DiscoverEducando Seu Bolso
Educando Seu Bolso
Claim Ownership

Educando Seu Bolso

Author: Frederico Torres

Subscribed: 7,006Played: 41,772
Share

Description

O Educando Seu Bolso é um portal criado por profissionais do mercado financeiro justamente para quem não é do mercado.

Nosso objetivo é facilitar o relacionamento do cidadão comum com seu dinheiro, de forma rápida e objetiva e, principalmente, em linguagem acessível.

Chega de financês, chega de textos longos e abstratos, vamos nos arriscar aqui sempre pra te dizer o que você deve fazer e como, baseado naquilo que nós mesmos fazemos ou faríamos.

Finanças pessoais é um tema importantíssimo para dezenas de milhões de brasileiros e ao mesmo tempo não é simples. Buscaremos sempre traduzir para o brasileiro comum as práticas e novidades do sistema financeiro de uma maneira que você pode usar para melhorar a sua situação financeira.

Finalmente, afirmo nossa independência. Não somos pautados por nenhuma instituição financeira, não estamos aqui para te vender nenhum produto ou serviço financeiro. Nosso principal objetivo é te ajudar a não fazer bobagens com o seu suado dinheirinho.

É um prazer contar com você como leitor e ouvinte, e esperamos que goste. Mas, se não gostar, escreva pra nós criticando que a gente dá um jeito.

