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Relações Exteriores PodCast | Relações Internacionais
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Author: Relações Exteriores PodCast
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O Relações Exteriores Podcast é um programa da Revista Relações Exteriores dedicado à análise de Relações Internacionais, geopolítica e política internacional. Os episódios abordam temas como política externa, diplomacia, segurança internacional, guerras, economia global, comércio exterior e disputas entre grandes potências. Um espaço para compreender os principais acontecimentos do sistema internacional e os desafios da ordem internacional contemporânea.
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A crise climática não é apenas um desafio ambiental, ela também redefine dinâmicas de segurança e violência. Neste episódio, analisamos como eventos extremos, como secas e inundações, impactam diretamente a segurança pública em Manaus, ampliando vulnerabilidades sociais e fortalecendo a atuação do crime organizado.A partir da análise de Andrezza de Lima, administradora, internacionalista e mestranda em Segurança Pública, o episódio explora a interdependência entre mudanças climáticas, desigualdade e governança criminal, sob a ótica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 13 e 16.Uma discussão essencial para compreender como clima, território e poder se articulam no cenário contemporâneo.
Como religião e geopolítica estão se cruzando nos conflitos contemporâneos?Neste episódio, analisamos o artigo “Deus do seu lado: como EUA, Israel e Irã estão todos usando a religião para angariar apoio”, de Toby Matthiesen, pesquisador da University of Bristol. A discussão mostra como lideranças políticas têm mobilizado narrativas religiosas, símbolos e discursos messiânicos para legitimar ações estratégicas no sistema internacional.Mais do que um elemento cultural, a religião aparece como instrumento de poder, contribuindo para intensificar disputas, moldar percepções e reconfigurar a lógica dos conflitos no cenário contemporâneo.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos as tensões entre geopolítica, conflito e esporte internacional a partir do artigo A host nation at war with a participant: uncertainty and tension swirl around soccer’s World Cup, de Daryl Adair, Professor Associado de Gestão do Esporte na University of Technology Sydney.A possível participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte, ocorre em meio a um cenário inédito: a guerra envolvendo um país anfitrião e uma das seleções classificadas. O caso levanta questões centrais sobre segurança, legitimidade e o papel de instituições como a FIFA diante de crises internacionais.O episódio discute como conflitos armados impactam eventos internacionais, os limites da neutralidade esportiva, os precedentes históricos de exclusão e suspensão de seleções e os dilemas políticos envolvidos na organização de megaeventos em contextos de instabilidade.Mais do que futebol, este é um episódio sobre poder, ordem internacional e os limites da governança internacional em um mundo marcado por disputas e incertezas.🎧 Ouça e acompanhe o Relações Exteriores Podcast para análises aprofundadas sobre política internacional, geopolítica e segurança internacional.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos criticamente as narrativas ocidentais sobre direitos humanos e sua relação com estruturas de poder no sistema internacional. A partir do artigo de Analis Rossi e Dara Maria Marques da Silva, discutimos como conceitos como orientalismo, colonialidade e humanitarismo ajudam a compreender a seletividade na aplicação dos direitos humanos, especialmente no Oriente Médio.O episódio explora o papel das intervenções internacionais, a construção discursiva do “outro” e a atuação de ONGs no contexto pós-11 de setembro, revelando como discursos aparentemente universais podem, na prática, reproduzir hierarquias e dinâmicas neocoloniais. Uma análise essencial para entender os limites e as contradições dos direitos humanos na política internacional contemporânea.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos como os Estados Unidos têm reagido à ascensão da China e às mudanças na distribuição de poder global. A partir do conceito de “rebalanceamento pela força”, discutimos o uso crescente de instrumentos de pressão estratégica, intervenções e disputas por influência em regiões-chave como América Latina e Oriente Médio.O episódio aborda temas centrais da geopolítica contemporânea, como o enfraquecimento do petrodólar, a competição por energia, a crise venezuelana, as tensões com o Irã e os dilemas enfrentados por potências como China e Rússia.Uma análise didática para entender se Washington ainda conseguirá sustentar sua posição dominante ou se o sistema internacional caminha, de forma definitiva, para uma ordem multipolar.