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Gear in Ear
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Author: Renato Rocha Miranda
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© Renato Rocha Miranda
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Existe um momento revelador quando duas empresas concorrentes, do mesmo país, do mesmo setor, enfrentando exatamente as mesmas condições macroeconômicas, apresentam resultados financeiros diametralmente opostos. É nesse contraste que a verdade aparece nua e crua: não é o mercado que define o sucesso. É a estratégia.A Nikon e a Fujifilm acabaram de publicar seus resultados financeiros do terceiro trimestre do ano fiscal de 2025. Ambas citam tarifas americanas, taxas de câmbio desfavoráveis e um mercado competitivo como desafios. Mas enquanto uma sangra milhões em prejuízo, a outra bate recordes históricos de receita e lucro.Vamos aos números:A Nikon em Queda LivreA Nikon reportou um prejuízo operacional de 103,6 bilhões de ienes — quase US$ 660 milhões — nos primeiros três trimestres do ano fiscal. Só no terceiro trimestre, o prejuízo operacional foi de 98,8 bilhões de ienes (US$ 629 milhões).Sim, parte desse rombo vem de perdas cambiais e baixas contábeis de ativos. Mas o problema vai além: a divisão de produtos de imagem, que representa quase 50% da receita total da empresa, também está em apuros. A receita caiu, o lucro operacional ficou 11 bilhões de ienes (US$ 70 milhões) abaixo das expectativas — uma queda de quase 35% em relação às projeções do ano passado.Mas aqui está o mais chocante: em novembro de 2024, apenas três meses atrás, a Nikon reportou crescimento saudável de 14,1% em receita e 3,6% em lucro operacional na divisão de imagem. A empresa havia vendido 410 mil câmeras no semestre e estava otimista. Fast forward para fevereiro de 2026: prejuízo de $660 milhões, projeções cortadas, executivos sem bônus. Não foi uma agonia lenta. Foi uma queda livre.E isso é ainda mais assustador do que uma crise prolongada — mostra o quão vulnerável a estratégia da Nikon se tornou quando o vento virou.E o mais assustador? Desde 2022, as vendas de câmeras da Nikon estão completamente estagnadas. A empresa reduziu suas projeções de 950 mil para 900 mil câmeras vendidas este ano, e de 1,4 milhão para 1,3 milhão de lentes.A Nikon lançou produtos excelentes recentemente: a Z5 II, a Z50 II, a câmera de cinema ZR. Mas não cresceu. E quando você não cresce num mercado onde outras empresas estão explodindo, o problema não é externo.A cereja do bolo? O CEO e o presidente da empresa abriram mão dos bônus e compensações em ações. Quando a alta liderança renuncia à própria remuneração, você sabe que o buraco é fundo.A Fujifilm em FestaDo outro lado da rua, a Fujifilm está comemorando.Receita recorde. Lucro recorde. Crescimento de 4,4% na receita geral e 14,6% na divisão de imagem em relação ao ano anterior. O lucro operacional da divisão de imagem subiu 12,9%, alcançando 55,1 bilhões de ienes (US$ 351 milhões).E tem mais: a empresa projeta que o quarto trimestre continuará essa trajetória ascendente, marcando o 16º ano consecutivo de aumento de dividendos.O que a Fujifilm fez de diferente?Primeiro: diversificação inteligente. Enquanto a Nikon deposita metade de suas fichas em câmeras mirrorless de alta performance para entusiastas e profissionais — um mercado que, embora estável, é limitado —, a Fujifilm investiu pesado na Instax.Sim, aquelas câmeras instantâneas que você vê nas mãos de adolescentes no TikTok e em festas. A linha Instax acaba de ultrapassar 100 milhões de unidades vendidas cumulativamente. E a empresa está tão confiante no produto que vai investir US$ 32 milhões para aumentar a produção em 10%.A Instax mini 12, mini Evo, Wide 400 e a recém-lançada mini Evo Cinema (que agora grava vídeo) estão vendendo como água. É um produto acessível, divertido, nostálgico e perfeitamente alinhado com o comportamento de uma geração que valoriza experiências tangíveis num mundo digital.Segundo: não abandonou o profissional. A Fujifilm continua lançando câmeras e lentes de alta performance que vendem bem. A GFX100 RF, X-M5, X-E5 e X-T30 III foram citadas como produtos de “vendas fortes”. Ou seja: a empresa consegue surfar em dois mercados simultaneamente — o de massa e o premium.Mesmas Desculpas, Estratégias DiferentesAmbas as empresas citam as mesmas dificuldades externas: tarifas americanas, câmbio desfavorável, competição acirrada. Mas uma está crescendo e a outra está afundando.A Nikon culpa “declínio no preço médio de venda devido a mudanças no mix de produtos” e “maiores despesas de promoção em meio ao ambiente competitivo intensificado”. Traduzindo: estamos tendo que baixar preços e gastar mais em marketing para tentar competir — e ainda assim não estamos crescendo.A Fujifilm, enfrentando o mesmo ambiente competitivo, está crescendo. Por quê? Porque encontrou mercados onde pode dominar (Instax), manteve relevância no segmento profissional (X e GFX) e diversificou o risco.A Nikon, por outro lado, continua dependente demais de um único segmento que está estagnado. E quando você coloca 50% da sua receita num mercado que não cresce, você não tem margem de erro.O Que Isso Significa para VocêSe você é fotógrafo ou videomaker que usa Nikon, não precisa entrar em pânico. A empresa não vai desaparecer amanhã. Mas esses números são um sinal amarelo piscando.Empresas em crise financeira tendem a cortar investimento em P&D, atrasar lançamentos, reduzir suporte ao cliente e, eventualmente, aumentar preços para tentar recuperar margens. Já vimos esse filme antes com outras marcas.Se você está pensando em investir num sistema de câmeras novo, esses dados importam. Ecossistema de lentes, atualizações de firmware, longevidade do suporte — tudo isso depende da saúde financeira da empresa.E se você é da Fujifilm? Bem, aproveite. Você está num barco que não só está flutuando, como está acelerando enquanto outros afundam.Conclusão: Estratégia Vence DesculpasO mercado de câmeras está difícil? Sim. Tarifas estão pesando? Sim. Câmbio está desfavorável? Sim. Mas a Fujifilm está crescendo apesar disso tudo. E a Nikon está afundando por causa disso tudo.A diferença não está nas condições externas. Está nas escolhas estratégicas internas.E essa é a lição que vale para qualquer negócio, qualquer mercado, qualquer momento: quando todo mundo enfrenta o mesmo vento contrário, quem navega melhor é quem tem a vela ajustada corretamente.A Nikon precisa urgentemente ajustar a vela. Porque o vento não vai mudar tão cedo.E você, usa Nikon ou Fujifilm? Comenta aqui embaixo e me conta o que achou dessa análise.Vença o algoritmo, assine A OBSCURA! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Lembra quando falamos que a Adobe ganhou seu pior pesadelo com o Affinity gratuito? Pois é. A situação acabou de ficar exponencialmente pior.Na última segunda-feira, 13 de janeiro, a Apple lançou o Creator Studio: um pacote unificado de apps criativos por $12.99/mês que ataca diretamente o modelo de negócio da Adobe Creative Cloud. E não é brincadeira — é Final Cut Pro, Pixelmator Pro, Logic Pro, Motion e Compressor em uma assinatura que custa menos que um combo no McDonald’s.Para quem acompanhou meu texto anterior sobre o Affinity virar gratuito, a sensação é de assistir um cerco se fechar. Só que agora não é mais só o Canva mordendo pelas bordas com design simplificado. É a Apple — com seus bilhões de dólares, ecossistema fechado e lealdade fanática — entrando de frente no mercado criativo profissional.E a Adobe? Bem, parece que cochilou no pontoO Que É o Creator Studio (E Por Que Você Deveria Se Importar)O Creator Studio não é só um “pacote de apps” — é a Apple finalmente respondendo ao que criativos vêm pedindo há anos: uma alternativa real, integrada e acessível à Adobe.O pacote inclui:* Final Cut Pro (vídeo profissional)* Pixelmator Pro (edição de imagem — a resposta ao Photoshop)* Logic Pro (produção musical)* Motion (motion graphics)* Compressor (renderização avançada)Tudo por R$39,90/mês (ou R$399/ano). Estudantes pagam R$ 14,90/mês ou R$ 149/anoCompare com a Adobe Creative Cloud completa: $69.99/mês no plano anual, ou $839.88/ano. Mas a história não é só sobre preço.A Genialidade Silenciosa: IA que Resolve Problemas ReaisAqui está o ponto crítico que a Adobe não percebeu: ninguém quer IA que gera imagens bonitinhas. Criadores querem IA que acelera workflow.Enquanto a Adobe empurrou Firefly goela abaixo — uma ferramenta de IA generativa que, seríamos honestos, é mediana comparada a Midjourney ou DALL-E — a Apple focou em algo muito mais útil: inteligência aplicada a tarefas repetitivas e frustrantes.O Que o Creator Studio Traz de Novo:1. Transcript Search (Final Cut Pro) Procure palavras-chave em horas de gravação. Encontre aquela frase específica que o entrevistado disse sem precisar assistir tudo de novo. Economize literalmente horas de trabalho.2. Visual Search Busca por conteúdo visual dentro dos seus projetos. Quer encontrar todos os takes onde aparece um carro vermelho? Um segundo. Literalmente.3. Beat Detection O Final Cut agora usa o motor de IA do Logic Pro para detectar batidas em músicas e criar uma grid visual. Cortar vídeos no ritmo da música virou trivial.4. Montage Maker (iPad) Selecione seus clipes, escolha o ritmo, e a IA monta um vídeo dinâmico automaticamente. Perfeito para reels, stories, ou quando você só quer testar ideias rápido.5. Magnetic Mask (Motion) Isola e rastreia pessoas e objetos em vídeo automaticamente. O tipo de coisa que economiza dias em produções complexas.Percebe a diferença? Adobe vende IA como um “gerador de imagens mágicas”. Apple vende IA como um assistente silencioso que faz o trabalho chato pra você.E isso é devastador.Pixelmator no iPad: O Ataque Direto ao PhotoshopQuando a Apple comprou a Pixelmator em novembro de 2024, muitos esperavam que ela trouxesse de volta o Aperture — o lendário concorrente do Lightroom que a Apple matou em 2015. Não foi o que aconteceu.Mas o que veio pode ser ainda melhor: o Pixelmator Pro agora funciona plenamente no iPad, com interface