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Educando Seu Bolso
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Educando Seu Bolso

Author: Frederico Torres

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O Educando Seu Bolso é um portal criado por profissionais do mercado financeiro justamente para quem não é do mercado.

Nosso objetivo é facilitar o relacionamento do cidadão comum com seu dinheiro, de forma rápida e objetiva e, principalmente, em linguagem acessível.

Chega de financês, chega de textos longos e abstratos, vamos nos arriscar aqui sempre pra te dizer o que você deve fazer e como, baseado naquilo que nós mesmos fazemos ou faríamos.

Finanças pessoais é um tema importantíssimo para dezenas de milhões de brasileiros e ao mesmo tempo não é simples. Buscaremos sempre traduzir para o brasileiro comum as práticas e novidades do sistema financeiro de uma maneira que você pode usar para melhorar a sua situação financeira.

Finalmente, afirmo nossa independência. Não somos pautados por nenhuma instituição financeira, não estamos aqui para te vender nenhum produto ou serviço financeiro. Nosso principal objetivo é te ajudar a não fazer bobagens com o seu suado dinheirinho.

É um prazer contar com você como leitor e ouvinte, e esperamos que goste. Mas, se não gostar, escreva pra nós criticando que a gente dá um jeito.

Forte abraço,

Frederico Torres
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Fatura do cartão: conheça todos os itens e fuja das dívidas
Você provavelmente já ouviu falar de empréstimo consignado. Trata-se do empréstimo concedido a servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, funcionários de empresas privadas conveniadas a instituições financeiras. Essa modalidade de crédito traz as taxas mais baratas do mercado, e as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, seja contracheque ou benefício, do tomador do empréstimo. Mas você já ouviu falar em cartão consignado? Assim como no empréstimo, a fatura do cartão, ou pelo menos parte dela, já é descontada diretamente na folha de pagamento do cliente. Contudo, [highlight color="orange"]as taxas cobradas são bem mais baixas do que as de um cartão de crédito tradicional.[/highlight] Ademais, os cartões nem sempre trazem esse nome. Às vezes podemos encontrar produtos com o nome “Cartão do Aposentado”, “Cartão do Funcionário Público”, ou similares, oferecidos pelas instituições financeiras. Deseja saber mais? Então veja abaixo uma explicação de como funcionam esses cartões e resposta a algumas dúvidas frequentes. Descubra se são uma solução interessante para você! O que o cartão consignado tem a ver com o empréstimo consignado? Antes de tudo, é preciso entender um pouco melhor sobre as regras do empréstimo consignado.  Ao pedir esse tipo de empréstimo, existe uma norma de que as parcelas do empréstimo não podem exceder 30% do seu faturamento líquido mensal. Ou seja, vamos supor que você ganhe R$5.000,00 por mês. Dessa forma, ao contrair um crédito consignado, o máximo de sua renda que você pode comprometer por mês com as parcelas do empréstimo é R$1.500,00.  Mas além desses 30%, é possível que você expanda sua margem consignável. É aí que entra o cartão consignado. Com ele, é permitido que você comprometa mais 5% de sua renda mensal no contracheque. Isto é, devido ao cartão, você pode ter até 35% de sua renda onerada. [GERENTESONHOS_RANKING_CREDITO_PESSOAL aba=2] Qual porcentagem da fatura é descontada automaticamente na folha de pagamento? Grosso modo, a fatura do cartão descontada no holerite pode corresponder a até 5% do seu salário. Isto é, considerando o exemplo acima, 5% de R$5.000,00 representariam R$250,00. Mas isso não significa que esse é seu limite do cartão. O limite do cartão consignado pode ser bastante flexível. É comum que com uma renda de R$5.000,00, seu limite seja de R$10.000,00, por exemplo. Porém, independente do quanto você gastar, só será debitado automaticamente os R$250,00. O restante fica para você pagar manualmente, com boleto ou da forma que ficar definida por contrato.  Mas não é necessário ter comprometido os 30% com empréstimo consignado para pedir esse cartão de crédito. Ele pode ser solicitado antes.  E o cartão vale a pena? Em primeiro lugar, assim como qualquer cartão de crédito, o cartão consignado [highlight color="orange"]não cobra juros se você pagar integralmente a fatura em dia.[/highlight] Dessa forma, qualquer pessoa que tenha direito a ele, pode tê-lo como uma opção válida. Contudo, é importante avaliar se esse cartão é a melhor opção para você nesse momento. Isso porque, utilizar o cartão no dia-a-dia, fará com que você já receba menos no final do mês, devido aos 5% comprometidos em folha, que não podem ser cancelados. Se você estiver com condições de assumir essa conta, excelente. Porém, caso você não tenha certeza, melhor optar por um cartão de crédito tradicional. De qualquer forma, se você atrasar parcelas, as taxas cobradas são muito menores. Portanto, avalie com cuidado cada um desses aspectos; e veja qual situação se aplica melhor ao seu caso. Por fim, para quem já contraiu o empréstimo e está com parte da renda onerada, certamente a margem adicional de 5% pode ser positiva. Isso porque o crédito consignado continua tendo o preço mais em conta do mercado. Assim, caso você precise fazer mais um empréstimo, se utilizar dessa margem consignável estendida evita que você contraia uma dívida mais cara.  [message type="warning" title="Atenção"]Você sabia que o Educando seu Bolso oferece um Simulador de Empréstimo Pessoal que compara as taxas mais baratas do mercado?[/message] Concluindo... De forma geral, os cartões consignados são, sim, boas opções. Utilizados de forma a evitar essas dívidas mais caras, para contrair mais baratas, ou para melhorar sua gestão financeira, não há problema nenhum. O transtorno é se ele for usado para gastar descontroladamente, mas isso é um problema em qualquer ocasião. E um adendo: não é ideal ter o cartão de crédito consignado como última saída. Pessoas que já gastaram todo o seu limite da dívida e usam os 5% como última opção, geralmente estão com problemas, e precisam se planejar financeiramente. Ainda assim, mesmo nesses casos o cartão consignado continua sendo uma opção mais barata. Sabemos que os juros do rotativo do cartão são um dos mais caros do mercado. Esses juros também existem no cartão de crédito consignado? Sim, esses juros também existem no cartão consignado. Contudo, eles são bem mais baixos do que o de cartões de crédito tradicionais. Em geral, as taxas de rotativo de cartões tradicionais ficam entre 10% e 15%. Por outro lado, as taxas do cartão consignado ficam em torno de 3% ao mês, ou seja: um valor muito mais razoável. Onde posso usar meu cartão? Os cartões consignados [highlight color="orange"]podem ser levados no bolso como qualquer outro cartão.[/highlight] Eles têm bandeira: Visa, Elo, Master... Dessa forma, podem ser usados para fazer compras normalmente. Além disso, é possível que você os utilize em caixas do Banco24h. Com eles, você pode fazer compras físicas e online, pagar serviços e realizar saques (os saques podem corresponder a até 90% do seu limite do cartão). Ainda, alguns desses cartões têm até mesmo programas de pontos, como as milhas de companhias aéreas. Se eu não tiver dívidas de empréstimo consignado, a porcentagem da fatura descontada automaticamente na folha de pagamento passa a ser 35%? Não, o desconto continua sendo de 5%. São modalidades separadas. Mas vai aqui uma informação importante! As taxas do empréstimo consignado são mais baixas que as do cartão. Enquanto as do cartão flutuam entre 3% e 4%, as do empréstimo podem ser menores que 2%. Portanto, se seu objetivo com o cartão for contrair dívida, provavelmente é melhor escolher o empréstimo consignado primeiro, tendo o cartão apenas como um suporte (Leia mais sobre empréstimo consignado no final deste texto). No cartão consignado também existe a possibilidade de não se pagar toda a fatura de uma vez? Sim, de forma similar ao cartão de crédito tradicional. Nesse processo, parte da dívida passa para o mês seguinte, acrescida a taxa de juros. [highlight color="orange"]O valor mínimo de pagamento exigido é o 5% do salário[/highlight], como exposto acima.  Em uma situação prática, funciona assim: o máximo debitado automaticamente de sua folha de pagamento é 5%. Então, considerando que sua renda é R$5.000,00, os 5% do cartão ficam em R$250,00. Suponhamos que você realizou uma compra de R$6.000,00, parcelada em 3x. Isto é, 3 parcelas de R$2.000,00. Só será descontado de você neste mês R$250,00. O restante, R$1.750,00, você deve pagar em um boleto separado. Pagando em dia, não há nenhum acréscimo. Caso fique para o mês seguinte, é cobrada a taxa juros. E atenção! Uma reclamação muito recorrente a respeito do cartão consignado é que um grande número de pessoas acha que pagou toda a fatura no cartão,  sendo que na verdade não pagou. Talvez por falta de planejamento financeiro, as pessoas acreditam que os 5% foram suficientes para quitar todas as compras. Mas nem sempre. Por isso, fique sempre atento ao valor total da fatura, e não somente aos 5%. Tem taxa de anuidade? Geralmente não. Mas busque saber sobre outras tarifas cobradas pela instituição financeira em que você decidiu pedir seu cartão consignado. Além dos 3,5% cobrados de juros no cartão consignado, é possível que os bancos e financeiras (BMG, Olé Consignado, Banco Pan, Daycoval...) cobrem valores adicionais. Então fique atento, pois pode haver taxa de abertura de crédito, tarifa para saque, entre outros. Quem está negativado pode pedir um cartão consignado? Sim. Inclusive, [highlight color="orange"]para quem está negativado o cartão pode ser uma forma de, eventualmente, substituir uma dívida mais cara por uma mais barata.[/highlight] Muitas pessoas já usaram os 30% do empréstimo consignado. Assim, quando elas precisam de mais crédito, buscam no mercado por outras opções. Mas a oferta de empréstimo para quem já está negativado é menor. Alguns bancos, financeiras e fintechs oferecem, mas a taxas muito mais altas. Então, o cartão pode ser uma última saída conveniente, embora o ideal é que se evite chegar nessa situação. [message type="warning" title="Atenção"]Você sabia que o Educando seu Bolso oferece um Simulador de Empréstimo Pessoal que compara as taxas mais baratas do mercado?[/message] É muito comum que bancos façam ligações, para idosos, por exemplo, tentando oferecer crédito consignado. Isso acontece também com o cartão consignado? Na realidade, não é mais tão comum a tentativa de se fechar contratos de empréstimo por telefone. Há alguns anos, aconteceu um problema relacionado a isso: um banco X se utilizava do telefone para tentar, de forma muito sistemática, fechar contratos de empréstimos consignados. Mas, na verdade, muitas das informações passadas para os clientes não eram nem mesmo verdadeiras ou transparentes. Por isso, o banco foi, justamente, processado. Desde então, os “contratos fonados” deixaram de ser tão comuns. Não somente, passou a ser mais habitual solicitar documentos para a contratação do empréstimo, o que não é possível de se fazer por telefone. Isso é até mais seguro. Pense: passar seus dados por telefone pode ser muito perigoso. Existe sempre um risco de fraude. Logo, evite passar seus dados por telefone em qualquer ocasião.  Entendi tudo, mas concluí que, na verdade, o melhor para mim é o empréstimo consignado. Onde posso conseguir um? Antes de tudo, sugerimos que você acesse nosso Simulador de Empréstimo. Nele, você cadastra algumas informações sobre você e sobre o empréstimo que deseja contratar, e descobre a opção mais barata para seu caso. Não é necessário que a contratação seja realizada em um banco. Existem alguns correspondentes bancários, como a [eafl id="12259" name="bxblue afiliados" text="bxblue"], que conseguem taxas mais baixas para você, ao fazerem a intermediação do empréstimo. Portanto, não vá direto no seu banco. Primeiro, avalie se não existem opções mais baratas. Por fim, sugerimos que você leia o artigo do Educando seu Bolso que fala especificamente sobre o empréstimo consignado. Assim, você fica por dentro de todos os detalhes desse tipo de empréstimo, e não cai em nenhuma pegadinha!
Itaú Bike e Yellow: saiba como as bicicletas compartilhadas funcionam!
Você já ouviu falar em bicicletas compartilhadas? Depois do compartilhamento de carros e até de apartamentos, alugar bicicletas tem sido uma aposta das startups. Em grandes cidades, com trânsitos caóticos, aumenta cada vez mais a busca por transportes alternativos, como bicicletas e patinetes elétricos. Ultimamente tenho utilizado das bicicletas, e cheguei até a fazer um pequeno teste com patinete elétrico.   Recentemente, nós falamos aqui no blog como calcular o custo do carro e as pessoas se surpreenderam com quanto custa manter um carro, especialmente o segundo carro que geralmente não é tão imprescindível. Também falamos dos aplicativos que podem ajudar a economizar dinheiro, facilitar nossas vidas ou mesmo prover uma renda extra. A busca por bicicletas compartilhadas como uma forma alternativa de transporte (e de economia!), é um desdobramento desses outros assuntos.   As bicicletas compartilhadas já são tendência internacional: em cidades maiores, já é comum encontrar estações em que é possível alugá-las. Aqui em Belo Horizonte, já circulam pela cidade as bicicletas do Itaú e também as bicicletas amarelas, da Yellow. Eu testei os dois serviços e resolvi te contar: mas afinal de contas, qual a diferença entre eles?     Bicicletas compartilhadas em qualquer lugar Antes de mais nada, vamos entender a diferença entre um serviço e outro. No Itaú, as bicicletas ficam travadas em estações próprias e você precisa do aplicativo para usá-las. Já no caso da Yellow, a estação não é necessária. A necessidade de pegar ou deixar as bicicletas compartilhadas em uma estação torna o serviço da Itaú um pouco limitado.   Com a Yellow, é possível encontrar as bicicletas e deixá-las em qualquer lugar, sendo possível ir até o destino final. Testei as duas em Belo Horizonte, em um trajeto entre a região da Savassi e o bairro Santo Agostinho. Os dois bairros estão dentro da região da avenida do Contorno (onde tem mais disponibilidade desses serviços de bicicleta compartilhada). No caso do Itaú, tenho que deixar a bicicleta em uma estação a quatro quarteirões de distância do meu destino final, o resto do trecho tenho que percorrer a pé. Já com a Yellow, posso ir até a porta do meu destino final, e deixar a bicicleta ali... É claro que é preciso deixá-la em algum lugar que não atrapalhe a circulação de pedestres ou veículos. Essa é uma das principais diferenças entre os dois sistemas, mas ainda há outras.     A área de cobertura Em Belo Horizonte, no geral, a área de cobertura fornecida pelo Itaú é maior. Por aqui a Yelllow só atua dentro da região da Contorno, enquanto a Itaú bicicletas disponibiliza estações na zona norte, e até na Pampulha, que é onde as pessoas costumam fazer uso de bicicletas no fim de semana. Pode ser que em outras cidades, a atuação da Yellow seja maior, ou que ela se expanda em Belo Horizonte nos próximos anos, mas por enquanto, sua área de cobertura perde pra da oferecida pelo Itaú.   