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Educando Seu Bolso
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Educando Seu Bolso

Author: Frederico Torres

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O Educando Seu Bolso é um portal criado por profissionais do mercado financeiro justamente para quem não é do mercado.

Nosso objetivo é facilitar o relacionamento do cidadão comum com seu dinheiro, de forma rápida e objetiva e, principalmente, em linguagem acessível.

Chega de financês, chega de textos longos e abstratos, vamos nos arriscar aqui sempre pra te dizer o que você deve fazer e como, baseado naquilo que nós mesmos fazemos ou faríamos.

Finanças pessoais é um tema importantíssimo para dezenas de milhões de brasileiros e ao mesmo tempo não é simples. Buscaremos sempre traduzir para o brasileiro comum as práticas e novidades do sistema financeiro de uma maneira que você pode usar para melhorar a sua situação financeira.

Finalmente, afirmo nossa independência. Não somos pautados por nenhuma instituição financeira, não estamos aqui para te vender nenhum produto ou serviço financeiro. Nosso principal objetivo é te ajudar a não fazer bobagens com o seu suado dinheirinho.

É um prazer contar com você como leitor e ouvinte, e esperamos que goste. Mas, se não gostar, escreva pra nós criticando que a gente dá um jeito.

Forte abraço,

Frederico Torres
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O financiamento veicular é uma alternativa para quem deseja adquirir um veículo, mas não  possui o valor total necessário para a compra. Dados do IBOPE mostram que 1 em cada 4 brasileiros possuem carro próprio. O que está por trás desse número pode ser o financiamento. Segundo a ANEF -Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras- em 2019 os recursos liberados para financiamentos de veículos chegaram a R$ 34 milhões no Brasil. Esse dado mostra que muitos brasileiros optam por pelo serviço de financiamento. Mas sabemos que existem muitas dúvidas sobre esse assunto. Por isso, hoje, vamos esclarecer  7 dúvidas sobre financiamento de veículo!   Como funciona o financiamento de veículo? O financiamento de veículo funciona como um tipo de empréstimo, mas nesse caso o dinheiro é destinado exclusivamente à compra de um carro, ou qualquer outro veículo. Em um empréstimo tradicional, o dinheiro é entregue ao tomador, que assim pode fazer o que quiser com ele. Entretanto, no financiamento, o dinheiro é repassado diretamente para a concessionária ou loja na qual você irá comprar o carro. Ou seja, o dinheiro não passa na sua mão. O financiamento é uma forma de fazer uma compra parcelada. Não é preciso ter o dinheiro total do carro, ou da moto, para colocar as mãos no veículo. No nosso Simulador de Financiamento de Veículos é possível comparar taxas de diversos bancos e escolher o melhor para o seu caso!   Vamos agora responder as 7 dúvidas mais frequentes sobre financiamento.   1- É necessário ter uma renda mínima para fazer um financiamento? A resposta é não! Não é necessário ter uma renda mínima para fazer um financiamento de veículos. Mas, é importante que o valor da parcela não ultrapasse o equivalente a 30% da sua renda mensal. Por exemplo, se um pessoa ganha R$ 3.000,00 por mês, a parcela do financiamento não pode ser mais do que R$ 900,00.  Isso é importante, pois, além dos custos do financiamento, existem os custos do carro, como gasolina, seguro, manutenção e IPVA! Por isso, antes de comprar um carro, é preciso colocar todos esses gastos na ponta do lápis. Dessa forma é possível ter certeza de que o carro será um conforto, e não uma dor de cabeça.   2- Quais tarifas podem ser cobradas em um financiamento de veículo?   IOF ; Tarifa de Avaliação do Bem ; Registro de contrato Como o nome já diz, a Tarifa de Avaliação do Bem é uma taxa que o banco cobra para avaliar se o veículo vale realmente o preço que você pediu.  Na hora de financiar um carro, existem dois tipos de Imposto de Operações Financeiras (IOF). A primeira taxa é cobrada uma única vez, e é de 0,38% sobre o valor financiado. A outra é de 3%, e é cobrada ao ano. O imposto é recebido pelo banco, que direciona a quantia para o governo. Essas tarifas são legais, ou seja, a instituição financeira pode fazer essas cobranças. Mas é importante lembrar que existem alguns bancos e financeiras que não fazem alguma dessas cobranças. Por isso, comparação, mais uma vez, é muito importante para escolher o melhor financiamento de veículo. TAC A TAC , Tarifa de Abertura de Cadastro, é bem polêmica. Ela pode ser cobrada em alguns casos, mas não em todos! Se a pessoa tiver um relacionamento ativo com a instituição financeira na qual ela está fazendo o financiamento, essa cobrança NÃO é válida. Mas, se você ainda não teve um relacionamento com a instituição, ou se você teve um relacionamento no passado, mas ele não está ativo, essa tarifa pode ser cobrada.    3- O que faz os juros mudarem? Diversos fatores fazem o seu financiamento ficar mais caro ou mais barato. Entre eles, estão: A idade do veículo Quanto mais velho o veículo for, maiores serão os juros. Isso é perceptível quando olhamos os financiamentos para veículos novos (0 km) e financiamentos para veículos seminovos e usados. Ou seja: quando você quer comprar um carro novo, ou seminovo, terá condições melhores do que em casos onde o carro é usado. O número de parcelas Além da idade do veículo, o tempo de duração do financiamento também faz diferença nas taxas de juros. Se o financiamento se estender muito, por 48 ou 60 meses, as taxas serão mais altas. Caso contrário, se o financiamento for por um curto período de tempo, as taxas tendem a serem menores. A entrada do financiamento A entrada do financiamento é a parcela do valor do carro que você paga logo de cara. Em financiamentos sem entrada, ou com uma entrada muito baixa, as taxas de juros são mais salgadas do que em um caso em que você pague uma parcela maior do veículo à vista. Seu score de crédito O score de crédito é uma nota que avalia  se a pessoa é boa pagadora. Quando uma pessoa sempre paga suas contas em dia e não tem dívidas atrasadas, essa nota é boa. Uma pessoa terá uma nota ruim se ela costuma atrasar as contas ou se possui nome sujo. Ou seja, o score mostra para os bancos quais são as chances de você quitar suas dívidas. Assim, o banco entende que emprestar dinheiro para quem tem uma score baixo representa um risco maior. Por isso, ele cobra uma taxa de juros maior dessas pessoas.   4- Existe algum limite de juros ? É fácil perceber que comprar um veículo por meio de financiamento sai mais caro do que fazer essa compra à vista! Os juros desse tipo de empréstimo fazem com que o veículo tenha um valor elevado. Mas algumas pessoas perguntam se existe algum limite de juros que as instituições financeiras podem cobrar. E a resposta é não! Não existe nenhuma lei que limite o juros dos financiamento de veículos. Por isso, é muito importante comparar! As taxas variam muito de instituição para instituição, e isso pode fazer uma grande diferença no final do financiamento. No nosso Simulador de Financiamento de Veículos é possível comparar taxas de diversos bancos e escolher o melhor para o seu caso!   5- Posso adiantar as parcelas do meu financiamento de veículo? Pode sim, e é muito importante lembrar que a instituição financeira não pode cobrar nenhuma tarifa por causa do adiantamento das parcelas. Muito pelo contrário, quando você adiantar as parcelas do financiamento, você deve receber um desconto!  Por lei, o desconto tem que ser feito na proporção do adiantamento da parcela. Vamos imaginar que você fez um financiamento com duração de 48 meses, mas vai quitar em 24 meses. Por exemplo, se você quer adiantar em 2 anos, o pagamento de R$20.000,00 do financiamento – levando em conta uma taxa de juros de 2,5% ao mês – você irá economizar aproximadamente R$5.200,00. A dívida que era de R$ 20.000,00, se for adiantada em 24 meses, se transformará em 14.871,12  reais!  6- Não consigo arcar com as parcelas, e agora?  O ideal é sempre fazer as contas antes de contratar um financiamento, e ter certeza de que as parcelas caberão no seu bolso. Mas se você não fez isso e o financiamento ficou apertado demais para seu orçamento, a saída é tentar fazer uma negociação com o banco. O banco até pode tomar seu carro, em último caso. Porém, eles não querem isso! Então converse com o seu gerente para você não ficar com o nome sujo e nem perder o carro, não é mesmo? Se você viu que as contas estão ficando apertadas, talvez seja a hora de considerar uma portabilidade de financiamento! Ou seja, vender o seu carro e passar sua dívida para outra pessoa. Ficar sem um veículo pode parecer uma ideia ruim, mas é melhor do que se afundar em dívidas. Além disso, você pode trocar o seu veículo por um modelo mais barato!   7- Comprar o veículo com o CNPJ é mais barato do que com o CPF? Sim, as montadoras oferecem descontos para compras pelo CNPJ. Mas é importante fazer algumas ressalvas:  Esse desconto é válido para carros novos (desconto das montadoras) É preciso ficar com o carro por no mínimo 12 meses. De acordo com a nova regra do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), este é o prazo mínimo para que o automóvel permaneça no nome da empresa. O carro ficará no nome da empresa, por isso será feita uma análise da empresa para a venda. Empresas  Descontos  Toyota Os descontos que variam entre 3% (SW4) e 7% (Etios) por unidade. Fiat Os descontos variam, em média, de 6 a 18%.  Chevrolet O desconto de CNPJ da Volkswagen é de até 21,5%. Mas esse desconto enorme, é dado concedido para empresas que compram em grande escala.   Como vimos, esse assunto é bem longo. Antes de fazer um financiamento de veículo é muito importante ter certeza de que essa é a escolha certa e que os custos irão caber no orçamento. Para comparar os preços de financiamentos, não deixe de visitar nosso simulador, ele pode te ajudar muito! Se você não achou a resposta para a sua pergunta no texto, deixe sua dúvida nos comentários, e nós iremos te ajudar!
Os grandes bancos brasileiros vêm anunciando, nas últimas semanas, redução nas taxas de juros do financiamento imobiliário. Após seguidas reduções na taxa Selic, as instituições financeiras parecem ter entrado em disputa pelos clientes desta modalidade de crédito. Isso favorece não apenas aqueles que pretendem contratar um financiamento, mas também quem já tem um contrato em andamento. A portabilidade do financiamento imobiliário vem se tornando uma opção vantajosa para um número cada vez maior de clientes. No texto a seguir, vamos explicar o que mudou nos juros e nos procedimentos da portabilidade. Apresentaremos dois casos concretos em que a portabilidade seria vantajosa, mostrando os números dessa vantagem. Ao final, falaremos também sobre a contratação de um financiamento novo, inclusive na nova modalidade lançada recentemente pela Caixa – com correção pelo IPCA. Bancos reduzem taxas Acompanhamos pela imprensa, nas últimas semanas, os cinco maiores bancos brasileiros anunciarem redução nas taxas de juros do financiamento imobiliário. Um fato crucial para o início dessa disputa é a redução consistente da taxa Selic, por parte do Banco Central. A partir da sinalização da intenção de mudar o patamar dos juros no Brasil, os bancos começaram a se mexer. Santander O primeiro grande banco a anunciar a redução nos juros do financiamento imobiliário foi o Santander. No início de julho o banco anunciou a redução de 8,99% para 7,99% ao ano. Convenhamos, 1 ponto percentual, num contexto como esse, não é pouca coisa. Banco do Brasil Ainda em julho, o Banco do Brasil também anunciou redução nos juros imobiliários. A redução foi mais modesta, de 8,49% para 8,29% ao ano. A nova linha da Caixa Em agosto a Caixa não anunciou exatamente uma redução nos juros. Fez algo que agitou ainda mais  o mercado: apresentou uma nova metodologia de concessão do financiamento imobiliário. Nessa nova linha, o índice de correção do saldo devedor é o IPCA. É um índice bem mais alto que a TR, que corrige os contratos tradicionais. Em compensação, a taxa de juros é mais baixa – em torno de 3,00% a 3,5%. Porém, trata-se de um produto com características bastante distintas, difícil até de comparar com os financiamentos tradicionais. Bradesco Ao final de setembro, foi a vez do Bradesco entrar no jogo. Anunciou redução em seus juros de financiamento imobiliário, de 8,2% para 7,3%. A menor do mercado! A nova taxa vale para contratos firmados a partir de 01º de outubro. Itaú Na mesma semana, foi o Itaú quem anunciou seu corte nos juros. A taxa caiu de 8,3% para 7,45% ao ano, valendo também a partir do mês de outubro. Caixa Faltava o último dos grandes bancos anunciar a sua redução: a Caixa. Justamente o banco com maior número de contratos, referência no mercado de financiamento imobiliário. Pois ainda no início do mês ela anunciou redução nos juros, de 8,5% para 7,5%. A mudança vale para a partir do dia 14 de outubro. Inter Nem só dos cinco grandes bancos vive o financiamento imobiliário. O banco Inter também anunciou redução nos juros, de 8,5% para 7,7% ao ano. Portabilidade de financiamento imobiliário A redução nas taxas obviamente é uma boa notícia para quem pretende adquirir um imóvel financiado. Porém, é ótima também para quem já tem um contrato em andamento. Afinal, as novas taxas favorecem a portabilidade de financiamento imobiliário. O que é? Portabilidade é a transferência de uma operação de crédito, de uma instituição financeira para outra. Quando um tomador de crédito consegue condições melhores – geralmente, juros menores – em outra instituição, ele tem o direito de trocar de credor. A portabilidade é regulamentada pela Resolução nº 4.292/2013 do Banco Central. A norma rege não apenas a portabilidade de financiamento imobiliário, mas também de outras modalidades de crédito. Como funciona? O processo é razoavelmente simples. Primeiro, o cliente negocia as condições com a instituição financeira para onde deseja migrar sua operação – chamada de instituição proponente. Depois, a própria instituição requisita a portabilidade de financiamento imobiliário à instituição financeira original. Em poucos dias o processo deverá estar concluído. Custos No caso específico da portabilidade de financiamento imobiliário, existem alguns custos extras envolvidos na operação. Os principais são: Custo de avaliação da garantia. É o custo do trabalho de um perito, contratado pela instituição para onde o crédito está sendo migrado. O perito visita o imóvel objeto do crédito, avalia suas condições físicas e jurídicas e emite seu parecer. Custos cartoriais. A principal despesa a ser paga ao cartório de registro de imóveis é a substituição de alienação fiduciária. É o processo de vincular a propriedade do imóvel à instituição financeira que está recebendo o crédito. Não se trata de um novo registro, e sim de uma alteração. Custos reduzidos Até alguns anos atrás, esses custos – especialmente os cartoriais – eram muito elevados, praticamente inviabilizando operações de portabilidade de financiamento imobiliário. Além disso, eles deveriam ser pagos integralmente no ato da portabilidade. De uns tempos para cá, porém, essa realidade vem mudando. Conversamos com pessoas que trabalham diretamente com crédito imobiliário. Constatamos que, em boa parte dos casos, cartórios vêm cobrando até a metade do que costumavam cobrar. Além disso, bancos vêm, na prática, incluindo as despesas com avaliação e cartório ao saldo devedor do financiamento. Isto é, a pessoa não precisa mais ter em mãos o dinheiro dos custos com a portabilidade. Pode parcela-lo nas mesmas condições do financiamento. Isto, somado à redução nas taxas de juros, faz com que a portabilidade de financiamento imobiliário seja uma opção vantajosa para grande parte dos clientes. Casos concretos Para avaliar se a portabilidade de financiamento imobiliário é vantajosa no seu caso, o mutuário (que é a pessoa devedora no contrato de financiamento), deverá considerar alguns aspectos. Por um lado, deverá apurar todos os custos envolvidos no processo. Em seguida, deverá avaliar se a redução na taxa de juros é suficiente para compensar os custos. Vamos analisar dois casos concretos, baseados numa situação real. Contrato com saldo inicial de R$ 312 mil, taxa de juros anual de 9,3% e prazo total de 30 anos. Em cada prestação mensal há também seguro de R$ 155,00 e taxa de administração de R$ 25,00. Consideremos que o mutuário tenha conseguido uma taxa de juros de 8,3% ao ano em outro banco. Isto é, uma taxa 1 ponto percentual inferior à original. Além disso, o banco incluiu na transação R$ 5 mil, para os custos de cartório e de avaliação do imóvel. No primeiro caso, consideramos que já foram pagas 72 prestações (6 anos), restando ainda 24 anos. O saldo devedor atual é de R$ 250 mil. No segundo, consideramos que o contrato ainda está no início, tendo sido pagas apenas 6 prestações. O saldo devedor é de R$ 307 mil. Contratos maduros No primeiro caso – contrato já com 6 anos de andamento – a portabilidade de financiamento imobiliário geraria uma economia de R$ 200,00 mensais. Ao reduzir 1 ponto percentual nos juros, a prestação cairia de cerca de R$ 2900,00 para praticamente R$ 2700,00. Somando o valor nominal das prestações até o fim do contrato, a diferença é de quase R$ 30 mil! Contratos novos No segundo caso – contrato com apenas 6 meses – a portabilidade de financiamento imobiliário geraria uma economia de R$ 240,00 mensais. Ao reduzir 1 ponto percentual nos juros, a prestação cairia de cerca de R$ 3340,00 para praticamente R$ 3100,00. Somando o valor nominal das prestações até o fim do contrato, a diferença é de mais de R$ 40 mil!   