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Bendita Sois Vós

Autor: Vós

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A ideia por trás do Bendita Sois Vós é discutir política e sociedade de uma forma provocadora, como todo o conteúdo do Vós. Haverá entrevistas, debates entre a equipe do portal, reportagens e muita experimentação com novos formatos e linguagens.
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No episódio desta semana, Paulo Gustavo, o sangue nas mãos de Jair Bolsonaro, e a CPI da Covid O Brasil amanheceu ainda mais triste na quarta-feira (5), com a notícia da morte de Paulo Gustavo, alguém que sempre nos fez rir. O ator morreu em função de sequelas da Covid-19, aos 42 anos. Um homem jovem, saudável, que deixa o marido e dois filhos. O presidente Jair Bolsonaro escreveu no Twitter que lamenta. Será? Pois a partir dos depoimentos dos ex-ministros da saúde na CPI da Covid, fica difícil acreditar que ele lamente de verdade. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta expôs um projeto de governo baseado no negacionismo e na mentira, em que o governo tentou, inclusive, alterar a bula da cloroquina. Mandetta ainda expôs o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já mostrou que não se preocupa com a vida de ninguém além da dele. E citou a participação de um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, em reuniões do governo federal. Já o ex-ministro Nelson Teich deixou claro que saiu porque percebeu que não teria autonomia e, também, divergia com relação à cloroquina. Enquanto a isso, o ex-ministro Eduardo Pazuello foge. Depois de passear sem máscara por um shopping no Amazonas, alegou suspeita de Covid para não depôr à CPI nesta semana. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
No episódio desta semana, o cara da casa de vidro e o fogo no parquinho da CPI da Covid. Com a instalação da CPI da Covid, membros do governo de Jair Bolsonaro resolveram se adiantar às acusações e elaboraram uma tabela com 23 possíveis enquadramentos. Até aí tudo bem, afinal de contas, é preciso se prevenir e saber o que pode enfrentar pela frente. O problema é que, no domingo, reportagem do UOL mostrou que o documento elaborado pela Casa Civil foi enviado a 13 ministérios e sugere acusações, no mínimo, interessantes. Certamente nenhuma desconhecida dos ouvintes do Bendita Sois Vós. Quais seriam elas? 1 - O governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da CoronaVac (que atualmente se encontra no Programa Nacional de Imunização). 2 - O governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo). 3 - O governo não incentivou a adoção de medidas restritivas. 4 - O governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas. 5 - O governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas. 6 - O governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid. 7 - O governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacional. 8 - O governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do Ministério da Saúde). 9 - O governo demorou a pagar o auxílio-emergencial. E por aí vai. Como se não bastasse, o governo ainda listou coisas que a CPI sequer pretendia investigar. Lembrando que a CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e as omissões do governo federal na gestão da pandemia e os repasses de recursos a estados e municípios. E por falar em CPI, a excelentíssima deputada Carla Zambelli resolveu comprar briga com Renan Calheiros e entrou na justiça pra impedir que o senador emedebista seja o relator. Não vai rolar. Mas a semana complicada de Bolsonaro, que só está começando, é pior do que parece. Pra ele e pra todos nós. Afinal de contas, reportagem do The Intercept Brasil mostra que grampos sugerem que comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega recorreram a Bolsonaro. Quem é Adriano da Nóbrega? O assassino de Marielle Franco. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Nesta semana, vamos falar sobre a cúpula do clima, o desastrea de Ricardo Salles e a piada da mais nova terceira via para 2022. Ninguém em sã consciência esperava bons números do governo de Jair Bolsonaro em relação à preservação do meio ambiente, mas o Brasil chega à Cúpula do Clima com os piores números em muito tempo. Segundo o levantamento do Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia, foram derrubados 810 km2 de árvores na Amazônia Legal em março. Pra se ter uma ideia, Porto Alegre tem 500km2. É o pior resultado para o mês de março em dez anos. O problema é que esses números desmentem a carta que Jair Bolsonaro enviou à Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, na semana passada. Ele prometeu eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e pediu apoio dos americanos para conseguir atingir a meta. E agora Bolsonaro chega à Cúpula do Clima com o constrangimento da realidade de que o governo brasileiro só faz destruir. E quanto à corrida presidencial de 2022, temos uma articulação insólita à direita. O humorista Danilo Gentili, se é que se pode chamar-lo assim, reuniu-se com o presidente do Partido Novo, João Amoedo. Gentili aposta em uma chapa formada por Amoedo e Sérgio Moro como uma terceira via. Mas há quem aposte no próprio Gentili como alternativa às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Ele não admite a possibilidade publicamente, mas há quem tenha se empolgado com a ideia. Quem? O MBL. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.
