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Author: Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda

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Aqui tem seleção primorosa da MPB e reflexões não-trivias –e muitas vezes polêmicas– do apresentador, escritor e palestrante Luciano Pires. É assim que o Café Brasil trata de comportamento, cidadania, política e cultura brasileiras, em edições semanais. Eleito por duas vezes o Melhor Podcast de Entretenimento e Variedades no Prêmio Podcast Brasil e frequentador dos destaques do iTunes.Podcast Café Brasil: valorizando a liberdade de expressão e semeando a autonomia de pensamento.
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No cafezinho de hoje, vou ler uns trechos de algumas notícias recentes dos Estados Unidos. As tradicionais vitrines de Natal, que eram uma festa na Union Square em San Francisco, Califórnia, este ano são tábuas protegendo as lojas de ataques. No mais chocante dos roubos recentes, cerca de 80 homens mascarados em 25 carros assaltaram uma loja de departamentos Nordstrom em Walnut Creek, leste de São Francisco, Califórnia, levando mercadorias de luxo do primeiro andar e escapando em alguns minutos. Lojas das redes de varejo Target e Walgreens estão fechando unidades ou reduzindo seus horários de funcionamento na Califórnia, por conta de um aumento no número de pequenos furtos de produtos das prateleiras.   Em São Francisco, onde há mais registros da ação desses criminosos, muitas lojas que fechavam às 22h todos os dias agora estão baixando as portas entre 17h e 18h para diminuir os prejuízos com a ação de criminosos. A polícia, sobrecarregada com o aumento de casos de assassinatos e outros crimes violentos, "simplesmente não consegue acompanhar" o volume de mercadorias roubadas e as pessoas que as revendem. Com medo de serem acusados por agressão ou algum tipo de preconceito, os seguranças apenas observam e gravam as imagens de pessoas que entram nas lojas, enchem as sacolas de produtos e saem sem pagar e sem serem importunadas. O que acontece nos EUA não é uma doença, mas o sintoma de uma sociedade doente. E os Estados Unidos somos nós, amanhã.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=AiaP4rWEVS0   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
O Café Brasil de hoje é a releitura de um programa de 2012, mas que se torna absolutamente necessária. Vamos tratar de algo que falo há tempos: a necessidade da gente conhecer não só o que acontece, mas por que acontece. A maioria das pessoas acha que estar bem informada basta, mas é preciso mais que isso para quem não quer ser apenas um refém de quem sabe como manipular a informação. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil
A cultura é boa porque é através dela que manifestamos nossa inteligência. Diferente dos animais, que vivem do meio, os seres humanos criam o meio. E é essa capacidade de criar que nos faz todos iguais, embora ao mesmo tempo nos faz tão diferentes, já que cada um cria sua própria cultura. E a soma dessas culturas diversas é que nos faz o que somos. A cultura é boa porque nos torna mais ricos. Nossos sistemas de crenças, padrões de conduta, princípios e formas de vida derivam da cultura, que é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento. Uma soma que permitiu que os seres humanos sejam mais livres. A cultura se relaciona com o desenvolvimento de nossas atitudes, ao esculpir nossos valores e influenciar a forma como vivemos. A cultura é boa porque nos orienta na forma como vemos o mundo e modela nossas atitudes. Quando rotulamos algo como bom ou mau, ou bem ou mal, usamos nossas ideias preconcebidas. E a cultura à qual pertencemos determina a estrutura de nosso pensamento e influi imensamente em nossas percepções e na construção de ideias preconcebidas. A cultura é boa porque nos prepara para compreender a sociedade na qual vivemos. As ideias que temos enraizadas na mente são nosso instrumento para compreender o mundo. A cultura do brasileiro nos dá flexibilidade para sair das saias justas. A cultura do alemão dá racionalidade e frieza para julgar sem emoções. A cultura do chinês dá a capacidade de pensar a longuíssimo prazo. A cultura é boa porque influencia diretamente a forma como nosso cérebro processa a informação. A cultura nos dá identidade e nos ajuda a forjar nosso caráter. Os valores que compartilhamos em nossas comunidades e grupos sociais nos dão o sentido de pertencimento a um grupo. Por que a cultura é boa? Porque nos une e dá a sensação de segurança, da proteção de pertencer a um grupo.   No Youtube: https://youtu.be/6_PjW0z2_Lw Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