Em ambos os casos, consideramos que o mutuário não precisou desembolsar nada a mais no ato da transação. Simplesmente trocou uma dívida com prestações mais altas por outra, com prestações mais baixas. Isso gerou, de imediato, uma economia de algumas centenas de Reais mensais. E, ao longo dos anos, uma economia de dezenas de milhares de Reais. Vimos que, no segundo caso, quando o prazo remanescente era maior, a economia no longo prazo foi ainda mais volumosa. Isto porque o tempo a que o mutuário ficará exposto a juros mais baixos é maior. Mãos à obra Quer saber se você também pode obter vantagem com a portabilidade de financiamento imobiliário. O primeiro passo é saber o que existe disponível no mercado. Uma boa forma de começar sua pesquisa é usando nosso Simulador de Financiamento de Imóveis. Ele te informa as opções de financiamento existentes, com taxas atualizadas. É importante lembrar que alguns bancos oferecem condições diferenciadas para clientes que contratam outros serviços, além do financiamento. Por exemplo, se o cliente transfere para o banco proponente sua conta salário. Ou quando ele contrata um cartão de crédito. Portanto, tenha disposição para negociar com o gerente do banco proponente. Outro ponto importante: verifique, nos resultados, as condições que seu banco atual oferece para novos clientes. Converse com seu gerente, mostre as condições que os bancos concorrentes estão oferecendo e exija condições ainda melhores. Além do ganho financeiro com prestações menores, você evita o trabalho de migrar de instituição financeira. Financiamento imobiliário com IPCA Como dissemos no início do texto, em agosto de 2019 a Caixa lançou uma nova linha de financiamento imobiliário. A grande novidade é a utilização do IPCA como fator de correção do saldo devedor. É importante repetir esse ponto, porque, quando essa linha foi apresentada, muita gente na imprensa andou repassando informação incorreta. Chegaram a informar que o IPCA seria somado à taxa de juros, o que não é verdade. A taxa de juros dessa linha é consideravelmente menor – cerca de 3,5% ao ano – e, uma vez contratada, não sofrerá modificação. Por outro lado, o IPCA será o fator de correção do saldo devedor. Isso significa que um eventual aumento da inflação impactará bastante os clientes. Nas linhas tradicionais isso não ocorre, porque o saldo é corrigido pela TR, que é bem menor que o IPCA. Basta dizer que a TR está zerada há mais de 2 anos. Nesse período, o IPCA se manteve em cerca de 4% ao ano. Nos financiamentos corrigidos pelo IPCA é comum que o saldo devedor aumente no início do contrato. Isto acontece porque, nesse período, o saldo devedor ainda é muito elevado, por isso sua correção representa um valor alto. À medida em que o saldo devedor diminui, o impacto da correção significará menos, em Reais. Qual é melhor? Mas a grande pergunta é: qual dos dois compensa mais, financiamento corrigido pelo IPCA ou pela TR? É preciso avaliar cada caso, porque são muitos os fatores envolvidos. Os dois principais são as taxas de juros oferecidas em cada uma das linhas, e o prazo. Além disso, é preciso estimar o comportamento do IPCA nos próximos anos. O Educando Seu Bolso oferece consultoria em financiamento imobiliário há anos. Uma das modalidades é justamente essa: avaliar, para cada caso, o que compensa mais, IPCA ou TR. Além de identificar a melhor opção, montamos uma estratégia adequada para que o sonho da moradia própria não se torne um pesadelo. Se você pretende contratar um financiamento e está em dúvida quanto à melhor opção, não deixe de entrar em contato conosco. Procure o melhor Você viu aqui como funciona a portabilidade de financiamento imobiliário. Se você tem um contrato em andamento, não deixe de procurar por condições melhores. Aproveite nossas informações e sugestões. Como dissemos, tente fazer com que seu banco atual lhe ofereça a melhor proposta. Se não conseguir, não tenha receio de mudar de banco, caso receba uma boa oferta. E se ligue nas novidades que surgem no mercado a toda hora. Nós continuaremos atentos, acompanhe nossos posts e podcasts para manter-se sempre a par do que há de novo. Dúvidas ou sugestões? Deixe nos comentários abaixo!
Não importa se você presta algum serviço ou tem um comércio. Seja loja de roupas, cabeleireiro, restaurante, taxista... Todo mundo precisa entender um pouco mais sobre maquininha de cartão. Se você quer tirar todas as suas dúvidas, está no lugar certo. Saiba tudo sobre maquinetas para vender muito mais!   Por que ter uma maquininha de cartão? Em primeiro lugar, uma máquina de cartão deve ser vista como um investimento, e não como um custo. Afinal, escolhendo o aparelho certo, as vantagens para seus negócios serão muito maiores do que os gastos. Como por exemplo: 1- Aumento nas opções de pagamento do cliente “Aceita cartão?”. Se você trabalha com comércio, com certeza já escutou essa pergunta. A verdade é que, no mercado de hoje, não há mais espaço para pagamento apenas em dinheiro. Cheque, nem se fale. De fato, segundo a Abecs (Associaçao Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) o fluxo de pagamentos com cartão aumentou 14,5% em 2018 e promete aumentar cerca de 16% em 2019. Segundo Pedro Coutinho, presidente da Abecs e da GetNet, a aceleração do processo de digitalização ajudou. "Estamos presenciando uma redução significativa do fluxo de dinheiro no Brasil", afirmou. Ou seja, tudo isso para dizer: não ter uma maquineta não é mais uma opção. Se você não tem maquininha, seu concorrente vai ter. E você não quer perder a venda certo? Contratar uma maquininha vai dar ao seu cliente mais uma opção de pagamento. E, hoje em dia, muitas pessoas nem andam mais com dinheiro na carteira. 2- Aumento no valor de vendas Além de aumentar o número de clientes, contratar uma maquineta também ajuda a aumentar o valor de suas vendas. Por exemplo, vamos supor que seu cliente gostou de diversas peças da sua loja, mas não tem dinheiro na carteira para pagar por todas. Com o cartão, ele pode comprar valores muito maiores, parcelar. Assim, uma compra que era de R$50,00 pode virar de R$200,00 com facilidade. 3- Aumentar a segurança do negócio Ter uma maquininha de cartão reduz a quantidade de dinheiro que você vai ter na caixa registradora. Isso evita roubos, assaltos... Ou seja, seu negócio fica mais seguro e você menos preocupado com isso.   4- Reduzir inadimplência Quem nunca vendeu fiado e ficou sem receber? Ou foi sacar um cheque e ele estava sem fundo? Fazer vendas na maquininha de cartão reduz, e muito, seus problemas com inadimplência dos clientes. Afinal, depois que a venda foi aprovada na maquininha, a responsabilidade de fazer o pagamento fica por conta da empresa, que tem o compromisso de te repassar.   5- Seus concorrentes vão aceitar cartão Você pode não ter uma maquininha, mas certamente algum concorrente terá. Então, caso o cliente não consiga comprar com você, ele vai procurar o concorrente e te fazer perder a venda. Isso não é nada legal, né?   Ter maquininha de cartão é importante... O Educando seu Bolso acredita muito na contratação de maquininhas como forma de impulsionar pequenos negócios. A questão é que a escolha do aparelho deve ser feita de forma correta. Porque, sem dúvidas, a maquininha errada vai ser mais uma dor de cabeça do que ser uma solução. Para isso é preciso de informação. [GERENTESONHOS_RANKING_MAQUININHAS]   Qual a melhor máquina de cartão? Não existe a melhor máquina de cartão, existe a melhor máquina de cartão para o seu negócio. O Educando seu Bolso oferece um simulador de maquininhas gratuito, para que você possa comparar as que mais se adequam ao seu estabelecimento. São levados em conta: custo mensal com a máquina, o prazo de recebimento do dinheiro, as características desejadas para o aparelho (sem fio, pessoa física ou jurídica…), entre outros. Apenas após estudar todos esses componentes você será capaz de saber qual é a mais indicada para seu negócio. Caso você tenha dificuldade de saber as características que procura em sua maquininha, temos no blog um passo a passo de como escolher a melhor máquina de cartão. [toggle title="Leia mais sobre maquininhas de cartão..."]Você sabia que já temos no blog outras análises e comparativos de maquininhas de cartão? Acesse outros textos por aqui: Pop Credicard, SumUp Total, Point Mini e I, SuperGet, Mini Bin, Stone Mais, máquinas Stelo, SumUp Top x Minizinha, SumUp Super x Moderninha, Sipag, Moderninha Smart, Crefisinha, SafraPay, Vero Banrisul, Point Pro, InfinitePay, Maquininha iFood, SumUp On, iZettle.[/toggle]   Quais os tipos de maquininha de cartão? As diferenças entre máquinas de cartão são inúmeras. Existem máquinas com fio, sem fio, com conexão Wi-Fi, vinculadas ou não à banco, que imprimem ou não recibo… Mas, de forma geral, elas podem ser divididas em cinco grandes grupos, sendo eles:  1- Maquininhas para usar com o celular Essas são as mais básicas. Elas não têm chip de operadora próprio, ou seja, precisam ser conectadas ao aparelho celular do lojista para que as vendas sejam realizadas. São voltadas para vendedores iniciantes, autônomos, profissionais liberais. Além disso, elas cabem no bolso (são muito portáteis). São indicadas para: quem está começando a vender ou que precisam de uma maquineta de bolso. Principalmente para quem tem um baixo fluxo de transações. Conheça algumas opções: [eafl id="16763" name="Sumup Top_Artigo" text="SumUp Top"], [eafl id="3723" name="PagSeguro_Minizinha_Artigo" text="Minizinha"], [eafl id="6599" name="Mercado Pago_Point Mini_Artigo" text="Point Mini"], [eafl id="5417" name="iZettle_Artigo" text="iZettle Maquinão"].   2- Maquininhas com chip e sem bobina Um pouco mais completas que as maquininhas para celular, esse tipo de aparelho também é muito portátil. Contudo, elas têm tem chip próprio e algumas possuem conexão Wi-Fi. São indicadas para: profissionais liberais, como dentistas, advogados, taxistas... Conheça algumas opções: [eafl id="9206" name="Pagseguro Minizinha Chip_Artigo" text="Minizinha Chip"], [eafl id="16434" name="Sumup On_Artigo" text="SumUp On"], [eafl id="9878" name="GetNet_SuperGet Chip" text="SuperGet"], [eafl id="16423" name="Cielo Zip_Artigo" text="Cielo Zip"].    3- Maquininhas com bobina São as maquinetas mais tradicionais do mercado, que imprimem recibo para o cliente, têm chip próprio e podem ter ou não fio.  São indicadas para: praticamente todos os tipos de negócio, desde que não seja preciso tanta mobilidade para vendas. As opções com fio devem ficar exclusivamente em um balcão. As sem fio podem ser usadas por entregadores, levadas até a mesa do cliente em um restaurante, etc. Conheça algumas opções: Safrapay, máquina Stone, [eafl id="5745" name="PagSeguro_Moderninha Pro_Artigo" text="Moderninha Pro"], [eafl id="16650" name="Sumup Total_Artigo" text="SumUp Total"].   4- Maquininhas Smart Tratam-se das maquinetas que operam outras funções além de realizar vendas. Essas maquininhas, geralmente, têm grandes telas embutidas que funcionam como catálogo de produtos, fazem a gestão do negócio, acessam conta digital, entre outros. São indicadas para: quem quer dar um aspecto moderno ao negócio e para quem deseja usufruir de outras funcionalidades de maquininhas, como o catálogo de produtos. Conheça algumas opções:[eafl id="16647" name="PagSeguro_Moderninha_Smart_Artigo" text="Moderninha Smart"], [eafl id="16425" name="Cielo Lio_Artigo" text="Cielo Lio"].   5- Soluções TEF São as maquinetas com integração a algum sistema de vendas, isto é, uma automação comercial. É comum em comércios com volume de transações maiores, como supermercados, lojas de departamento, farmácias, etc. Basicamente, são aqueles aparelhos em que é feita a leitura do código de barras e o valor da venda já aparece diretamente na maquininha de cartão.  São indicadas para: grandes lojas. Conheça algumas opções: maquininhas Rede, maquininhas Cielo, maquininhas GetNet.   Comprar ou alugar máquina de cartão? “Comprar ou alugar?” é uma das principais perguntas feitas na hora de contratar uma maquininha de cartão. Quando você aluga uma maquineta, tem que pagar mensalmente o aluguel para utilizá-la, além das taxas cobradas sobre as vendas. Nessa situação, o aparelho não é seu, e você o devolve no momento em que decidir encerrar a contratação. O grande ponto positivo, nesse sentido, é que a empresa se compromete a substituir o aparelho para você a qualquer momento, no caso de eventuais problemas.   E a compra? Por outro lado, quando você compra uma máquina o aparelho é seu e você o utiliza da  maneira que desejar. Em geral, o único gasto que você terá com a maquininha após a compra serão as taxas. Sendo assim, comprar a máquina pode ser muito vantajoso, por exemplo, para quem não vende todos os meses, afinal, é muito chato pagar mensalidade quando o aparelho nem sequer foi utilizado no mês, certo? O ponto negativo é que, no caso de compra, a máquina tem garantia apenas por alguns anos. Após terminado o período, no caso de algum problema, você pode ter trabalho procurando um local para fazer o conserto ou para comprar outra, o que pode fazer com que você tenha algum prejuízo ao ficar  sem a maquininha. Saber o que é melhor para o empreendedor, portanto, varia conforme alguns fatores. Em geral, para estabelecimentos com um volume baixo de vendas, é mais vantajoso comprar, até porque o custo fixo com a compra é inferior. Para negócios grandes, por sua vez, quase sempre as maquininhas de aluguel atendem melhor.    