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Mednews: notícias e debate sobre as melhores evidências científicas em medicina e saúde
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Mednews: notícias e debate sobre as melhores evidências científicas em medicina e saúde

Author: Tiago Malucelli

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Mednews: A Dose Semanal de Evidências

Cansado do ruído e das informações desencontradas sobre saúde? A sua busca termina aqui.

Mednews é o podcast que te coloca na vanguarda do conhecimento médico.

Toda semana um debate prático que sobre assuntos relevantes baseado em artigos das revistas médicas mais prestigiadas do mundo (como NEJM, The Lancet, JAMA, BMJ etc) para destilar e debater:

  • As evidências científicas recém-publicadas mais robustas e relevantes.
  • Os estudos que realmente vão mudar a sua prática clínica e a compreensão da saúde.
  • Análises sem filtro, explicando os achados e a aplicabilidade dos novos papers.

Se você é um profissional de saúde que busca excelência e quer tomar decisões baseadas na melhor ciência disponível, ou um entusiasta da medicina que exige rigor e profundidade, este é o seu upgrade obrigatório.

Inscreva-se e garanta a sua dose semanal de ciência pura, direto da fonte.

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O Guia Alimentar para a População Brasileira é um documento oficial do Ministério da Saúde que estabelece diretrizes para promover o bem-estar e combater doenças crônicas no país. A obra prioriza o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, desencorajando o uso de produtos ultraprocessados que possuem baixo valor nutricional. Além de focar em nutrientes, o guia valoriza as dimensões culturais e sociais do ato de comer, incentivando o compartilhamento de refeições e o desenvolvimento de habilidades culinárias. É considerado uma referência mundial, recomendado pelo OMS e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como um exemplo de inspiração para a elaboração e atualização de diretrizes alimentares por outros países.Referências1- https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/@@download/file2- https://idec.org.br/idec-na-imprensa/guia-alimentar-para-populacao-brasileira-e-um-patrimonio-nacional
Ferritina elevada

Ferritina elevada

2026-01-1817:27

O aumento isolado dos níveis séricos de ferritina deve ser interpretado como um reagente de fase aguda, sendo um alerta para processos inflamatórios, doenças hepáticas crônicas (como esteatose hepática), síndrome metabólica e até neoplasias. É importante ressaltar que, na ausência de aumento da saturação de transferrina, a hiperferritinemia não reflete sobrecarga de ferro verdadeira, motivo que não se recomenda sangria nesses casos. A prioridade deve ser a implementação de mudanças no estilo de vida, incluindo perda ponderal, controle dos fatores metabólicos e redução do consumo de álcool.Referências1- Investigation and management of a raised serum ferritin. Br J Haematol. 2018 May;181(3):331-340. doi: 10.1111/bjh.15166.2- Evaluating the association of serum ferritin and hepatic iron with disease severity in non-alcoholic fatty liver disease. Liver Int. 2019 Jul;39(7):1325-1334. doi: 10.1111/liv.14096.3- Hyperferritinemia in Nonalcoholic Fatty Liver Disease: Iron Accumulation or Inflammation? Semin Liver Dis. 2019 Nov;39(4):476-482. doi: 10.1055/s-0039-1693114.4- Hemochromatosis: Ferroptosis, ROS, Gut Microbiome, and Clinical Challenges with Alcohol as Confounding Variable. Int J Mol Sci. 2024 Feb 25;25(5):2668. doi: 10.3390/ijms25052668.
Disbiose Intestinal