No cafezinho anterior, no qual falei de alta e baixa cultura, terminei perguntando: qual das duas é a melhor?   Depende. Se eu estiver em Salvador, num daqueles resorts maravilhosos, na beira da piscina, com uma caipirinha nas mãos, vou curtir um axé sim senhor. Vou relaxar com a baixa cultura e sair feliz, relaxado, descansado e fisicamente aliviado. Mas se eu estiver no Auditório Ibirapuera assistindo a um show d’ Os Mulheres Negras, estarei ligado e atento para não perder as referências a outras músicas, os lances de ironia, a interação entre os integrantes da banda. E a cada vez que eu perceber um detalhe, eu sentirei uma pequena vitória. E sairei de lá intelectualmente feliz, certamente maior do que entrei. Sacou? Cultura tem a ver com o contexto no qual você escolhe estar. Repare que eu usei o termo ESCOLHE. Cabe, portando, a cada um escolher o tipo de cultura que melhor atende à demanda daquela hora e lugar. A baixa cultura não pode eliminar a alta cultura. Quem curte a baixa cultura não deve ser esnobado por quem curte a alta cultura. E vice-versa. A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o gingado, ficar com alguém e se divertir um bocado, o que é muuuuuito bom. Mas é pouco. Quem escolhe apenas a baixa cultura, limita seu crescimento intelectual. A alta cultura me obriga a desenvolver o intelecto, a compreender melhor o mundo, a fazer escolhas mais sofisticadas e a aproveitar oportunidades que não se encontram com a bunda. A alta cultura me ajuda até mesmo a escolher a baixa cultura que vou consumir, sacou? Mas quem escolhe apenas a alta cultura provavelmente se transformará num chato, mal humorado e antissocial. Sacou? É tudo uma questão de escolha. E daquela palavrinha que eu adoro usar: equilíbrio.   No Youtube: https://youtu.be/oa7rZE8kWaA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Tenho feito uma série de lives que chamei de ‘Bora pra retomada, com a ideia de refletir sobre o que aprendemos com a pandemia e como nos preparar para o futuro. Uma das convidadas foi Lucia Helena Galvão, que é professora de filosofia e poetisa. Navegar por ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros assuntos, sempre amarrados com o conceito de retomada. Uma conversa adulta, rica e fortemente reflexiva. Vamos nessa?
Você sabe a diferença entre alta e baixa cultura? Vamos a um exercício usando o extinto Domingão do Faustão. Situação um: Faustão leva em seu programa as rainhas da bateria das escolas de samba para eleger a que tem a melhor bunda. Conteúdo do objeto cultural: alguma noção de estética bundal. Esforço mental para a compreensão: nenhum. Pouco conteúdo, nenhum esforço exigido. É baixa cultura. Situação dois: Faustão leva as duas rainhas para escolher a que tem mais samba no pé. Conteúdo do objeto cultural: noções de dança, estética, harmonia, habilidade. Esforço para compreensão: pouco. Algum conteúdo e pouco esforço mental exigido. Situação três: Faustão leva um médico para falar de como o corpo das rainhas mudou com o tempo e o que isso implicará na saúde delas, todas bombadas. Conteúdo: médio. Serão dadas noções de medicina, de causa e consequência, de hábitos saudáveis para a saúde. Esforço mental para compreensão: médio. Situação quatro: Faustão leva um filósofo para falar da exploração do corpo feminino no carnaval, sob o ponto de vista moral e ético. Hummmm… Conteúdo do objeto cultura: noções de filosofia, de vida em sociedade, de antropologia. Pode ser alto. Esforço mental para compreensão: alto. Provavelmente boa parte da plateia ficará com cara de ué… Sacou? Quatro situações dentro do mesmo programa popular que pode ser considerado “baixa cultura”, com conteúdos e esforços diferentes para serem compreendidos. Cultura é coisa dinâmica, não dá para passar a régua e tirar a média… Para mim “alta cultura” é aquela que me leva para um degrau mais alto. Que traz conteúdo nutritivo, que me ensina, que contribui para ampliar meu repertório e proporcionar que eu tenha uma visão cada vez mais ampla do mundo. Alta cultura é aquela que exercita o meu cérebro, que me provoca, incomoda e me dá satisfação intelectual. Me faz crescer intelectualmente. Baixa cultura é aquela que me faz bater o pé, mexer a bunda, gargalhar, sentir asco ou atração física, usar meus sentidos animais sem grandes preocupações intelectuais. E intelectualmente que me deixa exatamente onde estou.   Qual das duas é a melhor?   