Como comprar uma maquininha de cartão? Em geral, máquinas de cartão são anunciadas e vendidas pela internet. Nesse caso, você escolhe seu aparelho desejado, vai para o site da empresa, cadastra alguns dados pessoais e do seu negócio, e faz o pedido da maquininha de cartão. Então, ela é entregue diretamente no seu endereço cadastrado.   Qual a máquina de cartão com menor taxa? Essa é outra pergunta que não tem uma única resposta. Isso porque existem três modalidades de venda com taxas diferentes para cada uma delas: do débito, crédito à vista e parcelado. Então, a maquininha com as menores taxas varia de acordo com as modalidades que você vende. Por exemplo, existem máquinas que têm taxas baixas no débito e mais altas no crédito parcelado. Por outro lado, existem outras que têm ótimas taxas no parcelado, mas juros caros em outras modalidades. Portanto, é preciso saber como são as vendas do seu negócio. No Simulador de Máquinas de Cartão gratuito do Educando seu Bolso, calculamos TODOS os custos que você terá com seu aparelho de acordo com suas vendas realizadas. Dessa forma, é apresentada a máquina de cartão com menor taxa para o seu negócio, ou seja, um resultado personalizado com as menores taxas para você!   Qual a melhor maquininha de cartão para pessoa física? Em geral, não é a classificação de pessoa física ou jurídica que define qual a melhor máquina de cartão. Mas as características do seu negócio. Porém, na maior parte das vezes, os cadastros para pessoa física são de vendas pequenas e micro, ou de prestadores de serviço, como personal trainers, psicólogos... E, nesses casos, uma maquininha mais básica costuma ser suficiente. Em outras palavras, as maquinetas de bolso, seja com ou sem chip. Mas vale comentar que existem algumas diferenças entre a maquininha de cartão para PF e PJ. Em primeiro lugar, apenas PJ está habilitado para receber cartões benefício e vales-refeição. Além disso, algumas empresas cobram taxas mais baratas de PJ. Logo, podem existir vantagens para quem opta por formalizar o negócio. Ainda assim, na maior parte das empresas, isso não faz a menor diferença.   Quanto custa uma maquininha de cartão? O preço de uma máquina de cartão para compra varia de acordo com as tecnologias atreladas a ela. Você pode encontrar aparelhos de modelos mais básicos a partir de R$50,00. Já aparelhos mais robustos e tecnológicos, por até R$1.000. Porém, esses são valores extremos. Não é comum encontrar maquininhas que cheguem à casa dos milhares de reais ou por menos de R$100,00. Na média, uma maquininha para celular custa cerca de R$120,00. Dos modelos intermediários, na média você pode encontrá-los por valores entre R$200-R$400. Por fim, os modelos mais completos, em geral, custam entre R$600-R$800.   Existe maquininha de cartão "grátis"? Nada é de graça neste mundo! Existem, sim, maquinetas em que você não tem nenhum custo de aquisição. Porém, ainda assim são cobradas taxas sobre as transações realizadas.   O que é MDR? MDR é a sigla em inglês para Merchant Discount Rate, ou, em português, Taxa de Administração. Trata-se de uma taxa percentual, cobrada pelas adquirentes sobre os lojistas, em cada transação realizada na máquina de cartão, seja ela de débito ou crédito. O MDR é sempre descontado no momento de liquidação da venda ou de cada uma das parcelas.   O que é antecipação de recebíveis? Antecipação de recebíveis é uma operação de crédito feita para receber o faturamento das vendas com maquininhas em caixa antes do previsto.   Existe maquininha que aceita todas as bandeiras de cartão? Existem máquinas que aceitam todas, ou pelo menos quase todas, as bandeiras do mercado. Então, se você quiser, com uma única máquina, ter a possibilidade de aceitar todas as bandeiras, é possível fazer isso. No geral, são os aparelhos de empresas mais tradicionais, como Cielo, Rede, Getnet, que atendem a essa demanda.  Porém, as taxas podem nem sempre serem as melhores. Por isso, é preciso que o empresário avalie se ele realmente precisa de uma ou mais maquininhas que aceitem todas as bandeiras. Nesse sentido, é comum que um lojista ludibrie-se acreditando que precisa da maquininha que aceita mais bandeiras, sendo que, na verdade, pelo tamanho ou perfil do seu negócio, precisa apenas de uma que receba as principais do mercado.    Em números... De fato, segundo o Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos divulgado pelo Banco Central em 2018, as duas maiores bandeiras, Visa e MasterCard, respondem juntas por mais de 90% dos cartões ativos (crédito e débito). Ou seja, a maior necessidade é por uma máquina que aceite pelo menos essas bandeiras, e algumas outras comuns, como Elo, Hipercard. Assim, mesmo com apenas três ou quatro bandeiras, o empreendedor provavelmente não perderá nenhuma venda. No entanto, é preciso apenas  atentar-se para a questão de bandeiras comuns em algumas regiões, como a Hiper no nordeste ou a Banricompras no Rio Grande do Sul.    Por onde recebo o dinheiro das minhas vendas com a maquininha? O modo de recebimento do dinheiro varia de uma empresa para outra. Em geral, o pagamento acontece na conta corrente ou poupança cadastrada: seja de pessoa física ou jurídica. Algumas empresas têm opções para quem não possui conta em banco. Nesse caso o repasse das vendas é em uma conta digital da própria empresa, como PagBank e Mercado Pago. [toggle title="Leia mais sobre maquininhas de cartão..."]Você sabia que já temos no blog outras análises e comparativos de maquininhas de cartão? Acesse outros textos por aqui: Pop Credicard, SumUp Total, Point Mini e I, SuperGet, Mini Bin, Stone Mais, máquinas Stelo, SumUp Top x Minizinha, SumUp Super x Moderninha, Sipag, Moderninha Smart, Crefisinha, SafraPay, Vero Banrisul, Point Pro, InfinitePay, Maquininha iFood, SumUp On, Izettle.[/toggle]   Quais as inovações de maquininha de cartão? Uma das principais novidades no setor tem sido o pagamento por aproximação, chamado NFC (Near Field Communication). Ele ocorre de diversas formas: o cliente pode pagar com o celular,  relógio, uma pulseira, ou com o próprio cartão (desde que habilitado para tal) apenas aproximando-os da maquininha de cartão. E, sim, no caso é preciso que a máquina tenha suporte para essa tecnologia específica.  Porém, não é difícil encontrar aparelhos com suporte para NFC. Na verdade, ela já está bastante popular e presente em grande parte das máquinas de cartão, embora não em todas. Além das empresas tradicionais, PagSeguro, iZettle, Stone, diversas outras empresa oferecem o serviço.    Em que investir? Quanto ao investimento, se vale ou não a pena, depende. Embora o pagamento por NFC esteja popular, não se tem perdido vendas por causa desse fator. Pelo menos, não ainda. Então, acredito que se o estabelecimento já tenha uma maquineta, não precisará trocá-la por esse motivo. Por outro lado, se ele já vai ter que adquirir uma nova, pode valer a pena sim buscar uma com essa característica adicional. Afinal, também não se sabe como será o mercado daqui a alguns anos.  Mas, para além disso, cada vez mais, as vendas estão ocorrendo no meio digital. Após o dinheiro em espécie ter se tornado quase obsoleto com a popularização dos cartões de crédito e débito há alguns anos, agora é a vez das maquininhas também começarem a ficar para trás. Por exemplo, o pagamento por QR Code, que utiliza apenas o celular, também já pode ser encontrado em diversos estabelecimentos. No entanto, ainda vai levar alguns anos até que as maquininhas sejam substituídas.   E agora? Agora que você já sabe todas as informações mais importantes sobre maquininha de cartão, é hora de colocar em prática. Acesse nosso Simulador de Máquinas de Cartão gratuito para encontrar a melhor maquininha para o seu perfil. Não importa se é a sua primeira maquininha ou se você já tem uma: é muito bom se atualizar das novidades e saber se você não poderia estar pagando menos. Para além disso, deixa um comentário aí embaixo se você ficou com qualquer outra dúvida!
Você está por dentro das novidades do mercado de crédito e das fintech? Com a demanda cada vez maior por empréstimo online, é preciso entender o que tem de novo, para que você possa se beneficiar dos lançamentos no setor. Por exemplo: já ouviu falar no Cadastro Positivo? Ele pode aumentar a possibilidade de conseguir crédito de 40% da população. Quer aprender como usar isso tudo? Então não deixe de ler este texto!   Cred-Tech Brasil 2019: novidades de fintech de crédito O Educando seu Bolso participou, no dia 19 de setembro de 2019, da segunda edição do Cred-Tech Brasil, em São Paulo. De forma geral, trata-se de um evento que visa desenvolver o ecossistema de fintechs de crédito no Brasil, além de apresentar as inovações no setor. Desse evento participaram bancos, empresas de tecnologias, startups... E foram ministradas palestras de instituições de peso, como do Chefe de Divisão do Banco Central. Além de empresas referência em empréstimo, como Creditas, Rebel, Nexoos... Mas calma! Se você não entendeu nada disso, não se preoucupe. Vamos explicar tudo abaixo. Afinal, o importante é saber como tudo isso vai influenciar no futuro do mercado de crédito. Para que, assim, cada vez mais pessoas sejam beneficiadas.   O que é fintech? De forma geral, fintech é uma empresa que oferece serviços financeiros e que está fortemente relacionada com o mundo digital. Mas as fintechs diferenciam-se de bancos, por operarem com custo mais baixo e, em geral, com menos burocracia. Em outras palavras, esse tipo de empresa se utiliza de tecnologia de ponta para prestar serviços financeiros de qualidade. Elas oferecem uma gama variada de serviços. Por exemplo, existem fintechs de crédito, que oferecem empréstimos para pessoa física e jurídica, fintechs de financiamento, planejamento financeiro, entre outros. Neste texto, focaremos nas empresas de empréstimo.   Fintech de crédito e empréstimo online: o que tem a ver? O mundo das fintech está fortemente relacionado com o empréstimo online. De fato, a maior parte das empresas dessa catgoria no setor atuam oferecendo crédito pela internet: seja computador ou até mesmo o celular.   O empréstimo online Em primeiro lugar, o empréstimo online não é uma linha de crédito, e sim uma forma de contratação. Ou seja, assim como você pode contratar empréstimo direto no seu banco, indo até a agência, você também pode contratar crédito sem sair de casa. Isso tem uma série de pontos positivos, como por exemplo: redução da burocracia aprovação de crédito mais rápida praticidade possibilidade de comparar diferentes taxas Fintechs têm ganhado um peso cada vez maior no setor. De fato segundo uma pesquisa realizada pela PwC e ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) no ano de 2019, que contou com a participação de 43 fintechs de crédito, o número de pedidos de empréstimo de pessoas físicas quase dobrou de 2017 para 2018 . E, para pessoa jurídica, o número aumentou mais de 6x. Para mais, as modalidaes são inúmeras: você pode encontrar empréstimo pessoal, empréstimo com garantia, consignado, para empresas... Ou seja, todos que buscam por crédito podem optar pela contratação online. Veja abaixo, algumas das principais opções: [GERENTESONHOS_RANKING_CREDITO_PESSOAL]   O mercado de crédito brasileiro tem problemas... E as fintech buscam, em grande medida, resolvê-los. Na pesquisa realizada pela PwC, as empresas listaram que os principais obstáculos que pretendem superar em relação aos bancos tradicionais são oferecer: (1) aprovação de crédito mais rápida e menos burocrática e (2) melhoria na experiência do usuário. Além disso, cerca de 45 milhões de brasileiros não têm acesso ao sistema bancário e de crédito. Isto é, cerca de 20% da população. Esse, ainda é um problema que as fintechs não estão resolvendo na totalidade, tendo em vista que quase a totalide dos buscam fintechs também poderia procurar empréstimo no seu banco. “Oferecer crédito para quem ainda não existe no sistema financeiro e não tem um demonstrativo de renda é mais complexo. Mas é apenas uma questão de tempo para que as fintechs alcancem também esse consumidor”, afirmou Marcelo Ciampolini, CEO e fundador da Lendico Brasil.   A importância das fintechs na educação financeira Outro grande problema do mercado de crédito brasileiro é a educação financeira deficitária.  Nas pesquisas apresentadas, ficou evidente que os maiores usuários de cheque especial e rotativo do cartão de crédito são pessoas com menor renda e escolaridade. Isso é muito problemático, tendo em vista que essas duas modalidades de crédito apresentam algumas das taxas mais caras do mercado. Além disso, 1 em cada 4 pessoas que busca a renegocioação de dívidas o faz devido ao rotativo do cartão. Daí que vem a importância das fintechs de crédito e de sites como o Educando seu Bolso: educar financeiramente. Para mais, tudo isso está relacionado com os objetivos do governo para um futuro com mercado de crédito mais justo. “Todos queremos juros baixos duradouros, serviços financeiros melhores e a participação de todos no mercado. É o que o Banco Central (BC) chama de democratização financeira.”   O que é Cadastro Positivo? O Cadastro Positivo é uma nova forma de avaliar a relação do consumidor com os compromissos financeiros. É um método que passa a enxergar todo o comportamento do consumidor, e não apenas os “maus comportamentos”.  No Brasil, não existia uma análise de crédito positivo, somente negativo. Ou seja, apenas a falta de cumprimento de compromissos financeiros eram enviados ao Serasa. Agora, o Cadastro Positivo permitirá que o processo de concessão, que tinha muitas vezes um caráter excludente, passe a incluir uma parcela maior da população e assim se torne mais justo com aqueles que tem um bom comportamento.    O que passa a ser levado em consideração no Cadastro Positivo? Pagamento de contas em dia; Contas de luz, água, gás, telefone podem ser avaliados na hora de obter a análise de risco para conceder um novo crédito.     Vantagens do Cadastro Positivo Acredita-se que muitos jovens serão beneficiado com o Cadastro Positivo, uma vez que a maioria não possuía muito histórico bancário. Sendo assim, as movimentações menores realizadas por eles passarão a ser levados em conta. Espera-se também que haja a inserção de 20 milhões de pessoas no mercado de crédito com essa mudança.  Ainda, 40% da população terá seu score aumentado.   
