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Bendita Sois Vós

Autor: Vós

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A ideia por trás do Bendita Sois Vós é discutir política e sociedade de uma forma provocadora, como todo o conteúdo do Vós. Haverá entrevistas, debates entre a equipe do portal, reportagens e muita experimentação com novos formatos e linguagens.
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Nesta edição, a epítome da pauta que une coronavírus e política. O presidente da República Federativa do Brasil, senhor Jair Messias Bolsonaro, disse que testou positivo para o novo coronavírus. Após esconder os testes há alguns meses, ele convocou uma entrevista coletiva PRESENCIAL para dizer que está infectado. Bolsonaro ainda prestou o desserviço de retirar a máscara ao final da entrevista, colocando em risco os repórteres que estavam no local. E, é claro, reafirmou a eficácia da cloroquina no tratamento contra a Covid-19, mesmo sem eficácia comprovada cientificamente. Desinformação à parte - ou não - a declaração do presidente gerou muita suspeita, afinal, ninguém nunca sabe se o que Bolsonaro diz é verdade ou mentira. De todo modo, isso ainda tem inúmeras implicações tanto no combate ao Covid-19 quanto na política brasileira. Depois de ele confirmar que está infectado, vimos pessoas torcendo pra que ele morra; outras dizendo que essa torcida é falta empatia; notamos o nítido enfraquecimento da popularidade de Bolsonaro; e, é claro, testemunhamos o presidente da República virando garoto-propaganda de um remédio que ele estocou sem respaldo cientifico e agora não tem onde desovar. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Desde março, os jornalistas do BSV discutem os diversos aspectos da pandemia e da política brasileira. Hoje, eles falam sobre as Fake News, que não só bagunçaram e bagunçam a política como já são um problema para quem quer se informar a respeito do coronavírus. Uma pesquisa realizada pela Avaaz, uma comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para os espaços de tomada de decisão em todo o mundo, indica que as Fake News sobre a pandemia atingem 110 milhões de pessoas no Brasil. E o estudo mostra que sete em cada 10 brasileiros acreditam em pelo menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. E qual a resposta institucional? Aprovar, às escuras e às pressas, o PL das Fake News. Parece bom, um projeto de lei que visa combater a desinformação, mas o buraco é mais embaixo. Apesar de ter sido submetido a mudanças, o texto aprovador pelo Senado no dia 30 de junho implica em sérios riscos à privacidade, à liberdade de expressão, abre caminho para a autocensura e para a perseguição a jornalistas. O convidado desta semana é o jornalista Marcelo Trasel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), uma das entidades que mais criticou o fato de o projeto ter sido aprovado sem discussão com a sociedade civil e com sérios problemas.
Neste episódio mais do que especial, discutimos o novo levante antirracista que, esperamos, desperte consciências pelo mundo. George Floyd disse que não conseguia respirar enquanto era asfixiado por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos. O assassinato de mais um homem negro pela polícia despertou alguns dos maiores protestos que os norte-americanos viram em muito tempo. E o levante chegou até aqui. Os brasileiros saíram às ruas, sim, em meio a uma pandemia, porque precisam gritar que o racismo é inadmissível. Saíram às ruas porque aqui também jovens negros são mortos pela polícia. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dos mais de SEIS MIL registros de mortes por intervenções policiais entre 2017 e 2018, mais de 75% eram de pessoas negras. Sendo que no Brasil esse grupo represente 56% da população, segundo o IBGE. Mas essa é só uma faceta do racismo no Brasil. Afinal, como diz a autora e filósofa Djamila Ribeiro no livro Pequeno manual Antirracista, o que está em questão não é um posicionamento individual, mas um problema estrutural. Talvez as mobilizações por aqui não tenham tido, nas ruas, o mesmo porte das manifestações do Estados Unidos, mas trouxeram a luta antirracista pra o centro do debate. O jurista e filósofo Silvio Almeida, autor do livro Racismo Estrutural, foi entrevistado no programa Roda Viva e explicou que o racismo é parte da estrutura da nossa sociedade e não pode ser pensado de forma isolada. Isso significa que se gritamos que vidas negras importam, precisamos encarar o problema do racismo de frente. Entender que o racismo não necessita de intenção para se manifestar. E entender, que, principalmente, o silêncio torna nos torna ética e politicamente responsáveis pela manutenção do racismo. Por isso a gente vai falar, sim, sobre racismo, sobre as nuances do racismo no Brasil e sobre, é claro, a luta antirracista. Participam os jornalistas Geórgia Santos e  Airan Albino. Também há uma entrevista com o jornalista e pesquisador Wagner Machado, que fala sobre como o negro é retratado ou inviabilizado na televisão brasileira, seja no entretenimento ou no jornalismo.
