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Rádio UFRJ | Manifesto Antropoceno
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Author: Rádio UFRJ
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Description
Manifesto Antropoceno é uma série radiofônica multiplataforma criada em parceria com os alunos e professores do Laboratório de Comunicação e Antropoceno da ECO-UFRJ, sob coordenação de Lucia Novaes e Leonardo de Marchi. Com 18 episódios, o programa aborda os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e a ODS 18, proposta pelo Brasil, voltada à igualdade étnico-racial. A série por meio de autores como Celso Furtado, Josué de Castro, Milton Santos, Ailton Krenak e Nego Bispo, conecta a emergência climática à cosmologia, a economia política e ao desenvolvimento civilizatório e ético planetário. Como formato, utiliza um banco sonoro de gravações
reais da BBC de Londres, com direção técnica de Sérgio Muniz, em que cada som — o rugido da onça, o canto da arara-azul, o farfalhar da floresta — se torna um manifesto da Terra. O projeto já reúne mais de 100 manifestos estudantis e em parceria como Balanço Ético Global (BEG) da COP-30, o Manifesto Antropoceno é uma plataforma de consciência, inspiração e ação coletiva, porque a melhor revolução é a escuta.
reais da BBC de Londres, com direção técnica de Sérgio Muniz, em que cada som — o rugido da onça, o canto da arara-azul, o farfalhar da floresta — se torna um manifesto da Terra. O projeto já reúne mais de 100 manifestos estudantis e em parceria como Balanço Ético Global (BEG) da COP-30, o Manifesto Antropoceno é uma plataforma de consciência, inspiração e ação coletiva, porque a melhor revolução é a escuta.
6 Episodes
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O episódio dedicado à ODS 5 – Igualdade de Gênero investiga como o patriarcado, a mais antiga das estruturas de poder, revela-se a mais resistente ao colapso no Antropoceno. Em um planeta sob emergência, o programa revela que a crise climática não é neutra: ela tem cor, território e gênero, atingindo primeiro as mulheres que vivem onde a água falta e o fogo chegam.Partindo da trajetória da igualdade na agenda internacional — da Convenção de 1979 ao nascimento do Plano de Ação de Gênero (GAP) nas Conferências do Clima — o episódio expõe que, embora os compromissos estejam no papel, a desigualdade molda a vida cotidiana. Com dados que mostram mulheres ocupando apenas um quarto dos espaços de decisão e recebendo 20% a menos que os homens, o Manifesto Antropoceno afirma: sem igualdade de gênero, não há justiça climática nem futuro sustentável.Nesta edição especial, a apresentadora Lucia Novaes divide a bancada com o desembargador Wagner Cinelli, magistrado e autor dedicado ao enfrentamento da violência de gênero e ao ativismo pelos direitos das mulheres. Juntos, eles narram a história de Maria da Penha, cujo corpo ferido e silenciado tornou-se uma prova viva contra a omissão do Estado, resultando na lei que é hoje uma das ferramentas mais rigorosas do planeta para proteger a vida feminina.O episódio traz ainda o contundente "Manifesto: Mulheres pelo Fim da Desigualdade", da aluna ecomunicadora Lara Luisa Pinto Correia. Em um relato corajoso sobre assédio e impunidade, Lara questiona a seletividade da justiça ao afirmar: "Por que somente alguns têm direito à preservação da integridade e outros não?". A narrativa reverencia o pensamento de autoras fundamentais: Sueli Carneiro, que ensina como gênero e raça se cruzam em desigualdades profundas, e Célia Xakriabá, que leva a cor da terra ao Congresso para lembrar que o corpo da mulher indígena é inseparável do território.A direção sonora utiliza uma escuta radical: o lugar de fala neste episódio é atravessado por sonsda BBC de galinhas, peruas, vacas e águas. Esses elementos são ressignificados para denunciar como a linguagem e a cultura historicamente rechaçam e mal interpretam o feminino, animalizando-o para desumanizá-lo.Ficha Técnica Episódio #ODS5:Apresentação: Lucia Novaes e Wagner CinelliRoteiro: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM (Central de Produção e Multimídia ECO-UFRJ) e Laboratório de Comunicação eAntropocenoSons e Efeitos: BBC Sound EffectsTrilha: #mobygratisVoz Manifesto: "Manifesto: Mulheres pelo Fim da Desigualdade" de Lara Luisa Pinto Correia