No Youtube: https://youtu.be/QUiy10VNvVM     Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Chegamos a mais uma Black Friday. A globalização de um evento como esse está conectada ao rápido desenvolvimento da Internet e à expansão do E-commerce. Desde o começo dos anos 2000, as lojas e mercados online como a Amazon mudaram drasticamente a forma como fazemos compras. Hoje você compra o que quiser, sentado confortavelmente em seu sofá. E se bobear ainda visita ainda experimenta virtualmente o produto. A experiência do cliente e a transparência de preços está motivando os varejistas a lançar promoções cada vez mais cedo. A Black Friday se transformou numa semana, se não num mês. E as empresas lançam promoções cada vez mais cedo para capitalizar a participação de mercado e capturar a demanda. E uma coisa é comprar um televisor. Outra é adquirir cultura! Um produto que uma vez adquirido, você pode gastar à vontade que não acaba mais. É por isso que nós do Café Brasil, estamos aproveitando para fazer nossa primeira promoção da Black Friday! Se você ainda não é assinante da nossa Netflix do conhecimento, a hora é agora!!! Até o final de novembro, você pode fazer uma assinatura do Plano Anual do Café Brasil Premium com 50% de desconto! Isso mesmo, 50% OFF no plano Premium Anual! E ainda pode dividir o pagamento em 12 parcelas de R$18,00. Não dá nem uma pizza com guaraná por mês! E o que você compra com essa assinatura é co-nhe-ci-men-to! Que uma vez adquirido, pode gastar à vontade que não acaba! Este é o link http://cafebrasil.me para o melhor investimento que você fará nesta Black Friday!   No Youtube: Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Outro daqueles acidentes estúpidos vitimou mais uma jovem, desta vez a cantora Marilia Mendonça, e mais quatro pessoas que estavam no avião. Jovens não foram feitos para ir embora tão cedo. Mas a amargura que senti, que é o que nos torna humanos, parece que não atinge um certo tipo de gente, capaz de destilar o seu ódio mesmo diante de tamanha comoção. O programa de hoje trata de umas certas minorias que tornam as maiorias irrelevantes. O link exclusivo para a promoção NuvemShop Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil
Uma amiga me conta que foi a uma farmácia comprar um creme que estava na área de maquiagem. A atendente pegou o produto e se dirigiu a um computador para verificar preço e outras informações. E minha amiga passou a ser atacada por mulheres por “ser patricinha e furar a fila”. Não adiantou a atendente dizer que era do setor de maquiagem estava apenas consultando uma informação, quem estava na fila dos remédios passou a ofender as duas. Uma situação tão absurda que minha amiga ficou sem ação. Na sequência recebo uma matéria dando conta de que no jogo Santos e Palmeiras um garoto de 9 anos, da torcida do Santos, pediu a camisa do goleiro reserva do Palmeiras, que a tirou e jogou para o garoto. Se não houvesse intervenção da Polícia Militar o garoto e seu pai teriam sido linchados por torcedores do Santos. Tiveram de sair do estádio escoltados. E o garoto está sendo trucidado em redes sociais, mesmo tempo pedido desculpas e afirmado que é Santista, mas tem ídolos em diversos times. O que é que está acontecendo com a sociedade? Que ela está doente, não existe a menor dúvida. Mas o que assusta é que aquela agressividade dos valentes de redes sociais, parece que está indo para as ruas. Todo mundo nervoso, procurando uma válvula para aliviar suas dores e angústias e descontando no próximo seu ódio cego. Não importa o motivo.   Chegamos finalmente à essência do “brasileiro cordial”, que Sérgio Buarque de Holanda definiu em seu livro Raízes do Brasil. Aquele “cordial”, não tinha a ver, como muita gente pensa, com simplicidade, amabilidade e gentileza de uma pessoa. Com o brasileiro bonzinho, camarada e amoroso. Sérgio Buarque criou o conceito se referindo à raiz latina cordalis, que significa "relativo ao coração". Brasileiro Cordial é aquele que age conforme a emoção, e não a razão. Tome cuidado com ele.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Va6BRDzcO6k   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Tem gente que adota o Mínimo Divisor Comum, uma versão do MDC, Máximo Divisor Comum que você aprendeu nas aulas de matemática. O Mínimo Divisor Comum é o máximo de simplificação a que posso chegar numa informação. Quanto posso eliminar de ironia, segundos sentidos, sujeitos ocultos, citações, referências e informações que exijam alguma ginástica cerebral? Sim, porque se complicar, ninguém vai querer consumir. Esse é o método utilizado pelos políticos ao se dirigir à população: a infantilização dos discursos, a redução das questões ao mínimo divisor comum, a absoluta falta de provocação ao pensamento crítico. É como Lula explicando o problema do aquecimento global porque o planeta é redondo ou José Serra explicando a gripe A porque os porquinhos espirram: a infantilização do debate, tratando os interlocutores como imbecis. Mais que isso, apontando para uma atitude: se seu interlocutor é um imbecil, seja também um imbecil. O resultado é isso que vemos por aí: o empobrecimento dos discursos, discussões rasas e sem qualquer capacidade de nos excitar intelectualmente. Excitam pela treta, pelas brigas, pela exuberância na forma. Mas no conteúdo, é uma pobreza só.   “O mundo divide-se em pessoas boas e más. As boas têm um sono tranquilo. As más divertem-se muito mais.” Essa frase é de Woody Allen. Se você não sabe quem é Woody Allen, ou se sabe, mas não conhece a obra dele, não vai sacar a ironia. E só ficará com a superfície da citação. Entendeu? O Mínimo Divisor Comum é instrumento de mediocrização. Tô fora.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=e1QBvwEm5Jk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Uma vez ouvi que a origem do apelido Black Friday seria porque era um período do ano em que as margens de lucro dos varejistas finalmente eram escritas com a tinta preta dos lucros, depois de um ano de tinta vermelha das perdas. Embora seja verdade que os varejistas historicamente registraram suas perdas e lucros em vermelho e preto, esta versão da origem da Black Friday, na verdade, é imprecisa. Vamos ver do que se trata. E aproveitar pra anunciar a Black Friday do Café Brasil. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil
Pessoas que são chamadas de “influenciadores” não têm esse título por acaso. São assim chamadas porque realmente influenciam outras pessoas com seus modos de vida, suas escolhas, os produtos que consomem, os conteúdos que distribuem. Os influenciadores digitais, por exemplo, atuam em todos os níveis, do Youtuber que come barata ou que faz apologia à violência ao filósofo blasé com seu charuto distribuindo conselhos sobre como viver uma vida plena. Algum desses influenciadores vai impactar o seu dia a dia, a sua vida, mesmo que você seja uma pessoa esclarecida, que sabe o que quer. Se você está lendo/ouvindo este Cafezinho, por exemplo, está sendo influenciado por mim. No mínimo, ao decidir onde aplicar seu tempo de vida, percebe? Onde é que você está aplicando o recurso mais limitado de que você dispõe: seu tempo de vida? Esse só dá para gastar, não dá para conseguir mais, aumentar ou guardar pra depois. Por isso, é tão importante escolher quem são as pessoas que você deixará entrar em sua área de influência. Por exemplo, uma esposa ambiciosa, no sentido bom do termo, empurra um marido acomodado para a frente. Um namorado culto faz subir a barra da namorada que só curte funk. Mas o contrário também pode acontecer. Avaliar essas relações é fundamental, e talvez você descubra que precisa romper algum laço com quem lhe influencia para poder mudar este estado de coisas. E esse “romper um laço” não significa necessariamente terminar um relacionamento, pode ser simplesmente deixar se se submeter às rotinas e vontades do outro, sacou? Mas em todos os casos, implica numa escolha. Você precisará abrir mão de algumas atividades, alguns compromissos, algumas pessoas... É, eu sei que dói...   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kuXfCIUf7RA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
“Tá bom assim”. Acho que isso é uma das coisas que mais ouvi na vida. Eu mesmo já me peguei agindo no “tá bom assim”. Mas este é um tema que merece muito cuidado. Definir o limite é uma arte que desenvolvemos com o tempo. Até onde investir, quanto mais insistir, quanto é, afinal, bom o suficiente? Quando não sabemos, podemos ultrapassar a linha do “suficiente” e fazer muito além daquilo que é percebido pelos outros. Isso significa custo extra. Por outro lado, existe um “cliente interior”, que mora dentro de nós e que, muitas vezes, é mais exigente que qualquer outro. E nos obriga a insistir até ficarmos satisfeitos. Recentemente, recebi dois amigos palestrantes para gravar um vídeo em meu estúdio. Acabei dirigindo o vídeo. Gravamos a primeira, a segunda e a terceira vez. Fomos assistir à gravação na ilha de edição, eles adoraram e eu disse: “vamos gravar de novo?” E lá fomos nós de volta para o estúdio, fazer tudo outra vez. Para mim podia melhorar. E, depois de gravarmos de novo, ainda fiquei insatisfeito, mas aí já havia ultrapassado o limite de tempo e investimento. E quase ninguém notaria as melhorias que eu achei que devia fazer. Meu “tá bom assim” é diferente do de meus amigos. Outro exemplo são os sumários de livros que distribuo para meus assinantes. Quando desenvolvi a ideia, entreguei para uma agência fazer o produto final, o PDF. Saiu lindo, cheio de trique-triques, corzinha, imagens, letrinhas... E demorou mais de uma semana para ficar pronto. Na segunda vez, puxei para mim a atribuição de elaborar o PDF. Criei um padrão e deu certo, em relação àquilo que eu queria. Escrevo o texto, mando para revisão, em seguida corrijo e salvo direto no padrão do PDF. Podia ficar mais bonito? Sim. Mas o importante neste momento é a capacidade de escrever e publicar em 24 horas. Um dia terei estrutura para deixar bonitinho... Esse exercício deve ser diário e constante: qual é o limite de qualidade de nosso trabalho? Qual é o ponto a partir do qual investir passa a ser apenas agregar custo?     