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Estudando a Bíblia
Estudando a Bíblia
Author: Fernando Rabello
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© Fernando Rabello
Description
Estudos bíblicos, ensino da palavra de Deus para todos. Exegese e interpretação a luz das Escrituras Sagradas.
O objetivo do Estudando e Bíblia é promover os estudos bíblicos de forma democrática e natural. Não temos viés religioso introduzido em nossas teologias, o que fazemos é interpretar a religiosidade dos autores, atos e acontecimentos narrados nos livros da Bíblia de forma natural, sem viés dogmático e doutrinário de igrejas históricas.
Não introduzimos dogmatismos e doutrinas humanas que não estejam claras no texto bíblico.
www.estudandoabiblia.org
O objetivo do Estudando e Bíblia é promover os estudos bíblicos de forma democrática e natural. Não temos viés religioso introduzido em nossas teologias, o que fazemos é interpretar a religiosidade dos autores, atos e acontecimentos narrados nos livros da Bíblia de forma natural, sem viés dogmático e doutrinário de igrejas históricas.
Não introduzimos dogmatismos e doutrinas humanas que não estejam claras no texto bíblico.
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Chegamos ao fim. Em seis estudos vimos o trabalho instituído antes da queda, dois modelos de gestão lado a lado, o clamor que sobe e a mão que devolve, o limite gravado em pedra, o campo onde a trabalhadora mais vulnerável pôde trabalhar sem medo, e a troca de patrão. Mas sobrou uma pergunta, e ela é a mais perigosa de todas. Se o modo de trabalhar importa tanto assim, ele vale quanto? Se eu falhar como líder, se eu desabar como trabalhador, se o meu campo não for o de Boaz, eu perco alguma coisa diante de Deus? A resposta define se esta série foi evangelho ou apenas mais uma carga sobre gente já cansada. Neste último episódio a gente vai a Corinto, cidade que sediava os Jogos Ístmicos, onde o prêmio do vencedor era uma coroa de folhas: no dia da vitória, glória; poucas semanas depois, mato seco. E é esse contraste que desarma a maior distorção do mundo do trabalho. Depois, duas imagens que explicam boa parte da exaustão moderna: correr sem alvo e esmurrar o ar. E o balanço final de um veterano preso e perto da execução, que não fala de império nem de metas batidas. E, por fim, os dois desfechos que a série colocou lado a lado desde o começo: Faraó, que viu tudo e endureceu até o fim, e o homem na cruz, sem tempo e sem obra, que só virou o rosto. O estudo completo está no site: https://www.estudandoabiblia.org/a-corrida-e-a-coroa-1-corintios-9-2-timoteo-4Série completa: https://estudandoabiblia.org/esta-escrito-biblia-trabalho-gestao-exaustaoEstudando a Bíblia. Antigo e Novo Testamento.