O episódio dedicado à ODS 4 — Educação de Qualidade investiga a educação como eixocentral da sobrevivência humana no Antropoceno. Em um planeta marcado por colapsos ambientais, desigualdades estruturais e apagamentos históricos, o Manifesto Antropoceno propõe uma escuta radical sobre o que significa educar quando o próprio futuro está em disputa.Partindo da trajetória da educação no sistema internacional — da sua consolidação como direitohumano na ONU à incorporação tardia da educação climática nas Conferências do Clima — oepisódio expõe dados globais que revelam um cenário de retrocessos: milhões de crianças ejovens fora da escola, desigualdades profundas entre países ricos e pobres, escolas seminfraestrutura básica e a feminização do analfabetismo. A educação, apresentada comopromessa de paz, revela-se também campo de exclusão, poder e disputa civilizatória.O episódio também dialoga com o pensamento de Anísio Teixeira e Paulo Freire, retomando aeducação a “pedagogia da esperança” como direito, libertação e prática política, e destaca opapel dos educadores diante da emergência climática: formar não apenas para o mercado, maspara a vida, para a justiça climática e para a ação coletiva. Nesse percurso, a educação ambientaldeixa de ser conteúdo periférico e se afirma como política estrutural de de Estado e decivilização.Ficha Técnica Episódio #ODS4:Apresentação: Lucia Novaes e Leonardo De MarchiRoteiro: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM (Central de Produção e Multimidia ECO-UFRJ)Laboratório de Comunicação e Antropoceno ECO-UFRJSons Efeitos: BBC Sound Effects, destaque as participações da Coruja como consciênciapedagógica da escuta e do saber que vê no escuro e do Asno que é ressignificado comodenúncia de uma educação que estigmatiza e exclui. E ainda as vozes indígenas brasileiras —Munduruku, Cariri, Guarani, Huni Kuin, Yawanawá — afirmam a educação indígena como direitoconstitucional, territorial, bilíngue e intercultural.Trilha: #mobygratisVoz Manifesto:Nina Montezano #ManifestoCorpoeTerra
O episódio #3 do Manifesto Antropoceno investiga a saúde como eixo central da crise do Antropoceno, conectando corpo humano, corpo social e corpo planetário como um único sistema em colapso. A partir da ODS 3 da ONU, o programa analisa os limites do conceito de desenvolvimento sustentável diante do avanço das epidemias, das doenças crônicas, da ecoansiedade e da degradação ambiental. Com base em autores como Carlos Nobre, Marcos Nobre, José Augusto Pádua, Sérgio Arouca e Drauzio Varella, o episódio revela como a saúde se tornou um campo de disputa política, econômica e ambiental.O episódio presta homenagem e faz denúncia às vidas não humanas sacrificadas pelos sistemas humanos. O grunhir da espécie Rattus norvegicus e o zumbido do mosquito da família Culicidae se cruzam com o som do avião de bombardeio De Havilland Mosquito, símbolo do Antropoceno na segunda guerra mundial. A trilha também homenageia o povo Ainu, do Japão, cuja dança afirma a ligação entre humanos, animais, espíritos e natureza.O programa ainda apresenta o manifesto “Respirar é um ato político”, de Luiza Paiva aluna da ECO-UFRJ, que transforma a ansiedade climática em convocação coletiva.Ficha Técnica — Episódio ODS3Apresentação / Roteiro: Lucia Novaes e Leonardo De MarchiDireção de Conteúdo/ Roteiro: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM — Central de Produção e Multimídia ECO-UFRJTrilha: Moby / #mobygratisSons e Efeitos: BBC Sound EffectsVoz Manifesto:Luiza Paiva #ManifestoRespirarumatopolítico
