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Educando Seu Bolso
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Educando Seu Bolso

Author: Frederico Torres

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O Educando Seu Bolso é um portal criado por profissionais do mercado financeiro justamente para quem não é do mercado.

Nosso objetivo é facilitar o relacionamento do cidadão comum com seu dinheiro, de forma rápida e objetiva e, principalmente, em linguagem acessível.

Chega de financês, chega de textos longos e abstratos, vamos nos arriscar aqui sempre pra te dizer o que você deve fazer e como, baseado naquilo que nós mesmos fazemos ou faríamos.

Finanças pessoais é um tema importantíssimo para dezenas de milhões de brasileiros e ao mesmo tempo não é simples. Buscaremos sempre traduzir para o brasileiro comum as práticas e novidades do sistema financeiro de uma maneira que você pode usar para melhorar a sua situação financeira.

Finalmente, afirmo nossa independência. Não somos pautados por nenhuma instituição financeira, não estamos aqui para te vender nenhum produto ou serviço financeiro. Nosso principal objetivo é te ajudar a não fazer bobagens com o seu suado dinheirinho.

É um prazer contar com você como leitor e ouvinte, e esperamos que goste. Mas, se não gostar, escreva pra nós criticando que a gente dá um jeito.

Forte abraço,

Frederico Torres
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Financiamento de veículo: não compre seu carro antes de ler isso
Para uma grande parcela dos brasileiros comprar um carro, moto ou outro veículo é um sonho. Mas ter o valor integral do veículo e pagá-lo à vista é algo cada vez mais raro. Juntar dezenas de milhares de reais pode demorar muitos anos, ou ser impossível, para boa parte dos brasileiros. Para conseguir atender esta parcela da população, o mercado teve que se adaptar e oferecer opções que sejam economicamente viáveis, ou pelo menos, mais realistas.  Só para que você tenha uma ideia, aproximadamente 2 em cada 3 das pessoas que compram um veículo não possuem a quantia necessária, e usam de financiamento de veículo, consórcio ou leasing para complementar o valor.   O que é um financiamento de veículo? Mas afinal de contas, o que é um financiamento de veículo? Financiar um veículo é uma forma de adquirir um carro pagando em parcelas. Ou seja, não é preciso ter o valor total do veículo de uma vez só. Ao invés disso, você pode dividir o valor do automóvel de acordo com o número de parcelas mais conveniente para o seu bolso. E o que é mais prático: pode sair com o carro da concessionária sem que seja preciso pagar por ele integralmente. Mas, para ter certeza que você está escolhendo a melhor opção possível, é muito importante que pesquise bem antes de fechar negócio. Nós sabemos que existem muitas opções no mercado, e muitos detalhes que podem trazer insegurança na hora de escolher o financiamento. Se esse é o seu caso, não se preocupe, nós vamos te ajudar a tomar a melhor decisão possível. Como funciona o financiamento de veículo? O financiamento de veículos é chamado de crédito direto ao consumidor (ou CDC). Este tipo de crédito te possibilita sair com o carro da concessionária quase que imediatamente. Nesse financiamento, você faz um empréstimo com o banco e  seu pedido de financiamento será analisado pela financeira ou banco. Depois de aceito o seu requerimento de financiamento, você receberá o dinheiro para comprar seu carro. Para contratar, você normalmente paga uma entrada à vista. É possível, em algumas situações, conseguir contratar um financiamento de veículo sem entrada, mas ele é bem mais raro de se ver. O restante do valor é dividido em parcelas (o máximo costuma ser 60 meses). Neste caso, o automóvel fica no seu nome, mas fica alienado ao banco. O que significa que, o carro está fazendo o papel de garantia nesse negócio e caso você não arque com a dívida, o banco poderá tomar o automóvel. Essa situação muda quando todas as parcelas são pagas: o carro passa a ser completamente seu, sem que o banco possa tirá-lo de você. E quais são as diferenças entre CDC, consórcio e leasing? O Leasing funciona como um tipo de aluguel. Você paga todo mês uma quantia para poder utilizar o veículo. Nesse caso o veículo fica no nome do banco e o carro não será seu até o fim do contrato. Mas você arcará com todas as suas despesas, como multas, IPVA, seguro DPVAT,  e etc. Entretanto, ao final do acordo, com o pagamento de todas as parcelas,você tem a opção de comprar o veículo, devolvê-lo ou renovar o acordo. No Consórcio se reúnem grupos de pessoas que querem o mesmo bem. Nesse caso um automóvel. O consórcio se baseia na união de pessoas que contribuem mensalmente para a formação de uma poupança comum. E todo mês uma ou duas pessoas são contempladas com uma carta de crédito que irá ser usada para a compra do seu veículo. Geralmente uma pessoa é contemplada por sorteio e outra por lance. No caso do lance, quem oferecer maior valor pela carta de crédito leva, e no sorteio todos participam. Mas apesar de não possuir taxa de juros, o consórcio possui outros custos como: taxa de administração, fundo de reserva, algum seguro. Esses custos podem ser tão grandes quanto a taxa de juros de um financiamento comum. Outro ponto importante é que no consórcio você não terá garantia de que vai pegar o veículo logo de cara. Pois, você precisa ou ser sorteado, ou ter dinheiro para dar de lance e ser contemplado. Entenda o que são as taxas de juros Você já deve imaginar que pagar à vista é mais barato. E realmente é. Se você for até a concessionária e escolher um carro de R$55.000,00 você pagará os R$55.000,00 e pode até ganhar um desconto! Porém, caso você decida fazer um financiamento de veículo, os mesmo R$55.000,00 em 12 meses, ao final do financiamento você terá gastado (dependendo da instituição) em média R$62.000,00, como você pode ver no nosso simulador. Mas, se você não tiver essa opção, o jeito é procurar as melhores taxas de juros. Elas variam de acordo com o banco, o número de parcelas do financiamento, o score do cliente, o ano do carro que será financiado, entre outros motivos. Ou seja, inúmeros fatores influenciam no preço final do seu financiamento. As taxas de juros são mais baixas para entradas maiores e número de parcelas menores, podendo até chegar à “taxa zero” dependendo da instituição responsável pelo financiamento de veículo. Digo taxa zero, entre aspas, pois geralmente algumas taxas já estão embutidas no valor do carro. Por esse motivo você consegue aquele desconto à vista no valor integral. Assim, se seu score for alto, ou seja, se for considerado bom pagador, as taxas de juros serão mais baixas. Isso acontece porque o banco entende que esse cliente tem menos chances de ficar inadimplente, dar o calote.  Inclusive, se você não sabe qual é seu score, pode descobrir clicando aqui!   Cuidado com as condições do financiamento de veículo Imagine que você, em um almoço de família, conversando sobre financiamento de veículo escutou as seguintes histórias: Marina, sua irmã, queria trocar de carro, comprar um modelo mais novo e mais confortável.  Por isso ela vendeu o antigo carro para dar uma boa entrada em um carro novo. Com 38% de entrada, e parcelando o restante em 36 meses, ela conseguiu uma taxa de 2,09% ao mês no banco Santander. Já o seu irmão, José, vai presentear seu sobrinho com um carro. O carro não é 0km, e já tem 4 anos de fabricação. José pagou os mesmo 38% de entrada e 36 meses de parcela, ele financiou por uma taxa de 2,27% ao mês no mesmo banco. Fazendo o financiamento de veículo no mesmo banco, só a diferença entre as idades dos  dos veículos já alterou as taxas. Se a diferença for além do ano de fabricação do veículo, como porcentagem da entrada, ou número de parcelas, as taxas serão cada vez mais distantes.   Pensando em financiar um carro, você foi ao seu banco, que hipoteticamente é o mesmo dos seus irmãos, cotar um financiamento de veículo. A entrada era o dinheiro que você tinha economizado, que correspondia a 20% do valor total do carro: R$50.000. A única dúvida que você tinha era em relação à duração do seu financiamento que seria em 36 ou em 48 meses. Seu gerente te passou as taxas, e para a duração de 36 meses, os juros foram de 2,45% ao mês, ao passo que as prestações em 48 meses tinham juros de 2,53% ao mês. Deu para perceber a mudança de taxa? Quando os fatores de contratação mudam, a taxa de juros também se modifica.   O número de parcelas interfere no valor das prestações O menor prazo de financiamento gera uma menor taxa de juros, mas também implica em valores mais altos das parcelas. Quanto menos tempo pagando, maior será o valor pago por mês. Ou seja, se optar por esse tipo de financiamento, você compromete uma porcentagem maior da sua renda. E, ao adquirir um carro, uma série de outras despesas serão criadas, como: seguro, combustível, manutenção, entre outros. Então é necessário contar com essas despesas antes de decidir quanto pode desembolsar mensalmente em cada parcela.   O que você paga além dos juros? Não é apenas a taxa de juros que faz a parcela do seu financiamento ficar mais alta. Além das taxas de juros nominais do banco, aquelas anunciadas nas propagandas, existem outras cinco. São elas: Gravame, Taxa de Cadastro, Seguro Proteção Financeira (SPF), além de dois tipos de IOF.   IOF Na hora de financiar um carro, existem dois tipos de Imposto de Operações Financeiras  (IOF). A primeira taxa é cobrada uma única vez e é de 0,38% sobre o valor financiado. A outra é de 3% e é cobrada ao ano. O imposto é recebido pelo banco, que direciona a quantia para o governo.   TAC A Taxa de Abertura de Crédito (TAC), que também é conhecida como Taxa de Cadastro. É um valor definido pelo próprio banco. A instituição cobra para avaliar se existe alguma restrição de crédito para o futuro proprietário. É permitida por lei, não tem limitação de valor, mas existe banco que não cobra. Não é comum, o ideal é que você fique atento e peça o abono dessa taxa.   Gravame O Gravame é o registro do financiamento no Detran de cada estado. Serve para dizer que o veículo está alienado. O valor é incorporado nas taxas de juros. O documento garante que o veículo não seja vendido como se já estivesse pago. Para retirar esse registro é preciso pagar a última parcela do financiamento.   SPF (seguro proteção financeira) Também conhecido como seguro prestamista. Garante que o proprietário não tenha o carro apreendido caso não possa arcar com as parcelas. No caso de perda de emprego, o seguro cobre algumas prestações que devem ser devolvidas depois que o segurado se recoloca no mercado. Mas esse seguro é necessário? Para que essa taxa seja cobrada, o consumidor tem que aceitar pagá-la. Não é obrigatório, mas o banco pode não conceder o crédito caso você não pague o SPF. Com 14 milhões de desempregados no Brasil, os bancos costumam exigir o seguro para aprovar o financiamento.   CET Isso tudo forma o CET, o custo efetivo total. Como o nome já diz, o CET é todo o custo que está envolvido com a compra do carro. Quando você faz um financiamento costuma ser informado qual será o CET, que é a taxa de juros acrescida de todas as tarifas.   Nessa simulação o comprador deu R$15.000,00 de entrada e o restante foi financiado. O valor solicitado de financiamento foi de R$35.000,00. Mas o valor financiado foi de R$35.000 acrescido de tarifa de cadastro, tarifa de avaliação de Bens, registro de contrato e IOF totalizando R$37.494,04. Então o Custo Efetivo Total nesse financiamento será de 2,64% ao mês.   Eu posso financiar um carro? Para você contratar o CDC (crédito direto ao consumidor), é preciso ter entre 18 e 70 anos. Além de não ter o nome negativado. Mesmo se seu nome estiver limpo, pode ser que as instituições financeiras não aceitem o seu pedido de financiamento dependendo do seu score. A aprovação do seu financiamento também varia de acordo com o veículo escolhido. Por exemplo, um carro 0km tem mais chances de ser aprovado do que um carro usado. Dificilmente você encontrará alguma empresa que faça financiamentos para carros com mais de 20 anos de fabricação. Além disso, sua renda também conta nessa hora. Pois, geralmente, o valor de cada parcela não pode ultrapassar 30% do seu orçamento mensal.   Onde eu posso fazer meu financiamento? Inúmeros bancos e financeiras fazem esse tipo de financiamento. Você pode recorrer aos bancos tradicionais, como Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica, dentre outros. Mas as montadoras também possuem seus próprios bancos como o Banco da Volkswagen, Banco Renault , Banco Toyota. O que quer dizer que você consegue fazer seu financiamento de veículo na mesma concessionária em que for comprar seu carro. Se você quer financiar um carro, mas não sabe se cabe no seu orçamento, confira nosso simulador de financiamento de veículos. Por lá você pode conferir as taxas que existem no mercado, e qual delas melhor cabe no seu bolso. Ter uma noção dos valores cobrados é um ótimo primeiro passo para que você saiba se o financiamento de veículo realmente é viável. Afinal de contas, financiar um veículo tem que te trazer comodidade, e não atrapalhar sua vida financeira, não é mesmo?
Plano de saúde: o que devo saber antes de contratar um?
Infelizmente, a saúde pública tem deixado muito a desejar no nosso país. Por isso, atualmente, é quase que imprescindível a contratação de um plano de saúde. Isso é retratado pelo número de brasileiros que são beneficiários de planos de saúde: em dezembro de 2018, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, eram mais de 47 milhões! Que contratar um plano de saúde é uma necessidade, todo mundo sabe, mas como escolher o melhor plano de saúde para o seu caso?   Conheça os diferentes tipos de planos de saúde Em regra, existem 3 tipos de planos entre os quais você pode pode escolher. São eles: Individual/Familiar, Coletivo por adesão e Coletivo empresarial.  Vamos entender qual é a diferença entre esses planos para descobrir qual é o melhor para o seu caso.   Plano individual O plano individual ou familiar pode ser contratado por qualquer pessoa física. É uma ótima opção pra quem está insatisfeito com o plano de saúde da empresa, para quem trabalha em uma empresa que não oferece plano de saúde ou até mesmo para quem não possui trabalho formal.   Imagine que Carlos, um jovem de 23 anos, esteja trabalhando como motorista de aplicativo. Nesse caso, ele não possui trabalho formal, mas mesmo assim sabe que fazer uma consulta com médico particular é muito caro. Por isso,  a melhor opção seria contratar um plano individual em que ele estaria protegido caso precisasse de suporte médico.   Plano coletivo por adesão Já para contratar o plano coletivo por adesão, é necessário que o contrato seja firmado por uma pessoa jurídica. Ele exige que todos inclusos no plano de saúde possuam vínculo com a associação profissional, ou sindicato, que firmou o contrato. Uma opção ideal para o Seu João, por exemplo, um idoso de 82 anos, que participa da associação de aposentados do bairro em que mora.     Plano coletivo empresarial Existe também a opção de adesão coletiva empresarial. Para que ela seja feita é preciso que o contrato seja firmado por uma pessoa jurídica. E para sua adesão os beneficiários devem estar ligados à pessoa jurídica por relação empregatícia ou estatutária. Assim, esse plano é uma boa ideia para o Pedro, que abriu uma empresa troca de óleo há um ano e hoje, com 6 funcionários, procura dar conforto aos seus empregados.     O que será coberto pelo plano?   Para sua decisão ser a melhor possível, é preciso ficar atento ao tipo de cobertura que atenda às suas necessidades. O plano pode ser: Ambulatorial; Hospitalar sem obstetrícia; Hospitalar com obstetrícia; Exclusivamente odontológico.   