Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os últimos anos do franquismo e o início do complexo processo da “transição” em Espanha. Esta fase histórica arrancou após a proclamação de Juan Carlos I como rei de Espanha, o que aconteceu a 22 de novembro de 1975, passam por estes dias 50 anos. Como era Espanha em novembro de 1975? Como foi que o príncipe Juan Carlos de Borbon sucedeu ao ditador Francisco Franco? Quem apoiou e quem se opôs à “transição”? Por fim, quem foram os seus protagonistas e como foi que transformaram pela via reformista uma ditadura numa democracia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a jornalista e editora Marta Martins Silva, autora de “Retornados” e “África para sempre minha”, para conversar sobre o fenómeno dos “retornados” e sobre as histórias de alguns dos mais de 500 mil portugueses que, há 50 anos, tiveram de partir de Angola e Moçambique. Será o termo “retornado” adequado para qualificar estas pessoas? E em que contextos partiram? Tinham opiniões políticas semelhantes? O que deixaram em África, como foram acolhidos e se integraram em Portugal, e como refizeram as suas vidas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Filipe Garcia, autor do livro “Breve História do 25 de novembro” para conversar sobre esta data histórica, que ainda tem muito por perceber. Será que o 25 de novembro foi uma tentativa de golpe de Estado ou, antes, uma espécie de pronunciamento militar? Qual o papel do Presidente da República, general Costa Gomes? E de Otelo Saraiva de Carvalho e do PCP? Por sua vez, quem eram os militares “moderados”, comandados operacionalmente pelo então tenente-coronel Ramalho Eanes, e quem os apoiava? Por fim, será que Portugal esteve então à beira de uma guerra civil?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador de arte António Filipe Pimentel, antigo diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e atual diretor do Museu Calouste Gulbenkian, para conversar sobre Domingos Sequeira, um artista excepcional que viveu na transição do antigo regime para o liberalismo, pintou reis, revolucionários e anónimos, e experimentou a clausura, a prisão e o exílio. Qual o percurso de Domingos Sequeira e quem foram os seus mecenas? Como foi que se relacionou com o poder numa época de transformação política? E qual o seu papel e legado na História da arte portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os dois governos liderados por Francisco Pinto Balsemão, que decorreram entre janeiro de 1981 e junho de 1983. Como foi que Pinto Balsemão ascendeu a primeiro-ministro, no contexto dramático posterior à tragédia de Camarate, que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro e o ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa? Quais os principais objectivos dos governos de Pinto Balsemão? Quem foram os seus principais opositores internos e externos e como se manifestaram? Quais os sucessos e fracassos destes governos? Por fim, quais as causas próximas do fim do governo Balsemão e da coligação AD, e qual o balanço deste tempo histórico?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho partem do célebre “caso Dreyfus”, que durante dez anos, entre 1896 e 1906, dividiu a opinião pública francesa e europeia, para falarem sobre o primeiro capítulo do antissemitismo contemporâneo, desde meados do século XIX até ao fim da I Guerra Mundial. Quem foi o capitão francês de origem judaica Alfred Dreyfus, acusado de passar informação militar secreta aos alemães, e qual o enquadramento do seu “caso”? Qual a origem teórica do antissemitismo contemporâneo? Que perseguições e que teorias da conspiração surgiram na época da “Belle Époque” contra os judeus?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a longa e rica História comum de Portucale e Galiza, desde os tempos em que integraram a província da Galécia, na Hispânia romana, até ao século XII, quando Portucale se expandiu para sul e evoluiu para o reino de Portugal, e a Galiza foi definitivamente integrada na coroa de Leão, depois na de Castela, e por fim na Espanha. O que une e o que divide estes territórios, ligados e separados pelo rio Minho? Qual a sua História comum? Que acasos e que factos deliberados contribuíram para que evoluíssem a partir do século XII em unidades políticas distintas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Ana Leal de Faria, Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para conversar sobre o longo e complexo processo diplomático iniciado após o 1.º de dezembro de 1640 e que culminou, em 1668, com o reconhecimento por Espanha da dinastia de Bragança e da independência de Portugal. Qual a estratégia da nova dinastia de Bragança para conseguir o seu reconhecimento pelas potências? Quem foram os seus aliados preferenciais e como foi que evoluiu a sua política de alianças? De que forma a política europeia da altura influiu na situação de Portugal? Por fim, quem foram os protagonistas diplomáticos desta época histórica?