Forte abraço,

Frederico Torres
246 Episodes
Reverse
Contratar um plano de saúde ou marcar uma consulta particular são opções que estão fora do orçamento de muita gente. Por outro lado, o atendimento do SUS não agrada todo mundo, não é mesmo? Por isso, não é de se espantar que tenham surgido opções mais baratas que o plano de saúde, e mais confortáveis do que o serviço público: as clínicas populares. Você provavelmente já deve ter cruzado com um Dr. Consulta ou um Médico Sem Filas por aí na sua cidade... Então, antes de marcar sua próxima consulta, leia este post e descubra se essas clínicas realmente valem a pena! O que são as clínicas populares? As clínicas populares já existem há mais de 10 anos, mas de alguns anos para cá o número de adeptos a esse sistema começou a crescer ainda mais. Parece até que existe um movimento conjunto entre esse crescimento e o aprofundamento das crises econômicas. Em alguns casos, é preciso cortar gastos, inclusive nos planos de saúde das famílias. Nesse cenário de economia, as clínicas populares surgem como uma opção para quem não pode pesar o orçamento com plano de saúde e consultas particulares. Já existem centenas dessas clínicas nas grandes cidades, principalmente em regiões centrais. Se você vive em uma capital, provavelmente já viu pelas ruas uma clínica Dr. Consulta ou Docctor Med. Nos últimos anos, muitas franquias foram ainda para cidades de interior que possuem mais de 70 mil habitantes... Resumidamente: essas clínicas estão espalhadas por todo o Brasil, mas você sabe como elas funcionam? O porquê de uma consulta nelas ser mais barata que num consultório médico tradicional? Se elas são realmente de qualidade? Se passar a utilizá-las pode ser econômico para você? Neste post iremos vamos responder a todas essas perguntas sobre as clínicas populares. Vamos começar?   Para quem essas clínicas é uma boa opção? Mesmo com a grande difusão das clínicas populares, elas não são a primeira coisa que  vem à mente quando falamos de cuidados com a saúde. A maioria das pessoas pensa no SUS ou em convênios, os famosos planos de saúde. É pensando em atingir o público que não consegue pagar o plano e não deseja usufruir do SUS que as clínicas populares existem. Um plano de saúde é algo totalmente fora do orçamento de muitas pessoas, principalmente na atual conjuntura. Nessa crise mais de 3 milhões de pessoas cancelaram seus convênios. Dados de 2013 mostram que 70% da população utiliza a saúde pública. Nesse cenário, imaginar que alguém marcaria com frequência algum tipo de consulta particular também é inimaginável, pois os preços costumam ser altíssimos. As pessoas têm como saída ter que lidar com as filas do SUS, ou com os meses de espera para marcar alguma consulta, exame ou cirurgia. Aliás, os prazos para atendimento ficam cada vez piores com o aumento dos cancelamentos de planos de saúde. E não é todo paciente que pode esperar muito tempo para ser atendido! É pensando em atingir esse público, que não consegue arcar com o convênio e não quer esperar meses por um atendimento, que as clínicas populares, como a dr.consulta, existem. Elas oferecem serviços médicos incluindo consultas, exames e até mesmo cirurgias, por um preço mais acessível. O plano inicial das clínicas era atender à demanda das classes C e D, mas a verdade é que esse público vem se tornando mais abrangente a cada ano. Pessoas de classe média e até mesmo alta começaram a ver nas clínicas uma forma de economia mensal. Afinal, tem gente que não usufrui todo mês de serviços médicos numa quantidade que justifique o valor pago num plano de saúde (e que bom!).     Como elas funcionam? Essas clínicas funcionam como franquias, e qualquer profissional pode abrir uma, mesmo não se relacionando com a área de saúde. Isso é uma vantagem, pois caso um administrador abra uma clínica, por exemplo, os serviços de administração que antes eram exercidos por cada médico em seu próprio consultório podem ser passados para ele. Assim, há maior especialização e eficiência nos serviços prestados por ambos os profissionais. Entretanto, toda clínica popular tem a obrigatoriedade de indicar um profissional da área de saúde que será responsável pelo seu funcionamento, um Diretor Técnico Médico. Com a finalidade de garantir a segurança e confiabilidade da clínica, a partir de regulamentações do Conselho Nacional de Medicina.   Clínicas populares X consultórios particulares As clínicas são tão seguras quanto os consultórios particulares? O diferencial mais chamativo das clínicas populares que atua sobre as consultas particulares tradicionais é o preço mais acessível. Apesar de serem mais baratas, elas não perdem em qualidade nem em segurança por isso. Todas as clínicas populares, como Dr. Consulta e Médico Sem Filas, têm que ser registradas nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) para funcionarem, ou seja, elas são legalmente consideradas como aptas para exercerem aquela função. Sendo assim, o profissional que te atenderá, a estrutura do lugar e os equipamentos serão bons, segundo especificações do CRM. O presidente do Conselho Federal de Medicina inclusive afirma que "do ponto de vista de negócios, qualquer acordo ou contrato deve estar atento ao artigo 58 do Código de Ética Médica, que proíbe o médico o exercício da profissão de forma mercantilista”. Desse modo, as clínicas populares são proibidas de fazerem anúncios publicitários com preço, promoções, cartões fidelidade, etc. O Conselho quer, dessa forma, garantir que não é apenas um preço baixo que atraiu o cliente à clínica, mas também sua alta qualidade e segurança. O preço é mais baixo? Os preços conseguem ser bem mais acessíveis que consultórios particulares normais pelo fato de serem uma espécie de consultório compartilhado, e não por serem inferiores. Sendo assim, grande parte dos custos que antes eram de apenas um profissional são divididos e economizados. Esses custos incluem pagamento de contas, salário de funcionários como faxineiras e secretárias, estrutura do consultório, tanto na área de equipamentos médicos quanto de custos básicos com reformas e melhorias do ambiente, por exemplo. O impacto dessa economia nos preços dos serviços é explícito, e os valores cobrados em clínicas populares podem chegar, em média, em até um terço dos de consultórios particulares. Em seguida colocamos alguns exemplos de preços de consultas, exames e cirurgias nas clínicas Labi Exames e Dr. Consulta para comparar com os mesmos procedimentos em consultórios particulares, hospitais e laboratórios. É bom lembrar, porém, que esses preços podem variar muito de estabelecimento para estabelecimento, principalmente no caso das consultas.   Clínicas populares Serviços particulares Exame de urina R$6,00 (orçamento na Labiexames) R$20,00 Exame de glicose R$6,00 (orçamento na Labiexames) R$15,00 Hemograma completo R$15,00 (orçamento na Dr. Consulta) R$25,00 Consulta com ortopedista R$95,00 (orçamento na Dr. Consulta) R$250,00   Clínicas populares X SUS O tempo para atendimento no Dr. Consulta e no Médico Sem Fila As clínicas populares se diferem do SUS principalmente na questão do tempo de espera. Aliás, não só da espera nas cadeiras do pronto atendimento, essa é a de menos. O problema maior que se encontra no SUS atualmente é a espera para conseguir marcar alguma consulta, exame ou cirurgia. Essa espera além de desgastante pode ser perigosa. Embora o prazo considerado ideal pela Secretaria de Saúde seja de 30 dias, o que ocorre é bem diferente. Surpreendentemente mais da metade dos pacientes que precisam marcar um serviço específico têm que aguardar mais de três meses, e em muitos dos casos a espera chega até a 1 ano. Essa demora pode acarretar sequelas e consequências graves em alguns casos. É por isso que a agilidade para ser atendido é algo muitas vezes crucial. De fato nas clínicas populares você consegue marcar consultas em prazos mais curtos, e em algumas você pode até mesmo ir sem agendar a consulta, e ser atendido por ordem de chegada, dependendo da disponibilidade dos médicos. Em virtude disso fizemos alguns testes para o agendamento de consultas e exames em diferentes clínicas populares. Na Dr. Consulta, por exemplo, esse agendamento pode ser feito pelo próprio site. Inclusive, conseguimos facilmente horários para o dia seguinte. Já na Médico Sem Fila, o agendamento é feito até por Whatsapp, e os prazos também são curtos (1 dia). Elas substituem o SUS em tudo? Essas clínicas, porém, não são substitutos totais do SUS. Quando você precisa de uma internação, por exemplo, a saída das clínicas é te encaminhar para o SUS. Elas não realizam esse tipo de serviço, assim como não realizam alguns tipos de exames e cirurgias. De tal forma que essa é uma razão para que seus preços sejam bons: elas não precisam ter a estrutura completa de um hospital, por não realizarem todo tipo de serviço. Para quem utiliza as redes públicas e não tem plano de saúde, conhecer as clínicas populares pode ser muito útil. Acima de tudo, não para substituir o SUS completamente, mas para casos em que esteja precisando de uma consulta ou exame mais rápidos. A vantagem é que você precisará desembolsar algum dinheiro apenas quando utilizar os serviços, e não mensalmente, como faria com um plano de saúde. Falando em economia, você está procurando formas de aumentar seu orçamento ou economizar no fim do mês? Então dê uma olhada nos nossos artigos com dicas de 11 aplicativos para gerar renda extra e dicas para cortar gastos na sua casa.   Clínicas populares x plano de saúde Os planos de saúde são melhores que as clínicas? Essa, de todas as comparações feitas anteriormente, é a mais difícil de se chegar a um consenso. Nos outros dois casos, das clínicas populares em comparação com consultas particulares ou SUS, existia uma clara vantagem. Dessa vez, entretanto, existem algumas desvantagens também. Em outras palavras: as clínicas populares não são substitutas completas dos planos de saúde. Elas não são substitutas justamente porque seu objetivo não é esse. Em primeiro lugar as clínicas vêm para ocupar um espaço que ainda não existia no mercado, uma proposta de saúde particular acessível. O fato de as clínicas populares não exigirem compromisso financeiro é uma vantagem para aqueles que usam o SUS e procuram por elas apenas pontualmente. Esse mesmo fato, entretanto, é uma desvantagem para os adeptos aos planos de saúde, que buscam, justamente, a segurança que eles trazem. Isso porque o público dos convênios geralmente valoriza a garantia em casos de emergência. Se você quer saber sobre planos de saúde em algum caso específico, como por exemplo para MEI, acesse nosso post. É importante lembrar que nas clínicas populares você pode fazer consultas, exames, e até algumas cirurgias. Entretanto, no caso de a pessoa precisar de uma internação ou algum procedimento mais complexo, elas não a satisfazem. Nessas horas, quem não tem condições de pagar por um serviço desses particular é novamente enviado ao SUS. É mais barato utilizar as clínicas ao invés do meu plano de saúde? Se você busca as clínicas populares como forma de economia de dinheiro em relação a um plano de saúde, analise bem os possíveis cenários antes. Existem planos de saúde com preços não muito altos e que cobrem bastante coisa. Você pode achar que está economizando, mas na verdade, caso faça, por exemplo, 2 consultas numa clínica popular em um mês, sua conta já pode sair mais alta do que sairia tendo um plano de saúde. Em contrapartida, em alguns casos, onde as visitas ao médico são mais raras, a substituição pode ser benéfica. Em resumo, se você acha que o plano de saúde está pesando muito no seu orçamento, e deseja parar de utilizá-lo para depender das clínicas populares, faça as contas antes. Principalmente se você tem algum problema de saúde que demanda visitas recorrentes ao médico. Consulte nos sites das clínicas populares o preço médio das consultas que você costuma fazer antes de tomar alguma decisão. Check-ups e exames também devem entrar no seu cálculo. Dessa maneira você poderá ver se realmente trocar seu plano de saúde vale a pena, nem todos os casos valem. Fizemos algumas comparações do uso de clínicas e de diferentes tipos de plano. Confira: Clínicas populares X planos que cobrem internação Por exemplo: Rodrigo tem uma filha de 17 anos que tem diabetes, e não paga plano de saúde para ela. Entretanto, prefere a agilidade e o atendimento das clínicas populares em detrimento aos do SUS. Portanto, não a leva ao SUS, e busca a Dr. Consulta ou Docctor Med para qualquer tipo de atendimento que ela precise. Ele acredita estar economizando com isso, só por não ver o boleto do convênio chegando todo mês na sua casa. Entretanto, sua filha utiliza as clínicas populares com bastante frequência: além das consultas periódicas que precisa fazer por causa da doença, vai ao oftalmologista para ajustar o grau dos óculos, dermatologista para acompanhamento de algum problema de pele, nutrólogo para controlar a alimentação, check ups em ginecologistas… Se fizer apenas duas dessas consultas em um mês, numa clínica onde cada uma custa na faixa de R$100, ter um plano de saúde “prata” da Good Life, por exemplo, já seria mais vantajoso. A conta na clínica popular sairia por R$200, e a do plano de saúde R$153,40. (R$113,40 + 2 coparticipações de consultas). Nesse caso, pagar o plano de saúde além de mais barato garantiria internação grátis, diferente do caso das consultas avulsas nas clínicas, que demandaria uma internação pelo SUS. Existe ainda a opção de um plano de saúde bem completo, que cobre o Brasil todo, com coparticipação e acomodação em enfermaria pela Unimed. Nesse mês em que estamos considerando, com duas consultas, ele sairia por R$240,71. A vantagem, de novo, é a segurança que o plano traz, por um valor não tão mais alto.   Mensalidade Preço por consulta Total Good Life "prata" R$113,40 R$20,00 R$153,40 Unimed R$162,71 R$39,00 R$240,71 Clínicas populares 0 R$100,00 R$200,00 *os valores da tabela são baseados no preço para a idade do exemplo (17 anos).   Clínicas populares X planos que não cobrem internações Existem, porém, alguns planos de saúde que podem ser considerados substitutos das clínicas. Esses substitutos são aqueles planos que não cobrem internações, e por isso têm o preço mais acessível. A diferença, portanto, de um plano desse tipo para utilizar as clínicas populares é o fato de que com o convênio você deve pagar mensalmente uma quantia, utilizando-o ou não. No caso das clínicas, porém, você só paga quando utiliza. No quesito qualidade e quantidade de serviços oferecidos, essas duas opções (plano de saúde que não cobre internações e clínicas populares) oferecem basicamente a mesma coisa. Mas a diferença é o hospital que você procura em casos de emergência, hospital público (para quem usa as clínicas) e particular (para quem usa o plano de saúde, para as 12 primeiras horas). Um exemplo de plano desse tipo é o “esmeralda” da Good Life. O que Rodrigo, do exemplo anterior, pagaria nesse mês para sua filha seria apenas R$67,65 (R$47,65 + 2 coparticipações de consultas). Outro exemplo que sairia mais em conta do que utilizar as clínicas nesse caso é o plano mais simples da Promed. Ele custa R$55,49 por mês, e suas coparticipações para consultas são de R$9,98. Ou seja o preço final do mês seria R$75,45, mais uma vez, mais em conta que nas clínicas populares.   Mensalidade Coparticipação por consulta Total Goodlife "esmeralda" R$47,65 R$10,00 R$67,65 Promed R$55,49 R$9,98 R$75,45 *os valores da tabela são baseados no preço para a idade do exemplo (17 anos).   Em qual caso as clínicas sairiam mais baratas que um plano de saúde? Utilizamos como exemplo um caso em que a pessoa sofre de uma doença que demanda visitas recorrentes ao médico. Alguém que não sofre de nenhuma doença desse tipo, entretanto, provavelmente não vai ao médico duas vezes ao mês todo mês. Existem meses, inclusive, que essa pessoa não faz uma consulta sequer. Em casos com consultas, exames e cirurgias muito pouco frequentes, talvez seja economicamente vantajoso trocar o plano de saúde pelas raras visitas às clínicas. Com toda a certeza vale lembrar novamente que planos de saúde e clínicas populares não são substitutos perfeitos, e escolhas sobre questões de saúde devem ser sempre muito bem pensadas. Opções de clínicas populares Como dito antes, as clínicas populares já estão espalhadas por todo o Brasil, e algumas já são inclusive bem famosas, como a dr.consulta, por exemplo. Entretanto, vale a pena conhecer mais de uma, e buscar a que mais te satisfaz. Uma opção que encontramos que existe em mais de 10 estados é a Docctor Med. Já em Minas Gerais, podemos citar a Dr. Consulta, a Saúde Clínica, a Médico Sem Fila, a Clínica do Bem, a Atendemed, a Clínica Medicinar, a Clínica Viva Mais, a Matermed e muitas outras. Se você conhece alguma clínica boa que não foi citada, conta aqui pra gente nos comentários! E caso você se interesse pelo assunto de clínicas e planos de saúde, acompanhe o blog que vem muita coisa sobre o assunto por aí.