Comprar um carro é um sonho para boa parte dos brasileiros. Assim que chegamos a maioridade, logo pensamos em tirar nossa habilitação. Mas a parte difícil desse sonho é juntar o dinheiro para comprar o carro, ou a moto. Se você quer ter um veículo e não tem o dinheiro para dar entrada em um financiamento, saiba que existe uma opção que pode servir para você: o financiamento sem entrada! Não são todos os bancos que oferecem esse financiamento. E mesmo os que oferecem, não é qualquer cliente que pode contratar um financiamento sem entrada. Geralmente os bancos tradicionais, como Caixa, Itaú, pedem ao menos 10% do valor do veículo como entrada para o financiamento. Isso quer dizer que: se você quiser comprar um carro de R$40.000,00 é preciso desembolsar por volta de R$4.000,00 logo de cara. O que pode ser um pouco caro para quem tem o orçamento mais apertado. Então, nesse texto vamos te ajudar a entender melhor as opções de financiamento sem entrada! Como funciona o financiamento sem entrada? Diferente da maioria dos financiamentos que estamos acostumados a ver no mercado, o financiamento sem entrada permite que você divida o valor integral do carro em parcelas. O que quer dizer que quando você compra o carro sem entrada, você não precisa dar nenhuma quantia logo de cara.   Onde fazer o financiamento sem entrada?  Existem algumas instituições que fazem o financiamento sem entrada, veja abaixo: Concessionárias e Lojas de Veículos Você já deve ter visto algumas concessionárias oferecendo financiamento sem entrada. Mas não são muitos bancos que oferecem essa modalidade de crédito. No caso das concessionárias e das lojas de carros existe um truque, que faz com que esse financiamento seja possível. Quando se trata de carros usados, as concessionárias passam para os bancos um valor mais alto do que o carro realmente vale, e a quantia excedente serve como a entrada.  Vamos imaginar que você queira financiar um carro que custa R$30.000,00, mas o banco pede pelo menos 15% de entrada. Nesse caso, a loja ou concessionária passa a informação para o banco de que o carro vale R$35.000,00. O valor extra, R$5.000,00, será usado como entrada. Ou seja, você não teve, de fato, que dar uma entrada, mas, para o banco você deu uma entrada de 15%.  Por isso, é mais fácil conseguir fazer esse tipo de financiamento em uma loja ou em uma concessionária do que em um banco. Essa prática é mais comum na compra de carros usados, pois nesse caso é mais difícil a valoração do automóvel. Agora, se você está pensando em comprar um carro novo, provavelmente a sua melhor opção será procurar um banco.     Motoristas de aplicativo de carona Se você trabalha na Uber, 99 pop ou Cabify, as condições podem ser boas. Algumas lojas oferecem financiamento sem entrada exclusivamente para esse público. Invest Car e X Car, por exemplo, oferecem condições diferenciadas para motoristas de aplicativo.    Bancos  O Banco do Brasil faz o financiamento sem entrada, mas não é fácil de conseguir. Além disso pode não ser a melhor opção para você. No caso do Santander, dependendo do seu score, também é possível fazer um financiamento sem entrada. O banco não oferece essa modalidade de financiamento para todo mundo. Para fazer a simulação é preciso colocar o seu CPF e sua data de nascimento para que, desse modo, eles possam checar o seu score e assim oferecer, ou não, o financiamento sem entrada. O Bradesco também oferece esse tipo de financiamento se o carro for 0km, mas como nos demais, é necessário ter o perfil aceito pelo banco.  Nos outros bancos não é possível financiar 100% do valor do veículo. A maioria dos bancos pedem alguma porcentagem de entrada. O Itaú, por exemplo, exige 10% do valor do veículo na entrada.    Análise do perfil do cliente Mas, pode surgir a dúvida: quem consegue fazer o financiamento sem entrada pelo banco? Mesmo que o banco trabalhe com essa modalidade de crédito, ele não oferece esse financiamento para todos os clientes. Os bancos são cuidadosos e não querem levar prejuízo. Por isso, eles fazem uma análise criteriosa de perfil, então para esse tipo de crédito ser liberado é preciso que o cliente tenha um bom score de crédito.   Vantagens do financiamento sem entrada  A grande vantagem de fazer um financiamento sem entrada é poder ter acesso ao veículo sem ter que esperar um tempo para acumular uma reserva financeira. Ou seja, você não precisa ter dinheiro guardado para sair com o carro da concessionária. Para alguns, esse financiamento pode ser uma maravilha. Por exemplo, se você precisa do carro imediatamente e não possui nenhuma reserva financeira para dar de entrada, essa modalidade de financiamento é uma boa maneira de solucionar esse problema. Mas fique atento, comprar carro sem entrada deve ser sua última opção por causa dos preços.   Desvantagens do financiamento sem entrada Se por um lado você pode ter o carro imediatamente, por outro, o preço do financiamento pode pesar bastante no orçamento.  Para começar, as taxas de juros em um financiamento sem entrada são mais altas do que em um financiamento tradicional. Em alguns casos, as taxas de juros podem ser um pouco parecidas, mas o preço total pago aumenta bastante pois o valor financiado é maior quando você não dá entrada. Vamos imaginar que Ou seja, se o financiamento para um carro de 35 mil não tiver entrada, o valor financiado será o mesmo: 35 mil. Mas se existir uma entrada de 5 mil, o carro custará R$35.000,00 mas valor financiado será de apenas 30 mil. Isso mostra que mesmo se os juros não forem muito diferentes, a incidência de juros em um montante maior, fará com que o volume total pago seja, consequentemente, maior.    Financiamento sem entrada X com entrada Fizemos uma simulação do financiamento sem entrada e uma simulação de um financiamento com 20% de entrada.  Simulamos um veículo de R$ 35.000,00 por um período de 48 meses, no Banco Santander. Na primeira situação (sem entrada) a parcela seria de R$1.084,33, o que daria um total de R$52.047,84. Mas, se você der uma entrada de 20%, R$7.000,00, que representa pouco mais de 6 parcelas do primeiro financiamento, o valor da parcela cairia para R$853,88. Desse modo, ao final do período de 48 meses você teria gasto R$47.986,24. Além de ter pago quase 5 mil reais a menos do que no financiamento sem entrada, você possuiria uma parcela menor. Com essa diferença, você poderia pagar os outros custos do carro.  Afinal, como você já deve saber, um carro te traz uma série de outros custos.  Veja a tabela de comparação:   Financiamento sem entrada 20% de entrada CET  1.75% a.m. 1.67% a.m. Entrada - R$ 7.000,00 Valor das parcelas R$1.084,33 R$853,88 Valor total pago  R$52.047,84 R$47.986,24   As taxas mudam dependendo da entrada. Ou seja, quanto maior a entrada, menor os juros do financiamento. Sendo assim, é importante lembrar que quanto maior é a entrada, menor será o valor total pago.    Não consegui meu financiamento sem entrada. E agora? Quando você não consegue fazer um financiamento sem entrada, outras opções aparecem: Dividir a entrada Dividir o valor da entrada no cartão de crédito pode ser uma opção.  Visando aumentar o número de vendas, algumas locadoras estão aceitando que o valor da entrada seja dividido em 10, ou até em 12 vezes no cartão de crédito. A Localiza e a Unidas, são algumas das empresas que estão oferecendo esse meio de pagamento. O uso do cartão de crédito precisa ser algo muito bem calculado e controlado. Pois os juros nesse tipo de crédito são enormes. Por isso, tome muito cuidado se essa opção te pareceu atrativa. Lembre-se que além das parcelas da entrada, você estará pagando a parcela do financiamento. Além disso, terá despesas com outros custos do carro.   Consórcio Se você só consegue economizar dinheiro quando tem que pagar um boleto e não tem pressa para pegar o veículo, talvez o consórcio possa ser uma boa opção para você. Pois, nesse sentido o consórcio funcionará como uma poupança forçada. Mas se você tem disciplina para separar uma quantia todo mês, aplicar em um bom investimento pode fazer com que você compre seu carro muito mais rápido! É sempre importante pesquisar a melhor maneira de adquirir seu carro para economizar!   Carro por assinatura  Outra saída que pode ser muito vantajosa, dependendo do seu caso, é o carro por assinatura. Essa modalidade é um tipo de aluguel de carro. Pode ser difícil aceitar a ideia de que o aluguel, em alguns casos, é a melhor opção, mas realmente vale a pena comparar, você pode se surpreender.    Na ponta do lápis Economicamente, o financiamento sem entrada realmente não é a melhor opção. Por isso, é muito importante ter certeza de que você realmente precisa do carro, e não é só um capricho. Caso você possa adiar alguns meses a compra, adie! Não comprometa seu bolso com dívida maiores do que o necessário.  De qualquer forma, a melhor maneira de economizar e de adquirir seu veículo é comparando. Não deixe de visitar concessionárias e bancos, veja qual instituição te oferece as melhores taxas. É importante comparar pois as taxas variam e dependendo do seu caso, você pode conseguir melhores taxas nos bancos, ou nas concessionárias. Você também pode usar nosso Simulador de Financiamento de Veículo, lá é possível comparar o valor de cada banco! Qualquer dúvida ou sugestão deixe aqui nos comentários!  
Todos nós sabemos da importância de economizar dinheiro na caminhada rumo à tão sonhada liberdade financeira. Isso requer atenção diária, de diferentes formas. Por um lado, é importante cuidar dos gastos maiores, geralmente mensais, dos diversos serviços que contratamos. Por outro, é fundamental ficar atento aos pequenos gastos do dia a dia, os quais são menores, mas, quando se acumulam, podem fazer um estrago no orçamento. E, pior: muitas vezes sem nos trazer bem-estar algum. Vigiar nossos gastos é semelhante a cuidar do nosso peso. Quem precisa emagrecer, precisa controlar a alimentação. Da mesma forma, quem precisa melhorar sua condição financeira, precisa economizar dinheiro. Tanto uma coisa quanto a outra parecem um sacrifício, sendo que costumamos desanimar antes mesmo de começar. Mas, não precisa ser assim. Pelo contrário, a simples sensação de fazer algo por nós mesmos, por nossa saúde – física ou financeira –, deve gerar prazer. Devemos sempre lembrar, ainda, que cuidar bem do futuro pode melhorar também o presente. Continue lendo este texto e descubra diferentes tip ferramentas para utilizar no controle das finanças e maus hábitos que precisam ser evitados para economizar dinheiro. Maneiras simples de economizar dinheiro 1. Anotar Existem diversas maneiras de organizar e cuidar do nosso orçamento. Desde formas bem simples e antigas até ferramentas modernas e tecnológicas. A maioria delas, no entanto, têm uma coisa em comum: partem do pressuposto básico de anotar tudo o que se gasta, tendo em vista que economizar dinheiro só é possível quando sabemos como realizamos nossos gastos. Papel e caneta A forma mais simples e antiga de se controlar gastos requer apenas caderno e caneta. Uma calculadora simples também ajuda. Consiste simplesmente em anotar as informações básicas sobre os gastos, à medida em que acontecem. Ao final do mês, é preciso organizar as anotações em grupos de despesas, para enxergar mais facilmente os gastos. O método 4A, que apresentaremos neste texto, pode ser feito com papel e caneta. 2. Planilha eletrônica O controle por meio de planilhas eletrônicas – como o Excel – começou como uma evolução do método anterior. As primeiras planilhas de controle financeiro eram semelhantes às anotações em caderneta, apenas utilizando recursos de soma e subtração automáticos. Com o tempo, tornaram-se mais sofisticadas, oferecendo recursos como a organização das despesas em grupos. Hoje em dia, uma rápida pesquisa no Google apresenta dezenas de modelos diferentes, para todos os gostos. 3. Aplicativos Com a popularização dos smartphones, surgiram também os aplicativos de controle financeiro., os quais representam um grande avanço, pois, além da praticidade de estarem sempre em nosso bolso, possibilitam integração com diversas fontes. Por exemplo, com a própria conta bancária e a fatura do cartão de crédito. Além disso, assim como as planilhas eletrônicas, também podem fazer o agrupamento automático das despesas. Afinal, qual é o melhor? Como você deve imaginar, não existe uma solução que seja boa para todos. Cada pessoa precisa escolher o método mais adequado. A sugestão é que você comece logo. Aos poucos, vá adaptando, modificando seu método ou procurando outras ferramentas. Se você tem alguma familiaridade com planilhas eletrônicas, pesquise algumas já prontas na internet. Se você gosta de usar aplicativos, procure algum que seja totalmente gratuito – não apenas a instalação, mas a utilização também. Mas, se não gosta de nada disso, use a boa e velha caderneta. Inclusive, o método apresentado abaixo é ideal para isso. Confira:   Método 4A O Método 4A é uma forma simples e eficiente de controlar o orçamento doméstico. Ele tem esse nome porque consiste em praticar 4 verbos começados com a letra A: Anotar, Agrupar, Avaliar e Agir. Anotar O primeiro passo é anotar tudo o que se gasta. As informações mais importantes são: Data da despesa; Descrição; Valor; Forma de pagamento.  “Mas é preciso anotar tudo, TUDO mesmo? Até aquele cafezinho de R$ 0,50?”. É preciso fazer um exercício de reflexão, disposição e autoconhecimento. Uma pessoa que faz muitos gastos com cartão de débito e de crédito já está com meio caminho andado. Os cartões registram automaticamente os dados de cada despesa feita. Se essa pessoa só utiliza dinheiro em espécie para esses pequenos gastos, ela pode simplesmente anotar em sua planilha “pequenos gastos”. Por outro lado, quem prefere pagar despesas em geral em dinheiro, precisa prestar atenção em como faz esses gastos. Pode, por exemplo, anotar individualmente as despesas mais importantes e deixar o cafezinho como “pequenos gastos”. Em ambos os casos, se esses “pequenos gastos” começarem a ficar significativos demais, é preciso rever o método de anotação. Conforme abordado, o importante é começar. Não espere de si mesmo perfeição logo no início. Tenha atenção, disposição e vá adaptando sua rotina, em busca da melhor forma de anotar. Agrupar Se você anotar todos os gastos que faz diariamente, quando chegar ao fim do mês, terá uma lista com muitas dezenas de anotações. Para conseguir interpretar tudo isso, é necessário reunir os gastos semelhantes em grupos. Por isso, o segundo passo do Método 4A é agrupar. Isto é, criar grupos de despesas que vão representar todos os gastos da família. Os grupos variam de família para família. Geralmente, 5 ou 6 grupos são suficientes. Veja o exemplo abaixo: 1) Casa: gastos relacionados à manutenção da casa e da família, como conta de água, energia elétrica, prestação da casa, plano de saúde, mensalidade da escola, farmácia, semanada, mesada; 2) Alimentação: padaria, mercado, sacolão, restaurantes; 3) Transporte: gasolina, ônibus, táxi, IPVA, manutenção do carro; 4) Vestuário: roupas, sapatos, acessórios, salão de beleza; 5) Diversão: passeios, viagens, cinema, bares. Ao final do mês, basta somar o total dos gastos com cada grupo para saber o peso de cada um nas despesas da casa. Avaliar O agrupamento permite ver com clareza para onde vai o dinheiro da família. Então, é hora do terceiro passo: avaliar, isto é, refletir sobre esses números. Para isso, é necessário questionar: As despesas estão compatíveis com seus rendimentos e seus planos para o presente e o futuro? Em algum dos grupos de despesas, os gastos estão além do razoável? Dentro de cada grupo, quais despesas estão mais elevadas? São necessárias mudanças de atitudes para reduzir despesas ou aumentar ganhos? Agir O último passo do Método 4A é Agir. Colocar em prática as mudanças necessárias, identificadas no passo anterior, visando economizar dinheiro e evitar desperdícios. Também nesse passo é necessária disposição. Mudar atitudes não é fácil. Mas, sendo necessário, é preciso ser feito o quanto antes. E, pode acreditar: geralmente é menos difícil do que parece, e os resultados podem aparecer logo nos primeiros dias. Para te ajudar, preparamos uma planilha que pode ser usada para as anotações e o agrupamento das despesas. Faça o download gratuito clicando aqui! Hábitos que atrapalham a economizar dinheiro Quando o orçamento é devidamente organizado, é possível identificar com mais facilidade os maus hábitos financeiros. Nesse sentido, listamos abaixo alguns desses maus hábitos que podem nos impedir de economizar dinheiro. Confira: 1. Aplicativos de compra instalados no smartphone Se você tem aplicativos de redes sociais instalados em seu celular, sabe que eles são uma tentação. É comum passar grande parte do tempo conferindo se chegaram notificações. E, mesmo quando não chegam, costumamos acessar o aplicativo só para ver o que está acontecendo. Nesse sentido, muitas pessoas têm desenvolvido esse mau hábito com aplicativos de compras! A pessoa, enquanto aguarda atendimento na sala de espera de um médico, por exemplo, abre o aplicativo para ver as novidades. E aí, quando vê algo atraente, acaba comprando. Alguns dos tipos de aplicativos mais propensos a causar esse mau hábito são aqueles de roupas e acessórios, livros, artigos de segunda mão e comida. Você tem algum desses tipos de aplicativos e já fez compras por impulso por meio dele, prejudicando o seu orçamento? Se sim, desinstale! 