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos por que um número crescente de aliados dos Estados Unidos está reconsiderando sua dependência do chamado “guarda-chuva nuclear” americano.Com base na análise de Amy McAuliffe, especialista em tecnologia de armas e ex-diretora assistente da CIA para armas e contraproliferação, exploramos como mudanças na política externa dos EUA, especialmente nos últimos anos, vêm gerando dúvidas sobre a credibilidade das garantias de segurança oferecidas por Washington.O episódio percorre os principais casos contemporâneos: o debate sobre dissuasão nuclear na Europa, o aumento do apoio público a armas nucleares na Coreia do Sul, o enfraquecimento do tabu no Japão e a estratégia da Arábia Saudita de desenvolver uma capacidade nuclear latente.Mais do que uma discussão técnica, este episódio examina uma transformação estrutural no sistema internacional: o possível enfraquecimento do regime de não proliferação nuclear e o risco de uma nova era de expansão do clube nuclear.Um episódio essencial para entender como poder, segurança e confiança estão sendo redefinidos na política internacional contemporânea.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos criticamente a chamada humanitarização das Relações Internacionais no pós-Guerra Fria. A partir do artigo de Lucas Pereira de Medeiros, discutimos como o discurso de direitos humanos, proteção e intervenção humanitária se tornou central na política internacional contemporânea.O episódio explora a seletividade das respostas internacionais, os limites da Responsabilidade de Proteger (R2P) e como o humanitarismo pode operar não apenas como valor ético, mas também como instrumento de poder, legitimando intervenções e reproduzindo hierarquias globais.Uma análise essencial para compreender as tensões entre moralidade, soberania e geopolítica na ordem internacional atual.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, Guilherme Bueno, analista de Relações Internacionais da Revista Relações Exteriores, discute um dos equívocos mais persistentes do debate público em política internacional: a ideia de que grandes potências, especialmente os Estados Unidos, atuam para salvar outros países em nome da democracia, da liberdade ou dos direitos humanos.A análise parte do conceito de interesse nacional para mostrar por que a política externa das grandes potências é estruturada, прежде de tudo, por cálculos de segurança, estabilidade estratégica, influência e poder. Ao longo do episódio, discutimos como valores normativos, como democracia, liberdade e direitos humanos, muitas vezes funcionam também como linguagem de legitimação para intervenções, sanções econômicas e estratégias de mudança de regime.O episódio examina ainda o papel das sanções econômicas, das políticas de mudança de regime, dos limites do multilateralismo contemporâneo e da seletividade com que princípios normativos são aplicados no sistema internacional. Em vez de uma leitura idealizada da ordem global, a proposta é oferecer uma interpretação mais realista, crítica e estratégica da atuação das grandes potências.Por fim, o debate conecta essa reflexão ao caso brasileiro e argumenta por que países como o Brasil não podem basear sua inserção internacional na expectativa de tutela externa. Segurança, autonomia e capacidade de negociação dependem прежде de tudo da construção de bases internas de poder, estratégia e clareza sobre os próprios interesses nacionais.Um episódio essencial para quem quer compreender política externa dos Estados Unidos, interesse nacional, realismo nas Relações Internacionais, sanções econômicas, mudança de regime, autonomia estratégica do Brasil e os limites das ilusões normativas na política internacional.Siga o Relações Exteriores Podcast para acompanhar análises sobre geopolítica, estratégia, diplomacia e os grandes debates das Relações Internacionais contemporâneas.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, discutimos um tema cada vez mais alarmante nos conflitos contemporâneos: os ataques a hospitais, profissionais de saúde e infraestruturas médicas em zonas de guerra.A análise é baseada no artigo “Ataques a hospitais estão aumentando em zonas de guerra. O que dizem as leis da guerra sobre protegê-los?”, de Shannon Bosch, professora associada de Direito na Edith Cowan University. O texto examina o que o direito internacional humanitário, frequentemente chamado de leis da guerra, estabelece sobre a proteção de hospitais, médicos, enfermeiros e pacientes durante conflitos armados.O episódio também aborda questões centrais do debate atual:por que ataques a unidades de saúde estão aumentando em conflitos recentes;em que circunstâncias hospitais podem perder sua proteção jurídica;quais princípios, como proporcionalidade e precaução, devem orientar operações militares;e por que organizações internacionais alertam que esses ataques podem estar se tornando perigosamente normalizados.Ao mesmo tempo, discutimos os desafios de responsabilização em contextos de guerra e o papel crescente de investigações independentes, que utilizam imagens de satélite, dados de geolocalização e evidências digitais para documentar possíveis crimes de guerra.Um episódio essencial para compreender como direito internacional, ética e estratégia militar se cruzam nos conflitos do século XXI.Siga o Relações Exteriores Podcast para acompanhar análises sobre geopolítica, segurança internacional, direito internacional e as transformações da ordem internacional.