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Como Começar

Author: Nexo Jornal

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Este é o Como Começar, podcast de cultura do Nexo, um jornal digital para quem busca explicações precisas e interpretações equilibradas sobre os principais fatos do Brasil e do mundo. O programa se debruça, a cada episódio, sobre a obra de um autor ou movimento da literatura, da música ou do cinema
40 Episodes
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Conhecido como mestre do suspense, diretor britânico foi um dos maiores autores cinematográficos do século 20, graças a filmes como "Psicose", "Um Corpo que Cai" e "Janela Indiscreta" Filmes citados -Intriga Internacional -Um Corpo que Cai -Psicose -Janela Indiscreta -O jardim ods prazeres -39 degraus -A dama oculta -O homem que sabia demais -E o vento levou -O ano passado em Marienbad -Pacto Sinstro
O escritor colombiano Gabriel García Márquez é conhecido por ser um dos maiores expoentes do realismo mágico, corrente literária latino-americana que mistura aspectos da realidade com o folclore e a ficção. Também foi jornalista, diretor de cinema e uma voz potente contra regimes autoritários que tomaram a América Latina na segunda metade do século 20. García Márquez foi o primeiro e único escritor da Colômbia a conquistar o Nobel de Literatura, em 1982. Gabo, como é conhecido no país, usou a sua visibilidade internacional para difundir a cultura hispano-americana e projetar outros artistas da região. Também é fundador da Fundação Gabo, que promove treinamentos e premiações para jornalistas latino-americanos. Para abordar os diferentes aspectos que marcam a trajetória do autor, este episódio do “Como começar”, o podcast de cultura do Nexo, conversou com: - Alexandre Barbosa, pesquisador de comunicação e cultura popular da América Latina e gerente de relações acadêmicas no Memorial da América Latina, em São Paulo - Felipe Vieira, historiador e pesquisador da obra de García Márquez - Joana Rodrigues, professora do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e especialista em literatura espanhola e hispano-americana // Livros citados no programa: Cem Anos de Solidão (1967) Amor nos tempos do Cólera (1985) Crônica de uma Morte Anunciada (1981) Outono do Patriarca (1975) Cheiro de Goiaba (1982) Notícias de um sequestro (1996) Relato de um Náufrago (1955) A aventura de Miguel Littin clandestino no Chile (1986) Eu não vim fazer um discurso (2014) Ninguém escreve ao coronel (1961) Os funerais da mamãe grande (1962) Doze Contos Peregrinos (1992) // Músicas do programa: Despedida - Shakira Macondo - Óscar Chávez Los cien años de Macondo - Los Hispanos Afrosound - Caminito Serrano Puerto Candelaria - Senderito de Amor Los Cumbia Stars San Marcos Y Porro Bonito White Suit - Antonio Pinto Gracias a la vida - Mercedes Sosa Latinoamerica - Calle 13 Aguacero - Perotá Chingó
Se hoje é comum que grandes artistas do pop compartilhem mensagens de empoderamento feminino, no início dos anos 1990, o cenário da música era bem diferente. Este podcast recupera a história de um movimento do punk rock feito por mulheres que levantou a bandeira do feminismo quando isso ainda não a coisa mais normal — e nem segura — a se fazer. Trata-se do riot grrrl, que tem suas origens na cidade de Olympia, capital do estado de Washington, nos Estados Unidos. Com letras contestadoras e uma estética que subvertia ideias tradicionais associadas à feminilidade, a influência dessa cena local se espalhou pelo mundo e deixou sua marca no mainstream. Para destrinchar o legado desse movimento e montar um roteiro introdutório de músicas indispensáveis, o Nexo conversou com: - Leticia Marques, cineasta e diretora do documentário “Faça você mesma”, sobre o riot grrrl brasileiro; - Camila Puni, artista e pesquisadora de zines que já deu aulas na Universidade de Tulane em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e participou de residência artística no LA Zine Fest, na Califórnia; - Bah Lutz, vocalista da Bertha Lutz, banda de punk feminista de Belo Horizonte. // Músicas do programa - Bikini Kill – Double Dare Ya - Bratmobile – Cherry Bomb - Sleater-Kinney – Dig Me Out - Excuse 17 – Watchmaker - Team Dresch – Uncle Phranc - Dominatrix – Patriarchal Laws - Mercenárias – Inimigo - Mercenárias – Me perco - Bertha Lutz – Sangue negro - Bikini Kill – Rebel Girl - Bikini Kill – Feels Blind - Bikini Kill – Suck My Left One - Bikini Kill – I Like Fucking - Sleater-Kinney – I Wanna Be Your Joey Ramone - Sleater-Kinney – Let’s Call It Love - Bratmobile – Cool Schmool - Team Dresch – Fagetarian and Dyke - Team Dresch – Hate the Christian Right - Tamar-kali – Boot - Tamar-kali – Pearl - Dominatrix – No Make Up Tips - TPM – Racismo - Bulimia – Punk rock não é só pro seu namorado - Bertha Lutz – Preta gorda sapatão - Spice Girls – Wannabe - Pussy Riot – Make America Great Again - TPM – Noise rock brutal urso punkinho gralha
Como começar a ver 007