Disbiose Intestinal

2025-12-1417:03

O microbioma intestinal é um ecossistema complexo e fundamental para a saúde, que, com sua imensa diversidade, influencia diversos processos fisiológicos. A Disbiose, um desequilíbrio microbiano frequentemente causado por dietas inadequadas e o uso de antibióticos, está intimamente ligada a uma ampla gama de patologias, como doenças renais, gastrointestinais, metabólicas, neurológicos e autoimunes. Pesquisas exploram intervenções terapêuticas, focando no potencial dos probióticos para modular a resposta imune, reduzir a inflamação e reverter o desequilíbrio microbiano.Referências1- Gut Microbiota: An Immersion in Dysbiosis, Associated Pathologies, and Probiotics. Microorganisms. 2025 May 7;13(5):1084. doi: 10.3390/microorganisms130510842- The Gut Microbiome: A Primer for the Clinician. Am J Gastroenterol. 2024 Jan 1;119(1S):S2-S6. doi: 10.14309/ajg.00000000000025833- Insights into Gut Dysbiosis: Inflammatory Diseases, Obesity, and Restoration Approaches. Int J Mol Sci. 2024 Sep 8;25(17):9715. doi: 10.3390/ijms251797154- Gut microbiota-driven neuroinflammation in Alzheimer's disease: from mechanisms to therapeutic opportunities. Front Immunol. 2025 Jun 26;16:1582119. doi: 10.3389/fimmu.2025.15821195- Unlocking the secrets of the human gut microbiota: Comprehensive review on its role in different diseases. World J Gastroenterol. 2025 Feb 7;31(5):99913. doi: 10.3748/wjg.v31.i5.99913
Esses estudos recém publicados nos mostram que a creatina funciona como uma bateria de reserva (power bank) que melhora a capacidade energética do corpo, traduzindo-se em maior força, melhor desempenho em atividades de alta intensidade e maior capacidade de recuperação. Essas características a tornam útil não apenas para maximizar o desempenho atlético, mas também para combater o declínio funcional associado ao envelhecimento e para auxiliar na recuperação em diversos contextos clínicos.Referências:1- Part II. Common questions and misconceptions about creatine supplementation: what does the scientific evidence really show? J Int Soc Sports Nutr. 2025 Dec;22(1):2441760. doi: 10.1080/15502783.2024.24417602- Can Dietary Supplements Support Muscle Function and Physical Activity? A Narrative Review. Nutrients. 2025 Nov 6;17(21):3495. doi: 10.3390/nu17213495.
Síndrome ASIA

Síndrome ASIA

2025-12-0217:45

Uma visão abrangente e, por vezes, controversa, sobre a Síndrome Autoimune/Inflamatória Induzida por Adjuvantes (ASIA), também conhecida como Doença de Implante Mamário (BII). Um artigo apresenta um debate aprofundado entre especialistas, onde o Professor Tervaert argumenta a favor de uma relação causal entre implantes mamários de silicone (SBIs) e a síndrome, citando evidências que satisfazem os critérios de Bradford Hill, enquanto o Professor Bassetto discorda, destacando a raridade e os vieses metodológicos nos estudos existentes. Os textos adicionais exploram a ASIA como um grupo de distúrbios imunomediados desencadeados por adjuvantes ambientais, como silicone, metais e vacinas (incluindo as de COVID-19 e HPV), em indivíduos geneticamente suscetíveis. É detalhada a fisiopatologia complexa da ASIA, envolvendo a hiperativação do sistema imunológico e a produção de autoanticorpos, e são mencionadas condições associadas, como Síndrome de Sjögren, Artrite Reumatoide (AR) e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Por fim, os documentos discutem opções de tratamento, sendo o explante cirúrgico do material indutor e o uso de imunossupressores as principais abordagens, ao mesmo tempo que ressaltam a necessidade de pesquisas futuras para um melhor entendimento e protocolos padronizados.Referências:1- Breast implant illness: Is it causally related to breast implants? Autoimmun Rev. 2024 Jan;23(1):103448. doi: 10.1016/j.autrev.2023.1034482- ASIA Syndrome: State-of-the-Art and Future Perspectives. Vaccines (Basel). 2024 Oct 17;12(10):1183. doi: 10.3390/vaccines121011833- Connective Tissue and Autoimmune Diseases Associated With Postsurgical Breast Augmentation: An Updated Review. Cureus. 2024 Sep 12;16(9):e69275. doi: 10.7759/cureus.69275
Pericardite