Existe um cansaço que não vem da carga de trabalho. Vem da falta de sentido. Você entrega e ninguém nota. Faz bem feito e o crédito vai para outro. Se esforça e a resposta é uma meta maior. Aos poucos a pergunta se instala: para quê?O mundo corporativo percebeu essa crise e deu nome a ela: falta de propósito, desengajamento, a onda de quem faz o mínimo para não ser demitido. Consultorias vendem propósito como se fosse mais um benefício no pacote. Mas a pergunta que resolve isso não é nova. Ela já tinha resposta, e estava escrito, numa carta enviada a trabalhadores que estavam na pior posição possível.PARA QUEM ISSO FOI ESCRITOColossenses 3.23 é a frase que todo mundo conhece: tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, não para os homens. Antes de aplicar, veja o endereço. O versículo anterior dirige a instrução aos escravos, e o versículo seguinte é o que lemos no estudo de ontem: senhores, deem aos seus escravos o que é justo e direito. É o mesmo parágrafo da mesma carta. Num momento Paulo fala com quem está em cima, no outro com quem está embaixo. A Escritura não escolhe um lado da relação de trabalho. Ela cobra os dois, e cada um está diante de Deus.E o que Paulo diz ao trabalhador sem nenhum poder, sem salário digno, sem liberdade de pedir demissão? Ele faz uma troca de patrão. Um detalhe do original: o verbo do versículo 24, servem, é da mesma família da palavra escravo, que abre a instrução no versículo 22. Paulo pega o vocabulário da pior condição de trabalho do mundo antigo e vira do avesso. Você serve, sim, mas o seu Senhor verdadeiro não é o que está na sua frente. É o Senhor dos senhores, que está no céu. O trabalho ganha uma testemunha que nunca falta ao seu dia. O chefe pode não ver, o cliente pode não agradecer, mas nada do que é feito de todo o coração passa despercebido a Jesus Cristo.CAPÍTULOS00:00 O sexto estudo da série00:22 Para quem você trabalha?00:35 O cansaço que vem da falta de sentido00:55 Falta de propósito, desengajamento01:12 A pergunta já tinha resposta01:26 Colossenses 3.23: veja para quem foi escrito01:49 A Escritura cobra os dois lados02:03 A troca de patrão02:23 Servem e escravo: a mesma família de palavras02:50 Uma testemunha que nunca falta03:06 Herança não é salário03:25 Bom desempenho não compra o céu03:38 Primeiro a identidade, depois o modo de servir03:58 José no Egito04:27 Se a história parasse aqui04:39 Por fazer o certo, acaba na prisão05:01 A mesma frase, atrás das grades05:11 O que mudou e o que não mudou05:48 Deus garante a presença, não a promoção06:05 Mateus 11.28: a leitura do carpinteiro06:42 O jugo é uma peça de trabalho06:50 Outro jugo, não jugo nenhum07:30 Tomar o jugo era aprender de alguém07:57 O descanso vem antes do serviço08:16 Satisfação no trabalho é dom08:42 Aplicação: a troca de patrão08:54 Para quem trabalha: a pergunta literal09:35 O que isso não significa09:55 Para quem lidera10:18 Quem serve a Cristo tem um limite10:31 Para quem observa o desgaste ao redor10:57 Uma folha de papel em branco11:17 A troca de patrão em oração11:43 Amanhã: a corrida e a coroaFica a tarefa: pegue uma folha de papel em branco e escreva a resposta. No último mês, para quem eu trabalhei? Para onde o meu esforço realmente se dirigiu: aplauso, medo, salário, pessoas, ou para o Senhor? E antes do próximo expediente, faça a troca de patrão em oração. Senhor, eu trabalho para ti. Vou falar com pessoas difíceis, vou ter dificuldades neste dia, mas eu trabalho para ti, e farei como se fosse para o Senhor.Estudos completos em https://www.estudandoabiblia.org
Quando foi a última vez que você passou um dia inteiro sem abrir nada de trabalho? Não um feriado emendado, não férias marcadas com meses de antecedência. Um dia comum, por decisão sua. Para muita gente, a resposta é: não lembro.O expediente acabou no papel, mas o trabalho continua no bolso. E o mundo percebeu o problema: países debatem leis de desconexão, empresas discutem limite de jornada.Neste quarto estudo da série Está escrito, a gente mostra que o limite não nasceu na legislação. Estava gravado em pedra, no meio dos Dez Mandamentos, na mesma lista de não assassine e não furte.A gente olha para o contexto de quem ouviu aquilo pela primeira vez: um povo recém-saído do Egito, que só conhecia a gestão de Faraó, onde não existia sétimo dia. Olha para a raiz hebraica de Shabat, que significa cessar, e que aparece em ação já em Gênesis 2:2, antes de existir qualquer lei. Olha para a lista de quem o mandamento protege: o servo, a serva, o estrangeiro, exatamente quem não tinha poder de negociar a própria folga.Depois, o limite testado na prática, na economia mais básica que existe: o maná de Êxodo 16, em que o sexto dia rendia o dobro justamente para o sétimo poder cessar.E, séculos depois, a inversão. O dia de alívio tinha virado dia de fiscalização, e Jesus corta o nó em Marcos 2:27.O estudo completo está no site:https://www.estudandoabiblia.org/boaz-o-campo-seguro-rute-2-colossenses-4-1Série completa:https://estudandoabiblia.org/esta-escrito-biblia-trabalho-gestao-exaustaoEstudando a Bíblia. Antigo e Novo Testamento.