Qual é o custo para usar bicicletas compartilhadas? Aqui em Belo Horizonte, a Yellow cobra R$1,00 por cada dez minutos de aluguel das bicicletas compartilhadas. No meu caso, faço um deslocamento de 25 minutos se for a pé.  Na mesma semana, peguei as duas bicicletas para fazer o teste, uma contra a outra, e isso me levou por volta de 7 a 8 minutos de bicicleta. Com a Yellow gastei R$1,00. Com a bicicleta do Itaú, o passe custa R$3,00, o que acaba sendo mais caro pro meu uso, já que usei por um período muito curto. O passe do Itaú dá direito a, durante a semana, até 60 minutos de deslocamento, então eu poderia ter usado por muito mais tempo que usei, mas meu deslocamento era por um trecho curto.   Para trechos mais curtos, aparentemente, a Yellow acaba ficando mais em conta. Mas se o período de uso passou de meia hora, já vale a pena o Itaú... Os planos de contratação, no caso do Itaú, podem ser por mês ou ano, que acabam saindo mais barato que o aluguel único. Já a Yellow não tem planos de contratação mais longos, o jeito é pagar o aluguel unitário mesmo.   Depois do meu primeiro teste, gostei e fiz um plano anual no Itaú bicicletas, que sai por R$60 por ano. Esse plano tem algumas regrinhas de uso, mas acaba valendo a pena. É preciso pegar e entregar a bicicleta dentro do horário de uso da estação (de 6h até 23h), por períodos de no máximo 60 minutos (durante a semana) ou 90 minutos (nos fim de semana).   Bicicletas compartilhadas x Uber Antes de usar bicicletas compartilhadas, eu tinha o costume de fazer esse mesmo trajeto com Uber. Fazer meu trajeto usando aplicativos de carros compartilhados me custava em média R$7, dependendo da tarifa: se fosse dinâmica, me custava até R$9, R$10. Hoje o mesmo percurso com bicicletas compartilhadas me custa R$1 ou ainda menos, até centavos, com o meu plano anual na Itaú Bicicletas. Mas como fazer o cálculo, e saber qual fica mais em conta?   Se meu trajeto antes custava R$7 por dia, considerando que eu tinha esse custo todo dia útil, considerando que, em média, o mês tem 20 dias úteis, meu gasto mensal com esse trajeto era de R$140. Considerando que vez ou outra eu acabava pagando mais caro pela tarifa dinâmica, meu deslocamento alternava entre R$150 a quase R$200.   Quando passei a usar as bicicletas compartilhadas, esse valor mensal foi reduzido pra em média R$20, usando a Yellow (e considerando o valor de R$1 por dia). No caso do Itaú, o valor ficou ainda menor: R$5 por mês. Isso porque, contratando o plano de R$60 por ano, dividido por 12 meses, o valor é  de R$5 por mês. Eu passei de R$180 mensais de deslocamento na hora do almoço, para R$5. Uma bela economia de R$175. Ao mesmo tempo é possível se divertir, praticar atividade física e economizar no fim do mês!   Mas como uso as bicicletas compartilhadas? Antes de utilizar as bicicletas é preciso desbloqueá-las. Para localizar a bicicleta da Yellow é preciso abrir o aplicativo e encontrá-las pela cidade. Usando a do Itaú, dependendo da sua localização, também é preciso pesquisar pelo aplicativo onde é a estação mais próxima.   Outro passo importante antes de sair andado por aí na sua bicicleta é criar seu cadastro e colocar créditos. Preferi usar cartão de crédito, mas existem outras formas de colocar crédito nesses aplicativos. Na Yellow, por exemplo, é possível pagar no dinheiro, cartão de crédito e até compartilhar créditos com amigos. Bem interessante, não é?   Depois de abrir o aplicativo da Yellow, colocar créditos e localizar sua bicicleta, é só apontar a câmera do seu celular para o código QR (cada bicicleta tem um) e o sistema da Yellow automaticamente libera a bicicleta. O cadeado se abre na sua frente! O aplicativo registra o uso daquela bicicleta a partir dali e o reloginho começa a contar. Dez minutos, R$1. Digamos que andei 15 minutos, gastei R$2,00. Quando acabar eu tenho que finalizar a viagem e trancar manualmente o cadeado. Quando trancado, não abre mais e é enviada uma mensagem de fim do percurso.   No caso do Itaú funciona mais ou menos do mesmo jeito. Você localiza a estação no mapa, o aplicativo te avisa quantas bicicletas estão disponíveis e chegando lá é só escolher uma. Seja cuidadoso: algumas bicicletas podem não estar em bom estado, com o pneu murcho, por exemplo, o que pode dificultar na hora de subir uma ladeira. Mesmo assim, caso escolha uma bicicleta em estado ruim, é possível cancelar em até cinco minutos desde o momento do aluguel, sem cobrança.   O que acontece se deixo a bicicleta fora da área de cobertura? Deixar a bicicleta fora da área de cobertura gera cobrança de uma taxa para trazê-la de volta. Não se engane: mesmo possibilitando deixar a bicicleta onde o usuário desejar, os aplicativos localizam as bicicletas por GPS. Em Belo Horizonte, a Yellow cobra uma penalidade de R$30 por deixar a bicicleta fora da área de atuação.   Antes de contratar o serviço, é preciso que você preencha um "checkbox" confirmando que você sabe dessa política... Eles deixam claro que será cobrado o valor de R$30 caso a bicicleta seja deixada fora da região coberta. É como eles fazem para que a regra seja cumprida, e pra manter a capilaridade da zona atendida.   Demanda maior que oferta O grande problema desses serviços de bicicleta é atender a demanda. Na verdade já há mais demanda do que oferta de bicicletas, especialmente em casos que existe certo padrão de oferta. Aqui em Belo Horizonte, por exemplo, tem muito morro, mas ainda é possível se deslocar com bicicletas compartilhadas. Tem lugares em que é fácil, outros mais difícil, e aí a tem vantagem Itaú: a bicicleta da Yellow não tem marcha. A bicicleta da Itaú tem 3 marchas, o que faz toda diferença nos morros e ladeiras aqui de Belo Horizonte.   Financeiramente é vantajoso andar por aí de bicicleta, você economiza, faz exercício e se diverte ao mesmo tempo, mas o problema pra mim tem sido que quando quero usar, principalmente agora que tenho um passe anual ilimitado, às vezes não conseguindo achar nenhuma bicicleta. Essa dificuldade acontece especialmente em estações em lugares altos: as pessoas pegam as bicicletas para descer.   Por isso essas empresas acabaram desenvolvendo um serviço para tentar redistribuir as bicicletas durante a noite, pra que de manhã, quando você sair da sua casa e tentar ir de bicicleta para o trabalho, seja possível encontrar um número minimo de bicicletas nas estações que são mais demandadas. Mas é claro que isso é um grande desafio, tenho notado que tanto a Yellow quanto o Itaú não tem conseguido redistribuir as bicicletas nas estações (ou lugares mais demandados) satisfatoriamente.   E se todos os compartimentos estiverem ocupados na hora de devolver? Esse é um problema que a Yellow não tem. Você chegou e não tem lugar, você tem que fazer igual estacionamento de moto, ficar parado esperando alguém chegar, tirar a moto, para colocar a dele. Você pode fazer isso com a sua bicicleta ou então ir até a próxima. No caso da Yellow não existe isso como você pode deixar a bicicleta em qualquer lugar, você não está limitado pela disponibilidade de vagas para trancar a sua bicicleta, como no caso da Itaú.   Quais são as funcionalidades das bicicletas? Já sabemos que as bicicletas da Yellow não têm marchas, enquanto as da Itaú tem 3. Também é possível ajustar a altura do selim em ambas as bicicletas, facilitando usar a amplitude da sua pedalada. Em algumas ainda tem uma cestinha que dá pra colocar uma mochila ou até compras de supermercado.   Outra coisa bem importante é que as bicicletas que andei não tinham cadeados (o que dificulta pausas no trajeto). Já andei de bicicleta na França, onde existe o passe para turismo o dia inteiro, e o cadeado possibilita tranquilidade... Quem quiser fazer uma pausa no trajeto para conhecer um ponto turístico (como uma Igreja, por exemplo) é só parar a bicicleta, trancar em alguma grade, árvore, ou poste. Assim é só visitar a atração, voltar e pegar a mesma bicicleta. Sem cadeado, outra pessoa pode alugar a mesma bicicleta pelo aplicativo, prejudicando quem só tinha feito uma pausa rápida no trajeto.   E os patinetes elétricos? O serviço de aluguel da Yellow também oferece patinetes elétricos, que são ainda mais demandados que as bicicletas. Isso acontece logo porque são elétricos e é possível se deslocar de forma rápida sem ser preciso fazer muita força... Pra quem gosta dessa ideia, lá fora esses sistemas de compartilhamento de bicicleta já disponibilizam bicicletas elétricas! Elas intensificam sua pedalada, sendo quase desnecessário fazer qualquer esforço. É provável que esse tipo de bicicleta chegue por aqui em algum momento, através da Yellow ou concorrentes...   No caso do patinete da Yellow, (o Itaú não fornece) é mais caro: existe uma taxa de desbloqueio de R$3. Também é cobrado o valor de R$0,50 por minuto. Esse trajeto que fiz de 7 minutos custou, se não me engano, R$6, R$7, valor parecido com o do Uber.   Outro ponto importante é a performance dos patinetes que, segundo a Yellow chegam a 20km/h sem perder velocidade nas subidas. Mas no meu caso não foi bem assim... O que aluguei diminuiu a velocidade para subir, talvez porque já estivesse com a bateria pela metade. Pode ser que a bateria tenha interferido ou não, mas na hora de alugar um patinete elétrico, tenha cuidado com a carga da bateria!   Alugou a bicicleta? Cuidado com o trânsito! Em cidades maiores, como Belo Horizonte, não é raro encontrar desrespeito no trânsito com o ciclista. Em algumas cidades ainda é preciso fazer mais ciclovias, ou será preciso guiar a bicicleta com carros, ônibus e motos… Realmente não é uma situação muito tranquila. Mas se esse é o seu caso e se a cultura de bicicleta ainda não está bem estabelecida na sua cidade, uma alternativa é começar a usá-las aos poucos.   Uma saída é começar alugando essas bicicletas para andar em áreas mais tranquilas, e depois ir testando áreas mais movimentadas. Além disso, para sair por aí andando com bicicletas compartilhadas talvez seja preciso fazer ajustes no seu trajeto, afinal de contas. andar de bicicleta não é igual andar de carro ou de Uber, certo?   Pegar uma via expressa para ir para o trabalho, por exemplo, pode ser complicado de bicicleta. Competir com carros, ônibus e motos em alta velocidade não é fácil, principalmente quando querem chegar rápido ao seu destino. Mas uma solução pode ser fazer ajustes na rota e passar por dentro do bairro, se deslocando por vias menos movimentadas... Afinal, é mais fácil encontrar solidariedade dos motoristas quando as pessoas não estão se deslocando com tanta pressa. Aqui em Belo Horizonte, a solidariedade dos motoristas é fundamental ainda mais porque existem ladeiras, e eventualmente é preciso desviar delas, o que pode acabar atrapalhando um pouquinho o trânsito.   Quanto mais gente usar, melhor o serviço fica! É preciso fazer ajustes, é claro, mas é muito mais fácil conseguir apoio da prefeitura - e até dos próprios motoristas - quando existem mais pessoas usando bicicletas por aí... É preciso gerar demanda para que esses serviços de bicicletas compartilhadas sejam melhorados, para que sejam construídas mais ciclovias e que haja mais respeito pelos ciclistas. Afinal, serviços como esses evitam a emissão de poluentes, melhoram o trânsito, estimulam o exercício físico e ainda são divertidos! Ou seja: é bom pra todo mundo.    
11 aplicativos para fazer renda extra
Com a crise econômica e o alto número de desempregados no Brasil, fazer renda extra não é má ideia... Mesmo sem tempo para uma segunda ocupação, existem várias opções no mercado que podem fazer diferença no fim do mês. A tecnologia existe para somar, inclusive dinheiro no seu bolso, não é mesmo?   Alguns aplicativos dão a chance de você ter uma grana a mais e muitas vezes sem sair de casa. É possível pagar as contas, fazer uma viagem, ou apenas se sentir mais produtivo, aproveitando dos benefícios tecnológicos dos aplicativos. É claro que é preciso ter cuidado pra tanta tecnologia não te fazer perder dinheiro,  mas usada com sabedoria, a tecnologia pode ser bem rentável.   Aplicativos podem gerar renda extra Existem alguns aplicativos que podem ser instalados no seu celular mesmo e ajudar a ganhar renda extra. Seus gastos estão altos e um aumento não está no radar? Tentou aquele aumento e não conseguiu? Já até tentou cortar as despesas e não resolveu? Então leia este artigo até o final, e vamos te dar boas ideias para aumentar suas receitas.   A realidade de rendas alternativas para complementar o orçamento no fim do mês está cada vez mais comum. Com tantas mudanças no mercado de trabalho, já é possível perceber uma mudança na forma como as pessoas se envolvem com o trabalho. Aquele emprego tradicional, "fulltime" (em tempo integral), com carteira assinada, está cada vez mais raro.   Nos Estados Unidos, por exemplo, está ocorrendo o mesmo processo. Existe até uma startup norte americana que se chama Steady, que busca justamente auxiliar as pessoas indicando a melhor forma de empregar seu tempo. Uma das  estatísticas apontadas pela empresa é que 43% da força de trabalho americano usa, de alguma forma, de trabalho em tempo parcial, ou seja, que tenta equilibrar pelo menos duas atividades. Todo mundo tem 24 horas por dia, se eu assisto dez horas de esporte na televisão ou se eu emprego essas horas em alguma atividade paralela pra aumentar minha receita é o trabalho dessa startup.   Aqui no Brasil começaram a surgir empresas que fazem essa orientações parecidas, além dos aplicativos que ajudam na renda extra. Tem muita opção legal, muita coisa que podemos fazer… Ah mas eu não tenho currículo, eu não terminei os estudos, eu não tenho diferencial no mercado de trabalho, ou a minha profissão tá acabando, não to tendo muita perspectiva. gente, dá pra fazer muita coisa pra descolar 400, 500, 1000  reais no fim do mês, que vão fazer toda diferença.   1) Dog Hero - Receba para cuidar de cachorros Se você gosta de pets, esse aplicativo é pra você! É só instalar o aplicativo no seu celular, e você transforma a sua casa numa espécie de hotelzinho pra cachorros. Claro que se você tiver espaço pra isso... Achei essa solução muito interessante, especialmente no meu caso. Eu tenho dois filhos, e agora eles entraram na onda de ter cachorro. Nós morávamos em uma casa, tínhamos um cachorro, mudamos para apartamento e não temos mais cachorro. Só que meus filhos não conseguem entrar em acordo com que raça querem ter... Um quer ter um tipo, outro quer ter outro. No fim eu fico tranquilo, porque se não posso atender um, não atendo nenhum. Estou esperando eles entrarem no consenso antes de dar o cachorro.  Mas no meu caso seria uma boa: meus filhos poderiam aplicar no dog hero para receber cachorros pequenos (como moramos em apartamento, é isso que o espaço permite), um dia meu filho receberia o cachorro que gosta, no outro dia minha filha receberia o da raça que gosta. O processo é bem simples: você aplica, dá suas características, o aplicativo te valida como hospedeiro e filtra que tipo de cachorro - e quando - você pode receber.   