Como começar a ver 007

2020-07-1349:504

Vinte e cinco filmes. Essa é a marca que a franquia James Bond bateria com “007 — Sem tempo para morrer”, se tivesse sido lançado em abril de 2020. Com a pandemia do novo coronavírus, o filme foi adiado para novembro. Será a quinta vez, e provavelmente última, que Daniel Craig encarna o espião mais famoso do cinema. Antes dele, cinco outros atores deram vida às aventuras internacionais do agente, que começaram na década de 1950 a partir dos livros de Ian Fleming. Bond enfrentou dezenas de vilões, em especial russos, levantando a bandeira do anticomunismo no cinema num momento em que EUA e União Soviética rivalizavam na Guerra Fria. Contava, para isso, com gadgets, carros, roupas e bebidas caras. Flertava também com diversas mulheres que cruzavam seu caminho. Neste podcast, o Nexo conta a trajetória do espião e como ela se relaciona com a história do cinema e do mundo. Ao longo desses quase 60 anos, a franquia precisou se reinventar, especialmente na caracterização feminina e racial. Mas as mudanças extrapolam as demandas de representatividade. Marcos Kontze, jornalista e criador do site James Bond Brasil, há nove anos no ar; Raphaela Ximenes, jornalista, pesquisadora e crítica de cinema membro do coletivo Elvira de mulheres críticas; e Roberto Sadovski, jornalista e crítico de cinema do site Uol, ajudam a fazer esse resgate histórico. // Filmes citados Filmes da franquia 007 “007 — Nunca mais outra vez” (Irvin Kershner, 1983) “Tom Jones” (Tony Richardson, 1963) “A hard day’s night” (Richard Lester, 1964) “A identidade Bourne” (Doug Liman, 2002) “Batman begins” (Christopher Nolan, 2005) “Austin Powers” (Jay Roach, 1997) // Músicas do programa Dr. No’s theme — Monty Norman (trilha “Dr. No”) James Bond theme — Monty Norman (trilha “Dr. No”) Dr. No’s fantasy — Monty Norman (trilha “Dr. No”) Dum di-di dum dum — Monty Norman Misirlou — Dick Dale and the Del-Tones Skyfall — Adele (trilha “Skyfall”) No time to die — Billie Eilish (trilha “Sem tempo para morrer”) Thunderball — Tom Jones (trilha “007 contra a chantagem atômica”) Live and let die — Wings (trilha “Com 007 viva e deixe morrer”) Die another day — Madonna (trilha “Um novo dia para morrer”) The Living Daylights — A-ha (trilha “007 Marcado para morte”) Goldfinger — Shirley Bassey (trilha “Goldfinger”) Diamonds are forever — Shirley Bassey (trilha “Diamantes são eternos”) Fatal Weakness — Eric Serra (trilha “Goldeneye”) Another way to die — Alicia Keys e Jack White (trilha “Quantum of Solace”) A hard day’s night — The Beatles (trilha “A hard day’s night”) Theme from Shaft — Isaac Hayes (trilha “Shaft”) Terminator 2 Theme — Brad Fiedel (trilha “Exterminador do futuro 2”) Extreme Ways — Moby (trilha “Identidade Bourne”) // Referências teóricas “Why does James Bond sound like James Bond”, Dan Golding https://www.youtube.com/watch?v=cL31rRUMRUY International Journal of James Bond Studies https://jamesbondstudies.ac.uk/articles “Beyond Bond: Spies in Fiction and Film”, Wesley Britton https://bit.ly/2Yglugh “The Case of Mr. Fleming”, Bernard Bergonzi, à revista The Twentieth Century https://www.theguardian.com/theguardian/from-the-archive-blog/2012/oct/01/ian-fleming-james-bond-1958-archive “Hollywood Cinema: An Introduction”, Ian Craven e Richard Maltby https://books.google.com.br/books/about/Hollywood_Cinema.html?id=EGgengEACAAJ&source=kp_cover&redir_esc=y “Sex, sadism and snobbery”, Paul Johnson, à revista New Statesman: https://www.independent.co.uk/voices/commentators/sarah-churchwell-the-enduring-thrill-of-sex-sadism-and-snobbery-835155.html “Shaken Not Stirred: The Cold War Politics of James Bond, From Novel to Film”, Noah Jacoby Lewis https://ojs.lib.uwo.ca/index.php/lajur/article/download/7267/5946/