otimizada para toque e Apple Pencil. E mantém paridade completa com a versão Mac.Isso significa:* Sistema completo de camadas* Super Resolution por IA* Seleções inteligentes (masking automático)* Ferramentas profissionais de correção e composiçãoTudo sincronizado entre iPad e Mac. Tudo integrado ao ecossistema Apple.A Adobe tem o Photoshop no iPad, sim. Mas é uma versão limitada, frustrante, que sempre parece “quase lá mas não exatamente”. A Apple construiu do zero pensando em iPad — e isso se nota.O Modelo Híbrido: Compra Única + AssinaturaAqui está uma sacada inteligente que a Adobe deveria prestar atenção:Todos os apps do Creator Studio continuam disponíveis para compra única no Mac App Store. Quer só o Final Cut Pro? Compra uma vez, é seu pra sempre.Mas alguns recursos avançados de IA ficam exclusivos pra assinantes. É um modelo híbrido que respeita quem odeia assinaturas, mas incentiva quem quer o melhor.Compare com a Adobe: assinatura ou nada. Quer usar Photoshop? Pague todo mês ou perca acesso a tudo. Não há meio termo.O Cerco Se Fecha: Canva Embaixo, Apple em CimaVamos recapitular a situação da Adobe em janeiro de 2026:Por baixo: O Canva adquiriu o Affinity e o tornou completamente gratuito. Designers, ilustradores e diagramadores migrando em massa.Pelo meio: A Affinity provou que apps profissionais podem ser vendidos em compra única e ainda lucrar. O DaVinci Resolve fez o mesmo com edição de vídeo.Por cima: A Apple entra com força total, preço agressivo, IA funcional, e o ecossistema mais poderoso do mercado criativo.E a Adobe? Aumentou preços em 17% em junho de 2025, empurrou IA que ninguém pediu, e continua com o mesmo Creative Cloud engessado de sempre.Onde a Adobe Errou (E Pode Não Ter Volta)A Adobe cometeu três erros fatais nos últimos anos:1. Tratou Clientes Como RefénsO modelo de assinatura obrigatória gerou revolta silenciosa. Profissionais pagavam porque “não tinha alternativa”. Agora tem.2. Apostou na IA ErradaFirefly é impressionante tecnicamente, mas não resolve problemas reais. É espetáculo, não ferramenta.3. Parou de Inovar Onde ImportaQuando foi a última atualização significativa do Photoshop que não fosse relacionada a IA generativa? 2020? 2019?Enquanto isso, a concorrência focou em velocidade, estabilidade e experiência de usuário. E venceu.O Que Isso Significa Para VocêSe você é criativo — fotógrafo, designer, videomaker — está vivendo o melhor momento da história para escolher suas ferramentas.Vale a pena experimentar o Creator Studio? Se você está no ecossistema Apple, absolutamente. O teste grátis de um mês é sem risco.Dá para substituir a Adobe completamente? Depende:* Videomakers: Final Cut é maduro, rápido e adorado. Sim.* Designers/ilustradores: Pixelmator + Affinity resolvem 90% dos casos. Provavelmente sim.* Fotógrafos: Ainda há o desafio do suporte a RAW de câmeras novas. Talvez não (ainda).A Adobe vai reagir? Terá que reagir. Mas baixar preços quebraria o modelo de negócio. E melhorar produto... bem, eles tiveram anos pra fazer isso.O Futuro é de Quem Respeita o ClienteNo final, essa guerra não é sobre tecnologia. É sobre respeito: o Canva respeitou criativos fazendo o Affinity gratuito. A Apple respeitou criativos cobrando preço justo. O DaVinci Resolve respeitou editores dando versão gratuita profissional.A Adobe? Cobrou mais caro, entregou menos, e tratou assinantes como carteira ambulante. E agora está pagando o preço.A revolução criativa não será televisionada. Mas será renderizada. Editada. Publicada. E a Adobe pode não estar no elenco. O Creator Studio está disponível desde 28 de janeiro na App Store. Teste grátis por 30 dias.VENÇA O ALGORITMO, ASSINE A OBSCURA! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Galera da Obscura, se liga nessas duas oportunidades massa que podem dar aquela projeção internacional pro trabalho de vocês. Os dois concursos já estão com inscrições abertas e têm prazos até o primeiro trimestre de 2026.⭐⭐⭐⭐⭐ Curtiu o episódio? Deixa sua avaliação no Apple Podcasts! Isso ajuda outros fotógrafos a descobrirem a Obscura.Hasselblad Masters 2026O Hasselblad Masters é um dos concursos de fotografia mais prestigiados do mundo, rolando desde 2001. A edição 2026 tá recebendo inscrições até 28 de fevereiro de 2026.Categorias:* Landscape* Architecture* Portrait* Street* Art* Wildlife* Project // 21 (exclusiva para fotógrafos até 21 anos)Prêmios:Cada vencedor de categoria leva:* Uma câmera Hasselblad X2D II 100C* Duas lentes XCD à escolha* €5.000 em dinheiroUm fotógrafo ainda será nomeado o Hasselblad Master geral, título super prestigiado no mundo da fotografia.Por que vale a pena?* Aberto a todos os fotógrafos, profissionais ou não* Não precisa usar equipamento Hasselblad - pode participar com qualquer câmera* Júri formado por nomes pesados: diretor de fotografia da National Geographic, curador sênior da Foam, editor da Aperture Magazine, entre outros* Visibilidade internacional absurdaPrazo: Até 28/02/2026Link: hasselblad.com/masters/2026IPPA Awards 2026 (iPhone Photography Awards)O IPPA é o concurso de fotografia mobile mais antigo do mundo, chegando na sua 19ª edição. Pode parecer nicho, mas a galera que ganha esse prêmio ganha reconhecimento mundial - é o concurso de fotografia mobile.Categorias:Abstract | Animals | Architecture | Children | Citylife/Cityscape | Landscape | Lifestyle | Nature | People | Portrait | Series (3 imagens) | OtherPrêmios:* Photographer of the Year: Produto Apple (geralmente o iPhone/iPad mais recente)* Top 3 gerais: Produtos Apple* 1º lugar de cada categoria: Barra de ouro de 1g (Pamp Suisse)* 2º e 3º de cada categoria: Barra de platina de 1gRequisitos:* Foto tirada com iPhone ou iPad (qualquer modelo)* Pode usar apps iOS e lentes externas para iPhone* Não pode editar em programas desktop (tipo Photoshop)* Fotos não podem ter sido publicadas profissionalmente (posts em redes sociais pessoais tá valendo)Valores:A partir de $7.50 por imagem, com pacotes de múltiplas fotos que saem mais em conta.Prazo: Até 31/03/2026Link: ippawards.comPor que vocês deveriam considerar?Esses dois concursos são oportunidades legítimas de:* Ganhar reconhecimento internacional - os dois têm peso real no mundo da fotografia* Equipamento profissional (Hasselblad) ou prêmios valiosos (IPPA)* Networking - aparecer nesses concursos abre portas* Portfolio - ter trabalho premiado nesses concursos é diferencial forteO bacana é que são propostas diferentes: o Hasselblad é mais tradicional e aceita qualquer equipamento, enquanto o IPPA valoriza a fotografia mobile, que tá cada vez mais forte. Se você trabalha com iPhone/iPad, o IPPA é uma chance de mostrar que fotografia boa não depende só de câmera DSLR.Bora mandar ver! Se alguém se inscrever, depois conta aqui pra gente como foi a experiência. 📷✨Lembrete: leiam os regulamentos completos nos sites oficiais antes de se inscrever. As informações aqui são um resumo pra ajudar vocês a decidirem se vale a pena.* Hasselblad Masters 2026: hasselblad.com/masters/2026* IPPA Awards 2026: ippawards.com/2026-entry-form⭐⭐⭐⭐⭐ Curtiu o episódio? Deixa sua avaliação no Apple Podcasts! Isso ajuda outros fotógrafos a descobrirem a Obscura.A OBSCURA é a maior newsletter de fotografia do Brasil. Inscreva-se e receba gratuitamente nossos posts via email! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Eu comecei o sábado com uma pergunta intrigante do Diogo, um seguidor do instagram, observe a dúvida dele:A resposta simples: não se faz conta alguma!Mas também não se fica chutando, ops, “testando”, como os especialistas de iluminação adoram afirmar. São as duas faces do mesmo desconhecimento, porque a resposta é fornecida para todo fotógrafo na primeira aula de qualquer curso de fotografia.Só que você é ensinado a não enxergar! Repare na imagem abaixo, mostra a relação de cargas de qualquer flash no mercado:Seu flash está condenado a disparar apenas variações de dobros e metades de luz, aliás, não só o seu flash, mas qualquer fonte luminosa: LEDs, luzes de cinema/TV, sua lanterna, um fósforo, a tocha de estúdio, todas as luzes precisam ser calibradas quanto à intensidade, porque a fotografia é um sistema rigidamente fechado, regulado por um severo calibrador: O diafragma de sua câmeraSeu flash varia a carga em dobros e metades porque é a única quantidade que o diafragma permite entrar na câmera, essa variação é, na verdade, a linguagem, o código que qualquer fotógrafo usa para se comunicar tecnicamente: “feche um ponto, abra um ponto”, é a forma profissional de se precisar quanto de luz entra na nossa câmera.A abertura, a velocidade do diafragma, o ISO, as cargas, os modificadores, seu fotômetro, as distâncias, não podem variar de outra forma se não pela redução ou adição de pontos de luz. Todo o sistema depende disso!Por isso afirmo: o uso comum do termo ‘potência’ complica desnecessariamente algo que deveria ser simples, evidencia que toda a lógica simples é brutalmente ignorada.Ninguém quer que você faça cálculosAgora repare as intensidades de luz que surgem nas explicações complicadas sobre aquela lei que todo mundo teme, a Lei do Inverso do Quadrado:Afasta a fonte para 2 metros, a intensidade cai 1/4, vá para 3 metros, a intensidade chega a 1/9, para 4 metros, 1/16….veja na figura (em vermelho):As intensidades não coincidem! As distâncias usadas ( 2,3,4,5m…) não são bons exemplos porque geram cargas de luz que não conversam com as do seu flash, olhe novamente a comparação acima:* Onde está a 1/2 carga?