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Anestesistas e Anestesiologistas
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Author: Marcio Augusto Lacerda
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© Marcio Augusto Lacerda
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Olá, pessoal! Sejam muito bem-vindos ao podcast do Anestesistas e Anestesiologistas. O espaço dedicado à história, à prática e à evolução da nossa especialidade. Eu sou Marcio Augusto Lacerda, sou médico Anestesiologista e coordeno o conteúdo deste canal .....
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🎧 Cefaleia Pós-Raqui (CPPD): Novas Diretrizes, Mitos Derrubados e Tratamento Baseado em EvidênciaA Cefaleia Pós-Punção Dural (CPPD) é uma das complicações mais temidas na anestesia neuroaxial, mas você tem certeza de que a sua conduta clínica está atualizada?Neste episódio, mergulhamos nas diretrizes multissociedade mais recentes (SOAP, ASRA Pain Medicine e ESAIC - 2024) para trazer um guia definitivo sobre a prevenção e o manejo da CPPD. Deixamos as práticas empíricas do passado para trás e dissecamos o que a ciência de fato comprova.O que você vai aprender neste episódio:Mitos derrubados: Por que o "repouso absoluto" e a "hiper-hidratação" caíram por terra (e como o repouso pode até piorar o quadro!).Prevenção na ponta da agulha: O impacto do decúbito lateral vs. posição sentada e o protocolo de cateter intratecal após punção acidental.Fisiopatologia além da dor: Como a hipotensão liquórica traciona os nervos cranianos, causando diplopia e zumbido.Farmacologia na prática: O papel fundamental da nossa dipirona no Brasil, a dose exata da cafeína e o uso emergente da dexmedetomidina nebulizada.A Batalha das Intervenções: A verdade sobre o Bloqueio do Gânglio Esfenopalatino (BGEP) como terapia de ponte versus o inabalável padrão-ouro: o Tampão Sanguíneo Peridural (Blood Patch).Terceira Linha: O que fazer quando o padrão-ouro falha? (Cola de fibrina e cirurgia).Seja você anestesiologista, residente, estudante de medicina ou profissional da linha de frente, este conteúdo foi desenhado para atualizar a sua prática com evidências de altíssimo nível.▶️ Dê o play, atualize seus protocolos e não esqueça de se inscrever no canal/podcast! Deixe nos comentários: qual dessas novas evidências mais mudou a sua rotina?Capítulos (Timestamps sugeridos):00:00 - Introdução e o Consenso de 202402:15 - Como a CPPD realmente acontece (Fisiopatologia)05:30 - Prevenção: Agulhas, Posição e Cateter Intratecal10:45 - Mitos desconstruídos: Repouso e Hidratação14:20 - Tratamento Farmacológico: Dipirona, Cafeína e Dexmedetomidina Nebulizada19:10 - Terapias de Ponte: O real papel do BGEP23:50 - O Padrão-Ouro: Tampão Sanguíneo Peridural (Blood Patch)28:15 - Falhas e Terapias de Resgate (Terceira Linha)31:00 - Sinais de Alerta e Acompanhamento Ativo Institucional#Anestesiologia #CPPD #CefaleiaPosRaqui #BloodPatch #MedicinaBaseadaEmEvidencias #AnestesiaObstetrica #DiretrizesMedicas #PodcastDeMedicina #EducacaoMedica
🚨 Atenção, colegas anestesiologistas e cirurgiões-dentistas: a nova Resolução CFM nº 2.471/2026 mudou completamente o cenário da sedação ambulatorial!No carrossel de hoje, destrinchamos as principais mudanças estruturais e éticas que vão impactar o nosso dia a dia prático. Você sabia que agora a estrutura mínima exigida para qualquer estabelecimento que realize sedação é a do Grupo 4? E mais: a função de administrar a sedação e monitorar o paciente exige um médico anestesiologista com RQE exclusivo, proibindo definitivamente o acúmulo de tarefas por quem executa o procedimento.Também abordamos:🔹 A criação oficial do SAA (Serviço de Anestesia Ambulatorial).🔹 A obrigatoriedade universal da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e retaguarda hospitalar.🔹 O panorama atualizado sobre a suspensão judicial da sedação profunda na odontologia (Resolução CFO nº 295/2026).É o momento de revisar nossas rotinas e alinhar novas sugestões de segurança institucional para garantir total conformidade durante estes 180 dias de vacatio legis.💬 Deslize o carrossel, leia a análise completa e deixe sua opinião aqui nos comentários: você acredita que a obrigatoriedade da estrutura do Grupo 4 viabilizará procedimentos mais seguros ou criará barreiras operacionais e comerciais para as clínicas ambulatoriais? Vamos debater!📌 Salve este post para consultar as regras sempre que precisar e compartilhe com sua equipe do centro cirúrgico.🔗 Quer se aprofundar ainda mais e ter acesso aos nossos resumos em PDF? Acesse a área do Assinante do Anestesistas e Anestesiologistas para conferir o material completo e conteúdos exclusivos.@anestesistaseanestesiologistas / @marcioaugustolacerda1966#Anestesiologia #SedacaoAmbulatorial #MedicinaDefensiva #SegurancaDoPaciente #DireitoMedico #CFM #CFO #AnestesiaCarioca #AnestesiaSegura
Este episodio analisa o uso perioperatório dos inibidores deSGLT2, destacando seus benefícios cardiorrenais e o risco específico de cetoacidose diabética euglicêmica. A discussão integra fisiopatologia, fatores precipitantes, escolha anestésica, suspensão pré-operatória, vigilância metabólica, tratamento inicial e critérios seguros para reintrodução. O ponto central é que a glicemia isolada pode mascarar cetose e acidose em evolução; por isso, pacientes de risco exigem avaliação de beta-hidroxibutirato, equilíbrio ácido-base, ânion gap, potássio, hidratação e estado nutricional. Ao final, o episodio propõe uma abordagem prática baseada em estratificação de risco, comunicação interequipes, documentação clara e uso de anexos operacionais para apoiar a decisão clínica à beira-leito.
