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Ciência com Impacto Podcast

Author: Ciência Com Impacto

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Uma hora de conversa. De perguntas incómodas ou de questões pertinentes. Uma hora para saciar a curiosidade. E divulgar as mais recentes descobertas científicas, que impactam as nossas vidas e a sociedade.Uma hora para conhecer os protagonistas. As suas histórias. As suas dificuldades e, acima de tudo, como alcançam os seus objectivos. Uma hora que passa num instante. Uma hora de Ciência com Impacto.
18 Episodes
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Se queremos prever a evolução futura do clima na Terra temos de conhecer o seu passado. Este é o mote das investigações da Fátima Abrantes – uma paleoceanógrafa do IPMA e do CCMAR – Centro de Ciências do Mar. E, para atingir esse objetivo, são estudados os sedimentos dos fundos oceânicos, os fósseis de conchas dos bivalves e o gelo eterno do Ártico e do Antártico.Nos últimos tempos, Fátima Abranches tem dedicado particular atenção ao afloramento costeiro do litoral português e aos índices de produtividade primária. O estudo atual e passado da abundância de microalgas, que são a base da cadeia trófica oceânica e grandes consumidores de dióxido de carbono, permite ajudar a traçar modelos conceptuais – que são, mais tarde, usados nas previsões da evolução do clima.Neste ano de 2021 inicia-se a Década dos Oceanos, decretada pela ONU – Organização das Nações Unidas. É, na perspetiva desta investigadora, uma oportunidade única para travarmos ou invertemos os danos mais graves que décadas de industrialização desenfreada têm causado nos mares internacionais.Uma conversa a não perder.
Teresa Pinto-Correia é vice-presidente de um Conselho de Missão sobre a Saúde dos Solos e dos Alimentos. A estratégia deste grupo de trabalho, entregue já este ano à Comissão Europeia, defende uma mudança profunda no uso da terra e dos sistemas alimentares na Europa. E este é um dos temas em destaque neste podcast.Esta investigadora portuguesa, diretora do MED - Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, é uma defensora da manutenção e da revitalização dos sistemas silvo-pastoris nos habitats mediterrânicos. Mas, para isso, são necessários laboratórios vivos: parcelas agrícolas experimentais e de longa duração. E, claro, olha para a paisagem e para a gestão sustentável dos montados com a certeza que o futuro da agricultura no sul da Europa passará por estes ecossistemas. Uma conversa a não perder.
Existe um mundo infinitamente pequeno, desconhecido até há poucos anos. É o universo das nanopartículas – onde os materiais adquirem propriedades diferentes daquelas que lhes eram reconhecidas. A falta de regulamentação e o abuso destes nanomateriais têm efeitos perniciosos sobre o Ambiente, sobre os meios terrestres e aquáticos. E esse é um dos campos de estudo da bióloga Susana Loureiro.Mas nem tudo é negativo. E, nos últimos anos, Susana Loureiro tem-se dedicado à procura de potenciais benefícios dos nanomateriais, de formas de minimizar impactos negativos e de construir soluções sustentáveis e de circularidade.Entretanto, como a ecotoxicidade não se esgota no ambiente, a investigadora abraçou novos desafios e agora estuda a influência que certos materiais tóxicos, como o mercúrio, podem ter na fertilidade humana.Uma conversa a não perder.
Ciência e Cidadania. Duas palavras que andam a par durante toda a obra, toda a vida, de Alexandre Quintanilha. Os seus contributos para a Ciência são imensos e diversos. Vão desde a Física Teórica e o estudo dos supercondutores até à Biofísica e às investigações sobre membranas biológicas e eritrócitos.Ao longo da sua carreira científica, dividida entre Joanesburgo, Califórnia e Porto, Alexandre Quintanilha deixou obra feita. Como o Instituto de Biologia Molecular e Celular e o i3s – Instituto de Investigação e Inovação – ambos ligados à Universidade do Porto. Mas o seu contributo como cidadão não foi menor. Há 20 anos foi o presidente da comissão encarregue de elaborar e propor uma lei para o combate à toxicodependência – que foi aprovada e se revelou um sucesso, tornando-se um caso de estudo em todo o mundo. Recentemente, o investigador aceitou outro desafio: foi eleito deputado à Assembleia da República e, nos últimos cinco anos, tem-se dedicado às questões da Educação e da Ciência, com particular destaque para o tema da emergência climática. Uma conversa a não perder.