É possível encontrar poesia em todo lugar: nas páginas, na música, na dramaturgia, na timeline de redes sociais. Mesmo assim, como gênero literário, a poesia pode intimidar – é normal que muita gente tenha uma certa resistência a abrir um livro de poemas. Este podcast fala com pesquisadoras e poetas sobre as principais características dos formatos da poesia, a evolução do gênero, as competições de slam e o fôlego novo que os “instapoetas” trouxeram para o mercado editorial. Eles dão dicas de como encontrar o tipo de poesia que tem mais a ver com você. Foram entrevistadas as professoras Annie Gisele Fernandes, da USP, e Susanna Busato, da Unesp, a pesquisadora e campeã de slam Roberta Estrela D'Alva, e os poetas Ricardo Aleixo e Francisco Mallmann. // Músicas e trechos usados no programa: Documentário - Poetas do Repente Soneto da Fidelidade/Eu sei que vou te amar - Vinicius de Moraes e Tom Jobim Capítulo 4, versículo 3 - Racionais MCs Rap Du Bom Parte II - Rappin Hood (part. Caetano Veloso) // Autores citados: Augusto de Campos Pieta Poeta Mano Brown Rupi Kaur Ana Cristina Cesar Cacaso Francisco Alvim Paulo Leminski Vinicius de Moraes Francesco Petrarca Luís de Camões Manuel Bandeira Mário de Andrade Oswald de Andrade Carlos Drummond de Andrade Sophia de Mello Breyner Andresen Gregório de Matos Belchior Chico Buarque Caetano Veloso Angélica Freitas Ana Martins Marques Hilda Hilst Sylvia Plath João Cabral de Melo Neto Conceição Evaristo
Uma história contada por meio de música. Essa é a premissa básica da ópera, gênero teatral surgido no final do século 16 e que foi muito popular no mundo todo até meados do século 20. Com tramas dos mais diversos tipos e estilos musicais diferentes, a ópera, durante muitos anos, foi uma das principais formas de entretenimento do povo. Porém, com o passar dos séculos, ficou taxada como uma arte elitista. Neste podcast, o Nexo ouviu a maestrina Vânia Pajares, mestre em artes pela Unicamp, e o cantor Leonardo Neiva, que já protagonizou óperas em palcos do mundo todo.
Ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes de 2019 e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 2020, “Parasita” já contabiliza mais de 100 outros prêmios ao redor do mundo. O longa sul-coreano é ainda o primeiro do país a ser indicado às principais categorias do Oscar: além de “Melhor Filme Estrangeiro”, aparece entre os americanos nas listas de “Melhor Filme”, “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Original”. Não é um fenômeno espontâneo: Bong Joon-ho, diretor do filme, é de uma geração de cineastas que vem se destacando em festivais internacionais há mais de uma década. Park Chan-wook, Kim Ki-duk, Lee Chang-dong e Hong Sang-soo são apenas alguns deles. Atentos à visibilidade que a cultura pode trazer ao país, também evidente na força do k-pop, desde a década de 1990 o governo sul-coreano fomenta a produção artística e garante a exibição dos filmes em salas comerciais, consolidando assim uma indústria nacional que, agora mais do que nunca, consegue exportar seu produto. Neste podcast, o Nexo ouviu Cássio Starling Carlos, crítico de cinema da Folha de S.Paulo, e Josmar Reyes, professor de realização audiovisual da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS). Eles comentaram as características e leituras da filmografia sul-coreana. Filmes citados: - “The widow” (Park Nam-ok, 1955) - “A empregada” (Kim Ki-young, 1960) - “Three friends” (Yim Soon-rye, 1996) - “Peppermint candy” (Lee Chang-dong, 1999) - “Keeping the vision alive” (Yim Soon-rye, 2001) - “Oasis” (Lee Chang-dong, 2002) - “Mr. vingança” (Park Chan-wook, 2002) - “Oldboy” (Park Chan-wook, 2003) - “Primavera, verão, outono, inverno… primavera” (Kim Ki-duk, 2003) - “Lady vingança” (Park Chan-wook, 2004) - “A samaritana” (Kim Ki-duk, 2004) - “O hospedeiro” (Bong Joon-ho, 2007) - “Forever the moment” (Yim Soon-rye, 2008) - “Sede de sangue” (Park Chan-wook, 2009) - “Eu vi o diabo” (Kim Jee-woon, 2010) - “Poesia” (Lee Chang-dong, 2011) - “O expresso do amanhã” (Bong Joon-ho, 2013) - “Certo agora, errado antes” (Hong Sang-soo, 2015) - “O lamento” (Na Hong-jin, 2016) - “A criada” (Park Chan-wook, 2016) - “The truth beneath” (Lee Kyoung-mi, 2016) - “Na praia à noite sozinha” (Hong Sang-soo, 2017) - “Okja” (Bong Joon-ho, 2017) - “Em chamas” (Lee Chang-dong, 2018) - “Parasita” (Bong Joon-ho, 2019) // Músicas do programa: - The Belt of Faith - Jung