No episódio desta semana, o tão esperado alvo na testa de Jair Bolsonaro. Vamos falar sobre a CPI da Covid, o áudio do senador Jorge Kajuru e a mais nova bravata autoritária do projeto de líder e o cancelamento. Um ano após o início da pandemia do novo coronavírus que já matou centenas de milhares de pessoas no Brasil, temos no horizonte a criação da CPI da Covid. O requerimento que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM). A ideia é, obviamente, investigar as “possíveis” irregularidades do governo federal no combate à pandemia da Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro não gostou e, ao que tudo indica, sentiu forte a movimentação. Até porque a CPI pode e deve investigar a crise de oxigênio em Manaus; violações às medidas sanitárias; trocas no Ministério da Saúde; além da recusa de vacinas e consequente atraso na vacinação e falta de insumos. Como resposta, a base do governo ainda tenta apoio para a criação de outra CPI que investigaria governadores e prefeitos. O senador Eduardo Girão, do Podemos do Ceará, elaborou o pedido que já conta com 41 assinaturas. Mas a semana difícil de Bolsonaro não acaba por aí. Porque o senador Jorge Kajuru divulgou o áudio de uma conversa com Jair Bolsonaro em que o presidente pede, justamente, pra jogar governadores e prefeitos na roda. Kajuru disse que avisou Bolsonaro que divulgaria o audio e que o presidente teria concordado. Bolsonaro respondeu falando que, para divulgar, seria necessária uma autorização judicial. E ainda dizem que a terra é plana. Mas Bolsonaro sentiu e sentiu forte. Segundo ele, o país está no limite. Mas ele não se refere às milhares de mortes por dia. Ele diz que espera um “sinal” do povo para tomar “providências. E no meio de tudo isso, ainda tem o cancelamento do Censo, que pode significar uma tentativa do governo de esconder eventuais indicadores negativos. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
No Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, faz graça. No Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, diz que não vai ter lockdown. . Mas o Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, temos  os primeiros sinais de que Jair Bolsonaro pode estar derretendo, abrindo espaço para o centrão e implorando para não ser abandonado pelos fascistóides que o apoiaram até aqui . Alguns indícios apontam para esta tendência.  As já discutidas trocas nos ministérios, o fato de que Bolsonaro está atrás de Lula nas pesquisas, os ministros da saúde e relações exteriores  falando coisas normais, e o imbróglio do orçamento, em que ele precisa agradar o Centrão. O problema é que tem santo demais pra pouca missa. E não esqueçamos que Paulo Guedes pode cair. Tudo isso no país em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia e a preocupação do governo é que os empresários possam furar a fila e conseguirem vacina antes dos grupos prioritários. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.