* Como entra 1/9 de carga no diafragma?Muitos cursos de iluminação usam matemática complexa para parecer profundo, mas o resultado é o oposto: confusão desnecessária!A Matemática não deve ser usada para resolver rapidamente cálculos na sua mente, mas para que você desenvolva a maior habilidade de um fotógrafo: Observar o que ninguém vê!As distâncias devem ser ajustadasEssa é a consequência de uma contemplação minuciosa da Lei, que guarda outra vantagem estratégica: esse ajuste servirá para qualquer fonte luminosa!Uma vez que o fotógrafo observador descobre quais posições deve usar, obtêm-se uma informação que naturalmente o destaca dos demais: o domínio completo da movimentação de qualquer luz durante um ensaio.Eu tenho certeza de que você está duvidando do que eu escrevi acima, de que não só as posições, mas todas as variações de qualquer luz, já são conhecidas, mas eu posso provar da forma mais tranquila possívelEscrevi a CODEX LUCIS, um pacote especial de 3 ebooks revelando toda a dinâmica da luz, além de únicos no Brasil, aprimoram os três tipos de fotógrafos que mais me pediram ajuda:1-EX TENEBRISNesse livro eu peço que o fotógrafo esqueça qualquer chute, conta ou tentativa e erro e faça uma simples observação, que apenas repare em um detalhe da Lei do Inverso. As informações oriundas dessa observação revelam todo o comportamento da luz sem qualquer conta ou habilidade matemática, apenas descrevendo o que a Lei nos sugere na Fotografia. É o seu ponto de largada para a compreensão luminosa. Chega de decorar fórmulas!2-Número Guia: Manual PráticoFotógrafos não acreditam quando revelo que é possível compreender a iluminação sem qualquer conta, mas o que ainda não perceberam é que o Número-Guia é um tradutor da Lei para a Fotografia.Ele confirma numericamente o que foi observado visualmente e, calma! Por “numericamente” eu me refiro a relações como 2 x 4, 5 x 2, 10 x 4, contas de padaria, se você consegue pensar nos resultados acima, sabe iluminar já!É o livro ideal para aqueles que desejam saber o motivo de tudo ser como é, da explicação racional da teoria de iluminação. Domine a luz antes de ligar o flash!Como descobrir a Carga do Flash em 3sPrepare-se para ficar com raiva do tanto de tempo e dinheiro que você perdeu com explicações alucinadas como “confie no processo”, “chuta 1/32, depois vai para 1/8, até aparecer algo no LCD da câmera', “a potência do flash se conhece testando”….São 3 passos que o fotógrafo precisa fazer para conhecer a carga exata para qualquer exposição, 3 passos! Não se faz conta, chute, estimativa e muito menos dependência de fotômetro.Esse é o livro ideal para quem “precisa fazer um casamento no sábado e não pode errar o flash”, para quem busca o resultado prático. Segurança total no seu próximo evento!Até hoje, você foi vítima de explicações ruins e a culpa não era sua. Mas agora que você viu a lógica, voltar para o escuro é uma escolha.Não aceite menos do que o domínio total da sua fotografia. A clareza que separa os amadores dos profissionais está a um clique e por uma oferta especial: ⏰ Oferta expira em 9 Janeiro (sexta)✅ Garantia de 7 dias 💳 Parcelamento disponívelOs três ebooks completos de R$ 99 por R$ 57 ! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Neste episódio especial da Obscura, colocamos a Inteligência Artificial para debater a "verdade brutal" sobre o mercado de fotografia para 2026. Baseado em dados recentes (incluindo insights de Neil Patel), dissecamos o movimento silencioso que está separando quem prospera de quem está prestes a perder relevância.O que você vai ouvir (e ver) neste episódio:A Ilusão da IA: Por que conteúdo humano está performando 94% melhor e como usar isso a seu favor.O "Erro Fatal" de SEO: Como a busca por voz mudou o jogo e por que seu site pode estar invisível.A Matemática do Tráfego: A proporção áurea 40/60 entre tráfego pago e orgânico que enche agendas.O Fator WhatsApp: Como recuperar os 30% de receita que você está deixando na mesa por falta de agilidade.🎥 Assista ao vídeo incoporado no post para acompanhar os dados na tela enquanto ouve a discussão.4. Timestamps Sugeridos (Capítulos)(00:00) Intro: O mercado está mudando (e rápido)(02:15) A Ironia da IA: Por que o "humano" vale mais(04:30) SEO e Busca por Voz: Você pesquisou seu nome hoje?(06:45) Vídeos Curtos: A arma secreta dos bastidores(09:20) A morte (exagerada) do E-mail Marketing(11:40) Estratégia de WhatsApp e Atendimento(14:10) Tráfego Pago x Orgânico: A regra 40/60(16:30) Conclusão: Onde focar sua energia agora This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Existe um momento na carreira de todo fotógrafo em que a técnica deixa de ser suficiente. Você domina o triângulo de exposição, sabe posicionar flashes, conhece modificadores de luz. Mas algo ainda falta. E esse “algo” pode estar justamente onde você menos espera: no teatro.Foi assistindo “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), com Kirk Douglas, que eu tive um dos maiores insights da minha vida como fotógrafo. Reparei que os atores mantinham posições artificiais, quase teatrais — cabeças sempre erguidas, corpos em ângulos específicos, mesmo em situações cotidianas como falar ao telefone. Por quê? A iluminação mandava. Naquela época, com arcos voltaicos gerando luz dura e direcionada, era a luz que ditava onde e como os atores deveriam se posicionar. A iluminação dirigia a cena.Iluminar É DirigirE se eu te disser que isso ainda acontece hoje, em todos os espetáculos de dança, teatro e até no cinema moderno? E que entender essa dinâmica pode revolucionar sua fotografia?Foi exatamente sobre isso que conversei com Ana Claudia Magagnin, bailarina profissional que atuou no Ballet Nacional de Buenos Aires e hoje assina a iluminação cênica de espetáculos de dança em Piracicaba. Uma transição fascinante que revela camadas invisíveis do trabalho com luz — camadas que todo fotógrafo deveria conhecer.A Bailarina Que Enxergava a Luz dos Dois Lados do PalcoAna dançou desde os 3 anos. Aos 19, foi contratada por uma companhia na Argentina, onde permaneceu por anos, chegando ao cargo de primeira bailarina. Durante toda sua carreira, ela viveu dentro de teatros — e sempre foi observadora curiosa das “zonas proibidas”, aquelas áreas técnicas dos bastidores onde a mágica acontece.“Nem sempre a gente encontra iluminador que sabe iluminar ballet”, ela conta. “Então a gente ensaia muito tempo, e chega na hora o iluminador estoura a luz e você não consegue fazer metade do que já fez no ensaio.”Imagine: três meses de preparação, coreografias complexas, giros técnicos como os 32 fouettés (32 giros consecutivos sobre uma perna), e uma luz mal posicionada na sua cara destruindo tudo. A iluminação pode salvar ou arruinar um espetáculo inteiro.Quando voltou ao Brasil em 2018, Ana começou a dar aulas e montar coreografias. Foi aí que o iluminador do teatro onde trabalhava lhe deu um livro: “Manual do Iluminador de Artes Cênicas”. E a ficha caiu.“Eu comecei pensando: a figurina das minhas alunas é rosa, vou pôr uma luz rosa. Não! Você vai apagar elas. A questão é: elas estão no amanhecer? No anoitecer? Dentro de uma sala? É isso que a gente tem que pensar.”A Luz Como Personagem Invisível (Que Manda em Todo Mundo)Se tem algo que ficou cristalino na nossa conversa é isto: no teatro, a luz é um personagem invisível que dirige toda a narrativa.E aqui está o paradoxo cruel do iluminador cênico — e que fotógrafos precisam entender: quando tudo dá certo, ninguém percebe o trabalho da luz. Se alguém notou algo específico na iluminação, é porque você errou.“Se deu tudo certo e ninguém falou nada, é porque está ok”, Ana explica. “Agora, quando a iluminação aparece muito, é porque você tirou o foco do ator.”Isso me lembrou dos iluminadores da Globo que trabalhavam comigo. Quando conseguiam o efeito perfeito — aquele momento em que a atriz parecia brilhar naturalmente, onde a emoção da cena se intensificava sem você saber exatamente por quê — ninguém aplaudia a luz. Mas se erravam, todo mundo reclamava.No ballet, essa dinâmica é ainda mais crítica. “O menos é mais. O que tem que aparecer é a bailarina. O que tem que ser esplendecente é a coreografia”, diz Ana. “A iluminação tem que contar a história junto com o bailarino, ela não pode aparecer mais.”Os Equipamentos: Não É Só Ligar a LuzPara quem está acostumado com LEDs, tochas de estúdio e flashes, o arsenal de iluminação cênica é outro universo. Ana trabalha com:→ Elipsoidais: 30 unidades de luz de frente. São refletores de feixe duro e preciso, perfeitos para destacar áreas específicas sem vazar luz para onde não deve.→ Par 64 com gelatinas: Nas laterais, usando filtros âmbar, branco e azul. É a luz que dá contorno e volume aos corpos.→ Fresnel: De cima, gerando uma luz mais difusa e envolvente.→ PC (Plano-Convexo): Para situações muito específicas, quando é preciso um controle intermediário entre o feixe duro do elipsoidal e a difusão do fresnel.→ LEDs: Mas com ressalva. “Tudo que a gente usa de LED, por exemplo vermelho, a pessoa fica vermelha. Isso vai pra foto, isso vai pra filmagem. Então eu uso LED no contra, porque a luz de frente e lateral consegue eliminar essa anomalia.”Essa sacada é OURO para fotógrafos. Quantas vezes você fotografou eventos com iluminação LED colorida e o tom de pele ficou destruído? Ana resolve isso trabalhando em camadas: LED colorido no contraluz (que cria atmosfera e desenho), mas mantendo fontes quentes na frente e laterais para preservar os tons de pele.A Física do Movimento: Iluminar Corpos Que VoamUm dos maiores desafios da iluminação de dança é algo que fotógrafos também enfrentam: como iluminar corpos em movimento rápido, mantendo volume, profundidade e continuidade?“Não é só a iluminação de frente”, Ana explica. “A gente precisa da iluminação da lateral, que dá o contorno, e da iluminação que vem de trás, que é o contra. Nas diagonais também. Tudo isso é muito sutil.”Ela trabalha com o conceito de tridimensionalidade: esculpir o corpo do bailarino no espaço usando múltiplos ângulos de luz. É exatamente o que aprendemos em fotografia de retrato, mas aplicado a alvos que saltam, giram e atravessam o palco em segundos.E aqui entra uma lição brutal que aprendi fotografando na TV Globo e que Ana confirmou no teatro: atores e bailarinos experientes sabem encontrar a luz. Os iniciantes, não.