Pericardite

2025-11-2715:44

Orientação clínica abrangente para o diagnóstico e manejo de doenças pericárdicas, em especial da pericardite. O foco principal é a integração da imagem multimodal—incluindo ecocardiografia (TTE), ressonância magnética cardíaca (CMR) e tomografia computadorizada cardíaca (CCT)—para a avaliação precisa da anatomia, inflamação e fisiologia constritiva do pericárdio. Os textos detalham a anatomia pericárdica, as etiologias das doenças e propõem algoritmos de tratamento atualizados, destacando o uso de terapias anti-inflamatórias padrão (AINEs e colchicina) e agentes biológicos mais recentes (anti-IL-1) para casos complexos ou recorrentes de pericardite.Referencias:1- 2025 Concise Clinical Guidance: An ACC Expert Consensus Statement on the Diagnosis and Management of Pericarditis: A Report of the American College of Cardiology Solution Set Oversight Committee. J Am Coll Cardiol. 2025 Jul 31:S0735-1097(25)06503-9. doi: 10.1016/j.jacc.2025.05.0232- Pericardial Diseases: International Position Statement on New Concepts and Advances in Multimodality Cardiac Imaging. JACC Cardiovasc Imaging. 2024 Aug;17(8):937-988. doi: 10.1016/j.jcmg.2024.04.0103- Management of Acute and Recurrent Pericarditis: JACC State-of-the-Art Review. J Am Coll Cardiol. 2020 Jan 7;75(1):76-92. doi: 10.1016/j.jacc.2019.11.021
Análise da complexa questão da prescrição e desprescrição de opioides para pacientes com dor não oncológica. Uma fonte fornece uma visão clínica abrangente sobre a desprescrição de opioides, destacando a eficácia limitada desses medicamentos para dor crônica e aguda, os riscos associados e a necessidade de uma abordagem personalizada e monitorada para a redução gradual da dose. Outra fonte detalha a Diretriz de Prática Clínica de 2022 do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), que visa promover o manejo seguro e equitativo da dor, enfatizando o uso máximo de terapias não opioides e um processo de descontinuação cuidadoso para evitar danos ao paciente. Por fim, um estudo de ensaio clínico randomizado investiga a eficácia de diferentes estratégias no cuidado primário para reduzir a dose diária equivalente de morfina (MME), concluindo que intervenções mais intensivas direcionadas a clínicos e clínicas tiveram um efeito estatisticamente significativo na diminuição da MME.Referências1- Strategies to Deimplement Opioid Prescribing in Primary Care: A Cluster Randomized Clinical Trial. JAMA Netw Open. 2024 Oct 1;7(10):e2438325. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2024.383252- Prescribing Opioids for Pain - The New CDC Clinical Practice Guideline. N Engl J Med. 2022 Dec 1;387(22):2011-2013. doi: 10.1056/NEJMp22110403- Opioid Deprescribing in Patients with Noncancer Pain. N Engl J Med. 2025 Nov 6;393(18):1833-1842. doi: 10.1056/NEJMcp2414789
Uma visão geral sobre a osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ), focando especificamente em pacientes que utilizam medicamentos antirreabsortivos (AR) e que possuem ou planejam implantes dentários. Em suma, embora os implantes sejam um fator de risco local para MRONJ, o risco geral para pacientes com osteoporose é baixo, pois usam doses baixas de AR em comparação com pacientes oncológicos (esses sim com maior risco); portanto, evidência atual apoia a colocação de implantes sem a necessidade de parar a medicação.Referências:1-Antiresorptive Therapy to Reduce Fracture Risk and Effects on Dental Implant Outcomes in Patients With Osteoporosis: A Systematic Review and Osteonecrosis of the Jaw Taskforce Consensus Statement. Endocr Pract. 2025 May;31(5):686-698. doi: 10.1016/j.eprac.2025.02.016. 2-Medication-related osteonecrosis of the jaw following osteoporosis therapy: A real-world retrospective cohort study using the TriNetX global collaborative network. Bone. 2026 Jan;202:117678. doi: 10.1016/j.bone.2025.1176783-Medication-Related Osteonecrosis of the Jaws in Patients on Antiresorptive Medication With Dental Implants. A Scoping Review. Clin Oral Implants Res. 2025 Oct;36(10):1173-1201. doi: 10.1111/clr.14453.
Uma visão geral sobre o tratamento da estenose carotídea assintomática, destacando a evolução da a terapia médica otimizada (OMT) em comparação com as estratégias de revascularização, como a endarterectomia carotídea (CEA) e o stenting da artéria carótida (CAS). Estudos clínicos como o SPACE-2 e as análises interinas do ECST-2 questionam a superioridade da revascularização em relação à OMT isolada na prevenção de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), especialmente devido à melhoria contínua da OMT. Os documentos enfatizam a necessidade de identificar pacientes de alto risco para AVC, usando características de imagem da placa, e mencionam o surgimento de novos fatores de risco, como a presença de microplásticos nas placas ateroscleróticas. O CREST-2, um estudo em andamento, é mencionado como crucial para esclarecer a eficácia da revascularização em um contexto de manejo médico intensivo.
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