Com o avanço da tecnologia é possível fazer praticamente tudo pelo celular. Fazer pagamentos sem precisar de cartão ou dinheiro já é realidade. Os códigos QR, por exemplo, já podem ser vistos em diversos comércios. Para não perder a onda, os aplicativos de celular estão entrando nesse mercado e se tornando meios de pagamento.   Mas afinal, o que são Meios de Pagamento ? Um meio de pagamento, como o nome diz, é a forma pela qual você paga por algum produto ou serviço. Ou seja, tanto o dinheiro, como o cartão e o cheque são meios de pagamento. Porém a novidade é outra, aplicativos que você usa no seu cotidiano também estão se tornando meios de pagamento. Já é possível fazer pagamentos com a câmera do smartphone ou apenas encostando o celular em uma máquina de cartão. Com isso, os aplicativos do seu cotidiano como Ifood, Yellow, Rappi entraram na jogada, para que também fosse possível pagar com o próprio aplicativo. Isso mesmo, o que quer dizer que você pode chegar em uma lanchonete e quando lhe perguntarem qual será a forma de pagamento, você responderá “O pagamento será pelo Ifood!” por exemplo. Existe algum benefício para mim ? Cada aplicativo oferece algo diferente. Em regra a praticidade de sair de casa apenas com o celular e não precisar de levar dinheiro ou cartão é algo que soa bem. Mas, é vantajoso fazer uma carteira digital em algum desses aplicativos e ter outros meios de pagamento além dos tradicionais? Quer saber se você realmente precisa abrir uma conta nesses aplicativos?  Então, leia esse post até o final!    Yellow No começo era só uma bicicleta… O aplicativo começou sendo um meio de alugar uma bike para andar pela cidade, depois, também passou a oferecer patinetes. Mas você sabia que agora é possível pagar boletos, transferir dinheiro para amigos e até mesmo fazer recarga de telefone pelo aplicativo? Pois é, algo que em teoria não tem muita relação com o intuito inicial do aplicativo. Funciona da seguinte maneira: você coloca saldo na sua conta da Yellow por meio de um cartão de crédito, boleto, dinheiro (comprando em bancas e parceiros físicos da Yellow), ou  através de transferência bancária. Feito isso, quando o saldo estiver na sua conta, é só entrar no aplicativo para pagar boletos,ou colocar crédito no telefone. Também é possível fazer transferências de dinheiro para outros amigos que também tenham conta Yellow, para isso é importante lembrar que a transferência é feita pela leitura de um QR code gerado no seu telefone, o que quer dizer que só é possível transferir para pessoas que estejam perto de você. Então, se o seu filho saiu da escola e te pede para voltar para casa de bicicleta, você não consegue lhe enviar dinheiro no app caso ele esteja longe de você. Além disso, existe limite para essas transferências, de R$5,00 por transferência e apenas R$20,00 por dia. Qual é a vantagem de ter uma conta da Yellow? Bom, além da comodidade de fazer pagamentos pelo celular, o aplicativo não apresenta nenhum benefício explícito. Mas pagar boletos e fazer recargas de celular, os bancos digitais e até bancos tradicionais digitalizados já fazem. Então usar o aplicativo da Yellow para essas funcionalidades não mostra grandes vantagens.   Rappipay O Rappi é um aplicativo de entregas, no qual você faz um pedido e um motociclista te entrega o que foi pedido. Mas agora existe a Rappipay, um segmento dentro do app Rappi que permite ao usuário fazer e receber transferências de dinheiro pelo aplicativo que viram Rappipontos. Isso pode ser útil, por exemplo: Imagine que você e seus amigos se reuniram durante a noite.Todos podem transferir dinheiro para uma pessoa só, que pode pedir aquela pizza que vocês gostam através da Rappi. Com RappiPay, ninguém precisa mudar de aplicativo e nem pagar taxas por transferências em bancos diferentes. É bem fácil, você cadastra seu cartão de crédito no aplicativo e aí é só começar a fazer as transações, se você for transferir para um amigo o valor de R$10,00 por exemplo, esses R$10,00 serão cobrados na fatura do seu cartão de crédito. Caso você tenha dinheiro na conta do Rappi, você pode transferir para outras contas do app usando seu saldo. A desvantagem é que não é transferência de dinheiro, e sim de pontos que podem ser usados como dinheiro apenas no aplicativo da Rappi.  O aplicativo diz que é possível você “sacar” esse dinheiro, o saque é na verdade uma entrega de dinheiro feita por um entregador, mas existe um custo da entrega e além disso você paga 4% do valor que você deseja sacar. Entretanto, durante quatro dias tentando, não consegui escolher essa opção na cidade de Belo Horizonte. Durante esse tempo, a mensagem “Não disponível”aparecia e não era possível pedir pelo dinheiro. Ou seja, não tivemos sucesso ao tentar sacar o saldo do Rappi.   Ifood O Ifood é uma aplicativo de delivery, ou seja, com ele você pode pedir comida nos restaurantes sem precisar ligar. Diferente do Rappi, esse aplicativo não tem a opção de transferência. Entretanto oferece maquininha de cartão e a possibilidade de receber com o QR code, para os restaurantes. Então, se o restaurante que você almoça oferecer esse meio de pagamento é só entrar no aplicativo do Ifood, escanear o código com a câmera do celular digitar o valor da refeição e pronto, o pagamento está feito. O pagamento pelo QR code é vantajoso para o estabelecimento. Pois a Ifood não cobra taxa sobre o valor para pagamentos feito pelo QR code. Então, pode ser que o estabelecimento transforme essa economia de taxa em desconto para os clientes. Infelizmente, em Belo Horizonte, não existe nenhum restaurante que oferece a opção de fazer pagamentos por meio do código QR. Dessa maneira, não pudemos testar o serviço como fizemos para os demais casos desse post. Já em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória essa opção é ofertada por alguns restaurantes.   Beblue Para quem não conhece, o Beblue é um aplicativo que tem o objetivo de oferecer cashback para o usuário. Cashback é uma parte do dinheiro que você recebe de volta quando compra alguma coisa. Por exemplo: você sai para comprar uma calça em uma loja que oferece 10% de cashback. Então se a calça custar R$130,00 você irá receber R$13,00 de volta no aplicativo da Beblue. Mas como a loja ganha com isso? Ela ganha publicidade, se você sabe que comprando em determinada loja você ganhará parte do dinheiro de volta, a tendência é que você vá comprar mais naquela loja. Mas de um tempo para cá, a Beblue deixou de ser apenas um aplicativo de cashback e está se tornando também uma carteira digital. Agora, o aplicativo também faz transferências de uma conta Beblue para outra. Isso quer dizer que você pode transferir o dinheiro que você colocou na sua conta Beblue ou que você acumulou de cashback no aplicativo, para outras pessoas que também tenham conta Beblue. Você pode colocar o dinheiro na sua conta Beblue para comprar em lojas parceiras, ou seja, lojas que aceitam o saldo Beblue como meio de pagamento, ou para fazer transferências. Mas só é possível fazer transferências para outro banco do dinheiro depositado na conta,  para essa transferência é cobrada uma taxa 6% do valor da transferência. Com o dinheiro proveniente do cashback você pode apenas pagar contas nos estabelecimentos credenciados ou transferir para outras contas Beblue. Beblue: carteira digital Como carteira digital, o Beblue disponibiliza um cartão de crédito 100% digital, ou seja, ele não é físico. Com o cartão de crédito do app, só é possível fazer compras nos estabelecimentos afiliados ao Beblue. Por não existir o cartão físico, para fazer compras com o crédito disponibilizado pelo app é preciso digitar seu CPF e a senha na maquininha Beblue, e pronto, o valor da sua compra será descontado no limite do seu cartão. Para atrair o cliente o aplicativo oferece o cartão de crédito sem tarifas nem anuidades. Mas não informa as taxas de juros caso haja atraso no pagamento da fatura. Então é bom ficar atento  Além desses aplicativos que estão se tornando meios de pagamento. Existem aplicativos que já nasceram para ser uma carteira digital, ou seja, um meio de pagamento.   PicPay O PicPay, por exemplo, já nasceu sendo uma carteira digital. Você coloca seu cartão de crédito no app ou pode inserir saldo no seu PicPay através de transferência ou por pagamento de boleto. E dentro do aplicativo é possível transferir dinheiro para amigos que tenham conta no PicPay sem custo. Se a transferência for para outro banco você também não paga nenhuma taxa. Além disso, você pode também pagar boletos e contas em estabelecimentos com o celular por meio do QR code. Se você tiver dinheiro parado no app ele rende mais que a poupança! Rendimento de 100% do CDI, o mesmo rendimento da NuConta, do Nubank. Calma, vamos te explicar melhor. Se você deixar R$1.000,00 na sua conta PicPay por um ano, ao final desse período você teria R$1.052,80. O que representa R$7,30 a mais do que na poupança. Vamos supor que Clara deposite R$500,00 todo mês na sua conta PicPay durante dois anos. Ao final desses anos ela teria acumulado R$12.607,81 – o que representa R$80,89 a mais do que o rendimento da poupança. É importante lembrar que existem outros tipos de investimentos. Você pode simular outros investimentos no nosso simulador de investimento de renda fixa. Mas quais são as diferenças do PicPay para algum banco digital? Bom, essas funcionalidades, como transferências sem custo para o mesmo banco e pagamentos de boletos pelo celular, algumas contas digitais já oferecem. Então, o que o PicPay traz de novo? Para atrair os clientes o PicPay eventualmente oferece cashback de transferências para outras contas PicPay e até mesmo para pagamento de boletos. Mas se quiser ter um cartão de crédito, pedir empréstimos, fazer outros tipos de investimento, é preciso ter uma conta em um banco. Pois esses serviços extras, o PicPay não oferece. Nesse caso, ainda não é possível substituir totalmente os bancos pelo PicPay.   Mercado Pago O mercado pago promete mudar os meios de pagamento como conhecemos. Além de ser uma ferramenta do Mercado Livre para garantir a segurança da compra e venda dentro do site, também é uma carteira digital, assim como o PicPay. Ou seja, você pode colocar o seu cartão de crédito ou adicionar dinheiro por meio de boleto ou transferências na conta do Mercado Pago, e por ela é possível pagar boletos, adicionar créditos ao telefone, recarregar vale transporte (apenas em São Paulo) e pagar estabelecimentos com QR code. Se você quiser sacar o dinheiro, poderá retirá-lo para uma conta bancária de sua preferência ao custo fixo de R$ 3,00. Mas não é só isso, o Mercado Pago já oferece empréstimos e maquininhas para vendedores. Voltamos a fazer a mesma pergunta. Quais são as vantagens do Mercado Pago em relação aos bancos digitais (como meio de pagamento)? Não é possível ver explicitamente uma vantagem . Porém a maquininha de cartão e o empréstimo que eles oferecem podem ser os melhores para o seu caso. Você pode conferir no nosso simulador de maquininha de cartão e no caso do empréstimo, no nosso simulador de empréstimo.  O aplicativo oferece garantia para as compras dentro do Mercado Livre. Como carteira digital, para compras em outros estabelecimentos, não nos mostra grande diferencial quando comparado com os bancos digitais comuns.   Então eu abro ou não conta nessas carteiras digitais? Diante de muitas opções de carteiras digitais, é possível que você acabe se perdendo. Pode acontecer o contrário do intuito desses meios de pagamento. Essa quantidade de ferramentas podem dificultar sua vida, ao invés de facilitar. Por enquanto, na maioria dos casos, não é possível trocar totalmente sua conta no banco por uma carteira digital. Isso acontece pois essas carteiras quase sempre não oferecem cartões de crédito, empréstimos, investimentos mais sofisticados, saques, entre outros serviços. O Beblue, por exemplo, oferece um cartão de crédito. Mas ele só pode ser usado em lojas conveniadas com o aplicativo. Caso você não use muitos dos serviços prestados pelo banco e só precise de uma conta para: fazer transferências, pagar contas por boletos, fazer pagamentos em estabelecimentos, algumas dessas carteiras podem ser uma boa opção. Pois nesses casos, todas necessidades do cliente estão sendo sanadas pelos aplicativos. Além disso, ainda é possível aproveitar dos benefícios que essas carteiras digitais oferecem. É importante lembrar: para que esses meios de pagamento se tornem atrativos para você, é preciso que as pessoas para quem você envia e recebe transferências tenham o mesmo aplicativo. Agora, se você utiliza mais os serviços do banco, como cartão de crédito, cartão de débito, faz saques, transferências para diversos bancos, ainda não é a hora de deixar sua conta tradicional para entrar em uma carteira digital. Talvez a solução para o seu caso seja abrir uma conta digital! No nosso simulador de contas digitais é possível você descobrir qual é a melhor opção para você. Mesmo nesse caso, nada te impede de continuar com sua conta tradicional e abrir uma conta em alguma dessas carteiras digitais. O importante é sempre manter suas contas organizadas.
Encontrar um automóvel que atende todas as suas necessidades não é uma tarefa fácil. Vender um automóvel também está se tornando uma tarefa mais complexa, já que os meios de venda tradicionais, como anúncios nos classificados, estão ficando cada vez menos efetivos. Não é estranho que estejam surgindo ferramentas online que se propõe a ajudar na compra e na venda de um veículo. Uma dessas ferramentas é o site Webmotors, você já ouviu falar dele? Neste artigo vamos te contar quais são as vantagens e desvantagens de usar esse site e em quais casos usá-lo pode ser eficiente de fato. O que é a Webmotors? O site Webmotors é uma plataforma de anúncios, onde compradores encontram vendedores de veículos. Lá você pode tanto anunciar, quanto procurar um carro ou uma moto. Para o comprador é uma ótima maneira de procurar seu carro ideal sem sair de casa, além de poder comparar preços. Já para o vendedor é uma oportunidade de ter uma grande alcance de público que está interessado em um automóvel igual ao dele. Não é possível comprar ou vender diretamente no site da Webmotors. Ou seja, o site é um intermediário. Assim, o interessado pode entrar em contato com quem disponibiliza o produto. Depois disso a negociação e a compra serão efetuadas já fora do site. Mas é seguro? Comprar online ainda gera medo em muita gente, por isso, uma dúvida muito frequente é se o serviço é seguro. Bom, no site você não vai fazer a compra ou venda, você irá apenas ter contato com o vendedor ou comprador. O resto da negociação será feita entre o comprado e o vendedor, ou seja, os riscos são os mesmos de quando você compra um carro que viu anunciado em um jornal. O único processo online será o de encontrar seu carro. Entretanto, o site criou um meio de dar mais segurança para quem quer comprar ou para quem quer vender um carro ou uma moto. Esse serviço é o Autopago, com ele a Webmotors vai além de um site para anúncios e se torna uma intermediadora da venda. O autopago garante que o carro está como o vendedor anunciou e também garante que o comprador faça o pagamento. Dessa forma, comprar e vender carro ou moto fica mais fácil. Esse serviço tem um custo, mas vamos te explicar melhor daqui a pouco.   Como encontrar meu veículo na Webmotors? Na hora de escolher o seu carro ou sua moto, pode ser que você já tenha um modelo na mente ou não. Se o seu caso for o primeiro, é muito fácil achar pessoas ofertando o modelo que você deseja. A Webmotors possui filtros de buscas que te levarão exatamente ao que você procura. Por exemplo, se você só sabe o limite que pode gastar, utilizar o filtro de preços ajuda a saber quais são os veículos dentro do seu orçamento. - Filtro de buscas da Webmotors Primeiro você coloca a sua localização, ou seja, onde você vai comprar o seu veículo. Depois pode escolher a marca do seu carro, por exemplo. Os filtros também separam carros novos de carros usados, além de poder escolher o ano de fabricação, a faixa de preço que você está disposto a gastar e a quilometragem máxima rodada.               E não para por aí, você pode escolher o tipo de vendedor (concessionária, loja e pessoa física), opcionais do carro, o tipo de câmbio, combustível do veículo, cores, carroceria, categoria, número final da placa e até características da venda como: se o IPVA está pago ou se o carro só teve um dono, por exemplo.                            Com esses filtros fica bem mais fácil encontrar o carro que encaixa nas suas expectativas. Para você saber mais sobre as características do automóvel é só clicar no anúncio dentro do próprio Webmotors, lá terá todas as informações sobre o veículo. Caso goste do carro ou da moto anunciada é só entrar em contato com o vendedor e fazer a negociação. É possível ligar diretamente no telefone do anunciante, ou então, deixar uma mensagem para que entre em contato com você  através do site.   