Cobertura Ambulatorial Nesta cobertura está garantida a prestação de serviços de saúde que compreende consultas médicas em clínicas ou consultórios, exames, tratamentos e demais procedimentos ambulatoriais. Isto inclui procedimentos que são feitos em consultórios ou ambulatório. Este plano não engloba internações, ou procedimentos que dependam de estrutura médica por período superior a 12 horas como eletroencefalograma, mamografia, radiografia, retinografia, teste de visão de cores ou ultrassonografia. Os atendimentos de emergência estão limitados até as primeiras 12 horas do atendimento. Caso você necessite de atendimento após as 12 primeiras horas, você será encaminhado para o SUS, ou arcará com os gastos extras. Prós:   Cobertura de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais; Custo da mensalidade mais baixo; Atendimento de urgência e emergência em hospital. Contras: Cobertura apenas nas primeiras 12 horas em hospital; Sem cobertura para internações, cirurgias ou parto.   Ideal para: Ideal para quem tem um orçamento menor, mas quer ter a comodidade de fazer consultas e exames na rede privada.     Cobertura Hospitalar sem Obstetrícia   Garante a prestação de serviços em regime de internação hospitalar, com exceção da atenção ao parto. Prós:   Atendimento de urgência e emergência em hospital previsto no plano; Cobertura de internação e cirurgias. Contras: Sem cobertura para parto; Preços mais altos; Não possui cobertura de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais.   Ideal para: Homens; Mulheres que não possam ou não pretendam ter filhos.     Cobertura Hospitalar com Obstetrícia   Além do regime de internação hospitalar, também está inclusa a atenção ao parto. É garantida, ainda, a cobertura assistencial ao recém-nascido filho natural ou adotivo do contratante, ou de seu dependente, durante os primeiros 30 dias após o parto. Se algum cuidado for necessário depois dos 30 primeiros dias, a operadora não tem responsabilidade de cobrir o atendimento. Prós:   Atendimento de urgência e emergência em hospital; Cobertura de internação e cirurgias; Cobertura para parto; Cobertura de atendimento ao recém-nascido filho natural ou adotivo do contratante, ou de seu dependente, durante os primeiros 30 dias após o parto.   Contras: Preços mais elevados; Não possui cobertura de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais.   Ideal para: Mulheres que possam ou pretendam engravidar.     Cobertura Exclusivamente Odontológica Esse tipo de cobertura de plano de saúde garante assistência odontológica. Conta com cobertura de consultas, exames, tratamento de cárie, tratamento de canal, extração de dentes, atendimentos de urgência e emergência odontológicos. Tratamentos e demais procedimentos realizados a pedido do dentista, como implantes dentários, dentadura, serão cobertos de acordo com seu plano. Cuidado! Nem todos os planos odontológicos possuem a mesma cobertura. A assistência será prestada de acordo com o contrato firmado.   Prós:   Atendimento de assistência odontológica. Contras: Não existe cobertura para procedimentos médicos, fora os odontológicos. Ideal para: Quem procura, exclusivamente, atendimento odontológico.   Todas essas coberturas podem ser combinadas, ou seja, existem planos que incluem Ambulatorial + Hospitalar com obstetrícia, ou hospitalar sem obstetrícia + odontológico. Isso faz com que os benefícios sejam agregados. Então um plano hospitalar com obstetrícia + ambulatorial contaria com: cobertura de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais, atendimento de urgência e emergência em hospital, cobertura de internação e cirurgias, cobertura para parto e cobertura de atendimento ao recém-nascido filho natural ou adotivo do contratante, ou de seu dependente, durante os primeiros 30 dias após o parto.     Cobertura Consultas, exames e procedimentos ambulatoriais Atendimento de urgência e emergência em hospital Internação e cirurgias Cobertura para parto Ambulatorial  ✔️ ✔️ Até as primeiras 12 horas ❌ ❌ Hospitalar sem Obstetrícia ❌ ✔️ ✔️ ❌  Hospitalar com Obstetrícia ❌ ✔️ ✔️ ✔️  Ambulatorial + Hospitalar ✔️ ✔️ ✔️ ❌  Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrícia ✔️ ✔️ ✔️ ✔️   Onde eu serei atendido? A abrangência do plano de saúde diz respeito a onde você será atendido. Ou seja, em quais locais o seu plano vale. Um plano de saúde mais simples conta apenas com abrangência em um grupo de municípios ou até mesmo em um só hospital. Por outro lado, um plano de saúde mais completo, geralmente, terá uma abrangência nacional.   Se o plano for de abrangência regional, o atendimento estará limitado à área geográfica prevista no contrato. Caso seja de cobertura nacional, o atendimento estará garantido em qualquer localidade do país. Ou seja, se você é uma pessoa que costuma viajar muito e sabe que podem acontecer imprevistos com sua saúde durante alguma viagem, é mais coerente contratar um plano de saúde com cobertura nacional. É claro que a maior abrangência de cobertura implicará em um valor maior da mensalidade. E não esqueça de procurar saber quais são as redes credenciadas, ou seja, quais clínicas, hospitais, médicos e laboratórios atendem seu plano.   A partir de quando posso usar o plano? Ao contratar um plano de saúde pela primeira vez, você certamente irá passar pelo período de carência. Então vai aí uma dica: se você irá contratar plano de saúde individual, não perca muito tempo comparando as carências. Isso porque  elas costumam ser as mesmas em todas as prestadoras de serviço, não podem ser superiores às máximas permitidas pela ANS.   Situação   Tempo máximo a ser aguardado após a contratação do plano de saúde Casos de urgência (acidentes pessoais ou complicações no processo gestacional) e emergência (risco imediato à vida ou lesões irreparáveis) 24 horas   Partos a termo, excluídos os partos prematuros e decorrentes de complicações no processo gestacional 300 dias Internação, cirurgias 180 dias Doença pré-existente 24 meses   Em contramão, alguns planos de saúde empresariais podem contar com carência zero, desde que o plano de saúde possua mais de 30 pessoas. Isso é o mais comum por parte das operadoras de planos de saúde.   Entretanto, existem algumas operadoras que oferecem carência zero para planos com menos de 30 funcionários. É o que acontece no caso da SulAmérica, em que a carência zero é oferecida a partir de 10 pessoas no plano. Por sua vez, a Porto Seguro também oferece a mesma condição a partir de 5 pessoas cadastradas no plano.   Quando o valor do meu plano vai aumentar?   Ter controle de quanto o plano de saúde vai sacrificar da sua renda é algo imprescindível. Por isso, é muito importante saber quando o seu plano sofrerá alterações de valor. O plano de saúde tem aumento dos preços em duas situações: mudança de faixa etária e aumento anual.   O ajuste conforme mudança de faixa etária é igual para qualquer tipo de plano, ou seja, sempre que você mudar de uma faixa etária para outra, o valor do seu plano vai subir. Essas mudanças acontecem dos 18 aos 59 anos, com intervalos de 5 anos. A primeira mudança acontece dos 18 para os 19, a seguinte com 24, depois com 29 e assim por diante, até os 59. E a partir dos 59 não existe mais mudanças de faixa etária.   Já o ajuste anual não funciona da mesma forma para todos os tipos de plano. Como o próprio nome diz, o ajuste ocorre na data de aniversário de cada contrato. Para planos de saúde individuais e familiares, esses ajustes são limitados pelo índice da ANS ( Agência Nacional de Saúde Suplementar), mas os planos podem aumentar menos do que o índice.    Ao contrário do que acontece nos planos individuais, nos planos de saúde coletivos os reajustes não são definidos pela ANS. Nesses casos a Agência apenas acompanha os aumentos dos preços. Eles são reajustados através de livre negociação entre a operadora do plano de saúde e o representante do grupo contratante (empresa, fundação ou associação) e a ANS não interfere nessa negociação. Em 2018 o aumento máximo permitido pela ANS para planos de saúde individuais foi de 10%. Ao passo que a média de reajuste para planos coletivos chegou a 19% no mesmo ano, segundo o Valor Econômico.    E o pagamento, como faço para deixar o plano mais em conta?   Vários fatores influenciam a contratação de um plano de saúde. Mas saber que você vai conseguir arcar com todos os custos é essencial para fechar o contrato. E não é só a mensalidade que vai dizer qual será o preço real do seu plano de saúde. Para você não se enrolar com as contas, nós vamos te ajudar! Os planos de saúde podem se dividir em 3 quando a questão é pagamento. Em regra, você pode escolher entre os planos sem coparticipação, com coparticipação e com franquia.   Com coparticipação O plano de saúde que conta com a coparticipação, possui uma mensalidade mais acessível. Por que isso acontece? Pois nele, a cada procedimento que o beneficiário faz, a operadora arca com uma parte do valor, e você que é o beneficiário, paga a outra parte. Isso faz com que o valor da mensalidade seja mais baixo. Além disso, o valor das faturas irá variar dependendo do uso do plano. Ou seja, se você não utilizar o plano no mês de janeiro, a próxima fatura será apenas a mensalidade. Mas se em fevereiro você utilizar 3 procedimentos, a fatura do próximo mês será o valor da mensalidade mais o valor da coparticipação dos 3 procedimentos feitos. Então esse plano de saúde vale a pena para quem? É ideal para quem não frequenta muito o médico e busca cobertura para check-ups, eventuais consultas e possíveis emergências. A coparticipação é cobrada pelo número de uso de procedimentos. Por exemplo, um exame que custa R$100,00, a operadora tem a possibilidade de cobrar até 40% do valor do procedimento, então, nesse caso, o beneficiário pode pagar R$40,00 pelo exame. Esse valor será somado à mensalidade. Pense na Fernanda, por exemplo, que tem 25 anos, pratica esportes e leva uma vida saudável. No momento, ela está desempregada e com pouco dinheiro, mas ainda quer ter a segurança de possuir um plano de saúde. Para ela, que não precisa de ir muito ao médico, o melhor caso seria contratar um plano com coparticipação. Neste caso as mensalidades são mais baixas e só aumentam na medida em que ela usa o serviço do plano de saúde.   Sem coparticipação Cada vez menos se vê planos sem coparticipação disponíveis no mercado. Esse tipo de plano possui uma mensalidade fixa, o que quer dizer que, independente do uso do plano de saúde, seu valor não muda. O valor cobrado é maior do que os demais, afinal, você pode usar o quanto quiser sem que haja cobrança extra. Mas vale a pena pagar mais nas mensalidades? Isso vai depender do seu perfil. Caso você use muito o seu plano de saúde e precise ir sempre ao médico, esse tipo de plano vale a pena. Caso contrário, é melhor pesquisar os outros tipos de contratação. Vamos ao caso do Fábio que fez um plano sem coparticipação para o seu filho Miguel. Miguel tem 10 anos e precisa ir ao médico constantemente, por causa da sua diabetes. Por isso, Fábio escolheu esse tipo de plano para seu filho.   Com franquia Nessa modalidade de plano de saúde, o consumidor paga uma mensalidade e tem direito a alguns procedimentos básicos. Se precisar de outras consultas, exames ou cirurgias, tem de pagar do próprio bolso até o valor da franquia que está previsto em contrato. Depois que usar toda a franquia, o plano de saúde é que tem de arcar com os gastos. Para quem não usa muito o plano de saúde, ou prefere consultar em um consultório particular, mas mesmo assim, quer ter a segurança de que será coberto em casos médicos que custam muito além do seu limite, esse é o plano ideal. No caso da franquia, similar a um seguro de carro, o convênio estipula um valor mínimo a partir do qual fornece a cobertura. Se a franquia, por exemplo, for de R$ 300,00,  o cliente paga integralmente o valor dos procedimentos que custam menos do que isso. O que passar desse valor é arcado pelo plano. É o caso de Gilberto, de 47 anos, que prefere pagar as consultas particulares para ir nos médicos que ele é acostumado. Mas ele também quer ter a segurança de ser coberto, caso precise de um procedimento mais caro. Por esse motivo, escolheu fazer um plano com franquia.   Como compará-los?  No site da ANS você pode conhecer e comparar opções antes de contratar um plano de saúde. Lá você também vai encontrar a média de preços de cada plano. Como você pôde perceber existem vários tipos de planos de saúde. Saber o seu perfil, analisar preços e pesquisar bem é o caminho para escolher o melhor plano para você ficar livre de problemas futuros. Ah, e lembre-se: se tiver alguma dúvida, deixe seu comentário e nós vamos te responder!
Guardar dinheiro: mesmo que você ganhe pouco, comece a poupar agora!
Não é raro encontrar por aí pessoas que gastam tudo (ou até mais!) do que ganham. Imagine então o que é que acontece quando, com orçamento apertado, acontece uma emergência? Pode ser uma despesa nova do filho, uma doença repentina ou até mesmo um conserto no carro. Você leu essa história e se reconheceu nela? Pois é, a falta de reserva financeira pode ser fundamental para te dar tranquilidade para enfrentar algum imprevisto. Mas, se você acha que guardar dinheiro para uma emergência não é prioridade porque ganha pouco, leia este artigo até o final e vamos te provar que você está errado.   Uma pesquisa feita pelo SPC (Sistema de Proteção ao Crédito) , em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e com o Banco Central (BC), constatou que de cada dez brasileiros, apenas quatro teriam condições de lidar com uma despesa inesperada sem ter que recorrer a empréstimo ou a ajuda de parentes. Ou seja, apenas 42% dos entrevistados conseguiriam arcar com imprevisto financeiro equivalente ao valor do salário mensal.   Mas infelizmente o resultado dessa pesquisa não é novidade. O tempo passa, o acesso à informação aumenta e as dificuldades financeiras vão se mostrando cada vez mais presentes. Por outro lado, o ritmo de aprendizado e de mudança de hábito do brasileiro ainda continua lento. Mudar é difícil, mas nós precisamos ficar atentos e tentar mudar: a falta de reserva financeira é quase generalizada. Existem pessoas que vivem de pagamento em pagamento, de contra-cheque em contra-cheque. Elas realmente têm muita dificuldade caso haja uma quebra nesse ritmo, como um desemprego, uma emergência ou um gasto não esperado. Isso tudo por que não se planejam e não guardam dinheiro. Essa pesquisa constata, dentre outras coisas, que é preciso repensar a maneira com que lidamos com o dinheiro.   Quanto menor a renda, maior a necessidade de guardar dinheiro Como eu vou guardar dinheiro se ganho pouco? Um dos principais comentários da matéria foi que a pesquisa dá a sugestão que as pessoas devem guardar dinheiro. Não é incomum encontrar pessoas que acham que ganham pouco e que, logo por isso, é impossível guardar dinheiro nessas circunstâncias. Não acho que guardar dinheiro seja fácil, mas posso afirmar que quanto menos você ganha, mais importante é ter essa reserva. Mesmo que seja difícil, e envolva mudança, é quem ganha menos que mais precisa dessa reserva.   Caso a empresa de uma pessoa bilionária quebre, ela ainda possui um patrimônio gigante. Não vai ser preciso que essa pessoa mude seu padrão de vida. Se você ganha um salário baixo e não costuma guardar dinheiro, sua vida pode mudar da noite para o dia caso você perca seu emprego, por exemplo. É fundamental que as pessoas que ganham menos assumam esse discurso para si e busquem maneiras de vencer as dificuldades financeiras. Ressalto, não estou dizendo que é fácil, pelo contrário, não é fácil, mas é de extrema importância guardar dinheiro. Até por que, quando se trata de imprevisto, pode acontecer com qualquer um.   Mas afinal de contas, o que deve ser feito quando acontece um imprevisto? O que você acha que deve ser feito quando se passa por um aperto financeiro? Reduzir gastos supérfluos? Cancelar a TV a cabo? Ou fazer compras em um supermercado mais barato? Na pesquisa, diante de problemas financeiros, metade dos entrevistados garantem que cortariam despesas desnecessárias. Mas se você sabe que tem despesas desnecessárias, por que esperar uma crise para poder cortá-las? Essa mesma metade diz que não é possível guardar dinheiro, fazer uma reserva, aplicar recursos e colocar os juros para render a seu favor e aumentar seu patrimônio.   