Resumo Clínico: Manejo Perioperatório na Lipoaspiração de Grande PorteA lipoaspiração em decúbito ventral (DV) prolongado exige rigor hídrico, pois a infiltração atua como expansão volêmica maciça (58% a 70% da solução é absorvida sistemicamente). A técnica Super-wet (1:1) é o padrão atual, minimizando perdas sanguíneas e sobrecarga cardiopulmonar.Cálculos de Reposição (Fórmula de Rohrich/Trott)A restrição venosa é a regra de ouro na anestesia:< 4.000 ml aspirado: Apenas hidratação basal de manutenção.$\ge$ 4.000 ml aspirado: Basal + 0,25 ml de cristaloide IV para cada 1 ml excedente a 4.000 ml.Relação de Fluidos: (Infiltrado + IV) / Aspirado. A meta de segurança deve ser mantida entre 1,2 e 1,8.Escolha Anestésica e SuporteA anestesia geral é o padrão-ouro por assegurar a via aérea contra o edema faringolaríngeo. Em bloqueios axiais, a hipotensão da simpatectomia deve ser tratada com vasopressores, jamais com bólus de fluidos. O suporte obrigatório abrange: controle térmico (manta e fluidos aquecidos), profilaxia mecânica de TEV e monitorização do débito urinário (SVD).Manejo do Edema GravitacionalPara mitigar o edema facial e a quemose em DV, utiliza-se a mesa em proclive (10° a 15°), alinhamento cervical neutro e proteção ocular. No pós-operatório, elevação de cabeceira e dexametasona IV são indicadas. A furosemida é ineficaz no edema posicional isolado e gera risco de choque.Segurança e Blindagem ProfissionalOs limites farmacológicos são 35 mg/kg para lidocaína e 0,07 mg/kg para epinefrina, exigindo a disponibilidade de Emulsão Lipídica a 20% em sala. Normativas limitam a aspiração a 7% do peso e 40% da superfície corporal. O registro minucioso dos volumes no prontuário e a aplicação destas sugestões clínicas são vitais para a segurança e defesa do anestesiologista.
Fala, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio. Hoje vamos falar sobre uma das ferramentas mais poderosas — e ao mesmo tempo delicadas — da anestesiologia moderna: a Peridural Torácica (PT). Vamos passar rápido pelo o que você precisa saber para a prática e para a sua proteção jurídica.A peridural torácica é o padrão-ouro para analgésica em cirurgias de grande porte do tórax e abdome superior, como toracotomias, colectomias e hepatectomias, além do manejo de trauma com múltiplas fraturas de costela.A grande vantagem? Qualidade de analgesia. Ela reduz o uso de opioides sistêmicos, melhora a mecânica ventilatória do paciente no pós-operatório — diminuindo o risco de atelectasias e pneumonias — e ainda atenua a resposta metabólica ao estresse cirúrgico.Mas nem tudo são flores. É uma técnica de maior complexidade anatômica do que a peridural lombar, devido à angulação acentuada dos processos espinhosos.O grande desafio hemodinâmico é o bloqueio simpático: ao atingir os níveis de T1 a T4, podemos ter hipotensão e bradicardia severas por bloqueio das fibras cardioaceleradoras. E, claro, temos as complicações graves que todo anestesiologista teme: a toxicidade por anestésico local (LAST), o hematoma epidural e o abscesso.Na prática: recusa do paciente, sepse e coagulopatia são contraindicações absolutas. E atenção especial aos anticoagulantes! Respeitar os tempos de suspensão dos fármacos antes da punção e antes da retirada do cateter é o que separa um procedimento bem-sucedido de uma tragédia neurológica.Por falar em tragédia, a peridural torácica tem alto potencial de judicialização, principalmente por sequelas neurológicas motoras. O segredo para a sua segurança jurídica se resume em três pilares:Consentimento Informado claro: O paciente precisa saber dos riscos neurológicos antes de ir para a sala.Prontuário impecável: Anote os tempos de suspensão de anticoagulantes, os detalhes da punção e os testes realizados.Vigilância no pós-operatório: Bloqueio motor prolongado ou dor focal na coluna exige ressonância magnética imediata. O diagnóstico tardio de um hematoma epidural é a causa número um de condenações judiciais.CANGIANI, L. M. et al. Tratado de Anestesiologia SAESP. 9. ed. São Paulo: Editora Ateneu, 2021.GROPPER, M. A. et al. Miller's Anesthesia. 9th ed. Philadelphia: Elsevier, 2020.HORLOCKER, T. T. et al. Regional Anesthesia in the Patient Receiving Antithrombotic or Thrombolytic Therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (Fourth Edition). Regional Anesthesia and Pain Medicine, v. 43, n. 3, p. 263-309, 2018.MANION, S. C.; BRENNAN, T. J. Thoracic Epidural Analgesia and Acute Pain Management. Anesthesiology, v. 115, n. 1, p. 181-188, 2011.SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA (SBA). Diretrizes de Anestesia Regional e Anticoagulação. Rio de Janeiro: SBA, 2020.Resumindo: a peridural torácica transforma o pós-operatório do paciente, mas exige precisão técnica, vigilância contínua e documentação rigorosa. Ficamos por aqui hoje e até o próximo episódio!📚 Referências Bibliográficas