2. Levar uma maior quantidade porque o preço parece compensar Esse é um mau hábito que não sai de moda. Uma das formas clássicas de cometê-lo é na hora de comprar pipoca no cinema, por exemplo. Geralmente, existem pelo menos três opções disponíveis: a pequena,  a média e a grande. Porém, a diferença de preço entre elas não é tão grande, então o cliente fica tentado a levar a maior. Levar quantidades maiores é muito indicado quando você realmente precisa do produto e vai usá-lo de forma integral. Por exemplo: produtos de higiene e limpeza no supermercado. Sendo assim, é importante ficar atento a ofertas, uma vez que, além de economizar dinheiro, você ganha tempo por não precisar comprar novamente aquele item tão cedo. No entanto, com outros produtos – especialmente comida – este hábito deve ser evitado. Procure avaliar bem a quantidade do produto que você realmente quer ou precisa, antes mesmo de ver o preço das opções. 3. Telefonia, internet e TV por assinatura Quando nos acostumamos às nossas operadoras de serviços de telecomunicações, temos tendência a não querer trocá-las, visto que já nos habituamos ao perfil do pacote, aos serviços, à fatura, ao aplicativo. Mas, quem realmente quer economizar dinheiro, precisa avaliar se realmente compensa manter os serviços, visto que, muitas vezes, mudar de operadora pode proporcionar economia de dezenas, ou até centenas de reais por mês. Portanto, a recomendação é que, pelo menos uma vez ao ano, as pessoas façam uma pesquisa entre as operadoras de telecomunicações. Frequentemente, há promoções para portabilidade, com pacotes mais baratos ou mais completos. 4. Planos de saúde Raciocínio semelhante vale para os planos de saúde. Inclusive, a resistência a mudar de plano costuma ser ainda maior. Mas, não precisa ser assim, tendo em vista que os diferentes planos de saúde costumam aproveitar as carências de quem muda de operadora. Confira o nosso post sobre o que se deve saber antes de contratar um plano de saúde. Veja, ainda, nosso artigo sobre clínicas populares. 5. Tarifas bancárias Hoje em dia é cada vez mais possível ter uma conta bancária com todos os serviços que você precisa, pagando pouco ou até mesmo nada. Se você ainda não conhece nosso Simulador de Contas Digitais, visite agora mesmo! Mesmo se você não conseguir desvincular-se totalmente do seu banco tradicional, pode tentar contratar o pacote mais barato. E, ainda, complementar os serviços por meio de um banco digital gratuito. 6. Dívidas Você tem dívidas com instituições financeiras? Saiba que é possível economizar dinheiro gerenciando bem essas operações. Afinal, existe portabilidade também para o crédito. Com o aumento da concorrência, há muitas instituições financeiras – não apenas bancos – dispostas a aceitar operações de crédito em andamento. Saiba como a portabilidade de crédito pode te ajudar a economizar dinheiro! 7. Alimentação fora de casa Antigamente, era muito comum que todos os membros da família almoçassem e jantassem juntos diariamente. Hoje em dia isso é cada vez mais raro. Excesso de atividades e falta de tempo fazem com que as pessoas precisem buscar soluções práticas para a alimentação diária. Marmita Cada vez mais pessoas têm aderido ao hábito de levar marmita para o trabalho. Esta é uma solução que pode ser mais saudável, confortável, saborosa e barata. E, como se não bastasse, todas essas vantagens ainda podem te ajudar a economizar dinheiro. Lanches no trabalho Se levar marmita ainda é difícil para você, que tal levar pelo menos o lanche? Melhor do que ir até a lanchonete todos os dias, não? Melhor, mais saboroso, mais saudável e mais barato. Empresas também têm providenciado locais para seus colaboradores lancharem. E não é necessária muita parafernália. Em muitos casos, uma geladeira, cafeteira, uma sanduicheira e um forno de micro-ondas resolvem a questão. Comida pronta no supermercado Quem mora sozinho, sabe a dificuldade que é preparar refeições para uma só pessoa. Uma opção, então, é comprar alimentos em porções individuais, que empresas especializadas – ou os próprios supermercados – fornecem. O problema é que, geralmente, elas saem caras. Uma solução, então, seria encontrar pessoas na mesma situação e que possam compartilhar os custos e o trabalho de se preparar refeições. Já procurou saber se algum vizinho ou colega de trabalho se disporia a tentar essa interessante forma de cooperativismo? Comida pronta via aplicativo Uma das características das paisagens urbanas modernas é a proliferação dos entregadores de refeições.  Por trás deles, dezenas de empresas de logística gerenciam esse leva-e-traz. E por trás dessas empresas, centenas de restaurantes. Muitas vezes, é prático, saboroso e pode até não sair caro. Mas, quando se torna um hábito frequente, pode não ser saudável, em vários sentidos. Bebida em restaurante Você é daquelas pessoas que bebe algo durante a refeição todos os dias? Será que você realmente precisa disso, ou será que vem apenas cultivando um hábito? Alguns nutricionistas dizem que esse hábito não é saudável, pois prejudica a digestão, mas outros dizem que não faz mal. Independentemente da questão da saúde, o fato é que não sai barato. Se você tem esse hábito e quer economizar dinheiro, é indicado fazer um cálculo: multiplique o preço médio da bebida pelo número de dias da semana em que você trabalha. Agora, multiplique isso por 50. É mais ou menos o que você gasta todos os anos apenas com bebida na hora do almoço. Está barato? Economizar dinheiro: é só começar! Todos nós conseguimos economizar dinheiro, basta querer e ter atenção. No início, pode parecer difícil, mas, acredite, não é tanto assim. Basta começar, e os resultados positivos logo virão. Um dos primeiros efeitos é o autoconhecimento, isto é, conhecer os próprios hábitos – os bons e os ruins – e enxergar com clareza o que pode ser melhorado.
A Caixa Econômica Federal anunciou recentemente uma mudança importante nas regras para o financiamento de imóveis: o saldo devedor dos contratos será reajustado por um índice de inflação. Nas regras atuais, o indexador é a Taxa Referencial – TR. Nos contratos firmados segundo as novas regras, os juros serão mais baixos. A taxa terá um teto de 4,95%, podendo chegar a até 2,95%. Segundo a Caixa, a modalidade conforme as regras antigas – reajustado pela TR – continuará disponível para contratação. Então, quem pretende contratar um financiamento de imóveis deve estar se perguntando o que compensa mais, a regra antiga ou a nova. Continue lendo este post e entenda melhor as mudanças! O que mudou? A grande dificuldade em comparar as duas modalidades é a introdução de um elemento novo na análise. Na regra antiga, o principal elemento a ser levado em conta era a taxa de juros. Agora, é preciso avaliar a forma de reajuste do saldo devedor. Veja só: Na regra antiga, as taxas de juros variam de 8,5% a 9,75% ao ano. O saldo devedor é corrigido pela TR, cujo valor é zero há mais de 2 anos. Ou seja, na prática, o saldo não tem sido corrigido. Na regra nova, as taxas de juros variam entre 2,95% e 4,95% ao ano. Mas, o saldo devedor será corrigido pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. A projeção deste índice para 2019 é de 3,65%, segundo o Banco Central divulgou recentemente no Boletim Focus. É claro que os dados acima – especialmente a correção do saldo devedor – são baseados em um cenário de inflação baixa. A grande questão é que um contrato de financiamento de imóveis é uma dívida de longo prazo. Então, o que os pretendentes ao crédito imobiliário precisarão levar em conta na hora de decidir? Primeiramente, é válido recordar como funciona o financiamento imobiliário. Financiamento de imóveis: como funciona? O crédito imobiliário, como todo financiamento, é uma operação na qual o cliente não põe a mão no dinheiro. A instituição financeira repassa o valor diretamente para o vendedor, e passa a ser credora do comprador. Este assume uma dívida – geralmente de longo prazo – com uma série de regras bem definidas. Acesse nosso Simulador de Financiamento Imobiliário e descubra as melhores opções para o seu caso. SAC x Price Uma das principais decisões que o cliente deve tomar antes de assumir a dívida é quanto à forma de amortização. Existem, basicamente, dois sistemas: o Sistema de Amortizações Constantes – SAC e o Price. O SAC, como o nome indica, é o sistema em que as amortizações mensais – a parte da prestação destinada a reduzir o saldo da dívida – são constantes. Com isso, as prestações começam com um valor mais alto e vão se reduzindo com o passar do tempo. Isto porque, à medida que o saldo devedor diminui, os juros também vão diminuindo. No Price, por sua vez, as prestações são constantes. As amortizações mensais começam bem curtas, e vão subindo aos poucos, à medida que os juros caem. Veja nas figuras a seguir a representação de um financiamento de R$ 200.000,00, por 360 meses, à taxa de juros de 8,5% ao ano:     As barras azuis representam as amortizações mensais e as vermelhas representam os juros. Repare que, no Price, as somas entre amortizações e juros resultam em prestações iguais a cada mês. E, no SAC, resultam em prestações decrescentes. A grande vantagem do Price é ter prestações iniciais menores. Isso facilita a aprovação do crédito imobiliário, já que a prestação compromete menos a renda do mutuário. Nesse sentido, para famílias com renda mais baixa, o Price pode ser a única forma de ter acesso ao financiamento de imóveis. A grande vantagem do SAC, por outro lado, é que, no final das contas, o valor pago em juros é mais baixo. Porém, para quem pretende adiantar o pagamento das prestações sempre que possível, reduzindo o prazo do contrato, o Price pode até sair mais barato. Se este é seu caso e você quiser ajuda para tomar essa decisão, o Educando Seu Bolso pode ajudar. Entre em contato conosco! SFH, SFI, Pró-cotista e Minha Casa, Minha Vida Essas são as 4 principais linhas de crédito do financiamento de imóveis. Veja as principais características de cada uma: 1. SFH – Sistema Financeiro da Habitação Destinado à compra de imóveis residenciais urbanos no valor de até R$ 1,5 milhão. Nesse caso, o financiamento não pode representar mais de 80% do valor do imóvel. Geralmente, possui taxas de juros menores que as do SFI. 2. SFI – Sistema Financeiro Imobiliário Destinado à compra de imóveis que não se enquadrem nas regras do SFH. Por exemplo, possuir valor superior a R$ 1,5 milhão. 3. Pró-Cotista do FGTS O mutuário precisa ter, no mínimo, 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Além disso, ter contrato de trabalho ativo ou saldo no FGTS de, no mínimo, 10% do valor do imóvel. As taxas de juros do Pró-cotista costumavam ser mais baixas que as do SFH e do SFI. Na prática, porém, isto nem sempre tem ocorrido. 4. Minha Casa, Minha Vida Destinada ao financiamento de imóveis para famílias de baixa renda. Amortização extraordinária Um dos principais componentes de uma boa estratégia para financiamento de imóveis é a possibilidade de realizar amortizações extraordinárias. Isto é, efetuar pagamentos além das prestações mensais regulares, de modo a reduzir o saldo devedor. Com isso, o mutuário pode escolher entre reduzir o prazo do contrato ou o valor das prestações. Esta regra é muito importante, visto que permite que a família contrate o financiamento de imóveis com prazo mais longo e prestações que caibam em seu orçamento. E depois, conforme a capacidade de poupança e a disciplina da pessoa, ela pode realizar amortizações extraordinárias para reduzir o prazo do contrato. Ou então, permite que a família contrate o financiamento com prazo mais justo e prestações mais elevadas. E, depois, realize as amortizações extras visando aliviar as prestações. As possibilidades são inúmeras. Por isso, o Educando Seu Bolso lançou o Relatório de Amortização. Ele indica a melhor estratégia financeira para quem tem um contrato de financiamento de imóveis em andamento. Com o ele, portanto, o mutuário descobre a melhor forma de utilizar aquele dinheiro que vem guardando para a amortização extraordinária. Se você tem um financiamento de imóvel ativo, vale a pena conhecer o Relatório de Amortização. Composição da prestação Uma prestação de financiamento de imóvel tem, basicamente, quatro componentes: Amortização mensal. É a parte da prestação destinada a, de fato, reduzir o saldo devedor da dívida. Quanto menor o prazo, maior é a amortização mensal. Consequentemente, o saldo devedor diminui mais rapidamente, e o mutuário paga menos juros. Juros. É o preço do aluguel do dinheiro emprestado pela instituição financeira. Todos os meses é cobrado um valor correspondente à taxa de juros aplicada ao saldo devedor do contrato. Seguros. Praticamente todos os contratos de financiamento de imóveis trazem, em suas prestações, a cobrança de dois tipos de seguro. Um deles é o MIP – Morte ou Invalidez Permanente. Ele quita o contrato de financiamento no caso de morte ou invalidez do responsável pelo pagamento. O outro seguro é o DFI – Danos Físicos ao Imóvel. Ele cobre danos como incêndio, raio, explosão, alagamento e outros. Taxa de Administração. A maioria das instituições financeiras cobra uma taxa de administração em cada prestação do contrato de financiamento de imóvel. Geralmente, este valor é de R$ 25,00. No entanto, há uma grande controvérsia sobre esse assunto, e têm sido frequentes as decisões judiciais favoráveis aos mutuários que questionam esta cobrança. O Educando Seu Bolso pode ajudar nisso também. Se você tem um financiamento de imóvel e quer questionar a cobrança da taxa de administração, solicite uma análise gratuita. Há, ainda, um quinto componente que, recentemente, não aparece tanto, mas que já causou muitas dúvidas em nossos leitores: a TR. TR A TR – Taxa Referencial foi criada nos anos 1990 e tinha como objetivo combater a inflação. Os anos se passaram, veio o Plano Real, a hiperinflação acabou e a TR se modificou. Como o cálculo é muito complexo, por ora basta dizer que, em um financiamento de imóvel, ela é utilizada para corrigir o saldo devedor. Seu valor é bem mais baixo que o da inflação. Para se ter uma ideia, em 2015, quando a inflação estava na casa dos 10% ao ano, a TR era de pouco mais de 2%. E, desde agosto de 2017, seu valor é zero. Uma taxa de 2% ao ano pode parecer pouco. Porém, quando aplicada a valores altos, como o saldo devedor de um financiamento de imóvel, o estrago pode ser grande. Era comum nossos leitores perguntarem por que seu saldo devedor caía menos que o valor de sua amortização mensal. A culpa era da TR. A amortização mensal de uma prestação reduzia o saldo devedor em, por exemplo, R$ 500,00. Mas, logo em seguida, vinha a TR e devolvia R$ 200,00 ao saldo. Com a TR valendo zero há mais de 2 anos, isso felizmente não acontece mais. O que é melhor? TR ou IPCA? Em primeiro lugar, é importante alertar que tem sido publicada informação incorreta, que induz o cidadão ao erro. Alguns veículos de imprensa divulgaram que o IPCA será componente da taxa de juros, o que não é correto. Ele será usado na correção do saldo devedor. Isso faz toda a diferença. O site da Caixa permite comparar o comportamento de um financiamento de imóvel, caso seja corrigido pela TR ou pelo IPCA. O usuário informa o valor financiado e o prazo, e o site