O que a Webmotors oferece além dos anúncios de venda para o comprador? Para o comprador, o site oferece comparação entre modelos. O que pode ajudar bastante na hora de escolher um novo carro. E se já escolheu qual carro comprar, a Webmotors mostra o preço anunciado, o preço na tabela FIPE e o valor médio de carros iguais ao seu anunciados no site. Ou seja,  é possível saber se o carro de seu interesse está acima ou abaixo do preço de mercado. - Comparação entre modelos Se você está em dúvida entre qual modelo de carro escolher, a Webmotors te ajuda comparando as opções. Essa comparação diferencia o preço, versão, ano de fabricação, carroceria, motor, desempenho, consumo, conforto, rodas, pneus, etc. Isso torna a sua escolha uma tarefa mais fácil. - Tabela Fipe e Webmotors Imagine que você está interessado em um Fiat Mobi 2019, mas não sabe quanto pode custar este carro. Na Webmotors você busca qual é o carro desejado e terá a comparação do preço da Tabela Fipe com o preço médio anunciado no site. Como vender meu automóvel na Webmotors? O anúncio no site é pago, e quanto mais visibilidade o seu anúncio tiver, maior o preço a ser pago por ele. Esses valores também variam de acordo com a cidade que você está anunciando. Para pessoa física existem os planos Economic, Plus, Premium e VIP, listados de menor para maior visibilidade. Esses são os valores para anúncios de Belo Horizonte- MG. Mas os valores não são os mesmos para todas as cidades. Em São Paulo, por exemplo, os preços dos anúncios são mais altos dos que os preços de BH. Assim que escolher quanta visibilidade quer ter no anúncio é só fazer o pagamento e esperar os interessados entrarem em contato com você. E o anúncio não tem tempo, ele fica no ar até você vender seu veículo.   Quais serviços extras a Webmotors oferece? A Webmotors oferece para compradores e vendedores outros serviços que vão além dos anúncios. E que, segundo o site, podem deixar a compra do seu veículo mais segura. - Autopago O Autopago é um serviço feito para facilitar e dar segurança na compra e venda de um veículo pela Webmotors. Quando comprador e vendedor fazem a negociação, a Webmotors pede algumas informações que passam por uma análise cadastral. Só depois disso é que eles emitem o boleto para pagamento. Para isso, é preciso baixar o aplicativo do Autopago no smartphone ou tablet, inserir seu CPF e código de segurança. Após o pagamento do boleto, o site faz a ponte entre o vendedor e a DEKRA - empresa parceira de vistoria - para agendar um horário e garantir que o veículo esteja pronto para venda. O laudo é encaminhado para o comprador aprovar. Com o laudo aprovado, comprador e vendedor devem ir juntos ao cartório assinar e reconhecer firma do documento de transferência. Para finalizar o processo, o comprador passa para o vendedor um código de segurança (que ele cadastrou lá no comecinho da compra) e o vendedor fornece para a Webmotors o mesmo. Após a validação, o vendedor pode entregar o documento e a chave do veículo para o comprador e aguardar a transferência do valor para sua conta cadastrada - que pode levar de 1 a 2 dias úteis, dependendo do horário em que o código foi validado. Esse serviço custa 1,5% do valor do carro, e pode ser pago tanto pelo comprador como pelo vendedor. Ou ainda: pode ser dividido entre os dois. Em outras empresas só a vistoria pode girar em torno de R$400,00, então dependendo do valor do carro o Autopago vale a pena, já que, além da vistoria, você tem a garantia de uma compra mais segura.   - Seguro No site também é possível cotar um seguro para seu automóvel com apenas 7 seguradoras. São elas: Allianz, HDI seguros, Liberty Seguros, Sompro Seguros, Sulámerica Seguros, Tokio Marine Seguradora e Zurich. Caso você goste de algum dos planos é só enviar sua solicitação para a seguradora que mais lhe agradou e logo em seguida ela entrará em contato com você. Mas antes de fechar contrato é importante lembra que existem outras seguradoras no mercado, essas são apenas 7 que o banco Santander oferece. Então, para fazer o melhor negocio procure outras seguradoras e outros corretores.  - Financiamento e Consórcio No site você pode fazer uma simulação de financiamento de veículo. Mas é importante lembrar que como a Webmotors é do Santander, a simulação é apenas do Banco Santander. Por isso, caso você queira simular em vários bancos, você pode entrar no nosso simulador de financiamento de veículo. Você também pode simular um consórcio colocando o valor que você quer guardar ou ainda valor das parcelas. Mais uma vez, essa simulação só é válida para o  banco Santander. Então, antes de fechar negócio procure outros bancos. Ou seja, se você está pensando em fazer um financiamento, é bem importante que você coloque na ponta do lápis qual o custo real de ter um carro. Entretanto, se você concluir que financiar vale a pena, é importante descobrir qual o melhor tipo de financiamento para o seu bolso (existem vários tipos, como o financiamento balão, por exemplo). Assim você poderá ter certeza que comprar um carro é um custo que vai caber dentro do seu bolso.  Webmotors para Concessionária Já se você possui uma concessionária, a Webmotors possui uma série de produtos para concessionárias. São ferramentas que prometem melhorar as suas vendas. Plano Performace Nesse plano você anuncia quanto quiser e paga pelos leads recebidos (lead é o cliente interessado no seu produto). Plano Controle Com ele, você anuncia quantos carros quiser e de qualquer valor. Com o Plano Controle você estabelece o valor máximo mensal que quer investir na Webmotors. Esse valor é a sua franquia. Você recebe leads à vontade até chegar nesse limite (cada lead tem seu valor). E, quando a franquia acabar, você tem a opção de aumentá-la ou pagar um lead avulso. Plano Web Com ele, você anuncia quantos carros quiser desde que o  valor do veículo seja de até R$ 10 mil. Além disso, você tem direito a 10 anúncios para carros no valor entre R$ 10 mil e R$ 25 mil. Tudo isso sem pagar por leads. Mas se você quiser também é possível anunciar um carro fora desse perfil através dos Anúncios Extras, que podem ser usados para carros de qualquer valor. E a cada lead recebido, você tem a opção de compra avulsa, escolhendo se quer ou não aproveitar essa oportunidade de venda. Cursos Oferecidos A Universidade Webmotors é um programa de treinamento exclusivo para o segmento automotivo. Assim, com a promessa de melhorar a performance dos vendedores, a Webmotors oferece cursos que podem ser online ou presenciais. O programa de treinamento é focado em elevar a performance da sua loja, buscando transformar leads (através de-mails e ligações) em vendas. Além disso a Webmotors também oferece criação de sites, formas de receber mais Leads e você pode participar do Feirão Webmotors.   A Webmotors também possui um canal de notícias o WM1 Esse é um canal de notícias sobre o mundo automotivo. É possível ver comparações entre carros, testes, vídeos, e lançamentos de carros novos. Mesmo para quem não está mais interessado em comprar ou vender veículo, mas gosta bastante de saber sobre as novidades automotivas, esse é um portal recheado de informações e novidades.   Quando usar a Webmotors vale a pena? - Para o comprador Para quem deseja comprar um veículo, a Webmotors pode servir como comparador de preços. Por isso, antes de sair de casa, ir em uma concessionária, pode ser uma boa ideia checar quais são os preços médios do automóvel que você está interessado. Se você ainda não escolheu seu veículo, o comparador de modelos pode te ajudar nessa tarefa. - Para o vendedor Mas se o seu caso é o contrário e você quer vender seu automóvel, a Webmotors vai funcionar como classificados. Ou seja, você vai colocar anúncio no site. Além disso, existem outros sites que também oferecem esse serviço, em Belo Horizonte, por exemplo, temos o Seminovos BH. É sempre bom comparar preços de anúncios, e encontrar o site com melhor custo benefício para você.   - Para concessionárias No caso das concessionárias pode ser um bom negócio para conseguir leads, ou até proporcionar cursos para os seus vendedores. O site pode ser uma boa forma de alcançar um público que a concessionária não alcançaria com facilidade. É claro que isso não impede que a concessionária atraia clientes por outros meios, mas considerando o custo de aquisição do cliente, pode valer a pena.  Existem outros sites que oferecem serviços similares? Sim! Não é só a WebMotors que oferece esse tipo de serviço. Outros sites como: Olx, Carros na Web, Icarros, Mercado Livre também fornecem serviços semelhantes. Nesses sites, assim como na Webmotors é possível filtrar modelos, marcas e versões. Por isso é sempre importante pesquisar antes de comprar o seu novo carro, ou colocar seu carro a venda. Navegue por esses sites e descubra qual é o melhor para você. Pode ser que em outro site o valor do anuncio caiba no seu bolso. Ou até que você encontre seu carro ideal em um site mais regional. Em Belo Horizonte por exemplos, temos o Semi Novos BH.   Afinal, vale a pena mesmo? Tanto para comprar quanto para anunciar o segredo é sempre pesquisar bem para encontrar o melhor negócio e o melhor custo para o seu bolso. Além disso, é muito importante que a compra do seu carro seja uma decisão tomada com cuidado. Leve em consideração o custo do veículo e o peso disso no seu orçamento. Se você for financiar ou fazer um empréstimo para comprar o carro, pesquise bastante, compare as condições com atenção. Você pode fazer isso através do nosso simulador de empréstimo e no nosso simulador de financiamento de veículos.  Mas se você quiser vender (ao invés de comprar), testar o site pode ser uma boa, até para ver se o veículo vende rápido ou não. Existem formas alternativas de aumentar a renda sem que você precise abrir mão do veículo. Mas se essa for uma opção viável para você, coloque na ponta do lápis o custo de anunciar seu veículo em sites como o Webmotors. Afinal de contas, planejamento e pesquisa podem garantir que o barato não saia caro, não é verdade?
No programa Em Boa Companhia de hoje falamos sobre a Semana Nacional de Educação Financeira, ou Semana Enef. É uma iniciativa do CONEF – Comitê Nacional de Educação Financeira. O CONEF é um órgão federal composto por entidades públicas e privadas, que visa fomentar a educação financeira no Brasil. Junto do nosso amigo Pedro Vieira recebemos Rodrigo Almeida, membro da Rede de Educação Financeira do Banco Central. Rodrigo é nosso amigo de longa data, desde antes da existência do Educando Seu Bolso. Apaixonado por tudo o que faz, quando o assunto é educação financeira Rodrigo brilha pelo país afora com suas palestras e entrevistas. Além do Rodrigo, pela primeira vez tivemos uma ouvinte presente, ao vivo no estúdio, no quadro Educando Seu Bolso. Neide enriqueceu a conversa ao admitir de forma muito sincera que ainda tem a melhorar em seu comportamento como consumidora. A conversa foi muito boa, esclarecedora e, principalmente, foi um convite à reflexão. Vale a pena ouvir e ler.   Conhece o CONEF? E o ENEF? Vamos primeiro entender um pouco mais sobre essa história. O CONEF é a instância responsável pela condução da Estratégia Nacional de Educação Financeira. Ele é formado por sete entidades de governo e mais seis da sociedade civil. Pelo governo: Banco Central do Brasil Comissão de Valores Mobiliários Superintendência Nacional de Previdência Complementar Superintendência de Seguros Privados Ministério da Justiça e Cidadania Ministério da Educação Ministério da Fazenda   Pela sociedade civil: ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. É a Bolsa de Valores brasileira. CNseg - Confederação Nacional das Seguradoras FEBRABAN – Federação Brasileira dos Bancos Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa Consed - Conselho Nacional de Secretários de Educação   Segundo seu site oficial, a Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF – é uma mobilização que visa a promoção de ações de educação financeira em todo o Brasil. A Estratégia foi instituída como política permanente. Suas principais características são a sua imparcialidade comercial e sua garantia de gratuidade das ações que desenvolve ou apoia. Seu objetivo é contribuir para o fortalecimento da cidadania, apoiando iniciativas que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes.   Semana ENEF E a Semana Enef é uma iniciativa promovida anualmente pelo Conef desde 2014. Ela tem servido como oportunidade para apresentação e discussão de ações, estudos, inovações e para propor reflexões sobre a educação financeira no país. A sexta edição está ocorrendo agora, na semana de 20 a 26 de maio de 2019. São centenas de eventos gratuitos em todo o país. Palestras sobre os mais diversos temas, além de cursos, oficinas, atendimento ao público, peças de teatro e muito mais. Então, não deixe de aproveitar a Semana Enef. Confira a agenda e participe dos eventos que estão ocorrendo perto de você. E se você quiser INSCREVER um evento na Semana ENEF, pode também. Aliás, deve! É preciso atender a algumas condições. A atividade deve ocorrer dentro do período da Semana Enef, isto é, de 20 a 26 de maio de 2019. Deve ser totalmente gratuita para o público-alvo. Não podem envolver qualquer propaganda ou venda de produtos e serviços As informações oferecidas devem ser tecnicamente corretas, atualizadas e precisas. E, é claro, os temas devem estar relacionados à educação financeira e previdenciária.   Nosso amigo Rodrigo Rodrigo Almeida é servidor do Banco Central do Brasil (BC) há 16 anos. Há seis anos integra a Rede de Educação Financeira, iniciativa do BC dentro da Enef. Nesse tempo, vem se capacitando cada vez mais, não apenas tecnicamente, mas principalmente na percepção do que aflige o brasileiro. Na Semana Enef ele fez várias palestras em Belo Horizonte, além de atender à imprensa e, claro, aos amigos do Educando Seu Bolso. Perguntado pelo Pedro Vieira se o brasileiro se preocupa com as finanças, Rodrigo disse que, em sua opinião, sim. Mas que, apesar disso, o assunto não é conversado e conduzido da melhor forma pela maioria das pessoas. Ele contou uma experiência própria, de quando fazia atendimento voluntário na defensoria pública. Atendeu um rapaz, estudante de engenharia, com problemas com seu contrato de financiamento estudantil. Ou seja, era um rapaz com boa instrução formal, mas imaturo quanto ao seu comportamento como consumidor.   Educação financeira nas escolas A partir desse caso, conversamos sobre um dos temas abordados na Semana Enef: a educação financeira nas escolas. Não é necessário que haja uma disciplina separada para ela, pois se trata de um conteúdo interdisciplinar. Isto é, diz respeito a várias disciplinas. Quer ver? Matemática. Quando se fala em educação financeira nas escolas, lembramos logo da matemática. Afinal, juros, porcentagens, frações, descontos, tudo isso faz parte da nossa vida de consumidor. Português. O estudante de engenharia atendido pelo Rodrigo certamente tem um bom conhecimento em matemática. Mas será que ele soube ler e entender corretamente o contrato do seu FIES? Química e Biologia. Alimentos que se deterioram vão para o lixo, e assim tornam-se desperdício – um dos principais inimigos do nosso bolso. Por que alguns alimentos se perdem mais rapidamente que outros? Como evitar que isso aconteça. Olha aí a ciência educando seu bolso. Inglês. Já pensou em aplicar em Exchange-traded Funds? Sua corretora tem um bom home broker? Já ouviu falar em small caps? Acredite, NADA disso é complicado. Mas tem muita gente que gosta de falar difícil, né? Pois então, o professor de inglês pode dar uma forcinha na educação financeira também. Sociologia, História, Geografia. Por que consumimos tanto? Ou melhor, porque QUEREM que nós consumamos tanto? Quem ganha com isso? Quando e onde começou essa história? Que sociedade estamos construindo? As ciências humanas são importantíssimas para a formação de qualquer indivíduo, não importa a sua profissão. Mais do que trazer respostas, elas te ensinam a fazer as perguntas certas. Viu como a educação financeira pode estar em todas as disciplinas? É disso – também – que a Semana Enef trata.   