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Geração 40
Geração 40
Author: Júlio Isidro
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Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.
Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?
“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”.
Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
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Nasceu no Bonfim, Porto, a 22 de Janeiro de 1944, com o nome completo Fernando Alberto de Oliveira Gomes. Estava marcado pelo destino para as artes do espetáculo um menino nascido e criado numa família que fazia o culto da música e do teatro. O 'Nandinho', do bairro de São Roque da Lameira, não vivia num lar de muito dinheiro, mas de muita alegria e humor. A desgraça de ontem era o riso de amanhã. Nem toda a gente tem uma tia que nos leva ao teatro. Mas o Fernando teve. O menino tímido começou por gostar do mundo do bailado, ainda deu uns passinhos de dança em espetáculos, na qualidade de aluno, mas a vida foi escrevendo o caminho a seguir. Guiado e protegido por uma estrela, foi à guerra na Guiné-Bissau e voltou pronto para alimentar o seu sonho. Resolveu entrar no mundo fascinante do café-teatro e com colegas do ofício foi o grande impulsionador dessa forma de espetáculo, onde o ator se realiza de olhos nos olhos com o público. Dentro de si, havia um saltimbanco a desejar percorrer o país de terra em terra. No Chapitô, viveu essa experiência, mas nunca teve a tenda. Para Fernando Gomes, o teatro é a sua vida, mas as pessoas são o melhor que a vida lhe tem dado. Ouça a conversa com Júlio Isidro, neste episódio do Geração 40.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foi batizada como Maria Helena Gentil do Carmo, nascida na Marinha Grande em agosto de 1948. O mundo do espetáculo conhece-a como Lenita Gentil. Cresceu feliz, sem luxos, e mudou-se com a família para o Porto, aos 14 anos. Gosta da cidade Invicta como se lá tivesse nascido. A menina, quando perguntada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondia alegremente 'Quero ser médica.' Como é que seria possível se, quando adulta, não consegue ver pinta de sangue? O pai, músico profissional, sabia que a filha tinha voz para o futuro e encorajou-a a seguir carreira em clave de sol. Lenita começou a cantar ao microfone com uma cadeira para lá chegar e nunca mais parou. Como cantava nas palavras, em música de Carlos Paião, se 'Eles foram tão longe', também ela tinha o horizonte como meta. Só precisava de espaço. E foi essa sua grande conquista, por sua voz tão especial onde muitas vezes o microfone é apenas um adereço. Lenita não tinha o fado no seu repertório, mas como as coisas acontecem quando há talento e desejo, a cançonetista virou fadista. Foi com riso e ritmo que se estreou em televisão, onde desde 1964 é presença habitual. Conhece meio mundo, que a reconhece e aplaude. E tem também muitos festivais no currículo e milhares de quilómetros para abraçar com música os portugueses. Lenita Gentil, numa conversa onde recorda os sapatos emprestados a Amália, a estreia adormecida num palco da Marinha Grande e uma vida inteiramente entregue à canção, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu na freguesia de Freamunde, em Paços de Ferreira, em setembro de 1940. É advogado, jornalista, escritor e poeta. O jovem José Carlos sempre viveu na Póvoa de Varzim, onde estudou, fez o Liceu e começou a escrever sobre cultura. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e bateu-se pelos direitos e liberdades nas lutas académicas de 1961. Como advogado defendeu presos políticos, jornalistas e intelectuais. Com o 25 de Abril, dedicou-se ao jornalismo. Foi um dos fundadores do semanário “Jornal” e criou o “Jornal de Letras, Artes e Ideias”, que dirigiu durante 45 anos. José Carlos Vasconcelos, numa conversa onde revela o seu desejo de uma cama de sol alugada para a eternidade, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lamego, no dia 11 de Maio de 1949, um dos cineastas mais produtivos do cinema português. Poderia ter sido engenheiro. E não foi por um triz, porque não quis. Poderia ter sido artista gráfico com talento para o desenho, fez ilustrações e mais algumas coisas, mas ficou-se por aí. Gostava de ver cinema. Escreveu sobre cinema. Andou à boleia pela Europa para ganhar dinheiro para ir ao cinema e o 25 de Abril abriu lhe as portas do cinema. Diz que, como não sabe fazer policiais franceses, comédias espanholas ou entretenimento à americana, faz cinema português. Tem um culto especial por Manoel de Oliveira e aprendeu muito com o Mestre. Para João Botelho, os filmes são histórias e o cinema é a forma de mostrar. Gosta da noite, do Benfica, das pessoas, da alegria. Não deixa nada por dizer e afirma que vivemos um tempo em que os ignorantes são arrogantes, chegam ao poder e mandam. João Botelho é o convidado desta semana de Geração 40, com Júlio Isidro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António Moutinho de Almeida Bessone Basto nasceu em Algés, às 07h00 do dia 9 de Novembro de 1945. A parteira Dona Cesaltina salvou o menino que trazia o cordão umbilical à volta do pescoço. Foi a primeira vitória deste atleta nascido para vencer. Meia hora após chegar a este mundo, já estava inscrito como sócio do Sport Algés e Dafundo. Neto do fundador do clube e filho de desportistas, o 'Tony' só podia vir a ser o que foi: um caso único de atleta completo em várias modalidades, desde o andebol, o râguebi, atletismo, basquetebol, hóquei patins, ginástica, pesca desportiva, judo, karaté e, claro, a natação, onde tem inúmeros recordes. É o atleta mais medalhado do país, ostentando mais de 1500 troféus. O menino que foi, ou tentou ser, o melhor em tudo, menos na escola, atravessou o Tejo a nado com oito anos, entre Trafaria e Algés, à frente de muitos séniores. Participou nos Campeonatos da Europa em Leipzig, em 1961, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. No andebol pelo Sporting, foi guarda redes e esteve na conquista de cinco campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato Regional. No Geração 40 de hoje, mergulha com Júlio Isidro nas águas da memória. Oiça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.