No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=peSxgOXjLBc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
.Eu acho que você concorda que para ter uma sociedade justa que aceite a diversidade, bem como a liberdade de expressão e opinião que venham com essa diversidade, devemos praticar a tolerância, não é? E a tolerância é entendida como permitir ou aceitar as ações, ideias ou as pessoas com as quais discordamos, não é? Pois é. Mas e as pessoas que não querem aceitar os outros de quem discordam? Devemos tolerá-las? Esse é o Paradoxo da Tolerância. O link exclusivo da promoção Nuvemshop : Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil
De quando em quando recebo feedbacks de gente que se incomoda quando eu digo “eu” isso “eu” aquilo, especialmente no Podcast. Muitos brasileiros têm um problema imenso quando percebem que alguém pode estar “se achando”. Confundem segurança com soberba, odeiam achar que um indivíduo possa provocar mudanças. Quando aparece no jornal a notícia que o Zé, aquele cara simples, que você conhece, cheio de defeitinhos, fez algo fora do comum, descobriu a cura de uma doença, lançou um livro de sucesso, inventou um produto revolucionário, foi indicado para um alto cargo numa empresa, foi escolhido Papa, você surta. Os pobres de espírito, por inveja. Os demais, por surpresa. Talvez como reflexo de uma criação cristã, somos ensinados desde crianças que o que vale é o grupo, o nós, o todos, os santos, o governo, nunca o “eu”. Se por um lado isso é bom para baixar a bola de quem realmente se acha e para estimular o trabalho em equipe e a cooperação, por outro é um poderoso desestimulador da iniciativa individual. Como posso ser um empreendedor sem acreditar em meu “eu”? Temos uma cultura de botar o indivíduo para baixo que, no fim, acho que explica um pouco do famoso complexo de vira-latas. Falta ao brasileiro acreditar em si, em sua capacidade de fazer acontecer e, fazendo, contar que fez. Com orgulho, de boca cheia! Não há mal algum nisso, desde que você o faça de modo respeitoso. Acreditar em si gera autoconfiança, dá coragem de dar um passo além, de conquistar mais e, por consequência, influenciar mais os outros. Vai lá. Aproveite que ninguém está olhando, mire-se no espelho e diga: “eu sou foda!”. Tá pensando que é auto ajuda, né? Não. É só um pouquinho de autoestima. Se você não achar que é foda, quem achará por você?   Criar valor e fazer com que percebam   Isca: Só é valor se for percebido   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zBslNNX5hkU   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Tempos atrás escrevi que Isaac Newton disse que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele.” É a Lei da Inércia, que se aplica a nossas vidas: quando encontramos uma zona de conforto, é lá que, inertes, permanecemos. O curioso é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte. Olha só: a coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares. A maior parte de sua vida é consumida com repetições, até que uma força desequilibradora tira você desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Enquanto a força não surge, ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo… Não esperar que essa força desequilibradora surja espontaneamente, mas provoca-la é o que se chama criação deliberada da mudança. Tudo que nosso lagarto interior quer é lagartear ao sol. - Não me encha o saco, não me atrapalhe. Mudanças são ameaças, me deixe em paz! E assim resistimos às influências externas pela mudança. E de repente nos vemos dentro do ambiente profissional onde “mudar” não é uma opção, é sobrevivência. Coitado do lagarto... Aí, o caminho a seguir é o do Triplo A: Primeiro a aceitação: se a mudança não ameaça sua capacidade de execução, aceite-a sem resistir ou argumentar. Depois o ajuste: faça as mudanças necessárias em seus hábitos e atividades E por fim, a adaptação: pronto. Seu comportamento pode mudar da forma desejada. Sacou? Aceitação. Ajuste. Adaptação. E depois a criatividade e toda energia aplicada em fazer com que a mudança, já que inevitável, seja para melhor. Não parece fácil?   