Educação financeira em casa Rodrigo e nossa ouvinte Neide nos surpreenderam ao dizer certas coisas que não é sempre que ouvimos. Primeiro, a respeito da mesada e da semanada. Rodrigo alerta para o perigo de que a criança, ou o adolescente, fiquem mal acostumados. Isto é, que cresçam achando que o dinheiro vem fácil, gratuitamente, independentemente do seu comportamento e suas atitudes. Não estamos dizendo que se deve remunerar os filhos por certas tarefas executadas dentro de casa. Algumas coisas – como estudar e manter o quarto arrumado – são obrigações e não devem ser remuneradas. Mas é importante que os pais consigam uma forma de mostrar aos filhos que o dinheiro não cai do céu. Isso pode ser feito de várias formas. Já falamos sobre isso em vários posts e podcasts do Educando e certamente voltaremos ao tema em breve. Outra surpresa foi quando Rodrigo falou para tomarmos cuidado com os cofrinhos das crianças. Primeiro, porque deixar moedas paradas em casa custam caro ao país. Segundo, porque dá à criança a falsa ideia de que deixar dinheiro vivo parado em casa é um bom negócio. Mas nosso amigo deu a dica para resolver os dois problemas: basta, frequentemente, trocar as moedas por notas. E, periodicamente, depositar as notas em uma instituição financeira e aplicar esse dinheirinho que, em pouco tempo, pode se transformar num dinheirão. Os 3 P A ouvinte Neide foi muito sincera ao dizer “Eu sei tudo o que eu tenho que fazer, mas não faço”. Minha cara, pode saber que muita gente é assim também, mas nem todo mundo admite. Ao admitir, você deu o primeiro passo. Então, vamos mudar essa história? Aproveite a Semana Enef e participe dos eventos! E, no ano todo, acompanhe as dicas aqui no Educando. Diante dessa fala, Rodrigo apresentou “os 3 P” do bom comportamento financeiro: Precisar, Pesquisar e Pechinchar. Quando quiser comprar alguma coisa, a primeira coisa a ser feita é avaliar, com muita sinceridade, se você realmente precisa daquilo. Se precisar, faça uma pesquisa. Não apenas do preço, mas também das especificações do que você quer comprar. A qualidade é boa? As características do produto são o que você de fato precisa – nem mais, nem menos? E, finalmente, pechinche. Não aceita o “preço de balcão”. Tente um preço melhor por pagar à vista. Mas, se não conseguir, procure em outra loja. Não tenha preguiça nem vergonha de pechinchar. Diante dessa fala, a ouvinte Neide fez outra confissão: ela não pesquisa. Compra sempre no mesmo lugar – ela se referia a supermercado, pelo que entendemos. Ela disse que requer muito esforço peregrinar por vários estabelecimentos. Ela não tem carro, mas disse que, mesmo que tivesse, essa peregrinação custa caro em gasolina. Mas fez uma ressalva: quando vai às comprar, procura comprar o que está com preço bom, evita comprar frutas fora da estação – que normalmente custam caro – e tudo o que estiver com preço fora do razoável.   Desperdício Outro ponto forte da conversa foi quando conversamos sobre desperdício. Rodrigo falou algo importante: “Quando vou fazer uma palestra, às vezes vem alguém me dizer que já vive com o mínimo, pois ganha mal e não tem mais onde cortar despesas. A isso eu respondo que, mesmo que não tenha como reduzir despesas, tenho certeza de que algum desperdício em casa a pessoa consegue reduzir”. E é verdade, não? Afinal, quem de nós pode afirmar que não desperdiça nada, nunca? Acho que ninguém. Alimentos Eu mesmo não consigo evitar algum desperdício dentro da minha geladeira. Presto atenção na hora de comprar e de consumir, mudo hábitos, faço cálculos, mas ainda incorro nesse pecado: jogar alimentos no lixo. Desperdiçar alimentos é um absurdo, em um mundo com tanta gente passando fome. E, mais que isso, é um absurdo para o meio ambiente. Já pensou nisso? Afinal, como Rodrigo nos lembrou, cada quilo de carne custa mais de 10 mil litros de água para ser produzido! Outro ponto em que eu frequentemente cometo desperdício e às vezes não percebo: no restaurante. Será mesmo que eu preciso colocar no meu prato TUDO o que eu gosto, no mesmo dia? Será que não estou comendo 100 ou 200 gramas a mais do que o necessário. Sem falar na saúde! Rodrigo levantou outra bola interessante. Se você exagerou na mão na hora de fazer seu prato, aquilo talvez não te faça bem. Deixar a comida ir para o lixo é errado. Mas será que mandar aquilo para dentro do seu estômago não é ainda pior? E o Pedro comentou também sobre o desperdício de alimentos que acontece nos mercados, com aqueles alimentos – geralmente frutas e legumes – que estão em perfeitas condições para consumo, mas têm pequenos amassados ou “machucados”. E, assim, são preteridos pelos consumidores e acabam indo para o lixo. Alguns mercados fazem promoções e doações desses alimentos, mas ainda há um longo caminho para evitar essa forma de desperdício.   Investimentos Ao final do programa, Pedro leu a mensagem de uma ouvinte que pedia recomendações sobre como investir seu dinheiro. Rodrigo, na condição de representante do Banco Central, fez o que lhe cabia: não indicou investimentos específico, mas fez melhor. Deu dicas importantes para a ouvinte tomar sua própria decisão. Identificar o seu próprio perfil de investidora – conservadora, moderada ou arrojada – e sua necessidade em relação ao dinheiro. Entender as características de cada produto que lhe está disponível. Saber “casar bem” o investimento. E deu um exemplo: uma pessoa que faz declaração de Imposto de Renda na forma simplificada não deve contratar uma previdência privada tipo PGBL. Afinal, esse produto é adequado para pessoas que fazem declaração na forma completa. E nós, do Educando Seu Bolso, completamos as dicas do Rodrigo. A quantidade de dinheiro que a ouvinte tem disponível está dentro do limite de proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Assim, ela tem uma boa gama de opções. Nosso Simulador de Renda Fixa poderá ajuda-la – e a todos os leitores – na hora de identificar a opção de investimento em Renda Fixa mais rentável.   Semana Enef o ano todo Então não custa repetir: não deixe de aproveitar a Semana Enef. Consulte a programação no site. Se você tiver uma iniciativa em educação financeira, não deixe de inscrevê-la. É importante aproveitar, divulgar, apoiar a Semana Enef, ela acontece só uma vez por ano. Mas é igualmente importante levar a Semana Enef com a gente o ano todo, em cada decisão de consumo, nas conversas em família sobre dinheiro, nas decisões de investimento, em tudo. Cuidar do nosso dinheiro é cuidar da nossa tranquilidade.
O futebol é uma paixão nacional, e estar na camisa de um grande clube de futebol é algo notável. Por isso, muitas marcas patrocinam os times. Claro que os bancos digitais não ficariam de fora dessa. Bs2, Banco Inter e Digimais entraram nessa jogada. Mas esses bancos oferecem vantagens para os torcedores?    Bancos digitais e patrocínios de clubes brasileiros de futebol Desde que o novo presidente da Caixa Econômica Federal disse que iria deixar de patrocinar clubes de futebol, um novo debate foi criado: quem será o novo patrocinador Master de grande parte dos times brasileiros? E os bancos digitais estão dando a resposta. Digimais, BS2, Inter são alguns dos bancos que patrocinam os times de futebol brasileiros. Todos eles são 100% digitais, o que mostra a força desse novo modelo de banco em todos os segmentos. O tipo de patrocínio é diferente do que era feito pela Caixa, mas, ainda assim, muito interessante para os times brasileiros. Os bancos digitais estão trabalhando com contratos do tipo fixo + variável. Mas como isso funciona? O contrato garante valores fixos anuais, adicionado a isso valores que variam na medida em que contas são abertas e movimentadas nos respectivos bancos, o que estimula o torcedor a abrir uma conta no banco que patrocina o seu clube do coração. Existem vantagens para o torcedor? Fazer uma conta no banco digital que patrocina o meu clube vai me trazer benefícios? Bom, é isso que temos que pensar e comparar antes de trocar de banco. São Paulo Para o são paulino o Banco Inter faz sorteios de ingressos, brindes, camisas do time e ainda visitas ao CT do São Paulo. Além disso, o torcedor possui um cartão personalizado, mas não existe nenhum diferencial financeiro para o tricolor. Cruzeiro e Athletico-PR Ambos os times são patrocinados pelo Digimais, e não existem diferenças entre a conta normal e a conta torcedor, exceto pelo design do cartão. No caso do Cruzeiro, o cartão é azul, conta com o escudo do time e o desenho da raposa. Já no do Athletico, o cartão é vermelho e tem o desenho do furacão. No caso do Digimais, o preço da conta digital é R$9,90 por mês tanto para os torcedores do Cruzeiro e do Athletico, quanto para qualquer outra pessoa. Mas o que pode gerar algum tipo de discussão é o fato de existir um pacote disponível somente para colaboradores de empresas conveniadas ao Banco Renner que custa menos do que o pacote para o torcedor (R$7,00- R$2,90 a menos). O banco Digimais podia, ao menos, ter colocado essa condição mais barata para os torcedores do Cruzeiro e do Athletico-PR.  Flamengo O BS2, que é o novo patrocinador do Flamengo, só disponibilizou o app e cartão personalizados. Mas prometeram oferecer produtos exclusivos que serão lançados ao longo do ano.   Banco Mensalidade Ted - Doc Saques Cartão de crédito Investimentos Diferencial da conta torcedor BS2 Grátis Ilimitado Ilimitado Não possui Não possui Cartão e app com design diferenciado Digi+ R$9,90 4 por mês 4 por mês Possui Possui Cartão e app com design diferenciado Inter Grátis Ilimitado Ilimitado Possui Possui Sorteios de ingressos, camisas do clube, visita ao CT. Além do cartão e app com design diferenciado   Contratando a conta do BS2, Inter ou Digimais eu vou ajudar meu clube do coração? Como é possível observar, diferenças financeiras não são perceptíveis. Digimais, Bs2 não oferecem nenhum diferencial aos torcedores. O inter oferece sorteios, mas não há diferenças financeiras entre o torcedor do São Paulo e um cliente normal. Mas, por causa do tipo de contrato, os torcedores estão abrindo contas nesses bancos. O clube lucra junto com o lucro do banco. Ou seja, se você abrir uma conta em algum desses bancos, você estará ajudando seu time. Mas qual é exatamente o tamanho dessa ajuda? Time Banco Patrocínio Fixo Patrocínio Variável Cruzeiro Digimais R$11 Mi/ano 50% do lucro de cada conta digimais Cruzeiro aberta Flamengo BS2 R$11,2 Mi/ano R$ 10,00 por conta aberta no Bs2(com deposito mínimo de R$100,00) Todos estados exceto Minas e São Paulo São Paulo Inter R$15 Mi/ano 50% do resultado das transações realizadas pelos torcedores no Banco Inter tanto na função crédito quando débito   Os times estão incentivando cada vez mais o torcedor fazer parte desse patrocínio. Por outro lado, os bancos digitais estão interagindo e participando cada vez mais da torcida com o time. O Banco Inter, por exemplo, usa a hashtag  #PATROCINADORTORCEJUNTO fazendo o torcedor sentir que há mais do que apenas o patrocínio. Desse modo os torcedores sentem que o patrocinador abraça o time de maneira geral. Existem motivos para eu mudar de banco? Se ajudar seu time do coração é algo importante para você, isso pode ser motivo para mudar de banco. Mas financeiramente compensa? A resposta é não. O BS2 patrocinador do Flamengo ainda não disponibiliza cartão de crédito e nem investimentos para o correntista. Isso não é nada bom, não é mesmo? Ainda mais porque esses são produtos que inúmeros bancos digitais já oferecem, como Nubank, Inter, Next, Agibank entre outros. O Digimais possui os produtos básicos, como investimento, cartão de crédito, conta conjunta, mas ainda não atende contas jurídicas. Além disso, possui um custo de manutenção de conta alto comparado a outros bancos digitais.   O que representa esse patrocínio no orçamento total do meu time? De fato os bancos representam uma parte do faturamento dos times que patrocinam. Supondo que o faturamento dos times de 2019 fosse igual ao de 2018, o valor repassado por cada contrato de valor fixo de patrocínio seria mais ou menos esse: o Cruzeiro receberia do patrocínio do Digi+ aproximadamente 2,84% (R$11 milhões) da sua receita total de 2018 (R$386,8 milhões);   o São Paulo receberia do Banco Inter cerca de 3,54% (R$15 milhões) da sua receita total de 2018 (424,5 milhões);   o Flamengo receberia do BS2 cerca de 2,06% (R$11,2 milhões) da sua receita total de 2018 (542,8 milhões). Ou seja, diante de todos esses dados e valores, não fica claro se vale a pena ou não trocar seu banco pelo patrocinador do seu time. O bs2, banco inter e digimais não apresentam benefício financeiro explícito em contas como essas, tudo depende da sua paixão pelo time. Se você acha que vale a pena escolher um banco porque assim estaria beneficiando o time do seu coração, então pode ser que trocar de banco seja uma boa opção. Mas, como nossa função é justamente educar o seu bolso, vale a pena pesquisar bem quais são os benefícios reais de cada banco, colocar na ponta do lápis, e só então tomar a decisão que seja mais saudável financeiramente para o seu caso. Se você quiser saber mais sobre isso, é só olhar o nosso simulador de contas digitais. Quem sabe por lá, você não encontra uma conta digital que de fato traga maiores benefícios para você.
O número de Microempreendedores Individuais (MEI) tem crescido no Brasil, hoje existem mais de 8 milhões de MEI no nosso país. Atentas a esse novo mercado, as operadoras de plano de saúde criaram um segmento exclusivo para atendê-las. Mas realmente vale a pena contratar um plano de saúde para MEI ? O que é um plano de saúde para MEI? O plano de saúde para MEI funciona como um plano de saúde coletivo empresarial. Até porque você utiliza o seu CNPJ para fazer a contratação. Mas o que é um plano de saúde empresarial? Basicamente é igual ao plano de saúde individual, mas no qual o contratante é uma pessoa jurídica. E para sua adesão os beneficiários devem estar ligados à pessoa jurídica por relação empregatícia ou estatutária.   Quem pode fazer um plano de saúde para MEI ? Tempo de formalização do MEI Qualquer microempreendedor individual com mais de 6 meses de registro de MEI aberto pode contratar esse plano de saúde. Ou seja, se abrir um MEI hoje, só daqui 6 meses você poderá contratar um plano de saúde para MEI.   A partir de quantas vidas é possível fazer um plano para MEI? Geralmente, a partir de duas ou três vidas é possível contratar um plano empresarial com o CNPJ de MEI. Mas não é qualquer um que pode participar desse plano de saúde. Para fazer parte desse plano é necessário ter vínculo empregatício ou familiar com o titular do CNPJ. Ou seja, é uma opção viável para microempreendedores registrados que gostariam de estender seu plano de saúde para toda família. A grande questão é, será que pelo preço, escolher esse plano vale a pena?   O preço das mensalidades são mais baixas para MEI? Como o MEI só pode ter no máximo um funcionário, geralmente esse tipo de plano é contratado por alguém que é MEI para atender sua família. Então se isso acontece, é melhor fazer um plano individual ou um empresarial? Bom existem algumas diferenças entre esses dois tipos de contrato e é isso que nós vamos te mostrar! Preço das mensalidades Na maioria dos casos as mensalidades dos planos para MEI são menores do que as mensalidades dos planos individuais. Nessa tabela é possível ver a comparação de preços para a mesma cobertura com uma contratação individual e uma contratação empresarial para MEI. Os preços considerados são os disponibilizados pela Unimed-BH.   Faixa Etária Plano individual Plano MEI 0-18 R$                162,71 R$                120,34 19-23 R$                193,46 R$                144,41 24-28 R$                222,48 R$                179,07 29-33 R$                255,85 R$                222,05 34-38 R$                296,79 R$                248,70 39-43 R$                344,28 R$                258,65 44-48 R$                399,36 R$                325,90 49-53 R$                467,25 R$                371,53 54-58 R$                626,12 R$                442,12 59+ R$                976,12 R$                720,66   Preço das coparticipações Atualmente é cada vez mais raro achar planos sem coparticipação, por isso levar em conta esse outro gasto na hora de escolher qual plano de saúde contratar é ponto importante. Diferente dos preços das mensalidades que costumam ser sempre menores nos planos para MEI, a coparticipação pode ser maior em algumas empresas e menores em outras. Mas, em geral, isso não muda muito. Na tabela a seguir conseguimos ver melhor a diferença entre os preços da coparticipação de plano de saúde para MEI e os planos individuais da GoodLife. Nela é possível perceber que em alguns casos o preço da coparticipação do plano individual é menor e em outros é maior.   Cobertura Plano Individual Plano MEI Consulta Consultório R$                            20,00 R$                            18,00 Consulta Pronto Socorro R$                            25,00 R$                            28,00 Exame Simples R$                              5,00 R$                              8,50 Exames Especiais R$                            30,00 R$                            25,00 Atendimento Ambulatorial R$                            35,00 R$                            30,00   Nessa outra tabela diferença temos a diferença entre preços da coparticipação do plano de saúde para MEI e planos individuais da Unimed. Nesse caso o plano de saúde para MEI terá sempre coparticipação mais barata do que a coparticipação para planos individuais   Cobertura Plano Individual Plano MEI Consulta Consultório R$                                       35,40 R$                                       39,40 Consulta Pronto Socorro R$                                       48,80 R$                                       48,80 Exame Simples R$                                       30,00 R$                                       40,00 Exames Especiais R$                                       90,00 R$                                     120,00 Franquia Internação R$                                     105,00 R$                                     142,00   Cautelas com o Plano Empresarial Comparados com os planos de saúde individuais, os planos empresariais possuem algumas desvantagens. Como o plano de saúde para MEI é empresarial vamos te explicar melhor que desvantagens são essas.   