No episódio desta semana, a confusão no governo de Jair Bolsonaro. Por que, confusão? Vamos lá. O presidente da República foi pressionado pelo Congresso e teve que engolir a queda do chanceler Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores. Em reação surpreendente, ele forçou a saída do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. Mas não parou por aí. Ao todo foram seis trocas no primeiro escalão do governo que, em princípio, indicam uma tentativa de agradar o Centrão e ter mais controle sobre as Forças Armadas. . Porém, porém, porém, parece que o pessoal não concorda com essa ideia de controle. Tanto que, em um movimento inédito, os três comandantes das Forças Armadas colocaram seus cargos à disposição . Mas isso não significa que os militares tenham abandonado o governo, eles só não querem pagar o pato do desastre. Aliás, espalhou-se o boato de que essa debandada foi um protesto às ações antidemocráticas de Jair Bolsonaro, num movimento de preservação das instituições. Ora, gente, não sejamos ingênuos.  Aqui, a gente não acredita que os militares sejam os guardiães da democracia brasileira. Por aqui, esse papo não cola. . Estamos, inclusive, na semana de aniversário do Golpe de 64 . Será que essa movimentação toda significa uma escalada autoritária ou, pelo contrário, um enfraquecimento de Bolsonaro? Ou os dois? Afinal, nessa dança das cadeiras, ninguém sabe que música está tocando. Mas a gente sabe que os militares estão dançando. Não esquecendo que milhares de brasileiros morrem todos os dias em função da Covid-19, em função da inoperância e irresponsabilidade do governo. O desempenho desastroso na pandemia é, inclusive, um ponto de pressão fundamental sobre Jair Bolsonaro. Talvez a gota água. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.
Nesta semana, o Brasil ultrapassou o número de 3mil mortes em um dia. Uma marca trágica que não parece comover o presidente da República. Aliás, não parece comover governadores e prefeitos que, na maioria, preferem manter a economia girando enquanto as pessoas morrem aos magotes na república infectada. Por isso, no episódio desta semana, um guia para conversar com negacionistas. Por que Bolsonaro é chamado de genocida? Por que o dilema entre economia e saúde é falso? Onde está a culpa de governadores e prefeitos? Por que as pessoas negam os riscos e por que elas estão erradas? Por que só a vacina pode nos tirar desse buraco? Portanto, se você está com raiva, frustrado, cansado, ouça esse episódio e passe a palavra da salvação adiante. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tercio Saccol.
A primeira morte por coronavírus aconteceu há um ano, no Brasil. E agora chegamos à marca de 280 mil vidas perdidas em função da Covid-19 no país. E o que o governo federal e o presidente da República estão fazendo? Pouco, ou quase nada. Depois de dizer que máscaras não funcionam, que lockdown é inútil, que não vai se vacinar, depois de recusar milhões de doses de vacinas, depois de fazer absolutamente tudo para que o vírus continue circulando, Jair Bolsonaro resolveu trocar o Ministro da Saúde. De novo.  
 A primeira sondagem foi com a médica Ludhmilla Hajjar, que se mostrou favorável à necessidade do lockdown regionalizado e contrária ao tratamento precoce. Ela, que já poderia parecer suspeita a uma parte da população por aceitar conversar com Bolsonaro, virou alvo da outra metade. Bolsonaristas ameaçaram inclusive a integridade física da médica, segundo ela contou em entrevista à Globonews. E qual foi a resposta do presidente com relação a isso? Que faz parte. 
 O novo ministro da saúde, então, é o médico Marcelo Queiroga. Na primeira entrevista após o anúncio, o cardiologista afirmou à CNN que lockdown só deve ser aplicado em “situações extremas”. 
 Se isso não é situação extrema, não sabemos o que é. Para termos dimensão da gravidade do momento, conversamos com o Dr. Alexandre Zavascki, médico infectologista e professor da UFRGS, que ressalta o papel fundamental do presidente na desinformação. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
Lula tinha certeza que esse dia chegaria. O dia a que Luiz Inácio Lula da Silva se refere é o dia em que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular as condenações do ex-presidente petista na Operação Lava Jato. Como se não bastasse, o ministro Gilmar Mendes resolveu retomar a discussão sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. No dia seguinte. Depois de anos, Lula convocou uma coletiva para falar justamente sobre a anulação das condenações. Mas ao contrário do que muitos esperavam, o tom não foi de raiva, ódio ou ressentimentoNo pronunciamento desta quarta-feira (10), Lula mostrou uma face humana, conciliadora, que dialoga com os mais pobres, que se solidariza com os parentes dos mortos pelo coronavírus. O discurso do petista se opõe frontalmente ao de Jair Bolsonaro. Na forma e no conteúdo. Contrasta com a posição raivosa que, infelizmente, estamos habituados a ouvir. Eleva o nível do debate político e deixa de lado grosserias, ameaças, termos chulos. Mas nao se exime de críticas, pelo contrário. Acerta Bolsonaro na jugular e defende a vacina. Lula não fala em 2022, não diz se será ou não candidato, afinal, essa decisão faz com que ele possa disputar as eleições, mas a disputa está lançada e parece que Bolsonaro entendeu o recado.