Por esse serviço você pode receber de R$30 a R$80 por diária que receber o cachorro. Imagino que R$80 por dia, dependendo do grau de trabalho (têm cachorros que dão bastante trabalho), vale a pena. Para quem gosta, é uma boa oportunidade. É claro que também é preciso ter responsabilidade para cuidar do cachorro do outro, mas é importante dizer que vai um seguro junto com esse serviço. Problemas acontecem assim como quando você deixa seu cachorro num hotelzinho de cachorro, que é outra coisa que está tendo muita demanda atualmente...   2) Airbnb - Hospede alguém no quartinho vazio O Airbnb é uma alternativa para quem gosta de viajar, mas prefere não ficar em hotel. Dessa vez nós vamos focar no outro lado da moeda... Você tem um quarto vago na sua casa? Muitas vezes a gente tem aquele quartinho que só serve pra acumular quinquilharia e poderia estar rendendo R$100, R$150... Pode ser que você more em um lugar legal, com demanda alta... É claro que existem os contras: você terá uma pessoa desconhecida dentro da sua casa, mas pode ser que esse lugar seja um pouco mais isolado do resto da casa, que tenha banheiro próprio ou mesmo uma entrada privativa. Essa é uma boa forma de tornar aquele espaço inutilizado, às vezes maior do que você precisa, em uma renda extra no fim do mês.   3) Méliuz - Compre e ganhe dinheiro de volta Méliuz é um programa de cashback, ou seja, você compra e recebe dinheiro de volta na sua conta. Assim como ele, existem outros aplicativos que têm uma solução parecida... É o caso do Beblue, do Echo e de uma série de outros (é importante mostrar que existem concorrentes, para que você escolha aquele que mais te agrade ou te atenda melhor).  A ideia desses aplicativos de cashback é bem simples: você compra alguma coisa nas Casas Bahia, por exemplo, e a Méliuz devolve um percentual do que você gastou na sua compra. Eles conseguem o desconto procurando lojas parceiras, divulgam essas lojas e serviços dentro do aplicativo, e em troca conseguem um percentual de desconto por compra. O aplicativo fica com uma porcentagem disso pra si, e o resto eles devolvem pro consumidor. No fundo é um conceito antigo de negociação em massa e compartilhamento de ganhos por ter um volume grande de clientes.   Já tenho inclusive uma conta com eles, que uso em um supermercado aqui de Belo Horizonte. Quando chegamos no caixa, a atendente pergunta se temos Méliuz, então é só colocar o número do telefone. Se você gasta por volta de R$300, R$400, R$500 no supermercado, recebe de volta cerca de R$2, R$3 ou R$4… Nesse caso o percentual é menor, mas o valor devolvido varia de acordo com cada um dos negócios. A compra pode ser virtual ou em loja física, você pode consultar o aplicativo e ver as opções. Confesso que a única coisa que não gosto muito desses aplicativos especificamente, é que você precisa gastar dinheiro pra ter dinheiro de volta. As outras opções não tem essa necessidade.   4) Enjoei - Se desfaça daquilo que não usa Esse o nome já diz tudo. Todo mundo tem coisas em casa que já não são mais usadas... A ideia do Enjoei é transformar essas coisas em dinheiro. Tem algumas plataformas que são intermediadoras para contato de quem quer desapegar de roupas, acessórios e objetos não utilizados, e compradores que estejam interessados nisso.   Por exemplo, meu filho está querendo vender a bicicleta dele. Assim como no Enjoei, ele colocou lá na OLX, no Mercado Livre, e vai procurar alguém que queira uma bicicleta. Ele está crescendo, essa bicicleta está ficando pequena, é aro 24 e ele está precisando de uma aro 26. A bicicleta é boa e nova, ele não precisa jogar fora e muita gente pode aproveitar. Esses aplicativos acabam sendo uma solução porque usam o poder de alcance da internet para atingir um público maior. Antigamente, quando não tínhamos essa facilidade, a saída era fazer propaganda no boca a boca, no máximo colocar numa loja de barro e ver se o fluxo normal daquela loja se interessaria pela eventual compra.   5) Allugator - Objetos parados podem ser alugados Já pensou em alugar aqueles objetos que você tem, mas só usa 1% do ano? O Allugator é o espaço virtual certo pra isso! Por lá você pode disponibilizar bicicletas, câmeras, furadeiras, tudo aquilo que você quase não usa para alguém que queira e precise disso, por um tempo limitado, mas não queira comprar. Essa é a ideia da economia compartilhada na essência. Soluções como essas são boas para o bolso e para o meio ambiente... Quanto menos coisa a gente produzir, comprar e deixar parada, melhor, não é mesmo? O Allugator, ou os concorrentes, são plataformas especializadas em aluguel e são uma boa forma para fazer grana extra com objetos que não são usados com tanta frequência.   6) Mealsharing - Seja cozinheiro e receba pessoas Esse é um conceito que está se popularizando aos poucos, principalmente em cidades maiores, pra quem gosta de cozinhar. Tenho um conhecido que trabalha em uma empresa e, em tempo parcial, resolveu aproveitar a habilidade de cozinheiro e fazer um almoço, cobrando por isso. Basicamente, ele está aproveitando as habilidades na cozinha para fazer renda extra.   O Mealsharing é um aplicativo em que você pode anunciar refeições preparadas por você e as pessoas podem pagar por isso. Esse tipo de experiência tem preço justo (praticamente o cobrado em restaurantes a quilo), tem excelente qualidade e propicia experimentar novas receitas. Em São Paulo, por exemplo, é possível encontrar refeições simples por R$7, até pratos mais rebuscados por R$150.       Além disso, preparar refeições ajuda no networking: você conhece novas pessoas, e faz com que essas pessoas se conheçam. Você também pode usar a plataforma do Mealsharing para divulgar refeições para seus conhecidos ou, caso você seja cozinheiro e não saiba como divulgar, pode usar o aplicativo para fazer isso.    7) GetNinjas - Ofereça serviços O GetNinjas é ótimo pra quem tem alguma habilidade específica e não sabe como ganhar dinheiro com isso. Se você consegue dar aula de idioma, se sabe consertar computadores, por exemplo, esse aplicativo é uma forma de intermediar prestação de serviços.   A ideia do GetNinjas é conectar prestadores de serviço com clientes de todo Brasil: o aplicativo seleciona profissionais por região e possibilita comparação de orçamentos pra diversas áreas. Se estraga a geladeira, por exemplo, é preciso chamar um profissional que muitas vezes não se sabe se é qualificado, qual o grau de satisfação que outros clientes têm com aquele cara especificamente...   O aplicativo se coloca como intermediador, mas também cuida de filtrar, não só em relação à região, mas também à qualificação. É como se fosse a antiga referência, uma forma de pessoas indicarem para outras pessoas o serviço prestado. Afinal de contas, habilidades específicas são mais difíceis de sair divulgando por aí, e o que o Get ninjas proporciona é a possibilidade de se cadastrar, ser validado e, a partir daí, ter uma forma de divulgação.   Claro que o GetNinjas faz ainda mais sentido quando o trabalho tradicional, aquele em tempo integral, está difícil de conseguir… Pode ser que, você não esteja conseguindo se recolocar em tempo integral, mas você consegue trabalhar duas horas aqui, três ali, e então você consegue acumular essas horas de forma que consiga substituir a falta de um emprego em tempo integral. É muito difícil as pessoas mudarem a chave de uma vez, inclusive porque não estamos acostumados ainda a pensar em prestar vários serviços, mas a tecnologia proporcionada por esses sites e aplicativos vem para facilitar essa transição...   8) BlaBlaCar - Já pensou em dar carona? O objetivo do BlaBlaCar é simples: compartilhar caronas e te fazer ganhar dinheiro com isso. Existem outros aplicativos que surgiram com a mesma solução - o Waze também está disponibilizando esse serviço agora. Esse era o objetivo original de aplicativos de transporte, como o Uber, mas acabaram se desvirtuando e se tornando alternativas para o serviço do táxi.   Essa é uma boa alternativa para você compartilhar o espaço vazio do seu carro (hoje em dia não é raro ver o engarrafamento enorme com uma pessoa só no carro que caberia mais quatro ou cinco). No BlaBlaCar (ou no Waze) você se cadastra, seleciona seu trajeto e o aplicativo cuida de encaixar pessoas que precisam de carona naquela rota e no mesmo horário. Supondo que você receba R$4, R$5, R$7 de cada uma dessas pessoas, em  3 ou 4 paradas, mesmo que seu tempo de trânsito cresça 10 minutos, você pode aumentar sua renda, naquele dia, em R$15 ou R$20.   Se você dirige muito, então, esses valores podem ser ainda mais significativos no final do mês. Além de tudo, as caronas podem ser uma possibilidade de conhecer novas pessoas de forma segura... Existe um filtro, um sistema de estrelinhas, em que você sabe se as pessoas são confiáveis ou não. Alguns desses aplicativos que são facilitadores de carona se preocupam especificamente com as mulheres, por exemplo, limitando caronas entre mulheres…    9) FOAP - Venda suas fotos na internet Uma alternativa para aqueles fotógrafos que querem ganhar uma renda extra no final do mês é o FOAP. Este aplicativo funciona como uma intermediação entre aqueles que querem comprar fotos e os fotógrafos. As fotos podem ser vendidas pelo site pelo valor de 5 dólares.    O FOAP é uma plataforma pensada especialmente para quem já tira fotos, mas tem dificuldades em vendê-las por aí. Claro que fotógrafos podem prestar serviços e vender os álbuns direto para os clientes... Mas dá pra aumentar a renda ganhando dinheiro com aquelas fotos que ficaram boas e você não sabe como vender. Se gosta de fotografar, mas não pensa em fazer disso sua renda principal, é uma forma de monetizar seu hobbie.   10) Spinlister - Alugue seus equipamentos esportivos O Spinlister é um aplicativo peer-to-peer em que é possível alugar equipamentos esportivos para esportes ao ar livre. Por lá você pode colocar sua bicicleta para aluguel, por exemplo, tudo através do intermédio do site... Você não precisa se preocupar em encontrar pessoas interessadas em alugar seu equipamento.   A ideia desse aplicativo é parecida com a do Allugator (da dica 5), em compartilhamento é a solução. A diferença entre ele e outros sites de aluguel é logo a especialidade: é um site focado em esportistas. Logo por isso, anunciar uma prancha de surf por lá é mais fácil do que no Allugator, por exemplo, porque o público que vai ver sua prancha está procurando por isso. Então, se você tem um prancha de surf ou uma bicicleta parados aí na sua casa, agora é a hora de ganhar dinheiro com eles!   11) Goleiro de aluguel - Gosta de jogar futebol? Então ganhe dinheiro com isso! Essa ideia é pra quem gosta de jogar futebol, mas ainda não está ganhando nada com isso! Você já jogou futebol no fim de semana com amigos, mas ninguém  quis ser goleiro? As pessoas que gostam de ser goleiros são raras e, acredite ou não, tem gente pagando por esse serviço.   A solução do Goleiro de Aluguel é interessante: une pessoas que não conseguem encontrar um goleiro e aquelas que não se importam em fazer isso. É unir algo que você gosta de fazer (jogar futebol) com algo que você precisa (que é dinheiro). Se interessou? Acesse o site deles e se inscreva! Quem sabe essa não é a chance de aumentar sua renda e ainda conhecer outras pessoas que gostam de futebol?    
Como ensinar educação financeira para filhos adolescentes
Ser pai ou mãe de adolescente é uma aventura e tanto. Não é fácil lidar com filhos que às vezes acham que sabem tudo e outras vezes agem como se não soubessem nada. Um dos vários assuntos que os pais devem abordar com os filhos adolescentes é a relação com o dinheiro, certo?   Pois é, eu pulei de uma vez só nesse rio. A minha filha é adolescente, de 14 anos, e veio morar comigo. Ela morava com a mãe em Conselheiro Lafaiete, uma cidade a 90 km de Belo Horizonte, por isso embora eu tenha sido um pai presente nesse tempo todo, a distância não permitia que eu tivesse contato com o cotidiano. Antes, a aventura era encontrar minha filha na outra cidade. Era um bom pedaço de chão, inclusive eu cheguei a falar sobre isso no podcast sobre quanto custa ter um carro, o meu estilo de vida mudou drasticamente por causa dessa mudança. A parte de estrada acabou, mas vem por aí muitas outras aventuras.   Agora é colocar esses limites todos e lidar com esse dia a dia... Meu filho também mora comigo e aconteceu a mesma coisa há oito anos atrás. Ele morava em Conselheiro Lafaiete e veio morar comigo. Minha filha veio para cá agora para estudar, foi uma decisão em conjunto com a minha ex-esposa para que ela viesse desde 2017. Foi tudo muito bem planejado, só que treino é treino, jogo é jogo, agora é que nós vamos ver.   Vale a pena dar mesada? E qual o valor adequado? Na minha opinião, vale. Mas é preciso ver se cabe dentro da sua realidade e do seu perfil, afinal, cada caso é um caso. Se for possível, de modo geral, gosto desse esquema de mesada. Se você olhou seu orçamento e viu que dá pra combinar uma mesada, antes de pensar no valor, é preciso pensar o que que essa mesada vai contemplar.   No meu caso, minha filha vai estudar em um colégio que tem cantina. Já até conversamos outro dia sobre a disposição dela pra levar lanche de casa. Até porque, as vezes, essa opção é mais saudável, e ela não perde tempo com fila... Ela tem disposição, já até estava acostumada a levar, mas supondo que alguns dias ela resolva comprar o lanche lá, é preciso decidir se a mesada vai bancar esse lanche. E o transporte? A mesada também vai custear?   Decida quais gastos a mesada vai custear Pode ser que a mesada só contemple passeios ou uma coisinha que quiser comprar. Então é preciso fazer o cálculo: quantas vezes por semana vai passear? Quanto custa um passeio desses? Pode ser que seja R$35 ou R$40, esse valor multiplicado por quatro dá R$150 por mês, por exemplo.   É importante estabelecer valores e gastos e, aos poucos, ver se é preciso ajustar essas condições. Sugiro até colocar um valor mais acertado, sem sobras, de forma que se seu filho quiser comprar alguma coisa, precise abrir mão de outro gasto. Dessa forma o orçamento já pode ser gerenciado pelo adolescente, essa experiência é bastante educativa. E é importante testar, não é necessário acertar de início, o importante é começar!   A mesada vai ter que custear roupa? Pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que esse seja um gasto para os pais. É uma daquelas coisas básicas da vida da pessoa. Mas se seu filho queira comprar um sapato que custe R$400 ao invés de um que custe R$100, essa compra terá que ser negociada.   Seja exemplo na sua família Dar exemplo é fundamental. Mostrar que você se controla de alguma forma, seja por aplicativo, seja por anotações no caderno, o importante é mostrar coerência com seus gastos. O que exige do seu filho você também tem que fazer. É claro que os pais são os responsáveis e eles estabelecem limites, mas isso é natural dentro da estrutura familiar.    É preciso que você mantenha a coerência no seu discurso e na sua prática, pra exigir isso do seu filho. Também é preciso que você oriente o adolescente, mostre que existem caminhos que possibilitam a organização financeira, pode ser aplicativo, por exemplo, essa geração lida muito bem com isso. O adolescente também pode escolher qual opção gosta mais, qual se adequa mais à necessidade dele.    