A pessoa sabe que tem uma despesa desnecessária, sabe que compra em um supermercado mais caro, sabe que paga um plano de TV maior do que ele usa. Se conferir as contas, vai achar R$50, R$100 de tarifas, de taxa de administração, por exemplo. Então a dica é : NÃO espere a crise. Comece a guardar dinheiro hoje! Economize sempre que possível! Gaste um tempo e procure planos de telefone mais baratos e ao mesmo tempo que cubram todas suas necessidades, faça isso também com o plano de internet e assim por diante. Você não pode trocar de companhia de luz, mas pode, talvez, economizar usando potencial de energia solar, como já falamos aqui.   Você se preocupa com o futuro? A expectativa de vida do brasileiro tem aumentado ano após ano. Estima-se que, em 2060, 25% da população brasileira será representada por pessoas com mais de 65 anos. Atualmente a proporção é de 9% de idosos. Em outras palavras, daqui 40 anos essa proporção será quase três vezes a atual. Ou seja, o problema de não se planejar para o futuro será maior.   Nós estamos discutindo a reforma da previdência por que o Estado dá conta de que é quase impossível continuar cumprindo as obrigações como estão postas hoje. O que significa que quem conseguir se aposentar, provavelmente, vai se aposentar com uma renda menor do que atualmente, ou por um período menor, já que vai se aposentar mais tarde. Isso tudo só comprova que complementar a renda, se hoje já é importante, daqui a alguns anos será mais ainda. Apesar disso, a pesquisa mostra que as pessoas não estão se planejando.   Planejamento é fundamental para guardar dinheiro O resultado da pesquisa mostra que muitos dos entrevistados, quando perguntados o que farão se a renda não for suficiente, respondem que dependerão do cônjuge, de filhos e terceiros. Ou seja, estão contando com a sorte. Nós não sabemos em quais condições os filhos ou cônjuges vão estar. Então aí vai mais uma dica: não conte com a sorte, com o inesperado, com os filhos, os cônjuges, ou com terceiros, SE PLANEJE!   Esse assunto pode parecer batido, ou repetitivo, pois todos sabem que é preciso guardar dinheiro. Mas quando juntamos a falta de reserva com o envelhecimento da população, somado à reforma da previdência e ao endividamento do Estado o resultado é um futuro de preocupação financeira.   Além disso, o fato de não guardar dinheiro pode ser um grande problema caso ocorra um imprevisto. Muitas vezes, sem uma reserva financeira, as pessoas buscam ajuda de um empréstimo. E existem muitas financeiras oferecendo empréstimos com juros altíssimos, o que pode piorar muito sua situação financeira. Mas se pegar um empréstimo for inevitável, pesquise bem e visite nosso simulador de empréstimo pessoal.   Quanto devo economizar por mês? Se você ganha pouco, não sobra dinheiro ou não consegue poupar, não se preocupe. Na verdade, é possível fazer ótimas aplicações hoje a partir de R$30 por mês. É possível ter bons rendimentos, que até alguns anos atrás só estavam disponíveis para pessoas ricas, com R$30 por mês. Por exemplo, Leticia tem 22 anos, começou a trabalhar agora e já pensa na sua aposentadoria. Ela começou a guardar 70 reais por mês. Quando completar 65 anos ela terá acumulado R$ 119.788,40 o que geraria uma renda extra de R$934,85 mensais até seus 80 anos. Já é uma ótima ajuda extra. Você pode simular quanto acumularia no nosso simulador de aposentadoria. Se você quer investir seu dinheiro, confira nosso simulador de investimento e saiba boas opções para o seu caso.   Outro ponto que é bem citado durante a pesquisa é a história de pessoas que acham que não vale a pena guarda dinheiro porque, mesmo que se conseguissem, o dinheiro seria pouco. Isso é MENTIRA! Nós estamos falando de construir uma reserva para daqui 15, 20, ou 30 anos. E por mais que não pareça, R$30 por mês faz muita diferença em um longo prazo como esse. Essa resposta de que pouco não adianta não é válida, pois adianta sim, tudo que você fizer valerá a pena.   Pare, pense, reavalie seu plano Quem não guarda dinheiro pode achar que não está correndo riscos, pois imaginam que continuarão trabalhando mesmo depois de aposentados. E segundo a pesquisa, 4 em cada 10 pessoas já admitem que ao se aposentar vão ter que continuar trabalhando. Claro que 65 anos ainda é uma idade que a maioria das pessoas ainda têm capacidade de trabalhar. Afinal de contas a medicina está progredindo, os cuidados pessoais são cada vez melhores. Mas ao mesmo tempo, o mercado de trabalho está mudando muito e em uma velocidade muito rápida.   Para aqueles que não querem guardar dinheiro e preferem contar que estarão empregados no futuro, não é o que eu faria, mas se esse é seu plano, minha dica é: continue atualizado. Com a mudança das ferramentas de trabalho, o avanço da tecnologia, se manter por dentro de tudo isso fica mais difícil com o avançar da idade. Se você não se manter atualizado, dependendo da profissão, no futuro, você pode não encontrar emprego.   Além disso depender de trabalhar até os 70,80 anos é arriscado. Além de se manter atualizado, no futuro, você terá que concorrer com pessoas jovens, que topam salários menores, ou seja, pode ser que você não vá ganhar o que imagina.   O grande alerta aqui hoje: é pare, pense e reavalie seu plano. Não espere sobrar dinheiro para começar a guardar. Faça um compromisso com você mesmo, separe todo mês 5% do seu salário e comece a guardar dinheiro. Se você não fizer esse compromisso é bem provável que esse dinheiro, que poderia ser poupado, será ser gasto em algo supérfluo. Faça isso hoje. Não espere acontecer algum imprevisto, se previna. Sempre é possível economizar em alguma coisa. Vale a pena sim guardar dinheiro para o seu conforto futuro. 
Quer dinheiro fácil na bolsa? Cuidado com pirâmides financeiras!
Você já ouviu falar em ganhar dinheiro fácil com pirâmides financeiras? Ou já quis saber como funciona? Aqui nós te explicaremos tudo que você precisa saber para não cair nesse golpe!   Recentemente foram notificados dois casos graves de fraudes em investimentos financeiros no Brasil. O primeiro, ocasionado pelo dono da empresa JJ Invest, acabou com o desaparecimento do golpista. Já na segunda situação, com desfecho trágico, o golpe foi dado por um agente autônomo (alguém credenciado a auxiliar pessoas na área de investimento), atuando, supostamente, como assessor da BankRio e ligado à corretora XP.   Como funciona o esquema de pirâmide  Antes de saber como se proteger desse golpe financeiro é importante entender como funciona. Afinal de contas, o que é uma pirâmide financeira? Um esquema como pirâmide é caracterizado pelo fato de a remuneração dos investidores ser proveniente dos novos investidores que estão ingressando. Ou seja, o lucro do negócio não é fruto de um investimento real da economia ou mesmo de alguma inteligência financeira para aplicar em ativos e ações, mas de investidores novos que têm prejuízo enquanto aqueles no topo da pirâmide têm lucro.   A pirâmide  faz com que aqueles que entrem no esquema paguem àqueles que já estavam dentro do sistema. Geralmente essas pirâmides prometem dinheiro fácil com rendimentos extrapolantes, muito acima do que o mercado financeiro retribui. Por exemplo, a garantia de uma rentabilidade de 5% ao mês sem risco por 3 anos.   Para conseguir entender melhor, exemplificaremos com um dos exemplos de esquema de pirâmide mais básicos que existem: o golpe do avião.  Para quem era jovem nos anos 1980, essa brincadeira deve soar familiar. O jogo era baseado em uma pirâmide de 4 níveis, sendo o piloto o nível mais alto e os passageiros o mais baixo.   Os participantes de nível inferior alimentavam o esquema com dinheiro, fazendo com que o piloto “decolasse”, ou seja, saísse do jogo. Assim os passageiros subiam de nível e recrutavam novos passageiros. A brincadeira continuava até que o esquema ruísse por falta de participantes. O “Avião”, apesar de ser uma brincadeira, é um jogo perigoso e proibido.   Fique atento! Eventualmente uma pirâmide pode aparecer sem demonstrar lucros muito acima da média, dando a falsa impressão de que são investimentos reais. No entanto, sempre que alguém prometer dinheiro fácil por um esquema desses, suspeite. Afinal de contas, já dizia o ditado: quando a esmola é demais, o santo desconfia.       Como o esquema de pirâmide surgiu Ao longo do séculos XX e XXI, houve vários esquemas diferentes de pirâmide que se tornaram famosos. O inventor desse golpe foi Charles Ponzi, seu esquema era relacionado à economia real. Mais especificamente, selos postais.   Esquema Ponzi Ponzi afirmava para seus clientes que possuía um esquema com altíssimo rendimento prometendo, assim, dinheiro fácil. No entanto, após seu enriquecimento, Ponzi desapareceu nos Estados Unidos. Pelo fato de o ocorrido ter ganhado grande fama, atualmente, alguns veículos de mídia noticiam acontecimentos recentes desse tipo como esquemas Ponzi. Outro caso famoso de um esquema de pirâmide foi de Bernard Madoff. Seu sistema só foi descoberto em 2008 no período de crise e atualmente ele está preso.   O caso Madoff Madoff era um real investidor financeiro e seu golpe lhe rendeu cerca de $20 bilhões de dólares. Este caso foi tão emblemático que, em 2016, um golpista de Minas Gerais, preso pelo esquema de pirâmide, ficou conhecido como Madoff Mineiro. Outros esquemas financeiros que já foram recorrentes no Brasil foram aqueles ligados à  economia real. Golpistas chegavam a oferecer investimento em fazendas de gado, como foi o caso da Boi Gordo. Outro caso famoso foi o do Avestruz Master, em que uma empresa afirmava vender avestruzes. Isso sem falar na TelexFree, que era um produto confiável no exterior, mas se tornou golpe de pirâmide no Brasil.   Afinal, o que houve nos cenários da JJ Invest e do agente econômico? No caso específico da JJ Invest, o golpista oferecia um produto de investimento e dizia que havia carência para retorno. Os primeiros a investir chegaram a receber parte desse dinheiro a partir dos investimentos dos que entravam no negócio logo depois. Entretanto, aqueles que investiram depois, ao final do prazo de carência, não tiveram retorno. No final do golpe, o investidor que começou essa história acabou foragido. Já no caso do agente econômico, o golpista era um assessor credenciado pela empresa BankRio, que é ligada à XP investimentos. O golpe foi realizado de forma independente, sem que a BankRio ou a XP soubessem. A fraude era baseada em promessas por parte do golpista, que afirmava aos seus clientes que ele poderia conseguir dinheiro fácil. Para isso, o cliente deveria transferir o dinheiro a uma firma, que estava no nome do agente, para que esse cliente pudesse fazer seu investimento. Após a descoberta da fraude, o autor do esquema cometeu suicídio. Atualmente a XP está indenizando aqueles que foram prejudicados pelo golpista, apesar de não ter sido acusada de participar do golpe.     Como as pessoas são convencidas a participar de um esquema desse? No inicio os golpistas oferecem à pessoas possibilidade de ganhar dinheiro fácil. Ao longo do tempo o esquema ganha credibilidade pelo retorno dos primeiros participantes, que serão a minoria a receber algum valor após colocar dinheiro no golpe. Assim, sequencialmente, novos indivíduos entram no esquema e acabam levando prejuízo. Isso porque o golpista, ao longo do tempo, fica incapaz de retribuir a quantia prometida para os novos participantes. Dessa forma, a pessoa que iniciou o esquema abandona a pirâmide e desaparece com o dinheiro dos outros participantes.   Então, agora que já entendemos como esses golpes funcionam, que tal descobrir como não cair neles?   Como não cair em golpes financeiros 1) Promessa de dinheiro fácil Antes de fazer um investimento que parece exageradamente bom, tome cuidado e lembre-se: quando a esmola é demais o santo desconfia! Não existe dinheiro fácil e nem alto retorno sem alto risco. Mesmo que o retorno não seja tão alto, ainda assim existe risco. Desconfie caso alguém tente te vender um investimento com retorno garantido. Ninguém pode assegurar uma rentabilidade garantida quando se trata de ações.    Atente-se ainda se afirmarem que o investimento é garantido pelo FGC. Este é um fundo que protege o investidor caso a instituição declare falência. No entanto, só protege o dinheiro em renda fixa, ou seja, fundos de investimento não possuem garantia do FGC.   Ainda hoje existem empresas que prometem um retorno absurdo de forma garantida. Por exemplo, recentemente viralizou na internet um vídeo em que uma moça parecia afirmar ter conseguido aumentar seu patrimônio de R$1.500 para R$1.040.000 em 3 anos! E mais: isso tudo investindo em ações! Além disso, ela asseguraria que quem se inscrever em sua firma poderia ter o mesmo rendimento que ela. No entanto, para lucrar essa quantia absurda de dinheiro em 3 anos pela bolsa, seria necessário que a rentabilidade média dos investimentos fossem de 0,88% ao dia durante 1095 dias. Esse feito não é impossível, mas é EXTREMAMENTE IMPROVÁVEL de ser conquistado. Portanto, FIQUE ATENTO COM ESSE TIPO DE PROMESSA. Acima de tudo lembre-se: NÃO EXISTE DINHEIRO FÁCIL. 2) Confira em qual nome é feito o investimento Preste atenção em qual nome os investimentos estão sendo feitos. Nos casos da JJ Invest e do agente autônomo, os golpistas investiam o dinheiro dos usuários em seus próprios nomes, quando, na verdade, isso deveria estar no nome do dono do dinheiro.   Pode ser que você não esteja acostumado com o universo das ações, mas investimentos, em regra, são feitos no nome de quem coloca o dinheiro, e não dos intermediários. Esse fato serve para qualquer tipo de investimento, seja renda variável, renda fixa ou qualquer outra aplicação. Por exemplo, se você quer investir dinheiro em ações de uma empresa X, as ações ficarão no seu nome, e não no nome da corretora que realizou sua compra.   Caso você tenha dúvidas, procure saber mais, pergunte para outras pessoas em quem você confia e que estão acostumadas a investir dinheiro. Converse com especialistas, leia mais sobre esse assunto. Nós, inclusive, fizemos um post aqui no blog explicando o que você precisa saber sobre bolsa de valores, sendo iniciante, antes de investir seu dinheiro. 3) Pesquise mais sobre o investidor Investir dinheiro é coisa séria, por isso não hesite em saber mais sobre onde seu dinheiro vai parar. Pesquise quem está te oferecendo o produto, se a empresa do vendedor é cadastrada nos órgãos responsáveis, inclusive os de atuação, para saber se ela existe mesmo. Procure no Google ou fóruns de investidores. Vasculhe em fontes como a ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras), e as autarquias públicas (CVM, Banco Central do Brasil).   Outra boa dica é descobrir o que as outras pessoas estão falando sobre essa empresa, seja a que está se oferecendo para intermediar seu investimento, seja aquela que vai receber seu dinheiro. Essas empresas (ou pessoas) costumam cumprir o que prometem? Elas são conhecidas por sua boa fama ou costumam deixar outras pessoas na mão? Uma boa forma de descobrir isso é pesquisar em sites como o Reclame Aqui e até mesmo procurar se existem avaliações positivas ou negativas nas redes sociais ou em blogs.   Lembre-se ainda que existem empresas não financeiras que assessoram os investidores de forma legal. Entretanto, esse tipo de firma costumam ter uma instituição financeira ao lado, onde o cliente abrirá uma conta para começar a investir.     4) Seja desconfiado Acima de tudo: desconfie ao máximo. Mesmo pessoas credenciadas podem estar tentando te ludibriar, como foi o caso de Madoff, que era um investidor credenciado e mesmo assim aplicou o golpe da pirâmide.     Mesmo que você não tenha paciência de criar uma conta em corretora ou investir pelo banco, não pense que a partir de um terceiro com promessas muito grandes será possível pegar um atalho para fazer investimentos e ganhar dinheiro fácil. Seja cético e preste atenção: na área de aplicações não existem ganhos mágicos. Estamos aqui para separar o joio do trigo, para ajudar você a saber o que realmente é um fundo de investimento e o que é um golpe de pirâmide.   Agora que você conhece sobre o esquema da pirâmide, preste atenção em promessas de dinheiro fácil. Caso você ainda tenha dúvida e fique assustado com a ideia de cair em um golpe da pirâmide, não se desespere. Seja desconfiado, pesquise, pergunte, se resguarde. Atitudes como essas podem parecer pequenas, mas podem evitar que você caia em golpes por aí e perca muito dinheiro. Você não quer correr esse risco, quer?   Se você tem interesse em investir e não sabe como começar, pode nos procurar, estamos aqui para te ajudar. Iremos te ajudar a escolher a melhor forma de começar a investir seu dinheiro. Temos vários posts que tratam desse assunto e um simulador de renda fixa. Se mesmo assim continuar com dúvida, você ainda pode nos perguntar diretamente pelo próprio blog. Não tem nada de errado em aplicar o dinheiro, mas é importante estudar e entender o mercado. Lembre-se: nessa caminhada nós estaremos ao seu lado.  