Jae-il (trilha “Parasita”) - Cries and Whispers - Jo Yeong-wook (trilha “Oldboy”) - The Last Waltz - Jo yeong-wook (trilha “Oldboy”) - Jeongseon Arirang - Kim Young-im (trilha “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera”) - Welcome to Jurassic Park - John Williams (trilha “Jurassic Park”) - Generique - Miles Davis (trilha “Em Chamas”) - Opening - Jung Jae-il (trilha “Parasita”) - Devil’s Bossa - Mowg (trilha “Eu vi o diabo”) - Dream - Mowg (trilha “Em chamas”) - The Footsteps of My Dear Love - Jo Yeoung-wook part. Gain, Minseo (trilha “A criada”) // Textos citados: - A Sociohistorical Contextual Analysis of the Use of Violence in Park Chan-wook's Vengeance Trilogy: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.918.2663&rep=rep1&type=pdf - Beyond good and evil: revenge in South Korean cinema: https://www.easternkicks.com/features/beyond-good-and-evil-revenge-in-south-korean-cinema
Neste episódio de fim de ano do “Como começar”, a redação do Nexo fez 19 recomendações de livros que não necessariamente foram lançados em 2019, mas que por algum motivo chamaram a atenção de 19 pessoas da equipe do jornal. São livros de não ficção que se destacaram porque tratam de temas relevantes do debate público. Ou livros ficcionais que provocam a imaginação, o prazer da leitura. Ouça um compilado de indicações de romances, ensaios, autobiografias, quadrinhos e livro-reportagens que mostram diferentes caminhos para começar a processar o que foi 2019:  Lista de livros recomendados: - “A Ilha de Arturo”, de Elsa Morante (Carambaia), indicação da Juliana Domingos de Lima - “Os Anos”, de Annie Ernaux (Três Estrelas), indicação do Antonio Mammi - “Meu ano de descanso e relaxamento”, de Ottessa Moshfegh (Todavia), indicação do Fredy Alexandrakis - “Arquivo das crianças perdidas”, de Valeria Luiselli (Alfaguara), indicação de Letícia Arcoverde - “Passagem para o Ocidente”, de Moshin Hamid (Companhia das Letras), indicação de Marina Menezes - “O Relatório de Brodeck”, de Manu Larcenet (Pipoca e Nanquim), indicação de Cesar Gaglioni - “Você é minha mãe?”, de Alison Bechdel (Quadrinhos e Cia), indicação do Mauricio Abbade - “A interpretação dos sonhos”, de Sigmund Freud (Companhia das Letras), indicação de Thiago Quadros - “O Educador: um perfil de Paulo Freire”, de Sérgio Haddad (Todavia), indicação de Ricardo Monteiro - “O povo contra a democracia”, de Yascha Mounk (Companhia das Letras), indicação de Lucas Gomes - “Os Engenheiros do Caos”, de Giuliano da Empoli (Vestígio), indicação de João Paulo Charleaux - “A terra inabitável”, de David Wallace-Wells (Companhia das Letras), indicação de Mariana Vick - “Escravidão - volume 1: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares”, de Laurentino Gomes (Globo Livros), indicação de Camilo Rocha - “Vozes insurgentes de mulheres negras: do século 18 à primeira década do século 21”, organização de Bianca Santana e publicado (Fundação Rosa Luxemburgo em parceria com a Editora Mazza), indicação de Manuela Thamani (Link para o PDF do livro: https://biancasantana.files.wordpress.com/2019/07/web_vozes_insurgentes_de_mulheres_negras.pdf) - “Todo dia a mesma noite”, de Daniela Arbex (Intrínseca), indicação de Géssica Brandino - “A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, de Bruno Paes Manso e Camila Caldeira Nunes Dias (Todavia), indicação de Natan Novelli Tu - “Hyperobjects”, de Timothy Morton (University of Minnesota Press), indicação de Ibrahim Souza - “Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han (Vozes), indicação de Laila Mouallem - “Querida Konbini”, de Sayaka Murata (Estação Liberdade), indicação de José Orenstein