Como ensinar a lidar com diferentes realidades financeiras? Minha filha vai mudar de escola, fazer novos amigos, conhecer colegas que têm acesso a mais ou menos dinheiro do que ela... Acesso porque às vezes o adolescente vem de família rica, mas vive uma realidade financeira sem muitos excessos. Ela vai conhecer pessoas diferentes, por isso precisa aprender a conviver tanto com quem ganhou um carro 0km, como com quem não tem dinheiro pro lanche.    São duas realidades diferentes e é muito importante que o adolescente saiba que as coisas são assim, que o mundo é assim. Nem tudo que o outro tem nós podemos ter, e nem tudo que temos todos podem ter. Também é preciso ter noção que, às vezes, temos mais acesso a coisas que os outros e, é claro, não é preciso deixar de fazer aquilo que gostamos, mas o tipo de programa tem que ser adequado à realidade das pessoas convidadas.   Por exemplo, se eu convidar uma colega da minha filha para ir ao parque conosco, mesmo que o ingresso possibilite ir a todos os brinquedos, existem lojas que vendem centenas de coisas lá dentro. Alguns desses produtos são  bastante caros, imagine, comprar coisas que essa amiga da minha filha não tem acesso pode ser desconfortável... Isso não é o fim do mundo, talvez vá acontecer, mas pode ser evitado.   Claro que depende da pessoa e de como ela se sente: pode se sentir diminuída ou preterida de alguma forma. É uma situação complicada, é preciso avaliar cada caso para saber como agir, mas é preciso ter senso, inclusive de que o importante é amizade, diversão. Esse tipo de situação também é importante para saber os valores que está passando pros seus filhos. Responsabilidade, amizade, amor, afeto, gentileza valem mais do que qualquer bem material.   É importante falar "não" Seu filho pode até querer de tudo, mas é importante falar "não". Não dar tudo pro adolescente, o tempo inteiro, é uma oportunidade para mostrar o valor do dinheiro. Claro que ele pode ficar emburrado, fazer bico, mas nem a vida nem o mundo vão acabar por causa disso.   É importante que o adolescente também saiba que as coisas são assim, querer ter alguma coisa pode se tornar um fator de motivação e organização para conquistar o que se deseja. Claro que você pode avaliar se é importante ou não dar aquilo pro adolescente, depende da sua realidade financeira e dos seus valores, mas economizar demais também é desconfortável e você acaba ficando escravo do dinheiro.   Qual o melhor meio para dar dinheiro e controlar os gastos dos adolescentes? No meu caso, resolvi abrir uma conta pra Sarah, minha filha, no mesmo banco que já sou cliente. Mas não pago nenhuma tarifa para fazer isso, graças a um convênio entre meu empregador e o banco. Se você não tiver esse beneficio de não pagar tarifa, existem contas digitais que podem ser uma boa opção. Inclusive, você pode descobrir qual delas é a melhor opção para o seu caso usando nosso simulador de contas digitais.   Essa conta que abri pra minha filha oferece cartão de débito e um cartão de crédito que é adicional ao meu, o que eu já tinha feito com o Miguel, meu filho mais velho, e deu muito certo. Tudo que ela gastar no cartão de crédito, vou ver no meu extrato, separado dos outros gastos. Inclusive se almoçar fora pode usar o cartão de crédito porque foi decidido que alimentação não será inclusa na mesada. Mas, se quiser comprar alguma coisinha que seja da decisão dela, da escolha dela, isso será descontado da mesada.   Dê liberdade para o adolescente (mas com controle) Usar cartão de crédito e débito é uma solução prática e que também é bastante educativa. Assim você pode soltar um pouco a corda e ver o que acontece. Afinal, é como diz o ditado: se você quer conhecer uma pessoa, dê poder e liberdade pra ela.  Isso é até interessante, no meu caso, minha própria filha ainda não se conhece. Quando perguntei quanto achava que seria um valor bom para mesada, ela respondeu que não fazia ideia. Nesse caso, vou estabelecer um valor, vemos se é o adequado, estabelecemos limites, e ajustamos, se for necessário.   Pretendo almoçar com eles todos os dias, por exemplo, mas é claro que, eventualmente, isso não vai acontecer. Pode ser que minha filha precise almoçar fora, então o valor gasto não será descontado. Mas agora onde ela vai almoçar, deve ser decidido por ela. Se ela resolve não almoçar no restaurante perto do colégio, que com R$15, R$20 dá pra almoçar, e decide comer com as coleguinhas em um restaurante mais caro, e o custo fica R$50, é preciso ver a necessidade disso… Ou seja, é preciso dar liberdade e ir limitando. Claro que essa é a minha experiência pessoal, e não existe fórmula mágica para educar financeiramente o seu filho adolescente. É importante decidir o que é importante no seu caso e adequar essas dicas para sua realidade, ok?   Transporte também deve estar na mesada? Quando Miguel, meu filho mais velho, começou a sair mais, foi quando surgiu o Uber e começou essa onda de aplicativo de transporte. Às vezes ele pegava Uber, às vezes, pra economizar, ele saía a pé ou pegava ônibus. Mas isso gastava muito tempo dele e era inseguro: ele chegou até a ser assaltado... Por isso decidi, de acordo com essa necessidade dele, liberar o uso do transporte no cartão de crédito ao invés de aumentar a mesada.   Ficou decidido que ele poderia usar a vontade, mas com moderação. Se houvesse algum abuso, nós teríamos que conversar e colocar limites mais claros, rever as condições. Mas isso nunca foi um problema, ele usa com muita moderação, de forma muito consciente. Existe uma comunicação da parte dele, avisa pra onde vai, explica por que vai pegar Uber ou por que decidiu ir de ônibus, a pé, de carona... Foi uma experiência que deu super certo. Também era meu interesse que ele andasse mais seguro...   Por outro lado, se eu aumentasse a mesada, o que poderia ter acontecido? Ele poderia ter usado esse dinheiro para gastar com algo que tivesse mais prioridade pra ele, e continuaria correndo risco. O sacrifício não adiantaria nada. Por isso eu decidi colocar assim, e poderia ter colocado outros tickets no mesmo esquema, como alimentação, por exemplo. Mas, no caso da Sarah, essa situação também é diferente...   Filhos diferentes, realidades diferentes Não quero entrar em discurso de gênero, mas infelizmente, sendo ela menina, existem mais ricos aos quais está exposta: é a nossa realidade. Nada pessoal contra Uber, até estão começando a surgir opções que são específicas para mulheres, mas acho o táxi mais fiscalizado: os motoristas passam por um escrutínio mais cuidadoso... Particularmente, me sinto mais seguro se ela andar de táxi do que de Uber, mas isso é a minha realidade.   Claro que táxi não precisa ser a regra: quando der pra eu levar, posso levar. Outra opção é estabelecer um esquema de carona com outros pais. Agora que Sarah vai mudar de escola, vai fazer amizades mais constantes, algumas amigas vão começar a ir lá em casa, ela também vai na casa de outras amigas... Vou acabar conhecendo os pais delas, e por isso vou poder fazer um rodízio de caronas. Ainda mais esse ano em que a Sarah vai fazer 15 anos, as colegas também, então vão ter muitas festas e esse esquema de carona com os pais amigos pode funcionar.   Ser pai é padecer no paraíso, mas vale a pena! Ser pai de filho adolescente nem sempre é fácil, mas é muito prazeroso e divertido, estou vivendo momentos ótimos junto com meus filhos. Se você vive uma situação parecida na sua casa, é pai ou mãe de filhos adolescentes, não se esqueça de que cada caso é um caso... A forma como você vai tratar a organização financeira do adolescente deve ser adequada à sua realidade, é claro, mas é preciso tratar desse tema.   É bom relembrar que você deve ser o exemplo: não adianta querer que seu filho coma maçã se você nunca faz isso, certo? Se você tem dúvidas sobre planejamento e organização financeira, fique por dentro de todas as dicas do Educando seu Bolso no Twitter, Facebook e Instagram. Consulte também os nossos simuladores, eles podem te ajudar muito na hora de tomar uma decisão financeira, como pegar ou não um empréstimo, por exemplo. Sinta-se à vontade também para sugerir temas de artigos nos comentários, assim nós podemos te ajudar ainda mais a organizar sua vida financeira, e da sua família, é claro.    
Calcule o custo do carro e descubra: ainda vale a pena ter um?
Pouco mais de dois anos atrás, fizemos uma pergunta aqui no blog: vale a pena ter carro? Na ocasião apontamos prós e contras de ter um carro próprio e demos dicas de como avaliar o que é mais vantajoso. Pois bem, resolvemos revisitar esse assunto, mas trazendo novidades interessantes. Afinal, de dois anos pra cá, o cenário mudou tanto assim?   Não só em questões práticas, mas com certeza a forma como as pessoas pensam também mudou muito. Hoje em dia já é possível fazer pagamentos usando QR Codes, e os bancos tradicionais estão se tornando obsoletos. Quando o assunto é transporte, a tecnologia também evoluiu consideravelmente. Naquela época não era comum falar em carro autônomo e agora eles invadiram o noticiário, por exemplo. Nos Estados Unidos e na Europa, já se especula que haverá carros assim, circulando sem motoristas já em 2020. Você simplesmente entra e pronto, parece coisa de filme de ficção científica de alguns anos atrás.   O Uber ainda é uma alternativa viável? Há dois anos, o Uber ainda era uma promessa, e lutava pra se legalizar. Não só o Uber acabou se concretizando, mas já existem outras opções  no mercado de transporte individual. Calcular custos e benefícios de ter um carro é bastante diferente porque hoje existem outros fatores, a realidade é outra.   Hoje em dia não só é possível chamar um carro pelo seu celular, como também é possível dividir a corrida com outros passageiros, e até fazer viagens de longa distância pelo aplicativo. Até taxistas se reinventaram já que a concorrência aumentou, foi preciso serem mais cordiais com seus passageiros, por exemplo.   Por outro lado, alguns falam que essa popularização dos aplicativos de transporte acabou diminuindo a qualidade do serviço. Antes havia água gelada, por exemplo, e hoje é raro encontrar esse tipo de conforto, até os carros ficaram inferiores. Mas afinal, com tantos impostos, com tantas despesas, vale a pena ou não ter carro hoje?   Ter carro ou não ter carro? Analise! Antes de tudo é preciso entender que essa decisão é muito pessoal e que é preciso avaliar cada situação particular.  É preciso colocar no papel (na tela ou na planilha) as várias situações do seu contexto, tentar apurar o custo de cada detalhe e, no final das contas, comparar.   É claro que não vai haver uma resposta mágica e definitiva, é preciso analisar quanto custa cada opção e ver se vale a pena não só a questão financeira, mas seus desejos pessoais, além da sua comodidade. Essa é uma questão mais subjetiva do que exata, simplesmente relacionada ao cálculo. Afinal de contas, carro é uma paixão para algumas pessoas: se você é uma dessas pessoas, eu te convido a rever essa paixão. Além disso tudo, o carro acaba sendo uma extensão da casa. Não é incomum que carros tenham casacos, livros pra ler no engarrafamento, remédio, água, caneta, balinhas, e por aí vai… Mas é preciso rever se o carro é realmente uma necessidade.   Reveja seus hábitos: as situações podem mudar Ter carro também é questão de conforto: possibilita a liberdade de ir para onde quiser de uma hora pra outra. Mas isso não significa, necessariamente, que você não possa rever seus hábitos.  É claro que para a pessoa que tem um carro, abrir mão dele é uma mudança relativamente importante. Mas se você tem dois carros e quer passar a ter só um, a mudança não é assim tão brusca…   No meu caso, por exemplo, quando escrevi o post em 2016, considerava muito difícil abrir mão do meu carro, mas isso porque a minha rotina era afetada pela minha filha, que morava com a mãe em outra cidade. Então aos fins de semana eu ia buscá-la, no sábado, e levava de volta no domingo. Mas essa minha situação mudou: ela vem morar comigo (inclusive isso vai será tema do próximo podcast). Por isso, a minha necessidade de carro mudou radicalmente, estou até considerando seriamente se é possível viver sem carro.   Como calcular se vale a pena ter um carro? Para colocar na ponta do lápis quanto custa ter um carro e decidir se você está tendo prejuízo, é bem simples: basta listar todos os custos envolvidos e somar. Alguns deles são anuais, outros são mensais. Minha sugestão é que você faça uma tabela com espaço tanto para o custo anual como para o mensal.   Não espere conseguir o cálculo perfeito logo no início. Tente fazer o melhor que puder e vá ajustando com o tempo, de acordo com seus gastos e necessidades. O importante é começar.   Fiz o cálculo do custo do meu carro em uma tabela (você pode fazer com lápis e papel, ou em alguma planilha, tipo o Excel). Listei os meus gastos com custo, periodicidade (o custo é mensal ou anual?) e o que isso representa no mês e no ano. Se você achou complicado, não se preocupe, vou explicar cada um dos itens direitinho, ok?     IPVA e seguro Estes são dois custos anuais. “Seguro”, nesse caso, não é o DPVAT, o seguro obrigatório, e sim aqueles que contratamos de seguradoras, contra roubo e acidentes, por exemplo. É bom lembrar que seguro é o tipo de despesa que a gente usa todo dia. Desde que saímos com o carro na rua, ficamos tranquilos porque, se acontecer alguma coisa, existe cobertura. É claro que é melhor não acionar, porque é uma dor de cabeça, e significa que aconteceu algum problema com o carro, mas não deixa de ser um conforto...   Além disso, é preciso cuidado antes de contratar um seguro. Procure saber como é o seguro, quais são as condições de cobertura, inclusive porque, pode ser que o seguro não cubra as suas necessidades! Para calcular direitinho não tem muito mistério: lance os valores na coluna “Custo anual”, depois divida por 12 e lance o resultado na coluna “Custo mensal”. Assim você pode entender o gasto que tanto seguro quanto IPVA representam no seu bolso todo mês, e é mais fácil de comparar com gastos que são mensais.   E a gasolina? Na minha tabela, a gasolina é o maior custo. Essa conta não é tão óbvia, precisa de alguns cálculos, mas não é nada complicado. A minha tabela ficou assim:     O primeiro passo é fazer uma estimativa de quantos quilômetros você anda por mês com seu carro. Como eu disse, não precisa acertar de primeira, lance um valor aproximado e vá ajustando com o tempo. Mais uma vez, o importante é começar, certo? O segundo passo é logo lançar o consumo do seu carro na tabela. Se ainda não sabe como calcular, temos um post que explica direitinho como fazer isso.   Ok, já entendi, e agora? Divida a quilometragem rodada pelo consumo do seu carro. Você chegará à quantidade de litros que seu carro consome por mês. Depois, lance o preço médio do litro do combustível na sua região (na minha tabela, por exemplo, usei o preço de Belo Horizonte como modelo). Por fim, multiplique a quantidade de litros consumida pelo preço por litro. Pronto, esse é o seu consumo mensal de combustível em reais. Considerando minha realidade, meu custo mensal com gasolina é por volta de  R$360. Mas é claro que você também precisa considerar se a gasolina é a melhor opção no seu caso, ou se é outro combustível, como etanol, por exemplo.    