criação deliberada da mudança Isca: Seja você a força que desestabiliza No Youtube:   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Link para a NuvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil    Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o zootecnista, mestre em Produção Animal e que atua há mais de 20 anos em projetos de desenvolvimento de equipes e ampliação da gerenciabilidade e lucro em empresas agropecuárias. O Chaker é um profundo conhecedor do agronegócio e neste papo vamos tirar algumas dúvidas sobre gestão, empreendedorismo, educação e, é claro, particularidades do agro. Não importa se você não é do agro. Aqui tem lições de empreendedorismo que são fabulosas.
Tem um filme ótimo chamado SICÁRIO, com a Emily Blunt e o Benício del Toro, onde há uma cena semelhante às que aparecem em dezenas, milhares de outros filmes: o bandido mora em sua mansão, jantando com a família e curtindo sua riqueza, não importa que para isso tenha destruído outras famílias. Para ele não existem questões morais, manda quem pode, quem tem mais força, obedece quem tem juízo. Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família. E jamais se questionou sobre o que fazer para chegar lá. Para ele não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso. Sobre vencedores e fracassados, ouvi uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, quando Donald Trump, que durante muito tempo foi uma piada, despontou como um provável candidato dos republicanos à sucessão de Barak Obama. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu aquele sucesso, ela respondeu de forma simples e brilhante: “- O povo não está se importando com o que ele diz ou deixa de dizer. Ninguém quer saber o que o Trump pensa ou deixa de pensar. O que  importa é que ele é um vencedor. É isso que as pessoas vêem: um vencedor.” E é por isso que Trump recebeu mais de 50 milhões de votos, derrotando Hillary Clinton. Percebeu? As pessoas não se importam com o que você diz, desde que você seja um vencedor. Esse parece ser o padrão moral e ético de nossa sociedade, não importa qual partido, cor, religião você tenha, desde que você pareça um vencedor. Isso não parece pobre?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=F2uv56LkpX4   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.com
Descobri o que acontece com aquela gente enfática, que sabe de tudo e sobre tudo, que tem certezas definitivas. É uma doença provocada por uma bactéria chamada Tenhus Certezae Dittudus, que atualmente é disseminada principalmente pelas redes sociais. A doença chama-se egosidade, e caracteriza-se por um ego gordo, que se manifesta em quatro fases: a inicial, a progressiva, a última fase e a mórbida. Na inicial, o indivíduo se acha, mas não tem certeza. Na progressiva, ele se acha e tem quase certeza. Na última fase ele se acha, e tem certeza. E na mórbida, ele nem se acha, só tem certezas. A cura para a egosidade está na compreensão de que ninguém precisa estar certo todo o tempo. Que a sua verdade pessoal não é universal. E ela, a cura, chega através de exercícios, o principal deles o da humildade de dizer: “Eu não sei” e “Eu me enganei”. Egosos mórbidos simplesmente não conseguem dizer essas expressões. Acham que assim estarão admitindo que falharam, que não são tão bons quanto parecem. Quem já se livrou da egosidade sabe que essas duas afirmações são libertadoras. Para o egoso mórbido, “mudar de ideia” passa a impressão de incerteza, falta de liderança, insegurança, falta de confiança e até mesmo fraqueza de caráter. Afinal, gostamos mesmo é de gente segura! Como se o mundo fosse linear, como se houvesse claramente o preto e o branco, o certo e o errado, um ou outro, sem ambiguidade, todo o tempo! Mas não é assim. “Não sei” e “Me enganei” induzem a uma certa vulnerabilidade de pensamento que faz o egoso compreender que não precisa estar sempre certo e não deve se envergonhar por estar errado. Quando isso acontece, o egoso ganha poder, deixa de se preocupar com o que os outros vão pensar dele, experimenta, explora, aprende e cresce. E desegosa. O nome disso é liberdade.
Link para a Nuvemshop:  https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil Imagine-se num restaurante. Dois chefs trazem para você o mesmo prato sofisticado... um deles traz o prato decorado, harmônico, colorido. O outro traz uma massa disforme, cinza. Você sabe que o sabor de ambos é maravilhoso, qual dos dois você escolhe? A beleza existe? Ou é só coisa da nossa cabeça? E se existe, qual a importância dela para nossa vida?
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Comments (424)