Abraham Weintraub não é mais Ministro da Educação, para felicidade geral da nação e daqueles que, segundo ele, não tem Deus no coração. Mas muita água rolou nesta semana antes da saída de Weintraub. Muita. Na segunda-feira, 15, a extremista bolsonarista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal (PF) em função de sua participação em manifestações antidemocráticas. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Na terça-feira, 16, como parte do mesmo inquérito que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento desses grupos suspeitos da prática de atos antidemocráticos, a PF bateu à porta de aliados de Jair Bolsonaro. A polícia cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão solicitados pela PGR. A ação atingiu parlamentares como o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e influenciadores como o blogueiro Allan dos Santos. Fernando Lisboa, outro alvo, outro blogueiro, até chorou. Na quarta, 17, o pleno do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um pedido para fazer um levantamento do número de militares da ativa e da reserva nos últimos três governos. E, é claro, fazer um levantamento especialmente sobre os militares no governo Bolsonaro. A ideia é verificar se há uma militarização excessiva do serviço público. 
Mas o TCU seguiu dando o que falar na quinta-feira, 18, já que o Ministério Público (MP) solicitou que se investigue uma suspeita de compra superfaturada de cloroquina pelo exército. Mas a quinta-feira não acabou por aí. Fabricio Queiroz foi preso. O Queiroz. O próprio. Acusado de gerenciar as rachadinhas dos salários de servidores dos gabinetes da família Bolsonaro, em especial o senador Flávio Bolsonaro. Ele também é apontado como uma das conexões do clã com milicianos e com o Escritório do Crime, no Rio. Queiroz foi preso em Atibaia (SP), em um imóvel de Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro. O próprio. Que fez questão de defender Queiroz publicamente, dizendo que foi uma prisão espetaculosa, como se ele fosse o pior bandido da face da terra. Bolsonaro ainda fez questão de dizer que ele não estava foragido e que não havia mandado de prisão impetrado contra ele. Mas a quinta-feira ainda não acabou. Foi justamente na quinta-feira que os brasileiros se despediram do inadequado Abraham Weintraub do Ministério da Educação e testemunharam o abraço mais estranho de todos os tempos, como mostra a foto de capa. Aliás, bizarro e, assim como o ministro, inadequado em tempos de pandemia. Na sexta-feira, 19, o nosso país, governado por um grupo criminoso e altamente disfuncional, atinge o número de um milhão de casos de coronavírus e quase 50 mil mortes. Para fazer uma análise sobre o impacto de todos esses fatos no governo Bolsonaro, participam os jornalistas Geórgia Santos, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Há mais de uma semana, multidões estão nas ruas de algumas das principais cidades dos Estados Unidos para protestar contra o assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em Mineappolis. O racismo emerge, então, como uma das questões centrais do nosso tempo e a luta antirracista ganha uma nova força com os movimentos que se articulam inclusive no Brasil. Mas a presença de Jair Bolsonaro na presidência da República impõe também outros debates. Porque ao mesmo tempo em que há uma mobilização antirracista, um grupo de racistas, sim racistas, fez uma caminhada com tochas em Brasília. Os 300 do Brasil. E como consequência, vemos uma crescente mobilização também do movimento antifascista. Que o presidente Bolsonaro, a exemplo do seu muso Donald Trump, diz que é coisa de terrorista. E cá estamos nós pra tentar compreender como esse movimento pode se sustentar por aqui e de que forma ele pode ajudar a restaurar a democracia.