O que motiva uma cientista portuguesa a estudar grandes símios? E, uma vez que Portugal não tem primatas entre a sua fauna, como é que isso se faz? – estas duas questões não podiam faltar na conversa com Catarina Casanova, a mais prestigiada primatóloga nacional.A conversa também seguiu outros rumos. Quais as grandes ameaças que pairam sobre a sobrevivência de gorilas, chimpanzés e orangotangos e como poderemos combater a caça furtiva e a deflorestação dos seus territórios – em muitas casos, para se plantarem monoculturas de óleo de palma.Mas não só. Que semelhanças biológicas e culturais nos aproximam destes nossos parentes próximos – os únicos que sobreviveram até à atualidade. E de que forma é que o seu estudo pode ser uma janela para entendermos o comportamento dos nossos ancestrais humanos e, eventualmente, a evolução e o desenvolvimento das nossas sociedades.Uma conversa a não perder.
A nova Revolução Tecnológica está em curso. E há uma investigadora portuguesa na linha da frente das inovações mais recentes – tendo o seu nome sido apontado para o Nobel da Física de 2020.Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e conselheira científica da Comissão Europeia, é das engenheiras mais prestigiadas em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho Invisible, na área da eletrónica transparente valeu-lhe, este ano, a atribuição do prémio Horizon Impact Award. Mas os seus desafios na idealização e fabrico de novos transístores e outras componentes eletrónicas não se ficam por aqui. Muitas das suas inovações passam pela eletrónica do papel e pelos nanomateriais. E os resultados estão à vista. Além de um vasto número de patentes, Elvira Fortunato tem trabalhado em parceria com grandes empresas nacionais e multinacionais, como a Samsung, a Merck, a Hovione ou a Navigator.Uma conversa a não perder.
É possível reabilitar um território rural que se degradou nas últimas décadas? Como recuperar aldeias e regiões, que se quebraram num assustador processo de desertificação humana e de degradação ambiental?Este é um dos desafios que a socióloga Elisabete Figueiredo tenta responder através de um aturado trabalho de campo. Por isso quer perceber qual o impacto que os produtos com denominação de origem protegida podem ter nas comunidades rurais. Mas não só: como é que a venda, nos grandes centros urbanos, de artigos típicos ou artesanais pode ajudar as suas regiões de origem; que importância podem ter as marcas distintivas de um território na atratividade de novos habitantes ou de simples visitantes; e qual a importância do turismo rural e do agro-turismo na revitalização de espaços há muito esquecidos.Uma conversa a não perder.
As amêijoas asiáticas são uma espécie invasora que ocupou muitos dos nossos cursos de água, colocando em causa a sobrevivência de bivalves nativos.Mas Joana Pereira e outros membros da sua equipa perceberam que, afinal, esta praga pode ter alguma utilidade: as suas capacidades filtradoras e o seu poder de resistência podem ser usados para remover metais e compostos orgânicos que contaminam as águas.Ao longo de uma hora, também falamos de outros invasores: do mexilhão-zebra e do lagostim-americano. Que, juntamento com as cianobactérias, causam graves problemas nas linhas de água doce nacionais.Finalmente, se quer saber mais sobre a poluição que ameaça o Antártico, oiça o que Joana Pereira tem a contar sobre a expedição que realizou a esta região polar – tão afectada pelo aquecimento global.Uma conversa a não perder.
Sónia Cruz esteve em todos os jornais recentemente: ganhou a maior bolsa do Centro Europeu de Investigação atribuída a cientistas portugueses.Mas a maior surpresa talvez tenha sido o tema do seu estudo: as lesmas do mar. Umas lesmas especiais, únicas do mundo, porque conseguem replicar algo que se pensava ser exclusivo das plantas: a fotossíntese. A possibilidade de micro-algas produzirem eletricidade é outro dos tópicos da entrevista.Uma conversa a não perder.
O biólogo marinho Rui Rocha tem uma convicção que norteia todo o seu trabalho científico: a aquacultura pode ser uma garantia de produção de alimento a preço justo para todos.Daí os projetos que desenvolveu em Moçambique, Angola e São Tomé: as aquaculturas comunitárias – que ajudam à subsistência de famílias ou grupos, fomentam as debilitadas economias rurais e aliviam a depredação dos recursos naturais marinhos.Outra das preocupações de Rui Rocha são os corais e a sua conservação. Uma forma de contornar a predação do Homem e os efeitos nefastos do aquecimento global, é cultivar corais em aquários e esse tem sido um dos seus desafios nos últimos anos.Uma conversa a não perder.
O biólogo José Alves é um migrador por opção. Segue as aves invernantes que arribam aos estuários quando chega o tempo frio e parte com elas para o ártico quando a Primavera desponta.Outras vezes, quando as aves limícolas que estuda criam em Portugal, acompanha as suas migrações rumo ao sul, para a costa do Mediterrâneo ou para África. Para os estudar usa técnicas inovadoras e tecnologia de ponta: aparelhos GPS miniaturizados, com antena, bateria e painel solar.Mas quando o tema são as aves migradoras e o estuário do Tejo é impossível não falar do futuro aeroporto do Montijo. Qual o real impacto que esta infraestrutura irá ter na sobrevivência de espécies já tão ameaçadas?Uma conversa a não perder.