“Bailarinos cascudos param exatamente onde a luz está. Eles sabem que se saírem dali vão ficar no escuro, e isso tira toda a magia da cena”, diz Ana. “Agora, quem está começando não entende. Tem que sentir o calorzinho no rosto para saber que está bem iluminado.”Trabalhei com Tony Ramos, Cássio Gabus Mendes, atores veteranos que reagiam à iluminação instintivamente. Eles chegavam na marca, ajustavam microscopicamente a posição do rosto, e pronto: estavam no sweet spot da luz. Atores novos ficavam completamente fora do feixe, mesmo após ensaios técnicos.O Ensaio Técnico: Onde Fotógrafos e Iluminadores Deveriam Conversar (Mas Não Conversam)Ana faz questão de assistir ensaios das escolas de dança antes de montar a iluminação no teatro. “Sempre tem contexto: aqui é uma floresta, aqui é o amanhecer, aqui é dentro de uma sala. É isso que a gente tem que pensar.”E antes de abrir a plateia, ela faz testes com os fotógrafos e videomakers que vão registrar o espetáculo. “A gente faz teste antes, para configurar a câmera, para também não estragar o trabalho do fotógrafo. Porque depois vão falar que a iluminadora foi péssima, que deixou a luz baixa. Vamos trabalhar em conjunto.”Essa é uma mudança de paradigma fundamental: a iluminação cênica não é um obstáculo para o fotógrafo. É uma aliada — desde que você entenda a lógica dela.As principais dicas de Ana para fotógrafos:1. Troque ideia com o iluminador ANTESPergunte qual vai ser a base da iluminação, que cores serão usadas, se há momentos de blackout ou mudanças drásticas. Isso permite ajustar ISO, abertura e velocidade previamente.2. Respeite o eixo da luzAprendi isso da forma mais dura fotografando a minissérie “A Pedra do Reino” com o diretor Luiz Fernando Carvalho. Ele me exigia ficar colado na câmera. Quando eu fugia do eixo para fazer fotos “mais bonitas”, ele recusava tudo. “Eu iluminei para AQUELE eixo. Você não está respeitando a luz.” Parece opressão, mas é técnica. A iluminação foi desenhada para funcionar de um ângulo específico — e isso define a narrativa visual da cena.3. Nunca, jamais, em hipótese alguma: use flashAna foi taxativa: “Se você usar flash no teatro, você acabou com a minha iluminação.” Flash frontal destrói toda a modelagem cuidadosa, o contraste dramático, a atmosfera. É inaceitável.4. Entenda que você está fotografando LUZ PLANEJADA, não luz disponívelIluminação cênica é fotografia planejada ao extremo. Cada feixe tem função narrativa. Documentar isso exige sensibilidade para LER a luz, não apenas registrá-la.Cores, Emoções e a Psicologia da Luz“Como você escolhe as cores?”, perguntei.“Depende do contexto emocional. Elas estão no amanhecer? No anoitecer? Num momento de tensão? A cor precisa sustentar a narrativa, não apenas ‘ficar bonita’.”Ana evita o óbvio. Figurino rosa não significa luz rosa — na verdade, isso apagaria as bailarinas. A escolha da cor vem da intenção dramática, não da estética superficial.E aqui está uma lição valiosa para fotógrafos que trabalham com gels e LEDs coloridos: cor tem significado. Azul pode ser frieza, solidão, noite. Vermelho pode ser paixão, perigo, urgência. Âmbar é calor, nostalgia, intimidade. Usar cor sem intenção é poluição visual.A Fumaça: Terror dos Fotógrafos, Ferramenta dos Iluminadores“Você usa muito fumaça?”, perguntei, sabendo que é o terror de quem fotografa shows e teatro.“Uso, mas com máquina de haze, não aquela fumaça pesada que deixa todo mundo sem ver nada. O haze fica como uma neblina sutil. Dá desenho, deixa a luz mais densa, dá clima.”O haze (névoa fina) é genial porque torna a luz visível. Aqueles feixes que cortam o palco, que desenham trajetórias no ar — isso só existe com partículas suspensas refletindo a luz. Para iluminadores, é ferramenta essencial. Para fotógrafos, é desafio técnico (mas também oportunidade estética, se você souber usar).O Problema da Projeção e dos Painéis de LEDUm dos maiores desafios que Ana enfrenta: projeções e painéis de LED gigantes no fundo do palco.“Quando tem painel de LED enorme atrás, ele é uma luz de contra. Se eu não iluminar o suficiente na frente, dá uma briga. Já aconteceu de um cara pôr o painel a 70% e eu pensei: meu Deus, o que eu faço?”Fotógrafos que cobrem eventos corporativos e shows sabem bem: aquele telão gig
A fotógrafa Ellen Soares me procurou com um desafio aparentemente simples: criar o retrato corporativo para sua nova fase profissional. Mas havia uma pressão adicional - ela mesma é fotógrafa especializada em retratos. Fotografar um fotógrafo é como cozinhar para um chef: não há espaço para erro.O que poderia ser apenas mais uma sessão de fotos se transformou em um estudo de caso sobre o que realmente separa um retrato corporativo mediano de uma imagem que comunica autoridade, vulnerabilidade e presença simultaneamente. E tudo começa muito antes do clique.1. O Manual de Marca: Sua Rodovia CriativaA primeira coisa que Ellen fez - e que 90% dos fotógrafos ignoram - foi criar um caderno de referências completo. Não estou falando de um Pinterest desorganizado com “fotos bonitas”. Era um documento estratégico definindo:Arquétipo da marca: A maga sábia que usa conhecimento para transformação. Isso não é firula de marketing - define tudo: iluminação dramática vs suave, poses contemplativas vs dinâmicas, paleta de cores terrosas vs vibrantes.Referências visuais extensas: Não apenas fotos, mas análise de cada elemento - relação de cor entre roupa e fundo, tipo de iluminação (Rembrandt, loop, split), enquadramento, até a progressão tonal da imagem.Tom narrativo: “Controle técnico e vulnerabilidade real” - uma frase que se traduziu em cada decisão técnica posterior.Por que isso importa? Porque quando você tem quatro pessoas criativas em um estúdio (fotógrafo, modelo, maquiadora, estilista), sem um manual, o céu é o limite - e você pira. A referência elimina 80% da insegurança e da angústia.Como Ellen mesma disse: todos tinham uma lista de possíveis fotógrafos, mas ela me escolheu “pela capacidade técnica de resolver problemas que acontecem em cima da hora”. A técnica existe para domar a angústia.2. Monte Sua Equipe ou Morra TentandoAqui está uma verdade que dói: você sozinho não consegue fazer um retrato corporativo impecável.Vi dezenas de fotógrafos sacrificarem maquiador, cabeleireiro e figurinista para “baratear o preço”. O resultado? Uma foto com luz perfeita, fundo lindo, enquadramento técnico... e um laço mal feito na blusa, um fio de cabelo atravessado, uma base com tom errado.Seu cliente não sabe se você usou um Godox V1 ou um Profoto B10. Ele vê a produção. E julga por ela.Na sessão da Ellen, tínhamos:Joana Ferretti (maquiagem e cabelo): Trabalhou na Globo, entende velocidade de produção, recebeu o manual de marca antes. Quando pedi para segurar no iluminador (que refletiria demais na luz de estúdio), ela negociou: “Gosto muito de iluminador, posso dar uma seguradinha?” - micro-coordenação que faz diferença.Dani Cavalcanti (styling): Produtora tarimbada com garras, grampos, todo arsenal para que roupa fique “montada” e não apenas “vestida”. Tecidos comportam-se de forma imprevisível - você precisa de alguém que saiba domar isso.Regra de ouro: Avisei no início: “Vocês podem entrar a qualquer momento. Eu estou olhando enquadramento e luz. Vocês olham produção”. Eu vejo a modelo de um ângulo, elas veem de outro. Elas captam detalhes que eu perco focado na técnica.Uma equipe boa não é custo - é a diferença entre entregar 1000 fotos prontas e passar 20 horas no Lightroom consertando cabelo, maquiagem e roupa no Photoshop.3. A Estratégia Progressiva de IluminaçãoTem um erro clássico: começar uma sessão já com a luz mais dramática, mais contrastada. Modelo tensa, fotógrafo ansioso, equipe ainda se ajustando.Minha estratégia foi o oposto:Fase 1 - Luz ambiente + suavização (primeiros 30-40 min): Usei a luz natural do estúdio com uma lanterna chinesa (softbox esférico de 80cm) para criar iluminação genérica, menos contrastada. Por quê?* Modelo relaxa e perde a tensão inicial* Equipe vê maquiagem, cabelo e roupa em condição real* Eu confirmo que todo equipamento está funcionando* Todo mundo entra “na mesma página”Fase 2 - Introdução de contraste (meio da sessão): Mantive a chinesa frontal, adicionei bastão de LED laranja no fundo (tons terra/terracota do manual) e um LED lateral para recorte sutil. A modelo já está confortável, posando naturalmente.Fase 3 - Drama máximo (últimos 30-40 min): Luz lateral dura, sombras profundas, recortes precisos. Agora sim: contraste tópico de fotógrafos com olhar psicológico.Por que essa progressão funciona?Uma pessoa comum tem janela de 3-4 horas de energia criativa. Diferente de modelo profissional que aguenta 8-10 horas, seu cliente corporativo vai cansar. O gráfico é claro: começa subindo, atinge plateau... e despenca rápido.Você quer as fotos mais intensas quando a modelo está no pico, não quando está exausta.4. Equipamento: A Mentira da PotênciaAqui vou ser direto: você não precisa do equipamento que acham que você precisa.O que usei:* Nikon Z50 II (crop sensor de $950)* Viltrox 35mm f/1.4 ($239)* Viltrox 56mm f/1.4 ($239) [equivalente a 85mm em crop]* LED 100W ($283)* Dois bastões LED ($131 cada)* Lanterna chinesa ($86)Total de investimento: ~$1.900 (R$ 10.000)Com isso, entreguei 1000 fotos profissionais. Ellen não editou nada - fotos já saíram prontas.Agora a parte que ninguém te conta: potência não existe na teoria de iluminação.Você leu certo. Potência está associada à eficiência, não à resultado fotográfico. Um flash “potente” pode ser completamente ineficiente. O que controla sua exposição é:Lei do inverso do quadrado: Intensidade varia com o inverso da área iluminada (não da distância em si, mas da área). Modifique a área do modificador, você altera intensidade.Número-guia: Abertura × Distância = constante. Está estampado no seu flash. Está no fotômetro. Está na teoria há 200 anos.Todo esse papo de “preciso de flash de 600Ws” é para vender flash caro. Em estúdio compacto (3×4m, 5×3m), qualquer flash disponível no mercado resolve.5. Direção: O Que Realmente ÉMuitos fotógrafos acham que precisam de “workshop de direção” quando na verdade estão pedindo que a direção resolva o que maquiagem, cabelo e figurino deveriam resolver.Direção não é “vira pra cá, mexe o queixo, levanta o ombro”. Isso é microgerenciamento.Direção real é:Coordenação de elementos narrativos: Cada peça conta a história. Na sessão da Ellen, figurino tinha tons terra/dourado, iluminação tinha temperatura quente, fundo tinha textura orgânica. Tudo conversando.Limitação criativa como liberdade: