Discoveros pantanais da alma
os pantanais da alma

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Author: Felipe Foresto

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Há uma floresta dentro de cada um de nós. Entre sombras e clarões, símbolos se revelam, sonhos sussurram e a psique busca seu próprio caminho. Neste podcast, o psicólogo Felipe Foresto abre trilhas pela psicologia, onde a saúde mental não é apenas ausência de dor, mas encontro com sentido. Aqui, mergulhamos em mitos, arquétipos e narrativas que habitam o inconsciente coletivo; não como teoria distante, mas como experiência viva. É um espaço para que a alma fale em imagens ,e que a escuta profunda pode transformar o viver.
@forestopsicologia
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O texto analisa o Carnaval brasileiro sob a perspectiva da psicologia analítica e arquetípica, apresentando-o como uma ferramenta essencial de regulação psíquica coletiva. O autor argumenta que a festividade atua como um antídoto simbólico contra as pressões de produtividade e o isolamento da sociedade contemporânea, permitindo a suspensão temporária das identidades rígidas. Através do conceito de êxtase dionisíaco, a obra demonstra como o evento integra memórias ancestrais e elementos da sombra cultural para promover a cura da alma coletiva. Ao subverter hierarquias e utilizar máscaras, o Carnaval é descrito como um ritual de resistência que resgata a alteridade e a transcendência em um mundo excessivamente funcional. Em suma, o artigo defende que a folia não é apenas entretenimento, mas uma tecnologia de renovação social indispensável para a manutenção da saúde espiritual do país.
O episódio fornece uma visão abrangente sobre a Psicologia Analítica de Carl Jung e suas diversas interconexões com outras áreas do conhecimento e da prática clínica. Há uma forte ênfase na epistemologia feminista, questionando binarismos de gênero e defendendo a psique andrógina na teoria junguiana. As fontes também exploram o conceito de numinoso e espiritualidade, tanto na teoria de Jung quanto na sua manifestação na psique individual, utilizando a autoetnografia e o simbolismo arquetípico, como Lilith, e os conceitos do I Ching. Além disso, os artigos discutem o corpo do psicoterapeuta e a contratransferência somática em práticas verbais, a relevância da astrologia e sincronicidade, e a importância da intuição em diálogo com as neurociências e a experiência psicodélica. Finalmente, o material aborda a Alquimia Psíquica, com foco nos processos de calcinatio e solutio, e a crítica ao pensamento reducionista através da Teoria da Complexidade de Edgar Morin e a influência do Livro Vermelho de Jung na clínica.
O episódio apresenta excertos de uma obra sobre Mitologia Grega, escrita por Junito de Souza Brandão, focando a importância cultural e psicológica dos mitos como orientadores existenciais e depositários do inconsciente coletivo e dos arquétipos. A obra detalha diversas facetas da mitologia e religião grega, incluindo a cosmogonia hesiódica, o surgimento e a genealogia das primeiras gerações divinas (Urano, Géia, Titãs), a função das deusas como Deméter e Hécate, e a relevância de figuras heroicas e temas como o destino (Moîra). Além disso, o autor examina o papel dos ritos, a evolução histórica e cultural da Grécia, desde as invasões indo-europeias (Jônios) e as civilizações minoica e micênica, até a influência da épica homérica na formação do panteão e da personalidade grega.
"Dialética Conceitual e Historiográfica das Peregrinações" oferece uma análise aprofundada da construção histórica das peregrinações cristãs, desde suas origens até a era contemporânea. O texto examina as mudanças conceituais e historiográficas do fenômeno, explorando as interpretações, apropriações e motivações dos peregrinos. Aborda a evolução da prática, destacando como as peregrinações se entrelaçaram com as esferas política, social e cultural ao longo dos séculos, especialmente na Idade Média, considerada o período áureo. Além do foco religioso, o artigo também discute a dimensão antropológica da peregrinação como busca interior e processo de transformação pessoal, e toca na intersecção moderna entre peregrinação e turismo. O trabalho utiliza diversas áreas do conhecimento, como a antropologia e a teologia, para apresentar um panorama abrangente de conceitos e definições sobre a prática.