Mas como calcular a manutenção? Difícil saber quanto se gasta por ano com manutenção, né? Bem, tente puxar pela memória, veja suas faturas de cartão de crédito, suas anotações de cheques, etc. Inclua aí a troca de óleo, pequenos reparos, lavagem, revisões. Com isso você chegará a um valor pelo menos aproximado. Lance o valor na coluna “Custo anual”, divida por 12 e chegará ao “Custo mensal".   Troca de pneus Esse item eu talvez pudesse incluir em manutenção... Mas resolvi deixar aqui, mais para te mostrar exatamente como se faz o cálculo. Um jogo de pneus para o meu carro está custando cerca de R$ 1440. Estimei que ele suporte rodar 40 mil quilômetros. Como rodo 800 km por mês, um jogo dura 50 meses (40 mil divididos por 800). Para facilitar as contas, considerei que 50 meses são 4 anos. Portanto, gasto com pneus R$ 1440 em 4 anos, equivalente a R$ 360 por ano, ou R$ 30 por mês.   Como disse, é pouca coisa, eu poderia ter incluído no item "manutenção". Mas achei que seria útil mostrar o cálculo, e você pode fazer da forma que achar mais interessante, de acordo com seus gastos e realidade...   Como calcular a depreciação do meu carro? Quando você tira o carro da concessionária, coloca na rua, anda até sua casa e pronto, já houve desvalorização. Para calcular a depreciação do seu carro é só pesquisar na Tabela FIPE. Em média, o carro fica de R$1.000,00 a R$1.500,00 mais barato a cada ano, mas é claro que isso é uma média. É importante que você consulte a depreciação do seu carro especificamente, assim sua tabela ficará mais realista. No meu caso, consultei a Tabela Fipe e vi que meu carro se desvaloriza entre R$ 1200,00 e R$ 1500,00 a cada ano. Isso é custo! Lancei na tabela, custo anual de R$ 1440 (para facilitar a conta), custo mensal de R$ 120,00. E pronto.   Isso é de praxe. É preciso entender que carro não é investimento, é uso, e por isso vai depreciando mesmo. Por isso, existe um outro fator que muita gente esquece na hora de calcular o custo do carro, mas que é muito importante considerar: o custo de oportunidade.   O que é custo de oportunidade? Muita gente se esquece disso na hora de fazer o cálculo. “Custo de oportunidade” é um conceito em finanças que significa o quanto você gasta (ou deixa de ganhar) quando toma uma decisão financeira. Vou explicar melhor.   Segundo a Tabela Fipe, meu carro hoje custa R$ 33.500. Se eu vender o carro e aplicar o dinheiro à taxa Selic, vou receber por mês cerca de R$ 140 líquidos (dependendo do tempo que eu deixar o dinheiro aplicado). Portanto, ter um carro, para mim, tem o custo de oportunidade de R$ 140 mensais.   O que o resultado da tabela quer dizer? Colocado o custo de ter carro ou não no papel, é possível avaliar a diferença entre uma opção e outra. Será que essa diferença paga o seu conforto ou não? Para saber a resposta, é importante colocar todos os gastos na ponta do lápis, avaliar o seu caso. Considerando IPVA, desvalorização, custo de oportunidade, gasolina, seguro... Hoje em dia, existem até aplicativos que facilitam o pagamento de pedágios e estacionamentos, isso também deve entrar na sua conta. Considerando tudo isso, cabe a você calcular e decidir: será que realmente vale a pena?   Saber responder com certeza não é difícil, mas dá um pouco de trabalho... Mesmo assim, vale muito a pena! Veja que meu custo é de R$ 930 (na conversa com o Pedro eu falei R$ 960, mas fiz uns ajustes). Não é pouca coisa. Hoje em dia ainda acho complicado abrir mão do carro (saiba um dos motivos no nosso próximo podcast). Mas no futuro próximo vou pensar seriamente a respeito.   Mas existe vida sem carro? No seu caso, cabe a você avaliar se esse custo (que agora você já sabe como calcular) vale ou não a pena. Além de saber quanto você gasta com seu carro, é importante comparar com as outras opções que existem para assim saber qual a melhor solução para as suas necessidades.   Imagine, por exemplo, alguém sem carro, que se desloque por uma cidade como Belo Horizonte com Uber ou taxi, e transporte coletivo. Esse custo com transporte acaba sendo influenciado pela distância do lugar de destino, da tarifa dinâmica, da bandeira 2 ... Supondo que essa pessoa gaste R$500,00 de Uber, porque precisa trabalhar, ainda assim é mais vantagem usar transporte por aplicativo e não comprar o carro (isso se o custo de ter um carro for igual ao da minha tabela). Sem contar com o conforto de não precisar procurar vaga, estacionamento, e até de não se preocupar com a segurança. Se você vai num lugar e não tem vaga, precisa parar longe e andar uns quarteirões, à noite, em um lugar que às vezes não é muito seguro.   Meu filho, por exemplo, tirou carteira com 19 anos. Na época eu pensava que seria bom ele tirar carteira e até pensarmos em comprar um carro. Mas depois eu parei, pensei... Quando ele acabou de tirar a carteira, não sabia dirigir muito bem, então continuou usando o Uber, taxi, e eu percebi que era muito melhor pra ele. Era muito mais seguro, não era preciso ter cuidado na hora de estacionar, nem havia medo de ser assaltado ou sofrer acidentes que podem acontecer. Claro, nada disso pode ser um impeditivo pra sair de casa, mas entra na conta.   O caso Localiza E aí, você chegou à conclusão de que o carro pra você é um valor alto? Existem alternativas para não precisar ter carro! Ai você pensa: no dia a dia eu posso ir trabalhar a pé, posso pegar carona, posso pegar um Uber... Mas no fim de semana eu gosto de ir na casa daquele meu amigo que mora em um lugar mais distante, gosto de fazer uma pequena viagem, ai como é que eu faço? Pode alugar um carro!   Recentemente recebi uma propaganda falando que a Localiza, locadora de carros, tem parceria com o Uber. Pelo que entendi, 10% do valor da locação diária do carro pode ser convertido em créditos de corridas na Uber. Não estou fazendo propaganda da Localiza, mesmo porque cotei e o preço não era o melhor de todos. Cotei o aluguel do carro de sexta até segunda, justamente o uso do fim de semana.    Não comparei com dia de semana, mas pela pesquisa rápida que fiz estimei R$300,00 nesse período de sexta a segunda. Comparei também entre várias locadoras, e achei uma opção barata, que saía por R$130,00 no mesmo período. Por esse valor, não consegui saber se tem seguro, inclusive é importante considerar que, sem seguro, em caso de acidente, a despesa para pagar o conserto, seu ou de terceiros, será muito mais cara. Mas o mais importante não é nem falar da locadora A, B ou C: o importante é falar que estão chegando novos produtos e que o mercado acordou pra isso...    O futuro será compartilhado? A curiosidade em torno do carro autônomo revela um desapego das pessoas com relação ao seu próprio carro, daqui a pouco vão vir mais e mais aplicativos em que as pessoas colocarão o próprio carro pra ser compartilhado... Hoje essa ideia é bem distante, é inimaginável deixar o carro pra algum desconhecido. Mas será que você acharia estranho emprestar uma furadeira? Talvez não, talvez você não tenha tanto ciúme assim da sua furadeira, ou da sua esteira elétrica de ginástica, da mala de viagem, essas coisas que você usa 1% do seu tempo, e poderiam estar rendendo algum dinheiro pra você.   Imagina se no futuro não inventam uma locadora que deixa o carro na porta da sua casa. Na hora da entrega, chegarão um carro e uma moto, alguém deixará o carro e irá embora na moto. Não vai nem ser preciso ir à locadora pra pegar ou devolver, o processo vai ser cada vez mais prático. Conforme os produtos e serviços forem chegando no mercado, nossa relação com o carro vai começar a se modificar. Essa mudança no comportamento assusta, sim, mas é sinal dos novos tempos, é preciso se acostumar com a nova realidade.   Mas será que essa tecnologia é segura? No caso do carro autônomo, por exemplo, também existem riscos... Como são um conceito muito novo ainda, é inevitável imaginar se vai acontecer algum acidente quando eles estiverem nas ruas. Mas isso vai demorar um pouquinho pra ser totalmente espalhado, porque antes é preciso ter estrutura para tanto. Primeiro eles serão usados nos Estados Unidos, na Europa, depois em cidades mais planejadas, tipo Brasília. Outra vantagem desses carros, e até de carros que não são 100% autônomos, mas modernos, é a baliza automática. É só apertar um botão e pronto! Mesmo que seja necessário um motorista no volante, é só chegar na vaga, ficar emparelhado com o outro carro, apertar um botão e o carro já faz a baliza.   É impossível saber se daqui há 30 anos esse tipo de tecnologia será usual, talvez até antes disso... Mas algumas facilidades, como o exemplo da baliza, já estão ao nosso alcance. Claro que é provável que carros mais complexos, como os voadores demorarem um pouquinho mais que isso… Mas os drones já estão voando por aí pra cima e pra baixo mostrando pra gente que não estamos tão distantes assim do teletransporte, que seria o transporte ideal, pelo menos em Jornada das Estrelas, não é mesmo?   Para saber a resposta calcule, analise e compare! Voltando um pouquinho para o presente, para tomar a melhor decisão é preciso cálculo, análise e autoconhecimento. Com todos os custos calculados, você pode comparar as opções que o mercado oferece (seja taxi, aluguel de carro, transporte coletivo, etc) e decidir qual aquela que melhor te atende. Assim você pode até concluir que ter um carro vale a pena pelo seu estilo de vida, ou que a melhor opção é mesmo andar por aí usando aplicativos... Qual dessas soluções atende o seu bolso e o seu estilo de vida da melhor forma possível?   Em alguns anos a situação pode até mudar, e outros serviços aparecerem por aí, mas por isso é importante refazer os cálculos e repensar suas decisões. Daqui há alguns anos, seu carro pode ter aumentado o custo de manutenção ou pode surgir um produto no mercado que te atenda muito melhor do que todas as opções anteriores. Por isso é importante acompanhar as notícias aqui do blog (estamos sempre atento às novidades), e consultar nossos simuladores.  Assim você garante que, seja de carro ou de Uber, está tomando a decisão que tenha o melhor custo benefício e, é claro, mais te satisfaça. 
Como organizar as finanças do casal sem brigas
Se você está em um relacionamento, é provável que enfrente problemas na hora de lidar com as finanças do casal, certo? Como é que vocês administram o dinheiro de vocês? Um sabe quanto o outro ganha? As contas são divididas igualmente no final do mês ou cada um paga a sua? Quem paga as despesas básicas de alimentação, faz as compras, paga conta de luz ou de água? O dinheiro pode estar se tornando um gatilho pra desavenças do casal e você pode nem saber disso ainda.   Você já deve saber que dinheiro é tabu em muitas casas... Discutir e abrir seus problemas ou desconhecimentos financeiros nem sempre é fácil. E, se as pessoas já se sentem inibidas de resolver suas questões financeiras  individualmente, isso se potencializa em conjunto. Mesmo por que isso faz parte do relacionamento, não é verdade? Preferências, gostos, desconhecimentos, precisam ser abertamente discutidos, planos e objetivos tem que ser acertados.   Em várias consultorias que prestamos aqui no Educando seu Bolso fica claro que vários relacionamentos acabam por problemas relacionados às finanças do casal. Por isso é importante quebrar essas barreiras... É preciso estabelecer uma dinâmica recorrente, planejada pra estabelecer as finanças do casal como um assunto válido. É justo e é bom pro casal: falar sobre dinheiro com transparência valoriza o relacionamento. E mais importante: há maneiras de fazer isso sem colocar em risco a sua relação, sem brigas ou desentendimentos.   1. Conheça o histórico financeiro familiar do seu cônjuge Não é incomum que as pessoas, em geral, repliquem o comportamento dos pais, inclusive quando o assunto é dinheiro. Isso pode acontecer porque existe uma admiração grande, os pais foram bem-sucedidos financeiramente estabelecendo um referencial positivo. Por outro lado, há casos em que se constrói um referencial negativo, em que os pais gerenciaram mal os recursos gerando traumas financeiros na família inteira. Mas, mesmo nesses casos, é possível "aprender com o sofrimento", ou seja, buscar um comportamento oposto ao dos pais devido à experiência traumática.   É importante, principalmente no início do relacionamento, entender como os pais do seu companheiro agem ou agiram financeiramente. Enquanto seu companheiro estiver relatando suas experiências, busque sentir não só objetivamente o que foram essas experiências, mas se preocupe com o tom com que ele fala sobre o assunto, se é positivo e orgulhoso, ou se é um tom negativo, com críticas mesmo que veladas. É possível perceber se aquelas experiências serão estabelecidas positiva ou negativamente, buscando um comportamento distinto ou igual para organizar as finanças do casal.    2. Seja transparente sobre suas experiências financeiras Transparência é fundamental: se o casal não é sincero em relação a dinheiro, é impossível fazer planos em conjunto. Nesses casos, é preciso saber quanto o casal gasta e ganha junto, e até como esses gastos são distribuídos. Também é preciso saber quais são os gastos prioritários, necessários, e até quais são supérfluos. Só assim é possível saber se falta ou sobra no orçamento e, nesse último caso, como esse dinheiro será aplicado. E mais: em busca da construção de quais sonhos?    Se não existe abertura para que um mostre ao outro quanto ganha ou quanto gasta, é praticamente impossível discutir e planejar como serão as finanças do casal. Claro que existem exceções, quando o casal ganha tão bem  ou tem um modo de vida tão simples que o dinheiro acabará sobrando. Esse, entretanto, não é o caso da maioria dos brasileiros.   Boa parte da população brasileira precisa viver com orçamento escasso e, consequentemente, sem muita sobra. Justamente nesses casos é fundamental levar ainda mais a sério a questão da transparência financeira e até do autoconhecimento. Entender como você gasta dinheiro, como toma suas decisões financeiras, é crucial para que seu cônjuge faça o mesmo: é preciso se conhecer e conhecê-lo no âmbito financeiro.   Uma dinâmica para ajudar a organizar as finanças do casal Muitas vezes, em consultorias de casal, é usada uma dinâmica para verificar se o casal se conhece bem. É praticamente um jogo em que cada pessoa pega uma folha de papel e responde a meia dúzia de perguntas e deve adivinhar a resposta do outro. E acredite, não é incomum que haja um grau de erro grande nas respostas: você acha que conhece mas não conhece. As perguntas são bem interessantes: como seu parceiro gastaria cem mil reais se ganhasse na loteria hoje?   