Nesta semana, na primeira semana de março de 2021, o Brasil vive o pior momento da pandemia. Na última terça-feira (2) recorde de mortes. Mais de 1700 pessoas perderam a vida. Vítimas da Covid -19. Vítimas da irresponsabilidade e incompetência e descaso de Jair Bolsonaro. Uma manchete da folha de São Paulo desta quarta-feira (3) diz que, “alegre, Bolsonaro promove almoço bem descontraído, com leitão, em dia de recorde de mortes por Covid-19” Os brasileiros foram abandonados à própria sorte. atordoados por desinformação, há quem não use mais máscara, quem não se preocupe com a nova variante - mais cruel, mais letal -, há quem não veja problema em aglomerar, fazer festa, deixar tudo aberto. Os brasileiros foram abandonados pelo presidente Jair Bolsonaro. Fomos abandonados por quem tem responsabilidade LEGAL pela crise sanitária que vivemos. Sim, legal, porque ele é o presidente. O presidente que não compra vacinas, o presidente negacionista, o presidente que promove cura falsa, o presidente que MENTE compulsivamente. Então temos de nos apegar uns aos outros. Por isso, esse episódio é, também, sobre como resistir. Sobre o importante e necessário mutirão de amor que pode salvar vidas.
Chegando perto da marca de um ano desde a primeira morte por coronavírus no Brasil, resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. No último episódio, falamos sobre o abandono dos profissionais da cultura. . Nesta semana, vamos falar dos tão machucados professores e professoras . É de conhecimento geral que a rotina dos professores no Brasil é cruel. Baixos salários, pouca infraestrutura e praticamente nenhum apoio emocional - ao menos não institucional. Diariamente, os educadores brasileiros lidam, inclusive, com agressões físicas e verbais. . Mas como será que os professores estão lidando com a pandemia? . Os professores foram jogados em turbilhão em que precisaram, do dia para a noite, aprender a dar aulas online, dar conta da presença remota dos alunos, trabalhar de casa, acumular funções e horas. Estudo coordenado pelo pesquisador Flavio Comim, professor das Universidades Ramon Llull, de Barcelona, e de Cambridge, no Reino Unido, indica que seis em cada dez professores se sentiram sem condições de ministrar aulas remotas em casa. E agora podem ser colocados em risco neste novo pico da pandemia. Desde março do ano passado, as aulas presenciais de escolas e universidades das redes pública e privada foram interrompidas. E desde março do ano passado há um debate sobre se retomar o formato presencial. Especialmente agora, com o início do novo ano letivo. É preciso se discutir essa questão por uma série de motivos. Há crianças sem acesso à internet, que não tem como acompanhar aulas online. Há crianças que dependem da escola, inclusive, para ter acesso a uma alimentação de qualidade. Sem contar que há famílias em que os pais precisam sair para trabalhar e não tem com deixar as crianças. O problema é que toda essa discussão que envolve o retorno das aulas presenciais está deixando de fora a opinião, justamente, dos professores, que em última análise serão os mais expostos. Geórgia Santos conversou com o professor Flavio Comim e com a professora Najla Diniz. Também participa do episódio o jornalista Tércio Saccol.
