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Coronga
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O mês de Novembro de 2020 foi mais conturbado do que o "normal" num ano que entrará para a história: tivemos eleições municipais num Brasil arrasado pela COVID-19 e pelo vírus de um Bolsonarismo cada vez mais isolado. Como se o ano já não estivesse sendo distópico o suficiente, no último dia 20 o caso Carrefour e os pronunciamentos racistas daqueles que comandam a nação nos proporcionaram um dia da consciência negra de lágrimas de sangue, mas também do verdadeiro despertar de uma parcela de nossa população. Para destrincharem tais acontecimentos e seus desdobramentos, o Coronga convida três personalidades de origens e áreas da atuação distintas, mas com histórias de vida que os unem na luta pela justiça social e igualdade racial. Serge Katz, sociólogo e Doutorando da UFPB, Elias Aredes, jornalista esportivo e Michelle Simões da Banca Preta, nos contam quem ganhou e quem perdeu de um modo geral nessas eleições e dão aula sobre o que é Consciência Negra no Brasil, um país que convive com um racismo velado que mata tanto no sentido literal quanto no sentido figurado da saúde mental dia após dia.
O Coronga #68 é um debate quebra tabus sobre o polêmico mundo das drogas no século 21. Convidamos o economista e consultor de inovação da Consultoria Mandalah, Felipe Watanabe e a ativista antiproibicionista Kya Mesquita na tentativa de pautarmos, de uma vez por todas, a honestidade intelectual numa discussão urgente que envolve tantas áreas da atividade humana. Por que a Guerra às Drogas não faz sentido e sempre cobra o preço final das populações pobres e pretas? Como conversar com pessoas que ainda não se aprofundaram na discussão científica e acabam se tornando reféns dos preconceitos estruturais oriundos do proibicionismo inaugurado pelos EUA há menos de um século? Numa sociedade cada vez mais afetada por doenças psiquiátricas, seriam as drogas psicotrópicas como o LSD e a psilocibina, peças-chave para os tratamentos do futuro que já poderiam ser do presente? O Coronga, como podcast da contracultura contemporânea, dedica esse episódio a todos aqueles que sofrem de doenças que poderiam ser melhor tratadas caso o conservadorismo e o reacionarismo não fossem tão relevantes. Que a ciência volte a assumir o protagonismo que se espera em uma sociedade racional e empática.
Em meio ao excepcionalmente agitado cenário global, o Coronga faz questão de pautar a luta feminista revolucionária. Já passou da hora de todos, principalmente homens, superarem o machismo estrutural que perpetua injustiças sociais através da institucionalização do absurdo, que foi reiterada recentemente no caso da Mariana Ferrer. O papel masculino nessa luta é ouvir e ampliar a voz delas, razão pela qual convidamos a estudante e idealizadora do Coletivo Nise de Silveira da Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes, Bárbara Gomes, a comunicadora e criadora do blog Deixei no Rascunho, Rayssa Rocamora e a advogada e membra do Coletivo jurídico Nós, Seguras, Vanessa Prado para promoverem um debate pé no chão sobre essa palavra que incomoda tanta gente, até mesmo outras mulheres: feminismo. O que é a representatividade vazia e por que ela não nos interessa? Homem: você tem a consciência do que é ser mulher e já se perguntou se teria medo de inverter os papéis com uma delas? O que é o Feminismo Liberal e por que ele é uma armadilha? O episódio #67 é, acima de tudo, uma reflexão urgente sobre a nossa humanidade e as monstruosidades que estamos relativizando ao não priorizarmos o desenvolvimento da empatia em nós mesmos e ao nosso redor. Não há possibilidade de evolução, muito menos de transformação social quando apenas uma minoria pode se dizer verdadeiramente livre. A emancipação feminista e, sobretudo, humanista, depende de uma verdadeira revolução que subverta o sistema capitalista, patriarcal e racista.
Dentro de duas semanas acontecerão as primeiras eleições após a turbulenta ascenção da extrema-direita no Brasil e, no intuito de incitar reflexões sobre o poder do voto e do diálogo, o Coronga convida Elias Aredes e Henrique Brazão que elevam o nível da discussão nesse tempo que nos resta. O que devemos levar em conta no processo de definição do voto? Quais as perspectivas para as principais capitais brasileiras? A estratégia adotada pela esquerda, em sentido amplo, na tentativa de não repetir o fracasso das municipais de 2016 está dando certo? Que consigamos dialogar cada vez mais com quem pensa diferente e está disposto a conversar para, juntos, construírmos um Brasil que seja de todos e para todos, com exceção daqueles que se identificam com ideais fascistas ou medievais.
O Coronga 65 é uma viagem pela conturbada América Latina. Num momento em que o neofascismo mostra suas garras mundo afora, há resistência e grandes exemplos nos foram dados pelos nossos queridos e combativos vizinhos bolivianos e chilenos. Eduarda Apoitia, internacionalista e mestranda de integração regional em Montevidéu e Lucas Rocha, repórter da Revista Fórum especializado em America Latina, nos ajudam a entender do golpe militar boliviano de 2019 às eleições democráticas no último domingo, que confirmaram a vontade popular de confiar ao sucessor de Evo Morales, Luis Arce (MAS) o poder, bem como a situação do Chile, país com uma economia moldada por ideais neoliberais que aqui no Brasil são representados principalmente por Paulo Guedes e Partido Novo e que, graças à força invencível da população unida nas ruas, conquistou um plebiscito que acontecerá no próximo dia 25 de Outubro e definirá a formação ou não de uma nova Assembleia Nacional Constituinte - a chance do povo chileno reescrever o acordo entre Povo e Estado através de uma nova Constituição Federal, dessa vez sem os tentáculos pinochetistas e reacionários. Por cada vez mais união entre os povos latino-americanos!