Planos de Saúde Empresariais não seguem as normas de reajuste anual da ANS A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que é a reguladora dos planos de saúde, não define limite de reajuste dos preços nos planos de saúde coletivos (que incluem os empresariais). Isso não acontece no caso dos planos de saúde individuais. Ou seja, quando você contrata um plano de saúde individual, todo ano o reajuste que a empresa pode aplicar no seu contrato é no máximo o limite estabelecido pela ANS. Já nos planos coletivos o índice de reajuste é determinado a partir da negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora de plano de saúde. O reajuste médio dos planos empresariais em 2018 foi de 19%, ao passo que o máximo estabelecido pela ANS no mesmo ano foi de 10%. Ou seja, planos empresariais costumam ter reajustes maiores do que os planos individuais. O que quer dizer que você pode ser surpreendido por um reajuste anual maior do que estava esperando.   Rescisão do contrato de plano de saúde No plano de saúde individual não é possível que a operadora de plano de saúde cancele o contrato unilateralmente, salvo em casos de fraude e de falta de pagamento da mensalidade. Já nos planos coletivos pode haver, previsto em contrato, outros motivos para que o contrato seja rescindido. Na prática, isso significa que ao contratar planos coletivos você tem menos segurança e precisa ter mais atenção na hora de assinar o contrato, certo?   Comparação entre planos É sempre importante lembrar que cada empresa conta com condições e preços diferentes. Por isso, comparar as operadoras antes de fazer uma contratação é essencial. Além disso, é preciso escolher a cobertura mais adequada para você. Dependendo da sua necessidade, o melhor para o seu caso pode ser um plano ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, odontológica ou ainda essas coberturas combinadas. Também checar a abrangência do plano é importante… Se você viaja muito a abrangência nacional é ideal, por exemplo. O número de empresas que oferecem planos de saúde para MEI é grande. Por isso mesmo na hora de comparar os preços (e coparticipação) é sempre bom lembrar de checar a rede credenciada. Ou seja, confira quais hospitais e clínicas atendem o seu plano. Comparação entre empresas. Allianz, Amil, Bradesco Saúde, GoodLife (Minas Gerais), Lincx (São Paulo), Medical Rio, Sulamérica Saúde, Unimed. Essas são algumas das empresas que oferecem planos de saúde para MEI. Entretanto, elas não são iguais nem oferecem os mesmos planos. Por isso comparar é sempre importante! Nossa dica é: antes de escolher a operadora compare preços, e busque informações sobre a empresa. No site da ANS é possível comparar os valores dos planos. Além disso, eles possuem um Ranking da lista de operadoras com maior reclamações que pode ser muito útil na hora de você tomar sua decisão.   Como contratar um plano de saúde para MEI Se você escolheu fazer um plano de saúde para MEI, agora é a hora de contratar. Como você já sabe, existem muitas operadoras de plano de saúde, por isso pesquise bem antes de fechar o contrato. Mas, para efetivar a contratação, é preciso entrar em contato com a operadora escolhida, marcar uma visita e assinar contrato. Outra opção é procurar sua corretora, cotar preços de planos diferentes e escolher o melhor para você. Com saúde não se brinca! Por isso, na hora de contratar um plano de saúde também leve em conta sua saúde financeira. Coloque na balança prós e contras, coloque tudo na ponta do lápis, e tome uma decisão que atenda suas necessidades. Se tiver qualquer dúvida ou alguma experiência e quiser contar pra gente, é só deixar aqui embaixo nos comentários
Como funcionam as seguradoras? O seguro de veículo é um contrato firmado entre uma empresa (a seguradora) e o cliente (proprietário do veículo), em que o contratante paga uma taxa que garante que ele será coberto, caso ocorra algum dano (previsto no contrato) ao veículo. As seguradoras funcionam como empresas e são regularizadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Quem contrata um seguro de veículo passa a ser um cliente da empresa, e a seguradora assume todos os riscos envolvidos nas coberturas contratadas. Como funcionam as associações ou cooperativas de proteção veicular? Diferente das seguradoras, as associações ou cooperativas oferecem proteção veicular. Mas quais são as diferenças? As cooperativas e associações não possuem fins lucrativos. Nesse tipo de proteção, um grupo de pessoas que têm o mesmo interesse, se junta para promover serviço para si mesmas, sem o objetivo de lucrar. Uma associação veicular, portanto, é um grupo de pessoas que pretendem compartilhar custos e providências da assistência veicular para elas próprias. Com o intuito de arrecadar apenas o suficiente para cobrir os custos operacionais – consertos e indenizações –, fundos de reserva e despesas administrativas. Nesse caso, quem está se juntando à associação não é cliente, e sim um sócio. Ou seja, caso haja um prejuízo maior que o esperado, o custo será dividido entre todos os associados. Ao contrário do seguro de veículo no qual quem arca com eventuais prejuízos é a própria empresa e seus donos. Existem muitas entidades que oferecem proteção veicular mas não são associações Acontece que, na prática, muitas empresas se fantasiam de associações de proteção veicular para não se submeterem às regras da Susep. Assim, vendem a proteção veicular para as pessoas como se fosse um seguro. Não passam a informação correta para os futuros associados, que entram nessa achando que são clientes, mas na verdade são sócios. Seguro de veículo x Proteção Veicular Análise de perfil do condutor A forma de seleção para entrar nos dois é bem diferente. Para adquirir um seguro, a análise é bem mais detalhada do que para participar de uma associação de proteção veicular. Quando você vai fazer um seguro deveículo, é necessário responder uma série de perguntas, como: idade, tempo de carteira e sexo de quem irá dirigir o carro; cep de onde o carro circula; se o carro passa a noite em garagem; se a garagem possui ou não portão elétrico; quantos quilômetros o carro roda por mês e até se você usa o carro para trabalhar como motorista de aplicativo. Ou seja, essas questões podem implicar diretamente no valor do seguro. Por outro lado as associações, em geral, não fazem nenhuma pergunta desse gênero. Valores Em geral, o preço das proteções veiculares é mais baixo do que os seguros. Mas não é sempre que isso acontece. Com a análise de perfis é possível que a seguradora ajuste os preços do seguro de veículo com o risco que o carro tem de ser roubado, ou de um possível acidente. Por isso, em casos em que o carro fica em locais considerados seguros, ou quando o motorista tem mais tempo de carteira, o seguro de veículo costuma ficar mais barato do que em casos que não são assim. Na tabela estamos usando o exemplo de um carro avaliado em R$ 55.021,00 na Tabela FIPE. Tanto as seguradoras como as associações ofereciam o mesmo nível de cobertura. Perfil do condutor Seguradora Associação Jovem Mulher (18 a 24 anos)  R$530,00 - R$691,00   R$ 189,00 - R$ 294,00 Mulher Adulta (30 a 60 anos)   R$218,00 - R$315,00   R$ 189,00 - R$ 294,00   No próximo caso, levamos em consideração uma mulher adulta. A diferença é onde o veículo costuma ficar. Perfil do condutor Onde o veículo fica Seguradora Associação Adulto (30 a 60 anos) Sempre em garagem  R$218,00 - R$315,00  R$ 189,00 - R$ 294,00 Adulto (30 a 60 anos) Não fica em garagem  R$267,00-R$349,00  R$ 189,00 - R$ 294,01 É possível notar que as associações não fazem distinção de mensalidade, independente da idade do condutor, do tempo de carteira nem da “segurança” do veículo. Cobertura Nesse ponto, seguro de veículo e proteção veicular se aproximam bastante. As coberturas gerais como roubo, furto, cobertura para incêndio, fenômenos da natureza, assistência 24hrs e reboque são encontradas em ambos os casos. Algumas coberturas mais especiais como proteção para vidros, lanternas e faróis, que antigamente eram mais comuns nos seguros de carro, agora, estão cada vez mais comum nas proteções veiculares. Apólice As seguradoras entregam para seu cliente a apólice que apresenta todos os direitos e deveres das duas partes. Ou seja, quando a apólice é emitida, os riscos são transferidos diretamente para as seguradoras, que ficam totalmente responsáveis pelos itens cobertos na apólice, devendo seguir rigorosamente o que está afirmado. Já nas associações, a proteção é dada a partir de um contrato assinado pelos membros, em que se comprometem a se responsabilizar caso seja necessário. Ou seja, não há uma empresa responsável e sim um grupo de pessoas. Adesão A adesão da proteção veicular costuma ser um pouco menos burocrática e mais rápida. Nesse caso, é preciso, apenas, que seja feita uma inspeção no veículo. Depois, há o pagamento da taxa de adesão, e a proteção já começa a valer. Já no seguro de veículo, além da inspeção, é preciso aguardar que a seguradora faça a liberação do seguro. Só então a primeira parcela será paga. Prazos de pagamento de indenizações Como as seguradoras seguem as regras da Susep, existem prazos estabelecidos por lei. Por exemplo, para indenização de sinistro o tempo máximo que a seguradora tem para fazer o pagamento é de 30 dias, contados a partir da data de entrega da documentação. Por outro lado, as associações não possuem nenhum prazo estabelecido por lei de quando essa indenização será feita. O pagamento será feito de acordo com o fluxo de caixa existente. O que quer dizer que o prazo de espera varia e provavelmente vai ser mais longo. Riscos da proteção veicular A ideia das associações é de ajuda mútua, ou seja, em teoria, se os gastos com consertos e indenizações forem maiores do que o arrecadado no mês, o gasto extra seria dividido entre todos os associados. Então você não teria uma mensalidade fixa, essa mensalidade sofreria alterações conforme fosse necessário. Mas isso não costuma acontecer… Pois o que ocorre na prática é que existem associações que funcionam como empresas, mas na verdade buscam o lucro. Essas empresas, se passam por associações para  não se submeterem à legislação. Quando ocorre um rombo no orçamento ao invés de dividirem os prejuízos, acabam dando calote nos associado e fechando as portas da associação.   Fraudes e calotes de cooperativas. Como foi o caso da Multiplicar, associação que tinha sede em Contagem-MG  que fechou as portas em 2015 e deixou muitos associados sem indenizações, sem consertos e até mesmo sem os carros. Peças de segunda mão, atraso na devolução de veículos que estavam em oficinas também são alguns dos problemas enfrentados pelos associados que adquirem a proteção veicular. Foi o caso de Magno, que ficou mais de 7 meses esperando o seu carro sair da oficina. Como escolher Já vimos que as vantagens da proteção veicular não são muitas. Mas se por conta das mensalidades, a proteção veicular for sua única opção, é bom ficar atento. Busque informações no reclame aqui, e veja a reputação da associação e também quanto tempo ela está no mercado. Veja se a associação que você quer entrar está filiada à AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Entidades de Autogestão de Planos de Proteção Contra Riscos Patrimoniais), isso não garante que você não terá problemas com a associação, mas já mostra que existe uma autorregulamentação na cooperativa.
Comprar um carro à vista é uma realidade cada vez mais distante na vida do brasileiro. Mesmo tendo mais vantagens, é difícil ver pessoas com dinheiro suficiente para pagar um automóvel à vista. Existem formas de parcelar o valor do seu carro como: consórcio, leasing, financiamento padrão e o  financiamento balão, que é o que vamos tratar nesse post. O que é um financiamento balão? Basicamente, é uma modalidade de financiamento que conta com as parcelas e taxas menores do que as do financiamento tradicional. Mas isso não é à toa, para compensar as parcelas menores o financiamento balão conta com a última parcela bem mais alta que é chamada de parcela balão ou parcela residual. No financiamento balão, primeiro, você ajusta o  valor da entrada (20 a 50% do valor do carro geralmente), depois escolhe o número de parcelas (12 a 36 meses na maioria das empresas)e,  no final, o valor da parcela balão ( 30 a 50% do valor do carro). Você pode até pensar que desembolsar 40% do valor do veículo na última parcela é algo longe da sua realidade. Mas é aí que entra a sacada das montadoras. Com objetivo de fidelizar o cliente, as montadoras oferecem a garantia de recompra. Ou seja, ao final do financiamento a montadora compra o seu carro usado. Com o dinheiro da venda você quita a última parcela do seu carro e, com o restante do valor, dá entrada em um novo veículo da mesma marca obrigatoriamente. O financiamento balão geralmente conta com recompra. A montadora garante que comprará seu carro mas para isso, você tem que usar o dinheiro restante, exclusivamente, para dar entrada em um carro 0km da marca. Isso faz com que o consumidor não deixe de comprar carro de uma certa marca, e tenha sempre um carro novo na garagem. Mas essa não é a sua única opção, caso você não queria vender o seu carro, pode quitar a última parcela e continuar com seu carro. Ou, ainda, pode vender seu carro no mercado, usar uma parte para quitar a dívida e com o restante pode fazer o que bem entender. Comparação entre empresas. Vendo uma oportunidade de fidelizar o cliente e ainda aumentar as vendas, muitas montadoras adotaram esse estilo de financiamento. Mas, como o intuito é  permanecer muito tempo com uma mesma marca, você deve pesquisar bem sobre, e checar se a marca atende à todas suas necessidades. Não precisa se preocupar, muitas marcas fazem esse tipo de financiamento, então provavelmente você irá achar alguma que goste. Ciclo Toyota, Chevrolet Sempre, Compra Certa Hyundai, Evolution Honda, Troca Fácil Renault, Volkswagen Sempre Novo, Nissan Replay, são alguns dos planos que fazem esse tipo de financiamento. Na tabela é possível visualizar algumas diferenças entres esses planos.   Marca Entrada Parcelas Balão Recompra Ciclo Toyota 30% 12 a 36 meses 20 a 50% Garantia de recompra Chevrolet Sempre a partir de 30% até 36 meses 30% Garantia de recompra Compra Certa Hyundai a partir de 20% 12 a 36 meses 20 a 40% Garantia de recompra Evolution Honda 30 a 50% 24 ou 36 meses 10 a 50 % Garantia de recompra Troca Fácil Renault 30% 36 meses 35% Garantia de recompra Volkswagen Sempre Novo 30 a 50% 36 meses 30% Garantia de recompra Nissan Replay a partir de 30% até 36 meses Não informado pela empresa Garantia de recompra Mas as diferenças entre as empresas vão além do que a tabela mostra. Existem diferenças nas taxas e na porcentagem de garantia de compra ao fim do financiamento. Então é sempre bom ficar atento a tudo isso antes de escolher onde fazer seu financiamento.   