Chegando perto da marca de um ano desde a primeira morte por coronavírus no Brasil, resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. No último episódio, mostramos a situação precária dos motofretistas e entregadores de delivery. . Nesta semana, vamos falar sobre os profissionais da cultura . Os artistas são tratados por vagabundos pelo governo federal e apoiadores. Não é segredo para ninguém. Jair Bolsonaro disseminou muita desinformação sobre artistas e a Lei Rouanet - antes, durante e depois da eleição. Já presidente, acabou com o Ministério da Cultura. O terceiro secretário, Roberto Alvim, caiu porque fez um discurso praticamente plagiando Goebbels. Sim, o ministro da propaganda de Adolf Hitler. Depois, veio Regina Duarte com a missão de "pacificar" a relação entre a classe artística e o governo federal. Não funcionou.  Agora temos Mário Frias, o eterno galã de malhação. Apagado e que, para variar, também não faz absolutamente nada pela cultura do país ou pela classe artística. . E com este governo ATENTO ao setor, não é surpresa que os trabalhadores da cultura estejam entre os profissionais que mais sofreram o impacto financeiro causado pela pandemia de coronavírus no Brasil . E nós não estamos falando de Caetano, Zeca Pagodinho ou Roberto Carlos. Estamos falando de milhares de artistas, roadies, técnicos, operadores de som e luz e até motoristas que dependem da indústria da cultura para sobreviver e foram abandonados. Para compreender melhor o cenário, ouvimos a assessora Bebê Baumgarten; a produtora cultural Luka Ibarra; o ator Alvaro Rosa Costa; e a cantadora Gabriela Lery. Participam as jornalistas Geórgia Santos e Flávia Cunha, que também é responsável pela produção, ao lado de Igor Natusch.
Estamos há quase um ano vivendo a pandemia do novo coronavírus no Brasil e mais, muito mais, de 200 mil pessoas já perderam a vida em função da Covid-19. E como estamos chegando perto dessa marca de um ano, nós resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. Em meio a mobilização de olhar, de forma justa, para os profissionais de saúde, fragilizados e agredidos publicamente, outros trabalhadores passaram ao largo das atenções midiáticas e sociais. E é deles que vamos falar nos próximos quatro episódios. Neste semana, falamos sobre a luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto. Vamos falar dos motofrentistas e entregadores de delivery. Para diminuir o contato entre as pessoas, em diversas cidades, como Porto Alegre e São Paulo, apenas atividades essenciais foram mantidas funcionando durante alguns meses de 2020. Shoppings, comércio de rua, escolas, universidades, tudo fechado. Em casa, muitos recorreram ao delivery e compras online. 
 Comida, pacotes, presentes, eletrônicos, medicamentos. O Brasil andou de moto e bicicleta durante alguns meses de 2020. Mas ainda que na maioria das cidades do Brasil o trânsito tenha se reduzido, a situação para os motofrentistas e entregadores não mudou para melhor. Participam Geórgia Santos, Flávia Cunha e Tércio Saccol.
No episódio desta semana, a eleição na Câmara dos Deputados. Maia derrotado, Bolsonaro renascido e Lira abusando do poder - e depois voltando atrás. No filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, Cabo 70 fala para um João Grilo falsamente surpreso que as autoridades também sofrem. Pois é verdade na ficção e é verdade na realidade. E quem prova é o emotivo Rodrigo Maia, que se despediu da presidência da Câmara dos Deputados com lágrimas nos olhos e a certeza de que falhou. No embate entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro, o presidente que adora leite condensado venceu. Mas não nos enganemos. Bolsonaro se fortaleceu, sim, com a vitória de Artur Lira. Mas foi uma vitória cara. Ele está nas mãos do novo presidente da Câmara, que assumiu tirando os opositores da mesa diretora, mas voltou atrás e fez acordo. E o deputado do Progressistas do Alagoas fez festinha, com aglomeração, filha de Roberto Jeferson e Joyce Hasselman. Na peça - ou livro - do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, o autor diz que se trata de uma história altamente moral, um apelo a misericórdia. Ao que João Grilo responde: ele diz à misericórdia porque sabe que, se fossemos julgados pela justiça, toda a nação seria condenada. Estamos presos em uma peça de literatura. Em uma novela que parece não ter fim.