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos o artigo “Da Ditadura à Democracia: Pós-Colonialismo, Segurança e Neoliberalismo no Chile”, por Maria Cecília Silva de Souza. O texto examina como uma abordagem pós-colonial dos estudos de segurança ajuda a compreender a implementação do neoliberalismo durante a ditadura de Augusto Pinochet e a persistência dessas estruturas no período democrático.A análise parte da ideia de que, em Estados periféricos, a segurança não se limita a ameaças militares externas. Ela também envolve a gestão de conflitos internos, legitimidade política e estabilidade econômica. Nesse contexto, o Chile tornou-se um laboratório de reformas neoliberais durante a Guerra Fria, profundamente influenciado por centros de poder do Norte Global e por redes intelectuais e institucionais ligadas ao pensamento econômico neoliberal.O episódio discute como essas reformas podem ser interpretadas à luz do conceito de colonialidade do poder, evidenciando a reprodução de hierarquias globais de conhecimento, dependência econômica e desigualdades sociais. Também examina por que, mesmo após a redemocratização, muitas dessas estruturas continuaram organizando a economia e a política chilena.Por fim, o debate conecta as transformações institucionais do Chile às mobilizações sociais recentes, incluindo os protestos de 2019 e o processo constituinte, refletindo sobre os limites e desafios de superar heranças autoritárias e neoliberais em democracias contemporâneas.Siga o Relações Exteriores Podcast para acompanhar análises sobre geopolítica, teoria das relações internacionais, segurança global e transformações da ordem internacional.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos por que a guerra entre Estados Unidos e Irã pode estar criando um problema político interno para o presidente Donald Trump. Embora o conflito ocorra no Oriente Médio, suas consequências estão sendo cada vez mais sentidas dentro da política doméstica americana.A partir do artigo “Por que Donald Trump está perdendo a guerra em casa”, de David Smith, professor associado de Política e Política Externa dos Estados Unidos no US Studies Centre da University of Sydney, discutimos como fatores como opinião pública, legitimidade da guerra, custos econômicos e narrativa estratégica podem afetar a sustentação política de uma intervenção militar.O episódio explora temas centrais da política internacional contemporânea, incluindo:• apoio público e legitimidade das guerras nos Estados Unidos• mudança de regime e intervenções militares• o impacto doméstico de conflitos internacionais• política externa americana e disputa estratégica no Oriente Médio• como custos econômicos e crises energéticas influenciam a política internaAo analisar o conflito a partir da política doméstica americana, este episódio mostra como guerras externas frequentemente se tornam disputas políticas internas — e como a opinião pública pode definir os limites da estratégia internacional.O Relações Exteriores Podcast traz análises em áudio sobre política internacional, geopolítica, diplomacia, segurança internacional, economia global e os principais debates das Relações Internacionais.Siga o podcast para acompanhar novos episódios e aprofundar sua compreensão sobre os grandes temas da política mundial.
O último tratado nuclear entre Estados Unidos e Rússia, o New START, expira esta semana — e não há negociações em andamento para substituí-lo. Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos o que está em jogo com o fim do acordo que, por mais de uma década, limitou os arsenais nucleares das duas maiores potências atômicas do mundo.Discutimos a importância do New START para a estabilidade estratégica global, os riscos de uma nova corrida armamentista nuclear, a ausência de mecanismos de verificação e transparência, e o impacto desse vazio institucional para a segurança internacional. O episódio também aborda as posições de Washington, Moscou e Pequim, o enfraquecimento do controle de armas e o que esse cenário revela sobre a crise da ordem internacional contemporânea.🎧 Um episódio essencial para quem quer entender segurança internacional, armas nucleares, política externa dos EUA e da Rússia, controle de armamentos e os desafios globais do mundo pós-Guerra Fria.O Relações Exteriores Podcast é o podcast da Revista Relações Exteriores, referência nacional em política internacional desde 2019.👉 Siga o podcast para acompanhar análises aprofundadas sobre política internacional, geopolítica, diplomacia e segurança global.
