi fácil ser gremista nos anos 1970. A hegemonia colorada não era apenas regional, e sim nacional. Mas, quando o troco veio, ele veio completo. O Grêmio foi campeão brasileiro de 1981 derrotando um favorito São Paulo, conquistou a América em 1983, depois de duas tentativas, e logo depois o mundo. Este episódio do Meio de Campo te conta a história desse time histórico do Grêmio, de Renato Gaúcho, Hugo de León, Paulo Isidoro, Tarciso, Tita, China, Osvaldo e outros ídolos. Damos atenção especial a um incrível e pouco lembrado jogo, Estudiantes 3 x 3 Grêmio, que poderia ter dado muito errado e deixado para o Imortal uma fama exatamente oposta à que ele tem. Concluímos com uma breve análise do jogão contra o Hamburgo em Tóquio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Copa de 1994 foi marcante para os brasileiros. Completávamos 24 anos de jejum. Ayrton Senna, grande ídolo nacional, havia acabado de morrer de forma traumática. Muito criticado, o time tinha perdido um jogo pela primeira vez em toda a história da participação brasileira em Eliminatórias. Este episódio do Meio de Campo mergulha na Copa de 1994 com a nossa marca registrada: o estudo de como o jogo foi jogado. Explicamos o 4-4-2 (ou, mais exatamente, o 4-2-2-2) de Carlos Alberto Parreira e os outros esquemas táticos presentes na Copa. Falamos das grandes surpresas da competição, como a Suécia e a Bulgária. Analisamos a exclusão de Diego Armando Maradona pelo antidoping. Comentamos o papel que teve a Copa no desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos. Damos um destaque especial ao grande craque do time brasileiro, Romário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este episódio do Meio de Campo te conta a história do primeiro craque do futebol brasileiro e primeira grande estrela de nossa seleção. Arthur Friedenreich (1892-1969), filho de um descendente de alemães e de uma negra brasileira, encarnou as principais contradições das primeiras décadas do futebol no Brasil. Fez o gol que nos deu nosso primeiro título. Pelo Club Athletico Paulistano, participou com destaque da primeira excursão de um clube brasileiro à Europa. Lutou na rebelião paulista contra Getúlio Vargas em 1932. Manteve relações ambíguas com a profissionalização do futebol. Muitas dúvidas e perguntas permanecem sobre Friedenreich: era socialmente percebido como negro ou como branco? Quantos gols marcou, afinal? Foi mesmo comparável a Pelé? Venha conhecer a história de Friedenreich com o Meio de Campo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta semana, o Meio de Campo te conta como jogava o maior time de todos os tempos ou, pelo menos, o maior time de toda a era pré-pressão no futebol: o Santos de Pelé. Passeamos pela história de Zito, Gilmar, Coutinho, Pepe, Dorval, Mengálvio, Mauro Ramos e, claro, o mais completo jogador da história, o Rei Pelé. O que tornava Pelé incomparável? Como funcionava o 4-2-4 do Santos? Qual era a rotina desse clube que se converteu em um verdadeiro embaixador do Brasil e do futebol pelo mundo? Como responder a algumas tentativas recentes de diminuir os feitos de Pelé? Este episódio do Meio de Campo te responde essas e outras dúvidas e focaliza o período áureo do Santos, que vai de 1957 a 1965, quando o Brasil se transformou no centro do futebol mundial.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Se você não assistiu aos jogos principais da Copa de 1978 e transita pelos meios futebolísticos brasileiros, você provavelmente foi levado a acreditar em uma série de mitos e distorções. Neste episódio do Meio de Campo, fazemos o que é a proposta do pod desde o início: assistir aos jogos com atenção e sintetizar para você o que aconteceu em campo. Sem ignorar o clima de pesadelo instalado pela sanguinária ditadura militar argentina, nós focalizamos, com lupa, o futebol: o móvel, inovador e fulminante 4-3-3 de César Luis Menotti; o genial craque Mario Alberto Kempes; a inexistência de qualquer erro ou sequer polêmica de arbitragem nos jogos da Argentina; as costumeiras e fáceis vitórias da Argentina sobre o Peru entre 1974 e 1978 (dessa você não sabia, confesse?); o espetacular Argentina 2 x 1 França, um dos melhores jogos das Copas modernas. Também explicamos as desastrosas escolhas do Capitão Cláudio Coutinho para o monstrengo sem amplitude que o Brasil colocou em campo. Este episódio do Meio de Campo desfaz alguns mitos sobre a Copa de 1978 e sua campeã.