Imagine que descobria um segredo na família e o segredo é este: a sua mãe foi vítima de um crime às mãos de outro membro da mesma família. Ninguém quer falar sobre o assunto, a mãe quer esquecer e já aceitou a circunstância, de tal forma que mantém a convivência com o agressor. Como lidar com esta forma de varrer para debaixo do tapete casos graves para proteger a imagem da família, e a imagem do agressor? É este o ponto de partida para o episódio desta semana.
Neste episódio, uma ouvinte queixa-se da total ausência de líbido. Depois de uma gravidez difícil, essa área ficou perdida no meio de uma vida dedicada ao filho e à carreira. O que poderá significar esta falta de desejo? Será que há alguma coisa errada com esta ouvinte? O que é a líbido vista de um ponto mais abrangente? Respostas e reflexões que podemos procurar numa altura das nossas vidas.
Voltamos ao lugar de onde tantas de nós não conseguem sair: a função materna na relação com um homem. Um lugar muito pouco sexy que aparentemente é difícil largar. É o caso desta ouvinte. Ela entrou numa relação com um namorado e deu por si a ser cuidadora dele e do filho dele. A pergunta da ouvinte é: devo sair? A pergunta que lançamos é: por que voltamos tantas vezes a este lugar?
Qual seria a sua reação se, um dia, os seus amigos de há 20 anos surgissem com discursos de ódio? É motivo para terminar uma relação tão longa e íntima? Será que eles foram sempre assim e não reparou? E o que é que o facto de não ter reparado poderá dizer de si e de relação? Estes são os dilemas e conflitos internos em análise no episódio desta semana. O que faria, se estivesse nesta situação?
Desta vez recebemos alguém em conflito interno. A questão é esta: se cresceu num ambiente de harmonia, com pais que nem discutiam à frente dos filhos e andavam sempre de mão dada, como é que acabou por ser a pessoa que está em relações sem gostar, a que mente, a que trai? Deixamos algumas pistas...
Neste episódio recebemos a questão de uma ouvinte sobre amizade. Pergunta se é assim tão importante ter amigos e se ela, não tendo amigos, terá algum problema. O que responderia a esta questão?
Esta semana falamos de valorização profissional, salário financeiro e salário simbólico. Olhamos para a situação de uma ouvinte que mudou de emprego, passou a ganhar menos, a ter menos stress e mais leveza. E gosta disso. O dinheiro não lhe faz falta mas talvez lhe faça falta a maneira como era olhada no cargo que tinha anteriormente. Será que, sem esse reconhecimento profissional, corre o risco de perder o respeito familiar e de si própria? A valorização profissional é assim tão determinante na maneira como nos vemos e como os outros nos veem? Vamos aprofundar este tema.
Esta semana lemos o testemunho de uma ouvinte que teve sempre uma relação difícil com a comida. Percebemos como se desenvolveu essa relação e o que tem feito para a melhorar. Falámos sobre o empecilho do food noise que persegue tanta gente e o peso dos comentários sobre o corpo.
Quantos de nós desistimos de uma relação quando não tem aquela dose de drama que nos prende? E quando essa dose de drama se torna numa situação insuportável? Saímos mas continuamos a fugir de relações pacíficas, pouco intensas. Porquê? Esta ouvinte sente vergonha de cair nesta dinâmica e, mais uma vez, de se ver numa relação tóxica ao ignorar os sinais vermelhos. E explicação para este fenómeno vem lá de trás...
Para terminar esta temporada vamos dar largas ao narcisismo e falar de nós. As nossas manias e peculiaridades. Voltamos em Setembro!