Pode ser que um responda que o outro gastaria uma parte para trocar de carro e o resto seria poupado. Mas, na verdade, a resposta certa seria comprar uma casa de praia. Essa dinâmica acaba por mostrar pontos em que o casal não está tão alinhado como poderia. Imagine, se não há uma concordância sobre os objetivos grandes (como trocar de carro ou comprar uma casa), pode ser que também haja uma discrepância em relação aos objetivos pequenos, como quais gastos diários são mais importantes. Por isso a transparência é importante: ela fará com que as duas pessoas tenham objetivos afinados.   3. Tenha independência dentro das finanças do casal Hoje em dia não é incomum que as famílias se organizem de formas diferentes, principalmente em relação à vida financeira. Existem arranjos, por exemplo, em que uma pessoa ganha mais do que a outra e as duas, em comum acordo, decidem que um deles cuidará dos filhos enquanto o outro proverá a casa. Supondo que o casal gaste com babá, motorista, etc, e somando tudo, os custos de delegar a criação dos filhos seja praticamente o mesmo do salário de um deles. Nessa situação, pode ser melhor que alguém gerencie a casa e cuide das crianças ao invés de trabalhar fora. Mesmo assim, é preciso preservar também um certo grau de independência financeira dentro do casal.   Estar em um relacionamento pressupõe que exista a vida conjunta e, ao mesmo tempo, a vida dos cônjuges separadamente. Se existe um orçamento conjunto, é preciso que haja um orçamento individual, em que cada um tenha seus gastos sem precisar prestar conta de cada compra. Esse tipo de dependência financeira pode acabar minando o relacionamento...   Por outro lado, uma vez estabelecida a independência dentro do relacionamento, é preciso definir também quanto será destinado para orçamento individual de cada cônjuge. Esse orçamento será liberado para que cada pessoa gaste como quiser, mas se esse orçamento estourar, é preciso esperar até o próximo mês.   4. Divida os gastos proporcionalmente Uma vez definido que deve existir independência financeira ainda é preciso decidir uma questão: como dividir os gastos em conjunto? Claro que dentro de um relacionamento, uma das pessoas ganhará mais do que a outra, mesmo que isso eventualmente mude. A saída, nesse caso, parece ser a mais simples e prática: quem ganha mais paga mais.   Dividir as contas meio a meio quando um ganha mais do que outro pode acabar desgastando a relação. O casal tem um padrão de vida que, se for dividir tudo meio a meio, vai acabar sobrecarregando uma das partes, e poderá gerar discussões pequenas que, ocasionalmente, reduzirão o padrão de vida dos dois.   5. Criem um caixa único Uma dica que costuma funcionar bem é a contribuição para um caixa único. Se alguém ganha 10 mil reais e o outro ganha 5 mil reais, a primeira pessoa deverá contribuir com o dobro da segunda. Supondo que a contribuição seja de 50%, quem ganha mais acabará contribuindo com R$5.000,00, enquanto a que ganha menos contribuirá com R$2.500,00.  Esse caixa único pode ser uma conta conjunta e é dela que serão retirados os recursos para pagar  água, luz, internet, até a escola das crianças.    Se os dois definiram o caixa, os dois têm a senha da conta e sabem como anda a movimentação financeira. O restante pode ser investido em planos de médio prazo do casal, como investimentos, viagens, ou gastos individuais. Esse exemplo é genérico, mas é eficiente para lidar com diferenças salariais e exigir contribuições proporcionais às rendas.   Fazer uma conta conjunta não é indispensável, mas é útil, justamente dentro do contexto em que falar sobre dinheiro ainda é tabu. Criar uma conta conjunta pode ser uma forma de manter a transparência entre o casal, além de ser bastante prático.   6. Marquem uma data para falar sobre dinheiro Outra dica importante é marcar uma data para falar sobre planejamento financeiro. Separem os gastos individuais do ano anterior, mostrem para o outro e, juntos, tracem as metas do ano presente. Assim fica muito mais fácil fazer um planejamento e até estimar quais serão os próximos gastos. Inclusive é possível evitar, em conjunto, gastos excessivos, como taxas extras de cartão de crédito. Daí há 3 meses, sentem-se novamente, analisem os gastos e façam a avaliação de como as coisas andaram. Se empresas divulgam os resultados trimestralmente pra fazer uma avaliação de como as coisas vão indo, por que o casal não pode fazer isso também?   Além disso, essas reuniões são úteis para evitar gastos domésticos desnecessários, e diminuir alguns, como a energia elétrica, por exemplo. Outra utilidade é a de alinhar planejamentos a longo prazo, como uma viagem no futuro ou até o financiamento de um imóvel.   Assim, dentro desse contexto, ficará claro como andam as finanças do casal e a conta conjunta será muito útil. Muitas vezes, os dois com acesso à conta, e as finanças do casal separadas, será mais fácil ver se a contribuição individual está condizente com os gastos. Nesse caso é possível reajustar os planos, cortar algum gasto supérfluo ou mesmo aumentar a contribuição.   Por outro lado, a conta conjunta também pode gerar riscos. Se um dos dois é empresário, por exemplo, e se houver uma ação trabalhista na justiça em que haja bloqueio da conta individual, até a conta que é conjunta será atingida. Se as contas fossem individuais, e a conta da pessoa física acionada na justiça for bloqueada, a conta da outra pessoa pode ser uma forma de manter os gastos domésticos protegidos. Mas é claro que essa também é uma situação específica, que deve ser analisada caso a caso.   Como ficam as finanças do casal com filhos?  Se o casal tem filhos, a divisão de gastos também deve ser proporcional? Bom, os filhos são responsabilidade de ambos e, por isso, seus gastos também devem ser divididos. Inclusive, nas dicas anteriores, os custo de escola, curso de línguas e até do material escolar também devem ser considerados.   Por outro lado, gastos supérfluos servem para colocar em discussão o que é realmente necessário. Se todos concordam que escola ou médico são gastos necessários, também existem gastos que podem causar divergência no casal. A mãe pode, por exemplo, querer dar um presente, e o marido pode discordar disso (ou vice-versa), mas ela pode optar por esse gasto, sem que o dinheiro saia do caixa único.   Unir os recursos acaba evitando brigas pela falta da conversa, principalmente se o casal já costuma discutir assuntos financeiros. Fica mais fácil ver como o orçamento evolui e, consequentemente, é mais fácil estabelecer metas. Trazer os supérfluos pra discussão financeira pode ser muito construtivo, inclusive, no estabelecimento de prioridades sobre os gastos dos filhos.   E se algum dos dois está desempregado? Infelizmente, o Brasil é um país que tem mais de doze milhões de desempregados. Em um casal, se um dos dois fica desempregado, é natural que o orçamento fique mais pesado pro outro. É claro que, pela natureza do relacionamento, a primeira e óbvia sugestão é a da solidariedade. Em um relacionamento é preciso que haja solidariedade na dor para que as finanças do casal não fiquem prejudicadas.    Por outro lado, existe um limite para tudo. Se chegou ao ponto em que uma das pessoas perdeu o emprego, mas não se esforça pra se reempregar, cuidado! A discussão não é mais só financeira, um dos cônjuges pode perder o respeito e admiração pelo outro como pessoa. E pode até se questionar: essa realmente é a pessoa com quem eu quero passar o resto da minha vida?   Se a questão não é mais se conseguiu ou não o emprego, mas se está se empenhando, talvez seja necessária terapia de casais e não terapia financeira. Mesmo nesses casos é importante lembrar que reservas pessoais podem ajudar muito, e é preciso sempre mantê-las em vista. Elas podem ajudar na divisão do orçamento familiar sem afetar a autoestima individual ou a dinâmica do casal.   Enquanto isso, a porcentagem de contribuição no caixa único pode ser reajustado. Aquele que continua com o orçamento estável pode passar a contribuir mais, mas mantendo o estimulo e valorização do outro. Dessa forma é possível reorganizar as finanças do casal, focando em transparência, companheirismo, compreensão e necessidades individuais, sem desgastar o relacionamento com brigas desnecessárias.
5 dicas para que tecnologia - e informação demais - não prejudiquem seu bolso
Não é incomum, hoje em dia, que smartphones nos ajudem a acompanhar nossos amigos, nos mantenham atualizados com as últimas notícias ou que até mesmo nos possibilitem pagar nossas contas sem sequer precisarmos ir ao banco. Estarmos sempre conectados parece vantajoso, mas quase sempre realizamos multitarefas: fazemos muitas coisas ao mesmo tempo sem percebermos. Somos bombardeados com muita informação o tempo todo, mas raramente dedicamos tempo suficiente digerir essa informação como deveríamos.   Você se identifica com essa situação? Afinal de contas, quando o assunto é finança você tem foco ou se perde no meio de tanta informação? Quando o assunto é dinheiro, tomar a decisão mais acertada até para economizar no dia a dia requer informação, mas só isso não é o suficiente: é preciso saber quais dessas informações realmente importam, e o que fazer com elas.   Mas como decidir com tanta informação? Até agora, nenhuma novidade, se você está conectado, provavelmente já está sofrendo com essa avalanche de informação. Não faz muito tempo e sofríamos do oposto: o problema era a escassez de informações dificultando muito a tomar decisões. Era muito difícil justificar a decisão A ou B, ou contratar esse serviço e não aquele, mas essa situação mudou. Hoje temos informações demais, ao alcance de poucos cliques e a dificuldade passa a ser como trabalhar essa informação.   Parece impossível pensar em como vivemos tantos anos sem internet... É só a internet cair ou o celular ficar sem bateria para nos sentirmos impotentes, sem conseguir fazer nada, certo? Mas se estamos tão conectados, e existe tanta informação, por que as pessoas ainda tomam decisões financeiras inapropriadas? A resposta é muito simples: elas ainda não desenvolveram a capacidade de focar no que realmente interessa. Foco e fonte são fundamentais para tomar decisões financeiras Todos sabemos que existe uma profusão de fontes de baixa credibilidade, então é fundamental selecionar bem quais informações te orientam. É muito importante que aqueles lugares (sejam sites, pessoas ou até mesmo robôs), que são seus provedores de informação, sejam independentes, ou seja, que sejam focados em fazer críticas positivas ou negativas sobre determinado aspecto financeiro, sem querer ficar te empurrando o produto A ou B.   Além disso, é preciso ter foco quando você recebe uma informação e está prestes a tomar uma decisão financeira importante. Essas decisões podem dilapidar seu patrimônio ou aumentá-lo, e por consequência, fazem com que você trabalhe mais ou menos.   Ou seja, decisões financeiras precipitadas tem o poder de sacrificar o seu recurso mais precioso - o seu tempo: se você subtrai os seus recursos financeiros significa que vai ter que esticar mais a sua jornada de trabalho. Se, por outro lado, coloca o dinheiro pra trabalhar pra você, pode ser que consiga se aposentar mais cedo. Por isso é preciso desenvolver a capacidade de entender essas informações, analisá-las com o devido cuidado e focar realmente pra que seu tempo e sua decisão sejam os mais qualificados possível. Se você está perdido no meio de tanta informação que recebe a todo instante, pode ficar tranquilo... Separamos 5 dicas fundamentais que evitarão que a tecnologia e o excesso de informação prejudiquem o seu bolso! 1 - Evite ser multitarefa Realizar mil tarefas ao mesmo tempo diminui muito nossa capacidade de concentração. Uma pesquisa recente desenvolvida por Baba Shiv e Alexander Fedorikhin revela que pedir às pessoas que se lembrem de alguns dados enquanto realizam outras tarefas pode prejudicar no seu poder de tomada de decisão.   Na pesquisa, dois grupos diferentes (mas igualmente de dieta) deveriam escolher entre um pedaço de bolo de chocolate e salada. A um desses grupos foi solicitado que se lembrassem de uma série de números enquanto se decidiam entre o bolo e a salada, e o resultado foi esclarecedor: aquelas pessoas que deveriam guardar os números tornaram-se muito mais propensas a escolher uma fatia de bolo de chocolate do que a salada de frutas.   Mas o que essa informação significa? Basicamente, achamos que conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo, mas não percebemos que essa “multitarefagem” prejudica nossa tomada de decisões. É grande a possibilidade de tomar a decisão errada na hora de escolher algum investimento, fazer um empréstimo ou até mesmo escolher um banco digital se estamos com meia dúzia de outros assuntos na cabeça. Somos distraídos o tempo todo com e-mails, textos, alertas, tirando nosso foco e afetando muito nossa produtividade.   Falando nisso, se você está em busca de dicas de lugares para investir seu dinheiro, não deixe de dar uma olhadinha no nosso simulador de investimento. Por lá você descobrirá a melhor opção atualizada segundo seu perfil, considerando quantia e prazo que investirá seu dinheiro. 2 - Escolha a hora certa do dia  Acredite, o horário de tomar uma decisão faz muita diferença. Quando estamos com a mente tranquila, provavelmente a capacidade de analisar, entender e aprofundar assuntos relacionados com finanças está melhor.   Por outro lado, se você concentra na parte da manhã uma série das suas atividades, como levar as crianças na escola, planejar o seu dia, preparar um almoço ou responder seus e-mails que chegaram ontem, provavelmente você vai estar com mil preocupações e vai cair no problema que a primeira dica busca evitar: o da multitarefa.   Se você é uma pessoa mais diurna, mais focada quando acorda, pode ser melhor fazer seu controle financeiro de manhã. Em cinco minutos você pode colocar seus gastos no papel pra controlar melhor o dinheiro no fim do mês. Outras pessoas, porém, podem preferir se planejar financeiramente no final da tarde, quando os problemas do dia já foram resolvidos... O melhor momento pode variar, mas deve ser quando existe facilidade de focar, ou a capacidade intelectual de tomar decisões. Alguns estão mais dispostos no final da manhã, outros na parte da tarde. E você? Qual horário você se sente mais focado e acaba rendendo mais?   3 - Prefira informações mais importantes, e não mais disponíveis Segundo Daniel Kahneman, prêmio nobel de economia e estudioso de economia comportamental (inclusive já falamos dele antes no efeito dotação na valorização do imóvel), concentrar-se nas informações mais disponíveis pode gerar um erro que ele chama de “o que você vê é tudo”. De acordo com o estudioso, temos a tendência de supervalorizar o que vemos à primeira vista. Consequentemente, nos esquecemos de que existem informações que precisam de certa investigação e que podem até ser mais relevantes pra tomada de decisão do que aquelas que estão muito fácil às nossas mãos.   Quando falamos como funciona a fatura do cartão de crédito, vimos que quando se colocou o campo de pagamento mínimo logo no canto superior direito da fatura, muita gente confundiu este valor com o do pagamento total. Como é um valor mais baixo, o volume de pagamentos mínimos e entrada no rotativo do cartão de crédito aumentaram muito.   