Investir na bolsa: o guia definitivo para iniciantes
Você provavelmente já teve curiosidade em relação ao mercado de ações? Já quis investir nele, participar do que parece ser um investimento emocionante e lucrativo, não? Já quis entender o que significa quando se noticia que os pontos da Ibovespa subiram ou desceram? Busque entender melhor o funcionamento das bolsas de valores e perceba como não é tão complexo como parece. Aqui nós iremos te mostrar maneiras de investir na bolsa sem precisar ser um especialista.   Variação no mercado de ações O mercado de ações é muito volátil, as pessoas ficam deslumbradas em relação às oscilações dos preços das mercadorias. Por exemplo, a tragédia em Brumadinho resultou em queda dos preços das ações da Vale em cerca de 24% em um único dia. Fato que evidencia como o valor de uma ação pode variar de forma rápida e incisiva.     Essas mudanças na bolsa de valores costumam despertar curiosidade nas pessoas. No entanto, ao mesmo tempo, assusta o cidadão comum, que se sente desconfortável em investir o próprio dinheiro nesse ramo. Não é pra menos, muita gente acha que o mercado de ações é quase uma roleta russa. Na crença popular é comum acreditar que apenas pessoas com alto grau de conhecimento ou que possuem informações privilegiadas conseguem lucrar na bolsa. No entanto, há maneiras de investir seu dinheiro de forma segura, sem precisar se estressar e com bom retorno financeiro.   As bolsas de valores ao redor do mundo No geral, cada país possui sua própria bolsa de valores. No caso do Brasil, a bolsa é a B3 (o índice é a Ibovespa), enquanto no Japão tem a"Bolsa de valores de Tóquio". Entretanto, essa fato não é uma regra, visto que nos Estados Unidos existem duas bolsas, a New York Stock Exchange e a NASDAQ.   Antigamente no Brasil existiam várias bolsas de valores como a BOVEMESB (bolsa de valores de Minas Gerais, Espírito Santo e Brasília), a BVJR (bolsa de valores do Rio de Janeiro) e a antiga bolsa de valores de São Paulo, além de outras. Todavia, ao longo do tempo, esses diversos mercados de ações fundiram-se, formando assim uma única empresa, que atualmente é a Ibovespa.   Como funciona a bolsa de valores Agora você deve estar se perguntando: mas como é que eu posso investir na bolsa? Preciso contratar um daqueles agentes que ficam o dia inteiro com dois telefones no ouvido, com aquelas telas gigantes, acompanhando se as ações estão subindo ou descendo? Igual mostra nos filmes?   Pessoas que exerciam essa função eram os operadores de mercado. Eles costumavam ficar no pregão, exercendo suas funções enquanto recebiam as ordens de seus clientes para comprar ou vender ações. Contudo, tais profissionais praticamente não existem nos tempos atuais.   Atualmente, com o avanço da tecnologia, essas operações são realizadas pelo Home Broker (um operador online) na sua própria casa. Para entrar nesse operador basta abrir uma conta em uma corretora online. O que normalmente é grátis e rápido, demorando no máximo 30 minutos.   Como o Home Broker funciona? A partir de sua conta na corretora é possível acessar ar o Home Broker, que é um painel que lista as empresas e suas característica principais. Ainda é possível filtrar essas empresas de acordo com a preferência do usuário. Por exemplo, caso tenha interesse em investir no setor de mineração é possível pesquisar a Vale, por exemplo. Caso o interesse seja por metalúrgicas, pode-se buscar então ações da Usiminas. O usuário ainda é capaz de realizar uma pesquisa apenas para bancos como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, etc.   Dessa maneira, o cliente se torna capaz de monitorar as empresas de acordo com seu interesse. As ordens pode ser definidas como de compra ou venda. Ou seja, a pessoa manifesta o próprio interesse para que a corretora efetue a compra ou venda das próprias ações pelos preços estipulados pelo usuário.   De quem eu compro a ação? É possível comprar qualquer ação que esteja na bolsa independente de a empresa ter colocado à venda. Esse tipo de negócio é chamado de transação de mercado secundário, o que significa investir na bolsa comprando ação de um terceiro.   Por exemplo, imagine que alguém queira vender uma ação da Vale na bolsa de valores e você quer comprar. A transação ocorre através do Home Broker e da Ibovespa unindo duas pessoas físicas independentes. Dessa forma é possível comprar uma ação de uma empresa sem que esteja, de fato, à venda. Assim também é possível vender a ação de uma firma sem a autorização dela.   Além da transação via dois indivíduos físicos, também é possível investir na bolsa comprando ações direto da empresa quando há abertura de capital. Basicamente, você compra  quando a instituição coloca ações da própria empresa à venda no mercado. Um exemplo atual dessa situação foi o Banco Inter que, no ano passado, abriu capital aos acionistas sendo possível ir ao leilão para comprar ações da Família Menin, os donos do banco, que detinham quase 100% das ações.   Acionistas podem decidir pela empresa? Afinal de contas, decisões só podem ser tomadas por quem tem mais de 50% das ações como nos filmes? Realmente, o controle de decisão não é colocado em risco quando o capital é aberto. No exemplo do Banco Inter, a Família Menin não deixou o comando em risco, eles continuam determinando os rumos da empresa mesmo com outros acionistas. A venda de ações significa apenas levantar capital como uma maneira de financiar as atividades da empresa.   Qual o melhor investimento para um iniciante Para aqueles que estão interessados a começar em investir na bolsa agora, os melhores investimentos são, claramente, aqueles de menor risco, como os dividendos. Mas afinal, o que que são dividendos de ações?   Dividendos são os "filhotinhos" que as ações geram de tempos em tempos. Em suma, as empresas distribuem uma parte dos lucros que elas geram para os acionistas. Por exemplo, uma firma qualquer gerou R$100 milhões de lucro, no entanto não tem um destino certo para esse dinheiro. Sendo assim, a instituição resolve retornar uma parte desse dinheiro aos acionistas,devolvendo o montante para quem aplicou na empresa. Dessa forma, o acionista receberia R$1,00 por ação que detém (valor hipotético), multiplicando assim essa quantia de acordo com a quantidade de ações que possui.   Lembre-se que existem diferentes tipos de ação, de acordo com a  categoria. Dessa forma, o valor a ser retribuído ao acionista pode variar. Exemplo disso é o caso de ação ordinária e preferencial, em que a primeira tem um retorno maior ao acionista do que a segunda.   Quantas ações posso comprar? É possível que você tenha tantas ações quanto puder comprar. Existem investidores que têm interesse em poucas firmas que sejam sólidas e estáveis do ramo tradicional. Por isso, acabam acumulando ações dessas poucas instituições. Essa estratégia é conhecida como investir em dividendos.   As empresas mais adequadas para investir em dividendos são aquelas com alto fluxo de caixa e com uma infraestrutura bem instalada (como seguradoras, metalúrgicas, empresas de energia elétrica, etc). Por serem empresas com faturamento mais estável e previsível, são chamadas de vacas leiteiras.   Conforme você acumula ações de uma determinada firma, pode se tornar um investidor relevante, adquirindo o direito de participar da "assembleia de acionistas". Nessas assembleias o investidor relevante tem o direito de expressar a própria opinião sobre os rumos da empresa. No entanto é importante lembrar que a tomada de decisão ainda está restrita aos sócios.   Como saber se eu vou perder ou ganhar dinheiro? Apesar desses investimentos em renda variável possuírem um bom retorno, é importante ficar atento ao prejuízo. Esses tipos de aplicações financeiras são como uma montanha russa, existindo efeitos externos que impactam no valor do patrimônio, sem necessariamente a empresa em si apresentar perdas consideráveis, .   A desvalorização da ação é o risco no investimento de renda variável, por isso o investimento em dividendos é o mais recomendável por ser o menos arriscado na área de bolsa de valores. Visto que as empresas alvo para investir em dividendos, como bancos, empresa de energia elétrica e instituições de saneamento básico, costumam ser firmas estáveis com grande fluxo de caixa, mesmo que o valor oscile e haja perda nominal do valor da ação, os dividendos continuarão "pingando" na sua conta.   Normalmente essa empresas retornam 10% de rendimento, o que já é maior do que o atual da taxa SELIC que está retornando 6,5 % .Entretanto, fique atento, pois dividendos não são investimentos tão seguros como aqueles em renda fixa, por isso não pense em substituir todo seu investimento em dividendos, busque diversificar os investimentos.      Quanto é necessário para investir na bolsa? Para investir em ações não é necessário ter muito dinheiro. No entanto, não é aconselhável investir em renda variável como a primeira forma de aplicação. É importante que antes de colocar seu dinheiro em ações, você tenha uma reserva que possibilite passar seis ou sete meses sobrevivendo apenas desse montante.   Depois, quando você tiver um patrimônio consolidado em renda fixa, investir na bolsa passa a ser interessante. Mas tome cuidado, a bolsa de valores é muita arriscada, por isso é bom enfatizar que para iniciantes o investimento mais recomendado são os dividendos.   Qual o momento ideal para começar a aplicar na renda variável? O ideal é comprar a ação quando sua valorização está baixa e vendê-la quando estiver em alta. No entanto, o ser humano nem sempre é racional.   Como já discutimos antes no blog, existem gatilhos que impulsionam a ação humana de forma irracional. No mercado isso é visto como um efeito de retrovisor. Basicamente as pessoas buscam o histórico do investimento para determinar se devem ou não investir, mas isso nem sempre é o que deve  ser feito. Isso porque apenas verificar se a ação está em alta ou em baixa não significa que futuramente ela permanecerá por esse mesmo fluxo. Aliás, um investimento que estava em baixa pode subir e aumentar o ativo, assim como pode acontecer o contrário.   Cuidado com as pegadinhas na hora de investir na bolsa! Por conta desse pensamento trivial muitas pessoas perdem dinheiro com renda variável. A bolsa, por exemplo, chegou a bater em 100.000 pontos, mas isso não significa que investindo agora o rendimento será tão efetivo quanto vem sendo nos últimos meses. No entanto, muitos arriscam suas rendas por influência de amigos ou familiares que lucraram com a Ibovespa recentemente. Quem é que não conhece alguém que diz por aí que ficou rico ao investir na bolsa? Às vezes pode até ser um cunhado ou primo que te encontra nas festas de família e diz que você está perdendo dinheiro? Cuidado pra não deixar a experiência dessas pessoas gerar prejuízo no seu bolso, ok? Por isso o mais aconselhável é o investimento em dividendos para iniciar a carteira. Dessa forma, mesmo que a ação se desvalorize, as perdas não serão significantes.   Um exemplo da ignorância da pessoas em relação a renda fixa é visível quando começam a investir na bolsa está barata… Não é incomum as pessoas decidirem não investir quando as ações estão em baixa, simplesmente porque acham que é enganação. Seria como não comprar um produto que está na liquidação! Isso não parece muito esperto, não é mesmo?   Seja cuidadoso com a euforia em relação à bolsa. Com a taxa Selic baixa e o rendimento ruim da renda fixa, os investidores comuns aplicam em ações sem ter o preparo correto de como devem investir nesse ramo. Decisões como essas podem gerar perdas consideráveis de seus capitais.   Seja cuidadoso para investir na bolsa Agora você já está capacitado para iniciar sua "aventura na selva da bolsa de investimentos". No entanto, lembre-se : NÃO ENTRE EM EUFORIA. Seja cauteloso e comece a investir na bolsa apenas se possuir uma boa reserva financeira. Não tente aplicar em nada arriscado, procure investir em dividendos de empresas consolidadas. Caso você esteja atrás de investimentos mais seguros, consulte nosso simulador de investimento. Por lá você vai encontrar as melhores sugestões de investimento, de acordo com o seu perfil investidor. Lembre-se ainda de não colocar seu dinheiro só pelo histórico ou porque conheceu alguém que lucrou antes com aquela ação. Senão você pode acabar preocupado, se perguntando onde é que foi parar o seu dinheiro que estava investido naquelas ações!  No mais, boa sorte com seus futuros investimentos e qualquer dúvida basta nos contatar nos comentários abaixo.  
Compra compulsiva: descubra como as lojas estão te fazendo comprar mais!
