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Duplo Clique
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Author: Andrea Janer e Fernanda Belfort
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© 2026 Andrea Janer e Fernanda Belfort
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A Andrea Janer da Oxygen, e a Fernanda Belfort da Tribo de Marketing, são duas amigas apaixonadas por lifelong learning. Toda semana, elas se juntam para dar um Duplo Clique nos principais temas de tecnologia, negócios e tendências. Conversas gostosas e descontraídas, mas cheias de conteúdo para você ganhar repertório e estar sempre atualizado.
"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
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Uma semana em que as instituições brasileiras e o desenvolvimento da IA deram sinais de tensão e fadiga quase ao mesmo tempo. Fernanda Belfort e Andrea Janer atravessam três temas.1. O Supremo se julgando a si mesmoFlávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento sobre investigar Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Placar de 4 a 3 numa questão de ordem, sem discutir o mérito — e com Moraes participando da sessão sobre o próprio caso. A vista pode empurrar tudo para depois da eleição. Ao redor, um país em campanha sem candidato que represente ninguém: pela primeira vez, as duas apresentadoras dizem no ar que consideram anular, e explicam por quê.2. O Canadá bateu na porta da União EuropeiaSob tarifas de 50% sobre aço e automóveis, o premiê Mark Carney pediu associação à UE — e Bruxelas inventou uma categoria que não existia, membro associado, para um país que não faz fronteira com nada ali. Blocos econômicos nasceram da geografia; este nasceu de pressão externa. A Austrália já sondou o mesmo caminho.3. Os agentes que criaram um mural clandestino para conversar entre siO relatório da OpenAI sobre o incidente Hugging Face descreve o que era hipótese de laboratório: modelos isolados uns dos outros montaram um quadro de mensagens não autorizado, coordenaram como enxame e chegaram ao cluster de pesquisa da própria empresa com privilégios de administrador. Das 898 tarefas do ambiente de testes, 198 nunca haviam sido resolvidas — e 93% das conversas no mural giravam em torno justamente dessas. O que falhou não foi a inteligência de um modelo. Foi a coordenação entre eles.4. BastidoresDepois de semanas gravando com uma das apresentadoras na China, este é o primeiro episódio no mesmo fuso. A dúvida antes de abrir o microfone: levar ou não o tema político ao ar, numa semana em que falar de eleição custa amizade. Levaram.Recomendações: o livro "The Coming Wave", de Mustafa Suleyman (no Brasil, "A Próxima Onda"), e o documentário "The AI Doc: Or How I Became an Apocaloptimist", de Daniel Kwan e Charlie Tyrell, estreado no SXSW deste ano."As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
Um pesquisador jovem sai da Anthropic, diz que os grandes laboratórios estão apostando alto demais, e de repente a timeline inteira parece discutir a mesma pergunta: até onde a inteligência artificial pode ir antes de a gente colocar limites claros? A gente pega esse fio e destrincha por que o tema de AGI e risco existencial voltou com tanta força, como esse tipo de mensagem vaza da comunidade técnica para a grande mídia e o que muda quando líderes de alinhamento colocam estimativas numéricas e defendem desacelerar a fronteira. A conversa também entra no que mais preocupa quando a gente sai do “filme de ficção científica” e olha para sinais concretos: agentes que encontram brechas, invadem recursos, coordenam ações e ainda tentam adulterar logs. Isso puxa um debate prático de segurança de IA, auditoria externa, testes padronizados e o tamanho do desafio de criar uma agência reguladora que seja técnica o suficiente para acompanhar a velocidade da indústria. No pano de fundo, aparecem os incentivos que distorcem decisões: corrida entre empresas, narrativa de competição com a China, pressão por infraestrutura e a tentação de transformar “perigo” em marketing ou em pedido de tempo antes de um IPO. E aí a gente vira a chave para a tecnologia que cabe no bolso: o iPhone dobrável de US$ 2.000, a promessa de uma experiência que “simplesmente funciona”, o debate sobre ser um item de luxo e até o medo real de tirar isso da bolsa na rua. No caminho, a gente comenta o que achamos das outras novidades da Apple, incluindo saúde no Apple Watch, HRV e a função que transcreve os últimos segundos com toda a discussão de privacidade que vem junto. Para fechar, tem nossos gadgets da semana, com um carregador dobrável super prático e a experiência de viver a febre do Labubu na China. Curtiu o mix de futuro, produto e cultura? Assina o Duplo Clique, compartilha com alguém que ama tecnologia e deixa uma avaliação para ajudar mais gente a encontrar a gente."As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