Livros podem apontar caminhos e levar a reflexões nem sempre tão óbvias. Na infância, isso não é diferente, especialmente quando o assunto é difícil – morte, medo, bullying, machismo, desigualdade e racismo, por exemplo. Como a literatura pode ajudar nesse diálogo? Existe “assunto de adulto” e “assunto de criança”?  Esse é o tema do oitavo e último episódio da temporada especial sobre literatura infantil do podcast Como começar. A convidada da vez foi a Lúcia Hiratsuka, escritora e ilustradora, autora de livros como “Chão de Peixes” (2018), “Histórias guardadas pelo rio” (2018) e “Orie” (2014).  Conheça também a obra da escritora e ilustradora Angela Lago, que produziu um dos trabalhos mais originais da literatura infantil brasileira. Além de ter experimentado muito ao longo da carreira, Lago incorporou o computador em seu processo de criação nos anos 1980 e chegou a produzir ilustrações animadas para a internet.
Tablets e celulares estão por toda parte: desde que a pessoa nasce, aparece alguém para fotografar. Sem falar na televisão e no computador. Nesse cenário, como estimular o hábito da leitura de livros em uma criança do século 21? Esse é o assunto do sétimo e penúltimo episódio da série “Como começar a ler para crianças”. O convidado da vez é a editora de livros infantis da Companhia das Letras Mell Brites.  Além disso, Ziraldo é o autor clássico destacado nesta edição. Um dos mais conhecidos escritores de literatura infantil do país, ele é autor de títulos como  “Flicts”, “Joelho Juvenal” e “Menino Maluquinho”.
A palavra mediador é frequentemente citada quando o assunto é literatura infantil. É aquele que lê para o outro em voz alta – seja uma criança que ainda não foi alfabetizada, seja para uma roda de leitura. Mas essa atividade vai além do ato de ler em si, e há alguns fatores que podem torná-la mais proveitosa tanto para a criança como para o adulto. Como ler em voz alta para uma criança é o assunto do sexto episódio da série “Como começar a ler para crianças”. O convidado da semana é o escritor Olívio Jekupé, autor de livros como “A mulher que virou Urutau”, “O saci verdadeiro” e “Tekoa: conhecendo uma aldeia indígena”. E a trilha sonora é dos filhos do Jekupé, Tupã e Jekupé Mirim. Além disso, Ana Maria Machado é a autora clássica desta edição. Uma das mais importantes escritoras brasileiras da literatura infantil, completou 50 anos de carreira em 2019 e é membro da Academia Brasileira de Letras. Ana Maria Machado é autora de livros como “Bento que Bento é o Frade”, “História Meio Ao Contrário” e “Era uma vez um tirano”.
A crise e falência de grandes redes de livrarias afetou o mercado editorial como um todo. E desde 2014 as compras de livros por parte do governo não foram restabelecidas. Isso gerou mudanças nas formas de se produzir literatura no Brasil em todos os gêneros, e as obras voltadas ao público infantil ou infantojuvenil também foram impactadas por esse movimento. A situação do mercado é assunto do quinto episódio da série “Como começar a ler para crianças”. E a conversa é com o escritor Ilan Brenman. Ele é autor de dezenas de livros, como “Até as princesas soltam pum” (2008), “Telefone sem fio” (2011) e “Refugiados” (2019). A vida e a obra da escritora Eva Furnari também são tema deste episódio. Furnari é brasileira de origem italiana e se destacou nos anos 1980 ao criar a personagem Bruxinha. Ela atua também como ilustradora e é reconhecida pela forma como consegue equilibrar texto e desenho em seus livros – sempre com uma pegada bem-humorada. Alguns de seus títulos mais conhecidos são "A Bruxinha" e "Felpo Filva". Ouça:
O contato de uma criança com um livro vai além das palavras. É também uma experiência de alfabetização visual. E as ilustrações têm funções centrais nesse processo – como atrair a atenção desse público leitor, apresentar novas formas de ver o mundo, explorar outros formatos do livro enquanto objeto, entre outras. A importância das ilustrações em livros infantis é assunto do quarto episódio da série “Como começar a ler para crianças”. E a conversa é com a escritora e ilustradora Janaina Tokitaka. Ela é autora de livros como “Tem Um Monstro No Meu Jardim” (2010), “Pedro Vira Porco Espinho” (2017) e “ABCDelas” (2019). A vida e a obra da escritora clássica Lygia Bojunga também é tema deste episódio. Bojunga é uma das escritoras do gênero de mais prestígio dentro e fora do Brasil. Autora de livros como “A Bolsa Amarela” (1976) e “Corda Bamba” (1979), ela tratou de temas considerados difíceis para crianças, como morte, abuso sexual e desigualdade social, e esteve à frente de projetos de fomento à leitura de crianças e adolescentes. Ouça:
