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Anestesistas e Anestesiologistas

Author: Marcio Augusto Lacerda

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Olá, pessoal! Sejam muito bem-vindos ao podcast do Anestesistas e Anestesiologistas. O espaço dedicado à história, à prática e à evolução da nossa especialidade. Eu sou Marcio Augusto Lacerda, sou médico Anestesiologista e coordeno o conteúdo deste canal .....

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🚨 Atenção, colegas anestesiologistas e cirurgiões-dentistas: a nova Resolução CFM nº 2.471/2026 mudou completamente o cenário da sedação ambulatorial!No carrossel de hoje, destrinchamos as principais mudanças estruturais e éticas que vão impactar o nosso dia a dia prático. Você sabia que agora a estrutura mínima exigida para qualquer estabelecimento que realize sedação é a do Grupo 4? E mais: a função de administrar a sedação e monitorar o paciente exige um médico anestesiologista com RQE exclusivo, proibindo definitivamente o acúmulo de tarefas por quem executa o procedimento.Também abordamos:🔹 A criação oficial do SAA (Serviço de Anestesia Ambulatorial).🔹 A obrigatoriedade universal da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e retaguarda hospitalar.🔹 O panorama atualizado sobre a suspensão judicial da sedação profunda na odontologia (Resolução CFO nº 295/2026).É o momento de revisar nossas rotinas e alinhar novas sugestões de segurança institucional para garantir total conformidade durante estes 180 dias de vacatio legis.💬 Deslize o carrossel, leia a análise completa e deixe sua opinião aqui nos comentários: você acredita que a obrigatoriedade da estrutura do Grupo 4 viabilizará procedimentos mais seguros ou criará barreiras operacionais e comerciais para as clínicas ambulatoriais? Vamos debater!📌 Salve este post para consultar as regras sempre que precisar e compartilhe com sua equipe do centro cirúrgico.🔗 Quer se aprofundar ainda mais e ter acesso aos nossos resumos em PDF? Acesse a área do Assinante do Anestesistas e Anestesiologistas para conferir o material completo e conteúdos exclusivos.@anestesistaseanestesiologistas / @marcioaugustolacerda1966#Anestesiologia #SedacaoAmbulatorial #MedicinaDefensiva #SegurancaDoPaciente #DireitoMedico #CFM #CFO #AnestesiaCarioca #AnestesiaSegura
Este episodio analisa o uso perioperatório dos inibidores deSGLT2, destacando seus benefícios cardiorrenais e o risco específico de cetoacidose diabética euglicêmica. A discussão integra fisiopatologia, fatores precipitantes, escolha anestésica, suspensão pré-operatória, vigilância metabólica, tratamento inicial e critérios seguros para reintrodução. O ponto central é que a glicemia isolada pode mascarar cetose e acidose em evolução; por isso, pacientes de risco exigem avaliação de beta-hidroxibutirato, equilíbrio ácido-base, ânion gap, potássio, hidratação e estado nutricional. Ao final, o episodio propõe uma abordagem prática baseada em estratificação de risco, comunicação interequipes, documentação clara e uso de anexos operacionais para apoiar a decisão clínica à beira-leito.