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre um episódio pouco conhecido da História de Portugal: quando, depois da deposição da rainha Isabel II de Bourbom, os nomes dos reis portugueses D. Fernando II e seu filho D.Luis I foram referidos pela imprensa europeia como candidatos a ocupar o trono de Espanha. Qual o contexto destas candidaturas? E quem foram os seus principais apoiantes? Como foi que este episódio evoluiu e qual a reação destes reis de Portugal perante a hipótese?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram David Moreira, autor de “A mais breve História do Ultramar”, para conversar sobre este tema. Qual a História da relação de Portugal com o além Mar? Como foi que, em finais do século XIX, Portugal assegurou e estruturou as suas colónias em África? E em que moldes a Ditadura Nacional e depois o Estado Novo reescreveram esta História para criar o “Império Colonial português”? Por fim, como foi que o Estado Novo se adaptou ao contexto do pós II Guerra Mundial e até que ponto modificou a sua abordagem? E como foi que esta História acabou, já depois do 25 de Abril?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a dramática e singular História do Estado Livre do Congo, reconhecido na Conferência de Berlim, em 1885, como na prática território pertencente a título particular ao rei Leopoldo II, da Bélgica. Por que razão foi este território entregue a título pessoal a um soberano europeu? Como foi governado, que atrocidades foram cometidas, e por quem foram denunciadas? E como foi que o Estado Livre do Congo passou, em 1909, a ser uma colónia da Bélgica, com o nome de Congo belga?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Maria João Lopo de Carvalho - autora de “O Estoril não caiu do Céu”, uma biografia romanceada de Fausto de Figueiredo - para conversar sobre esta personagem, o primeiro verdadeiro empresário turístico de Portugal e o “inventor” do Estoril como estância cosmopolita e moderna. Quem foi Fausto de Figueiredo, um homem que nasceu em Baraçal, Celorico da Beira, no ano de 1880, e que chegou a Lisboa para trabalhar como ajudante de farmácia? Como foi que se interessou pelo Estoril e qual o projecto turístico que tinha para esta localidade? Quais os obstáculos e sucessos até transformar o Estoril, na década de 1940, num destino de referência, que acolheu reis destronados, espiões, e celebridades?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso, um estudioso da História Militar da época da II Guerra Mundial, para conversar sobre a guerra no Pacifico entre Estados Unidos e Japão, e sobre a capitulação dos nipónicos, assinada ao largo de Tóquio, no couraçado norte-americano “Missouri”, a 2 de setembro de 1945, passaram por estes dias 80 anos. Que motivos levaram o Japão a iniciar uma guerra contra os Estados Unidos? Quais as fases e como se desenvolveu este conflito? O que levou o presidente norte-americano Truman a decidir-se pelo lançamento de duas bombas atómicas sobre o Japão? Como acabou e quais as consequências desta guerra?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o chamado “verão quente” de 1975 e sobre um dos seus principais protagonistas, o então primeiro ministro, general Vasco Gonçalves. Quais os principais acontecimentos políticos do verão de 1975? Quais as principais alianças e oposições daquele tempo histórico? Qual o papel do presidente da República general Costa Gomes, de Otelo Saraiva de Carvalho, do MFA, do PCP, e do PS e seus aliados, na ascensão e queda de Vasco Gonçalves?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio especial de verão, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os verões do passado e a evolução da moda de “ir a banhos”. Esta começou na segunda metade do século XIX, numa altura em que os banhos de mar eram receitados com fins terapêuticos. Em Portugal, a “temporada de banhos” tornou-se moda a partir da década de 1870, quando os reis D. Luís e D. Maria Pia começaram a frequentar a praia de Cascais, sendo seguidos pela Corte, pela chamada “boa sociedade” e, ainda, por pessoas “desconhecidas” mas endinheiradas, desejosas de “verem e serem vistas”. Então, a temporada de banhos começava no final do verão e estendia-se pelo mês de outubro. As pessoas iam vestidas para a praia, não se expunham ao sol e evitavam o calor. A praia era frequentada de manhã e, da parte da tarde, os “banhistas” entretinham-se com burricadas e piqueniques. A partir da década de 1960, a generalização da “ida a banhos” e a “descoberta” das praias do sul, genericamente mais quentes que as do norte, contribuíram para modificar os hábitos balneares dos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, excepcionalmente sem Henrique Monteiro, Lourenço Pereira Coutinho