Livros infantis clássicos envelhecem? Como lidar com obras que fazem parte do cânone da literatura e trazem mensagens inadequadas ou mesmo racistas? Essas são algumas das perguntas que permeiam o terceiro episódio da série de podcasts “Como começar a ler para crianças”. A cada semana, a obra de um autor clássico é explorada. Esta é a vez de Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil brasileira. Em 2019, seus livros entraram em domínio público. E, pelo menos desde 2010, seu trabalho está no centro de controvérsias: alguns dizem que, por ter teor racista, sua obra infantil não deveria ser lida; outros defendem que ela deve ser lida, sim, mas de forma crítica, com um mediador que a contextualize.  A entrevistada do episódio é a escritora e antropóloga Heloisa Pires Lima, autora de livros infantis como “Histórias da Preta” e pesquisadora de questões raciais envolvendo a obra de Lobato. Ouça:
É comum relacionar a leitura a uma atividade solitária – um momento em silêncio, de reflexão individual. No universo da literatura infantil, tornar essa experiência coletiva para além da figura do mediador pode ser enriquecedor de diversas formas. Os clubes de leitura e as bibliotecas comunitárias são assunto do segundo episódio da série de podcasts “Como começar a ler para crianças”. A cada semana, uma obra de um autor clássico também é explorada. Esta é a vez de Tatiana Belinky, que também foi roteirista de programas infantis para a televisão e responsável pelas primeiras adaptações de O Sítio do Picapau Amarelo para as telas. A entrevistada do episódio é a escritora Heloisa Prieto, autora de mais de 80 livros infantis. Ouça:
Cultivar o hábito da leitura desde pequeno ajuda no desenvolvimento da criança em diversos níveis – da psique até a noção de cidadania. Mais que isso, ler para e com crianças pode ser uma experiência essencialmente prazerosa, como afirma o escritor, roteirista e cronista Antonio Prata. Ele é o entrevistado do primeiro episódio da série “Como começar a ler para crianças”, que aborda a cada vez a obra de um autor clássico da literatura infantil. Nesta edição, a conversa é sobre o trabalho de Ruth Rocha.  Também a cada episódio é discutido algum tema mais amplo sobre como formar jovens leitores. Desta vez, o debate é sobre que critérios levar em conta na hora de escolher um livro para uma criança. A série se estenderá ao longo de oito episódios semanais. Ouça:
A contista e romancista Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923, no centro de São Paulo. Desde criança adquiriu o gosto por contar histórias. Hoje, aos 96 anos, é muito reconhecida por sua grande capacidade narrativa e seu olhar atento ao outro. Os enredos que construiu são diversos e instigantes: vão desde a narração em primeira pessoa de um anão de jardim, ao caso do físico que estuda a estrutura da bolha de sabão, à pomba que se apaixona por um motorista de ônibus, à amizade entre jovens de realidades distintas durante a ditadura militar e à história de exploração de uma mulher do início ao fim de sua vida. A escritora, que ocupa a cadeira nº 16 da Academia Brasileira de Letras, tem cerca de 80 anos de carreira e teve livros lançados em diversos países. Para entender a importância da obra de Lygia Fagundes Telles e reunir dicas, o Nexo conversou com: - Julián Fuks, escritor, crítico literário, autor do romance “A resistência” e doutor em Teoria Literária pela USP; - Nilton Resende, escritor, professor adjunto da Universidade Estadual de Alagoas e autor do livro “A construção de Lygia Fagundes Telles: edição crítica de Antes do Baile Verde”; - Virginia Vasconcelos, professora adjunta do Departamento de Teoria Literária e Literatura da Universidade de Brasília. Neta da escritora, Lúcia Telles também participou do podcast, dando dicas de canções caras à avó e lendo trechos de contos e romances de sua obra. Músicas do programa Sonata n. 25 - Mozart Samba de Orly - Chico Buarque Olhos nos olhos - Maria Bethania Lígia - Chico Buarque All or nothing at all - Frank Sinatra Gymnopédies - Erik Satie Desalento - Chico Buarque Deus lhe pague - Chico Buarque Filosofia - Chico Buarque Canto de Ossanha - Vinicius de Moraes e Baden Powell (Os Afrosambas) Lamento de Exu - Vinicius de Moraes e Baden Powell (Os Afrosambas)