No episódio desta semana, vamos falar de impeachment. Calma, vamos especificar, porque entre Estados Unidos e os cinco anos do golpe institucional contra Dilma Rousseff se aproximando, é importante esclarecer. Vamos falar sobre o impeachment de Jair Bolsonaro. Não, o processo não foi aberto. Por enquanto, ainda é um sonho. Mas, pela primeira vez desde 2018, é um sonho que pode ser concretizado. No último final de semana, manifestações pelo país pediam a saída de Jair Bolsonaro. Editoriais de jornais tradicionais, que antes apoiaram "Paulo Guedes", agora também pedem a saída de Bolsonaro. Enquanto isso, os crimes de responsabilidade são empilhados no Palácio do Planalto. O que está faltando, então? Pressão política? Apoio do Centrão? Vontade do Rodrigo Maia? O alinhamento dos astros? O Faustão sair da Globo? Opa. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
A boa notícia é que, agora, finalmente, a gente vai respeitar a necessidade de distanciamento socialenquanto parte da população é vacinada. A vacina, finalmente, chegou ao Brasil e a imunização começou nesta semana. O momento que todos os que acreditam na ciência esperavam. O momento que todos os que levam informação a sério esperavam. O começo do fim da pandemia. Mas não por causa de Jair Bolsonaro. Logo após a aprovação, pela Anvisa, das vacinas de Oxford em parceria com a FioCruz e da Sinovac em parceria com o Butantan, não se ouviu falar em Jair Bolsonaro. Nem depois de a enfermeira Mônica Calazans ser a primeira vacinada no país. Não. O grande estadista só se manifestou no dia seguinte e pra falar da inauguração de uma obra. Quando falou, se referiu ao momento mais importante deste 2021 com a expressão APESAR DA VACINA. Se dependesse de Jair Bolsonaro, não teríamos vacina, apenas a mentira de que o tratamento precoce funciona. Aliás, quando dependemos de Jair Bolsonaro, ele rejeitou 50 milhões de doses da vacina de Oxford, 40 milhões da Sinovac. Quando dependemos de Jair Bolsonaro, ele rejeitou as vacinas. Mas este é um episódio de esperança. E pra coroar esse sentimento maravilhoso, hoje, dia 20 de janeiro, é a posse de Joe Biden como o novo presidente dos Estados. É o fim da era Donald Trump e, quem sabe, o começo de um período em que a humanidade tenha algum valor.
No episódio desta semana, como será o nosso capitólio invadido em 2022? No último dia seis, apoiadores de Donald Trump adentraram o Capitólio, a casa do legislativo dos Estados Unidos, para impedir que o Congresso aceitasse o resultado do pleito que elegeu o democrata Joe Biden como o novo presidente. Os manifestantes foram incitados pelo próprio Trump, que disse que foi roubado. Ou melhor, que MENTIU que houve fraude na eleição. Mas não termina por aí, porque o episódio inédito na história da política dos Estados Unidos andou dando ideias a Jair Bolsonaro, que disse que se a eleição não for no papel em 2022, se ainda houver urna eletrônica, aqui "pode acontecer pior" que nos EUA. O problema é que enquanto Bolsonaro se preocupa com 2022, o coronavírus avança no Brasil, deixando um rastro de mais de 200mil mortos e poucas perspectivas de vacina no curto prazo. O ministro da saúde, Eduardo Pazzuelo, é a cara da tragédia. Segundo ele, vamos nos vacinar "no dia D, na hora H". Para discutir esses e outros assuntos participam as jornalistas Geórgia Santos e Flávia Cunha e os jornalistas Igor Natusch e Tércio Saccol.