simula as duas possibilidades. Na primeira, consideram-se juros de 3,95% ao ano e IPCA de 3,80% para corrigir o saldo devedor. Na segunda, consideram-se juros de 8,50% ao ano e TR de 0% na correção do saldo. Em ambas não são considerados valores de seguro e de taxa de administração. O simulador é bastante útil, mas não permite uma análise muito aprofundada. Então, com base em uma pesquisa aprofundada, consideramos outros valores para o IPCA e a TR. O resultado foi o seguinte: para IPCA a partir de 3,04%, é mais vantajoso o financiamento de imóvel corrigido pela TR. Ou seja, a regra antiga. Apenas para inflação abaixo deste valor é que a regra nova compensa mais. Isto significa que, caso opte pela regra nova, o mutuário precisará torcer para que a inflação permaneça bem baixa durante um bom tempo. Mas, atenção: esta análise vale para comparação entre contratos com juros de 3,95% (regra nova) e 8,5% (regra antiga). Caso o cidadão consiga taxa de juros de 2,95% pela regra nova, por exemplo, esta será mais vantajosa até em cenários com inflação um pouco mais alta. Afinal, qual regra é a melhor? Para que a regra nova seja mais vantajosa que a antiga, é necessário que ocorram pelo menos alguns dos seguintes fatos: A inflação permanecer baixa; As taxas de juros dos financiamentos pela regra nova serem as mais baixas possíveis – próximas aos 2,95%; As taxas de juros disponíveis para os financiamentos pela regra antiga estarem próximas do teto de 9,75%; Seguros, taxas de administração e outros custos indiretos – como manutenção de conta corrente e cartão de crédito – serem muito elevados. Caso nada disso ocorra, é bem provável que os financiamentos pela regra antiga – com correção pela TR – compensem mais. Será necessário acompanhar as condições que serão de fato oferecidas pela Caixa para novos contratos – com a regra nova ou com a antiga. E, ainda, observar o que as demais instituições financeiras farão diante das mudanças aqui apresentadas. Aconteça o que acontecer, uma regra básica não mudará: a necessidade de que os pretendentes a financiamento de imóvel avaliem com muito cuidado as condições do seu contrato. É fundamental negociar com as instituições financeiras, a fim de conseguir a melhor taxa de juros possível. E, tão importante quanto isso, é necessário contratar o crédito na modalidade correta e com prazo adequado às suas condições. Se interessou pelo assunto? Confira gratuitamente  o nosso Simulador de Financiamento Imobiliário! Tem dúvidas? Acesse nosso post sobre as dúvidas mais comuns em relação ao assunto de financiamento imobiliário, ou deixe nos comentários que nós respondemos!  
O sonho de estudar em uma universidade pode parecer distante para algumas pessoas. Nas universidades públicas, a concorrência para ingressar é imensa e, nas privadas, o preço da mensalidade é muito alto. Entretanto, programas de financiamentocomo as do FIES, do Pravaler e de alguns bancos, ajudam a tornar realidade o desejo de cursar o ensino superior. São opções que podem viabilizar os estudos de quem não consegue arcar com as prestações à vista. O assunto sobre financiamento estudantil nasceu a partir do comentário de um leitor no blog. Ele queria saber especificamente sobre o financiamento para o curso de Medicina, que é, provavelmente, o mais longo e caro entre todos os cursos superiores.   A dúvida do leitor “Boa tarde. Dei uma lida sobre os financiamentos para o curso de Medicina e, ainda sim, estou com algumas dúvidas. Nas perguntas anteriores sobre financiamento privado de Medicina, o blog alegou não achar tão válido, devido à dívida. Concordo até o certo ponto, quando a pessoa possa fazer o curso sem o financiamento (caso tenha conseguido ProUni, Fies ou SISU). No meu caso, estou em busca de faculdade particular de Medicina (em qualquer estado, sou de Belo Horizonte) em que haja o financiamento. Existem várias faculdades, inclusive em BH, que financiam. Sendo assim, minhas perguntas são: 1) Como funcionam e quais são os financiamentos para Medicina? 2) Muito se diz do Bradesco e Pravaler em que se tem o dobro do prazo, ou seja, financia um semestre e tem 12 meses para pagar. No meu caso, meu pai consegue arcar com R$ 5 mil mensais e teria que financiar o restante. Neste caso, ele irá financiar metade do curso durante os 6 anos. Alegam financiamento do curso inteiro, mas como seria esse financiamento, já que eu pego 6 meses e tenho 12 meses para pagar? O valor se acumula? Exemplo: R$ 8 mil mensais. Meu pai financia R$ 4 mil (R$ 24 mil o total por semestre). Ele teria que pagar esse valor antes de eu me formar? Lucas”. Financiamento estudantil para Medicina As principais instituições pesquisadas não oferecem informações claras em seus sites. Foi preciso telefonar, tentar contato via chat e até visitar pessoalmente uma das instituições. Ainda assim, não foram obtidas todas as informações desejadas de forma objetiva e clara. Outro fator observado é que as condições dos programas mudam com certa rapidez, havendo informações antigas misturadas com novas, dentro dos próprios sites dos programas. Por isso, é recomendável que os dados relatados aqui sejam checados junto às instituições. Tem interesse em contratar um empréstimo mas não sabe qual é a melhor opção para você? Acesse nosso Simulador de Empréstimo Pessoal e descubra! FIES O FIES – Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Ministério da Educação, criado pela Lei nº 10.260, de 2001, e tem como objetivo financiar a graduação de estudantes em faculdades privadas. Pode concorrer a uma vaga no FIES quem participou de alguma edição do ENEM a partir de 2010, tendo obtido nota média a partir de 450 pontos, e nota superior a zero na redação. Regras As principais regras do FIES, definidas a partir de 2015, são as seguintes: Taxa de juros de 6,5% ao ano; Após a conclusão do curso, o aluno tem 18 meses de carência para começar a pagar o financiamento; Durante o curso, o aluno paga apenas uma pequena prestação trimestral (de R$ 50 a R$ 150); Operado por instituições financeiras federais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal). A partir de 2018, porém, houve modificações, e o programa foi dividido em 3 modalidades: FIES 1, para alunos com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos. Não cobra taxa de juros. O aluno começa a pagar as prestações com parcelas de até 10% da sua renda mensal; FIES 2, para alunos com renda familiar per capita de até 5 salários mínimos. Destinado a moradores das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. A taxa de juros é de 3% ao ano, mais a correção monetária. O aluno também começa a pagar as prestações com parcelas de até 10% da sua renda mensal; FIES 3, também chamada de P-FIES, para alunos com renda familiar per capita de até 5 salários mínimos. Esta modalidade é operada também por instituições financeiras privadas. Por isso, a taxa de juros pode variar. Ressalta-se que é possível requerer financiamento apenas parcial da mensalidade, o que responde, inclusive, a uma das perguntas do Lucas, que queria saber se poderia financiar parte dos custos e arcar com a outra parte por conta própria. Prouni O Prouni – Programa Universidade Para Todos é um programa do Ministério da Educação que concede bolsas de estudo integrais ou parciais de 50% em instituições de ensino superior privadas. Os requisitos para pleitear uma bolsa do Prouni são: ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública; ter cursado o ensino médio integral ou parcialmente em escola; privada, como bolsista integral da própria escola; ser pessoa com deficiência; ser professor efetivo da rede pública de ensino, integrante do quadro permanente da instituição pública. Válido apenas para bolsas nos cursos de licenciatura. Não há requisitos de renda. Quem tem bolsa parcial no Prouni pode também pleitear financiamento pelo FIES, desde que atenda aos requisitos exigidos pelo programa. Pravaler O Pravaler é uma instituição privada voltada para a intermediação de financiamento estudantil, trabalhando em parceria com os bancos Andbank, BV e Itaú. Ele oferece crédito para centenas de faculdades por todo o Brasil. No site da empresa, é possível encontrar as opções disponíveis, selecionando estado, município, curso e modalidade – graduação, pós-graduação ou técnico. Em minha opinião, o site do Pravaler deixa um pouco a desejar em termos de clareza e organização. Precisei entrar em contato por telefone para tirar várias dúvidas e, ainda assim, algumas informações não ficaram claras. O atendimento era sempre rápido e cordial, mas um tanto reticente, confuso e pouco objetivo. Além disso, não havia muitas opções em Medicina, tendo sido tomado como exemplo o curso oferecido pela PUC do Paraná: são 12 períodos em tempo integral, com mensalidade de R$ 8.455,70. Dobro do tempo O Pravaler financia cada período do curso – ano ou semestre –, permitindo o pagamento no dobro do tempo. Isto é, quem financia um semestre, pode pagar em até 12 meses. Quando termina o período, o aluno pode solicitar o crédito para o seguinte. Ou seja, no momento da renovação, o aluno ainda está pagando contratos anteriores. Para que as prestações não se acumulem, o Pravaler adia o início do pagamento do novo contrato. Exemplo: Semestre Período de curso Período de pagamento 1 Fevereiro a julho de 2020 Fevereiro de 2020 a Janeiro de 2021 2 Agosto a dezembro de 2020 Fevereiro de 2021 a Janeiro de 2022 3 Fevereiro a julho de 2021 Fevereiro de 2022 a Janeiro de 2023 4 Agosto a dezembro de 2021 Fevereiro de 2023 a Janeiro de 2024 Desta forma, o aluno consegue cumprir um curso de 4 anos pagando as prestações em 8 anos. Ressalta-se que sobre o período entre a contratação do crédito e o início do pagamento incidem juros, ou seja, é como um contrato de financiamento com carência para iniciar o pagamento. Quanto aos juros do financiamento, no primeiro período do curso, não há incidência. No segundo período, são de 1,98%. A partir do terceiro, os juros vão caindo, mas permanecem, no mínimo, em 0,78%, conforme informação fornecida pela instituição. Ao entrar em contato com o Pravaler, foi informado que o crédito sempre equivale ao valor integral da mensalidade. Sendo assim, o aluno deve negociar com a faculdade antes de contratar o Pravaler e, depois, habilitar-se para o financiamento, fazer a matrícula e, finalmente, o crédito será liberado diretamente para a faculdade. Bancos que oferecem programas de financiamento estudantil Bradesco O banco Bradesco também tem uma linha de crédito para financiamento estudantil, apesar de o site não ser totalmente claro quanto às informações. O Crédito Universitário Bradesco funciona de modo semelhante ao Pravaler. O aluno contrata o crédito por um período letivo e pode pagar no dobro do tempo de duração deste período. No simulador do site, o usuário primeiro seleciona a faculdade em que pretende fazer o curso. Depois, informa o valor do semestre. O resultado traz o valor financiado – incluindo IOF –, o valor das parcelas e as taxas de juros. As taxas de juros variam de instituição para instituição. Para a PUC do Paraná, um crédito no valor informado pelo Pravaler para o semestre do curso de Medicina, o Custo Efetivo Total – CET foi de 2,04% ao mês, e taxa nominal de 1,71%. Para a Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo, por sua vez, o CET foi de 2,36%. Curiosos, no entanto, foram os resultados das simulações para UNA e UniBH – ambas de Belo Horizonte. O CET foi de apenas 0,31%, com juro nominal zero. Santander O banco Santander tem uma linha de crédito chamada Financiamento Graduação Medicina. Assim, como o nome indica, é uma linha dedicada especificamente àqueles que, como o Lucas, pretendem cursar Medicina. A exemplo do que ocorre com o Pravaler, as informações do site são muito vagas. Entretanto, é possível saber que as taxas de juros variam de 1,59% a 2,29%, que o financiamento pode durar o dobro do tempo do curso e que as prestações não se acumulam. A metodologia de cálculo do Santander é diferente da adotada pelo Pravaler e pelo Bradesco. Nestas duas instituições, os contratos de cada período letivo geram um novo contrato. Eles são empréstimos independentes, com carência que dura até o final do pagamento do contrato anterior. No Santander, na hora da renovação do crédito – com o contrato ainda pela metade – é apurado o saldo devedor remanescente. Este saldo é somado ao valor do próximo período e é feito um novo contrato, com prazo estendido. Entenda o cálculo Para ilustrar melhor o raciocínio, eis um exemplo com números fictícios, mostrando os 4 primeiros anos de um contrato: Semestre Período do curso Prazo original Saldo inicial Saldo na renovação 1 Fevereiro a Julho 2020 12 meses R$ 30 mil R$ 14 mil 2 Agosto a Dezembro 2020 18 meses R$ 44 mil (R$ 14 mil do contrato anterior + R$ 30 mil do novo) R$ 21 mil 3 Fevereiro a Julho 2021 24 meses R$ 51 mil (R$ 21 mil + R$ 30 mil) R$ 25 mil 4 Agosto a Dezembro 2021 30 meses R$ 55 mil (R$ 25 mil + R$ 30 mil) R$ 26 mil No início do primeiro semestre, é feito um contrato de R$ 30 mil, com prazo de 12 meses. Quando o segundo vai se iniciar, ainda há um saldo devedor de R$ 14 mil do contrato inicial. Então, o contrato é refeito, somando os R$ 14 mil remanescentes aos R$ 30 mil referentes ao segundo semestre. Esse novo contrato tem prazo de 18 meses. No início do terceiro semestre, há um saldo remanescente de R$ 21 mil. O contrato é novamente refeito, somando os R$ 21 mil aos R$ 30 mil do terceiro semestre, com prazo de 24 meses. E assim sucessivamente. Por fim, no início do 12º semestre, é feita a última renovação do contrato, que terá duração de 78 meses. Ao final desse semestre, restarão ainda 72 prestações a serem pagas. Assim, o aluno cumpre o curso em 72 meses e terá, ao todo, 144 meses para pagar o financiamento. Importante acrescentar que no Santander, assim como no FIES, é possível financiar apenas parte da mensalidade. Para o Lucas, portanto, que consegue, com a ajuda do pai, pagar a outra parte, seria uma opção menos custosa. Comparando: Pravaler, FIES, Santander e Bradesco A partir das informações prestadas pelos diversos programas, fiz uma comparação entre as principais – FIES, Pravaler, Santander e Bradesco. Foram levados em conta os seguintes critérios: Curso de 12 semestres, com 72 prestações de R$ 8.455,70 – preço da mensalidade na PUC do Paraná, informado por atendentes do Pravaler; Foi aplicada inflação de 1,9804% por semestre – equivalente a 4% ao ano – sobre a mensalidade, no início de cada semestre; Todos os pagamentos foram trazidos a valor presente pela mesma taxa de inflação de 4% ao ano; Foi aplicado IOF de 1,19% a cada início de contrato.   Pravaler Santander Bradesco FIES Taxa de juros Zero no 1º contrato.   