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Renascença - O retorno das três irmãs
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Renascença - O retorno das três irmãs

Author: Renascença

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Description

Perto de meio milhão de portugueses fugiram das ex-colónias, numa das maiores operações de evacuação civil da história europeia: a Ponte Aérea. Chamaram-lhes retornados.
As irmãs Suzete, Lília e São estão entre os que deixaram tudo para trás, há 50 anos. Neste podcast, fazemos a viagem com elas.
“O retorno das três irmãs” é um podcast Renascença, em cinco episódios, para ouvir às terças-feiras.
7 Episodes
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Era sequer possível Farioli não se apaixonar por futebol? Francesco viveu uma infância tranquila na Toscana, rodeado de livros, de poesia e muito “calcio”. Inspirado pelos anos dourados do futebol italiano, Farioli ainda sonhou ser guarda-redes profissional, mas faltava-lhe o principal atributo: a altura. Os colegas de balneário reconhecem-lhe a liderança desde cedo. Era o “capobanda”. Não se tornou o sucessor de Buffon, mas na Toscana da sua infância, desenhou-se outro futuro para Francesco. Neste episódio ouvimos o pai Massimo, o olheiro da Atalanta que o acompanhou desde os seis anos, o treinador que o levou do Margine Coperta - o clube logo ao lado de casa - até ao Freccia Azzurra, em Pisa, onde os antigos colegas de equipa até hoje torcem por ele. Siga o podcast "O Código Farioli" para não perder os novos episódios, às sextas-feiras.
Em Almeirim, há quem dance, quem chore e quem conte pela milésima vez as mesmas histórias. São os Kimbares, filhos de Porto Alexandre, reunidos mais uma vez.
Em 2025, ainda há vidas que decorrem na sombra da Ponte Aérea. Filho de uma das irmãs Fernandes, Jorge cresce em Portugal a ouvir histórias de um país que nunca viu. Em 2011, emigra para Luanda e sofre um choque. Fernando e Norberto, dois irmãos de Benguela, separados pela independência de Angola, recordam o passado a partir de margens opostas.
Entre 1975 e 1977, milhares de retornados são alojados em hotéis, pensões e parques de campismo. Em Sesimbra, o Hotel do Mar acolhe as três irmãs Fernandes. À janela, o oceano é o mesmo que em Porto Alexandre, mas tudo o resto mudou. Durante um ano e meio, vivem entre a reinvenção e a perda, fazem amigos. Cinquenta anos depois, é tempo de revisitar o hotel que foi casa.
Outubro de 1975. Em vésperas da independência de Angola, as três irmãs Fernandes embarcam no último navio de Moçâmedes para Luanda, para daí voarem até Lisboa. Nos aeroportos, o caos é total: aviões sobrelotados, filas, fome. No ar, a TAP multiplica voos. Em terra, o IARN ergue tendas e registos.
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