Você sabia que lojistas podem usar estratégias para te fazer comprar, mesmo quando você não quer gastar seu dinheiro? Pesquisas recentes apontam que a compra compulsiva pode ser influenciada por fatores externos, como aromas e até a beleza! Será que você está gastando sem querer porque o cheiro da loja é bom, ou porque achou a pessoa que está te vendendo atraente?   Decisões de compra são um misto de racionalidade e emoção Aspectos comportamentais tem sido cada vez mais estudados, e já se sabe que eles influenciam nossas decisões de consumo. O modelo de racionalidade plena, onde o homem é um minicomputador que sempre toma decisões economicamente ponderadas, caiu por terra. Já é comprovado que nossas decisões são um misto de racionalidade e de emoções.   Existem fatores externos que podem influenciar na hora da compra, mas o aroma, especificamente, pode ser um dos catalisadores. Por isso os lojistas, muito espertos, usam suas armas para aumentar o consumo e, consequentemente, a quantidade de compra compulsiva. E o resultado disse é que, muitas vezes você pode estar sendo influenciado a comprar quando não está preparado para isso financeiramente.   Como aromas certos possibilitam a compra compulsiva Já sabemos que alguns cheiros podem fazer com que acabemos comprando mesmo sem querer. É o caso do cheiro do pão fresquinho em um supermercado, por exemplo. Você acaba decidindo comprar pães (que nem queria) simplesmente porque sentiu o cheiro da próxima fornada. Mas e os cheiros que não estão diretamente ligados aos produtos consumidos?   A pesquisa realizada por Nicolas Guéguen e Christine Petr, dois professores franceses de marketing, acabou por esclarecer esse aspecto. Eles mediram o tempo e valor gastos numa pizzaria dependendo da existência ou não de um aroma específico no ambiente. Quando não havia nenhum tipo de cheiro perceptível, as pessoas demoravam, em média, 91 minutos na pizzaria. Os gastos, por sua vez, ficavam por volta de 17 euros e 50 cents.   Depois, resolveram fazer a mesma análise com o cheiro de limão no ambiente. Esse aroma não fez muita diferença: a estadia média foi de 90 minutos e o gasto foi 18 euros. Mas a situação mudou quando o cheiro usado foi o de lavanda. Eu particularmente gosto bastante desse aroma, tenho que tomar cuidado pra isso não me pegar também! No caso do cheiro de lavanda, a estadia dos clientes na pizzaria aumentou 15 minutos. O gasto também cresceu pra mais de 21 euros. Ou seja, foi um gasto 20% maior só porque havia cheiro de lavanda no ar! As pessoas ficaram mais e, consequentemente, houve mais compra compulsiva.   Aromas podem gerar associações positivas Outro dado apontado pela mesma pesquisa é que, na presença de bons aromas, há um aumento significativo no número de pessoas que se lembram das marcas a que estavam expostas. Se é numa loja que tem um bom cheiro, você tende a, tempos depois, se lembrar qual a marca do produto que você viu ou experimentou. Em outras palavras, cheiros podem criar uma associação positiva com marcas.   Essa mesma relação positiva criada com marcas também foi apontada por outra pesquisa. Em seu livro “Brand sense: segredos sensoriais por trás das coisas que compramos”, Martin Lindstrom cita um estudo dos anos 90 em que um grupo de 39 voluntários deveriam avaliar, por apenas 30 segundos, um par de tênis em uma sala perfumada. Por outro lado, outro grupo deveria fazer a mesma coisa, mas em uma sala sem perfume nenhum.   Entre os participantes da sala aromatizada com o cheiro agradável, 84% manifestaram uma visão positiva do produto e estariam dispostos a pagar 10 dólares a mais do que o outro grupo pelo mesmo tênis. Com a influência do aroma, as pessoas tendiam a achar as coisas mais baratas.   Aromas geram compra compulsiva? É claro que o cheiro também é capaz de passar outras mensagens para o consumidor, mesmo que de forma explícita. Em um restaurante, por exemplo, o cheiro agradável no banheiro é capaz de melhorar a experiência do freguês. Se existe um aroma gostoso no ar, surge a ideia de ambiente limpo, bem-cuidado, em que o cliente é valorizado. Isso é um diferencial, e também pode aumentar as vendas.   Ambientes com cheiros agradáveis não são ruins. É preciso apenas estar atento para que esse cheiro propicie a compra compulsiva. O estudo que relaciona esse tipo de estímulo do ambiente ao consumo é bastante recente... Até vinte e poucos anos atrás acreditava-se que o ser humano era racional e ponto final. Imagino que outras pesquisas ainda serão feitas para evidenciar com clareza quais são os canais que fazem com que a gente aja como agimos na hora da compra.   Cuidado: a beleza também pode te fazer gastar mais! Ok, já entendemos que aromas propiciam a compra compulsiva, mas o mesmo acontece quando o assunto é beleza? Pois é, outra pesquisa mostra que pessoas bonitas podem influenciar também na hora da compra! E homens tendem a ceder mais aos impulsos de comprar na presença de mulheres bonitas do que as mulheres, na presença de homens atraentes.   Esse estudo da Margo Wilson e Martin Daly, dois autores canadenses relativamente famosos, comprovam que homens tendem a comprar mais quando estão na presença de uma mulher considerada bonita. Os dois autores têm inclusive um livro chamado “Sex evolution and behavior”, muito interessante para quem quer estudar mais o assunto.   Os pesquisadores estudam essa psicologia há décadas e o que eles fizeram foi perguntar duas vezes a um grupo de homens e mulheres se eles preferiam receber uma quantia menor agora ou outra bem maior daqui há algum tempo. Entre uma pergunta e outra eles exibiram fotografias para esses participantes. Para parte do grupo foram mostradas fotos de pessoas bonitas e, para outra, de pessoas normais ou até consideradas feias. Aos homens eram mostradas imagens de mulheres, e às mulheres, fotos de homens. E por último todos respondiam se ainda queriam receber a mesma quantia, ou se preferiam mudar a escolha.   Mulheres tendem a ser menos influenciadas pela beleza (na hora da compra) Os dois grupos de mulheres mantiveram a escolha anterior, independentemente das fotos de homens bonitos ou não. Já entre homens, quem viu mulheres mais atraentes mudou de opinião, preferindo receber menos dinheiro agora do que mais depois. Eles preferiram a recompensa imediata. Perderam aquele senso de que financeiramente valia a pena esperar para receber mais daqui algum tempo. E, naqueles que viram fotos de mulheres consideradas feias, isso não se repetiu: a resposta original foi mantida.   Imagine o efeito disso em um homem que entra em uma loja e está pensando se vai ou não comprar um liquidificador. Supondo que ele até tenha gostado, mas esteja indeciso se vai fazer a compra ou não, ou que esteja pensando se é melhor adquirir um modelo mais completo em outra loja. Ou que esteja pensando em procurar outro modelo mais barato. Se ele é atendido por uma vendedora bonita ou até mesmo se está na presença de uma outra cliente que é bonita, como sugere o estudo, esse pode ser um gatilho pra ele comprar aquele aparelho imediatamente.   Não sei se esse efeito ocorre porque o homem tem vergonha de falar não, ou se tem necessidade de se impor, de tomar uma atitude que possa ser julgada como de uma pessoa resoluta. Talvez só espere que a mulher pense que ele é um cara decidido ou que faz acontecer... De toda forma, os autores admitem que ainda desconhecem o motivo de esse efeito acontecer, mas comprovam que é válido. Isso não é só um preconceito ou uma impressão subjetiva que temos ao ver as lojas repletas de vendedoras bonitas. Parece que os empresários sabem disso ( e usam contra a gente!) já a algum tempo.   Com mulheres de biquíni, o efeito é ainda maior O que estamos reproduzindo aqui são pesquisas que revelam muito sobre o consumo, como aroma e a beleza podem influenciar na hora de você gastar o seu dinheiro. Claro que não estamos reforçando estereótipos ou valores, estamos apenas trazendo uma pesquisa feita por especialistas que apontam isso. Mesmo que você não concorde com esse comportamento, é importante estar para fugir da compra compulsiva.   Também não estamos dizendo que justifica uma pessoa ser considerada bonita ou feia. Existem todos os padrões de beleza do mundo atual, do estereótipo, inclusive imposto pela mídia... Afinal, o que é bonito e o que é feio? Não estamos entrando em conceitos estéticos ou valores morais. Estamos apenas analisando pesquisas e tentando nos prevenir sobre o que elas nos alertam.   Da mesma forma, aqui no Brasil, devemos analisar o comportamento das pessoas diante de mulheres de biquíni. Por exemplo, como é feito pelas marcas de cerveja. Ainda bem que o comportamento dessas marcas tem mudado, as cervejarias não estão mais investindo apenas no corpo da mulher pra vender cerveja. Hoje em dia ainda existem propagandas de cerveja na praia, da mulheres de biquíni, mas o conceito tem mudado. Mas será que quando o homem é colocado em frente a mulheres seminuas o padrão de consumo também muda?   Cuidado para não se entusiasmar demais! Foi nesse sentido que o estudo dos canadenses progrediu. Eles continuaram fazendo os experimentos: ao invés de mostrar apenas fotos sóbrias de mulheres bonitas (focadas no rosto, por exemplo), avançaram colocando fotos dessas mulheres de biquíni. E, pelo que parece, os homens reagiram de maneira ainda mais contundente. Quando expostos a fotos de mulheres menos vestidas, chegaram a abrir mão de 70% do ganho financeiro a longo prazo para receber o dinheiro na hora.   Essa pesquisa é séria: os autores têm credibilidade e o resultado foi publicado no Journal Consumer Research, uma publicação respeitável. Entretanto, os mecanismos psicológicos que fazem com que isso aconteça ainda não estão totalmente claros. Uma das especulações levanta que homens evoluíram focados na conquista e que, quando se sentem sexualmente atraídos, compensam consumindo de forma impulsiva ou tendo o dinheiro com eles na hora. Por outro lado, a evolução das mulheres seria focada na criação dos filhos, sendo menos influenciada pela visão de um homem desejável. Assim, elas dispensariam essas compensações que afetam tanto os homens.   É fato que vão continuar surgindo pesquisas sobre os motivos de essas situações acontecerem. É preciso entender melhor esse funcionamento do nosso cérebro: ainda tem muito por ser descoberto... Entretanto, a nossa intenção é deixar esse alerta: cuidado com a vendedora bonita, com o cheiro agradável no ar, ou com a música que te faz sentir bem na loja no shopping. Esteja atento para não se sentir entusiasmado para além das suas capacidades financeiras! Busque analisar a sua compra de forma mais racional possível, assim você evita a compra compulsiva e não compromete suas finanças em função desses entusiasmos. E não se esqueça: a compra compulsiva, aos poucos, pode estar consumido dinheiro que poderia ser usado para pagar dívidas ou até mesmo para fazer investimentos! 
Energia solar: vale a pena investir nesse tipo de energia?
Você já pensou em instalar energia solar  na sua casa? Já fez as contas para descobrir se é caro ou barato? Com a crescente busca por fontes de energia limpas e renováveis, também aumentou o interesse pela energia solar fotovoltaica e, consequentemente, seus preços estão menores... Mas será que vale a pena instalar os painéis na sua casa ou na sua empresa? E afinal de contas: agora é realmente uma boa hora para investir em energia solar?     Dá pra transformar toda a energia da casa em solar? Se você tem interesse em instalar painéis fotovoltaicos na sua casa, temos uma boa notícia: é possível que toda a energia elétrica usada pela sua casa (ou pela sua empresa) seja solar. Esse tipo de implementação é até mais interessante para empresas, que costumam consumir ainda mais energia do que as residências. A energia solar fotovoltaica é uma boa opção até para pequenos negócios e pessoas que precisam de fontes informais para complementar a renda no fim do mês. Fazer doces ou marmitas para vender, por exemplo, costuma demandar aparelhos domésticos que consomem muito energia elétrica e, nesses casos, a energia solar pode significar economia.   O fato é que, devido a avanços tecnológicos e ganhos de escala, o preço de aparelhos fotovoltaicos (os painéis que captam energia do sol e transformam isso em energia doméstica), está em queda. Esses painéis já foram caríssimos, ainda não são tão baratos, mas já estão ao alcance de muitas pessoas. Pode ser que você esteja perdendo dinheiro por não investir em energia solar na sua casa.   Energia solar pode ser mais rentável do que outros investimentos Se por um lado o custo de implantação de painéis solares diminuiu, por outro, a energia elétrica está mais cara.  Você já deve ter percebido que cada vez uma parcela maior dos gastos domésticos vão para conta de luz. Outro fator que precisa ser considerado é que a taxa de juros que seu dinheiro rende também caiu bastante.   E por que, afinal de contas, é tão importante considerar quanto seu dinheiro anda rendendo por aí? Bom, se você não aplicar na construção de painéis fotovoltaicos pra substituir cobrança de luz tradicional, e economizar na conta, onde você deixará seu dinheiro? Provavelmente na poupança. Com esse tipo de investimento rendendo menos, fica mais rentável investir em painéis fotovoltaicos e reduzir a conta de luz.   Vamos considerar o exemplo de uma conta média de um consumidor residencial, trifásico, aqui de Minas Gerais. Uma família (com 4 pessoas) de classe média com vários aparelhos domésticos, como televisão, consome mais ou menos 600 kw/h. Nessas condições, com preço médio da tarifa de R$0,83 por kw/h, em Minas Gerais, essa conta pode chegar a R$500. É importante considerar que esse valor também inclui outras tarifas, como a de iluminação pública, por exemplo. No caso dessa família, será que vale a pena usar energia solar?   Qual o custo para instalar energia solar? Mas calma, antes de pensar em economia, é preciso investir dinheiro. Em média, é necessário investir pouco mais de R$20.000,00 para instalação dos painéis solares.  Agora você deve estar pensando: "nossa, Fred, esse valor é muito alto, eu não tenho esse dinheiro!" Calma, tem saída pra tudo!   Realmente, em primeiro lugar, é um investimento grande.  Mas no caso da família com a conta de R$500, por exemplo, o investimento se paga em alguns anos. Depois os painéis geram lucro, principalmente porque a duração dessa instalação é longa: com manutenção apropriada, chega a durar vinte anos! Ou seja, a grosso modo, essa conta se paga em 5 ou 6, anos. Os outros 10 anos que os painéis vão durar serão diretamente revertidos em economia na sua conta. Por alto, com os painéis solares a conta da família que citamos no nosso exemplo pode cair de R$500 para, em média, R$70,00.   E se minha conta for barata? Ainda vale a pena? Abaixo desses R$70 não é possível diminuir muito o valor da conta, já que existem tarifas que continuarão sendo cobradas, como a de iluminação pública, por exemplo. Nesse caso, o chamado "retorno do investimento" se dará em média em 5 ou 6 anos, mas esse prazo pode ser um pouco menor, se o consumo for maior. Dessa forma, quanto mais cara for sua conta de luz, mais rápido esse investimento se paga.   Em alguns casos, esse retorno pode acontecer mais rápido: em até dois anos, por exemplo. Mas esse tipo de retorno rápido é comum para contas que giram em torno de R$1.500, R$2.000 reais, e que já não representam mais um consumo residencial padrão típico. Por outro lado, se a conta for barata demais também não adianta: não é o momento para investir em energia solar. Os painéis solares são uma opção interessante para consumos maiores do que R$300, R$500. Se sua conta é menor do que isso, a energia solar já não representa uma solução tão econômica.   Se você quer ter uma ideia de qual seria o custo de implementar os painéis na sua casa, preencha o formulário abaixo. Assim nós vamos encaminhar as suas condições para que empresas te enviem o orçamento do seu caso. Não precisa se preocupar, esta simulação não gera compromisso e é apenas uma estimativa. Para um valor mais preciso seria necessária uma análise mais precisa do local de instalação, é claro.   [GERENTESONHOS_FORM_ENERGIA_ELETRICA] *Ao preencher o formulário acima, encaminharemos para empresa de solução de energia fotovoltaica para apresentar-lhe uma estimativa de custo e retorno.   Como compartilhar energia solar Para quem não tem espaço para implementar os painéis em casa, uma boa opção é compartilhar a energia solar. Por exemplo, meu sogro mora em uma casa e tem um consumo de energia X. Já eu moro em apartamento e tenho um consumo de energia Y. A minha conta é de R$400 e a dele é de R$600. Será que realmente é preciso fazer dois investimentos em painéis solares? A solução para não pagar duas vezes é compartilhar a instalação de energia solar.   No casa do meu sogro existe uma grande área de telhado em que esses painéis podem ser instalados com uma incidência solar privilegiada. Ao redor não tem prédios ou árvores, realmente é bem iluminado quando bate sol. Nesse caso, podemos dividir a energia gerada de forma que eu também me beneficie do investimento feito na área dele: nossas contas podem ser abatidas pelo potencial de geração de energia elétrica que ele tem com sistema de captura de energia solar implantado na casa dele.   É possível dividir energia solar entre residências distantes? Para dividir a energia solar gerada não é preciso que as duas casas sejam próximas. É mais uma questão de instalação de “setup” do sistema, e de a agência de energia elétrica que te atende entender que as duas casas estão conectadas. No fundo o que acontece é que essa instalação de energia solar fotovoltaica gera energia para a concessionária de energia elétrica (a CEMIG, aqui em Minas Gerais). A concessionária usa essa energia gerada e, em troca, dá créditos de energia. Por exemplo, supondo que na minha casa tenha sido gerado 1000kw através de energia fotovoltaica, não será cobrado nada de mim enquanto estiver usando até 1000kw. Se a energia for compartilhada, então é até 1000kw na minha casa e a do meu sogro, por exemplo.   