Neste episódio do Relações Exteriores Podcast, analisamos a disparada histórica e a queda abrupta dos preços do ouro e da prata no início de 2026. Em poucos dias, os metais preciosos bateram recordes e, logo em seguida, sofreram fortes correções, reacendendo debates sobre porto seguro, volatilidade, risco financeiro e comportamento dos mercados globais.Discutimos por que ouro e prata voltaram ao centro das atenções em um cenário marcado por incerteza geopolítica, tensões comerciais, mudanças na política monetária dos Estados Unidos e sinais de transformação na ordem econômica internacional. O episódio explora o papel dos bancos centrais, o crescimento da participação de investidores de varejo, a lógica do momentum e os riscos do comportamento de medo de ficar de fora (FOMO).A partir de uma leitura internacional e estratégica, o episódio também analisa as diferenças entre ouro e prata, destacando o uso industrial da prata, sua relação com a transição energética, tecnologia e inteligência artificial, além dos limites estruturais de oferta que ampliam sua volatilidade.Um episódio essencial para quem quer entender como economia internacional, política internacional e mercados financeiros se conectam e por que movimentos extremos de preço podem representar tanto oportunidades quanto riscos.O Relações Exteriores Podcast é o podcast da Revista Relações Exteriores, referência nacional em política internacional desde 2019.Siga o podcast para acompanhar análises sobre política internacional, economia mundial, geopolítica e os principais desafios do mundo contemporâneo.
Olá! No episódio de hoje do Relçaões Exteriores Podcast, o foco é o trumpismo e a reconfiguração estrutural da política externa dos Estados Unidos. A partir da ideia de que mudanças em Washington produzem efeitos sistêmicos, discutimos como a lógica da barganha, da soberania e da política de poder substitui, em grande medida, o papel tradicional dos EUA como garantidor da ordem liberal internacional.A política externa dos Estados Unidos sempre ocupou posição central na organização do sistema internacional contemporâneo. Desde 1945, Washington não atuou apenas como uma grande potência entre outras, mas como o principal arquiteto institucional, garantidor de segurança e estabilizador político da ordem internacional liberal. Essa posição combinou poder material, capacidade militar, liderança econômica e influência normativa, permitindo aos EUA moldar regras, instituições e padrões de comportamento no sistema internacional.Mudanças nessa política, portanto, não devem ser interpretadas como ajustes marginais. Elas produzem efeitos sistêmicos, alterando expectativas, incentivos e estratégias de aliados, rivais e atores intermediários. Nesse sentido, o trumpismo não pode ser compreendido apenas como expressão do estilo pessoal de Donald Trump, de sua retórica confrontacional ou de seu uso intensivo da mídia. Ele expressa uma inflexão estrutural na forma como os Estados Unidos concebem poder, liderança e cooperação internacional.
O Podcast da Revista Relações Exteriores traz conteúdos em áudio sobre temas centrais das Relações Internacionais, com análises e reflexões sobre política externa, diplomacia, segurança internacional, economia mundial, geopolítica, comércio exterior e política internacional. Neste episódio, o tema é a crescente disputa de poder na América Latina e o avanço da China na região. A partir de documentos oficiais, projetos de infraestrutura e estratégias de longo prazo, discutimos como Pequim transforma planejamento em presença concreta no território e o que isso significa para a autonomia, o desenvolvimento e as escolhas estratégicas dos países latino-americanos em um mundo cada vez mais competitivo.