Por isso, cuidado! Focar só no que está prontamente disponível, seja aquele e-mail com oferta de investimento ou aquela dica que apareceu no pop-up do celular, pode não ser suficiente para tomar a melhor decisão...   Quando o assunto é investimento, é comum que as pessoas foquem muito no curto prazo, por exemplo, quanto determinado fundo rendeu mês passado sendo que essa informação não é suficiente para escolher determinado fundo como seu investimento. Outras informações também são fundamentais para escolher onde investir seu dinheiro, como considerar melhor a composição da carteira daquele fundo, ou seja, onde ele aplica o dinheiro, além da volatilidade desse fundo, ou a chance que ele tem de perder dinheiro, ou mesmo render zero no mês que vem independente do que rendeu no mês passado.   Por isso é tão importante evitar esse viés de a informação mais fácil também é a mais importante. Nesse ponto é preciso voltar na dica anterior, quais são as fontes de informação que você anda consultando? Quem é que te orienta quando você vai tomar uma decisão financeira? Geralmente são essas fontes críveis que conseguirão indicar o que deve ser considerado antes de tomar uma decisão financeira.  4 - Foque na grande figura  Considerar a grande figura é como estarmos tão imersos em uma floresta que só enxergamos a árvore em frente. Nesse caso, só enxergamos o contexto inteiro quando ganhamos distância. Algumas obras de arte, por exemplo, só podem ser vistas completamente de longe…   Focar só no curto prazo costuma ser uma tendência forte na hora de fazer investimentos e planejamentos. Inclusive, as poucas pessoas que se planejam costumam focar no mês presente, no próximo, mas e daqui há cinco anos? Imagine que você queira fazer uma casa gigantesca, porque tem 3 filhos e as crianças precisam de espaço pra brincar. Mas o que acontece daqui há cinco anos? Quando as crianças crescerem e saírem de casa, ficará essa casa enorme pra você e sua esposa ou marido? Imagine o trabalho que será tomar conta disso tudo, quando seria melhor alguma casa menor, ou mais prática...   Ter noção temporal é muito importante para se planejar bem no médio e longo prazo. Nesse casos, é preciso reconhecer o lado bom da tecnologia: aplicativos ou softwares de controle financeiro são muito úteis. Saber o histórico de gastos mapeados é fundamental para compor bem o conjunto da obra financeira possuída.   Por isso é importante ter ferramentas que nos auxiliem no distanciamento do quadro... É preciso ver todo o contexto ou ficaremos sempre presos no curto prazo. A decisão de hoje, a notícia de ontem, já reparou como o jornal está sempre cheio de notícias que exageram no otimismo e no pessimismo? Informações sensacionalistas acabam levando ao chamado efeito manada, muito comum na bolsa de valores, por exemplo, em que ciclos de bolsas são acentuados em função desse "curto prazismo". Provavelmente a realidade não será nem um cenário nem o outro e quando conseguirmos enxergar mais a médio prazo, perceberemos que fomos otimistas ou pessimistas demais.   5 - Fique longe do telefone Uma pesquisa mostra que, em média, verificamos o celular 47 vezes por dia. Pode parecer muito pra uns, pode parecer pouco pra outros, mas às vezes é preciso evitar o uso dos smartphones. É muito comum pessoas deixarem aplicativos de mensagem abertos no computador enquanto trabalham e, infelizmente, certos problemas tem que receber dedicação por uma ou duas horas ininterruptas, ou perdemos muito tempo para retomá-los.   Claro que isso depende de cada pessoa e se essa pessoa consegue ou não manter o foco... Inclusive, pode ser que, no futuro, durante uma reunião, você precise deixar seu telefone em uma estação de carregamento ou com a recepcionista, dessa forma poderia-se receber chamadas urgentes sem interrompem inutilmente a reunião.   E ainda tem mais... É claro que, além desse efeito oculto que a tecnologia causa no nosso bolso, precisamos considerar também o efeito negativo direto que aparelhos tecnológicos, como o celular, causam no bolso: o da troca frequente. Se uma pessoa passar a trocar de celular a cada três anos, ao invés de fazer isso todo ano, e investir o dinheiro que gastaria a mais ( supondo que seja cerca de R$300,00 por mês aplicado a 0,8% ao mês), ao final de 9 anos teria o celular moderno e mais R$36 mil reais na conta. Por isso é preciso ter muito cuidado na hora de decidir como organizar sua vida financeira. Tanto a tecnologia quando as informações que ela traz podem ser ótimas aliadas na nossa vida financeira! Desde que usadas com sabedoria, é claro...
Quanto vale seu imóvel? Descubra o que ajuda e atrapalha na hora da venda
Aos poucos, e com juros menores, o mercado de imóveis se recupera lentamente da recessão ao longo do ano, junto da economia. Mas, muitos proprietários ainda se recusam a encarar a realidade do mercado, preferindo deixar casas e apartamento à venda por mais tempo, meses ou anos, por um preço irreal. E isso tem uma explicação: é o tal do efeito dotação. Você sabe o que é isso? E quanto acha que vale o seu imóvel? Efeito dotação O efeito dotação é um apego, uma relação emocional que as pessoas desenvolvem com bens e ativos. Aquele carro que você tem desde quando tirou a carteira de motorista pela primeira vez, o qual você é apegado e não quer vender. Ou um apartamento no qual foi feita uma reforma enorme, mas só você dá valor, e provavelmente o futuro comprador não dará. Portanto, é uma relação emocional com um bem o qual se deveria estabelecer apenas um valor financeiro. Ou seja, que pode ser trocado por outro ativo. Enquanto esse bem é seu, e você não quer se desfazer dele, tudo bem, é ótimo ter essa relação e boas memórias. Mas, quando você quer colocar o imóvel no mercado, e vender ou alugá-lo, a dotação é um empecilho, que acaba travando todo o processo. Isso porque o vendedor acha que o imóvel vale mais do que deveria, enxergando valor onde o comprador não irá enxergar. Tem gente que prefere deixar o imóvel fechado, com uma plaquinha de “vende-se” ou “aluga-se”, e acaba perdendo dinheiro. Isso porque o imóvel fechado poderia estar rendendo ao dono, por meio de um aluguel, por exemplo. Assim, as pessoas acabam optando por não abrir mão de uma parcela do valor, não negociando e deixam de aplicar o que foi adquirido. Assim, acaba caindo no esquecimento o valor do dinheiro ao longo do tempo. A dotação na prática Foi realizado pelo economista Jack Knetsch um experimento muito interessante sobre o efeito dotação, que é muito comum no meio da economia comportamental. No experimento, um grande grupo de pessoas foi dividido em três pequenos grupos, onde cada um ganharia um objeto da seguinte maneira: 1º grupo: integrantes receberam um chocolate 2º grupo: integrantes receberam uma caneca 3º grupo: cada integrante escolheu o que receberia Com base nas escolhas do 3º grupo, descobriu-se que o objeto preferido pela maioria das pessoas era a caneca. Foi dada então a chance de os dois primeiros grupos trocarem seu objeto, onde foi possível observar que quase ninguém efetuava a troca. Isso porque ambos os grupos já haviam criado um apego com seus item. Portanto, essa relação emocional não permite a troca. O desconto pode dar retorno Caso um desconto fosse concedido, por exemplo, mais rápido o vendedor conseguiria o dinheiro, e poderia investi-lo. Assim, aplicando esse dinheiro, se obteria uma quantia igual ou maior que aquela esperada após 4 ou 5 anos esperando a venda. É muito comum vermos isso acontecer em termos nominais, como é conhecido. Onde uma pessoa que está vendendo um apartamento por R$ 300.000,00, e não diminui esse valor a nenhum custo, leva anos para vendê-lo. Muito devido a fase pela qual estamos passando, onde os imóveis não se valorizam, ou até mesmo chegam a se desvalorizar, dependendo da região. Simplesmente por não querer abrir mão de 20 ou 30 mil reais em um desconto, a venda é atrasada em 3 ou 4 anos. Nesse tempo, o vendedor perde 3x a taxa de juros anual, que, como já dito em nosso post do Tesouro Direto, pode chegar à 10% ao ano em um título prefixado, por exemplo. Logo, a grosso modo, o dono do imóvel pode perder 30% de 270 ou 280 mil reais por não vendê-lo mais rápido, em troca de uma baixa no valor. Por mais estranha que pareça essa conta, ela tem se tornado cada vez mais comum. O mercado continua parado há uns 3 anos praticamente, e quem anunciou imóveis em 2015 ainda estão com eles a venda. Atualmente existe uma grande quantidade de plataformas online, como Netimóveis, QuintoAndar e Moving, por exemplo. Através delas é ainda mais fácil acompanhar quanto tempo, em média, os imóveis demoram para ser vendidos. É possível também fazer um tour online, onde, pela busca de preço, é possível perceber como houve uma queda na movimentação do setor imobiliário. Enfim... Tudo isso para exemplificar como esse apego ao valor nominal, e a ideia de não  ter um prejuízo, de fato causou um efeito contrário ao vendedor. Houve o prejuízo, e justamente por não oferecer um desconto que adiantaria a venda, permitindo investir o valor adquirido. "Inflacionar" o valor do imóvel Há também quem aumente o valor do imóvel, já esperando uma pechincha do comprador, fazendo com o que preço chegue a quantia realmente esperada para a venda. Por exemplo, uma casa que seria vendida por 300 mil, é posta à venda por 330 mil, já esperando que o cliente solicite um desconto. Assim, o valor final é o esperando pelo vendedor, e o comprador fica satisfeito por ter conseguido uma redução. Isso também pode acontecer com carros e outros produtos, mas será que essa “inflacionada” na mercadoria vale a pena? Essas táticas de negociação dependem da cultura de cada lugar. Algumas vezes é válido ter um sobrepreço, e essa “gordurinha” serve como margem na negociação. Porém, é necessário olhar para o futuro. Em 2019 espera-se uma pequena retomada no setor imobiliário, mas nada parecido com o “boom” que ocorreu entre 2005 e 2013. Nessa época os imóveis multiplicaram seus preços, então era possível sair ganhando em quase qualquer negócio. Era possível, por exemplo, comprar um imóvel na planta e repassá-lo antes mesmo de estar finalizada a obra, com sobrepreço. Mas, tudo isso foi fruto de uma conjunção de fatores, e que é bem difícil que ocorra novamente. A relação do valor de venda do imóvel e da renda do brasileiro, ainda é uma relação onde as coisas estão caras. São muitos os problemas, como desemprego, subempregos, dívidas e outros. Ou seja, hoje não é barato para o brasileiro conseguir financiar ou arcar com o custo de uma casa própria. Então é difícil esperar que ocorra uma valorização enorme novamente. A perda e o desespero Outro conceito a que devemos nos atentar é a “aversão à perda”, que é basicamente a tendência dos indivíduos a serem mais afetados pelas perdas do que os ganhos. Isso pode ser observado quando encontramos uma nota de 100, e quando perdemos essa mesma quantia. O sentimento de perda é bem maior, e ficamos o “remoendo” por mais tempo. Por outro lado, há quem venda um imóvel por um preço muito abaixo do que deveria. Seja devido à uma mudança repentina de cidade, desespero ou necessidade financeira, por exemplo. E pode acontecer, inclusive, com quem nega descontos e fica adiando a venda por anos. Uma hora pode surgir uma necessidade, e o dono do imóvel se vê obrigado a deixar o preço bem mais baixo do que antes. O negócio, então, haverá de ser feito, sem limites para um apego excessivo que prorrogue ainda mais a espera. Para quem está no mercado imobiliário, é bom se atentar a esses conceitos. Será que você está focando na parte errada, e abrindo mão de uma boa aplicação financeira? O mesmo vale para quem investe no setor imobiliário, pois esse setor já rendeu no passado, mas não há prévia para que volte a valer a pena, visto por um olhar macroeconômico. Portanto, um ponto que precisa ser observado quando se pensa no investimento em imóveis é a falta de liquidez. Ou seja, é preciso ficar atento à dificuldade e o tempo para transformar esse bem em um ativo.
QR Code, NFC e métodos digitais: conheça o novos meios de pagamento
A cada dia estamos mais próximos de abandonarmos nossos cartões de créditos. Mas fique calmo, você não vai ter que sair por aí com uma bolsa cheia de notas e moedas. A solução da vez são os pagamentos digitais. QR Code, NFC e outras tecnologias estão chegando com tudo, e você vai precisar somente de seu smartphone. Isso mesmo! O seu celular está ganhando ainda mais funções, que podem trazer ainda mais praticidade para sua vida. Seja através da câmera, ou simplesmente por aproximação, os pagamentos e transferências já podem ser efetuados sem a necessidade de um cartão. Além disso, não há mais necessidade de ficar entrando sempre na sua conta, digitando sua senha e etc. E isso não se limita somente a pagamentos. Também é possível fazer cobranças se utilizando dessas tecnologias. Basta gerar um código, e enviar ao pagador. Pronto! Você recebe o dinheiro instantaneamente em sua conta, sem a cobrança de quaisquer taxas. O futuro está aí, e devemos nos adaptar aos novos modos de pagar as contas. Em 2017, na China, por exemplo, mais de 60% das compras foram pagas digitalmente. Nas grandes cidades do país, garçons costumam utilizar os Códigos QR nos aventais. Assim, é mais fácil e prático receber gorjetas, tanto para o garçom, quanto para o cliente. O mesmo acontece com os artistas de rua, que recebem transferência digitais no lugar de moedas. É muito importante estar por dentro dessas novidades para não perder nada. Nesse post você vai conhecer mais sobre QR Code, NFC e aprender a utilizá-los para pagamentos e cobranças. Então prepare seu celular, e venha descobrir na prática como tudo isso funciona!
Fatura do cartão: conheça todos os itens e fuja das dívidas