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em meio à enorme lista de taças conquistadas pelo Palmeiras, esta equipe ficou um pouco esquecida. Belo, inovador, surpreendente e capital para a história do futebol brasileiro, o Palmeiras de Telê Santana não foi coroado com um título. Mas em três das quatro competições que disputou nos doze meses de Telê no clube -- de fevereiro de 1979 a fevereiro de 1980 --, o Palmeiras foi dominante. Apenas na Libertadores, realizada logo depois de sua chegada, a participação do time foi modesta. No Paulistão de 1978, cujas fases finais foram jogadas em 1979, no Paulistão de 1979 e no Brasileirão do mesmo ano, o Palmeiras foi arrasador. Este episódio do Meio de Campo te conta essa história, com foco na partida que consagrou o time jovem, aplicado e criativo (mas sem craques) de Jorginho, Baroninho, Pedrinho, Gilmar e Jorge Mendonça: o 4 x 1 sobre o estrelado Flamengo no Maracanã, o jogo que terminou levando Telê Santana à seleção brasileira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Onde os italianos aprenderam a defender tão bem? Por que aprendemos a respeitar e admirar a arte da defesa à italiana? Este episódio do Meio de Campo te conta o começo de todo caso de amor dos italianos com a defesa bem montada: o catenaccio, esquema tático desenvolvido na Itália nas décadas de 1950 e 1960. O grande sucesso do catenaccio se deu com a Internazionale de Milão dirigida pelo argentino Helenio Herrera, liderada em campo por Sandro Mazzola e consagrada com um bicampeonato europeu em 1964 e 1965. Mas as origens do catenaccio são antigas e incluem um precursor austríaco, Karl Rappan, e dois italianos, Gipo Viani e Nereo Rocco. Neste episódio do Meio de Campo, você vai saber por que as redes dos pescadores serviram de imagem mítica da invenção do líbero, o zagueiro recuado que fica na sobra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Copa de 1962 consolidou o Brasil como a grande potência do futebol da época. Ela é conhecida como a Copa de Garrincha, ponta-direita brasileiro que impactou o resultado da competição em um nível que outros campeões não haviam tido até então. Para nós, brasileiros, ela foi também a Copa da contusão de Pelé e da entrada de Amarildo, o possesso. Para as táticas, 1962 foi a Copa que representou o fim definitivo do WM e a transição do Brasil, a equipe mais avançada taticamente de seu tempo, do 4-2-4 para um 4-3-3 firme, com Zagallo sempre voltando para recompor o meio-campo. Para os chilenos, foi a Copa do terremoto, marcada pelo trauma de uma devastação até então desconhecida. Foi uma Copa com jogos violentíssimos, muito especialmente o Chile x Itália marcado pela revolta chilena com um artigo de dois jornalistas italianos sobre a precariedade da hospedagem. 1962 foi a primeira Copa em que a média de gols foi inferior a 3,5. A média de 2,78 gols por jogo foi chocantemente baixa para a época. Ela inaugurou uma era curiosa no futebol: daí em diante, nunca mais a média de gols por jogo nas Copas foi superior a 3 nem inferior a 2. Este episódio do Meio de Campo te conta a história do bicampeonato mundial do Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No começo dos anos 1980, ainda sob ditadura militar, um movimento inovador, inédito, sacudiu o futebol brasileiro: a democracia corintiana. Entre 1981 e 1984, Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon, Biro-Biro e outros jogadores