Pegadinhas desse financiamento. Taxas mais baratas, garantia de recompra, carro novo sempre. Tudo isso é muito atrativo, mas é necessário ficar de olho em algumas pegadinhas. → Independente de qualquer coisa, a montadora vai comprar o meu carro no final do contrato? Somente se você seguir todas as regras do contrato. É feita uma série de exigências para que você tenha essa garantia. Essas exigências variam de empresa para empresa, mas, em geral, o veículo deve: Estar em ótimo estado de conservação e manutenção; A pintura deve ser original do veículo e bem conservada; Todas as peças e acessórios devem ser genuínos e em ótimo estado de funcionamento; Documentação do veículo em dia, sem nenhuma pendência. Manutenção e quilometragem: A quilometragem do veículo geralmente não pode ultrapassar os 15.000 KM (quinze mil quilômetros) por ano de uso do veículo, considerada a média no momento da recompra. Todas as revisões devem ter sido realizadas em concessionárias autorizadas pela marca. No tempo marcado pela marca. E o estado de conservação deve ser quase perfeito. Usualmente, só são aceitas marcas de uso até: Até 2 riscos de até 5 cm por peça. Até 1 amassado de até 5 cm por peça. Até 3 pontos de 2mm desde que não exista trinca nos vidros e faróis. Até 1 risco de até 5cm por conjunto ótico nos vidros e faróis. Isso não é regra! E varia de empresa para empresa. → Por quanto vou vender meu carro para a concessionária? Bom isso também muda de fabricante para fabricante. Se a sua escolha for vender o carro para a concessionária é preciso ficar atento ao valor que será oferecido. Pode ser que você consiga um valor melhor no mercado, então, vale a pena conferir. Por exemplo, no Ciclo Toyota, a montadora garante 85% da tabela FIPE no seu usado. No Evolution Honda a garantia é a mesma do Ciclo Toyota. Em ambos os casos é possível conseguir uma porcentagem maior dependendo da condição do veículo. → Se eu quiser continuar com o carro? Caso você não queria trocar de carro, você terá que arcar com a última parcela. Como a última parcela representa uma boa parte do preço do carro, pagar esse valor final, chamado residual, pode ser um problema. Você pode, também, ao invés de pagar a parcela residual integralmente, renegociar sua dívida. Mas isso implicará em juros altos. → Não quero continuar com a marca, e agora? Pode acontecer de você se apaixonar por um carro de outra marca. Mas o que fazer se você quiser trocar de marca? O jeito vai ser colocar seu carro no mercado, visto que a concessionária só garante a compra caso você for dar entrada em um novo carro da marca, achar um outro comprador vai ser necessário. E aí entra o risco de você não conseguir vender o seu carro por um bom preço, afinal de contas, vai depender de como o mercado está. Vale a pena para quem? Diante desses pontos, agora é a hora de saber se esse tipo de financiamento vale ou não a pena para você. Esse tipo de financiamento é ótimo para quem quer ter sempre um carro novo na garagem e tem uma marca do coração que sempre vai lhe satisfazer. As taxas são menores do que um financiamento normal, mas não é uma boa ideia contratar esse financiamento caso você queira permanecer com seu carro por mais de 3 anos.As parcelas são reduzidas, o que se torna um atrativo para quem não quer comprometer grande parte da renda na parcela do financiamento. Na tabela a seguir, a simulação mostra a comparação entre o financiamento comum, e o financiamento balão de um Hyundai HB20, no valor de R$44.490,00 Se quiser permanecer com seu carro por mais tempo, terá que arcar com a parcela balão do seu próprio bolso. Como sabemos, essa última parcela não é pequena e pode pesar muito no seu orçamento. Além disso se você não quer comprometer sua renda com a parcela do financiamento durante muito tempo, pra você essa também não é uma boa opção. Isso porque você sai de um financiamento direto para outro. Ou seja, quando um financiamento acaba você não recebe um alívio financeiro, pois logo em seguida você entrará em mais um financiamento. Mas se o seu caso é outro, e você quer estar sempre com um carro novo, bem conservado, ter o conforto de trocar de carro de tempos em tempos, essa é uma boa opção. Como já mencionamos, as taxas de juros do financiamento balão são menores do que as taxas dos financiamentos tradicionais. Ou seja, é mais vantajoso optar por esse tipo de financiamento. Onde posso fazer o financiamento balão? Esse financiamento é concedido pelos bancos das montadoras, a fim de fidelizar o cliente. Então para aderir ao financiamento balão, você deve ir direto à uma concessionária da marca desejada e fazer sua cotação. Avalie bem sua escolha Pode ser muito atrativa a ideia de ter sempre um carro 0km na garagem. Porém é importante lembrar de todos os outros custos envolvidos com a compra de um carro, como gasolina, manutenção, seguro. São muitos gastos, por isso mesmo é muito importante colocar todos  eles na ponta do lápis. Além de garantir que você terá condições de arcar com um novo financiamento daqui a 2 ou 3 anos. Pense em outras formas de financiamento, como o CDC, o consórcio e o leasing. Escolha a que melhor se encaixa no seu perfil. Visite o nosso simulador de financiamento de veículos e já comece a pesquisar a melhor solução para você.
Você está procurando um empréstimo que caiba no seu bolso para realizar um sonho ou para diminuir suas dívidas? De fato, tomar um crédito não é uma decisão simples e deve ser tomada com muito cuidado. Mas não se preocupe, se esse é o seu caso, você está no lugar certo! Vamos ensinar de forma simples e resumida tudo o que você precisa saber para escolher a melhor opção para o seu caso. Seja bem-vindo ao Guia Definitivo do Empréstimo! O que é empréstimo? Em primeiro lugar, é preciso entender do que se trata esse serviço. Um empréstimo é um produto financeiro. Trata-se de uma dívida realizada entre o consumidor e a instituição financeira, por meio de um contrato.  O cliente solicita um valor em dinheiro e possui um prazo para quitar essa dívida. O valor tomado será cobrado acrescido de uma taxa de juros, que varia de acordo com a modalidade do empréstimo, o histórico do cliente,  score de crédito, entre diversos outros. Afinal, quanto melhores seus indicadores, menores as taxas que você vai pagar. Nessa operação, não é preciso que o cliente comprove a finalidade do crédito, e é isso que diferencia o produto de um financiamento. Pessoas tomam crédito por diversos motivos. Segundo uma pesquisa realizada pelo  Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as principais razões pelas quais pessoas solicitam um empréstimo são (1) pagar parcelas de outras dívidas, como cartão de crédito e prestações e (2) reformar casa/apartamento. Mas, além disso, existem várias outras motivações, como fazer uma viagem, abrir um negócio, comprar um bem caro...   Principais linhas de crédito (para pessoa física) Para que você conheça um pouco mais sobre as principais linhas desse produto para pessoa física, leia abaixo um pequeno panorama de cada uma dessas modalidades. Para frente faremos uma apresentação mais detalhada sobre as taxas, prazos, de cada uma dessas categorias. Mas, se o que você busca é crédito para empresas, temos um post específico no blog para esse público.   Empréstimo pessoal O empréstimo pessoal é a modalidade mais simples e abrangente das linhas de crédito. E também uma das mais comuns. Ele pode ser tomado por qualquer pessoa com mais de 18 anos e que tenha o CPF ativo. No processo de contratação é feita uma análise de crédito, para saber se o perfil do tomador será aprovado. Normalmente, o crédito pessoal é rápido e pouco burocrático. Nessa modalidade, não é preciso deixar nenhum bem em garantia. Além disso, aqui entra aquele empréstimo que você consegue no banco em que é correntista de forma imediata. Seja no caixa automático ou até mesmo no seu internet banking. Basta que você tenha algum crédito esteja pré-aprovado. Então, é só fazer a solicitação, colocar a senha e o dinheiro cai na sua conta muito rapidamente. Conheça algumas instituições que oferecem esse tipo de crédito: Geru, Mutual, IBI Digital, Rebel, Lendico, Just., Credisfera, Kero Grana.   Empréstimo consignado Essa linha de crédito é voltada para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, funcionários de empresas privadas conveniadas a instituições financeiras. Recentemente, a Caixa Econômica Federal passou a conceder empréstimos consignados também para quem tem saldo em conta no FGTS. Essa modalidade de crédito traz, em média, as taxas mais baratas do mercado. Isso acontece porque o risco da operação é bastante reduzido para a instituição credora. As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento do tomador do empréstimo. Assim, o risco de inadimplência é menor. Essa linha de crédito possui algumas regras bastante específicas. Por exemplo, as parcelas do empréstimo só podem onerar até 30% da sua renda líquida mensal. Ou, com o cartão consignado, até 35%. Conheça algumas instituições que oferecem esse tipo de crédito: Bxblue, [eafl id="13446" name="Creditoo" text="Creditoo"].   Cartão de crédito (rotativo) O rotativo é um tipo de empréstimo associado ao seu cartão de crédito. Quando, na fatura do cartão, você deixa uma parte do valor passar para o mês seguinte sem quitar, sobre ele incidirá uma taxa de juros. E esse é o crédito rotativo. O banco faz o pagamento do valor para você de forma automática, mas a cobrança virá para você nas tarifas futuras. A vantagem desse tipo de crédito é que ele é automático e rápido. Você não precisa fazer nenhuma solicitação para usar o rotativo, basta deixar de pagar uma parte da fatura. Porém, essa modalidade possui uma das taxas mais caras do mercado. Portanto, deve ser evitado.   Cheque especial Assim como o rotativo do cartão, o cheque especial também é rápido, sem burocracia e não necessita de solicitação. Para utilizá-lo, basta gastar mais do que você realmente possui em sua conta bancária. Nem todas as contas possuem acesso ao cheque especial. E se esse for o seu caso, então o cheque vai "bater e voltar", porque não tem fundo. Mas, no geral, a maior parte das contas possui algum limite para tomar esse tipo de crédito. Por exemplo, você faz uma compra de R$800, mas possui apenas R$500 na conta corrente, então R$300 entrarão no uso do limite de cheque especial e, sobre esse empréstimo, serão cobrados os juros. O ponto negativo é que o cheque especial também possui uma das taxas mais caras do mercado. Assim como o rotativo, é preferível que seja usado apenas em casos de emergência.   Empréstimo com garantia De forma geral, é o empréstimo em que você deixa um bem, imóvel ou veículo, alienado como garantia de pagamento para o banco ou financeira. Portanto, para ter acesso a esse crédito é preciso que você tenha um desses bens em seu nome. Ainda, essa modalidade também é conhecida como refinanciamento. Assim como o consignado, o empréstimo com garantia também apresenta taxas mais baixas em relação a outras modalidades. Ao deixar um bem como garantia, você assume parte do risco da operação. Isso porque, se você deixar de quitar as parcelas, o bem pode ser tomado de você. O processo dessa linha de crédito costuma ser mais burocrático e demorado. Porém, quem busca esse tipo de crédito, em geral, o faz para reorganizar a vida financeira. Então, não é um crédito tão rápido. Mas as taxas certamente serão menores que as de um crédito pessoal comum. Portanto, pode ser muito positivo se planejar para tomar esta linha de crédito ao invés de outras. Conheça algumas instituições que oferecem esse tipo de crédito: Creditas, BCredi.   Penhor Penhor é um tipo de empréstimo com garantia. Mas, nesse caso, é comum que o bem empenhado possua um valor mais baixo e possa ser transportado. Assim como no refinanciamento, o valor do seu crédito será relativo ao preço do bem. E no caso do não pagamento das parcelas, ele poderá ser tomado de você. Por exemplo, você pode empenhar uma joia. E, se por acaso o bem for tomado de você, o impacto é bem menor do que se você for despejado da sua moradia ou se tomarem seu carro. O penhor também possui taxas mais baixas, uma vez que você dá uma segurança à instituição credora. Mas é interessante mencionar que, em geral, seu bem é subvalorizado. Ou seja, por mais que sua joia possa custar R$1.000, talvez ela seja avaliada em apenas R$600, por exemplo. Geralmente feito pela Caixa Econômica Federal, seu bem fica tomado até que você quite integralmente seu empréstimo. O dinheiro pode ser retirado na hora.   Onde conseguir um empréstimo? Existem duas principais instituições principais que realizam empréstimos. Bancos, sejam os tradicionais ou os de contas digitais; e financeiras, físicas ou de contratação online (fintechs). Na realidade, o local que você solicita o empréstimo não é tão relevante. Existem bons empréstimos tanto em bancos, quanto em fintechs, quanto em financeiras. De quais documentos eu preciso? Isso varia de acordo com a modalidade desejada. Por exemplo, no crédito pré-aprovado, que você solicita no banco em que tem conta, não é preciso nem mesmo apresentar documentos, se já tiver um limite liberado. Para além disso, no crédito pessoal, em geral são solicitados RG, CPF, comprovantes de renda e de residência. No caso de um empréstimo consignado, é preciso apresentar, também, um extrato do seu salário ou benefício do INSS. Já a documentação para o empréstimo com garantia é mais extensa. Isso porque é preciso que todos os documentos do veículo ou do imóvel estejam em dia. Além disso, é necessário que aconteça uma análise jurídica e avaliação do bem, o que toma um tempo um pouco maior.   Preciso pagar algo para solicitar crédito? Não! Solicitação de depósito para concessão de crédito é crime. Caso você tenha feito uma solicitação de empréstimo e recebido proposta para algum depósito, não faça. Se a solicitação tiver sido da própria financeira, retire seu pedido e denuncie fortemente.   Quais as taxas praticadas? Ponto muito importante! As taxas são muito diferentes de uma modalidade de crédito para a outra. E é preciso que você tenha isso em mente. Como já explicamos brevemente em alguns tópicos acima, existem algumas razões para que os juros cobrados sejam tão distintos. Os principais dele são o risco do empréstimo e os custos da operação. No critério "risco" entram aspectos como haver ou não um bem em garantia, perfil do cliente. Sobre os "custos de operação", vale comentar que, por exemplo, instituições de crédito online costumam cobrar menos que agências físicas. [GERENTESONHOS_RANKING_CREDITO_PESSOAL] Custo efetivo total é diferente de taxa! E atenção neste tópico. Um erro muito frequente que se comete na hora de escolher um empréstimo é confundir o Custo Efetivo Total (CET) com a taxa. Por exemplo, é comum que ao entrar em um site que concede empréstimo online, você veja, primeiro e em letras chamativas, as taxas. Porém, esse valor pode não ser tão concreto. O que você realmente irá pagar se chama CET, isto é, o custo real da dívida. E esse valor, geralmente, está em letrinha miúdas no rodapé da página. O CET leva em conta todos os componentes da dívida. Não apenas a taxa de juros, mas também impostos, tarifas, seguros etc. No fim das contas, isso faz muita diferença. Segundo uma determinação do Banco Central, as instituições financeiras devem informar o Custo Efetivo anual antes de o cliente contratar a operação. Mas, ainda assim, é preciso que você tome cuidado para que não perceba tarde demais que os juros eram mais altos do que você esperava. Enfim, confira abaixo alguns CETs médios das principais linhas de crédito para pessoa física. Os dados utilizados foram fornecidos pelo Banco Central ou coletados diretamente nas instituições. Pessoal: 5-8%a.m. Consignado: 2-2,5%a.m. Rotativo do cartão de crédito: 13-15%a.m. Cheque especial: 11-13% Com garantia: 2,3-2,7%   Prazo de pagamento Assim como as taxas e CETs, os prazos de pagamento também variam muito. Confira abaixo alguns prazos médios de duração do empréstimo: Pessoal: em regra, até 48 meses. Mas, em geral, os prazos são mais curtos, como até 24 meses; Consignado: em geral, até 96 meses para funcionários públicos, 72 meses para aposentados INSS e até 48 meses para funcionários de empresas privadas conveniadas; Com imóvel em garantia: até 180 meses; Com veículo em garantia: até 60 meses. Ainda, vale ressaltar que esses são os prazos máximos. Isto é, você não precisa solicitar todo esse período. É possível escolher menos meses para amortizar sua dívida.   Qual o valor do empréstimo que eu posso solicitar? Outro aspecto que varia muito de um tipo de empréstimo para o outro. Confira abaixo alguns valores que são normalmente utilizados. Pessoal: varia bastante. Em geral, entre R$500 e R$20.000; Consignado: parcelas de até 30% da renda líquida; Rotativo do cartão: 85% da fatura do cartão; Cheque especial: negociado entre o cliente e o banco; Com garantia imóvel: até 50% do valor do imóvel (máximo R$ 2 milhões); Com garantia veículo: até 90% do valor do veículo.   Negativado pode pegar empréstimo? Sim. Há fornecedores de crédito para essa pessoas nessa situação. Negativados, ou inadimplentes, são aqueles que não conseguiram cumprir suas obrigações financeiras. Assim, tiveram seus nomes inscritos nos cadastros do que se chama "nome sujo". A pessoa está com dívidas abertas, ou seja, não pagas. Mesmo nesses casos é possível solicitar o crédito. Mas é mais difícil, porque grande parte das  instituições não concede. Porém, existem financeiras especializadas para esse perfil. Além disso, as taxas são mais altas, na verdade, as mais caras do mercado. De fato, os juros com frequência ultrapassam 20% ao mês. Isto é, os CETs médios que apresentamos alguns tópicos acima não valem para quem se encontra nessa situação. As taxas são muito mais altas. Então, tome muitíssimo cuidado com essa modalidade.   Negativado deve avaliar sua situação com cuidado Ainda, avalie com cuidado se, enquanto negativado, é um bom momento para você solicitar um empréstimo. Nós não recomendamos que você faça mais uma dívida nessa situação. Se puder contornar sua necessidade de dinheiro de outra maneira, como cortando gastos ou reorganizando a vida financeira, é o mais indicado. Mas se for a única possibilidade, isto é, se você já fez o planejamento e sabe que vai precisar de um dinheiro extra, justamente para implementar seu novo plano de vida financeira, existem as opções de crédito para negativado. Mas compare sempre as empresas, porque mesmo nessa modalidade existem juros mais baixos e mais altos. Conheça algumas instituições que oferecem esse tipo de crédito: Simplic, Moneyman, Agibank, Crefisa.   Portabilidade de crédito Ainda, você não pode terminar este Guia Definitivo do Empréstimo sem conhecer a portabilidade de crédito. Trata-se de um serviço de transferência de operações de crédito de uma instituição financeira para outra. Isto é, você basicamente transfere sua dívida, em busca de melhores condições, sendo elas ofertas de crédito, menores taxas, entre outros. Nesse instrumento, basta negociar as condições do novo crédito com a nova instituição e assinar um formulário. Assim, o novo banco se encarrega de negociar a transição entre ele e o banco original para quitar a dívida. A portabilidade existe para imobiliário, para o consignado e praticamente todas as modalidades de crédito. É, de fato, uma boa maneira de tentar sair do endividamento crônico, caso você consiga melhores condições.   