Shabat: o limite que veio antes do cansaço | Dia 4 de 7Quando foi a última vez que você passou um dia inteiro sem abrir nada de trabalho? Não um feriado emendado, não férias marcadas com meses de antecedência. Um dia comum, por decisão sua. Para muita gente, a resposta é: não lembro.O expediente acabou no papel, mas o trabalho continua no bolso. E o mundo percebeu o problema: países debatem leis de desconexão, empresas discutem limite de jornada.Neste quarto estudo da série Está escrito, a gente mostra que o limite não nasceu na legislação. Estava gravado em pedra, no meio dos Dez Mandamentos, na mesma lista de não assassine e não furte.A gente olha para o contexto de quem ouviu aquilo pela primeira vez: um povo recém-saído do Egito, que só conhecia a gestão de Faraó, onde não existia sétimo dia. Olha para a raiz hebraica de Shabat, que significa cessar, e que aparece em ação já em Gênesis 2:2, antes de existir qualquer lei. Olha para a lista de quem o mandamento protege: o servo, a serva, o estrangeiro, exatamente quem não tinha poder de negociar a própria folga.Depois, o limite testado na prática, na economia mais básica que existe: o maná de Êxodo 16, em que o sexto dia rendia o dobro justamente para o sétimo poder cessar.E, séculos depois, a inversão. O dia de alívio tinha virado dia de fiscalização, e Jesus corta o nó em Marcos 2:27.O estudo completo está no site:https://www.estudandoabiblia.org/shabat-o-limite-exodo-20-marcos-2-27Série completa:https://www.estudandoabiblia.org/esta-escrito-biblia-trabalho-gestao-exaustaoEstudando a Bíblia. Antigo e Novo Testamento.
Existe um tipo de reclamação fácil de acolher: a que aponta para longe de você. O cliente difícil, o fornecedor que atrasou, a economia. Você ouve, concorda, promete olhar, e sai da conversa de consciência limpa, porque o culpado é sempre outro.E existe o outro tipo. A reclamação que, se você ouvir de verdade, vai apontar o dedo para o sistema que você conduz.Neste terceiro estudo da série Está escrito, Neemias está reconstruindo o muro de Jerusalém quando, do meio da própria obra, sobe um clamor. Não contra o inimigo de fora: contra os próprios irmãos. Quem apertava o povo com dívida e juros eram os nobres e os oficiais, a elite do projeto que ele liderava.A gente olha para a progressão do clamor, que desce em degraus, da fome à dívida e da dívida à escravidão dos filhos. Olha para o verbo hebraico usado ali, o mesmo do grito de Israel no Egito, o grito que faz Deus se mover.E olha para a sequência exata do que Neemias faz: sente, pensa, e só então age. Age contra quem tinha poder, não contra quem clamava. E manda devolver terra, vinha, casa e juros.No versículo 10 há o detalhe que blinda Neemias da acusação de fariseu: ele se inclui na conta antes de cobrar dos outros.Escutar de verdade quase sempre cobra algo de quem escuta. Tempo, dinheiro, conforto, a revisão de uma meta conveniente. Se a sua escuta nunca te custa nada, provavelmente é teatro de escuta.O estudo completo está no site:https://www.estudandoabiblia.org/o-clamor-que-sobe-neemias-5Série completa:https://www.estudandoabiblia.org/esta-escrito-biblia-trabalho-gestao-exaustaoEstudando a Bíblia. Antigo e Novo Testamento.





