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Quem Tem Medo de Psicanálise?
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Quem Tem Medo de Psicanálise?

Author: Mario Prado

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Um espaço para quem tem curiosidade sobre o que é a Psicanálise e para quem está começando a jornada de se tornar um psicanalista.

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47 Episodes
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No episódio de hoje do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente parte de uma frase aparentemente simples - “eu não tenho nada” - para questionar a pressa de transformar análise em checklist.O que está por trás dessa necessidade de prazo?O que resiste ao tempo que a elaboração exige?Um episódio sobre repetição, ideal, implicação - e sobre o tipo de começo que não é promessa de reinvenção, mas corte que desloca.**Se estiver curtindo o "Quem Tem Medo de Psicanálise?", segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.**Filme citado: Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009), dirigido por David Yates.
Hoje a gente entra em Donald Winnicott, não para transformar “mãe suficientemente boa” em regra de parentalidade, nem para oferecer um manual de como começar alguém, mas para encarar uma pergunta que atravessa qualquer história de cuidado: o que permite que alguém não apenas sobreviva… mas se torne sujeito?O episódio parte de situações comuns - vínculos que pesam, exigências de perfeição, medo de falhar, separações que doem - para atravessar dependência absoluta, holding e falha tolerável não como jargão técnico, mas como movimentos que moldam o jeito como a gente começa, se diferencia e continua existindo em relação. Entre o cuidado que sufoca e o cuidado que abandona, a questão que insiste é direta: como sustentar uma medida em que o laço não aniquile - mas também não desapareça?**Se estiver curtindo o Quem Tem Medo de Psicanálise?, segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.**Filmes citados:Lady Bird (2017), dirigido por Greta Gerwig.We Need to Talk About Kevin (2011), dirigido por Lynne Ramsay.
Hoje a gente entra em Melanie Klein não para explicar teoria das relações objetais, nem para transformar conflito em fantasia, mas para encarar uma pergunta que atravessa qualquer vínculo: o que está realmente em jogo quando o outro começa a ocupar espaço demais dentro da gente?O episódio parte de situações comuns - relações que ficam intensas demais, hostis demais ou necessárias demais - para atravessar projeção, introjeção e identificação projetiva não como jargão técnico, mas como movimentos que moldam o jeito como a gente ama, odeia e sobrevive nas relações. Entre o outro que vira perseguidor e o outro que vira sustentação absoluta, a questão que insiste é direta: o que é fato do laço - e o que é mundo interno entrando em cena?**Se estiver curtindo o "Quem Tem Medo de Psicanálise?", segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.
Hoje a gente entra em Sándor Ferenczi não para defender um jeito “mais humano” de clinicar, nem para relativizar limites, mas para encarar uma pergunta que costuma incomodar quem escuta sofrimento de perto. O episódio parte de situações comuns - quando alguém sofre diante de nós e qualquer gesto parece arriscado - para atravessar a ética do cuidado como um problema, não como solução. Entre o silêncio que se justifica como técnica e o cuidado que se apresenta como virtude, a questão que insiste é direta: em que ponto a intervenção sustenta - e em que ponto ela começa a capturar?**Se estiver curtindo o Quem Tem Medo de Psicanálise?, segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.
Hoje a gente entra em Lacan não para explicar conceitos, mas para sustentar uma experiência. Partindo da sensação de não entender - da confusão, da raiva e da vontade de desistir - o episódio atravessa a ideia de "objeto a" como aquilo que não se alcança, mas que insiste. Entre respostas que prometem fechar tudo e perguntas que continuam abertas, a questão que fica é simples e incômoda: o desejo não se satisfaz - e talvez seja exatamente isso que o mantém em movimento.**Se estiver curtindo o Quem Tem Medo de Psicanálise?, segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.
No episódio de hoje, a gente fala sobre a psicanálise selvagem - não como caricatura ou erro grosseiro, mas como um risco sempre presente quando a escuta vira pressa. Partindo de uma pergunta simples e incômoda - “então o analista faz o quê?” - o episódio explora o desejo de ajudar, o furor curandis e o ponto em que a boa intenção pode acabar fechando aquilo que precisava de tempo. Entre interpretar cedo demais e sustentar a angústia sem responder, a questão que fica é direta: quando a intervenção abre… e quando ela invade?**Se estiver curtindo o Quem Tem Medo de Psicanálise?, segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.
No episódio de hoje a gente fala sobre a autoanálise - não para negá-la, mas para situar seus limites. Partindo da frase “eu faço autoanálise há muito tempo”, o episódio explora a diferença entre pensar sobre si e sustentar uma experiência que não se faz sozinho. Entre o espelho que responde e o momento em que ele falha, a pergunta que fica é simples e incômoda: onde a resposta fecha… e onde, finalmente, algo pode começar a se mover?***Se estiver curtindo o "Quem Tem Medo de Psicanálise", segue o podcast e avalia, que isso ajuda demais o projeto a crescer! Bora lá?
#039 - Depois de Freud