Uma coisa interessante, porque a gente quando pensa nesse valor, é até um valor alto pruma conta de energia, mas as empresas têm investido muito nisso inclusive aqui em minas gerais tem aquelas fazendas solares, que são verdadeiros terrenos enormes só com essas placas solares, assim muitos hectares, e aquilo realmente tem sido instalado e tem gerado energia solar convertida em energia elétrica e tem mantido muitas empresas funcionando com uma economia gigantesca.   E as fazendas solares? Como funcionam? Esse conceito é novo, mas também envolve compartilhamento. Até agora falamos da implementação de um sistema doméstico, contratando uma empresa que faz a instalação do projeto. A empresa providencia os painéis e outros equipamentos necessários para a instalação, e conecta essa rede à rede da concessionária de energia. Com a fazenda, não é preciso todo esse trabalho.   Fazendas solares são espaços amplos com painéis fotovoltaicos instalados, produzindo energia que será vendida para terceiros. É uma forma de investir em um conjunto de painéis que se encontra em outro lugar, através de créditos. As fazendas ficam em áreas ensolaradas praticamente o ano inteiro, igual as pás eólicas instaladas no Ceará, em praias ventiladas. Nessas localidades, a eficiência do sistema aumenta muito, tanto no caso da energia eólica quanto no caso da solar.   Para contratar essas fazendas não é preciso instalar nada na sua casa. Se você mora em apartamento e não tem espaço, ou não conhece quem more em casa e possa compartilhar a produção de energia solar, as fazendas solares são uma boa opção. Também não é preciso fazer altos investimentos iniciais, e sua conta de energia elétrica pode reduzir até 30%. Não será preciso contratar ninguém para instalar nada no seu telhado. A manutenção e a responsabilidade por eventuais danos também são da empresa. Você tem menos risco, menos trabalho, mesmo que tenha menos de retorno financeiro. A redução na conta não será tão expressiva quanto no exemplo da família que passaria de uma conta de R$500 para uma de R$70. Mas por outro lado, o trabalho envolvido é bem menor.   E quem mora em apartamento? Se você mora em prédio, não se preocupe, também é possível usufruir dos benefícios da energia solar morando em apartamento. Uma boa opção é instalar painéis fotovoltaicos e transformar toda a energia elétrica do prédio em energia solar fotovoltaica. É possível fazer a contratação das fazendas solares através do condomínio, que se enquadra como pessoa jurídica, inclusive porque algumas dessas fazendas não atendem pessoas físicas.   Outra opção é combinar com outros moradores e fazer uma instalação no condomínio. Assim é possível usar a energia gerada para área comum ou para os próprios moradores. Existem algumas soluções que podem fazer muita gente (que ainda não sabe disso) economizar na conta de luz.   Cuidado com os custos de manutenção Supondo que você decida instalar painéis solares em casa (ou na empresa) e que sua conta tenha sido consideravelmente reduzida. E depois? O que acontece? Chegamos a falar aqui no blog um pouquinho mais sobre os custos da energia solar, fizemos até cotação com algumas empresas (salvo engano foram três), e o custo de manutenção não pode ser esquecido. Realmente, se acontecer uma chuva de granizo e os painéis se quebrarem, por exemplo, o problema é seu para consertar. Acumulação de sujeira, folha de árvore, poeira, tudo isso influencia na eficiência do painel. Então fique atento para o custo da manutenção! Veja se com o passar do tempo a energia solar ainda é uma boa opção...   Pelo que percebemos, fazendo orçamento com essas empresas, o custo da manutenção tem caído. Mas se você viveu uma experiência diferente, ou com outros custos, deixe nos comentários a sua opinião. Se for o caso, podemos ajustar ainda mais os cálculos que consideramos por aqui. É sempre importante ser preciso, não é verdade?   Tome sua decisão com sabedoria (e economia!) A energia solar nas residências é uma forma de alternativa de investimento financeiro. O investimento inicial é alto, e os custos de manutenção também devem ser considerados. Esse tipo de investimento dará retorno a médio e longo prazo, mas a economia pode chegar a valores realmente expressivos.     Antes de instalar os painéis na sua casa, saiba exatamente o custo gerado e se é o melhor investimento. Para saber qual investimento é o melhor no seu caso, uma boa opção é consultar nosso simulador de investimento. Você terá uma noção mais clara de quais são as opções que o mercado oferece para fazer seu dinheiro render. Afinal, decidir para onde vai seu dinheiro deve ser feito com sabedoria e muita economia!
Cartão consignado: saiba todos os detalhes sobre essa modalidade de crédito
Você provavelmente já ouviu falar de empréstimo consignado. Trata-se do empréstimo concedido a servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, além de funcionários de empresas privadas conveniadas a instituições financeiras. Recentemente a Caixa Econômica Federal passou a conceder empréstimos consignados também para quem tem saldo em conta no FGTS. Essa modalidade de crédito traz as taxas mais baratas do mercado, e as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, seja contracheque ou benefício, do tomador do empréstimo. Mas você já ouviu falar em cartão consignado? Assim como no empréstimo, a fatura do cartão, ou pelo menos parte dela, já é descontada diretamente na folha de pagamento do cliente. Contudo, [highlight color="orange"]as taxas cobradas são bem mais baixas do que as de um cartão de crédito tradicional.[/highlight] Mas é preciso atenção: os cartões consignados nem sempre trazem esse nome. Às vezes podemos encontrar produtos com o nome “Cartão do Aposentado”, “Cartão do Funcionário Público”, ou similares, oferecidos pelas instituições financeiras. Deseja saber mais? Então veja abaixo uma explicação de como funcionam esses cartões e resposta a algumas dúvidas frequentes. Descubra se são uma solução interessante para você! O que o cartão consignado tem a ver com o empréstimo consignado? Antes de tudo, é preciso entender um pouco melhor sobre as regras do empréstimo consignado.  Esse é um tipo de empréstimo em que o valor da parcela é diretamente descontado da folha de pagamento do tomador. Ou seja, costumam ter juros bem mais baixos, logo porque o risco que a empresa corre de que o tomador fique inadimplente é bem menor do que em outras modalidades de empréstimo. Existem várias empresas que oferecem esse tipo de serviço, e as taxas cobradas variam muito. No nosso ranking de crédito pessoal, por exemplo, é possível ver essas taxas atualizadas.   [GERENTESONHOS_RANKING_CREDITO_PESSOAL aba=2]     É importante lembrar que, para pedir esse tipo de empréstimo, existe uma norma de que as parcelas cobradas não podem exceder 30% da sua renda líquido mensal. Ou seja, vamos supor que você ganhe R$5.000,00 por mês. Dessa forma, ao contrair um crédito consignado, o máximo de sua renda que você pode comprometer por mês com as parcelas do empréstimo é R$1.500,00.  Mas além desses 30%, é possível que você expanda sua margem consignável. É aí que entra o cartão consignado. Com ele, é permitido que você comprometa mais 5% de sua renda mensal no contracheque. Isto é, devido ao cartão, você pode ter até 35% de sua renda onerada. Qual porcentagem da fatura é descontada automaticamente na folha de pagamento? Grosso modo, a fatura do cartão descontada no holerite pode corresponder a até 5% do seu salário. Isto é, considerando o exemplo acima, 5% de R$5.000,00 representariam R$250,00. Mas isso não significa que esse é seu limite do cartão. O limite do cartão consignado pode ser bastante flexível. É comum que com uma renda de R$5.000,00, seu limite seja de R$10.000,00, por exemplo. Porém, independente do quanto você gastar, só será debitado automaticamente os R$250,00. O restante fica para você pagar manualmente, com boleto ou da forma que ficar definida por contrato.  Mas não é necessário ter comprometido os 30% com empréstimo consignado para pedir esse cartão de crédito. Ele pode ser solicitado antes.  E o cartão vale a pena? Em primeiro lugar, assim como qualquer cartão de crédito, o cartão consignado [highlight color="orange"]não cobra juros se você pagar integralmente a fatura em dia.[/highlight] Dessa forma, qualquer pessoa que tenha direito a ele, pode tê-lo como uma opção válida. Contudo, é importante avaliar se esse cartão é a melhor opção para você nesse momento. Isso porque, utilizar o cartão no dia-a-dia, fará com que você já receba menos no final do mês, devido aos 5% comprometidos em folha, que não podem ser cancelados. Se você estiver com condições de assumir essa conta, excelente. Porém, caso você não tenha certeza, pode até ser melhor optar por cartão de crédito tradicional, mesmo com taxas maiores. De qualquer forma, se você atrasar parcelas, as taxas cobradas são muito menores. Portanto, avalie com cuidado cada um desses aspectos; e veja qual situação se aplica melhor ao seu caso. Por fim, para quem já contraiu o empréstimo e está com parte da renda onerada, a margem adicional de 5% deve ser vantajosa. Isso porque o crédito consignado continua tendo o preço mais em conta do mercado. Assim, caso você precise fazer novo empréstimo, pode valer a pena usar de mais esta possibilidade de desconto no salário. Evitaria-se assim uma dívida mais cara, ou, em outras palavras, substitui-se dívida mais cara por dívida mais barata.  [message type="warning" title="Atenção"]Você sabia que o Educando seu Bolso oferece um Simulador de Empréstimo Pessoal que compara as taxas mais baratas do mercado?[/message] Concluindo... De forma geral, os cartões consignados são, sim, boas opções. Utilizados de forma a evitar essas dívidas mais caras, para contrair mais baratas, ou para melhorar sua gestão financeira, não há problema nenhum. O transtorno é se ele for usado para gastar descontroladamente, mas isso é um problema em qualquer ocasião. E um adendo: não é ideal ter o cartão de crédito consignado como última saída. Pessoas que já gastaram todo o seu limite da dívida e usam os 5% como última opção, geralmente estão com problemas, e precisam se planejar financeiramente. Ainda assim, mesmo nesses casos o cartão consignado continua sendo uma opção mais barata. Sabemos que os juros do rotativo do cartão são um dos mais caros do mercado. Esses juros também existem no cartão de crédito consignado? Sim, esses juros também existem no cartão consignado. Contudo, eles são bem mais baixos do que o de cartões de crédito tradicionais. Em geral, as taxas de rotativo de cartões tradicionais ficam entre 10% e 15%. Por outro lado, as taxas do cartão consignado ficam entre 3% e 4% ao mês, ou seja: um valor muito mais razoável. Onde posso usar meu cartão? Os cartões consignados [highlight color="orange"]podem ser levados no bolso como qualquer outro cartão.[/highlight] Eles têm bandeira: Visa, Elo, Master... Dessa forma, podem ser usados para fazer compras normalmente. Além disso, é possível que você os utilize em caixas do Banco24h. Com eles, você pode fazer compras físicas e online, pagar serviços e realizar saques (os saques podem corresponder a até 90% do seu limite do cartão). Ainda, alguns desses cartões têm até mesmo programas de pontos (Livelo), como as milhas de companhias aéreas (Multiplus, Smiles). Se eu não tiver dívidas de empréstimo consignado, a porcentagem da fatura descontada automaticamente na folha de pagamento passa a ser 35%? Não, o desconto continua sendo de 5%. São modalidades separadas. Mas vai aqui uma informação importante! As taxas do empréstimo consignado são mais baixas que as do cartão consignado. Enquanto as do cartão com desconto em folha flutuam entre 3% e 4%, as do empréstimo com desconto no salário podem ser menores que 2%. Portanto, é melhor escolher o empréstimo consignado primeiro, tendo o cartão apenas como um suporte (Leia mais sobre empréstimo consignado no final deste texto). No cartão consignado também existe a possibilidade de não se pagar toda a fatura de uma vez? Sim, de forma similar ao cartão de crédito tradicional. Nesse processo, parte da dívida passa para o mês seguinte, acrescida a taxa de juros. [highlight color="orange"]O valor mínimo de pagamento exigido é o 5% do salário[/highlight], como exposto acima.  Em uma situação prática, funciona assim: o máximo debitado automaticamente de sua folha de pagamento é 5%. Então, considerando que sua renda é R$5.000,00, os 5% do cartão ficam em R$250,00. Suponhamos que você realizou uma compra de R$6.000,00, parcelada em 3x. Isto é, 3 parcelas de R$2.000,00. Só será descontado de você neste mês R$250,00. O restante, R$1.750,00, você deve pagar em um boleto separado. Pagando em dia, não há nenhum acréscimo. Caso fique para o mês seguinte, é cobrada a taxa juros. E atenção! Uma reclamação muito recorrente a respeito do cartão consignado é que um grande número de pessoas acha que pagou toda a fatura no cartão,  sendo que na verdade não pagou. Talvez por falta de planejamento financeiro, as pessoas acreditam que os 5% foram suficientes para quitar todas as compras. Mas nem sempre. Por isso, fique sempre atento ao valor total da fatura, e não somente aos 5%. Tem taxa de anuidade? Geralmente não. Mas busque saber sobre outras tarifas cobradas pela instituição financeira em que você decidiu pedir seu cartão consignado. Além dos 3,5% cobrados de juros no cartão consignado, é possível que os bancos e financeiras (BMG, Olé Consignado, Banco Pan, Daycoval...) cobrem valores adicionais. Então fique atento, pois pode haver taxa de abertura de crédito, tarifa para saque, entre outros. Quem está negativado pode pedir um cartão consignado? Sim. Inclusive, [highlight color="orange"]para quem está negativado o cartão pode ser uma forma de, eventualmente, substituir uma dívida mais cara por uma mais barata.[/highlight] Muitas pessoas já usaram os 30% do empréstimo consignado. Assim, quando elas precisam de mais crédito, buscam no mercado por outras opções. Mas a oferta de empréstimo para quem já está negativado é menor. Alguns bancos, financeiras e fintechs oferecem, mas a taxas muito mais altas. Então, o cartão pode ser uma última saída conveniente, embora o ideal é que se evite chegar nessa situação. [message type="warning" title="Atenção"]Você sabia que o Educando seu Bolso oferece um Simulador de Empréstimo Pessoal que compara as taxas mais baratas do mercado?[/message] É muito comum que bancos façam ligações, para idosos, por exemplo, tentando oferecer crédito consignado. Isso acontece também com o cartão consignado? Na realidade, não é mais tão comum a tentativa de se fechar contratos de empréstimo por telefone. Há alguns anos, aconteceu um problema relacionado a isso: um banco X se utilizava do telefone para tentar, de forma muito sistemática, fechar contratos de empréstimos consignados. Mas, na verdade, muitas das informações passadas para os clientes não eram nem mesmo verdadeiras ou transparentes. Por isso, o banco foi, justamente, processado. Desde então, os “contratos fonados” deixaram de ser tão comuns. Não somente, passou a ser mais habitual solicitar documentos para a contratação do empréstimo, o que não é possível de se fazer por telefone. Isso é até mais seguro. Pense: passar seus dados por telefone pode ser muito perigoso. Existe sempre um risco de fraude. Logo, evite passar seus dados por telefone em qualquer ocasião.  Quais bancos oferecem a opção de cartão consignado? Assim como mostramos no nosso ranking de crédito pessoal, vários bancos oferecem a opção de cartão consignado. Separamos algumas opções que podem esclarecer quais são os serviços oferecidos por cada um. Lembrando que todos os cartões consultados são sem anuidade e sem consulta ao Serasa ou SPC.     Banco Bandeira Internacional Programa de benefícios Carência para pagamento Fatura por app/e-mail Seguro para roubo Saque em dinheiro  Olé Visa ✔️ ✔️ Até 45 dias App Não informado ✔️  Daycoval Mastercard ✔️ ✔️ Até 40 dias E-mail Não informado ✔️  Banrisul Mastercard ✔️ ✔️ Até 45 dias App Opcional ✔️  Pan Visa Não informado Não informado Não informado Não informado Não informado ✔️  Bradesco Elo Não informado ✔️ Até 40 dias Não informado ✔️ ✔️  BMG Mastercard ✔️ ✔️ Não informado App ✔️ ✔️ Entendi tudo, mas concluí que, na verdade, o melhor para mim é o empréstimo consignado. Onde posso conseguir um? Antes de tudo, sugerimos que você acesse nosso Simulador de Empréstimo. Nele, você cadastra algumas informações sobre você e sobre o empréstimo que deseja contratar, e descobre a opção mais barata para seu caso. Não é necessário que a contratação seja realizada em um banco. Existem alguns correspondentes bancários, como a [eafl id="12259" name="bxblue afiliados" text="bxblue"], que conseguem taxas mais baixas para você, ao fazerem a intermediação do empréstimo. A Bxblue é um ótimo exemplo de empresa que, além de empréstimo consignado também oferece a opção de cartão de crédito consignado. Empresas como essas podem tornar muito fácil que você tome uma decisão e podem, inclusive, oferecer a melhor opção pro seu caso. Portanto, não vá direto no seu banco! Primeiro, avalie se não existem opções mais baratas. Por fim, sugerimos que você leia o artigo do Educando seu Bolso que fala especificamente sobre o empréstimo consignado. Assim, você fica por dentro de todos os detalhes desse tipo de empréstimo, e não cai em nenhuma pegadinha!