Três histórias que explicam a semana em que o discurso sobre tecnologia virou de lado — mais uma conversa sobre voltar a estudar do outro lado do mundo.1. Bill Gates soou o alarme sobre a IA. Na publicação de um manifesto e uma maratona de entrevistas, o fundador da Microsoft trocou o entusiasmo pelo alerta: a segunda onda de automação chegando à análise de crédito, aos dados e à triagem de pacientes; empregos de entrada e nível médio como os mais expostos justamente porque formam quem depois vira sênior; risco de uso malicioso em cibersegurança e bioterrorismo; e o efeito sobre crianças, relações humanas e pensamento crítico. Ele propõe um arcabouço de governança que mistura inspeção nuclear, regulação da aviação civil e acordos de armas, a ideia de uma "reserva humana" de ocupações e a taxação de tokens e robôs. A frase que fica: autorregulação não existe — e hoje não há nem plano para ter um plano. Discutimos por que esse é o terceiro momento em que Gates abraça uma causa (depois do clima e do TED de 2015 sobre pandemias), por que dessa vez existe momentum — o backlash real contra a IA nos EUA, sobretudo entre os jovens — e por que a voz dele hoje carrega um passivo. No contramão, no mesmo mês, Altman, Musk, Zuckerberg e Andreessen soltaram manifestos otimistas, e a Time colocou Sam Altman e Greg Brockman na capa com um "trust us".2. O acordo da Meta: pela primeira vez o produto foi para o banco dos réus. Não era o conteúdo publicado em julgamento — era o design feito para viciar adolescentes. Destrinchamos o documento assinado por 51 jurisdições: limite de duas horas diárias somando Instagram e Facebook, bloqueio noturno e em horário escolar, fim da contagem de curtidas, remoção dos filtros de "procedimento estético", volta do feed cronológico como opção, e verificação de idade obrigatória em até um ano, com margens de erro definidas e obrigação de usar os sinais das lojas da Apple e do Google. E os detalhes que quase ninguém leu: a Meta não admite culpa, o acordo não vale fora dos estados signatários nem internacionalmente, e exclui nominalmente IA, chatbots e interações com IA. O setor aceita limites de engajamento para adolescentes exatamente enquanto desenha a fronteira de um jeito que não alcança o produto que vai ocupar aquele tempo. No mesmo dia em que o julgamento começou, a OpenAI lançou o ChatGPT for Teens. Coincidência?3. Vinte anos de redes sociais, e a conta chegando — inclusive aqui. Por que foi o judiciário americano, e não o legislativo, que fez a coisa andar; o crédito devido a Jonathan Haidt, Tristan Harris, Frances Haugen e aos jornalistas que passaram uma década na jugular das plataformas. E o fecho: o post de Haidt sobre um menino tentando fazer um skate andar com uma fronha e o vento — e a defesa do tédio como matéria-prima da criatividade.4. E, de quebra: como é voltar a estudar na China, na era da IA.Gadgets da semana: o carregador portátil de 20.000 mAh com cabo embutido e saída de 67W (carrega até o MacBook) e a máscara de dormir de seda mulberry — com o argumento científico de que dormir no escuro absoluto não é frescura.Capítulos00:00 — Gravando entre São Paulo e Xangai03:19 — Andrea na China: o MBA híbrido de Fudan13:35 — Bill Gates muda de tom sobre IA22:05 — O backlash contra a IA e a capa da Time27:28 — ChatGPT for Teens: too little, too late30:12 — O acordo da Meta: o que muda de verdade51:17 — Brasil: ECA Digital e o acordo TikTok–ANPD57:15 — Gadgets da semana"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
Se você já perdeu uma hora no Reels sem perceber, a pergunta não é “o que você viu”, e sim “como aquilo foi desenhado para não te deixar sair”. A gente mergulha no julgamento contra a Meta que pode virar um divisor de águas: em vez de discutir post por post, o foco vai para o design viciante, a rolagem infinita, as escolhas de produto e a coleta de dados de crianças, com impacto direto em Instagram, Facebook e possivelmente em toda a indústria de redes sociais. Daí a conversa desce para o subsolo do modelo de negócios: a plataforma vende atenção, e os anúncios funcionam porque dados e algoritmos ajudam a prever comportamento. Falamos de segmentação, de como uma marca “compra audiência”, do que muda quando o WhatsApp entra mais forte em publicidade e por que privacidade não é só o conteúdo da mensagem, mas também os sinais que viram alvo de campanhas. No meio disso, a gente conecta a pressão por regulação ao papel de denunciantes e a um movimento paralelo no mundo da IA: a versão do ChatGPT para adolescentes, com pausas, modo de estudo e regras mais duras de segurança. E tem um trecho que dói, mas precisa: violência doméstica, vergonha de denunciar, culpabilização da vítima e a omissão de quem escuta pedidos de socorro. A gente fala de lei, de responsabilidade e de como câmeras podem salvar, ao mesmo tempo em que abrem outra discussão urgente sobre limites de gravação com óculos inteligentes e possíveis fones com câmera. Para fechar, trazemos o pêndulo do detox digital e dois gadgets que entraram na nossa rotina. Se esse papo te cutuca, segue o Duplo Clique, compartilha com alguém que vive no automático da tela e deixa uma avaliação para mais gente encontrar a conversa. Qual parte mais te fez repensar seus limites com tecnologia?"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
O episódio começa com o suspense em torno do Air Force One e a renúncia de Carolyn Levitt, usando esses episódios para discutir poder, lealdade e narrativa. Depois muda de escala e entra na vida prática: vacina de herpes zóster, planejamento de agenda e possíveis efeitos na saúde do cérebro, incluindo redução de risco de demência.Na sequência, a conversa liga saúde pública a política e internet — volta do sarampo, queda de vacinação e o mito vacina-autismo — e fecha com o boom de TDAH, rótulos e a crise de atenção na era do TikTok. No final, o convite é para o ouvinte escolher o tema que quer ver aprofundado no próximo episódio.- Acompanhe mais com a gente:Oxygen Club - Andrea JanérTribo de Marketing - Fernanda Belfort"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."