O ponto de partida da análise desta semana é um certo desencanto pela vida. Uma mulher cansada de todos os obstáculos que foi ultrapassando, queria ter chegado a esta altura da sua vida sem grandes problemas, como nos filmes. A realidade troca-lhe as voltas, apresenta-lhe um relacionamento que não satisfaz, e não a deixa desfrutar de um cenário idealizado por si. Por isto tudo, sente que está a ver a vida a passar e que aquilo que anda a fazer é esperar pela morte. Duro
Quando há um elemento da família desorientado, em negação, a ir constantemente por caminhos perigosos, a família reconfigura-se e tudo gira à volta dessa pessoa. Há quem queira ajudar, há quem se sinta culpado, há quem desculpe tudo e desvalorize; e há o próprio que não aceita ajuda por não reconhecer qualquer problema. O que se faz? Quem deve fazer? A partir de quando devemos largar essa urgência de responsabilização? É por aqui que vamos neste episódio. Esperamos responder à preocupação da irmã que nos escreveu. E a todos os que estejam na mesma situação.
Ninguém gosta de ser gozado. Saber rir de si próprio pode ser fácil desde que seja o próprio a controlar a piada e o que, de si, tolera que seja risível. Mas... e quando são os outros a rir e a ampliar algo que queremos esconder do mundo, até de nós mesmos? Como é que se lida quando gozam connosco? Onde se trata um ego ferido? Sim, é disso mesmo que falamos neste episódio.
O cenário é clássico: ter uma amiga a sofrer e querer encontrar as palavras certas para ajudar quando não conseguimos perceber as razões para tanto sofrimento. O medo de falhar. A vontade de corrigir. O que estará aqui realmente a acontecer? Será mesmo um pedido de ajuda ao outro ou a si própria? Haverá uma identificação não aparente entre a ouvinte e a amiga? Porque é que ouvir a dor do outro nos é tão desconfortável?
Temos uma mensagem de uma ouvinte que aprecia a maior parte das características de um homem, excepto uma parte anatómica. E que sendo essa uma questão importante na sua vida, prefere ficar sozinha. Para bom entendedor... é melhor ouvir o episódio.
Depois de duas relações longas e saudáveis, esta ouvinte conta que se deixou seduzir por um homem que se revelou ser abusivo. Isto aos 64 anos. Há algumas perguntas que surgem: por que razão isto aconteceu quando as relações anteriores foram boas; e porquê aos 64 anos. Há idade para entrar numa relação com estes contornos pouco saudáveis? Vamos pensar.
Esta semana recebemos a vista do Padre Paulo Duarte. Sim, temos um padre, não no divã mas na Chaise Longue. E com ele falamos de acolhimento, fé, acompanhamento espiritual e de como pode e deve ser aliado do processo terapêutico. "Há feridas internas que não se curam com oração", diz a certa altura este padre que o é por vocação e como parte da sua identidade. E assume que também precisou de acompanhamento para poder acompanhar. Esperamos que goste tanto da partilha como nós gostámos de o ouvir.
O que acontece no processo psíquico de alguém que prefere passar o dia a jogar online do que a ter qualquer interação humana em carne e osso? O que se passa com esta pessoa que prefere refugiar-se nesta vida virtual, de faz de conta? O que é que a vida real deste rapaz não tem? Quem diz este rapaz, diz todas aquelas pessoas que estão viciadas nos jogos online. Será mesmo um vício, neste caso?
Mais uma mensagem de um ouvinte, homem, que procura reconstruir a sua auto-estima depois de uma rejeição. De onde vem esta ideia de que poderá não ser suficiente? Será que esta sensação não estará a boicotar as relações e a levar à rejeição? Falámos bastante sobre auto-estima que aparece nestes dias como um chavão, como se, através de dicas e afirmações ao espelho, pudéssemos recuperar o amor próprio. É mais complexo do que isso. Vamos pensar juntos, juntas.
E quando alguém cresce a ouvir "as tuas irmãs são as bonitas, tu és a inteligente"? Que impacto é que esta atribuição de características tem no desenvolvimento de uma pessoa? A pessoa é a ouvinte que nos contactou, mas pode ser qualquer um de nós. Se afinal não formos aquilo que nos disseram, quem somos nós?
Filipa Rebelo
Tão bom! Obrigada Sílvia e Joana 🩷