Resumo Clínico: Manejo Perioperatório na Lipoaspiração de Grande PorteA lipoaspiração em decúbito ventral (DV) prolongado exige rigor hídrico, pois a infiltração atua como expansão volêmica maciça (58% a 70% da solução é absorvida sistemicamente). A técnica Super-wet (1:1) é o padrão atual, minimizando perdas sanguíneas e sobrecarga cardiopulmonar.Cálculos de Reposição (Fórmula de Rohrich/Trott)A restrição venosa é a regra de ouro na anestesia:< 4.000 ml aspirado: Apenas hidratação basal de manutenção.$\ge$ 4.000 ml aspirado: Basal + 0,25 ml de cristaloide IV para cada 1 ml excedente a 4.000 ml.Relação de Fluidos: (Infiltrado + IV) / Aspirado. A meta de segurança deve ser mantida entre 1,2 e 1,8.Escolha Anestésica e SuporteA anestesia geral é o padrão-ouro por assegurar a via aérea contra o edema faringolaríngeo. Em bloqueios axiais, a hipotensão da simpatectomia deve ser tratada com vasopressores, jamais com bólus de fluidos. O suporte obrigatório abrange: controle térmico (manta e fluidos aquecidos), profilaxia mecânica de TEV e monitorização do débito urinário (SVD).Manejo do Edema GravitacionalPara mitigar o edema facial e a quemose em DV, utiliza-se a mesa em proclive (10° a 15°), alinhamento cervical neutro e proteção ocular. No pós-operatório, elevação de cabeceira e dexametasona IV são indicadas. A furosemida é ineficaz no edema posicional isolado e gera risco de choque.Segurança e Blindagem ProfissionalOs limites farmacológicos são 35 mg/kg para lidocaína e 0,07 mg/kg para epinefrina, exigindo a disponibilidade de Emulsão Lipídica a 20% em sala. Normativas limitam a aspiração a 7% do peso e 40% da superfície corporal. O registro minucioso dos volumes no prontuário e a aplicação destas sugestões clínicas são vitais para a segurança e defesa do anestesiologista.
Fala, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio. Hoje vamos falar sobre uma das ferramentas mais poderosas — e ao mesmo tempo delicadas — da anestesiologia moderna: a Peridural Torácica (PT). Vamos passar rápido pelo o que você precisa saber para a prática e para a sua proteção jurídica.A peridural torácica é o padrão-ouro para analgésica em cirurgias de grande porte do tórax e abdome superior, como toracotomias, colectomias e hepatectomias, além do manejo de trauma com múltiplas fraturas de costela.A grande vantagem? Qualidade de analgesia. Ela reduz o uso de opioides sistêmicos, melhora a mecânica ventilatória do paciente no pós-operatório — diminuindo o risco de atelectasias e pneumonias — e ainda atenua a resposta metabólica ao estresse cirúrgico.Mas nem tudo são flores. É uma técnica de maior complexidade anatômica do que a peridural lombar, devido à angulação acentuada dos processos espinhosos.O grande desafio hemodinâmico é o bloqueio simpático: ao atingir os níveis de T1 a T4, podemos ter hipotensão e bradicardia severas por bloqueio das fibras cardioaceleradoras. E, claro, temos as complicações graves que todo anestesiologista teme: a toxicidade por anestésico local (LAST), o hematoma epidural e o abscesso.Na prática: recusa do paciente, sepse e coagulopatia são contraindicações absolutas. E atenção especial aos anticoagulantes! Respeitar os tempos de suspensão dos fármacos antes da punção e antes da retirada do cateter é o que separa um procedimento bem-sucedido de uma tragédia neurológica.Por falar em tragédia, a peridural torácica tem alto potencial de judicialização, principalmente por sequelas neurológicas motoras. O segredo para a sua segurança jurídica se resume em três pilares:Consentimento Informado claro: O paciente precisa saber dos riscos neurológicos antes de ir para a sala.Prontuário impecável: Anote os tempos de suspensão de anticoagulantes, os detalhes da punção e os testes realizados.Vigilância no pós-operatório: Bloqueio motor prolongado ou dor focal na coluna exige ressonância magnética imediata. O diagnóstico tardio de um hematoma epidural é a causa número um de condenações judiciais.CANGIANI, L. M. et al. Tratado de Anestesiologia SAESP. 