Nós pensávamos que o assunto dominante seria o avanço da Covid-19 pelo Brasil, mas não é. O assunto dominante continua sendo Jair Bolsonaro, que está em guerra declarada contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro afirma que o STF age contra a liberdade de expressão. Logo ele, que espantou a imprensa do Planalto. Pela primeira vez no período democrático, parte dos veículos da mídia tradicional se recusa a fazer cobertura por falta de segurança. Esses defensores da liberdade de expressão que acham normal uma ameaça de morte. Como disse Eduardo Bolsonaro em entrevista ao jornalista José Luís Datena, na intimidade, até um pais pode dizer que quer matar o filho. Que coronavírus, que nada, nem Ministro da Saúde temos. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
E como já é de praxe, estamos sextando! De novo por culpa de Jair Bolsonaro. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, derrubou o sigilo do vídeo da famigerada reunião ministerial do dia 22 de abril. Segundo Sérgio Moro, foi nesta reunião em que o presidente ameaçou interferir na Polícia Federal. O vídeo é bastante claro com relação a tentativa de interferência e confirma a denúncia de Moro. Mostra que Bolsonaro incorreu em crime de responsabilidade. Mas o vídeo mostra mais que isso. Mostra que somos governados por pessoas ignorantes, grosseiras, ineptas e cruéis. O ministro da educação, Abraham Weintraub, pede a prisão de ministros do STF e destila podridão. O ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, quer aproveitar que a mídia só fala em Covid para afrouxar regulação ambiental. O ministro da Economia, Paulo Guedes, garante que o Brasil surpreendera o mundo. Já está surpreendendo. Estamos perto de ser o país com o maior número de mortes por dia em função do coronavírus.
Estamos durante a pandemia de coronavírus e, no Brasil, a crise política também perdura. Nelson Teich, que substituiu Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde há pouco mais de um mês, pediu para sair. Tudo leva a crer que a saída de Teich tem relação com divergências com o presidente Jair Bolsonaro, especialmente sobre questões como isolamento social e a famosa cloroquina. Ainda não há substituto definido. Por enquanto, a pasta fica nas mãos de um militar, o general Eduardo Pazuello. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Já são nove edições especiais do Bendita Sois Vós e, ao longo desse tempo, uma coisa fica cada vez mais clara: a pandemia de coronavírus não afeta a todos de forma igual. Enquanto o presidente brinca - OU NÃO -, sobre fazer churrasco pra uma galera no final de semana, mais de 13 mil pessoas morrem vítimas de coronavírus no Brasil até o momento, oficialmente. E a resposta de Jair Bolsonaro? Andar de jet ski. O presidente, claramente, faz parte da turma mais preocupada em salvar CNPJs do que salvar vidas. Enquanto isso, enquanto a preocupação é com salvar empresas, a desigualdade floresce no país. Nem todos conseguem ficar em casa, nem todos conseguem ficar isolados. Nem todos TEM casa. Milhares perderam o emprego. Milhares não tem o que comer. E o auxilio emergencial do governo não chega a todos. Por isso, conversamos com a assistente social Paola Carvalho, Diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica. 
Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Até o momento, oficialmente, mais de 7 mil pessoas morreram vítimas da Covid19 no Brasil. E o presidente Jair Bolsonaro, não está nem aí. "E daí?", disse ele, sobre os milhares de mortos pelo coronavírus no país. E daí, que a gripezinha é mais do que ele tinha pensado. Mais de 7 mil pessoas morreram e o presidente fez o que Paulo Cintura - sim, aquele mesmo da Escolhinha do Professor Raimundo - chamou de FESTA MARAVILHOSA. Mais de 7 mil pessoas morreram e, no Twitter, o governo federal celebra os números do combate ao coronavírus no Brasil. Segundo o texto postado pelo perfil da secretaria de comunicação do Palácio do Planalto, os números seguem amplamente positivos. . E nesse caldeirão de negação e irresponsabilidade que poderia ser classificado como criminoso, há milhares de brasileiros que escutam o presidente, defendem o presidente . Há milhares de brasileiros que lutam por um projeto econômico que ninguém entende; que minimizam a doença; que fazem pouco caso das mortes;  que protestam contra profissionais da saúde, contra quem defende o isolamento social amplamente apoiado pela ciência. É dessas pessoas que vamos falar hoje. Na verdade, a ideia é tentar entender se há maneira de falar com essas pessoas, que acreditam que o coronavírus é uma gripezinha, e qual retórica usar para combater o bolsonarismo. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Apesar de o presidente Jair Bolsonaro querer indicar um amigo para o comando da Polícia Federal e proteger o 01, 02, 03 e sabe-se lá quem mais, hoje nós voltamos a falar da pandemia propriamente dita. No último final de semana, a influenciadora Gabriela Pugliesi deu uma festinha em casa - com convidados. No dia seguinte, ela pediu desculpas, disse que estava super mal. Essa não foi a primeira vez que ela foi irresponsável com relação ao novo coronavírus. No início da pandemia, ela foi infectada no casamento da irmã, assim como dezenas de pessoas. E sem a menor noção de coletividade, ela agradeceu ao vírus. Assim como Pugliesi o fez, tem sido rotina furar a quarentena em inúmeras cidades do país. Em grandes capitais, parques cheios de pessoas confraternizando. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com o agravante do chimarrão compartilhado. Do Rio Grande do Sul também vem outro exemplo de falta de coletividade, já que a secretaria estadual da Saúde tem identificado diversos focos de surto de coronavírus em frigoríficos. Empresas que não tem oferecido segurança aos funcionários e, quase como que atendendo a um desejo do governo federal, é como se estivesse cada um por si. Mas o que a Pugliesi tem a ver com os frigoríficos e com as pessoas passeando nos parques? Talvez a pandemia tenha exaltado a fragilidade do nosso senso de comunidade. Será que sairemos melhores dessa ou teremos um rompimento maior? Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Como tem sido nos últimos episódios, pouco vamos falar de coronavírus porque, senhoras a senhores, Sérgio Moro está fora do governo Bolsonaro. O ex-juiz federal e agora ex-ministro da Justiça pediu demissão na manhã desta sexta-feira, 24 de abril, após troca no comando da Polícia Federal (PF).  Sérgio Moro foi enfático ao dizer que há interferência política de Jair Bolsonaro na instituição e citou inquéritos no STF. Ele ainda surpreendeu ao reconhecer que nem no auge da LaVa-Jato, durante o governo do PT, havia esse tipo de interferência na PF. Jair Bolsonaro, obviamente, não gostou e fez um pronunciamento absolutamente confuso, mentiroso e grosseiro no final da tarde. Disse que Moro estava mentindo e sugeriu chantagem. Segundo Bolsonaro, Moro queria ser indicado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Agora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) vai investigar quem está falando a verdade. E nós vamos discutir o que esse dia de maluco representa. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flavia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.