O episódio #2 do Manifesto Antropoceno investiga os paradoxos da fome e da agricultura no Antropoceno, em um mundo que produz em excesso, mas ainda nega o alimento a milhões. A partir da ONU, da Agenda 2030 e da incorporação tardia dos sistemas alimentares nas negociações climáticas — especialmente na COP28 — o programa revela como a fome é uma falha política, ambiental e civilizatória. O episódio articula ciência e saberes da terra a partir de Johan Rockström, Ana Primavesi, Alysson Paolinelli e Xico Graziano. Na palavra de Nêgo Bispo a terra deixa de ser mercadoria para reaparecer como parente, como ser vivo, como sujeito de relação. Seu pensamento contracolonial atravessa o episódio como denúncia da monocultura, da Cosmofobia e da transformação da comida em commodity. Neste episódio especialmentea trilha ancestral dos rituais Barong, de Bali, evoca a proteção da vida; a cigarra surge como metáfora da aceleração do tempo; e o episódio presta ainda uma aos cavalos e a todos os animais submetidos ao abuso no campo e na lavoura — uma violência que é crime previsto em lei e se expressa nos maus-tratos, na negligência e no estresse extremo imposto aos corpos que sustentam, silenciosamente, o sistema alimentar.E ainda uma entrevista inédita no Canal do YouTube da @RádioUFRJ e no Canal @ManifestoAntropoceno com Johan Rockström na COP30.Em caráter excepcional, apresentamos neste episódio o manifesto realizado na Oficina Antropoceno Balanço Ético Global (BEG) para #COP30 de Gustavo Monlevad — “Não anSomos Mercadoria Barata”, da pós-graduação da PUC-Rio.Ficha Técnica — Episódio #2Apresentação / Roteiro: Lucia Novaes e Leonardo De MarchiDireção de Conteúdo/ Roteiro: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM — Central de Produção e Multimídia ECO-UFRJTrilha: Moby / #mobygratisSons e Efeitos: BBC Sound EffectsVozes Manifesto:Manifesto #Não Somos Mercadoria Barata _Gustavo MonlevadProjeto especial Balanço Ético Global (BEG) para COP30
O episódio #1 do Manifesto Antropoceno investiga as raízes estruturais da pobreza e da fome no século XXI, conectando crise climática, desigualdade e o próprio mito do desenvolvimento. A partir de Celso Furtado, Milton Santos e Josué de Castro, o programa questiona a narrativa clássica do “desenvolvimento sustentável” e evidencia como a fome — no Brasil e no mundo — é resultado de escolhas políticas, econômicas e geopolíticas, e não de escassez. Nesse percurso, o episódio situa a criação da ONU e da Agenda 2030, explicando por que a ODS 1, Erradicação da Pobreza, permanece o centro nervoso de todas as demais metas ambientais e sociais O programa também apresenta dois manifestos inéditos: o de Alberto Galo, que transforma a dor do encontro com um menino em situação de rua em um apelo coletivo por empatia e ação; e o deMarcos Felipe, um estudante manauara que denuncia o apagamento de identidades amazônicas e cria um manifesto atravessado por sua experiência fenotípica e territorial.Neste primeiro episódio o programa mostra que combater a pobreza é mais que uma meta — é enfrentar a própria lógica que move o Antropoceno.Apresentação: Lucia Novaes e Leonardo De MarchiDireção de Conteúdo: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM (Central de Produção e Multimidia ECO-UFRJ)Sons Efeitos: BBC Sound Effects, destaque para trilha dos indíos Taínos, de um povoindígena do Caribe, que habitavam as Grandes Antilhas antes da chegada dos europeus. Devido a doenças, fome e maus-tratos, sua população foi drasticamentereduzida após 1492.Trilha: #mobygratisVozes Manifesto:Alberto Galo_ ManifestoUnidosContraaPobrezaMarcos Felipe_ ManifestoInclassificáveis
O episódio #0 de estreia do Manifesto Antropoceno apresenta o propósito da série e introduz o papel das Conferências do Clima, das instituições de governança global e do multilateralismo na gestão planetária e na construção das narrativas ambientais contemporâneas. Conduzido por Lucia Novaes, o episódio funciona como um prólogo que prepara o ouvinte para os 18 episódios seguintes, marcados pela articulação entre comunicação, ciência e cultura.O episódio reúne três manifestos urgentes e inéditos, produzidos por estudantes do curso Comunicação e Antropoceno: Manifesto Fôlego, de Jessyka Aída; Manifesto Cultura e Futuro Manifesto, de Mariana Azevedo; e por um Novo Jornalismo Ambiental, de Eduardo Ribeiro. Esses textos estão disponíveis em documento digital e em vídeo no canal YouTube Manifesto Antropoceno, e já anunciam o formato ativista e crítico da série.Ficha Técnica Episódio #0:Apresentação/roteiro: Lucia NovaesDireção Técnica: Sérgio MunizRealização: CPM (Central de Produção e Multimidia ECO-UFRJ)Sons Efeitos: BBC Sound Effects; bbc.co.uk/archiveTrilha: #mobygratisVozes Manifesto:Jhessyka Aída _ Manifesto FôlegoMariana Azevedo_ Manifesto Cultura e FuturoEduardo Ribeiro_ Manifesto pior um Novo Jornalismo Ambiental