do Corinthians protagonizaram uma verdadeira revolução. O projeto era que tudo fosse discutido entre todos, em uma espécie de praça democrática na qual o voto do roupeiro valia tanto como o do craque do time. Votava-se sobre o esquema tático, sobre existência ou não de reclusão obrigatória antes dos jogos, sobre novas contratações. Do lado de fora, a resistência ao experimento foi forte: diziam que com democracia não se ganhava nada. O Corinthians da democracia foi bicampeão paulista em uma época em que os estaduais valiam muito e o São Paulo e a Ponte Preta possuíam poderosos esquadrões. Este episódio do Meio de Campo te conta a história da Democracia Corintiana, recheado com uma análise tática de sua última grande vitória em campo, o 4 x 1 sobre o Flamengo nas quartas-de-final do Brasileirão de 1984.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A partir de meados da década de 1970, o Atlético Mineiro consolidou aquela que seria a geração mais encantadora de sua história. Reinaldo, Cerezo, Danival, Paulo Isidoro, Marcelo e, depois, Luizinho, Éder, Nelinho foram os grandes destaques daquele time. Nesse período, o Galo venceu 10 de 12 campeonatos mineiros. Venceu os torneios de Berna, Bilbao, Paris, Amsterdã e Vigo, em uma época em que esses torneios eram bem mais valorizados que hoje. Foi o recordista de pontos no Campeonato Brasileiro. Chegou a várias semifinais e duas finais do Brasileirão, mas não coroou o seu brilhantismo com um título nacional ou internacional oficial. Este episódio do Meio de Campo analisa uma partida pouco conhecida desse Galo, uma vitória de 3 x 1 sobre a Seleção Francesa que havia acabado de empatar com o Brasil no Maracanã.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Copa de 1982 é a mais chorada pelos brasileiros na era moderna. Um Brasil encantador e aparentemente imbatível foi eliminado por uma Itália que não havia vencido um jogo sequer na primeira fase. Em uma derrota que teve ares de tragédia nacional, os torcedores brasileiros se dividiram sobre a culpa: seria de Serginho Chulapa, que nitidamente destoava do talento do time? Seria de Cerezo, que atravessou a bola que levou ao segundo gol da Itália? Seria de Júnior, que permaneceu estático na cobrança do escanteio e habilitou Paolo Rossi no terceiro gol? Abandonando a busca por um bode expiatório, este episódio analisa a derrota do Brasil taticamente, como uma problema coletivo. Passamos por toda a preparação da seleção para a Copa, observando as saídas utilizadas pelo técnico Telê Santana para povoar o lado direito do campo ao longo dos anos de 1980 e 1981, e discutimos as improvisações adotadas por ele durante a Copa em 1982.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nos últimos anos, popularizou-se a expressão “falso nove” para designar um centroavante não fixo, que se movimenta em zonas nas quais não esperaríamos encontrá-lo. Neste episódio, contamos a história dessa invenção, que se remonta ao Wunderteam, da Áustria dos anos 1930. Esse time foi dirigido por Hugo Meisl e tinha como protagonista Matthias Sindelar, centroavante talentoso e móvel, apelidado de “Homem de Papel”, pelo seu corpo esbelto e estilo escorregadio. Sindelar foi um personagem fascinante da cultura dos cafés e morreu em circunstâncias misteriosas depois da anexação nazista da Áustria. A tradição do falso nove continuou com Nándor Hidegkuti, centroavante húngaro que, em 1953, infernizou os zagueiros ingleses com a dúvida: seguir ou não seguir o centroavante quando ele volta ao meio-campo? Como conclusão do episódio, falamos da revolução feita por Johan Cruyff, da Holanda dos anos 1960/70, na posição de centroavante, um legítimo precursor de Lionel Messi, que seria o falso nove por excelência no futebol do século XXI.