Você sabe como ler a fatura do seu cartão de crédito? Conhecer tudo que está representado nela é fundamental para melhorar seu controle financeiro. Data de vencimento, limites, valor total, valor mínimo e pagamento parcelado. Esses são alguns exemplos dos vários campos que, se passam despercebidos, podem trazer sérios problemas. Entender bem todas essas informações evita dores de cabeça, como a cobrança juros altíssimos e outras taxas. Todos esses dados estão presentes na sua fatura, mas, muitas vezes, de forma complexa e de difícil entendimento. Assim, fica fácil se confundir com os até 59 campos que estão distribuídos por toda a folha. No entanto, isso não é tudo! Para muitos famílias brasileiras além de interpretar todos os dados referentes à fatura de um cartão, que deveria ser de uso individual, há um segundo desafio: o compartilhamento de cartões. Ocorre no país o uso dos cartões de forma comunitária. Isso é feito com intuito de subsidiar os gastos de uma família ou comunidade. Assim,  o foco do uso dos cartões passa a não mais ser a titularidade, mas a data do vencimento. Portanto, além das diversas faturas, esses cidadãos precisam fazer um malabarismo para administrar os riscos da inadimplência. Para te ajudar, nesse post explicaremos os mais importantes itens de sua fatura,  a funcionalidade de cada um e como interpretá-los. Além disso, você entenderá porque é tão crucial que seja feita uma "revisão" da sua fatura, evitando assim cobranças indevidas e gastos desnecessários. Mas, não desanime, e nem pense em deixar o controle de lado. Pegue sua fatura e vamos lá! O caso de uma família brasileira e seu malabarismo com as faturas Uma antropóloga, pesquisadora da UFRJ, relatou um caso que se passou na Favela da Maré, RJ. Através desse relato fica clara a dificuldade de administrar as faturas de cartão. Eugênia Motta, diretora do Instituto de Economia Real, realiza projetos no local há cerca de 15 anos. Segundo ela, durante uma pesquisa, presenciou três pessoas sentadas à mesa, as quais ela deu nomes fictícios. Luna, Lina e Leno compartilham de seus três cartões entre si. Eles não utilizam esses cartões com base na titularidade, mas sim com foco na data de vencimento. Ou seja, fazem essa utilização de forma indistinta, dificultando, e muito, o controle. O cartão escolhido para uma compra é aquele com o vencimento mais distante, ou seja, sempre tentando empurrar o pagamento. Isso já parece uma grande quebra de paradigma, pois acreditávamos que, no máximo, uma pessoa poderia pedir o cartão emprestado. Mas, de acordo com a pesquisadora, haviam ainda outras despesas nas faturas dos três. Lá estava presente o parcelamento da TV de um amigo, que se encontrava negativado, e pediu para utilizar o cartão, por exemplo. E ainda tem mais... Além disso tudo, que já aparenta ser um grande problema, um dos três amigos é dono de um bar, tal qual as compras de estoque eram feitas também em um dos cartões. E, por fim, havia um empréstimo feito por um deles a um terceiro. O pagamento dessa dívida estava sendo feito via compras através de seu cartão de crédito, como em um processo de amortização. Enfim, uma das faturas não poderia ser paga, devido à falta de dinheiro. E, como uma das faturas teria de ser sacrificada, foi escolhida aquela a qual o dono seria menos afetado por ter seu nome sujo. A pessoa com o nome preservado foi a que mais dependia de seu nome para o trabalho. Afinal, o que pode ser aproveitado desse relato para que não tenhamos ainda mais complicações? Se já é difícil entender uma fatura, além de cada um de seus possíveis 59 campos, imagine compartilhando cartões. O controle, a fim de não cair em dívidas, deverá ser ainda mais rigoroso. Mas isso não garante imunidade ao risco de cair em uma bola de neve de juros, que pode continuar crescendo por muito tempo.  Portanto, conhecer bem sua fatura do cartão de crédito, assim como os limites e prazos de pagamento é fundamental para ter uma vida financeira saudável. E é isso que nós vamos te ajudar a fazer nos tópicos a seguir. Abordaremos cada uma das partes que compõe a fatura do cartão e buscaremos esclarecer o significado dos vários números e termos técnicos que acabam mais confundindo que ajudando o consumidor. Mas não se assuste com todos esses "palavrões financeiros"! Alguns minutos gastos para entender bem todas essas letrinhas miúdas te ajudarão a evitar muitos gastos e dívidas. Pegou a fatura? Vamos começar! Interpretando a fatura do cartão Fonte: Banco Central do Brasil 1- Informações gerais Em primeiro lugar, na parte superior da fatura, aparecem as informações gerais. Nome, endereço, banco, administradora e bandeira do cartão estarão sempre no topo. Logo de cara, no canto superior direito, também é possível encontrar uma das mais importantes datas  da vida do brasileiro, o vencimento da fatura do cartão de crédito. Existem vários mecanismos para que a gente não se esqueça de pagá-la na data do vencimento, como o débito automático, por exemplo. Recomendamos que você utilize o débito automático para que não haja risco da fatura passar em branco. Se a fatura vencer sem que antes você tenha efetuado o pagamento, o banco pode te cobrar juros, o que pode sair caro. Caso não tenha o dinheiro, cair no cheque especial é uma opção “menos pior”. Mas, é lógico que o melhor a se fazer é ter controle, para não chegar a nenhuma dessas situações. Não faltam estratégias para que essa data não caia no esquecimento. Além da dica acima, também é possível solicitar avisos que chegam através de mensagens ou emails. Eles te notificam do mesmo modo que os grupos de WhatsApp, por exemplo. 2- Valores total e mínimo No topo também encontramos o valor total e mínimo, que podem causar uma certa confusão para o dono da fatura. São muitos os casos onde as pessoas não conseguem identificar claramente qual é o valor total da fatura, confundindo-o com o pagamento mínimo ou outros valores. Então vamos entender bem a diferença entre eles. O valor mínimo foi uma figura instituída no passado, de um montante mínimo, o qual o brasileiro não poderia deixar de pagar sob hipótese alguma. Esse valor, que antes era fixado em 15% do total em todas as faturas, se tornou diferente em cada banco, já que agora eles podem estabelecer suas porcentagens mínimas livremente. Dessa nova regra se originaram alguns problemas, tornando-se uma das maiores confusões na hora do pagamento da fatura. Com isso, muitas pessoas recebiam, por exemplo, uma fatura no valor de 1000 reais, e só efetuavam o pagamento de 150 reais, que é o valor mínimo obrigatório, equivalente à 15%.  Nos casos onde o consumidor efetua pagamento de somente 15% da fatura, o que acontece com os 850 reais restantes? Esse valor também terá de ser pago. Ele fica no rotativo por trinta dias, caindo depois na linha migrada ou mandatória. Linha migrada ou mandatória? O que é isso? Há pouco tempo, em 2017, o Banco Central efetuou uma reforma a fim de reduzir os juros cobrados sobre o atraso no pagamento da fatura. Os bancos agora são obrigados a transferirem a dívida dos inadimplentes do rotativo do cartão (que tem juros muito altos) para uma modalidade mais barata. Isso, para aquelas pessoas que já estão no rotativo há mais de trinta dias. Essa linha migrada é um tipo de crédito parcelado. No entanto, muita gente não consegue entender que esse valor saiu da fatura e foi para outro lugar. Então, acreditam que esse valor já foi pago, quando, na verdade, ele está em uma parte diferente do extrato. É aí que mora o perigo!  A dívida acaba caindo no esquecimento, e a falta de um pagamento integral acaba gerando mais confusão. Logo, entra em cena uma série de juros astronômicos. Assim, o limite é impactado, as taxas são maiores e fica ainda mais difícil ter controle da situação. Portanto, a recomendação geral continua sendo evitar o pagamento mínimo ou fora da validade. O juros,  ainda que um pouco mais baixos, não são nada convidativos. Para entender um pouco mais sobre o valor mínimo, e por que evitá-lo, acesse o link e ouça o podcast. 3- Detalhamento das taxas O detalhamento das taxas de juros e encargos é a parte da fatura mais difícil de compreender.  A possibilidade de pagar apenas uma parte da dívida, que muitas vezes leva as pessoas a entrarem no crédito rotativo trouxe vários problemas de endividamento.  Por isso, foi necessária a inserção de uma tabela de encargos financeiros em todas as faturas. Dentro desses encargos podem constar  juros do crédito rotativo, juros de mora e outras multas, referentes a atrasos e parcelamentos. Essas taxas podem aparecer seguidas das siglas “am” e “aa”, que significam, respectivamente, “ao mês” e “ao ano”. Esses juros representam números astronômicos, de difícil entendimento ao cidadão comum. A figura dos juros, por si só, não é bem compreendida pelo brasileiro. Não há limite máximo para a taxa de juros cobrada pela instituição, logo, essas taxas são livremente tratadas entre a instituição financeira e o cliente. Vamos então entender cada um desses juros para o próximo mês, que estão representados no nosso exemplo. Crédito Rotativo Caso seja feito o pagamento de apenas o valor mínimo da fatura, o cliente passa a ser financiado por uma operação de crédito, o famoso "crédito rotativo". Crédito rotativo é uma modalidade de crédito para financiamento da fatura, onde o titular se sujeita ao pagamento de  juros e encargos mais altos. Só é possível ficar nessa modalidade por no máximo 30 dias. Em caso de inadimplência, quando o cliente não efetua o pagamento depois desse prazo, ele estará sujeito à cobrança de juros remuneratórios. Ou seja, juros que são cobrados sobre cada dia após vencimento da parcela. Na imagem essa modalidade apresenta juros de 9,59% ao mês. Parcelamentos Outra solução com taxas mais acessíveis que o rotativo é o parcelamento automático. Nela, após passados os 30 dias do não pagamento integral da fatura, a dívida é dividida automaticamente pelo banco em várias em parcelas, que são cobradas nas próximas faturas. Também é possível que o cliente opte pelo parcelamento da fatura antes de seu vencimento. Assim, é possível evitar que se caia no rotativo. O pagamento ocorre da mesma forma, através das próximas faturas. No exemplo da imagem, ambas as opções apresentam juros de 7,47% ao mês. Saques A incidência de juros sobre o saque, que no nosso exemplo equivale à 16,59% a.m., acontece quando, mesmo sem dinheiro na conta, o dinheiro é sacado utilizando-se o limite do cartão. Esse tipo de operação é considerado um empréstimo. Como essa dívida só poderá ser quitada com a chegada da próxima fatura, os juros serão obrigatoriamente acumulados até lá. Compras parceladas com juros As compras parceladas com juros representam compras as quais o cliente paga pelo parcelamento. Esse valor adicional representa os encargos originados pelo financiamento. Com isso, o CET da compra será modificado. O CET (custo efetivo total) é nada mais nada menos que o valor de um produto, acrescido de seus encargos, tributos, taxas e outras despesas. Logo, o preço ao final do pagamento será maior que aquele cobrado pelo produto, se pago a vista, por exemplo. Na imagem os juros para compras parceladas é de 1,99% ao mês. 4- Detalhamento da fatura Para saber detalhadamente o quanto, quando e aonde você gastou basta procurar por uma coluna com diversos dados, é ali que está disposto todo o grosso da fatura. Nessa coluna vertical é possível encontrar dados referentes a todas as compras que estão sendo cobradas. Valor, dia, hora e nome do estabelecimento onde foi efetuada a compra podem ser identificados nessa parte. Vez ou outra pode ser que a razão social do estabelecimento apareça no lugar do nome fantasia, causando certa confusão. Para ajudar na hora da revisão da fatura, é importante tomar nota de tudo aquilo que foi gasto durante o mês. Outra dica é guardar todos os comprovantes, sejam eles os físicos (impressos) ou digitais (mensagens e emails). Assim, também se evita a surpresa com valores não esperados no momento do pagamento. Lembrando que é crucial fazer essa conferência da fatura, observando cada uma das transações listadas. Isso para evitar cobranças indevidas, no famoso modelo "se colar, colou", que muitas vezes passam despercebidas. Pode parecer estranho, mas não são raros os casos em que isso acontece. Às vezes são cobrados valores menores, 15 ou 20 reais de algo que você não adquiriu, que passam em branco na hora do pagamento. Basta procurar em sites, como o Reclame Aqui, para encontrar centenas de reclamações onde são inseridos itens inapropriados nas faturas. Portanto, não se iluda, e confira sua fatura nos mínimos detalhes, para não correr o risco de tomar calote.  E as compras parceladas? As compras parceladas, geralmente, também aparecem nessa mesma coluna de detalhamento. Além de informações sobre lugar, data e valor, nesse caso também é apresentada em qual parcela do pagamento você se encontra. Duas de três, 2/3, ou três de três, 3/3, são maneiras como podem ser representadas quantas parcelas já foram pagas e quantas faltam para serem quitadas. Isso levando em consideração uma compra dividida em três vezes no cartão, por exemplo. Um outro campo que estará destacado na fatura é o “limite total”, que representa o quanto você pode gastar mensalmente no cartão. No entanto, caso você tenha ainda uma parcela “pendurada”, esperando para ser paga, ela afetará esse campo. Logo, será reduzido no limite do próximo mês o valor daquela parcela com a qual você se comprometeu. Por exemplo, se o seu limite é de R$1.000,00, e você fez uma compra parcelada de 3 vezes no valor de R$100,00 cada parcela, e já quitou duas delas, no mês seguinte o seu limite é de R$900,00. Ou seja, seu limite total menos o valor da parcela restante. Caso haja a necessidade de efetuar uma compra que exceda o valor do limite, reduzido pelo parcelamento das compras, é possível adiantar alguns pagamentos. Assim, essas parcelas são “desafogadas”, abrindo mais espaço no crédito. Você sabia que existem vantagens ao fazer a compra parcelada? Acesse o link, ouça o podcast e entenda! 5- Contato da instituição Por último, mas não menos importante, existe o espaço reservado às informações para entrar em contato com a instituição financeira. Por meio do site ou número do SAC, esses dados permitem que o consumidor entre em contato com a instituição. Seja para sanar dúvidas ou fazer quaisquer reclamações. Para isso é necessário ter paciência, já que serão solicitadas muitas informações. Existe também a chance da ligação ou do sistema caírem, e o processo ter que ser recomeçado do zero. Felizmente isso tem mudado aos poucos, e alguns serviços costumam retornar ao consumidor. Isso faz com que não haja a necessidade de repetir todos os passos. Apesar de ser desagradável ficar escolhendo opções em um menu numérico e da linguagem dos atendentes ser muito técnica, de difícil entendimento, não desista! Não deixe nenhuma dúvida passar em branco. Entre em contato com o banco! Ufa! Quanto "financiês"... Interpretar a fatura do cartão realmente não é uma tarefa fácil, mas é fundamental para manter as finanças organizadas e equilibras. Vamos então relembrar algumas dicas que podem facilitar e muito a vida na hora de pagar a fatura: Registre todos os seus gastos e confira sempre a fatura, para ter certeza de que não há cobranças indevidas; deixe o pagamento no débito automático ou utilize algum outro mecanismo de aviso ou lembrete para nunca esquecer a data do vencimento; fuja do rotativo do cartão! Procure efetuar o pagamento sempre em dia. Mas, se você não conseguiu pagar sua fatura integralmente, procure uma forma de parcelamento, para não ficar pagando os juros do rotativo, que são muito mais altos; qualquer dúvida, entre em contato com o banco! Vale ressaltar que os campos acima citados não são padronizados, podendo mudar, inclusive, de estado para estado. Se, por exemplo, a justiça impõe no Rio de Janeiro a necessidade de um dado, e no Maranhão de outro, haverá diferença nas faturas dessas regiões. Por fim, ouça o podcast e se você tiver alguma dúvida sobre a fatura mande aqui pra gente!
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Comments (3)

Mário Said Vieira

Na minha opinião, um dos melhores podcasts de educação financeira da internet! Informação e descontração na medida!

Feb 14th
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Canal sombrio

cool

Feb 4th
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Michell Henrique Lima

Bom Conteúdo. Simples e gera valor.

Jan 29th
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