Este ensaio do Felipe Foresto (psicólogo junguiano) investiga a cidade de São Paulo através da perspectiva da psicologia arquetípica junguiana, propondo uma leitura fenomenológica da relação entre o indivíduo e a metrópole. Desde sua fundação jesuítica no planalto de Piratininga até sua configuração contemporânea como megalópole tecnológica, São Paulo emerge como um campo simbólico onde arquétipos coletivos se manifestam em suas contradições urbanas, culturais e sociais. Através da análise de elementos históricos, antropológicos e culturai, das águas aterradas dos rios Tietê e Pinheiros à efervescência do rap paulistano, da garoa característica aos apagões elétricos, da colônia japonesa ao movimento punk, buscamos compreender como a cidade configura a psique de seus habitantes e como estes, reciprocamente, reinventam continuamente a alma da metrópole. A investigação abrange também as transformações pós-pandêmicas e as implicações da inteligência artificial no futuro da relação entre consciência individual e identidade coletiva paulistana, propondo que São Paulo representa um arquétipo contemporâneo da complexidade, da transformação perpétua e da dialética entre pertencimento e desenraizamento.
O episódio apresenta uma extensa compilação de excertos de The Standard Edition of the Complete Psychological Works de Sigmund Freud, especificamente do Volume Seis, que contém A Psicopatopatologia da Vida Cotidiana (1901). A maioria das páginas consiste em exemplos detalhados e análises psicanalíticas de parapraxias, ou atos falhos—como lapsos de língua, esquecimento de nomes e intenções, erros, e ações desajeitadas. As notas editoriais e de tradução destacam a complexidade de traduzir o trabalho de Freud devido ao uso de trocadilhos, comparando a versão anterior de Brill com a Standard Edition, que visa a completude para estudantes sérios de sua obra. O foco central do material é demonstrar que esses erros aparentemente casuais não são acidentais, mas sim psicologicamente determinados por pensamentos e desejos inconscientes.
Este episódio apresenta o Volume XXI da Edição Padrão das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, traduzido sob a direção geral de James Strachey. O volume, que abrange escritos de 1927 a 1931, inclui trabalhos notáveis como "O Futuro de uma Ilusão" e "O Mal-Estar na Civilização". O índice também lista ensaios mais curtos sobre temas como fetichismo, humor, e tipos libidinais, além de cartas e artigos sobre figuras como Dostoiévski e Goethe. No geral, a fonte oferece uma coleção abrangente de textos tardios do famoso psicanalista.
Os excertos, oriundos de Sigmund Freud, exploram profundamente a teoria psicanalítica, particularmente em relação ao princípio do prazer e à pulsão de repetição, que se manifesta em sonhos traumáticos e no brincar infantil. O texto também examina a psicologia de grupo e o impacto do líder, comparando fenômenos como o hipnotismo e o estar apaixonado. Além disso, o autor analisa a homossexualidade feminina sob a ótica da identificação e do complexo de Édipo, e expressa ceticismo sobre a telepatia, investigando sonhos proféticos e fenômenos ocultos a partir de uma perspectiva rigorosamente analítica. Por fim, há uma reflexão sobre a origem dos instintos, propondo a pulsão de morte como um impulso conservador que busca um estado inorgânico inicial.
Totem and Taboo e artigos relacionados, focando na aplicação da psicanálise para entender a psicologia social. Freud examina as origens e a natureza de fenômenos culturais primitivos, como o totemismo, o tabu e o animismo, e traça paralelos surpreendentes entre eles e a psicopatologia individual, particularmente a neurose obsessiva e o Complexo de Édipo. O autor também aborda o horror universal ao incesto e a ambivalência emocional em relação aos mortos e aos governantes, sugerindo que as instituições sociais e religiosas são reações a impulsos inconscientes. Além disso, os excertos discutem brevemente o interesse da psicanálise em campos não-psicológicos, como a estética (analisando a estátua de Moisés de Michelangelo) e a psicologia educacional, e fornecem observações clínicas sobre sonhos e parapraxias.
"Cinco Lições sobre Psicanálise" e o estudo sobre "Leonardo da Vinci e Uma Memória de Sua Infância", apresentando os pilares de sua teoria. A psicanálise é introduzida como um método de exame e tratamento que remonta à histeria e à colaboração inicial de Breuer, explicando como os sintomas neuróticos surgem de experiências emocionais reprimidas, ou "traumas psíquicos". Freud detalha mecanismos centrais como a repressão e a resistência, e enfatiza a importância das pulsões sexuais infantis e do complexo de Édipo como o núcleo da neurose. Além disso, o autor estabelece a interpretação dos sonhos como o "caminho real para o conhecimento do inconsciente" e discute a transferência no tratamento, aprofundando-se também na análise da vida de Leonardo da Vinci para ilustrar a aplicação da psicanálise à biografia, conectando a arte, a curiosidade sexual infantil e a homossexualidade à sua fantasia do abutre.