Depois, decrescente, de 1,98% a 1,36% ao mês 1,65% ao mês 1,71% ao mês 6,5% ao ano Valor total das prestações, a valor presente R$ 704.088 R$ 980.817 R$ 745.949 R$ 803.887 Valor médio da prestação R$ 4.889,51 R$ 6.811,23 R$ 5.180,21 R$ 3.721,70 nos 216 meses de pagamento Tempo total do contrato (incluindo carência 144 meses 144 meses 144 meses 306 meses Interpretação O Pravaler é o programa com o menor valor total pago em prestações, quando trazemos a valor presente; Apesar disso, o FIES é o que apresenta o menor valor médio de prestações. Isto porque o FIES permite o pagamento em 216 meses, enquanto os outros requerem pagamento em 144 meses; O Santander tem valor médio de prestação maior que o Bradesco, apesar de ter taxa de juros menor. Isto acontece porque a sistemática de cálculo do Santander é diferente. Enquanto no Bradesco – assim como no Pravaler – os contratos são independentes, um após o outro, no Santander os contratos são recalculados a cada renovação. O saldo devedor remanescente do contrato anterior é somado ao novo contrato. Plano de Financiamento Como todos sabemos, melhor do que tomar um empréstimo ou financiamento é pagar à vista, certo? O ideal é ter o dinheiro para bancar nossos sonhos por conta própria. Mas essa não é a realidade de grande parte das pessoas. Não tendo o dinheiro e querendo realizar um sonho, uma opção é recorrer ao crédito. Acesse nosso Simulador de Empréstimo Pessoal e saiba se contratar um empréstimo é ! Para concluir o estudo, apresentamos um plano para a construção desse sonho. Ele requer tempo e disciplina. Para sonhos como o do Lucas, que quer começar logo a estudar, ele não vai funcionar. Mas para quem está planejando custear a faculdade dos filhos daqui a alguns anos, por exemplo, funciona muito bem. A ideia é, desde já, investir um dinheiro todos os meses, de modo que, quando o filho começar a faculdade, já tenha guardado o valor suficiente para o custeio de todo o curso. Premissas Curso com o mesmo perfil adotado neste post: duração de 12 semestres, 72 mensalidades de R$ 8.455,70; Dinheiro investido a 7,44% ao ano (equivalente ao Tesouro Pré-fixado de prazo mais longo disponível atualmente); Inflação de 3,80% ao ano (estimativa atual do IPCA); O dinheiro é acumulado antes do início do curso. Quando o aluno entrar na faculdade, o dinheiro permanecerá investido, e todos os meses serão pagas as mensalidades. De modo que, ao final do curso, o saldo acumulado será zero. Nessas condições, será necessário um saldo acumulado de R$ 472.126,22 no início do curso. Veja na tabela abaixo os valores dos aportes mensais necessários, de acordo com o tempo disponível para o investimento: Tempo disponível Aportes mensais 5 anos R$7.309,80 6 anos R$5.998,50 10 anos R$3.379,29 15 anos R$2.062,72 20 anos R$1.430,90 Os resultados mostram aquilo que já falamos várias vezes aqui no Educando Seu Bolso: o tempo é amigo do investidor. Repare que os aportes mensais necessários para quem tem 20 anos disponíveis são menores que a metade dos aportes de quem tem 10 anos. E estes, por sua vez, são menores que a metade de quem tem apenas 5 anos. Bons estudos! Bem, esse foi o resultado da nossa pesquisa. Esperamos ter ajudado ao Lucas e a todos os que querem investir na própria educação, ou na dos filhos. É um ótimo investimento, que recomendamos sempre. Não é à toa que nós somos o Educando Seu Bolso. Mas, como todo investimento, precisa ser feito com muito cuidado, avaliando os benefícios, os custos, os riscos, as regras de saída, todos os detalhes.  Se ainda tiver alguma dúvida ou sugestão, deixa pra gente nos comentários!
O assunto de investimento está em alta e, cada vez mais, as pessoas buscam por informações que auxiliem na decisão relacionada à escolha de uma instituição financeira. Nesse sentido, é comum que surjam muitas dúvidas sobre aplicações financeiras ao se aprofundar nesse assunto. Então, você deve estar bem informado para não cair em ciladas e fazer um investimento seguro! Continue lendo este post! Nele, vamos te contar quais são os passos a serem considerados antes de tomar a decisão e os cuidados que precisam ser observados na hora de escolher a instituição! Como encontrar um investimento seguro? O processo de investir dinheiro, em si, é simples. Em rápidas palavras, primeiro a pessoa coloca dinheiro em uma conta corrente de sua titularidade. Depois, comanda a compra de algum ativo, que é o seu investimento. Resumidamente, é isso. Agora, vamos entender em quais instituições financeiras a pessoa pode ter esta conta corrente, que tipo de investimentos pode contratar e quais cuidados devem ser tomados. Cuidados na escolha da conta corrente Para realizar investimentos financeiros, é necessário ter uma conta corrente em um banco ou em uma corretora de valores. Um banco você já sabe o que é. É uma instituição financeira na qual você deposita seu dinheiro, e o utiliza de diferentes formas: seja para sacar em espécie na agência ou em caixas eletrônicos, para movimentar com cartão de débito, cheque, débito automático, transferências, entre outras formas. E, claro, pode fazer um investimento. Há um tipo de instituição financeira muito parecido com bancos: as cooperativas de crédito. Muitas delas oferecem conta corrente com praticamente todos os serviços bancários, além de opções de investimentos. Já as corretoras de valores servem, basicamente, apenas para investir. Elas são intermediárias entre seus clientes e um conjunto de opções de investimentos. Você não consegue, por exemplo, sacar seu dinheiro diretamente da conta da corretora, e nem pagar contas usando débito direto. Por isso, a conta na corretora funciona sempre conectada a uma conta bancária. Mas, então, qual é a vantagem de ter conta na corretora sendo que ela precisa de uma conta bancária? A vantagem é que corretoras têm mais e melhores opções de investimentos que os bancos, como veremos daqui a pouco. O que deve ser avaliado? Veja os principais pontos que devem ser avaliados ao escolher uma instituição para ter uma conta corrente: Serviços oferecidos Uma conta corrente precisa proporcionar facilidade e baixo custo. Já vimos como a coisa funciona: você transfere seu dinheiro da conta para uma aplicação. Sendo assim, quanto menos tempo e dinheiro você gastar com esse processo, melhor. Por isso, as contas correntes precisam oferecer agilidade e tarifas baixas. Opções de investimentos Uma instituição, para ser boa parceira nos investimentos, precisa oferecer boas opções para aplicar seu dinheiro. Não basta oferecer opções de investimento seguro. Os produtos devem ser adequados aos seus diferentes objetivos, com boa rentabilidade e liquidez adequada – falaremos de rentabilidade e liquidez daqui a pouco. Solidez É a capacidade que uma instituição tem de manter-se em plena operação, independentemente do que ocorra dentro ou fora dela. Isso não significa apenas resistência a crises econômicas, envolve também habilidade de se adaptar a mudanças no seu mercado e uma gestão eficiente e segura dos seus negócios.   Fundos garantidores Após solidez, é importante falar sobre os fundos garantidores sendo eles o FGC – Fundo Garantidor de Créditos – e o FGCoop – Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito. Os dois fundos são mantidos e geridos pelas próprias instituições financeiras – bancos e cooperativas de crédito, respectivamente. Aproveite para conferir o nosso artigo sobre as principais mudanças no FGC. O FGC e o FGCoop funcionam de forma parecida, oferecendo cobertura de até R$ 250 mil por pessoa em caso de falência da instituição financeira. Isso vale para uma série de produtos financeiros: Depósitos à vista; Depósitos de poupança; Depósitos a prazo (CDB, RDB, RDC); LCI e LCA; Letras de câmbio, Letras Imobiliárias, Letras Hipotecárias; Outras, menos comuns. Caso uma instituição vá à falência, os fundos pagam aos clientes os valores que tinham depositados nela, nas modalidades citadas. Os ressarcimentos, normalmente, demoram menos de 2 meses. No recente episódio da liquidação do Banco Neon, o ressarcimento demorou 14 dias. Contar com a proteção dos fundos garantidores gera muito mais tranquilidade para o investidor. Afinal, ele sabe que seu dinheiro está protegido. Em caso de falência da instituição, ele não precisará recorrer à justiça e esperar muito tempo para reaver o seu dinheiro. Mas, é importante ficar atento, pois algumas modalidades de investimentos não são cobertas. Investimento seguro na prática Agora que você já conhece os tipos de instituições e os aspectos a serem avaliados, vamos cruzar essas duas informações. Bancos Muita gente prefere ter conta corrente apenas em banco, e lá mesmo já resolver seus investimentos. Eu, particularmente, não gosto dessa escolha. Pode ser um pouco mais prática, mas a pessoa deixa de aproveitar bons produtos e serviços existentes por aí. Mas, quem quiser fazer essa escolha deve, em primeiro lugar, escolher um banco com solidez. Isto é, que ofereça menos risco de interromper suas atividades, causando transtornos aos seus clientes. Isto, porém, não basta. É importante que o banco ofereça boas opções de investimentos, ou seja, produtos variados, para diferentes objetivos, e com boa rentabilidade. E, finalmente, que seja um banco fácil de lidar, com site e aplicativos que funcionem, e com uma boa rede de atendimento. Como comentamos anteriormente, quem pretende ter conta em corretora, vai precisar também de uma boa conta bancária. Nesse caso, as necessidades em relação a essa conta variam um pouco. Boas opções de investimentos não são tão necessárias. Por outro lado, é importante que o banco ofereça transferências – TEDs e DOCs – gratuitos e em boa quantidade. Cooperativas Há pessoas – especialmente fora dos grandes centros urbanos – que gostam de resolver seus serviços financeiros apenas com uma cooperativa de crédito. De fato, há cooperativas muito boas, não apenas nos serviços prestados, como também em investimentos. Para quem quer praticidade, abrindo mão de variedade e rentabilidade, pode funcionar. Mas, é preciso verificar se a cooperativa de fato oferece bons produtos e serviços. Corretoras No caso das corretoras, solidez é muito importante. Isto porque os valores depositados em suas contas correntes não são cobertos por fundos garantidores. Os investimentos feitos por meio da corretora não estão ameaçados, caso ela vá à falência. Só o dinheiro que está parado na conta corrente. Vou dar um exemplo. Imagine que um investidor tenha R$ 1.000 em sua conta corrente em uma corretora. Um dia, ele comanda a compra de títulos do Tesouro Direto por R$ 850,00. Esse valor sai da sua conta e é usado na compra dos títulos, que ficam guardados em outro lugar. Ficam na corretora apenas os R$ 150 que sobraram na conta corrente. Se, no dia seguinte, a corretora for à falência, os R$ 150 irão para o buraco – pelo menos por um tempo – e os títulos do Tesouro Direto estarão seguros. Mas, é claro que ninguém quer ter dor de cabeça nem mesmo por 1 Real. Por isso, ao escolher a corretora, é bom pesquisar sua reputação, seu tamanho e o volume de reclamações em sites especializados. Outro ponto muito importante é a variedade de produtos oferecidos e a quantidade de opções dentro de cada produto. Isso vai variar de acordo com o objetivo de cada investidor. Mas, em geral, recomenda-se que a corretora ofereça, pelo menos: Tesouro Direto; Várias opções em CDB, LCI, LCA e outras modalidades de renda fixa; Fundos de renda fixa. Isso já atende bem à maioria dos clientes mais conservadores, que priorizam o investimento seguro. Mas, além dos produtos mencionados, é interessante que a corretora também ofereça: Ações; Fundos de ações, multimercado e outros em renda variável; Fundos de previdência. Finalmente, é importante que a corretora seja fácil de operar, que tenha site e aplicativo funcionais, simples de usar e que não saiam do ar com frequência. Para investidores mais arrojados, que queiram investir em ações, é importante que a corretora ofereça home broker. Este é o nome das plataformas que facilitam o investimento em renda variável, oferecendo acompanhamento de preços e outras informações e ordens de compra e venda.   Escolhendo os melhores investimentos Agora que você já sabe como escolher uma boa conta corrente, vamos falar dos cuidados na escolha dos investimentos. Tripé dos investimentos Uma forma de avaliar um investimento é observar três características fundamentais: risco, rentabilidade e liquidez. Ressalta-se, no entanto, que não existe nenhum investimento que tenha um bom desempenho nas três.     Risco: é a possibilidade de o investimento gerar prejuízo. Isto é, de o investidor perder parte do dinheiro que investiu. Rentabilidade: é a possibilidade que um investimento tem de gerar retorno para o investidor. Liquidez: é a capacidade de um investimento de transformar-se em dinheiro rapidamente. Existem investimentos que, por regra, não podem ser resgatados durante um período. Esses são considerados investimentos sem liquidez.   Modalidades de investimento Agora, é hora de conhecer um pouco sobre as principais opções de investimentos que estão ao nosso alcance. Vamos entender como a conta corrente é usada em cada um deles. E vamos também avaliar como se comportam risco, rentabilidade e liquidez em cada modalidade. Caderneta de Poupança Investimento seguro e tradicional, o mais antigo do Brasil. Investir na Caderneta de Poupança é muito fácil. Basta uma conta bancária, não precisa de corretora. Aliás, a própria conta-poupança funciona como conta corrente. Mas, tem desvantagens. A começar pelo rendimento, que é baixo. Rende 70% da taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – mais a TR,  a Taxa Referencial. Isto quando a Selic for de até 8,50 % ao ano. Quando for maior que isso, a Caderneta de Poupança rende 0,5% ao mês, mais TR. Vale lembrar que essa regra de rendimento vale apenas para depósitos feitos depois de 03 de maio de 2012. Os depósitos feitos até essa data rendem 0,5% ao mês mais TR, independentemente da taxa Selic. Então, de fato, existem investimentos melhores  do que a conta poupança. Outra desvantagem é que ela rende apenas uma vez por mês, na “data de aniversário”, ou seja, só quando completa o mês inteiro de aplicação é que o rendimento é creditado. Se a pessoa sacar o dinheiro antes de completar o mês, não obtém os rendimentos daquele mês. Tesouro Direto O programa do Tesouro Nacional  possibilita que pequenos investidores invistam nos títulos públicos federais. Inclusive, investir no tesouro direto pode ser outra alternativa além da poupança.  