9. ed. São Paulo: Editora Ateneu, 2021.GROPPER, M. A. et al. Miller's Anesthesia. 9th ed. Philadelphia: Elsevier, 2020.HORLOCKER, T. T. et al. Regional Anesthesia in the Patient Receiving Antithrombotic or Thrombolytic Therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (Fourth Edition). Regional Anesthesia and Pain Medicine, v. 43, n. 3, p. 263-309, 2018.MANION, S. C.; BRENNAN, T. J. Thoracic Epidural Analgesia and Acute Pain Management. Anesthesiology, v. 115, n. 1, p. 181-188, 2011.SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA (SBA). Diretrizes de Anestesia Regional e Anticoagulação. Rio de Janeiro: SBA, 2020.Resumindo: a peridural torácica transforma o pós-operatório do paciente, mas exige precisão técnica, vigilância contínua e documentação rigorosa. Ficamos por aqui hoje e até o próximo episódio!📚 Referências Bibliográficas
Música no Centro Cirúrgico 🎶🏥🟢 Os Benefícios:Ouvir música (especialmente as familiares e preferidas) pode reduzir o estresse, a ansiedade e a carga mental da equipe durante a cirurgia. 🧘‍♂️✨⚠️ Os Riscos:O volume alto é o maior inimigo! Ele prejudica a comunicação, mascara o som de alarmes vitais e aumenta as chances de erros. 📉🗣️🎚️ A Música Ideal (Regras de Ouro):Volume: Entre 50 e 60 dB 🔊 (A legislação brasileira - NR 17 - proíbe passar de 65 dB em ambientes de concentração).Ritmo: Estável, entre 60 e 80 bpm ⏱️.Estilo: Instrumentais ou com poucas letras, sem mudanças bruscas e sem graves muito fortes 🎸🚫.Audibilidade: Todos na sala devem conseguir conversar e ouvir alarmes em tom de voz normal 💬.🔴 Quando DESLIGAR a música (Silêncio Obrigatório):Recepção do paciente e Time-Out (Checklist) 📋Indução anestésica, despertar e extubação 🛌Eventos críticos, emergências ou sangramentos 🚨Disparo de alarmes de monitores ou bombas de infusão 🔔⚖️ Legislação e Protocolo (POP) no Brasil:As normas (NR 17 e ABNT) e conselhos (CFM e SOBECC) exigem vigilância constante e conforto acústico. O uso de fones de ouvido individuais é proibido 🚫🎧. A decisão de ouvir música deve ser da equipe, mas se houver qualquer intercorrência ou desconforto, a segurança do paciente exige o silêncio imediato! 🛑👨‍⚕️👩‍⚕️Referências BibliográficasAmerican Society of Anesthesiologists. (2025). Statement on Distractions.Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 10152: Acústica - Níveis de pressão sonora em ambientes internos.Conselho Federal de Medicina (CFM). Resolução CFM nº 2.174/2017.El Boghdady, M., & Ewalds-Kvist, B. M. (2020). The Influence of Music on the Surgical Task Performance: A Systematic Review. International Journal of Surgery, 73, 101-112.Fu, V. X., Oomens, P., Sneiders, D., et al. (2019). The Effect of Perioperative Music on the Stress Response to Surgery: A Meta-Analysis. The Journal of Surgical Research, 244, 444-455.Fu, V. X., Oomens, P., Kleinrensink, V. E. E., et al. (2021). The Effect of Preferred Music on Mental Workload and Laparoscopic Surgical Performance in a Simulated Setting (OPTIMISE): A Randomized Controlled Crossover Study. Surgical Endoscopy, 35(9), 5051-5061.Grant, L., Nicholson, P., Davidson, B., Finch, S., & Manias, E. (2026). Communication Failures and the Influence of Noise in the Operating Room: A Prospective Cohort Study. Journal of Clinical Nursing.Ministério do Trabalho e Emprego (Brasil). Norma Regulamentadora 17 (NR 17) - Ergonomia.Narayanan, A., Khashram, M., & Fisher, J. P. (2025). Randomized Cross-Over Trial Comparing Stress Responses Amongst Undergraduates and Surgeons With and Without Background Music During Simulated Surgery. Scientific Reports, 15(1), 19461.Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para a Saúde.Wahr, J. A., Prager, R. L., Abernathy, J. H., et al. (2013). Patient Safety in the Cardiac Operating Room: Human Factors and Teamwork: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, 128(10), 1139-69.Weldon, S. M., Korkiakangas, T., Bezemer, J., & Kneebone, R. (2015). Music and communication in the operating theatre. Journal of Advanced Nursing, 71(12), 2763-74.
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