Estes episódio é,oriundo da The Standard Edition of the Complete Psychological Works de Sigmund Freud, centra-se na interpretação dos sonhos e nos mecanismos do trabalho onírico. O livro detalha a simbologia sexual comum encontrada nos sonhos—como objetos alongados representando o órgão masculino e recipientes representando o útero—e explica como as ideias abstratas são transformadas em imagens concretas. Discute-se o conceito de realização de desejos (incluindo em sonhos de ansiedade e desprazer) e a importância do conteúdo latente (pensamentos subjacentes) versus o conteúdo manifesto (o sonho lembrado). Além disso, Freud aborda os conceitos de censura psíquica, condensação e revisão secundária como processos que distorcem os pensamentos do sonho para criar o conteúdo final.
Esta coletânea de textos de Sigmund Freud apresenta dois estudos de caso fundamentais para o desenvolvimento da psicanálise: o de "Pequeno Hans" e o do "Homem dos Ratos". Através do acompanhamento de Hans, uma criança com fobia de cavalos, Freud explora as origens da ansiedade infantil e o conceito de complexo de castração ligado ao desenvolvimento psicossexual. Já o relato do "Homem dos Ratos" detalha o tratamento de um adulto atormentado por neurose obsessiva, marcada por rituais complexos e impulsos contraditórios de amor e ódio. Os documentos incluem notas clínicas originais, diálogos diretos e interpretações sobre como desejos reprimidos e traumas de infância moldam o comportamento neurótico. Em conjunto, as fontes ilustram a aplicação prática da técnica psicanalítica na decifração de simbolismos inconscientes presentes em sonhos e fobias.
Esta coletânea de textos apresenta fundamentos seminais da psicanálise, com foco especial na famosa análise do caso de uma jovem chamada Dora e nos ensaios sobre a sexualidade humana. Através de relatos clínicos, o autor explora como traumas, desejos reprimidos e conflitos inconscientes se manifestam como sintomas de histeria. O material detalha a transição das técnicas de sugestão hipnótica para o método de associação livre, enfatizando a importância das memórias de infância e da interpretação de sonhos. Além disso, as fontes discutem o desenvolvimento da libido e a origem das chamadas perversões, propondo que a sexualidade infantil é o alicerce da psique adulta. Por fim, o conteúdo examina a dinâmica da transferência e a resistência do paciente durante o processo terapêutico.
O Aleph

O Aleph

2026-01-1218:56

Os excertos fornecem informações detalhadas sobre a publicação e o conteúdo de O Aleph, uma coleção de contos do autor argentino Jorge Luis Borges. O texto inicial estabelece a obra como parte das Obras Completas – Volume 1 (1923-1949), incluindo dados sobre direitos autorais, traduções e reimpressões, indicando sua origem em uma edição espanhola de 1989. O restante da fonte é composto por trechos de dezoito contos, como "O Aleph," "O Imortal," "Emma Zunz" e "Os Teólogos," apresentando temas fantásticos, filosóficos e reflexões sobre a imortalidade, o tempo e a identidade. Finalmente, um Epílogo escrito por Borges em 1949, com um pós-escrito de 1952, classifica e comenta os contos, mencionando suas inspirações e temas centrais.
O episódio se refere a um texto escrito pelo psicólogo analítico Felipe Foresto, argumenta que o cinema serve como um espelho simbólico essencial, mapeando os conflitos internos e a complexa jornada da individuação na alma contemporânea. Para ilustrar essa tese, Foresto analisa dez produções cinematográficas pós-2000 que funcionam como tratados visuais sobre a psique e o sofrimento humano. Os exemplos abordam temas centrais como a fragilidade da identidade e a negação traumática, usando obras como Cisne Negro e Ilha do Medo para discutir a repressão e a dissociação do ego. Em contraste, filmes como O Lado Bom da Vida e As Vantagens de Ser Invisível demonstram a busca incessante pela cura e a importância fundamental das relações afetivas para a saúde mental. Outras obras exploram a densidade do luto e do inconsciente em termos cósmicos, como em Manchester à Beira-Mar e Melancolia. Em última análise, o autor conclui que esses filmes, embora não ofereçam soluções diretas, convidam o espectador a um diálogo honesto com o inconsciente, facilitando a expansão da consciência e a integração do que está reprimido.