convidou Nuno Gonçalo Monteiro, historiador e biógrafo do rei D.José, para conversar sobre esta enigmática personagem histórica. D. José nasceu em 1714 e subiu ao trono em 1750, com a idade de 36 anos. Enquanto foi príncipe do Brasil e herdeiro da Coroa, o seu pai, o rei D. João V, nunca lhe deu espaço para demonstrar a sua aptidão para a governação. Tendo deixado pouca correspondência, de D. José pouco mais se sabe de certo para além do seu gosto pela ópera e pela caça. O seu reinado, que decorreu entre 1750 e 1777, ficou marcado pelo controverso “consulado” do Marquês de Pombal. Qual foi o verdadeiro papel de D. José na política e polémicas do seu tempo? Será que o Marquês de Pombal foi um mero executor da vontade do Rei, ou será que este abandonou a governação nas mãos daquele?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as chamadas “cruzadas”, que foram as oito expedições militares cristãs ocidentais à Terra Santa, que se prolongaram por mais de dois séculos, entre 1096 e 1270. No final do século XI, centenas de cavaleiros, sobretudo francos e flamengos, avançaram para o próximo oriente enquanto exclamavam “Deus Vult” (“Deus quer” em latim). Tal foi a resposta ao apelo do papa Urbano II e do imperador Bizantino Aleixo I. O objectivo inicial destes cruzados era tornar o caminho para Jerusalém, dominado a partir das fronteiras do império bizantino pelos turcos seljúcidas, seguro para as peregrinações cristãs. Contudo, este objectivo transformou-se rapidamente na vontade de conquista e ocupação do território. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e já tinham fundado outros três estados feudais: Edessa, Trípoli e Antioquia. Este seria o princípio de um longo e intermitente conflito entre cristãos e muçulmanos pelo domínio de Jerusalém e de outros pontos estratégicos do próximo oriente, que só terminaria em finais do século XIII e com vantagem para os muçulmanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste último episódio do podcast Camões: 500 anos de História e de Lenda, os investigadores José Miguel Martínez Torrejón e Gil Teixeira exploram os caminhos da transmissão manuscrita e impressa da obra de Camões. Como é que a sua poesia circula, é copiada, comentada, apropriada e também canonizada entre os séculos XVI e XVIII? A conversa, moderada por Luís Fardilha, sublinha como foi importante o papel das edições, das traduções e das leituras escolares na consolidação da figura de Camões como grande poeta nacional. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram António Barreto, sociólogo e professor universitário, para conversar sobre a Lei da Reforma Agrária, decretada em pleno PREC pelo IV governo provisório, liderado pelo coronel Vasco Gonçalves, e promulgada a 29 de julho de 1975, passam por estes dias 50 anos. Esta lei inspirou-se na teoria e prática marxista e foi responsável por uma mudança radical da estrutura de propriedade na chamada “zona de intervenção da reforma agrária”. Assim, passou à História como um dos momentos capitais do “Verão quente” de 1975. Cerca de dois anos mais tarde, António Barreto foi, enquanto ministro da Agricultura e Pescas do I governo constitucional, liderado por Mário Soares, responsável pela lei 77/77, mais conhecida por “lei Barreto”, que deu inicio à reversão do processo de reforma agrária iniciado em 1975, em pleno período revolucionário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
“Que cartas escreveu Camões?” - é a partir desta pergunta que os investigadores Gil Teixeira e Filipe Saavedra exploram o universo epistolar camoniano, e debatem a autoria, assim como o valor literário, das cartas atribuídas ao poeta. A sessão, moderada por Luís Fagundes Duarte, desafia-nos a pensar o lugar das cartas na obra de Camões e na construção da sua imagem pública e literária. Estas cartas revelam um Camões multifacetado, entre o humor e o desengano, entre o homem e o mito. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal no dia 21 de maio de 2025.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tony Alves
Muito obrigado por terem trazido uma convidada e só a terem deixado falar 5 minutos num episódio de 1 hora.
Pedro Pinto
podcast fraco. Comentam como se estivessem num café. O Henrique Monteiro come sílabas e é demasiado informal. O do observador "e o resto é História" é muito mais profissional e bem preparado.
Tony Alves
Episódio muito tendencioso. Mais vale evitar
Francisco Sarmento
Cumprimento os autores do programa, que acho interessante. Estou satisfeito com o conteúdo mas não com a forma. Desagrada-me que usem "ca" em vez de "que a", "pa" em vez de "para", "tamãe" em vez de "também", "memo" em vez de "mesmo", "pá" em vez de "para" e similares. Estes são alguns dos maus exemplos que ouvi neste episódio.
Jorge Carvalho
Episódio especialmente interessante...bom trabalho aos intervenientes!