Sinval Felisberto

caraca!!! muito bom mesmo!!!

Nov 10th
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walysson alves

Bom dia, boa tarde, boa noite... Excelente episódio Luciano, achei sua atitude de parar e refletir sobre o que o cuzão disse muito madura e acertada ,pois sempre que tomamos decisões de cabeça quente no bate e pronto nos arrependemos amargamente, melhor reação!!!

Oct 3rd
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Eduardo

muito bom o episódio, parabéns!

Oct 2nd
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Agá Silva Castelo Branco

Janis Joplin, simplesmente fantástico

Sep 27th
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Paulo Souza

Palavras para definir esse episódio, não temos,... espetacular 🙏🏽👏🏽🙏🏽👏🏽🙏🏽👏🏽🙏🏽👏🏽

Sep 22nd
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Gleybson Andrade

boa Luciano continue olhando pra frente e retardos que fiquem de fora deste excelente trabalho!

Sep 14th
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Ricardo Martins

Oi Luciano. Mais de um terço do podcast foi comercial. O conteúdo como sempre, muito bom, mas podia rever esse modelo. ;)

Jun 14th
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Theo Betlehen

Luciano, penso que para nós a entendermos melhor nosso Brasil, é preciso resgatar a verdadeira história do berço de nossa nação. Por exemplo, começar a contar a verdadeira e extraordinária vida de Dom João. É incorreto e depreciativo começar um comentário sobre a nação brasileira com "Dom João fugindo de Portugal". Ele não fugiu!. abs

Jun 10th
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Diego Urruchi

La ciencia al servicio del hombre y no al servicio del estado. 🙂

May 20th
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Luciane Martins

48 horas depois eu continuei indignada. Além da morte dele, outras mortes poderiam ter sido evitadas e se os protocolos de segurança tivessem sido seguidos e orientados para população. 1 ano depois dessa Pandemia eu estou aqui com medo por mim e pelos meus filhos, pois não tenho previsão para tomar a vacina. Voce não deve estar indignado, pois votou por esse governo e provavelmente já deve ter sido vacinado. Infelizmente politizaram a saúde e isso é culpa também do governo atual.

May 13th
Reply (1)

ID16653477

Top!!!

Apr 21st
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Gleybson Andrade

Parabéns por apresentar a epistemologia de Popper de maneira inteligente!

Apr 21st
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Eduardo Passeri

vai nos ensinar qual é a maior mentira entre Bolsonaro e lula?

Apr 20th
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Liston Loko

esse cara é foda

Apr 15th
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SilasTorres Motion

Eu até ia escutar de novo esse podcast, mas quando ouvi sua voz lembrei que vc era um bolsonarista há meia tigela... Essas mortes estão na sua conta tbm.

Apr 13th
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Eduardo Passeri

falou que não ia mais falar "dele" , mas não aguentou...

Mar 19th
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Licoun Costa

Ótimo conteúdo.

Mar 18th
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Rodrigo Noronha

incrível, não ouço música sertaneja, não é minha praia, porém foi uma lição de vida a carreira desses camarada. sucesso Menotti e vida longa ao Café

Mar 9th
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Valter Silva

Você não tem certeza se a vacina funciona Luciano? Acho que você precisa se informar melhor! Você acha que os EUA iriam fazer um pedido de 200 milhões de doses de vacina se não funciona-se? Ou que a ANVISA não estuda os relatórios das etapas que as vacinas foram submetidas? ... acorda meu amigo, ainda dá tempo.

Mar 4th
Reply (4)

Jean Peratelli

Boa Tarde!! Que entrevista Maravilhosa !!!

Feb 2nd
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