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este episódio é dedicado ao Flamengo 4 x 1 América-RJ que decidiu o Campeonato Carioca de 1955 e sacramentou o segundo tricampeonato estadual rubro-negro. A partida foi disputada em 04 de abril de 1956, no Maracanã, com a presença de um incrível público de 139.000 pessoas que incluía o Presidente da República, Juscelino Kubitschek. Quando contratou o técnico paraguaio Fleitas Solich, em 1953, o Flamengo amargava um jejum de nove anos sem títulos. Vencedor do Sul-Americano de 1953 com a seleção de seu país, Solich chegava como um grande inovador tático. O tricampeonato de 1953-55, conquistado sob a batuta do paraguaio, consolidou de uma vez por todas a linha de quatro defensores e a marcação por zona, que são características do futebol brasileiro depois exportadas para o resto do mundo. O inventor da linha de quatro, o mineiro Martim Francisco, que havia vencido o Campeonato Mineiro de 1951 com o Villa Nova, estava do outro lado, tendo comandado o América-RJ nos vice-campeonatos de 1954 e 1955 antes de ser demitido às vésperas desta final. A final de 1955 foi jogada, portanto, entre os dois clubes que inovaram taticamente no Rio de Janeiro daqueles anos, abandonando a camisa-de-força do WM e da diagonal. Formado por lendas rubro-negras como Dequinha e Pavão, e craques depois consagrados no futebol brasileiro, como Joel, Dida, Evaristo e Zagallo, o time de 1955 tem importância capital para o crescimento do Flamengo e papel destacado na história das táticas no futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este é considerado um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro. O Inter havia derrotado o Cruzeiro na final do Campeonato Brasileiro de 1975 por 1 x 0, em um jogo caracterizado pela supremacia das defesas sobre os ataques e pelas defesas antológicas de Manga em chutes de Nelinho. Na revanche, jogada pela Copa Libertadores, em 07 de março de 1976, no Mineirão, os ataques superaram as defesas, em um jogo espetacular, vencido pelo Cruzeiro por 5 x 4. A atuação de Joãozinho, com dois gols, uma assistência, e a jogada do pênalti decisivo, nos coloca uma pergunta interessante: em que momento devemos abandonar a análise tática e simplesmente dizer que um craque decidiu o jogo individualmente? Os erros de Figueroa, zagueiro brilhante que teve ali a pior partida de sua carreira, são um lembrete de que é sempre errado fazer avaliações peremptórias sobre um atleta baseado em um jogo. As espetaculares jogadas ofensivas que vemos aqui, cotejadas com alguns erros defensivos elementares, nos jogam na velha discussão: qual é o limite entre uma partidaça com muitos gols e uma pelada? Este episódio homenageia um dos times mais encantadores da história do Cruzeiro e um de seus craques mais geniais, Joãozinho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Formar uma linha de quatro defensores e marcar por zona são ações tão naturalizadas no futebol que muita gente imagina que elas sempre existiram. Nada mais longe da verdade, evidentemente. Como quase tudo no futebol, a linha de quatro defensores tem vários pais, mas os locais e data de nascimento são bastante precisos. Simultaneamente, no Brasil e na Hungria, ao longo da década de 1950, diferentes equipes passaram do WM (ou suas variações, como a diagonal) para a linha de quatro, consequentemente adotando a marcação por zona. Na Hungria, tanto Márton Bukovi como Gusztáv Sebes promoveram "a transformação do M em W", que incluía o recuo do centroavante ao meio-campo e a invenção da posição de falso nove. No Brasil, o Villa Nova campeão mineiro de 1951, dirigido por Martim Francisco, o Flamengo tricampeão carioca de 1953-55, dirigido pelo paraguaio Fleitas Solich, e o São Paulo campeão paulista de 1957, dirigido por Béla Guttmann, são creditados como os pioneiros na invenção da linha de quatro. Este episódio reconstrói a história da invenção da linha de quatro até a Copa de 1958, em que o Brasil triunfou surpreendendo o mundo com esse esquema.See omnystudio.com/listener for privacy information.