Existem 3 tipos de títulos no Tesouro Direto, com regras diferentes de rentabilidade. No entanto, em termos de liquidez, a regra é a mesma: o investidor pode resgatar seu dinheiro quando quiser. Em termos de risco, o Tesouro Direto é considerado muito seguro, pois é garantido pelo próprio Tesouro Nacional. Mas, é importante fazer uma ressalva. Entre os 3 tipos de títulos, apenas um – o Tesouro Selic – é totalmente livre de perdas. Os outros dois – Tesouro IPCA e Tesouro Pré-Fixado – são livres de perdas apenas para quem fica com os títulos até o vencimento. Caso queira resgatar antes, o investidor estará sujeito a preços de mercado. Estes preços, aliás, podem ser menores ou até mesmo maiores que o combinado com o Tesouro. Para se investir no Tesouro Direto é necessário ter conta em corretora. Mas, a maioria dos bancos que oferecem conta corrente têm corretora própria. E, em muitos casos, com tarifa zero para investir no Tesouro Direto. CDB, LCI, LCA, RDC É uma verdadeira sopa de letrinhas, mas as regras são parecidas. Todos são modalidades de investimento seguro, em renda fixa, garantidos pelo FGC. Muitos deles – os que têm melhor rentabilidade – não têm liquidez, sendo que o investidor precisa deixar seu dinheiro aplicado por algum tempo. Corretoras oferecem produtos de várias instituições financeiras. É possível encontrar boas opções, principalmente de bancos de menor porte. Isto porque estas instituições têm maior necessidade de conseguir recursos, e por isso costumam pagar taxas de rentabilidade maiores. É possível investir em renda fixa por meio de bancos e cooperativas, sem o uso de uma corretora independente. Nesses casos, geralmente, os produtos têm alta liquidez, porém rentabilidade apenas média ou baixa. Mas, cabe destacar que alguns bancos também vêm oferecendo produtos de outras instituições financeiras. Isso melhorou o serviço que eles prestam aos seus clientes e aumentou a concorrência do mercado. Para investir, o processo é simples. Você acessa sua corretora, vai até a opção desejada (CDB, LCI, LCA etc.) e vê as opções disponíveis. As informações básicas precisam estar lá: Nome do banco; Taxa de rendimento; Forma de remuneração (pré-fixado, X% do DI, IPCA mais X%, Selic mais X% etc.); Data de vencimento; Valor mínimo permitido para aplicação. É bom lembrar que estes são investimentos protegidos pelo FGC. Isso quer dizer que, mesmo que a instituição em que você aplicou vá à falência, o fundo garantidor cobre. Mas, isso não é motivo para você aplicar de forma descuidada. Afinal, mesmo que o FGC devolva seu dinheiro sem muita demora, é sempre chato ficar esperando e depois ter que procurar outra opção de investimento seguro. Por isso, na hora de escolher, veja se sua corretora informa a classificação de risco do banco. Debêntures Esse investimento com nome estranho nada mais é do que uma aplicação em uma empresa não financeira. Enquanto bancos oferecem CDB, LCI etc, empresas não financeiras oferecem debêntures. O funcionamento é parecido. A pessoa deixa seu dinheiro investido por um tempo – normalmente, alguns anos – e obtém uma rentabilidade geralmente boa, especialmente se forem as chamadas debêntures incentivadas, de empresas que executam obras de infraestrutura, que são isentas de Imposto de Renda. O grande problema é não ser protegido por nenhum fundo garantidor. Para quem faz absoluta questão de um investimento seguro, portanto, esta não é a melhor opção. Ainda, vale ressaltar que as debêntures só podem ser adquiridas por meio de corretoras.. Ações  Ações são uma fração do capital de uma empresa, sendo a mais utilizada modalidade da renda variável. Quando você adquire ações de uma companhia, torna-se sócio dela. A valorização do preço das ações depende do desempenho da empresa e das condições gerais da economia. Além da valorização das ações, o investidor pode ganhar dinheiro recebendo dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio. Muitas ações têm alta liquidez, isto é, sempre que o investidor desejar vender as suas, encontrará outros investidores querendo comprá-las. Algumas ações, porém, têm baixa liquidez. São ações negociadas com menor frequência e intensidade, e por isso podem demorar mais a serem vendidas. Ações também só podem ser adquiridas por meio de corretoras. Mas, além das corretoras independentes, bancos também vêm oferecendo home broker e melhorando suas tarifas para investimentos em ações. Fundos de Investimento Este é um assunto bastante complexo e extenso. Fundos de investimento funcionam de forma parecida com um condomínio. São oferecidos por uma empresa – a administradora – que coloca cotas à venda. Os investidores compram cotas deste condomínio e tornam-se sócios do empreendimento. Existem vários tipos de fundos, com características diferentes, de acordo com os ativos que o compõem. Alguns dos tipos mais comuns são: Fundos de renda fixa: compostos predominantemente por ativos de renda fixa, como, por exemplo, títulos públicos; Fundos imobiliários: compostos por ativos do setor imobiliário. Podem ser imóveis propriamente ditos, recebíveis imobiliários ou cotas de outros fundos; Fundos de ações: compostos predominantemente por ações negociadas em bolsa; Fundos cambiais: compostos por ativos atrelados a moedas estrangeiras; Fundos multimercado: compostos por diversos tipos de ativos, incluindo renda fixa e variável.   As características dos fundos – rentabilidade, risco e liquidez – dependem dos ativos que o compõem e das regras definidas em regulamento. Por isso, é preciso muito cuidado antes de investir dinheiro neles. Praticamente todos os bancos que oferecem conta corrente, possibilitam investir em fundos. Mas, corretoras geralmente também oferecem diferentes opções nesta modalidade de investimento. Cuidados básicos antes de investir em fundos: Ler, pelo menos, a lâmina do fundo, que é um resumo dos principais pontos do regulamento. Especial atenção a: Tipo de fundo, isto é, aos ativos que o compõem; Regras para resgate; Taxas de administração: taxas altas podem consumir toda a rentabilidade. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Robôs de investimento Hoje em dia, é comum ouvirmos falar que robôs estão fazendo quase tudo, certo? Em indústrias altamente mecanizadas, como a de automóveis, eles já atuam há muito tempo. Mas, de uns tempos para cá, têm entrado em setores delicados, como a medicinas, e a tendência é de que passem a atuar em cada vez mais funções. Mas, você já ouviu falar em robôs de investimento? Eles não são exatamente robôs, e sim algoritmos, mecanismos de informática que buscam os investimentos mais adequados para cada pessoa. Esses robôs são diferentes entre si, mas têm algumas similaridades. De modo geral, o cliente informa seus dados, seu perfil e sua preferência em matéria de investimentos. Os pontos principais são o volume de dinheiro a ser investido, o prazo disponível e a aceitação de risco. Ao contratar um robô de investimentos, o cliente poderá, sempre que quiser, modificar o seu perfil. Pode, inclusive, fazer diferentes aplicações, com diferentes níveis de risco. Uma priorizando o investimento seguro, outra priorizando rentabilidade, e assim por diante. Ideal para quem tem objetivos diversos em relação às suas aplicações. Você já viu que liquidez, rentabilidade e risco compõem um tripé dos investimentos. E já aprendeu que eles não andam juntos. Quem quer mais rentabilidade, precisa abrir mão da liquidez ou correr mais riscos. Quem quer menos riscos, precisa abrir mão da liquidez ou da rentabilidade. E quem quer ter o dinheiro sempre disponível – liquidez –, precisa abrir mão da rentabilidade ou correr mais riscos. Os robôs atuam justamente na composição deste tripé. A partir das informações que o usuário fornece, ele vai procurar as opções mais rentáveis, dentro do perfil de risco e de liquidez da pessoa. Pode ser uma opção muito interessante para quem não tem condições de escolher tudo isso sozinho, seja porque acha que não tem tanto conhecimento, ou porque não tem tempo disponível. Simulador de Investimentos em Renda Fixa O Educando Seu Bolso oferece gratuitamente aos leitores o Simulador de Investimentos em Renda Fixa. Por meio dele, o usuário fornece informações sobre quanto e como pretende investir, informando, principalmente, o valor que deseja aplicar e o prazo que tem disponível. A partir daí, o Simulador procura a melhor opção em renda fixa. Quando aparece o resultado, o usuário pode clicar no botão “Quero investir”. A partir daí, ele é direcionado à Monetus, que é um desses robôs de investimento. Logo na primeira tela, é chamado a informar quanto de risco está disposto a assumir. À medida em que move o cursor, aumentando ou diminuindo o risco, o usuário vê o efeito esperado na rentabilidade e, em seguida, poderá completar seus dados e, se quiser, concluir o investimento. É um mecanismo interativo muito interessante. No nosso Simulador de Investimentos, você encontra as melhores opções de forma rápida e gratuita. O resultado já te mostra uma comparação entre diversas opções existentes no mercado. Você poderá ver, na prática, muito do que foi dito aqui no texto. É um ótimo começo para você se familiarizar com os diferentes caminhos que pode tomar. Se você tiver alguma dúvida ou comentário sobre o tema, deixe aqui em baixo para a gente! E lembre-se: cuide bem do seu dinheiro, e a melhor forma fazer isso é buscando conhecimento!  
Você já pensou em fazer um consórcio? Sabe tudo o que precisa saber antes de contratar esse serviço? Se você acha que com ele vai conseguir adquirir a sua casa ou seu carro, é melhor ficar atento! No último semestre do ano passado, mais da metade dos consorciados não conseguiram adquirir o bem desejado. Essa taxa de exclusão é alarmante. Mas, por que isso acontece? O que é possível fazer para que isso não aconteça com você? A falta de planejamento pode causar um grande prejuízo financeiro. Por isso, fazer uma boa pesquisa é essencial antes de contratar um consórcio. Se você pretende optar por esse serviço para comprar sua casa ou seu apartamento, o planejamento tem que ser maior ainda. Nesse segmento de contratação, a taxa de pessoas que abandonam o consórcio chegou a 62% no último semestre de 2018. Ou seja, 2 em cada 3 pessoas que tinham um consórcio não conseguiram adquirir sua casa por esse meio de compra.    Muitas pessoas optam pelo consórcio, pois ele não possui juros, diferentemente do financiamento. Mas, muitas vezes, a taxa de administração, juntamente com os diversos fundos que você paga no consórcio, pode acabar pesando mais do que os juros. Por isso, pesquisar e colocar todas as contas na ponta do lápis antes de decidir como adquirir o seu bem é muito importante e faz uma enorme diferença.  Para te ajudar, listamos abaixo 5 coisas que você deve saber antes de contratar um consórcio. Confira:   1- TEMPO DE ESPERA Você pode demorar para conseguir, de fato, colocar as mãos no bem desejado. Caso queria se mudar rápido ou utilizar o carro logo, é bom ficar atento. Contar com a sorte nesse caso, de longe, não é a melhor opção. As chances de ser sorteado nos primeiros meses são pequenas e, caso você não tenha uma boa quantia para dar um lance, o tempo de espera para ser contemplado aumentará.  Existem três formas de ser contemplado: Sorteio Todo mês é feito o sorteio de uma ou mais pessoas para serem contemplados no consórcio. Essa forma de conseguir a carta de crédito é pura sorte, ou seja, todos os consorciados têm a mesma chance de serem contemplados.    Lance O lance funciona como uma espécie de leilão, ou seja, quem oferecer mais, leva. Se compararmos com o financiamento, o lance seria como uma “entrada”.  Fim do consórcio  Caso você não tenha sido sorteado no decorrer do consórcio e nem conseguido sua carta de crédito pelo lance, ao final do contrato você será contemplado com sua carta de crédito.    2- TAXAS E CUSTOS ENVOLVIDOS As taxas do consórcio podem sair caras. Um argumento que os vendedores usam para te convencer a contratar o serviço é o fato de que ele não possui juros. Mas isso não quer dizer que você não paga taxa alguma. Nos consórcios, existem as taxas de administração, o fundo de reserva, além de seguros, o que encarece a sua conta. Se colocar na ponta do lápis todos esses outros custos, você poderá se assustar com o tamanho do gasto.  Nesse sentido, comparar administradoras é essencial, uma vez que as taxas mudam de empresa para empresa e você pode economizar bastante.   3-  LANCE ALTO Se quiser ser contemplado rapidamente, é preciso ter uma boa quantia para dar de lance. Os lances variam de grupo para grupo. Se você entrar em um grupo que já está em andamento, observe a média dos lances. Assim, será possível ter uma ideia de quanto você terá que desembolsar para conseguir acesso à carta de crédito.  A porcentagem do lance vencedor varia muito de grupo para grupo. Em média, os lances variam de 25 a 50% do valor do consórcio, ou seja, do valor do bem mais os outros gastos (taxa de administração, fundo de reserva e etc).    4- CORREÇÕES DAS PARCELAS Tenha em mente que o valor das parcelas sofre correções. Enquanto no financiamento o valor das parcelas diminui, no consórcio as parcelas sofrem correções de acordo com o INCC (Índice de Construção Civil), ou seja, elas tendem a aumentar. Por isso, não é bom que o valor da parcela do consórcio seja o limite do seu orçamento, pois você pode ser pego de surpresa com o seu aumento e, talvez, se tornar inadimplente.  Ficar devendo nunca é um bom negócio. No consórcio, caso você não esteja em dia com as mensalidades, além de pagar multa, você também não participa dos sorteios.     5- DESISTÊNCIA DO CONSÓRCIO Caso você desista do consórcio, poderá demorar para recuperar o dinheiro que você pagou. Antigamente, se você desistisse do serviço, só era possível recuperar o dinheiro pago ao final do consórcio, depois que todos os consorciados fossem contemplados. Mas, atualmente, a lei mudou, e também existe um sorteio para os desistentes. No entanto, mesmo com essa mudança, como o número de desistentes é grande, o tempo de espera pode ser longo. Então, além de perder dinheiro pagando taxa de administração e fundos que você não utilizou, terá que esperar para ter seu dinheiro de volta.  Por isso, não faça um consórcio se não tiver certeza de que é a melhor opção para você e que vai conseguir honrar as parcelas até o final.   Financiamento ou Consórcio? Muitas pessoas precisam do imóvel ou do automóvel rapidamente. Nesse caso, você pode comprar cotas contempladas, o que quer dizer que alguém que foi contemplado quer vender sua cota. Ou, ainda, é possível separar uma boa quantia para dar o lance e talvez ser contemplado. Se você optar por comprar uma carta contemplada, ou der um lance logo de cara, o consórcio irá funcionar como o financiamento. Por isso, vamos comparar essas duas modalidades de adquirir um bem. No caso do financiamento de imóvel, fizemos uma simulação no banco Inter e comparamos com uma carta contemplada do Itaú (comercializada pela Domum). Nessa comparação usamos R$316 mil como o valor do imóvel. Confira:   Financiamento Banco Inter Carta contemplada Itaú Valor da carta ou crédito R$ 316.000,00 R$ 316.000,00 Entrada R$ 137.000,00 R$ 137.800,00 Número de parcelas 120 107 Valor das parcelas Primeira = R$2.210,00 Última = R$ 2.181,00 Primeira = R$2.419,00 Última = R$3.570,00 Valor total pago R$ 410.000,00 R$ 454.000,00 Mesmo que o financiamento tenha mais parcelas, como é o caso da simulação acima, o fato de o valor das parcelas não aumentarem faz uma grande diferença no valor total pago. Portanto, caso você opte por essa modalidade, fique sempre atento e preparado para parcelas mais altas ao final do consórcio. No caso de um automóvel... Se você está interessado em um carro ou uma moto, e assim como no exemplo anterior, quer ter acesso ao bem logo, é importante comparar o financiamento com o consórcio! Para a comparação ser o mais justa possível, vamos utilizar valores de uma carta contemplada no consórcio. Números de uma simulação de financiamento do banco Santander e de uma carta contemplada emitida pela Caixa.   Financiamento Banco Carta contemplada Valor da carta ou crédito R$ 60.000,00 R$ 60.000,00 Entrada R$ 27.500,00 R$ 27.500,00 Número de parcelas 55 55 Valor das parcelas R$986,00 R$904,00 Valor total pago R$ 81.730,00 R$ 77.220,00 Nesse caso, não levamos em conta o aumento do valor da parcela no consórcio, pois esse aumento varia de carro para carro.
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Comments (8)

Eduardo Castro

Parabéns pelo excelente canal !!!!?

Oct 9th
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Angela Bacic

Desafio vocês a me acompanharem num dia de compras para ver que não adianta pechinchar. Cansei de pedir desconto em compras a vista, sempre respondem que é o mesmo preço do parcelado.

May 31st
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Erik Priante

qual a vantagem de cimprar o dolar ao inves de comprar a moeda local de uma vez???

Feb 27th
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Erik Priante

nunca mais eu entro nessa o meu acabou esse mes.

Feb 27th
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Erik Priante

eu ja fiz esse pic...cai na cilada do banco! kkkk

Feb 27th
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Mário Said Vieira

Na minha opinião, um dos melhores podcasts de educação financeira da internet! Informação e descontração na medida!

Feb 14th
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Canal sombrio

cool

Feb 4th
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Michell Henrique Lima

Bom Conteúdo. Simples e gera valor.

Jan 29th
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