Cá estamos nós em mais uma edição especial sobre o coronavírus. A questão é que, graças ao presidente da República, temos falado pouco do vírus e da doença em si. Em vez disso, estamos discutindo a maneira brilhante pela qual Jair Bolsonaro domina o debate público e desvia o foco das imensas falhas do governo federal na condução da crise. A começar pela troca do ministro da Saúde. Sai Henrique Mandetta, entra Nelson Teich, um médico respeitado, sem experiencia no serviço público e, obviamente, alinhado com as ideias do capitão. Mas não basta a troca no ministério. No último domingo, dia 19, houve protestos pedindo não apenas o fim da quarentena, mas também uma intervenção militar, o fechamento do STF e o fechamento do Congresso. No Rio Grande do Sul, os machões agrediram mulheres e jornalistas. Bolsonaro participou de um dos atos e deu razão aos manifestantes. No dia seguinte, voltou atrás. Disse que não se pode falar em fechamento de Congresso e deu uma de rei sol em 2020 e disse que ele é a constituição. E ele pode voltar atrás, porque Bolsonaro não enfrenta nem nunca enfrentou consequências pelo que diz ou faz. O que alguns insistem em chamar de flerte com autoritarismo já virou orgia e os chefes dos outros poderes se protegem com notas de repúdio. Wow. Portanto, diferente do resto do mundo, em vez de debatermos maneiras de frear a pandemia, estamos discutindo se existe a possibilidade de sofrermos um golpe militar ou não. Será que pode ficar pior?? Ou melhor, que tal invertemos a pauta na ideia do copo meio cheio e perguntar se pode ser uma oportunidade ficar menos pior?
BSV Especial Coronavírus #4 Por que o povo sai de casa? by Vós
Pensávamos que um bom tempo não haveria outro assunto a não ser a pandemia de Coronavírus, por isso essas edições especiais do Bendita. Mas como se bastasse um vírus mortal circulando por aí, os brasileiros ainda precisam lidar com uma crise política. Em meio a boatos de que o ministro da saúde seria demitido, Luís Henrique Mandeta anunciou que fica. Mas não sabemos até quando, até porque é bastante evidente que o político do DEM e o presidente Jair Bolsonaro discordam sobre a forma de comandar o país durante essa crise. 
De todo modo, quem perde são os brasileiros, que já percebem um relaxamento no isolamento. Muito em função do desdém de Bolsonaro com relação à Covid-19. Por isso, o convidado da semana é Diogo Rimoli, ele que é professor de português, radialistas e guia turístico em Roma e vai nos contar, sob uma perspectiva de quem vive o pior momento da Itália em décadas, quão nocivas são as declarações de Bolsonaro. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
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BSV Especial Coronavírus #1 Não é só uma gripezinha by Vós
No episódio de hoje, mulheres. Mulheres e os obstáculos constantes, especialmente em um país governado por um presidente misógino e machista. A ideia de um Dia da Mulher surgiu no início do século 20, entre movimentos socialistas e operários, justamente no contexto das lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito ao voto. Em 1975, o 8 de março foi adotado como Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidos principalmente para lembrar o quanto ainda precisamos lutar. E aqui estamos nós, em 2020 - e dadas as devidas proporções - lutando por melhores condições de vida e trabalho. Também hoje, a queda no preço do petróleo, o colapso da Bolsa e a disparada do dólar. E a mais nova tentativa de Bolsonaro de enfraquecer as instituições. Segundo ele, a eleição em que ele foi escolhido presidente foi fraudada. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
No episódio desta semana, as repercussões políticas e sociais da crise da segurança pública no Brasil. E quando se fala em crise da segurança, há dezenas de caminhos e abordagens. Neste caso, usamos o episódio do motim dos policiais militares do Estado do Ceará como ponto de partida para entender o papel das polícias na política. . Os policiais encapuzados foram confrontados pelo Senador Cid Gomes, do PDT, que em uma ação bizarra no município de Sobral, pra dizer o mínimo, avançou com uma retroescavadeira sobre o grupo amotinado. Como resposta, levou dois tiros . O caso foi chocante e desencadeou um debate sobre a legitimidade da ação dos policiais e das polícias em geral. Por isso, os jornalistas do Vós discutem a possibilidade de a polícia militar se tornar mais que um barco armado do Estado e passar a ter relevância no jogo político. Participam Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Bendita Sois Vós #47 Bolsonarismo versus jornalismo by Vós
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