Discover
Bora Aprender - Educação Profissional e Tecnológica
8 Episodes
Reverse
..
..
Quando você ouve "saberes tecnológicos", pensa em computador, máquina, apertar botão? Esse texto vai mudar sua cabeça. Lucília Machado reúne quatro autores de campos completamente diferentes para enfrentar uma pergunta que parece simples mas é enorme: por que o saber acadêmico ficou de um lado e o saber técnico do outro? E a resposta não tem nada de inocente.Neste episódio, a Ana mostra como essa divisão não é acidental, é um mecanismo de reprodução da desigualdade. Você vai entender por que Haudricourt diz que tecnologia não é instrumento nem aplicação de ciência, mas uma ciência das atividades humanas. Vai conhecer a estrutura da atividade em Leontiev e descobrir por que ensinar sem considerar os motivos do aluno não é educação, é adestramento. E vai ver como Ginestié diferencia gesto, técnica e tecnologia para propor uma educação que não forme mão de obra, mas gente.Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, esse texto cruza com praticamente toda a discussão sobre formação integrada da bibliografia. Bora?
O que significa formar um ser humano integralmente? E mais: isso é possível dentro do capitalismo? Essas são as perguntas que o texto de Domingos Leite Lima Filho enfrenta sem rodeios, escrito de uma trincheira, em defesa dos Institutos Federais e contra o desmonte da educação pública.Neste episódio, a Ana percorre um texto que conecta Álvaro Vieira Pinto, Lukács, Marx e Paulo Freire para mostrar por que trabalho, cultura, ciência e tecnologia não podem ser separados. Você vai entender o que é a produção social da existência, por que a tecnologia não é neutra e nem motor autônomo da história, e como a divisão entre trabalho manual e intelectual criou uma dualidade educacional que persiste até hoje. O episódio também explica por que a forma concomitante de educação profissional é uma ameaça direta ao ensino médio integrado e o que os IFs representam como germe de uma travessia possível.Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, os conceitos deste episódio cruzam com vários outros textos da bibliografia. Bora?
Cadernos do cárcere, escritos na prisão, conceitos densos. Quando você ouve Gramsci, dá aquele frio na barriga. Mas e se eu te disser que ele é a base de quase tudo que se estuda no ProfEPT?Gramsci faz uma pergunta simples logo de cara: quem são os intelectuais? A resposta muda tudo. E muda inclusive a forma como você entende a escola, o trabalho e a própria educação profissional. Por que ele defende disciplina rigorosa sendo marxista? Por que diz que multiplicar escolas profissionalizantes pode ser pior do que parece? E o que significa dizer que o filho do operário não deve aprender a ser um bom operário, mas sim a ser governante?Neste episódio, a Ana analisa o Caderno 12 e conecta intelectuais orgânicos, hegemonia, escola unitária e o conceito de conformismo dinâmico de um jeito que vai grudar na sua cabeça.Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, esse episódio é para você. Bora?
Construtivismo, pedagogia de projetos, professor reflexivo, pedagogia das competências, multiculturalismo. Parecem coisas completamente diferentes, mas Newton Duarte mostra que todas essas correntes têm muito mais em comum do que se imagina. Todas são pedagogias do aprender a aprender, e todas são definidas menos pelo que propõem e mais pelo que negam. Por isso, ele as chama de pedagogias negativas.Neste episódio, a Ana percorre o texto de 2004 que segue extremamente atual e desconstrói cada uma dessas cinco pedagogias, mostrando os princípios que elas compartilham: a ausência de uma perspectiva de superação da sociedade capitalista, a concepção idealista de que problemas sociais se resolvem mudando mentalidades, a negação da totalidade, o relativismo epistemológico e cultural, e a redução do conhecimento escolar ao que tem utilidade prática no cotidiano do aluno.O episódio também apresenta a resposta marxista a esse debate, passando pelos conceitos de Agnes Heller sobre objetivações genéricas em si e para si, pela distinção entre prática cotidiana e prática social em sua totalidade, e pela diferença fundamental entre pragmatismo e marxismo. Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, esse texto é um dos mais cobrados. Quando cair uma questão sobre construtivismo, projetos ou competências, você vai lembrar que todas compartilham os mesmos pressupostos. Bora?
Você sabia que de 1909 a 2003 foram criadas 140 unidades de ensino profissional no Brasil, e que entre 2003 e 2016 esse número saltou para 504? E que 85% delas foram construídas fora das capitais? Os Institutos Federais não surgiram do nada. Eles são produto direto de décadas de luta, organização e formulação da classe trabalhadora brasileira.Neste episódio, a Ana analisa o texto de João Carlos Cichacewski e Clóvis Alexandre de Castro e percorre a trajetória que vai da Grande São Paulo nos anos 70 até a criação dos IFs. Você vai conhecer as três matrizes discursivas apontadas por Eder Sader, as comunidades eclesiais de base, o novo sindicalismo e as correntes marxistas de esquerda, e como cada uma delas contribuiu para a reorganização política dos trabalhadores durante e após a ditadura militar.O episódio também mostra como essa experiência acumulada desembocou na fundação do PT e da CUT, e como as resoluções dos congressos sindicais dos anos 80 e 90 formularam uma concepção de educação profissional democrática, laica e unitária, com o trabalho como princípio educativo. É essa concepção que, ao chegar ao governo por meio de uma coalizão política, dá origem à proposta dos Institutos Federais.Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, os conceitos deste episódio são centrais e aparecem em vários textos do edital. Entender que os IFs não são uma política educacional qualquer, mas uma expressão das lutas históricas da classe trabalhadora, muda completamente sua leitura sobre o tema. Bora?
Você já se perguntou por que a educação no Brasil muda tanto a cada governo? Entra um, muda tudo. Entra outro, recomeça do zero. Isso não é desorganização, é estratégia de quem está no poder. Neste episódio, a Ana analisa o texto de Maria Ciavatta e discute o que está por trás das reformas da educação profissional no Brasil: descontinuidades cíclicas que servem a interesses diversos.Você vai entender por que as reformas educacionais são implementadas como programas e não como políticas públicas, e o impacto direto disso na vida dos professores e dos trabalhadores. O episódio passa pelo conceito de capitalismo dependente de Florestan Fernandes e Rui Mauro Marini, com os três elementos da superexploração do trabalho, e mostra como a hegemonia, no sentido de Gramsci, convence trabalhadores a aceitar a "meia-educação" como se fosse a única opção disponível. Também aborda os movimentos contra-hegemônicos e a luta pela formação integrada, que busca superar a dualidade histórica entre educação geral e educação profissional. E tudo isso parte de uma mudança de perspectiva fundamental: deixar de ver a história como linha do tempo e passar a entendê-la como produção social da existência, como propôs Marx.Se você está se preparando para o ENA 2026 ou cursando o ProfEPT, esse episódio é indispensável. Os conceitos abordados aqui aparecem em vários textos do edital e mudam completamente sua forma de responder questões e de enxergar o mundo. Bora?