Quem quer navegar em segurança na Ria de Aveiro dispõe, agora, de uma app desenvolvida pela equipa de João Dias, diretor do Departamento de Física da Universidade de Aveiro.As ameaças que pairam sobre estas áreas naturais costeiras, fruto de uma intensa humanização e da pressão das alterações climáticas, foram um dos temas da entrevista.Onde também não faltou um tema recorrente e atual: a importância da modelação na hidrodinâmica e para a compreensão dos cenários que o futuro nos reserva.Uma conversa a não perder.
Serão as hortas urbanas seguras para a produção de alimentos? E como poderemos saber se os seus solos estão – ou não – contaminados?A bióloga Sónia Rodrigues procurou as respostas para estas questões. E encontrou muito chumbo – um legado da gasolina com chumbo, banida há décadas, mas que ainda persiste acumulado nos solos urbanos.O abuso de nanomateriais em produtos do quotidiano são os novos contaminantes, cujo perigosidade se começa agora a desvendar. Mas a nanotecnologia também tem as suas vantagens – podendo ser usada na produção sustentável de alimentos.Uma conversa a não perder.
Como é que um crocodilo pode sobreviver em pleno deserto? Essa foi uma das questões que levou o biólogo José Carlos Brito a percorrer a Mauritânia, com uma bolsa da National Geographic.Mas o seu trabalho de conservacionista não se esgotou neste tema. Foi pioneiro do estudo das víboras em Portugal e investigou a história evolutiva das lagartixas do deserto em vários países do norte de África.Agora o seu foco de estudo é o impacto das alterações climáticas em áreas protegidas costeiras de toda a África.Uma conversa a não perder.
Noventa e sete por cento do território português é mar. Que mistérios e recursos estão ainda por desvendar nessa imensidão atlântica? E poderão a pesca e a aquacultura contribuírem decisivamente para alimentar os nove biliões de humanos que irão povoar a Terra em 2050?... Estes são alguns dos temas abordados na entrevista com o investigador Ricardo Calado.E as respostas foram espantosas. Fique a saber como foi criado um “código de barras” para certificar a origem dos organismos marinhos ou como está a ser criada, com o contributo das investigações do Ecomare, uma aquacultura sustentável, de zero desperdícios, valorizando o sabor e a qualidade do pescado.Uma conversa a não perder!
Uma bactéria descoberta numa antiga mina de urânio, por investigadores da Universidade de Aveiro, pode vir a ter aplicações na Medicina, Veterinária e Indústria Alimentar. Nesta entrevista, Tânia Caetano vai revelar-nos alguns dos segredos da “super-bactéria” NL19.Ao longo de uma hora iremos perceber como é que as investigações em microbiologia podem contribuir para combater a multirresistência das bactérias e a dar renovada eficácia aos antibióticos. E também ficaremos a saber que os humanos – tal como os restantes seres vivos – são ecossistemas de bactérias e de archaea e que, sem estes organismos, a Vida tal como a conhecemos não existiria.Uma conversa a não perder!
Golfinhos vítimas de redes de pesca, que naufragam nas nossas praias. Ou focas que são arrastadas por tempestades e arrojam nas costas portuguesas. Estas são algumas das histórias partilhadas por Catarina Eira, investigadora do CESAM e uma das biólogas da equipa de resgate do CRAM – Centro de Reabilitação de Animais Marinhos.Mas, também, iremos saber como está o processo de classificação de novas áreas marinhas protegidas e o que é necessário para salvar o boto – o cetáceo mais pequeno e desconhecido do nosso litoral.Uma conversa a não perder!
Golfinhos vítimas de redes de pesca, que naufragam nas nossas praias. Ou focas que são arrastadas por tempestades e arrojam nas costas portuguesas. Estas são algumas das histórias partilhadas por Catarina Eira, investigadora do CESAM e uma das biólogas da equipa de resgate do CRAM – Centro de Reabilitação de Animais Marinhos.Mas, também, iremos saber como está o processo de classificação de novas áreas marinhas protegidas e o que é necessário para salvar o boto – o cetáceo mais pequeno e desconhecido do nosso litoral.Uma conversa a não perder!#cienciacomimpacto #catarinaeira #cram #cesam #podcast #centroreablitacaoanimaismarinhos #paulocaetano #conservacaomamiferosmarinhos
Comments (1)

Paulo Caetano

Grande entrevista Catarina Eira... e parabéns pelo excelente trabalho!

Apr 4th
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