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Folha na Sala

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Author: Folha de S.Paulo

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O podcast da Folha produzido especialmente para professores
13 Episodes
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Diretor da Faculdade de Educação da USP, Marcos Garcia Neira, diz que a escola brasileira nunca acolheu tantas crianças como hoje e a dificuldade em se adaptar a essa universalização é que segura o Brasil nos índices internacionais, não a má formação dos professores.Ele critica as mudanças propostas na formação continuada, que deve deixar os cursos de pedagogia e licenciatura mais práticos, com foco nas atividades em sala de aula, em detrimento da teoria.O Folha na Sala também ouviu uma professora recém-formada e outra prestes a se formar para saber como avaliam sua trajetória até aqui e se saíram da faculdade pronta para a sala de aula.
Um dos principais exames educacionais do mundo, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês) avalia o conhecimento em leitura, matemática e ciências de estudantes de 15 anos, em 79 países.Os resultados de 2018 foram divulgados nesta terça-feira (3), em todo o mundo. Este episódio do Folha na Sala explica o que é a prova, por que ela é tão importante e debate por que o Brasil sempre fica nas últimas colocações.Para isso, conversamos com o pesquisador Francisco Soares, um dos principais especialistas brasileiros em avaliação educacional, e o professor da rede municipal de Fortaleza José Gilson Lopes, premiado na Olimpíada de Língua Portuguesa.
No começo de novembro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para a formação de professores que ampliam a duração dos cursos e estabelecem maior foco em atividades práticas, tirando parte da carga voltada à teoria.O Folha na Sala desta semana discute como as mudanças na Formação Continuada de Professores da Educação Básica deve afetar a carreira e formação dos educadores no país.Especialistas debatem a crítica recorrente de que os cursos de pedagogia e de licenciaturas não incluem formação prática suficiente e acabam colocando nas escolas profissionais despreparados para a realidade da sala de aula.
Quatro estudantes contam dos problemas das escolas onde estudam, que sofrem com a falta de conservação dos prédios, falta de professores e laboratórios.Mas as soluções, segundo eles, não se tratam só de reformas e mais equipamentos, é preciso mudar a forma de ensinar e de gerir uma escola, ouvindo mais os estudantes e incentivando o crescimento de cada um.
Enquanto alguns governos criam leis para proibir seu uso na escola, especialistas apontam que há forma de utilizar o smartphone como ferramenta pedagógica.Na escola estadual Milton da Silva Rodrigues, na zona norte de São Paulo, professores e alunos usam aplicativos de mensagem para tirar dúvidas fora da sala e antecipar material para discussão em sala e a foto da lousa substitui a anotação no caderno.Mas especialistas dizem que falta formação dos professores para aproveitar a tecnologia em sala.Segundo uma pesquisa realizada pelo Cetic (Comitê Gestor da Internet), só 30% dos professores tinham passado por algum programa de formação sobre o uso de tecnologia na aprendizagem e quase 90% deles afirmaram ter aprendido sozinhos, com tutoriais na internet.
Enquanto os colégios particulares de São Paulo, com mensalidades que chegam aos quatro dígitos, preparam seus alunos com aulas especiais aos fins de semana, reforço e plantão, na escola pública os alunos correm por fora para competir em pé de igualdade no Enem.O Folha na Sala desta semana acompanhou, na reta final do exame, cinco alunos da escola estadual Major Arcy, na Vila Mariana, a mais bem avaliada pública da capital paulista no Enem de 2018, excluindo as técnicas.O podcast acompanhou a ansiedade pré-prova e as reações após o exame. Parte dos alunos teve dificuldade com o tema da redação, que consideraram inesperado.
Em Santa Catarina, uma escola tem que se adaptar para receber cada vez mais crianças estrangeiras, de diversos lugares, como Haiti, Síria e Venezuela. A solução foi criar grupos de acolhimento e até instalar placas em árabe.No mundo, cerca de 4 milhões de crianças estão longe da escola e de casa, fugindo de guerras e perseguições.Em São Paulo, o sírio Abdulbaset Jarour percorre escolas dando palestras e contando a própria história para sensibilizar as crianças para receber os imigrantes e quebrar preconceitos
Duas professoras reconhecidas pelas maiores premiações de educação do país contam sobre suas vidas.Na periferia de Belém (PA), no bairro Terra Firme, a professora Lilia Melo reverteu a percepção dos alunos de que eles só eram vítimas de um extermínio sistemático na guerra entre tráfico e milícias e venceu o Prêmio Professores do Brasil, em 2018.Em Novo Hamburgo (RS), a coordenadora pedagógica Joice Lamb implementou um novo modo de professores e aluno se relacionarem, de maneira mais horizontal e democrática, que lhe rendeu o prêmio Educador Nota 10 de 2019.Além do reconhecimento, os prêmios mudam a auto estima dos alunos e a visão sobre o própria escola.
Com a ajuda de salas de recursos e colaboração entre professores, escolas se preparam para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais.Apresentado pela jornalista Amanda Lüder, o quarto episódio do Folha na Sala ouve especialistas em educação inclusiva e relata experiências bem sucedidas em Curitiba (PR) e Fortaleza (CE).
Como discutir diversidade sexual em sala de aula em tempos de censura e perseguição à chamada "ideologia de gênero"?O Folha na Sala ouve especialistas para remontar a origem do termo, suas implicações legais e mostra como escolas estão enfrentando a onda conservadora para ensinar tolerância e diversidade.
Um problema tão comum ao noticiário, as fake news chegam às escolas e ameaçam apagar a linha entre a notícia e a desinformação. Especialistas defendem que o melhor combate à epidemia de notícias falsas é a educação midiática e que o professor precisa de apoio. Duas experiências, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, mostram caminhos possíveis para debater o tema em sala. 
Na periferia de São Paulo, dois colégios viviam em ambientes conturbados, em que professores e funcionários eram até agredidos. Com medidas pedagógicas e mais diálogo com toda a comunidade, o cenário mudou. Profissionais que participaram dessas transformações falam neste episódio sobre essas experiências. Pesquisadores debatem o tema e dão sugestões de como encarar o problema.
A Folha lança, em parceria com o Itaú Social, um podcast produzido especialmente para professores. O Folha na Sala vai abordar o cotidiano e os desafios de quem leciona, trazendo sempre experiências das próprias escolas e a opinião de especialistas da área.O podcast vai ao ar todas as terças, a partir das 16h.
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Felipe Trafa

Se você chegou a esse podcast da mídia hegemônica sobre educação, conheça outros com propostas mais críticas e independentes Ouça o podcast dos Professores Contra o Escola Sem Partido e também o podcast O Quadro Negro ambos estão disponíveis aqui nesse app.

Sep 30th
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