No episódio desta semana, trazemos razões para ficarmos ainda mais atentos ao Brasil do novo ano. Antes de mais nada, o constante descaso do governo de Jair Bolsonaro com a pandemia de coronavírus. No último final de semana, o estadista mergulhou no mar de uma praia aglomerada onde foi saudado por uma horda de negacionistas. O Reveillon da Covid foi forte. O ministro da saúde, general Eduardo Pazzuello, não se manifesta publicamente há duas semanas e a vacina não está nem perto de chegar, temos nem seringa. O Reino Unido, que já está vacinando a população contra a Covid-19, entrou em lockdown. Por aqui, o presidente diz que a vacina transforma em jacaré, estimula aglomeração e não faz absolutamente nada para impedir que a pandemia se agrave. Enquanto isso, a disputa à presidência da Camara dos Deputados está acirrada. Há quem fale em frente ampla? Será? E para finalizar, ainda vamos falar em resoluções. Qual a tua?
Se você nos perguntar por onde andamos ao longo de 2020, a resposta é que nos desesperávamos. Desesperadamente gritamos em português. Gritamos de medo, por revolta, angústia, ansiedade, incerteza, dor, luto, desalento, desespero, desesperança, dúvida e mais medo. Desesperadamente gritamos em português por mais cuidado, mais emprego, renda, saúde, educação, mais atenção, remédios, mais médicos, empatia, respeito, máscaras, comida. Mas não nos ouviram. O ano de 2020 fica marcado na historia do mundo como o receptáculo da pior pandemia dos últimos cem anos. E presentemente, nós, brasileiros, não podemos nos considerar sujeitos de sorte. Porque 2020, por estas bandas, fica marcado na história como o ano em que fomos abandonados à própria sorte. Mais de 190mil brasileiros morreram vítimas do coronavírus, principalmente, porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu ser guiado pela ignorância. Mais de 190mil famílias passaram o Natal de luto também porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu não combater a pandemia. Mais de 190mil famílias não estão sãs, salvas e fortes porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu ironizar medidas de proteção, incentivar o consumo de medicação não aprovada para combater a Covid-19, desacreditar as vacinas que chegam como um sopro de esperança. Mais de 190mil brasileiros sangraram demais e pagaram a conta por termos escolhido uma pessoa que não é apenas despreparada para governar o nosso país, mas que é imoral, sádica e não, não está nem aí para a pátria, para Deus ou para qualquer família que não seja a dele. De todas as vezes em que o brasileiro quis que um ano acabasse, o desejo nunca foi tão sincero. Mas emprestando a letra da canção de Belchior que virou o hino desta pandemia, chegamos ao último episódio do ano com o alívio de que pelo menos agora a gente já não pode sofrer no ano passado. 2021 se avizinha. Sim, com esperança, porque estamos juntos. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.
Algumas pessoas imaginavam que em dezembro já estaríamos vivendo normalmente. Outros, só esperavam um Natal em família. Mas 2020 chega ao fim e ainda estamos enfrentando o vírus e diversas outras epidemias. Epidemia de ansiedade, epidemia de violência, epidemia de empobrecimento. . Chegamos a 2021 em uma tempestade perfeita. A pandemia que não se foi, desemprego alto, inflação alta - especialmente de alimentos - e o fim do auxílio emergencial . Essa conjuntura provoca uma série de incertezas, especialmente para os brasileiros mais frágeis economicamente e que começam o ano sem saber exatamente quais as possibilidades de trabalho e sem saber se terão os R$600, os R$300 reais ou nada. Soma-se a isso uma crise política, a incapacidade do governo de Jair Bolsonaro de lidar com a pandemia e a demora do Brasil em institucionalizar a vacinação e temos, de fato, uma tempestade perfeita. Para tentar entender essa conjuntura econômica, nós vamos conversar com o economista Ely José Mattos, professor da PUCRS, sobre a inflação e a importância do auxílio emergencial. Nós ainda conversamos com a educadora financeira Cintia Senna e com o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, sobre como a educação financeira pode ajudar, inclusive, a população de baixa renda. Mas a educação financeira também tem seus limites. E aí entra o trabalho de pessoas como a Raquel Grabauska, que, diante dessa epidemia de empobrecimento, criou o projeto solidário CQM+, que ajuda pessoas em vulnerabilidade social em Porto Alegre. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.
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