Itaú Bike e Yellow: saiba como as bicicletas compartilhadas funcionam!
Você já ouviu falar em bicicletas compartilhadas? Depois do compartilhamento de carros e até de apartamentos, alugar bicicletas tem sido uma aposta das startups. Em grandes cidades, com trânsitos caóticos, aumenta cada vez mais a busca por transportes alternativos, como bicicletas e patinetes elétricos. Ultimamente tenho utilizado das bicicletas, e cheguei até a fazer um pequeno teste com patinete elétrico.   Recentemente, nós falamos aqui no blog como calcular o custo do carro e as pessoas se surpreenderam com quanto custa manter um carro, especialmente o segundo carro que geralmente não é tão imprescindível. Também falamos dos aplicativos que podem ajudar a economizar dinheiro, facilitar nossas vidas ou mesmo prover uma renda extra. A busca por bicicletas compartilhadas como uma forma alternativa de transporte (e de economia!), é um desdobramento desses outros assuntos.   As bicicletas compartilhadas já são tendência internacional: em cidades maiores, já é comum encontrar estações em que é possível alugá-las. Aqui em Belo Horizonte, já circulam pela cidade as bicicletas do Itaú e também as bicicletas amarelas, da Yellow. Eu testei os dois serviços e resolvi te contar: mas afinal de contas, qual a diferença entre eles?     Bicicletas compartilhadas em qualquer lugar Antes de mais nada, vamos entender a diferença entre um serviço e outro. No Itaú, as bicicletas ficam travadas em estações próprias e você precisa do aplicativo para usá-las. Já no caso da Yellow, a estação não é necessária. A necessidade de pegar ou deixar as bicicletas compartilhadas em uma estação torna o serviço da Itaú um pouco limitado.   Com a Yellow, é possível encontrar as bicicletas e deixá-las em qualquer lugar, sendo possível ir até o destino final. Testei as duas em Belo Horizonte, em um trajeto entre a região da Savassi e o bairro Santo Agostinho. Os dois bairros estão dentro da região da avenida do Contorno (onde tem mais disponibilidade desses serviços de bicicleta compartilhada). No caso do Itaú, tenho que deixar a bicicleta em uma estação a quatro quarteirões de distância do meu destino final, o resto do trecho tenho que percorrer a pé. Já com a Yellow, posso ir até a porta do meu destino final, e deixar a bicicleta ali... É claro que é preciso deixá-la em algum lugar que não atrapalhe a circulação de pedestres ou veículos. Essa é uma das principais diferenças entre os dois sistemas, mas ainda há outras.     A área de cobertura Em Belo Horizonte, no geral, a área de cobertura fornecida pelo Itaú é maior. Por aqui a Yelllow só atua dentro da região da Contorno, enquanto a Itaú bicicletas disponibiliza estações na zona norte, e até na Pampulha, que é onde as pessoas costumam fazer uso de bicicletas no fim de semana. Pode ser que em outras cidades, a atuação da Yellow seja maior, ou que ela se expanda em Belo Horizonte nos próximos anos, mas por enquanto, sua área de cobertura perde pra da oferecida pelo Itaú.   Qual é o custo para usar bicicletas compartilhadas? Aqui em Belo Horizonte, a Yellow cobra R$1,00 por cada dez minutos de aluguel das bicicletas compartilhadas. No meu caso, faço um deslocamento de 25 minutos se for a pé.  Na mesma semana, peguei as duas bicicletas para fazer o teste, uma contra a outra, e isso me levou por volta de 7 a 8 minutos de bicicleta. Com a Yellow gastei R$1,00. Com a bicicleta do Itaú, o passe custa R$3,00, o que acaba sendo mais caro pro meu uso, já que usei por um período muito curto. O passe do Itaú dá direito a, durante a semana, até 60 minutos de deslocamento, então eu poderia ter usado por muito mais tempo que usei, mas meu deslocamento era por um trecho curto.   Para trechos mais curtos, aparentemente, a Yellow acaba ficando mais em conta. Mas se o período de uso passou de meia hora, já vale a pena o Itaú... Os planos de contratação, no caso do Itaú, podem ser por mês ou ano, que acabam saindo mais barato que o aluguel único. Já a Yellow não tem planos de contratação mais longos, o jeito é pagar o aluguel unitário mesmo.   Depois do meu primeiro teste, gostei e fiz um plano anual no Itaú bicicletas, que sai por R$60 por ano. Esse plano tem algumas regrinhas de uso, mas acaba valendo a pena. É preciso pegar e entregar a bicicleta dentro do horário de uso da estação (de 6h até 23h), por períodos de no máximo 60 minutos (durante a semana) ou 90 minutos (nos fim de semana).   Bicicletas compartilhadas x Uber Antes de usar bicicletas compartilhadas, eu tinha o costume de fazer esse mesmo trajeto com Uber. Fazer meu trajeto usando aplicativos de carros compartilhados me custava em média R$7, dependendo da tarifa: se fosse dinâmica, me custava até R$9, R$10. Hoje o mesmo percurso com bicicletas compartilhadas me custa R$1 ou ainda menos, até centavos, com o meu plano anual na Itaú Bicicletas. Mas como fazer o cálculo, e saber qual fica mais em conta?   Se meu trajeto antes custava R$7 por dia, considerando que eu tinha esse custo todo dia útil, considerando que, em média, o mês tem 20 dias úteis, meu gasto mensal com esse trajeto era de R$140. Considerando que vez ou outra eu acabava pagando mais caro pela tarifa dinâmica, meu deslocamento alternava entre R$150 a quase R$200.   Quando passei a usar as bicicletas compartilhadas, esse valor mensal foi reduzido pra em média R$20, usando a Yellow (e considerando o valor de R$1 por dia). No caso do Itaú, o valor ficou ainda menor: R$5 por mês. Isso porque, contratando o plano de R$60 por ano, dividido por 12 meses, o valor é  de R$5 por mês. Eu passei de R$180 mensais de deslocamento na hora do almoço, para R$5. Uma bela economia de R$175. Ao mesmo tempo é possível se divertir, praticar atividade física e economizar no fim do mês!   Mas como uso as bicicletas compartilhadas? Antes de utilizar as bicicletas é preciso desbloqueá-las. Para localizar a bicicleta da Yellow é preciso abrir o aplicativo e encontrá-las pela cidade. Usando a do Itaú, dependendo da sua localização, também é preciso pesquisar pelo aplicativo onde é a estação mais próxima.   Outro passo importante antes de sair andado por aí na sua bicicleta é criar seu cadastro e colocar créditos. Preferi usar cartão de crédito, mas existem outras formas de colocar crédito nesses aplicativos. Na Yellow, por exemplo, é possível pagar no dinheiro, cartão de crédito e até compartilhar créditos com amigos. Bem interessante, não é?   Depois de abrir o aplicativo da Yellow, colocar créditos e localizar sua bicicleta, é só apontar a câmera do seu celular para o código QR (cada bicicleta tem um) e o sistema da Yellow automaticamente libera a bicicleta. O cadeado se abre na sua frente! O aplicativo registra o uso daquela bicicleta a partir dali e o reloginho começa a contar. Dez minutos, R$1. Digamos que andei 15 minutos, gastei R$2,00. Quando acabar eu tenho que finalizar a viagem e trancar manualmente o cadeado. Quando trancado, não abre mais e é enviada uma mensagem de fim do percurso.   No caso do Itaú funciona mais ou menos do mesmo jeito. Você localiza a estação no mapa, o aplicativo te avisa quantas bicicletas estão disponíveis e chegando lá é só escolher uma. Seja cuidadoso: algumas bicicletas podem não estar em bom estado, com o pneu murcho, por exemplo, o que pode dificultar na hora de subir uma ladeira. Mesmo assim, caso escolha uma bicicleta em estado ruim, é possível cancelar em até cinco minutos desde o momento do aluguel, sem cobrança.   O que acontece se deixo a bicicleta fora da área de cobertura? Deixar a bicicleta fora da área de cobertura gera cobrança de uma taxa para trazê-la de volta. Não se engane: mesmo possibilitando deixar a bicicleta onde o usuário desejar, os aplicativos localizam as bicicletas por GPS. Em Belo Horizonte, a Yellow cobra uma penalidade de R$30 por deixar a bicicleta fora da área de atuação.   Antes de contratar o serviço, é preciso que você preencha um "checkbox" confirmando que você sabe dessa política... Eles deixam claro que será cobrado o valor de R$30 caso a bicicleta seja deixada fora da região coberta. É como eles fazem para que a regra seja cumprida, e pra manter a capilaridade da zona atendida.   Demanda maior que oferta O grande problema desses serviços de bicicleta é atender a demanda. Na verdade já há mais demanda do que oferta de bicicletas, especialmente em casos que existe certo padrão de oferta. Aqui em Belo Horizonte, por exemplo, tem muito morro, mas ainda é possível se deslocar com bicicletas compartilhadas. Tem lugares em que é fácil, outros mais difícil, e aí a tem vantagem Itaú: a bicicleta da Yellow não tem marcha. A bicicleta da Itaú tem 3 marchas, o que faz toda diferença nos morros e ladeiras aqui de Belo Horizonte.   Financeiramente é vantajoso andar por aí de bicicleta, você economiza, faz exercício e se diverte ao mesmo tempo, mas o problema pra mim tem sido que quando quero usar, principalmente agora que tenho um passe anual ilimitado, às vezes não conseguindo achar nenhuma bicicleta. Essa dificuldade acontece especialmente em estações em lugares altos: as pessoas pegam as bicicletas para descer.   Por isso essas empresas acabaram desenvolvendo um serviço para tentar redistribuir as bicicletas durante a noite, pra que de manhã, quando você sair da sua casa e tentar ir de bicicleta para o trabalho, seja possível encontrar um número minimo de bicicletas nas estações que são mais demandadas. Mas é claro que isso é um grande desafio, tenho notado que tanto a Yellow quanto o Itaú não tem conseguido redistribuir as bicicletas nas estações (ou lugares mais demandados) satisfatoriamente.   E se todos os compartimentos estiverem ocupados na hora de devolver? Esse é um problema que a Yellow não tem. Você chegou e não tem lugar, você tem que fazer igual estacionamento de moto, ficar parado esperando alguém chegar, tirar a moto, para colocar a dele. Você pode fazer isso com a sua bicicleta ou então ir até a próxima. No caso da Yellow não existe isso como você pode deixar a bicicleta em qualquer lugar, você não está limitado pela disponibilidade de vagas para trancar a sua bicicleta, como no caso da Itaú.   Quais são as funcionalidades das bicicletas? Já sabemos que as bicicletas da Yellow não têm marchas, enquanto as da Itaú tem 3. Também é possível ajustar a altura do selim em ambas as bicicletas, facilitando usar a amplitude da sua pedalada. Em algumas ainda tem uma cestinha que dá pra colocar uma mochila ou até compras de supermercado.   Outra coisa bem importante é que as bicicletas que andei não tinham cadeados (o que dificulta pausas no trajeto). Já andei de bicicleta na França, onde existe o passe para turismo o dia inteiro, e o cadeado possibilita tranquilidade... Quem quiser fazer uma pausa no trajeto para conhecer um ponto turístico (como uma Igreja, por exemplo) é só parar a bicicleta, trancar em alguma grade, árvore, ou poste. Assim é só visitar a atração, voltar e pegar a mesma bicicleta. Sem cadeado, outra pessoa pode alugar a mesma bicicleta pelo aplicativo, prejudicando quem só tinha feito uma pausa rápida no trajeto.   E os patinetes elétricos? O serviço de aluguel da Yellow também oferece patinetes elétricos, que são ainda mais demandados que as bicicletas. Isso acontece logo porque são elétricos e é possível se deslocar de forma rápida sem ser preciso fazer muita força... Pra quem gosta dessa ideia, lá fora esses sistemas de compartilhamento de bicicleta já disponibilizam bicicletas elétricas! Elas intensificam sua pedalada, sendo quase desnecessário fazer qualquer esforço. É provável que esse tipo de bicicleta chegue por aqui em algum momento, através da Yellow ou concorrentes...   No caso do patinete da Yellow, (o Itaú não fornece) é mais caro: existe uma taxa de desbloqueio de R$3. Também é cobrado o valor de R$0,50 por minuto. Esse trajeto que fiz de 7 minutos custou, se não me engano, R$6, R$7, valor parecido com o do Uber.   Outro ponto importante é a performance dos patinetes que, segundo a Yellow chegam a 20km/h sem perder velocidade nas subidas. Mas no meu caso não foi bem assim... O que aluguei diminuiu a velocidade para subir, talvez porque já estivesse com a bateria pela metade. Pode ser que a bateria tenha interferido ou não, mas na hora de alugar um patinete elétrico, tenha cuidado com a carga da bateria!   Alugou a bicicleta? Cuidado com o trânsito! Em cidades maiores, como Belo Horizonte, não é raro encontrar desrespeito no trânsito com o ciclista. Em algumas cidades ainda é preciso fazer mais ciclovias, ou será preciso guiar a bicicleta com carros, ônibus e motos… Realmente não é uma situação muito tranquila. Mas se esse é o seu caso e se a cultura de bicicleta ainda não está bem estabelecida na sua cidade, uma alternativa é começar a usá-las aos poucos.   Uma saída é começar alugando essas bicicletas para andar em áreas mais tranquilas, e depois ir testando áreas mais movimentadas. Além disso, para sair por aí andando com bicicletas compartilhadas talvez seja preciso fazer ajustes no seu trajeto, afinal de contas. andar de bicicleta não é igual andar de carro ou de Uber, certo?   Pegar uma via expressa para ir para o trabalho, por exemplo, pode ser complicado de bicicleta. Competir com carros, ônibus e motos em alta velocidade não é fácil, principalmente quando querem chegar rápido ao seu destino. Mas uma solução pode ser fazer ajustes na rota e passar por dentro do bairro, se deslocando por vias menos movimentadas... Afinal, é mais fácil encontrar solidariedade dos motoristas quando as pessoas não estão se deslocando com tanta pressa. Aqui em Belo Horizonte, a solidariedade dos motoristas é fundamental ainda mais porque existem ladeiras, e eventualmente é preciso desviar delas, o que pode acabar atrapalhando um pouquinho o trânsito.   Quanto mais gente usar, melhor o serviço fica! É preciso fazer ajustes, é claro, mas é muito mais fácil conseguir apoio da prefeitura - e até dos próprios motoristas - quando existem mais pessoas usando bicicletas por aí... É preciso gerar demanda para que esses serviços de bicicletas compartilhadas sejam melhorados, para que sejam construídas mais ciclovias e que haja mais respeito pelos ciclistas. Afinal, serviços como esses evitam a emissão de poluentes, melhoram o trânsito, estimulam o exercício físico e ainda são divertidos! Ou seja: é bom pra todo mundo.    