Quanto mais sofisticada a produção, mais limitadas são as opções de pose - e isso é bom. O vestido tem seus limites físicos, o cabelo tem o dele, a luz tem o dela. A pose emerge da intersecção desses limites.Intimidade de proximidade: Uso 56mm (85mm equivalente) porque me permite ficar próximo, dirigindo em tom conversacional. Se uso 200mm, estou a 10 metros berrando instruções.Vulnerabilidade técnica: Disse para Ellen: “Fique à vontade para propor. Estou seguro da técnica, você está segura da sua presença - vamos co-criar”.Resultado? Fotos onde ela está imponente mas acessível, técnica mas humana, maga mas real.O Que Seu Cliente Realmente CompraNo final, Ellen me ligou: “Foi ótimo. Estava muito tensa - era investimento pesado. Mas agora estou tranquila”.Ela não estava comprando fotos. Estava comprando:* Segurança de que o investimento (fotógrafo + equipe + estúdio) valeria a pena* Confiança de que eu resolveria problemas técnicos que ela, como fotógrafa, sabia que existiam* Garantia de que a imagem transmitiria exatamente o posicionamento que ela queriaRetrato corporativo não é sobre f/1.4 ou desfoque cremoso. É sobre uma pessoa olhar aquela imagem e pensar: “Essa profissional resolve meu problema”.E você só consegue transmitir isso se dominar técnica a ponto dela se tornar invisível. Ninguém comenta “que iluminação linda” nas fotos da Ellen. Comentam “que presença”, “que imponência”, “que transformação”.Porque a luz não deve ser vista. Deve revelar.Recursos Mencionados* Obscura Newsletter: Maior newsletter de fotografia do Brasil* Comunidade: +450 fotógrafos discutindo técnica sem firulas* E-books: “Como Descobrir a Carga do Flash em 3 Segundos”* Curso: Altas Luzes e Densas Sombras (teoria completa de iluminação)Tags para SEO: retrato corporativo, fotografia profissional, iluminacao studio, tecnica fotografica, flash fotografia, equipamento fotografico, direcao modelo, producao fotografica, retrato profissional, fotografia empresarial, manual de marca, arquetipo visual, teoria iluminacao, numero guia, lei inverso quadrado This is a public episode. 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A Queda do Pilar da FotografiaDurante quase 80 anos, a câmera Reflex (SLR e, depois, DSLR) foi o padrão-ouro da fotografia. Sua promessa era simples e genial: o que você vê através do visor é exatamente o que a lente vê. No entanto, o sistema de espelhos que sustentava essa promessa se tornou, ironicamente, o calcanhar de Aquiles da era digital.Hoje, a DSLR (Digital Single-Lens Reflex) está em um processo de obsolescência programada. Fabricantes como Nikon e Canon pararam de investir em novas lentes e corpos DSLR, concentrando todos os esforços no sistema Mirrorless. A vitória da câmera “sem espelho” não é uma questão de modismo, mas sim uma evolução tecnológica natural e irreversível. O mercado já deu seu veredito: o gráfico do Google Trends mostra que as buscas por Mirrorless superaram as buscas por DSLR em 2023.O que exatamente fez a Mirrorless vencer essa guerra? A resposta está na eliminação do espelho e nas vantagens mecânicas e eletrônicas que isso trouxe.1. O Fator Mecânico: Menos Desgaste, Mais SilêncioO coração da diferença é o mecanismo. Numa DSLR, a cada clique, você tem uma coreografia mecânica: o espelho se levanta, o obturador abre, o sensor grava e o espelho volta.* Corpo Mais Leve e Compacto: Sem a caixa do espelho, o pentaprisma e as engrenagens, o corpo da Mirrorless pôde ser drasticamente reduzido. Enquanto em Nova York, o fotógrafo Rafael Lopes confirma: “Todos os meus amigos usam mirrorless, você não vê ninguém usando DSLR”, em parte, pela portabilidade, crucial para o dia a dia.* Fim do Desgaste Mecânico: A vida útil de uma DSLR é medida pelo número de cliques do obturador (em geral, 150 mil ou 300 mil cliques antes que o obturador comece a falhar). Na Mirrorless, você elimina o movimento do espelho e o esforço do obturador, tornando a câmera intrinsecamente mais durável e confiável.* Silêncio Absoluto: O barulho do espelho batendo é o som da DSLR. A Mirrorless utiliza o obturador eletrônico e é completamente silenciosa. Como discutimos na Live, isso é essencial para fotografia de rua discreta, eventos ou ensaios em que o barulho contamina a cena.2. O Revolução do Foco: Fim do Front/Back FocusEste é o argumento tecnológico mais forte para migrar. A precisão do foco na Mirrorless é inerente ao seu design.* O Problema do Espelho: Numa DSLR, a luz é dividida. O espelho envia a imagem para o visor (óptico) e para um sensor AF dedicado. Pequenos desvios nesse caminho (causados por queda, desajuste ou erro de comunicação entre corpo e lente) resultam no front focus ou back focus — o foco não está exatamente onde deveria.* O Foco no Sensor: Na Mirrorless, o foco é feito diretamente no sensor de imagem, que está sempre ligado. O sistema de Foco Automático por Detecção de Fase e Contraste é embutido no sensor. O resultado? O que a câmera vê é o que ela foca. Você tem foco cravado em 100% das vezes.* Inteligência Artificial e Rastreamento: Com o sensor sempre ativo, a IA da câmera pode usar o Eye Tracking para seguir o olho do modelo ou o objeto com uma precisão absurda. “Eu apenas enquadrava,” como comentei sobre minha Z5, “e nunca mais me preocupei se a foto estava foco ou não, porque o tracking de foco era absurdo”.3. O Visor Eletrônico (EVF): O Que Você Vê é o que Você LevaA Mirrorless substituiu o Visor Ótico (Pentaprisma) pelo EVF (Electronic Viewfinder).* Visor Ótico (DSLR): Mostra a cena real, mas sem simulação de exposição. Se a foto ficar escura, o visor continua claro. Você precisa adivinhar o resultado.* Visor Eletrônico (EVF): Mostra o resultado final ANTES do clique. Ele simula a exposição, o balanço de branco e o look dos filtros de cor. Isso é o WYSIWYG (What You See Is What You Get).* Assistência Pro: O EVF permite o Focus Peaking (destaque colorido em áreas de foco) e o Zebra (aviso de exposição estourada) diretamente no visor, essenciais para o trabalho em campo.* A Evolução: Embora modelos antigos tivessem lag em baixa luz , os novos EVFs (como o de 5.76 milhões de pontos da Nikon) resolveram a questão, oferecendo alta fluidez (até 120Hz) e clareza excepcional.4. O Poder do Software: Câmeras como ComputadoresA Mirrorless é, de fato, um computador que faz fotos, e não um aparelho mecânico. Isso desbloqueou recursos puramente digitais:* Pré-Captura (Pre-Release Capture): A câmera fica gravando constantemente na memória volátil segundos antes de você apertar o botão, permitindo que você nunca perca o momento decisivo. Isso é impossível em uma DSLR, pois exige que o sensor esteja sempre ativo e pronto para registrar.* Gravação de Vídeo: O fato de o sensor estar sempre ligado transforma a Mirrorless em uma câmera de vídeo de corpo dedicado que também tira fotos, abrindo caminho para recursos como 7K RAW Light (na Canon R6 III) e a capacidade de tirar frames do vídeo com alta qualidade.* Bateria (A Última Vantagem Perdida): A maior queixa contra a Mirrorless sempre foi a bateria. Contudo, com a evolução dos processadores, a otimização de energia e a capacidade de recarregar via Powerbank USB-C (como nas Nikon Z), a autonomia deixou de ser um problema. “Você consegue ficar com bateria funcionando com a câmera o dia todo. Isso deixou de ser problema”.5. A Nova Geometria das LentesA eliminação do espelho encurtou a distância entre a lente e o sensor (distância flange-sensor).* Baionetas Maiores: Esse espaço economizado permitiu aos fabricantes criarem baionetas maiores (como o Sistema Z da Nikon), o que, por sua vez, possibilitou novos projetos ópticos.* Lentes Superiores: As novas lentes Mirrorless são frequentemente mais nítidas e luminosas, com correções ópticas antes impossíveis em lentes DSLR.* Lentes Manuais Baratas: A baioneta mais curta, combinada com adaptadores e o Focus Peaking, permite o uso de lentes manuais antigas (vintage) de alta qualidade e baixo custo.Conclusão: A Inevitabilidade do FuturoA DSLR foi uma tecnologia gloriosa que cumpriu seu ciclo ao digitalizar o formato analógico. No entanto, a Mirrorless é uma tecnologia que nasceu no digital.Hoje, a escolha não é sobre qual é “melhor,” mas sim sobre qual sistema tem suporte e futuro. Grandes fabricantes já pararam ou estão parando de produzir suas linhas DSLR (como as Nikon D3000, D5000 e D6).A migração é inevitável e mandatória. E com o foco preciso, a velocidade de software e a durabilidade aprimorada da Mirrorless, o fotógrafo ganha uma ferramenta mais capaz e menos propensa a falhas mecânicas. O futuro da fotografia não tem espelho.Vença o algoritmo, assine A OBSCURA, a maior newsletter de fotografia do Brasil This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Quantas vezes você já ouviu algum fotógrafo afirmar que o flash de cabeça redonda é mais natural, mais suave, quase mágico na hora de iluminar? Pois bem, eu coloquei essa teoria à prova.Comparei, lado a lado, o “potente” Godox V1 (com sua famosa cabeça redonda) e o clássico Nikon SB-800, com cabeça retangular.E o que as imagens mostraram pode frustrar alguns entusiastas: a luz é exatamente a mesma!Duvida? Vamos aos testes!Flashes em cima da câmeraTodas as fotos foram feitas com a mesma câmera, na abertura em f/5.6, ISO 200, 1/125s e o flash, quando necessário, fixo a 2 metros de distância. Em todos os casos notou-se a diferença de 1 ponto na carga, embora o Godox seja 1W mais potente.Zero diferença, concorda? Lembre-se de que o V1 está trabalhando em uma carga maior 1 ponto aqui, consumindo mais do argumento “bateria”.Flash Fora da CâmeraColoquei os dois flashes num tripé, distante 2 metros de mim, mesma exposição de antes.Veja o resultado, o V1 é com o símbolo de "1” na foto:Nada de diferente, certo? Agora vamos para a primeira mudança na qualidade da luz, com o…Flash na Sombrinha DifusoraUma sombrinha difusora de 90 cm foi usada nas duas fotos, a velha de guerra, compare os resultados:Vamos para o teste final, com o flash sendo usado em uma…Sombrinha Rebatedora com Filtro DifusorO formato da cabeça não mudou a suavidade nem a qualidade da luz de maneira significativa. O que realmente conta é o modificador, a distância e a posição do flash — não o shape da frente dele.Será que a gente está caindo numa jogada de marketing? Ou você ainda vê diferença real nessas imagens?A OBSCURA é a maior newsletter de fotografia do Brasil. Inscreva-se!ConclusãoEu realmente não entendo porque a Godox não só aposta como patrocina esse Marketing da Confusão, a marca tem uma pletora de modelos que atendem a todo tipo de fotógrafo e os V1 resolvem boa parte dos problemas do profissional/amador brasileiro, que irá fotografar em ambientes compactos, distâncias curtas e modificadores menores, terreno fértil para os modelos de flash dedicado da marca.Por isso eles são mais baratos: iluminam menos, no caso dos V1, 50% a menos que um SB-800, cuja potência é 1W menor. O argumento das baterias acaba ai também, e será motivo de outro post em breve.Não seria muito mais prudente (e lucrativo) educar e ofertar os produtos corretos para a jornada do fotógrafo e orientá-lo na sua evolução?👉 Quero ouvir sua opinião. Comenta aqui e me conta: time cabeça redonda ou time cabeça retangular?Compartilhar é a forma mais potente -e gratuita- de fazer a Obscura crescer e ajudar novos fotógrafos This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