O cinema de animação no Brasil tem mais de 100 anos de história, e no início a produção foi marcada por iniciativas individuais e com pouco apoio institucional. A partir dos anos 2000, no entanto, as animações brasileiras deram um salto, se profissionalizaram e passaram a ser reconhecidas tanto no plano interno como no externo. Entre 2013 e 2015, o Brasil foi destaque no Festival de Annecy, da França, um dos mais importantes no meio. “Uma história de amor e fúria” e “O Menino e o Mundo” levaram o prêmio de melhor longa-metragem. E “Guida” foi escolhido melhor curta-metragem. Além disso, em 2016, “O Menino e o Mundo” foi a primeira animação brasileira a concorrer a um Oscar. Neste episódio do podcast “Como começar”, o Nexo conversou com Rosana Urbes, diretora de “Guida”; Arnaldo Galvão, animador de séries como “Godofredo” e diretor do documentário “O Cinema Animado”; e Che Marchetti, storyboarder e escritora do livro “Trajetórias”, que conta a história da animação brasileira. Eles falam sobre os principais filmes e séries que marcaram a história da produção nacional desde 1917. Músicas do programa: Cena extraída do filme História de Amor e Fúria Trilha sonora de "O Menino e o Mundo" (2013) Trecho e trilha de "Reanimando O Kaiser" (2013) Trilha sonora de "Sinfonia Amazônica" (1951) Cena extraída do filme "Piconzé" (1972) Trilha sonora de "Meow" (1981) Cena extraída de "As Aventuras da Turma da Mônica" (1986) Introdução da série "O irmão do Jorel" (2014) Trilha sonora do filme "Boi Aruá" (1984) Trilha sonora de "Guida" (2015) Filmes ou séries citadas: "Lino - O Filme: Uma Aventura de Sete Vidas" (2017) "Guida" (2015) "Godofredo" (2017) "Cinema Animado" (2017) "Uma História de Amor e Fúria" (2013) "O Menino e o Mundo" (2013) "O Kaiser" (1917) "Reanimando O Kaiser" (2013) “Luz, anima, ação” (2013) "Macaco feio, macaco bonito" (1929) "Sinfonia Amazônica" (1951) "Piconzé" (1972) "Meow" (1981) "Boi Aruá" (1984) "As aventuras da Turma da Mônica" (1982) "O irmão do Jorel" (2014) "Peixonauta" (2009) "Mundo Bita" (2010) "Meu Amigãozão" (2010) "Historietas" (2013) "Guaxuma" (2018) "Cidade dos Piratas do Alto Guerra" (2018) "Egun, os mistérios do mar" (2015) "Até que a Sbórnia nos Separe" (2013)
Esta edição do podcast de cultura do ‘Nexo’ explica as inovações na forma de cantar e de tocar violão do artista baiano que revolucionou a música
Amós Oz (1939-2018) é um dos nomes de maior destaque da literatura israelense. Fez parte da primeira geração de escritores que têm o hebraico como língua materna – o idioma, durante séculos, esteve limitado ao espaço da liturgia, e voltou a ser usado de forma corrente algumas décadas antes da fundação do Estado de Israel, em 1948. A trajetória e a produção literária de Oz estão intimamente vinculadas ao processo de formação do país e às tensões políticas e sociais no Oriente Médio que se acirraram nas décadas seguintes. O autor tem uma extensa produção de romances, contos, novelas, ensaios e artigos. Além da projeção que ganhou como ficcionista, Oz ficou conhecido internacionalmente também pelo ativismo político pacificista. Suas obras foram traduzidas para mais de 45 idiomas, recebeu inúmeros prêmios e seu nome era constantemente cotado para o Nobel de Literatura. Alguns de seus livros mais conhecidos são “Caixa Preta”, “A pantera no porão” e “De amor e trevas”. O podcast traz entrevistas com o professor do Departamento de Letras Orientais da USP Luis S. Krausz e com o editor e tradutor do hebraico Paulo Geiger, que verteu ao português algumas das principais obras de Amós Oz. Eles falam sobre a produção do israelense como ficcionista, as questões políticas centrais em sua obra e dão dicas para quem quer começar a ler Oz.
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Comments (35)