O movimento de líderes internacionais pelo mundo desde o fim da Guerra Fria revela muito mais do que agendas protocolares. Ao mapear essas viagens, é possível enxergar como prioridades estratégicas se transformaram: de visitas bilaterais que consolidavam alianças clássicas, a megacúpulas multilaterais que passaram a pautar a diplomacia contemporânea. Os dados mostram a intensidade crescente da mobilidade presidencial e ministerial, e como ela acompanha crises, oportunidades econômicas e disputas de influência.Neste episódio, mergulhamos nos padrões ocultos dessas viagens: quais regiões atraem mais atenção dos grandes líderes? Quem se tornou presença recorrente em palcos multilaterais? E o que a frequência ou ausência em certos destinos revela sobre o reordenamento do poder global? A diplomacia das viagens é, afinal, um espelho privilegiado das mudanças na ordem internacional desde os anos 1990.
Após a Segunda Guerra Mundial, consolidou-se um princípio fundamental do direito internacional: não se pode redesenhar fronteiras pela força, nem obrigar países derrotados a ceder território. Esse tabu sustentou uma ordem global baseada em normas e na legitimidade da soberania nacional. No entanto, a invasão da Ucrânia pela Rússia e as tentativas de anexação de regiões ocupadas reabrem uma ferida histórica e levantam o temor de que Moscou queira normalizar a prática da conquista como instrumento de política externa.Neste episódio, debatemos o que está em jogo com essa ruptura: será que o sistema internacional tem mecanismos para conter essa tentativa de retrocesso? Como os países do Ocidente e o Sul Global reagem à ideia de que o “direito do mais forte” volte a pautar o mapa-múndi? E, sobretudo, o que a insistência russa em legitimar conquistas territoriais significa para o futuro da ordem internacional e para a estabilidade das fronteiras no século XXI?
O avanço do nível do mar coloca em xeque a própria noção de soberania para pequenos Estados insulares como Tuvalu, Maldivas e Kiribati. Quando o território físico de uma nação desaparece, surgem dilemas jurídicos inéditos: será que esses países ainda poderão manter seu assento nas Nações Unidas, sua zona econômica exclusiva ou sua população dispersa será forçada a adotar outra cidadania? O direito internacional, criado em um mundo de fronteiras estáveis, ainda não oferece respostas claras para uma realidade em que Estados literalmente podem “afundar”.Neste episódio, discutimos os cenários possíveis: a ideia de Estados que continuam a existir apenas no plano jurídico, governos no exílio que preservam representação diplomática e até propostas de criação de “nações digitais” para manter identidade e direitos no sistema internacional. Como a comunidade global vai lidar com esse desafio? E o que o destino dessas nações revela sobre a capacidade — ou incapacidade — do direito internacional em enfrentar as consequências da crise climática?
A trajetória dos Estados Unidos é frequentemente contada como uma narrativa de democracia, liberdade e oportunidades. Mas, paralelamente, há um fio condutor de violência política que atravessa os 250 anos da história do país — da guerra de independência às disputas raciais, do assassinato de presidentes a atentados terroristas domésticos, passando por revoltas populares e a polarização armada contemporânea. Essa violência não é um desvio, mas parte integrante do modo como os conflitos políticos se manifestaram e moldaram a sociedade americana.Neste episódio, refletimos sobre como a violência política ajudou a definir a identidade dos EUA e quais marcas ela deixou na cultura, nas instituições e na percepção global do país. Até que ponto a atual polarização é herdeira desse passado? E o que o ciclo histórico de violência revela sobre os limites e contradições do experimento democrático norte-americano?
A condenação de Jair Bolsonaro por sua tentativa fracassada de permanecer no poder o coloca em uma galeria de líderes que, ao desafiar as regras do jogo democrático, acabaram responsabilizados por seus atos. O ex-presidente brasileiro agora divide espaço simbólico com figuras internacionais lembradas por golpes e insurreições mal-sucedidas, revelando como a erosão das instituições pode ser contida quando há resistência política, judicial e social organizada.Neste episódio, exploramos o peso histórico e político desse desfecho: o que significa para a democracia brasileira ver um ex-chefe de Estado responsabilizado por um projeto golpista? Quais lições podem ser tiradas do caso brasileiro para outros países que enfrentam líderes populistas em rota de colisão com a ordem constitucional? E como esse processo influencia a imagem internacional do Brasil no debate global sobre autoritarismo e Estado de Direito?