Melhores condições? De fato, o ponto mais importante na portabilidade de crédito é fazer isso buscando melhores condições do que as atuais. E, nesse sentido, é preciso que você se certifique que vai pagar um Custo Efetivo Total menor na nova instituição. Isso porque algo que acontece com frequência é a portabilidade com o objetivo de tomar mais empréstimo. Isto é, você receber mais dinheiro passando para a nova instituição. Só que, nesse caso, a pessoa pode sair de um custo efetivo total de 2%, por exemplo, e começar a pagar 2,2% no novo banco, só porque teve o crédito aumentado. Pois, muitas vezes o tomador nem mesmo confere a nova taxa. Apenas se interessa pelo crédito adicional e acaba pagando a mais.   Como conseguir o melhor empréstimo? Pesquise muito Certamente, a principal dica para que você contrate o melhor serviço para sua realidade financeira é: pesquise! De fato, empréstimo é um tipo de serviço que tem variações muito grandes de um produto para outro. Portanto, conhecer quais as modalidades que você pode contratar, quais as taxas cobradas por diferentes instituições é essencial. Nesse sentido, vale ressaltar que o brasileiro tem muito interesse na praticidade na hora de escolher seus serviços financeiros. Mas, em geral, os empréstimos mais práticos, como cheque especial, rotativo do cartão, crédito pessoal são os mais caros. Então, entenda que muitas vezes vale a pena ter um trabalho um pouco maior na hora de contratar o crédito. Com documentação, por exemplo. Você pode pagar alguns milhares de reais a menos tomando esse cuidado. Ainda, saiba que pode contar com o Educando seu Bolso no quesito informações. Possuímos diversos conteúdos sobre dívidas e empréstimo, basta fazer uma busca em nosso site. E, caso você deseje descobrir qual o crédito mais indicado para o seu perfil, é só utilizar o nosso Simulador de Empréstimo. Nele, coletamos algumas informações sobre você e sobre o crédito que você deseja. Dessa forma, conseguimos indicar o melhor para você. No simulador abarcamos todas linhas de crédito mencionadas neste texto, além de crédito para empresas, entre outros.   Pense bem no valor e no prazo do empréstimo Na realidade, este tópico se relaciona muito com o seu planejamento financeiro. Antes de contratar um empréstimo, é preciso avaliar exatamente qual o valor que você precisa realmente tomar. E qual o melhor prazo para você amortizar sua dívida. Em primeiro lugar, se você está precisando de um empréstimo, provavelmente você está em uma das seguintes situações: (1) você se descontrolou financeiramente, (2) você teve alguma emergência ou (3) você quis realizar algum sonho caro, como fazer uma viagem etc. Em qualquer uma dessas situações é hora de parar e pensar. Quanto maior o prazo de amortização do seu empréstimo, mais juros você vai pagar. O ideal é que você descubra o menor prazo possível, mas que caiba de forma saudável dentro do seu orçamento. Além disso, considere bem o valor que você vai solicitar. Da mesma forma, quanto maior o valor, maiores serão os juros. Então, pegar um valor maior do que o realmente necessário nunca será a melhor opção. Pare, pense, faça as contas e descubra de quanto você realmente precisa.   Evite empréstimos de lojas Muito cuidado com os empréstimos realizados em lojas! Em geral, as taxas cobradas são mais altas. Porque é comum que não se solicite nenhuma comprovação de renda nessas operações. Então, se você fez cartões de loja, como Renner, Marisa... Se atente para não cair em ciladas de empréstimo com essas instituições.   O que fazer agora? Tomar um empréstimo é uma decisão que pode afetar sua vida de forma positiva ou negativa. Fazer um empréstimo na hora e com taxa certos pode fazer com que você troque uma dívida cara por uma barata. Mas escolher seu empréstimo com pressa ou sem cuidado pode fazer com que você acabe se endividando ainda mais. Se for preciso pegar um empréstimo, tenha certeza que você está escolhendo a melhor opção para o seu caso. Coloque em prática as dicas deste artigo e, se encontrar qualquer dúvida, consulte nosso simulador de empréstimo. Agora você já tem informação para tomar a melhor decisão para o seu caso, só falta colocar em prática. Compartilhe este artigo com outras pessoas que também estejam pensando em tomar um crédito. Quem sabe este guia não ajuda ainda mais gente a sair (ou evitar!) das dívidas?
Para uma grande parcela dos brasileiros comprar um carro, moto ou outro veículo é um sonho. Mas ter o valor integral do veículo e pagá-lo à vista é algo cada vez mais raro. Juntar dezenas de milhares de reais pode demorar muitos anos, ou ser impossível, para boa parte dos brasileiros. Para conseguir atender esta parcela da população, o mercado teve que se adaptar e oferecer opções que sejam economicamente viáveis, ou pelo menos, mais realistas.  Só para que você tenha uma ideia, aproximadamente 2 em cada 3 das pessoas que compram um veículo não possuem a quantia necessária, e usam de financiamento de veículo, consórcio ou leasing para complementar o valor.   O que é um financiamento de veículo? Mas afinal de contas, o que é um financiamento de veículo? Financiar um veículo é uma forma de adquirir um carro pagando em parcelas. Ou seja, não é preciso ter o valor total do veículo de uma vez só. Ao invés disso, você pode dividir o valor do automóvel de acordo com o número de parcelas mais conveniente para o seu bolso. E o que é mais prático: pode sair com o carro da concessionária sem que seja preciso pagar por ele integralmente. Mas, para ter certeza que você está escolhendo a melhor opção possível, é muito importante que pesquise bem antes de fechar negócio. Nós sabemos que existem muitas opções no mercado, e muitos detalhes que podem trazer insegurança na hora de escolher o financiamento. Se esse é o seu caso, não se preocupe, nós vamos te ajudar a tomar a melhor decisão possível. Como funciona o financiamento de veículo? O financiamento de veículos é chamado de crédito direto ao consumidor (ou CDC). Este tipo de crédito te possibilita sair com o carro da concessionária quase que imediatamente. Nesse financiamento, você faz um empréstimo com o banco e  seu pedido de financiamento será analisado pela financeira ou banco. Depois de aceito o seu requerimento de financiamento, você receberá o dinheiro para comprar seu carro. Para contratar, você normalmente paga uma entrada à vista. É possível, em algumas situações, conseguir contratar um financiamento de veículo sem entrada, mas ele é bem mais raro de se ver. O restante do valor é dividido em parcelas (o máximo costuma ser 60 meses). Neste caso, o automóvel fica no seu nome, mas fica alienado ao banco. O que significa que, o carro está fazendo o papel de garantia nesse negócio e caso você não arque com a dívida, o banco poderá tomar o automóvel. Essa situação muda quando todas as parcelas são pagas: o carro passa a ser completamente seu, sem que o banco possa tirá-lo de você. E quais são as diferenças entre CDC, consórcio e leasing? O Leasing funciona como um tipo de aluguel. Você paga todo mês uma quantia para poder utilizar o veículo. Nesse caso o veículo fica no nome do banco e o carro não será seu até o fim do contrato. Mas você arcará com todas as suas despesas, como multas, IPVA, seguro DPVAT,  e etc. Entretanto, ao final do acordo, com o pagamento de todas as parcelas,você tem a opção de comprar o veículo, devolvê-lo ou renovar o acordo. No Consórcio se reúnem grupos de pessoas que querem o mesmo bem. Nesse caso um automóvel. O consórcio se baseia na união de pessoas que contribuem mensalmente para a formação de uma poupança comum. E todo mês uma ou duas pessoas são contempladas com uma carta de crédito que irá ser usada para a compra do seu veículo. Geralmente uma pessoa é contemplada por sorteio e outra por lance. No caso do lance, quem oferecer maior valor pela carta de crédito leva, e no sorteio todos participam. Mas apesar de não possuir taxa de juros, o consórcio possui outros custos como: taxa de administração, fundo de reserva, algum seguro. Esses custos podem ser tão grandes quanto a taxa de juros de um financiamento comum. Outro ponto importante é que no consórcio você não terá garantia de que vai pegar o veículo logo de cara. Pois, você precisa ou ser sorteado, ou ter dinheiro para dar de lance e ser contemplado. Entenda o que são as taxas de juros Você já deve imaginar que pagar à vista é mais barato. E realmente é. Se você for até a concessionária e escolher um carro de R$55.000,00 você pagará os R$55.000,00 e pode até ganhar um desconto! Porém, caso você decida fazer um financiamento de veículo, os mesmo R$55.000,00 em 12 meses, ao final do financiamento você terá gastado (dependendo da instituição) em média R$62.000,00, como você pode ver no nosso simulador. Mas, se você não tiver essa opção, o jeito é procurar as melhores taxas de juros. Elas variam de acordo com o banco, o número de parcelas do financiamento, o score do cliente, o ano do carro que será financiado, entre outros motivos. Ou seja, inúmeros fatores influenciam no preço final do seu financiamento. As taxas de juros são mais baixas para entradas maiores e número de parcelas menores, podendo até chegar à “taxa zero” dependendo da instituição responsável pelo financiamento de veículo. Digo taxa zero, entre aspas, pois geralmente algumas taxas já estão embutidas no valor do carro. Por esse motivo você consegue aquele desconto à vista no valor integral. Assim, se seu score for alto, ou seja, se for considerado bom pagador, as taxas de juros serão mais baixas. Isso acontece porque o banco entende que esse cliente tem menos chances de ficar inadimplente, dar o calote.  Inclusive, se você não sabe qual é seu score, pode descobrir clicando aqui!   Cuidado com as condições do financiamento de veículo Imagine que você, em um almoço de família, conversando sobre financiamento de veículo escutou as seguintes histórias: Marina, sua irmã, queria trocar de carro, comprar um modelo mais novo e mais confortável.  Por isso ela vendeu o antigo carro para dar uma boa entrada em um carro novo. Com 38% de entrada, e parcelando o restante em 36 meses, ela conseguiu uma taxa de 2,09% ao mês no banco Santander. Já o seu irmão, José, vai presentear seu sobrinho com um carro. O carro não é 0km, e já tem 4 anos de fabricação. José pagou os mesmo 38% de entrada e 36 meses de parcela, ele financiou por uma taxa de 2,27% ao mês no mesmo banco. Fazendo o financiamento de veículo no mesmo banco, só a diferença entre as idades dos  dos veículos já alterou as taxas. Se a diferença for além do ano de fabricação do veículo, como porcentagem da entrada, ou número de parcelas, as taxas serão cada vez mais distantes.   Pensando em financiar um carro, você foi ao seu banco, que hipoteticamente é o mesmo dos seus irmãos, cotar um financiamento de veículo. A entrada era o dinheiro que você tinha economizado, que correspondia a 20% do valor total do carro: R$50.000. A única dúvida que você tinha era em relação à duração do seu financiamento que seria em 36 ou em 48 meses. Seu gerente te passou as taxas, e para a duração de 36 meses, os juros foram de 2,45% ao mês, ao passo que as prestações em 48 meses tinham juros de 2,53% ao mês. Deu para perceber a mudança de taxa? Quando os fatores de contratação mudam, a taxa de juros também se modifica.   O número de parcelas interfere no valor das prestações O menor prazo de financiamento gera uma menor taxa de juros, mas também implica em valores mais altos das parcelas. Quanto menos tempo pagando, maior será o valor pago por mês. Ou seja, se optar por esse tipo de financiamento, você compromete uma porcentagem maior da sua renda. E, ao adquirir um carro, uma série de outras despesas serão criadas, como: seguro, combustível, manutenção, entre outros. Então é necessário contar com essas despesas antes de decidir quanto pode desembolsar mensalmente em cada parcela.   O que você paga além dos juros? Não é apenas a taxa de juros que faz a parcela do seu financiamento ficar mais alta. Além das taxas de juros nominais do banco, aquelas anunciadas nas propagandas, existem outras cinco. São elas: Gravame, Taxa de Cadastro, Seguro Proteção Financeira (SPF), além de dois tipos de IOF.   IOF Na hora de financiar um carro, existem dois tipos de Imposto de Operações Financeiras  (IOF). A primeira taxa é cobrada uma única vez e é de 0,38% sobre o valor financiado. A outra é de 3% e é cobrada ao ano. O imposto é recebido pelo banco, que direciona a quantia para o governo.   TAC A Taxa de Abertura de Crédito (TAC), que também é conhecida como Taxa de Cadastro. É um valor definido pelo próprio banco. A instituição cobra para avaliar se existe alguma restrição de crédito para o futuro proprietário. É permitida por lei, não tem limitação de valor, mas existe banco que não cobra. Não é comum, o ideal é que você fique atento e peça o abono dessa taxa.   Gravame O Gravame é o registro do financiamento no Detran de cada estado. Serve para dizer que o veículo está alienado. O valor é incorporado nas taxas de juros. O documento garante que o veículo não seja vendido como se já estivesse pago. Para retirar esse registro é preciso pagar a última parcela do financiamento.   SPF (seguro proteção financeira) Também conhecido como seguro prestamista. Garante que o proprietário não tenha o carro apreendido caso não possa arcar com as parcelas. No caso de perda de emprego, o seguro cobre algumas prestações que devem ser devolvidas depois que o segurado se recoloca no mercado. Mas esse seguro é necessário? Para que essa taxa seja cobrada, o consumidor tem que aceitar pagá-la. Não é obrigatório, mas o banco pode não conceder o crédito caso você não pague o SPF. Com 14 milhões de desempregados no Brasil, os bancos costumam exigir o seguro para aprovar o financiamento.   CET Isso tudo forma o CET, o custo efetivo total. Como o nome já diz, o CET é todo o custo que está envolvido com a compra do carro. Quando você faz um financiamento costuma ser informado qual será o CET, que é a taxa de juros acrescida de todas as tarifas.   Nessa simulação o comprador deu R$15.000,00 de entrada e o restante foi financiado. O valor solicitado de financiamento foi de R$35.000,00. Mas o valor financiado foi de R$35.000 acrescido de tarifa de cadastro, tarifa de avaliação de Bens, registro de contrato e IOF totalizando R$37.494,04. Então o Custo Efetivo Total nesse financiamento será de 2,64% ao mês.   Eu posso financiar um carro? Para você contratar o CDC (crédito direto ao consumidor), é preciso ter entre 18 e 70 anos. Além de não ter o nome negativado. Mesmo se seu nome estiver limpo, pode ser que as instituições financeiras não aceitem o seu pedido de financiamento dependendo do seu score. A aprovação do seu financiamento também varia de acordo com o veículo escolhido. Por exemplo, um carro 0km tem mais chances de ser aprovado do que um carro usado. Dificilmente você encontrará alguma empresa que faça financiamentos para carros com mais de 20 anos de fabricação. Além disso, sua renda também conta nessa hora. Pois, geralmente, o valor de cada parcela não pode ultrapassar 30% do seu orçamento mensal.   Onde eu posso fazer meu financiamento? Inúmeros bancos e financeiras fazem esse tipo de financiamento. Você pode recorrer aos bancos tradicionais, como Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica, dentre outros. Mas as montadoras também possuem seus próprios bancos como o Banco da Volkswagen, Banco Renault , Banco Toyota. O que quer dizer que você consegue fazer seu financiamento de veículo na mesma concessionária em que for comprar seu carro. Se você quer financiar um carro, mas não sabe se cabe no seu orçamento, confira nosso simulador de financiamento de veículos. Por lá você pode conferir as taxas que existem no mercado, e qual delas melhor cabe no seu bolso. Ter uma noção dos valores cobrados é um ótimo primeiro passo para que você saiba se o financiamento de veículo realmente é viável. Afinal de contas, financiar um veículo tem que te trazer comodidade, e não atrapalhar sua vida financeira, não é mesmo?
loading
Comments (7)

Angela Bacic

Desafio vocês a me acompanharem num dia de compras para ver que não adianta pechinchar. Cansei de pedir desconto em compras a vista, sempre respondem que é o mesmo preço do parcelado.

May 31st
Reply

Erik Priante

qual a vantagem de cimprar o dolar ao inves de comprar a moeda local de uma vez???

Feb 27th
Reply

Erik Priante

nunca mais eu entro nessa o meu acabou esse mes.

Feb 27th
Reply

Erik Priante

eu ja fiz esse pic...cai na cilada do banco! kkkk

Feb 27th
Reply

Mário Said Vieira

Na minha opinião, um dos melhores podcasts de educação financeira da internet! Informação e descontração na medida!

Feb 14th
Reply

Canal sombrio

cool

Feb 4th
Reply

Michell Henrique Lima

Bom Conteúdo. Simples e gera valor.

Jan 29th
Reply
loading
Download from Google Play
Download from App Store