Melly Sena

Muito bom. Vivemos um eterno realismo mágico na América Latina. Como em 2020 que temos regimes super conservadores no poder e uma peste nas ruas

Sep 19th
Reply

Vagner Lúcio de Lima

Para o pessoal de Letras, este podcast faz um mergulho fantástico no realismo mágico de Gabriel García Márquez no Castbox. Confira esse episódio imperdível! https://castbox.fm/vb/306295707

Sep 12th
Reply

Panorama do Cinema

Amei!!!

Sep 7th
Reply

Matheus Tudor

que tal um Como Começar a Ler Camões?

Apr 24th
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Marcos Vinicius Ribeiro de Castro Simão

Parabéns a todos que participaram desse episódio do Podcast. Há três anos desenvolvo semanalmente uma Roda de Leitura para crianças na biblioteca municipal de Eirunepé, uma cidade no interior do Amazonas. E esporadicamente organizo minicursos sobre Mediação de Leitura a algumas pessoas interessadas. Muito do que foi discutido nesse episódio pode ser notado durante as Rodas de Leitura que estamos desenvolvendo. Observo que cada criança tem seu critério para escolher seu livro....algumas a capa, outras a personagem principal (um animal que gostam, por exemplo), enfim. Espero aprender muito com esses episódios da série. Abraços e parabéns a todos pela iniciativa!

Mar 8th
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Marcos Vinicius Ribeiro de Castro Simão

Parabéns a todos que participaram desse episódio do Podcast. Há três anos desenvolvo semanalmente uma Roda de Leitura para crianças na biblioteca municipal de Eirunepé, uma cidade no interior do Amazonas. E esporadicamente organizo minicursos sobre Mediação de Leitura a algumas pessoas interessadas. Muito do que foi discutido nesse episódio pode ser notado durante as Rodas de Leitura que estamos desenvolvendo. Observo que cada criança tem seu critério para escolher seu livro....algumas a capa, outras a personagem principal (um animal que gostam, por exemplo), enfim. Espero aprender muito com esses episódios da série. Abraços e parabéns a todos pela iniciativa!

Mar 8th
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Gustavo Santos

Como não gostar de John Coltrane? Seu jazz é espetacular, sua linguagem musical é incrível. Este podcast está espetacular!!

Feb 24th
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Raphael Argôlo

li dois deles este ano também (vozes insurgentes e o da bechdel sobre a mãe) e tenho outros cinco engatilhados aguardando oportunidade! beijos!

Dec 16th
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Douglas de Andrade

Esse foi o pior prog até aq. Eu n sei o q o entrevistado entende por "politicamente correto" e essa defesa de uma natureza humana é medieval. O fato é q nem de longe eu me sinto confortável, sem uma mediação considerável, q minha sobrinha, p ex, leia livros com passagem racistas e n vejo como isso possa contribuir pra formação da criança.

Nov 28th
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Rosah

Muito fofa!

Nov 15th
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Rosah

👏

Oct 27th
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Rosah

fofo!

Oct 23rd
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Camila Monteiro

Infelizmente o som está baixo demais. Não deu para ouvir no carro. Acho que esse escritor merecia uma segunda edição do "Como começar", hein!!!!! rsrs

Oct 11th
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Samuel Carneiro

Episódio gostoso, acaba passando rápido. É um episódio introdutório pra quem não sabe por onde começar a ler quadrinhos, onde tem dicas de diversos artistas sobre qual quadrinho ler. Recomendo!

Sep 6th
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Saulo Carvalho

Olá, se puder fazer sobre Umberto Eco agradeço 😀

Jul 17th
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Maysa Leão

O entrevistado da sono e fala de forma fragmentada. Péssimo

Jul 16th
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Guilherme Jayme T. Esperança

muito bom. parabéns aos envolvidos

Jun 19th
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Camila Ribeiro

Gostaria de um ep. sobre o Victor Hugo! Obrigada.

Jun 19th
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Leonardo Genofre

bacana o podcast mas poderiam ser mais precisos na definicao. musica erudita é o termo correto. o classicismo é um dos movimentos artisticos da música erudita.

Jun 12th
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Rafael da Fonseca Barbosa C. Torres

Muito legal, gosto muito de música clássica e é muito bom saber dessas informações. Confesso que não sabia dessas diferenças.

Apr 24th
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