IntroduçãoNeste post, vamos desmistificar um mito que, infelizmente, ainda perdura na fotografia: a real eficácia de difusores e acessórios como o Domo Difusor e o MagMod para suavizar a luz. Será que eles realmente entregam o que prometem? Ou você está sendo enganado(a) por acessórios vendidos como o "suprassumo da qualidade da luz"?Tudo o que será apresentado aqui é baseado em um teste muito simples, que você mesmo pode replicar com a sua câmera, lente e flash. Se você já tivesse feito esses testes, garanto que muitas das dúvidas que recebo diariamente não existiriam.Configuração do TesteO teste foi realizado ao ar livre, em um campo aberto, sem paredes ou teto. Não recomendo fazer na varanda da sua casa, mas em uma cobertura, praça ou local vasto, o teste é super válido.As fotos foram feitas à noite. Para ter uma ideia da exposição, a foto ambiente (1) foi feita em f/4, 1 s de tempo de exposição e ISO 3200, com a câmera em um tripé. As fotos com flash foram realizadas em f/4, 1/125s, ISO 100, sem luz ambiente (foto 2)Flash TTL na CâmeraInicialmente, usei o flash em TTL, em cima da câmera, de forma tradicional, sem compensação. O resultado é o que muitos chamam de "flash estourado" ou "chapado". Na verdade, o flash em TTL é programado para jogar mais luz quando detecta um tom escuro, transformando-o em cinza.Vale a leitura do melhor texto sobre Medição TTL da internet, só clicar abaixo:Para ajustar o resultado, compensei o flash para -1 (foto 4), como sempre no TTL. O resultado ficou preto, talvez subexposto para alguns, mas a regulagem é sua. Você pode ajustar para -0.7, -0.3, -1.3, etc., de acordo com o tom que deseja. Não existe um padrão "correto", é você quem define.Flash Fora da CâmeraA forma como recomendo utilizar o flash é fora da câmera, em um tripé, via rádio. Usar o flash em cima da câmera é a pior forma de começar a iluminar, pois sua posição se confunde com a do flash, alterando a distribuição da iluminação.No teste, o flash estava a 1,7 m de mim, e a carga encontrada foi 1/32. Não se altera a potência, mas sim a carga. Leva apenas três segundos para encontrar a carga ideal, o próprio painel do flash te mostra isso. Com 1/32 de carga, 1,7 metros e ISO 100, a foto ficou corretamente exposta.Tenho um e-book exclusivo, ricamente ilustrado, o único no Brasil que explica esse processo. Há também uma aula disponível, gravada em estúdio com modelo.Você vai perceber o tempo que perdeu com "dicas malucas" de tentar chutar a carga do flash.Teste com Domo DifusorNa sequência, colei o Domo Difusor no flash, mantendo as mesmas configurações (1/32 de carga, 1,7 metros, ISO 100). A foto ficou subexposta. A intensidade da luz foi reduzida devido ao anteparo translúcido que "come" a intensidade da luz.Para compensar, sem alterar a distância ou a carga, tive que subir o ISO para 800. Isso significa que o Domo Difusor "comeu" 3 pontos de luz. A qualidade da luz, no entanto, ficou exatamente a mesma. As sombras ficaram rigorosamente idênticas, sem nenhuma alteração. A única diferença é que agora o ISO está altíssimo, cheio de ruído na imagem, e o flash está estrangulado.Você pode argumentar que com ISO 800 consegue usar uma velocidade mais baixa e pegar luzes ambiente como LEDs ou velas. Mas isso também seria possível (e mais vantajoso) sem o Domo Difusor, pois ele não suaviza a luz, ele apenas a espalha, reduzindo o alcance.Difusão significa espalhamento, como em "radiodifusão" ou "difusão de fake news". Não tem nada a ver com suavização. A função do Domo Difusor é espalhar a luz na expectativa de que tetos ou paredes brancas estejam próximos e possam, estes sim, suavizar a luz.Isso ocorre diariamente na sua casa, trabalho, faculdade, um fotógrafo não pode ter dúvidas quanto a isso. É por isso que, ao usar MagMod ou outros difusores, as pessoas precisam subir o ISO ao máximo e abrir a abertura ao máximo. Isso significa negar a sua câmera e lente do kit, precisando de equipamentos caros e modernos, quando você poderia usar sua câmera normal sem problemas. A ideia do flash é justamente o contrário: jogar luz, permitindo baixar o ISO e usar aberturas mais medianas, qualidade máxima até com o equipamento mais simples.Teste com Flash RebatidoAgora, vamos ao que muitos especialistas recomendam: flash apontado para cima. O resultado? Nenhuma luz aparente. A única forma de alguma luz aparecer é subindo o ISO para 51.200. A qualidade da imagem vai "para cucuia".E o mesmo vale para o flash para cima com uma "abinha" branca ou qualquer cartolina branca. Parte da luz se perde lá para cima, e um pedacinho ridículo dessa luz serve apenas para abrir um catchlight, não para suavizar a luz. Se uma cartolina branca suavizasse a luz, o próprio flash suavizaria, já que a cabeça do flash é maior. Isso está, inclusive, no manual de qualquer flash: a luz batendo e voltando serve para acender um catchlight.No teste, com a "abinha" em ISO 3200, tive um pouco de luz, mas compare:* Flash fora da câmera, ISO 100: qualidade ótima.* Flash fora da câmera com Domo Difusor, ISO 800: mesma qualidade.* Flash fora da câmera com a "abinha" rebatida, ISO 3200: a mesma qualidade que eu teria em ISO 100.Contra fatos e fotos, não há argumentos. A qualidade da imagem permanece absolutamente a mesma. As fotos não foram editadas ou alteradas; é o resultado que você terá se refizer o teste em casa.Sei que é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas. Tenho certeza que, mesmo vendo esses testes, muitos continuarão rebatendo o flash para cima, para trás ou para o lado, porque "um bando de gente fala" e o poder do grupo é muito forte.É um absurdo que continuem empurrando esses acessórios que não alteram em nada a qualidade da foto. Tenham respeito pelos fotógrafos que estão começando! O custo de ser "entretido" em vez de "instruído" é alto. Parem e testem antes de falar essas "besteiras" de subir o ISO e abrir a abertura, pois estão aniquilando a carreira de muitos fotógrafos com potencial para se destacar.Conclusão e Convite para WorkshopSe você quer aprender, blindar-se contra essas informações equivocadas e descobrir como utilizar seu flash para produzir imagens deslumbrantes com o equipamento que já tem, em uma locação como a Casa de Retratos (RJ) então venha para o Altas Luzes Densas Sombras Presencial nos dias 16/17 de AgostoA casa é gigantesca, e você pode participar de um ou dos dois dias. Você aprenderá tudo sobre iluminação, só clicar na foto!Espero que tenha gostado! Deixe seu like e comentário, e compartilhe para que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento e possam produzir fotos interessantes com os equipamentos que já possuem, sem comprar acessórios absolutamente inúteis.Forte abraço, fiquem com Deus!Participe da maior newsletter de fotografia e iluminação do Brasil, assine gratuitamente a OBSCURA. 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Você já percebeu que seu flash parece "ficar mais forte" quando você fecha o zoom da cabeça dele? mais potente? :)Não é mágica.É Física pura — daquela que quase ninguém te explica direito, mas que, com a orientação correta, vira um espetáculo de simplicidade.O FenômenoRepare nas fotos abaixo, em ISO 100 e f/4 como abertura na minha lente, com a cabeça do flash em 24mm, você ilumina 7,6 metros. Quando fecha o zoom para 105mm... PIMBA! O alcance praticamente dobra: 14 metros!Mas a potência do flash continua igualzinha, 75W. O que mudou?A forma como a luz se comporta.A OBSCURA é a maior newsletter de fotografia do Brasil. Inscreva-se gratuitamente!A Lei do Inverso do Quadrado (sem dor de cabeça)Calma, não tem jeito: é a insistência em não reparar a única lei que controla a luz que gera todas as suas dúvidas na iluminação, criei até um post exclusivo, cuja a leitura eu bem recomendo:A luz não morre no caminho, ela se espalha, e quanto mais se espalha, mais precisa dividir sua intensidade, de um jeito que você já ouviu milhares de vezes:“A intensidade da luz é inversamente proporcional ao quadrado da distância.”É possível melhorar isso? Sim, leia novamente:A intensidade luminosa é inversamente proporcional à distância ao quadrado. I = 1/d²Os físicos adoram uma pompa, distância ao quadrado você vê diariamente, sim, vê, mas de outra forma, qual a unidade de distância? O metro!Então temos: I = 1/m²Pronto, a intensidade luminosa varia com o inverso da área iluminada.Traduzindo:* Se você dobra a distância, a luz se divide por quatro.* Triplica? Divide por nove.* E por aí vai...A razão? Área cresce, a intensidade cai. É isso que essa figura tenta desesperadamente te mostrar:Quem fala Potência não sabe o que é Potência: a Área é o segredoSe a área varia, a intensidade cai (muito!).Imagina a luz como se fosse água saindo de uma mangueira:* Com jato aberto (zoom 24mm), cobre uma área grande. Mais espalhada, menos intensa.