11 aplicativos para fazer renda extra
Com a crise econômica e o alto número de desempregados no Brasil, fazer renda extra não é má ideia... Mesmo sem tempo para uma segunda ocupação, existem várias opções no mercado que podem fazer diferença no fim do mês. A tecnologia existe para somar, inclusive dinheiro no seu bolso, não é mesmo?   Alguns aplicativos dão a chance de você ter uma grana a mais e muitas vezes sem sair de casa. É possível pagar as contas, fazer uma viagem, ou apenas se sentir mais produtivo, aproveitando dos benefícios tecnológicos dos aplicativos. É claro que é preciso ter cuidado pra tanta tecnologia não te fazer perder dinheiro,  mas usada com sabedoria, a tecnologia pode ser bem rentável.   Aplicativos podem gerar renda extra Existem alguns aplicativos que podem ser instalados no seu celular mesmo e ajudar a ganhar renda extra. Seus gastos estão altos e um aumento não está no radar? Tentou aquele aumento e não conseguiu? Já até tentou cortar as despesas e não resolveu? Então leia este artigo até o final, e vamos te dar boas ideias para aumentar suas receitas.   A realidade de rendas alternativas para complementar o orçamento no fim do mês está cada vez mais comum. Com tantas mudanças no mercado de trabalho, já é possível perceber uma mudança na forma como as pessoas se envolvem com o trabalho. Aquele emprego tradicional, "fulltime" (em tempo integral), com carteira assinada, está cada vez mais raro.   Nos Estados Unidos, por exemplo, está ocorrendo o mesmo processo. Existe até uma startup norte americana que se chama Steady, que busca justamente auxiliar as pessoas indicando a melhor forma de empregar seu tempo. Uma das  estatísticas apontadas pela empresa é que 43% da força de trabalho americano usa, de alguma forma, de trabalho em tempo parcial, ou seja, que tenta equilibrar pelo menos duas atividades. Todo mundo tem 24 horas por dia, se eu assisto dez horas de esporte na televisão ou se eu emprego essas horas em alguma atividade paralela pra aumentar minha receita é o trabalho dessa startup.   Aqui no Brasil começaram a surgir empresas que fazem essa orientações parecidas, além dos aplicativos que ajudam na renda extra. Tem muita opção legal, muita coisa que podemos fazer… Ah mas eu não tenho currículo, eu não terminei os estudos, eu não tenho diferencial no mercado de trabalho, ou a minha profissão tá acabando, não to tendo muita perspectiva. gente, dá pra fazer muita coisa pra descolar 400, 500, 1000  reais no fim do mês, que vão fazer toda diferença.   1) Dog Hero - Receba para cuidar de cachorros Se você gosta de pets, esse aplicativo é pra você! É só instalar o aplicativo no seu celular, e você transforma a sua casa numa espécie de hotelzinho pra cachorros. Claro que se você tiver espaço pra isso... Achei essa solução muito interessante, especialmente no meu caso. Eu tenho dois filhos, e agora eles entraram na onda de ter cachorro. Nós morávamos em uma casa, tínhamos um cachorro, mudamos para apartamento e não temos mais cachorro. Só que meus filhos não conseguem entrar em acordo com que raça querem ter... Um quer ter um tipo, outro quer ter outro. No fim eu fico tranquilo, porque se não posso atender um, não atendo nenhum. Estou esperando eles entrarem no consenso antes de dar o cachorro.  Mas no meu caso seria uma boa: meus filhos poderiam aplicar no dog hero para receber cachorros pequenos (como moramos em apartamento, é isso que o espaço permite), um dia meu filho receberia o cachorro que gosta, no outro dia minha filha receberia o da raça que gosta. O processo é bem simples: você aplica, dá suas características, o aplicativo te valida como hospedeiro e filtra que tipo de cachorro - e quando - você pode receber.   Por esse serviço você pode receber de R$30 a R$80 por diária que receber o cachorro. Imagino que R$80 por dia, dependendo do grau de trabalho (têm cachorros que dão bastante trabalho), vale a pena. Para quem gosta, é uma boa oportunidade. É claro que também é preciso ter responsabilidade para cuidar do cachorro do outro, mas é importante dizer que vai um seguro junto com esse serviço. Problemas acontecem assim como quando você deixa seu cachorro num hotelzinho de cachorro, que é outra coisa que está tendo muita demanda atualmente...   2) Airbnb - Hospede alguém no quartinho vazio O Airbnb é uma alternativa para quem gosta de viajar, mas prefere não ficar em hotel. Dessa vez nós vamos focar no outro lado da moeda... Você tem um quarto vago na sua casa? Muitas vezes a gente tem aquele quartinho que só serve pra acumular quinquilharia e poderia estar rendendo R$100, R$150... Pode ser que você more em um lugar legal, com demanda alta... É claro que existem os contras: você terá uma pessoa desconhecida dentro da sua casa, mas pode ser que esse lugar seja um pouco mais isolado do resto da casa, que tenha banheiro próprio ou mesmo uma entrada privativa. Essa é uma boa forma de tornar aquele espaço inutilizado, às vezes maior do que você precisa, em uma renda extra no fim do mês.   3) Méliuz - Compre e ganhe dinheiro de volta Méliuz é um programa de cashback, ou seja, você compra e recebe dinheiro de volta na sua conta. Assim como ele, existem outros aplicativos que têm uma solução parecida... É o caso do Beblue, do Echo e de uma série de outros (é importante mostrar que existem concorrentes, para que você escolha aquele que mais te agrade ou te atenda melhor).  A ideia desses aplicativos de cashback é bem simples: você compra alguma coisa nas Casas Bahia, por exemplo, e a Méliuz devolve um percentual do que você gastou na sua compra. Eles conseguem o desconto procurando lojas parceiras, divulgam essas lojas e serviços dentro do aplicativo, e em troca conseguem um percentual de desconto por compra. O aplicativo fica com uma porcentagem disso pra si, e o resto eles devolvem pro consumidor. No fundo é um conceito antigo de negociação em massa e compartilhamento de ganhos por ter um volume grande de clientes.   Já tenho inclusive uma conta com eles, que uso em um supermercado aqui de Belo Horizonte. Quando chegamos no caixa, a atendente pergunta se temos Méliuz, então é só colocar o número do telefone. Se você gasta por volta de R$300, R$400, R$500 no supermercado, recebe de volta cerca de R$2, R$3 ou R$4… Nesse caso o percentual é menor, mas o valor devolvido varia de acordo com cada um dos negócios. A compra pode ser virtual ou em loja física, você pode consultar o aplicativo e ver as opções. Confesso que a única coisa que não gosto muito desses aplicativos especificamente, é que você precisa gastar dinheiro pra ter dinheiro de volta. As outras opções não tem essa necessidade.   4) Enjoei - Se desfaça daquilo que não usa Esse o nome já diz tudo. Todo mundo tem coisas em casa que já não são mais usadas... A ideia do Enjoei é transformar essas coisas em dinheiro. Tem algumas plataformas que são intermediadoras para contato de quem quer desapegar de roupas, acessórios e objetos não utilizados, e compradores que estejam interessados nisso.   Por exemplo, meu filho está querendo vender a bicicleta dele. Assim como no Enjoei, ele colocou lá na OLX, no Mercado Livre, e vai procurar alguém que queira uma bicicleta. Ele está crescendo, essa bicicleta está ficando pequena, é aro 24 e ele está precisando de uma aro 26. A bicicleta é boa e nova, ele não precisa jogar fora e muita gente pode aproveitar. Esses aplicativos acabam sendo uma solução porque usam o poder de alcance da internet para atingir um público maior. Antigamente, quando não tínhamos essa facilidade, a saída era fazer propaganda no boca a boca, no máximo colocar numa loja de barro e ver se o fluxo normal daquela loja se interessaria pela eventual compra.   5) Allugator - Objetos parados podem ser alugados Já pensou em alugar aqueles objetos que você tem, mas só usa 1% do ano? O Allugator é o espaço virtual certo pra isso! Por lá você pode disponibilizar bicicletas, câmeras, furadeiras, tudo aquilo que você quase não usa para alguém que queira e precise disso, por um tempo limitado, mas não queira comprar. Essa é a ideia da economia compartilhada na essência. Soluções como essas são boas para o bolso e para o meio ambiente... Quanto menos coisa a gente produzir, comprar e deixar parada, melhor, não é mesmo? O Allugator, ou os concorrentes, são plataformas especializadas em aluguel e são uma boa forma para fazer grana extra com objetos que não são usados com tanta frequência.   6) Mealsharing - Seja cozinheiro e receba pessoas Esse é um conceito que está se popularizando aos poucos, principalmente em cidades maiores, pra quem gosta de cozinhar. Tenho um conhecido que trabalha em uma empresa e, em tempo parcial, resolveu aproveitar a habilidade de cozinheiro e fazer um almoço, cobrando por isso. Basicamente, ele está aproveitando as habilidades na cozinha para fazer renda extra.   O Mealsharing é um aplicativo em que você pode anunciar refeições preparadas por você e as pessoas podem pagar por isso. Esse tipo de experiência tem preço justo (praticamente o cobrado em restaurantes a quilo), tem excelente qualidade e propicia experimentar novas receitas. Em São Paulo, por exemplo, é possível encontrar refeições simples por R$7, até pratos mais rebuscados por R$150.       Além disso, preparar refeições ajuda no networking: você conhece novas pessoas, e faz com que essas pessoas se conheçam. Você também pode usar a plataforma do Mealsharing para divulgar refeições para seus conhecidos ou, caso você seja cozinheiro e não saiba como divulgar, pode usar o aplicativo para fazer isso.    7) GetNinjas - Ofereça serviços O GetNinjas é ótimo pra quem tem alguma habilidade específica e não sabe como ganhar dinheiro com isso. Se você consegue dar aula de idioma, se sabe consertar computadores, por exemplo, esse aplicativo é uma forma de intermediar prestação de serviços.   A ideia do GetNinjas é conectar prestadores de serviço com clientes de todo Brasil: o aplicativo seleciona profissionais por região e possibilita comparação de orçamentos pra diversas áreas. Se estraga a geladeira, por exemplo, é preciso chamar um profissional que muitas vezes não se sabe se é qualificado, qual o grau de satisfação que outros clientes têm com aquele cara especificamente...   O aplicativo se coloca como intermediador, mas também cuida de filtrar, não só em relação à região, mas também à qualificação. É como se fosse a antiga referência, uma forma de pessoas indicarem para outras pessoas o serviço prestado. Afinal de contas, habilidades específicas são mais difíceis de sair divulgando por aí, e o que o Get ninjas proporciona é a possibilidade de se cadastrar, ser validado e, a partir daí, ter uma forma de divulgação.   Claro que o GetNinjas faz ainda mais sentido quando o trabalho tradicional, aquele em tempo integral, está difícil de conseguir… Pode ser que, você não esteja conseguindo se recolocar em tempo integral, mas você consegue trabalhar duas horas aqui, três ali, e então você consegue acumular essas horas de forma que consiga substituir a falta de um emprego em tempo integral. É muito difícil as pessoas mudarem a chave de uma vez, inclusive porque não estamos acostumados ainda a pensar em prestar vários serviços, mas a tecnologia proporcionada por esses sites e aplicativos vem para facilitar essa transição...   8) BlaBlaCar - Já pensou em dar carona? O objetivo do BlaBlaCar é simples: compartilhar caronas e te fazer ganhar dinheiro com isso. Existem outros aplicativos que surgiram com a mesma solução - o Waze também está disponibilizando esse serviço agora. Esse era o objetivo original de aplicativos de transporte, como o Uber, mas acabaram se desvirtuando e se tornando alternativas para o serviço do táxi.   Essa é uma boa alternativa para você compartilhar o espaço vazio do seu carro (hoje em dia não é raro ver o engarrafamento enorme com uma pessoa só no carro que caberia mais quatro ou cinco). No BlaBlaCar (ou no Waze) você se cadastra, seleciona seu trajeto e o aplicativo cuida de encaixar pessoas que precisam de carona naquela rota e no mesmo horário. Supondo que você receba R$4, R$5, R$7 de cada uma dessas pessoas, em  3 ou 4 paradas, mesmo que seu tempo de trânsito cresça 10 minutos, você pode aumentar sua renda, naquele dia, em R$15 ou R$20.   Se você dirige muito, então, esses valores podem ser ainda mais significativos no final do mês. Além de tudo, as caronas podem ser uma possibilidade de conhecer novas pessoas de forma segura... Existe um filtro, um sistema de estrelinhas, em que você sabe se as pessoas são confiáveis ou não. Alguns desses aplicativos que são facilitadores de carona se preocupam especificamente com as mulheres, por exemplo, limitando caronas entre mulheres…    9) FOAP - Venda suas fotos na internet Uma alternativa para aqueles fotógrafos que querem ganhar uma renda extra no final do mês é o FOAP. Este aplicativo funciona como uma intermediação entre aqueles que querem comprar fotos e os fotógrafos. As fotos podem ser vendidas pelo site pelo valor de 5 dólares.    O FOAP é uma plataforma pensada especialmente para quem já tira fotos, mas tem dificuldades em vendê-las por aí. Claro que fotógrafos podem prestar serviços e vender os álbuns direto para os clientes... Mas dá pra aumentar a renda ganhando dinheiro com aquelas fotos que ficaram boas e você não sabe como vender. Se gosta de fotografar, mas não pensa em fazer disso sua renda principal, é uma forma de monetizar seu hobbie.   10) Spinlister - Alugue seus equipamentos esportivos O Spinlister é um aplicativo peer-to-peer em que é possível alugar equipamentos esportivos para esportes ao ar livre. Por lá você pode colocar sua bicicleta para aluguel, por exemplo, tudo através do intermédio do site... Você não precisa se preocupar em encontrar pessoas interessadas em alugar seu equipamento.   A ideia desse aplicativo é parecida com a do Allugator (da dica 5), em compartilhamento é a solução. A diferença entre ele e outros sites de aluguel é logo a especialidade: é um site focado em esportistas. Logo por isso, anunciar uma prancha de surf por lá é mais fácil do que no Allugator, por exemplo, porque o público que vai ver sua prancha está procurando por isso. Então, se você tem um prancha de surf ou uma bicicleta parados aí na sua casa, agora é a hora de ganhar dinheiro com eles!   11) Goleiro de aluguel - Gosta de jogar futebol? Então ganhe dinheiro com isso! Essa ideia é pra quem gosta de jogar futebol, mas ainda não está ganhando nada com isso! Você já jogou futebol no fim de semana com amigos, mas ninguém  quis ser goleiro? As pessoas que gostam de ser goleiros são raras e, acredite ou não, tem gente pagando por esse serviço.   A solução do Goleiro de Aluguel é interessante: une pessoas que não conseguem encontrar um goleiro e aquelas que não se importam em fazer isso. É unir algo que você gosta de fazer (jogar futebol) com algo que você precisa (que é dinheiro). Se interessou? Acesse o site deles e se inscreva! Quem sabe essa não é a chance de aumentar sua renda e ainda conhecer outras pessoas que gostam de futebol?    
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Comments (6)

Erik Priante

qual a vantagem de cimprar o dolar ao inves de comprar a moeda local de uma vez???

Feb 27th
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Erik Priante

nunca mais eu entro nessa o meu acabou esse mes.

Feb 27th
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Erik Priante

eu ja fiz esse pic...cai na cilada do banco! kkkk

Feb 27th
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Mário Said Vieira

Na minha opinião, um dos melhores podcasts de educação financeira da internet! Informação e descontração na medida!

Feb 14th
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Canal sombrio

cool

Feb 4th
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Michell Henrique Lima

Bom Conteúdo. Simples e gera valor.

Jan 29th
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