O episódio apresenta uma investigação sincronicística que conecta o Xintoísmo japonês e a Umbanda brasileira através da lente da psicologia analítica de Carl Jung. O argumento central é que entidades como os Kami e os Orixás são manifestações arquetípicas do inconsciente coletivo, personificando a energia psíquica que se projeta no mundo objetivo. O autor propõe que a cidade é um "corpo simbólico", um palco onde esses arquétipos se tornam visíveis, e a alienação moderna decorre da cisão entre psique e matéria. A análise compara como ambas as religiões utilizam espaços rituais, como o Torii e a encruzilhada, para canalizar e processar energias psíquicas e coletivas, sugerindo que a restauração da consciência psicoespacial é crucial para curar a neurose da paisagem urbana contemporânea.
O episódio apresenta trechos de uma obra sobre Psicologia e Religião, onde o autor, que se identifica como um empírico e psicólogo médico, busca esclarecer a relação da psicologia, especialmente a que trata da personalidade humana, com o fenômeno religioso. Ele enfatiza uma abordagem fenomenológica e científica-natural, abstendo-se de considerações metafísicas, focando-se na experiência imediata do indivíduo, que é frequentemente inconsciente e se manifesta por meio de sonhos e complexos autônomos. A discussão explora o conceito do numinoso (aquilo que domina o sujeito) e utiliza extensas análises de sonhos de um paciente intelectual, identificando símbolos como a quaternidade e o mandala (círculo e quadrado), que o autor conecta a temas arquetípicos universais encontrados na alquimia e no dogma cristão, especialmente na Trindade. O autor argumenta que a experiência religiosa imediata, embora complexa e potencialmente perigosa, é crucial para a cura da neurose, atuando como uma defesa contra a inflação da consciência e a perda da alma.
O episódio é um artigo acadêmico da revista Analytica intitulado "O amor e a (re)invenção da vida no contemporâneo: Lacan com Badiou," escrito por Rebeca Espinosa Cruz Amaral e Rogério Robbe Quintella. A principal tese é que o amor, sendo crucial para o desenvolvimento humano e a civilização, deve ser entendido na contemporaneidade como uma invenção e reinvenção constante, especialmente à luz da psicanálise lacaniana e da filosofia de Alain Badiou. Os autores exploram como o amor serve de suprimento para a "inexistência da relação sexual" postulada por Lacan, agindo como uma tentativa de "costura" diante da incompletude inerente ao sujeito falante. Badiou é introduzido para argumentar que o amor é uma "contraexperiência" necessária contra o egoísmo e a mercantilização na sociedade moderna. Em última análise, o artigo conclui que o amor, ao ser uma invenção criativa que lida com a falta e a alteridade, é essencial para a sustentação do desejo e um ato de resistência ética na cultura atual.
Os episódio apresenta um resumo abrangente de O Livro Vermelho de C.G. Jung, uma exploração crucial da sua jornada introspectiva em direção à individuação e ao inconsciente. A narrativa foca na luta do protagonista para entender sua alma complexa e caótica através de visões vívidas e diálogos com figuras arquetípicas como Elias e Salomé. Um tema central é a necessidade de abraçar a dualidade da existência, reconhecendo que o crescimento exige a integração da luz e da escuridão, da racionalidade e da loucura. Essa transformação é frequentemente dolorosa, exigindo o sacrifício de antigas crenças (simbolizado pelo assassinato do herói, Siegfried) e uma descida metafórica ao Inferno para confrontar as próprias limitações. A obra enfatiza que a verdadeira sabedoria não se encontra apenas no intelecto ou nas normas sociais, mas na aceitação plena da ambiguidade da vida, levando a uma compreensão mais profunda dos fundamentos mitológicos da psique humana. Em última análise, o resumo ilustra como Jung estabeleceu as bases de suas teorias posteriores através da interpretação de símbolos e do autoconfronto.
O episódio consiste em uma curadoria realizada pelo psicólogo analítico Felipe Foresto, na qual ele comenta dez filmes lançados a partir do ano 2000 que abordam questões essenciais da saúde mental. A seleção apresenta cada obra cinematográfica como um espelho simbólico do sofrimento humano e da psique, explorando temas como o trauma, a dissociação e a complexidade das relações interpessoais. Para cada filme listado, incluindo títulos como Cisne Negro e Ilha do Medo, Foresto fornece uma análise concisa, detalhando como a narrativa ilustra mecanismos de defesa e conflitos internos. Um ponto central da análise é a Relevância junguiana dos filmes, ligando as tramas ao processo de individuação, à confrontação com a Sombra e à busca pela aceitação da totalidade psíquica. Em suma, o documento utiliza o cinema como ferramenta para iluminar aspectos da fragilidade e busca por sentido da alma contemporânea, incentivando o diálogo interior em vez de respostas simplistas.
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