* Com jato fechado (zoom 105mm), a água vai longe, direto no alvo. Mais concentrada, mais intensa.A cabeça do flash faz isso: muda o ângulo de dispersão da luz. Quanto mais fechado o feixe luminoso, menor é a variação da área, logo, menor a perda de intensidade, maior o alcance.O Poder da Luz ColimadaCompare o padrão de iluminação de um Nikon Sb-900 em 24mm, olha como o “triangulo de luz” tem um alcance reduzido justamente por conta da dispersão, fecha como a intensidade luminosa e o alcance é bem maior na foto seguinte, com o zoom ultra fechado em 200mm.Cada escolha, uma renúncia, não?O flash, com seu zoom ajustável, permite que você escolha:* Aberto (24mm) → ampla cobertura, curta distância.* Fechado (105mm) → luz concentrada, alcance máximo.Tá curtindo o post? Sabia que você pode receber aulas como essa gratuitamente no seu email? Assine a Obscura!O Pulo do Gato CriativoSaber disso muda tudo.Agora você entende que:* Usar o zoom do flash não é só questão de enquadramento,mas de controle da intensidade luminosa.* Você pode persuadir com luz, escolhendo como ela se comporta e o que destacar da cena.Como eu sempre digo:Iluminação é simples.O problema é que te explicaram mal.Vamos além?A forma como a Lei do Inverso é explicada não revela todos os mistérios para os fotógrafos, nosso diafragma calibra precisamente a variação de intensidade da luz.Controlar intensidades é a forma genial de regular distâncias, esse é o grande legado do diafragma, passa longe de ser apenas profundidade de campo. Eu escrevi o único ebook no Brasil que mostra como uma rápida observação da Lei, sem qualquer tipo de conta, cálculo, estimativa, chute, fotômetro, revela informações vitais para qualquer fotógrafo, como:* Todas as variações de distância para qualquer fonte luminosa* o real significado do Número-Guia* A variação de tamanho dos modificadores de estúdio* a variação da distribuição luminosa na sua fotoe muito mais! São 67 páginas ricamente ilustradas com a forma mais simples de se entender a única relação que importa na Fotografia. Com o código NG 10, você tem 10% de desconto na sua primeira compra! Descubra a vantagem de se destacar como fotógrafo pela excelência em vez da tentativa e erro, acesse agora o seu ebook!Agora comenta aqui embaixo: como você usava o zoom do flash? e sempre o relacionou com a potência?Obrigado por ler até aqui, compartilhe nas suas redes e grupos, é a forma mais potente (ops..) de fazer a Obscura crescer! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
A Nikon acaba de lançar a Z5 II, uma atualização esperada da sua mirrorless full-frame de entrada. Mas não se engane pelo termo "entrada"—a Z5 II traz recursos que a colocam muito além dessa categoria. Com um preço competitivo de US$ 1.700, a câmera promete desempenho robusto para fotógrafos entusiastas e profissionais que buscam um equipamento confiável e acessível.A maior newsletter sobre fotografia do Brasil! Junte-se a nós!O Que Há de Novo na Nikon Z5 II?🔹 Processador EXPEED 7: Maior velocidade de processamento e melhor desempenho em situações de baixa luz, que se tornou o padrão para as principais câmeras digitais da marca, incluindo a poderosa Z9🔹 Autofoco aprimorado com detecção de olhos: Agora mais rápido e preciso, tanto para humanos quanto para animais, a Z5II pode detectar automaticamente e rastrear com precisão nove objetos distintos e até -10EV, confiável em condições de pouca luz e escuridão (um problema na Z5)🔹 Melhoria no modo contínuo: a Z5 II pode disparar até 30 FPS, mas apenas ao usar o modo de obturador eletrônico, com o tradicional mecânico a Z5 II pode atingir até 14 FPS em JPEGs e em RAW, são respeitáveis 11 FPS. Deixe seu tripé em casa graças à Redução de Vibração de 5 eixos integrada , que oferece até 7,5 pontos de estabilização de imagem. O Focus Point VR, nova tecnologia, prioriza a estabilização no ponto de foco ativo.🔹 Tela LCD articulável: Perfeita para vloggers e fotógrafos que precisam de mais flexibilidade no enquadramento, visor 3x mais claro mantendo o excelente padrão da Z5 ( sinceramente, todas as mirrorless deveriam usar o LCD articulável).🔹 Vídeo 4K com menos cortes: Descubra um conjunto de ferramentas para criação de conteúdo de todos os tipos, desde captura de alta resolução 4K/60p, gravação N-RAW e 12 bits na câmera , até análises de produtos com aparência profissional e streaming de alta qualidadeTá curtindo as informações da Nova Nikon Z5II? Imagine receber tudo isso antes de todo mundo? Assine a Obscura!🔹 Duas entradas para cartão SD UHS-II: Maior segurança para armazenamento de arquivos.🔹Crie, conecte-se e compartilhe: Controle remoto sem fio, armazenamento em nuvem, predefinições de cores selecionadas, atualizações via USB e muito mais. Descubra funcionalidades extras ao conectar sua câmera mirrorless Z5II a um dispositivo inteligente compatível ou à nuvem.Comparando com a Z5 OriginalA Nikon Z5 já era uma excelente opção para quem queria uma full-frame acessível, mas pecava em alguns pontos, como o autofoco não tão responsivo e o crop exagerado no vídeo 4K. Com as melhorias da Z5 II, esses problemas foram reduzidos, tornando-a ainda mais competitiva frente às rivais da Canon e Sony, abaixo de 2000 dólares, talvez seja a melhor!Vale a Pena?Se você já possui uma Z5 e está satisfeito, talvez não veja motivos para um upgrade imediato (o foco?). Mas, se busca uma mirrorless full-frame acessível, com autofoco ágil, boa qualidade de imagem e ótimos recursos para vídeo, a Nikon Z5 II é uma opção muito atraente, se o orçamento não for compatível com os quase 1.700 dólares, a Nikon tem a Z50II, uma excelente cropada na manga, vale ler o review que escrevi sobre esse recém lançamento:📷 Confira mais detalhes nos reviews completos:🔗 Hands-on da PetaPixel🔗 Análise aprofundada da PetaPixel🔗 Notícia na B&H🔗 Página oficial da NikonO que achou da nova Z5 II? Ela faz sentido para o seu setup? Conta nos comentários!Não há nada mais poderoso para alavancar a Obscura, assine e This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Potência na iluminação fotográfica é, muitas vezes, supervalorizada. Entender o conceito real e como ela se relaciona com eficiência vai mudar a forma como você encara equipamentos de iluminação e pode ajuda-lo a não ser iludido por fabricantes.Afinal: o que é Potência?Fisicamente falando, é a taxa de variação de um trabalho. Potência é a taxa com que a energia elétrica é transformada em energia luminosa. Por exemplo, uma lâmpada LED de 15W converte energia elétrica a uma taxa menor que uma de 30W, mas isso não significa que equipamentos mais potentes sempre proporcionem melhor iluminação.Modificadores de luz JAMAIS alteram a potência.Quando adicionamos um modificador (como uma sombrinha ou um refletor) à fonte de luz, a intensidade muda, mas a potência da lâmpada ou flash permanece rigorosamente a mesma. Modificadores apenas redistribuem a luz, alterando sua intensidade, qualidade e contraste. Aqui é realmente difícil de entender como “especialistas” conseguem afirmar que há variação de potência, quando a teoria e um fotômetro só fazem menção à intensidade e distância, prova definitiva de que desconhecem a primeira e ignoram o segundo.Mais de 4.000 fotógrafos recebem o melhor conteúdo sobre fotografia e iluminação gratuitamente via email. Assine a OBSCURA!Eficiência importa mais do que potência.Uma lâmpada de LED de 15W pode produzir a mesma intensidade luminosa que uma incandescente de 100W, porque é mais eficiente. A eficiência é fundamental para maximizar a luz útil e minimizar desperdícios, como calor.Em vez de mais potentes, o fotógrafo deve buscar acessórios eficientes de iluminação, infelizmente, vários fabricantes e influencers oferecem o inverso!No post abaixo, nosso convidado Alberth Klinsmann, excelente fotógrafo em Natal, mostra uma lista de equipamentos eficientes e emitem mais luz do que os similares “mais potentes", assista:A relação entre Intensidade e Distância.Na fotografia, a intensidade da luz e sua relação com a distância (explicada pela lei do inverso do quadrado) são os verdadeiros controladores da iluminação. O número guia traduz essa lei para a prática fotográfica, calibrando a intensidade com base no diafragma da câmera e distância da fonte luminosa. Assista a esse vídeo e perceba o valor das informações que você perde ao enveredar pelo caminho da potência:Atenção aos flashes!Equipamentos como o Nikon SB-5000, apesar de menos potentes, muitas vezes são mais eficientes que modelos de alta potência, como alguns da Godox. Priorize a eficiência e entenda como a luz é distribuída antes de escolher seu equipamento.Não há outra forma melhor e mais precisa para descobrir a intensidade correta do seu flash ou dimensioná-lo para seu estúdio, do que a compreensão do conceito do Número Guia, ele é o tradutor da Lei do Inverso para a Fotografia.O argumento final: para uma mesma distância e abertura, pouco importa se você está com todas as turbinas de Itaipu conectadas ou com o flash menos potente da Terra, ambos terão que despejar a mesma quantidade de energia, caso contrário, sua modelo seria superexposta pelo excesso de luz!O flash com maior Número-Guia operará com uma carga menor, mas os dois aparelhos precisam despejar a exata quantidade de luz, ou sua modelo explode de tão branca!Se quiser dominar conceitos como número guia, carga do flash e a lei do inverso do quadrado, confira os eBooks exclusivos disponíveis aqui na Obscura. São guias detalhados, únicos em português, para transformar sua visão sobre iluminação fotográfica. Clique nos links abaixo para explorar!Você já foi iludido pelo conceito de Potência? Comenta aqui embaixo e compartilhe nas redes sociais e grupo de whatsapp, é a melhor forma de ampliar o alcance do meu traballho! This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Sergio Zalis foi meu editor e reúne qualidades que poucos fotógrafos têm: além do talento para a diplomacia fotográfica, a experiência gerencial e de organização de equipes. Compartilhar alguns momentos com ele, junto de outros talentos no figurino, maquiagem e cenografia foi realmente um divisor de águas na minha vida fotográfica e rendeu casos que, em breve, estarão aqui na Obscura.Neste post, mergulhamos no universo do fotógrafo Sergio Zalis e exploramos sua exposição, 'Dicotomia'. Em uma conversa íntima, Zalis nos leva por uma jornada visual e emocional, revelando os segredos por trás de suas imagens hiper-realistas e a profunda conexão com a natureza. Descubra como a luz, os tons e a técnica fotográfica se entrelaçam para criar obras que transcendem a realidade e convidam o espectador a uma imersão profunda. Não perca esta oportunidade de conhecer um dos maiores talentos da fotografia contemporânea, que mostra suas imagens na sua nova exposição “Floresta de Bolso”, com curadoria de Christiane Laclau, no Casa Cor, no Shopping São Conrado Fashion Mall, de 24 de Setembro a 24 de Novembro de 2024.A OBSCURA é apoiada por leitores. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou premium.1- Você está no Outono nas duas cidades, dias e noites com a mesma duração. Rio e Haia ficam mais próximas, pelo menos na temperatura..rs. A dicotomia começa aí, astronomicamente falando?Zalis: Eu quis mostrar essa dicotomia usando microuniversos, que são essas duas florestas, são florestas que têm a ver comigo. Uma aqui, embaixo da minha casa, que se chama Scheveningse Bosjes, é difícil pronunciar, eu sei, e a outra aqui no Jardim Botânico, que também é um lugar que eu sempre frequentei. As luzes são muito diferentes, entendeu?Principalmente na Holanda, lá você tem quatro estações que são muito marcadas, principalmente pela luz, além do mais, a Holanda não tem montanhas, o Sol se põe muito mais devagarinho e aparece em toda a cidade.No Rio é diferente, você tem montanhas em volta, às vezes, é quatro da tarde e você já não tem mais luz, você não vê o Sol, é uma luz que é rebatida pelas nuvens ou pelo que seja.As luzes são muito diferentes, mas a paixão que eu tenho pelas duas cidades é a mesma, e a paixão que eu tenho pelo verde, pelas florestas, é a mesma também, ou seja, a luz de Outubro na Holanda é muito diferente da luz de Outubro aqui no Brasil.2- Eu vi nas fotos uma separação, um contraste muito grande entre áreas extensas iluminadas e sombras do parque, embora haja dicotomia entre os parques, ela persiste também em cada foto?Zalis: A gama de tons te dá uma profundidade muito maior na fotografia, e se você entende disso, quem trabalha no digital deve ler o livro do Ansel Adams, que fala sobre o Zone System. O que é o Zone System?Ele separa a imagem em várias zonas diferentes de cinza. Então, você tem que que ter os 12, são 12 zonas que têm que aparecer na fotografia, eu uso muito nesse tipo de foto.A OBSCURA é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou premium.3- Cada centímetro do quadro tem vida própria, sem hierarquia entre uma ou outra parte. Como conciliar isso numa composição, onde por regra, um assunto tende a dominar o outro?Zalis: Quando vê uma imagem, quando você vê a vida real, ela seleciona trechinhos do que você vê. O teu cérebro foca em uma coisa, mesmo que veja tudo em volta, mas você está concentrado em partes pequenas, você não consegue ver tudo ao mesmo tempo.Essas fotos não, elas tem detalhes em toda a área, quando você vê essa foto ao mesmo tempo, pode se concentrar vendo várias coisas que não veria quando está olhando o objeto. Você pode ver isso na foto, na imagem, mas não na vida real, por isso é uma foto hiperrealista.4- Essa é uma arte sutil? Para olhos dedicados e pacientes?Zalis: A vida é tão louca que a gente não observa bem as coisas. E às vezes, nas fotos que estão aqui, eu comecei a observar coisas depois que a foto está pronta. Então a finalidade é essa.Nem tudo, quando eu fotografei, eu não vi todos os detalhes, eu só vi os detalhes depois que a foto ficou pronta. Depois eu posso mostrar que achei uma aranha numa foto que eu não tinha visto na hora da foto!5- Você me disse certa vez, profeticamente, que a era da fotografia bonita acabou, que vivemos na era da fotografia rápida. Sua exposição Dicotomia mostra um trabalho que levou um tempo para ser feito. Como conciliar esses dois movimentos dicotômicos?Sempre falei isso, antigamente você fazia uma foto boa, aí revelava, mandava e a foto era publicada. Hoje em dia, a foto boa, entre aspas, é a foto que chega antes, é a foto que é usada.Às vezes uma foto que é muito, muito melhor não é usada porque chegou um pouco depois. Agora, eu venho do fotojornalismo, sempre trabalhei com a rapidez, com resultado rápido, com a editoria, realmente, depois de um tempo, eu cansei disso. Então, para mim, essas fotos não eram rápidas, eram muito lentas, era um trabalho muito artesanal, inclusive, eram complicadas de fazer e também eram complicadas de preparar, de montar elas.6- As fotos são feitas por empilhamento de foco, nos obrigando a reparar em cada detalhe. Ficamos anestesiados com a fluxo visual das mídias? Menos fluxo e mais fruição?Zalis: Tento fazer uma foto bonita, bela, tento fazer uma foto sublime! E em uma foto sublime até a brutalidade faz parte disso, essas fotos que eu faço são às vezes meio brutais, porque elas mostram demais: é muito detalhe, é muita trama...Então não tento fazer fotos belas, tento fazer fotos brutas às vezes!7- Há uma hiperprofundidade de campo nas imagens, tudo extremamente nítido, há uma imersão proposital numa fantasia?Zalis: São partes de uma fase da minha vida, hoje em dia, é como eu estou me sentindo hoje em dia. Eu não quero mais fazer fotos rápidas, eu não quero mais fotografar gente! Eu estou me fotografando aqui nessas imagens.8- As impressões são gigantes, impossíveis de serem reparadas na tela de um celular ou de um livro. Como você lida com isso?Zalis: Exatamente! Acho que nem um livro dá para fazer com essas fotos, porque se você vir essas fotos em um livro, em uma revista, não traz o que eu quero falar. Então, quando dizem: “ah, vamos fazer um livro?” Tá bom, mas acho que não vai ter o efeito, porque são para você encostar o nariz quase nelas, para você ficar passando um tempo e lendo as imagens.Acho que essas imagens não funcionam em celular, não funcionam nem em livro, para você emergir nelas, você fica viajando com a tua imaginação. E são cortes no teu tempo, eu acho, cortes para você ter calma também, para você não correr. Elas têm um ritmo, têm uma sintaxe também. Espero que funcione!9- Qual a dictomia que o Zalis vê entre as imagens que estavam na sua mente e agora depois de expostas?Por vir da vida editorial, eu sempre trabalhei em editoras, sempre tinha uma visualização de uma reportagem, de um trabalho. Eu já vi essas fotos publicadas antes de fotografar! Sabia o que eu queria, mas não construí a foto, inclusive, a foto tem uma vida após a produção.Não é uma foto que você via exatamente, tinha que ser vista depois da produção, porque quando você trabalha com essa técnica, não consegue compor a foto perfeitamente, é uma técnica que você sempre corta os lados, se a câmera estiver um pouco torta, já sai do prumo.É uma técnica muito complexa, mas eu fazia as minhas composições com o celular, antes. Eu caminhava, levava só o celular e aí imaginava as fotos na minha cabeça pelo celular, aí depois eu voltava com o equipamento mais pesado.10- Qual a diferença entre uma foto bonita e outra sublime?Uma foto sublime é muito mais do que bonita! Uma foto bonita é uma...É um adjetivo...Sublime é muito mais! Pode ser bruto, mas é uma foto que mexe mais com você.Arrebatadora!Obrigado por ler A OBSCURA! Este post é público, então sinta-se à vontade para compartilhá-lo. This is a public episode. 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O smartphone acelerou vertiginosamente a queda na venda de câmeras fotográficas, mas diante da onipresença e clara evolução dos aparelhos, ainda há quem despreze a fotografia com celulares, sugerindo modelos já abandonados pelos fabricantes. Por que seguimos não notando os sinais? Por que adoramos a tecnologia e tememos tanto a inovação?Inscreva-se no Imageria e mande sua opinião via audio, vou adorar te ouvir!--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Definir seu público alvo corretamente é o primeiro passo para uma estratégia eficiente de marketing digital. Bruno Guedes, criador do #fluxopro, mostra em 4 passos como definir sua persona e a partir dela, criar ações nas redes e no seu site para atrair e converter seguidores em clientes! Conheça o canal do FLUXOPRO: 👉🏻http://bit.ly/fluxoproInscreva-se pra as próximas aulas de Marketing Digital toda segunda segunda feira do mês às 20h:👉🏻https://youtu.be/jgswdtN22QIBoa Luz e Boa Sorte!--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
A nova câmera é um barato, eu escrevi um post no blog sobre ela: tem 21 Mpixels, faz 4k sem crop ( até porque o sensor é cropado), gira o LCD para selfies e vlogging e tem um visual vintage interessante, mas será que a nostalgia e o legado centenário da marca terão força suficiente para ajudar naquilo de que a Nikon mais precisa, impulsionar as vendas?Veja fotos do novo modelo, da nova lente 28mm f/28 SE e as especificações técnicas completas no IMAGENS, NÚMEROS & VÍSCERAS:https://bit.ly/nikonzfcboa luz e boa sorte!--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Bruno Guedes, do portal FLUXOPRO conta como conseguiu dar a volta por cima com o entendimento do flash em plena pandemia, saindo da área de casamento e indo para a fotografia de móveis.--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
teste--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe
Sergio Larrain, fotógrafo chileno da agência Magnum, responde a essa pergunta em uma carta deslumbrante endereçada ao seu sobrinho. Um texto revelador, com uma dose de sabedoria intensa e uma serenidade fácil de se perder quando se trabalha com fotografia. Se vc estiver começando na profissão, pare um pouco e desligue as notificações do seu celular, o texto original está no meu blog, clique aquiJá baixou seu ebook Mestres da Fotografia? 350 páginas com os melhores fotógrafos da história, faça já o download gratuito! --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/imageria/message This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.aobscura.com.br/subscribe