#039 - Depois de Freud

2026-01-0742:40

Neste trigésimo nono episódio do "Quem Tem Medo de Psicanálise?", a gente fala sobre o depois de Freud - não como ruptura ou superação, mas como continuidade que se desloca: um gesto que precisa seguir andando para não virar dogma.Abrindo a temporada 2026 do QTMP, o episódio parte do caminho já feito com Freud para perguntar o que acontece quando o mundo muda e o sofrimento muda junto. É nesse ponto que entram Sándor Ferenczi, Melanie Klein, Donald Winnicott e Jacques Lacan - não como respostas prontas, mas como modos diferentes de sustentar a escuta quando aquilo que chega já não cabe nas mesmas formas. Porque, na psicanálise, seguir adiante nunca é abandonar o que veio antes. É levar a sério demais para parar ali.
Neste trigésimo oitavo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o começo - não como virada limpa ou promessa de reinvenção, mas como corte: algo que separa, desloca e dói um pouco.Partindo do clima de fim de ano, o último episódio da temporada 2025 do QTMP questiona a fantasia do recomeço ideal e se aproxima dessa borda entre repetição e mudança para perguntar: o que é um começo de verdade? O que faz diferença entre repetir a cena e sustentar um corte possível - mesmo sem garantias?
Neste trigésimo sétimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre esse lugar estranho e cotidiano que costuma aparecer na frase “tá tudo bem”.Não como um estado ideal, nem como uma meta a ser alcançada, mas como um modo de seguir vivendo quando nem tudo está resolvido.Depois de passar pelo laço no episódio anterior, a gente se aproxima dessa zona intermediária entre o desamparo e o desespero, para perguntar: o que é que a gente chama de “tudo bem”? E o que sustenta a vida quando ela não desmorona - mas também não fecha?
Neste trigésimo sexto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o laço - não como sinônimo de amor ou afinidade, mas como aquilo que sustenta a vida desde o início. Depois de atravessar o desamparo no episódio anterior, a gente volta a esse ponto de origem para perguntar: o que é que faz com que o ser humano não precise existir sozinho? O que permite que uma vida se organize, se mantenha e atravesse a falta?
#035 - O Desamparo

#035 - O Desamparo

2025-12-1025:50

Neste trigésimo quinto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o desamparo - essa condição que antecede o “eu” e acompanha toda a vida.Aquele começo radical em que existir depende do outro, e é justamente daí que nascem o desejo, a angústia, a fantasia e tudo o que nos faz sujeito. Hoje, a gente volta para esse ponto de origem para perguntar: o que significa começar a vida precisando de alguém para poder existir?
Neste trigésimo quarto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a realidade psíquica - esse lugar onde o que você vive por dentro pode não bater com o que aconteceu lá fora, mas ainda assim organiza seus afetos, escolhas e sintomas.Hoje, a gente mergulha nesse território em que fato e fantasia não são opostos, mas materiais diferentes de uma mesma história - a sua. E tenta responder: o que realmente faz algo ser “real” para o sujeito?
Neste trigésimo terceiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o conflito psíquico - essa fricção discreta, mas constante, que atravessa todos nós. Não é briga externa, nem crise existencial grandiosa: é esse desencontro interno que começa quando partes da gente puxam para lados diferentes, como se houvesse uma pequena assembleia emocional… e ninguém votasse igual.Hoje, a gente mergulha nesse movimento que estrutura o sujeito - e tenta responder: até onde o conflito é algo que precisamos resolver… e até onde ele é justamente o que nos mantém vivos por dentro?
Neste trigésimo segundo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a identificação - esse processo silencioso em que o outro se inscreve dentro da gente. Não é imitação, nem escolha: é a forma mais antiga e mais profunda de laço psíquico, o modo como o eu nasce e se reorganiza ao longo da vida.Hoje, a gente mergulha nesse movimento que nos forma e nos transforma - e tenta responder: até onde somos nós que nos construímos, e até onde é o outro que nos escreve primeiro?
Neste trigésimo primeiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre uma fantasia que acompanha quase todo mundo que começa a estudar psicanálise: a fantasia da chegada - a ideia de que existe um momento certo em que você finalmente “vira analista”.Hoje, a gente olha para o ponto em que esse desejo esbarra no que a formação realmente pede: tempo, risco, elaboração, atravessamento. É um episódio para quem está caminhando e quer entender, com honestidade, o que significa se autorizar - e o que essa pergunta revela sobre o próprio desejo.
Neste trigésimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a fantasia - esse roteiro invisível que o inconsciente escreve dentro da gente. A fantasia não é o oposto da realidade: é a forma que encontramos de viver dentro dela. É o enredo secreto que organiza o desejo, que dá sentido ao que sentimos e molda o lugar que ocupamos nas nossas próprias histórias. De Freud a Lacan, a fantasia aparece como a ponte entre o inconsciente e o eu - o fio que separa o real do insuportável. Hoje, a gente mergulha nessa narrativa que nos habita, nesse sonho acordado que nos mantém de pé, e tenta responder: até que ponto somos nós que escrevemos a nossa história - e até que ponto é ela que nos escreve?
Neste vigésimo nono episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o Supereu e a culpa - essa voz que vive dentro da gente, cobrando, julgando e exigindo o impossível. De Freud a Lacan, o Supereu aparece como a herança da interdição, o efeito da civilização dentro de nós - e, ao mesmo tempo, a força que nos tortura em nome dela. Entre o desejo e a lei, entre o prazer e a dívida, nasce a culpa: o sentimento mais fiel a essa voz que nunca se cala.
No episódio de hoje, testamos um novo formato aqui no Quem tem medo de Psicanálise? : um bate-papo com o psicanalista e professor universitário Cássio Azevedo, sobre o que é ser um psicanalista hoje. Quais as dificuldades, os desafios e, principalmente, sobre o que esperar dessa jornada para se tornar um psicanalista.
Neste vigésimo sétimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o Ideal de Eu e o Eu Ideal — forças que moldam o modo como o sujeito se enxerga e se cobra. Entre o olhar do Outro e a imagem do espelho, o eu tenta se equilibrar - se estica pra caber no ideal e se comprime pra não decepcionar o olhar que o mede. De Freud a Lacan, o eu aparece como algo que se constrói entre o desejo e a lei. E talvez seja nesse intervalo - entre o que somos, o que queremos e o que achamos que devemos ser - que se esconde o mal-estar de existir.
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